segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

DOS MEUS AMIGOS ESCRITORES


"Campereadas - O Bolicheiro Nunca Morre" (Paulo Mendes, (Editora Sulina)
 No final deste ano de 2019, que vai cedendo lugar para o próximo, estou com um deficit nas minhas leituras. Não  consegui curtir tantos livros que me vieram às mãos, alguns presenteados,  outros poucos comprados. Costumo colocar no Vidacuriosa todos eles após a leitura, na medida do possível.
Só agora estou conseguindo postar um comentário sobre esta terceira obra do meu colega Paulo Mendes.
   Livro bom, assim como um bom poema, é aquele que não se acaba no chamado ponto final. Vai na mente do leitor para sempre, guardado na memória, e aflora toda vez que a gente lembra de alguma coisa do passado ou de algo parecido que surge no presente.
 Só quem viveu a infância no campo tem a dimensão da emoção das lembranças. Quem não viveu também se emociona pela forma poética com a qual Paulo Mendes retrata a vida nho campo, seus personagens e as ideias deles.
 Sei que, para alguns, não há o mesmo sentimento que me faz chorar em algumas passagens que lembram o meu velho Seival (ex-distrito de Bagé e atualmente pertencente a Candiota),  meus parentes e os amigos daquela época.
 Para se entender isso, pensemos em alguém que teve uma infância urbana no seio do samba, seja na favela ou no asfalto. Alguém que achou no armário o chapéu panamá do avô ou do pai, os sapatos brancos. No canto do roupeiro, ouve o som da cuíca na mente ainda que o instrumento esteja ali intocado. Ou quando lê uma história ou um filme sobre o Carnaval.
Da mesma forma é assim que me sinto quando faço a revisão da coluna Campereadas, que sai semanalmente dentro do caderno Correio Rural, no centenário Correio do Povo. Foi assim que me senti ao ler o livro. Com saudade e esperando as novas histórias.

SERVIÇO: Quem quiser adquirir o livro, pode encontrá-lo na Editora Sulina, na sede do Correio do Povo, na Rua Caldas Júnior, 219, no Centro Histórico de Porto Alegre. Ou diretamente com o autor, Paulo Mendes,  no Facebook.


A VIDA NÃO É UMA PEÇA DE TEATRO

Diferentemente da peça de teatro, a vida não tem ensaios.  É tudo ao vivo. Sem chance de apagar os erros, sem chance de reeditar. Que nasce não recebe roteiro para seguir. A vida é uma obra aberta cujos atores nem têm ideia de como tudo vai terminar. Nem quando. Alguns equívocos são aceitáveis posto que se trata de humanos. Outros  tem efeitos eternamente negativos. A tal ponto que se pode dizer sobre uma tragédia de agora: "Um dia a gente vai lembrar disso que está acontecendo... e vai chorar de novo. Ainda que o tempo seja um analgésico: diminui a dor, mas não elimina as feridas.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

REFLEXÃO NO FINALZINHO DO ANO


Esta é minha vida. Cheia de dificuldades. Muitas delas criadas
 por mim mesmo. Se não fosse assim, não seria a minha vida.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

PARABÉNS AOS GANHADORES DO PREMIO ARI 2019

     A Associação Riograndense de Imprensa divulgou, na manhã de quarta-feira (18/12), os ganhadores do Prêmio ARI/Banrisul de Jornalismo 2019, o troféu mais importante da imprensa gaúcha. A cerimônia, realizada no auditório do Senac, no Centro Histórico, de Porto Alegre, contou com a presença de cerc de 200 pessoas e foi apresentada por Ana Carolina Aguiar, da Rede Pampa, e Eduardo Pinzon, da Rádio Gaúcha.
Antes do início da entrega dos troféus, foi entregue o Prêmio Antônio Gonzalez de Contribuição à Comunicação a Luis Fernando Verissimo que, ao subir ao palco, foi ovacionado pela plateia. Aplaudido de pé por mais de dois minutos, o escritor agradeceu com sua característica de usar muito mais as palavras escritas e economizar nas faladas: disse apenas "muito obrigado."

     Logo após, o presidente da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), Luiz Adolfo Lino de Souza destacou a importância do prêmio: “Estar entre os trabalhos finalistas deve ser motivo de orgulho para todos vocês”
Lino ressaltou que, com o recorde de inscrições deste ano – foram 385 -, a distinção fica cada vez mais forte. “Temos como propósito a liberdade de imprensa e jornalismo ético e responsável, e o Prêmio ARI é o espelho do que ocorre na imprensa do Rio Grande do Sul. Ele reflete as mudanças na profissão e nos veículos de comunicação", afirmou.
Para avaliar os trabalhos inscritos no prêmio, foram consultados mais de 40 jurados. “As matérias escolhidas representam o melhor do nosso Jornalismo no momento”, destacou o presidente da ARI. E ele completou abordando o cenário profissional da Comunicação, ressaltando que fake news são combatidas com bom Jornalismo. “O jornalista é um agente para ajudar a transformar a realidade. Por favor, defendam a nossa profissão de qualquer ataque, como o da MP 905”, afirmouLuiz a.
     E, ao longo da premiação, o humorista André Damasceno subiu ao palco para imitar diversas personalidades, como os jornalistas Lauro Quadros, Ruy Carlos Ostermann e Paulo Sant’Anna, arrancando risos da plateia.


A LISTA DOS GANHADORES

Reportagem Impressa Geral
1º Lugar - "Alerta no Campus" – Itamar Melo de Oliveira - Zero Hora
2º lugar - "João, 18 Anos e Renascido" – Aline Dos Santos Custódio - Zero Hora

Menção Honrosa - "Nas Trincheiras de Brumadinho" – Juliana Bublitz - Zero Hora
Menção Honrosa - "As Vozes da Esquizofrenia’  – Larissa F. Roso – Zero Hora
Menção honrosa - "Golpe Armado para Lesar Aposentados’ – Carlos Rollsing Braga  - Zero Hora 
Menção Honrosa - "Série RS que Inspira – Educação"  – Guilherme Jancowski de Avila Justino – Zero Hora

Charge
1º Lugar - "Não Tem para Onde Correr"  – Carlos Henrique Iotti - Zero Hora 
2º Lugar - "Pré-Requisitos para Embaixador" –  Gilmar de Oliveira Fraga - Zero Hora
Menção honrosa - Reforma da Previdência  – Gilmar Luiz Tatsch, o Tacho -– Jornal NH
Menção honrosa   - "Burrinhos em Festa" – Neltair Rebés Abreu , o Santiago - Jornal Extra Classe 
Menção Honrosa - "Escola Sem Partido" –  Neltair Rebés Abreu - Jornal Extra Classe 
Crônica
1º lugar - "Jesus e os Gays" –  Paulo Germano - Zero Hora 
2º lugar - "Os Burrinhos e a Enciclopédia" – Paulo Ricardo Cunha Mendes - Correio do Povo
Menção honrosa - "A Pátria de Três Bandeiras" – Paulo Ricardo Cunha Mendes -Correio Do Povo –  
Menção honrosa - "A Montanha Invisível" – Diogo Olivier - Zero Hora 
Menção honrosa - "Obituários" – André Carlos Moraes - Jornal NH 
Economia
1º lugar - "Conflito Entre Porteiras" –Carlos Rollsing Braga  -  Zero Hora 
2º lugar - "Empresas Devem Mais de R$ 1 Trilhão à Previdência" – Verani Freitas de Camargo - Jornal Extra Classe  
Menção honrosa - "Mercado que Cresce" – Jessica  Hubler - Correio do Povo 
Menção honrosa - "Caminhos do Tabaco – Contrabando" – Pedro Piccoli Garcia - Gazeta do Sul (Santa Cruz do Sul)
Menção honrosa - "A Controversa Relação Entre Inteligência Humana e Artificial"– Patrícia Knebel Jornal do Comércio 

Cultura
1º lugar - "Série Patrimônio Histórico"  – Igor Natusch Vieira – Jornal do Comércio
"A Bisavó das Casas Noturnas de Porto Alegre’ – Marcello Alves de Campos
Jornal do Comércio
Menção honrosa - "Bataclan: Na memória de Porto Alegre” - Marcello Alves de Campos – Jornal do Comércio 
Menção honrosa - "Ritual do Exorcismo Desmistificado’ – Rodrigo de Marco -Jornal Integração da Serra 
Menção honrosa - "Loucas Noites do Bom Fim – Paulo César Teixeira - Jornal do Comércio
Menção honrosa - "Quando o Carnaval Virou a Esquina’ – Matheus Chaparini  -Jornal do Comércio 

Esportiva
1º lugar - A 'Organização Criminosa' Colorada" –  Fabrício Falkowski  - Correio do Povo
2º lugar - Série  "Cadê o Esporte no RS?" – Rafael Mano Diverio - Zero Hora 
Menção honrosa - "Saga Xavante" – Correio do Povo – Henrique Massaro
Menção Honrosa - ‘Golfe Para Todos’ – Aline dos Santos Custódio – Zero Hora 
Menção Honrosa - ‘Economia Ca-Ju’ – Fernando Soares -  Pioneiro 

Áudio
1º lugar - ‘Fiscalização Ameaçada de Extinção: Comando Ambiental da Brigada Militar tem o menor efetivo dos últimos 10 anos’  – Cid Martins  e Vítor Rosa – Rádio Gaúcha
2º lugar - "Lula, dos Palácios à Prisão’ – Eduardo  Matos  - Rádio Gaúcha 
Menção honrosa - "Bendita Sois Vós 29: A Cruzada contra os Jornalistas’ – Igor Natusch Vieira - Voz
Menção Honrosa - "Ataques a Bancos – Mais de 70% das cidades do RS registraram ocorrências nos últimos 10 Anos’ – Luiz Alcides Teixeira Martins  -Rádio Gaúcha 
Menção honrosa - "Farra dos Fiscais: A tática da Federação Gaúcha de Futebol para driblar as leis trabalhistas e não arrecadar impostos’ –Cristiano Silva – Rádio Gaúcha  Rádio Guaíba 
Vídeo
1º lugar - "A Pirataria da Pirataria – As fábricas clandestinas de cigarros paraguaios em solo brasileiro’ – Fábio Almeida - RBS TV
2º lugar - "Transplante-se" –  Kelly Costa - RBS TV  
Menção honrosa - "Xavante, Avante! Os dez anos da maior tragédia do futebol gaúcho’ – Lucas  Rizzatti RBS TV 
Menção honrosa - "Acolhimento e Reflexão: Como o Judiciário ajuda a tratar a violência doméstica’ – Luciane Kohlmann Pulz - SBT 
Menção honrosa - "(In)Visibilidade Trans" – SBT – Bruna Maia Ostermann

Web
1º lugar - "Risco em Barragens do RS" – Marcelo de Oliveira Kervalt -GZH 
2º lugar - "O Brasil Gasta Demais com Universidade Pública?" –  Itamar Melo - Zero Hora  
Menção honrosa - "Com Rouanet da Segurança, Empresários Podem Interferir na Aplicação de Recursos no RS – Naira Hofmeister de Araujo - Agência Pública  
Menção honrosa - "Pequenos Notáveis"– Guilherme Jancowski de Avila Justino -GZH 
Menção honrosa - "Futuros Possíveis" – Carlos Alberto Teixeira - Correio do Povo

Arte
1º lugar - "O Impacto do Aquecimento Global na Saúde das Pessoas" –Guilherme Jancowski de Avila Justino - Zero Hora 
2º lugar - "Projeto Gráfico Correio do Povo"’– Jonathas de Almeida Costa - Correio do Povo 
Menção honrosa - "O Time de Bolsonaro" – Jonathas de Almeida Costa - Correio do Povo 
Menção honrosa - ‘Novo Projeto Gráfico Jornal ZH’ – Zero Hora – Melina Gallo De Araujo
Menção honrosa - 10 Anos Sem Michael Jackson’ – Gilmar Fraga - GZH 

Foto
1º lugar - "Nossa Senhora e os Corpos de Brumadinho" – André Pitome Ávila -Zero Hora
2º lugar - ‘Presos nas Calçadas e Ruas Interditadas na Volta –  Diego Fernando Rosa - Jornal VS
Menção honrosa - "Pôr do Sol Eclipsado" – Ricardo Giusti - Correio do Povo 
Menção honrosa -‘Escolta Hospitalar" - Guilherme Testa Correio do Povo  
Menção honrosa - "O Pescador e a Lama" – André Pitome Ávila - Zero Hora

Finalistas Prêmio ARI – Universitário
Grande Prêmio Acadêmico de Jornalismo – Vozes Imigrantes – Carolina Monego Lins Pastl – Fabico – Ufrgs

Reportagem em Vídeo
1º lugar - "Cotidiano Paralelo" –  Wagner Abreu - Faculdade São Francisco de Assis
2º lugar - "42 Meses de Parcelamento" – Maria Eduarda Nascimento da Rocha Editorial J
Menção Honrosa - "O Caminho da Doula’ – Programas Telejornalísticos  - Sofia Mello Lungui – Famecos 
Menção Honrosa - "Voz da Mulher Brasileira" – Bruna Cruz Faraco -  Famecos  Menção Honrosa - "A Praga é o Veneno – Grandes reportagens – Bruna Jordana Rodrigues Dos Santos  - YouTube 

Reportagem Multimídia Web
1º lugar - Mulheres Driblam Machismo para Conquistar o Seu Espaço no Jornalismo Esportivo – Diandra Genesini Tavares - Medium 
2º lugar - "Resiliência, Coragem e Esperança: O percurso" – Laura Stamado Berrutti - Humanista/Ufrgs 
Menção Honrosa - "Da Terra Plana ao Surto de Sarampo’" – Elias Dos Santos - Portal Humanista 
Menção Honrosa - "Quando a Aliança Vira Corrente’ – Aldrey Dorneles Barbosa - Uniritter 
Menção Honrosa  - "Ilha das Flores Após o Fim da Sessão –  Vinicius Domingues Carneiro - Multiverso – IPA – 

Fotojornalismo
1º lugar - "Resistindo para Não Morrer" – Nicolas Chidem Da Costa Editorial J 
2º lugar - "Contra a Reforma – Pedro del Fabro Fernande -  Editorial J – Instagram 
Menção Honrosa  - "Água é Luxo" – Isabelli de Paula Neckel - Em Pauta – Ufpel 
Menção Honrosa -  "Perspectivas’ –  Luciano William Weber - Jornal Primeira Hora
Menção honrosa - ‘Ilhado em Meio a Porto Alegre’ – Letícia Santos Da Silva - Projeto Ilhados 

Reportagem Impressa
1º lugar - "Fardas da Resistência" – Bruna Jordana Rodrigues Dos Santos – Revista Dossiê 
2º lugar - "Indígenas: O Lado Oculto da Ditadura" – Lúcia Rosa Da Silva - Revista Dossiê 
Menção Honrosa - ‘Memória Fora do Ar’  – Italo Roberto Bertão Filho – Revista Exp – Famecos
Menção Honrosa - "Abre Alas para os Chorões" – Sofia Mello Lungui - Revista Exp – Famecos
Menção honrosa - "Decisões Perigosas" – Carolina Monego Lins Pastl - da Universidade 

Reportagem Rádio
1º lugar - "Sétima Arte na Calçada"  – Carolina Monego Lins Pastl – Ufrgs
2º lugar - "Muros da Intolerância: 30 Anos" – Júlia Ozorio De Abreu - Portal Humanista
Menção honrosa - "Vozes Imigrantes" – Estúdio de Rádio da Fabico/Ufrgs 
Menção honrosa - "Pressão Psicológica em Estudantes de Medicina – Eduardo Hosni De Carvalho - Cadeira de Radiojornalismo Informativo
Menção honrosa - ‘Por Volta do Meio-Dia: Mineração no Estado’ – Isadora Smaniotto Garcia – Ufrgs Rádio da Universidade 




quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

VIOLONISTA INTERNACIONAL TOCA NA RUA DA PRAIA



A R
ua da Praia é um palco rotativo de grandes artistas.  Por ela passam desde o desconhecido tocador que diverte os passantes, até um grande músico internacional, que vai aonde o povo está e mostra o seu talento. É o caso do violonista Antônio Sanguinetti,  39 anos. O artista uruguaio está de volta a Porto Alegre, há cerca de dois meses. Ele já conhece bem a capital gaúcha. Em 2 de maio de 2018, apresentou-se no Theatro São Pedro, dentro do Projeto Evora, quando homenageou dois grandes  nomes da música internacional,  argentino Astor Piazzolla e o espanhol Horácio Ferrer.
  Com esse projeto,  Sanguinetti apresentou-se no Centro Cultural de Espanha, em Montevidéu e na embaixada do Uruguai em Paris. Considerado um dos melhores violonistas da América Latina, neste ano, em setembro, Antônio Sanguinetti participou do IV Festival Internacional da La Guitarra de Granada, na Andaluzia, Espanha, com um concerto sobre danças latino-americanas. E recebeu convite para a retornar à Granada. Também foi convidado para participar da Semana Acadêmica dos cursos de música da Universidade Federal de pelotão  (Ufpel). Dará rea recital de violão e oficinas para os alunos em 2020.
    Nascido em Taquarembó, Sanguinetti passou sua infânecia na também cidade uruguaia de Paso de Los Toros. Começou a estudar violão aos nove anos, influenciado pelo tio paterno Bernardo Sanguinetti, um violonista consagrado que o presenteou com o primeiro instrumento musical. Além de tocar músicas clássicas,  especialmente tangos, mas também músicas populares conhecidas, além de dar aulas particulares de violão. Na Rua da Praia e em outros locais da cidade toca para que mais e mais pesão as conheçam o seu magnífico trabalho.


Não consegui postar o vídeo atual. Enquanto tento recuperar a gravação de 2019, posto vídeo antigo, para mostrar o talento do artista.
https://youtu.be/TTlUCYEvbjg
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domingo, 15 de dezembro de 2019

AVOLICES DE FINAL DE ANO


Minha neta Lua Gabriela, de seis anos, me lembra como eu era com a idade dela: ela está lendo tudo o que vê pela frente. Na rua, repete as palavras dos cartazes. Nesta semana, quando fui buscá-la na escola, caminhando para a minha casa, passamos por um pequeno cartaz em forma de cavalete. Ouvi a Gabi dizer, com uma pergunta retórica, sem se importar com respostas: "Gelo frio? Aff, que gelo que não é frio?
Voltei e vi melhor: era uma propaganda de um alimento chamado de Gelo Frio, ilustrada com um desenho de um pinguim.
Minha filha Cris Nunes, mãe da Lua, me contou outra da filhota. Na entrada do banheiro da escola, Lua falou um palavrão.
- De onde tu tirou isso, Lua Gabriela? - perguntou, surpresa, a  professora.
- Eu li ali na parede - explicou, inocentemente. Os outros colegas riram, e ela ficou encabulada.

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

COMO DIZIA O "SÁBIO VELHO DEITADO"


"A mentira tem pernas curtas. A verdade sempre a alcança".
Hoje em dia, isso é uma verdade relativa. Só a mentira do pobre pode ser alcançada pela verdade. A dos bem ricos e poderosos fica imune porque os mentirosos têm dinheiro para contratar advogados influentes e dar propina a juízes, procuradores, promotores, deputados e senadores e outros legisladores para que estes mudem as leis e as aprovem em benefício dos mentirosos e corruptos.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

REFLEXÃO SOBRE A NATUREZA HUMANA

Conheço o caráter das pessoas ao examinar o caminho
que elas percorrem. Elas deixam cascas de banana
espalhadas pelo chão e sorriem imaginando possíveis
tombos alheios. Fazem o mal sem olhar a quem. Felizmente são minoria.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

SOBRE A PARTICIPAÇÃO DOS MEUS AMIGOS NA FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE

O livro mais recente de Flávio Dutra
Dos meus amigos escritores
Só agora consegui concluir a leitura de "Quando Eu Fiz 69", do meu ex-colega Flávio Dutra. O grande número de amigos escritores me trazem duas dificuldades. Uma delas é tempo para ler tantas obras. O outro problema,  mais importante, é financeiro. Eu não consigo adquirir todos os livros de todos os meus amigos. Eles obviamente têm muitos amigos e não podem doar sua obra a todos eles, salvo alguma exceção de alguém muito rico ou com um ótimo patrocínio. Por isso, faço o que posso para prestigiar todos divulgando como eu puder. Alguns tive a felicidade de ganhar, como o Anotações de um Leitor Curioso, do Antônio Goulart. Por todos, porém, tenho grande carinho e orgulho. Alguns livros são ótimos. O do pândego Flávio Dutra,  para mim, é divertidíssimo, com excelente humor, começando pelo ttítulo em que aproveita o momento em que o autor está fazendo 69 anos.
No livro do Flávio, me transporto ao tempo em que trabalhamos juntos. Delicio-me coaam suas histórias,  todas absolutamente verdadeirase,  embora pitorescas demais pra se acreditar. Imaginem jornalistas se reunirem no Porta Larga para beber e falar bem ou mal da vida alheia na Confraria da Caveira. O nome se deve ao fato de que, a cada encontro, os presentes votavam em qual deles seria o primeiro a se transferir para a redação celestial. Normalmente o mais votado era um temporariamente ausente. A brincadeira parou quando o primeiro morreu - e nnão era nem dos mais velhos nem dos que tinham alguma doença.
 Além das histórias de jornalistas,  pode-se conhecer "causos" dos assessores de imprensa e dos políticos.  Ri muito até porque conheço os personagens dos fatos embora o autor procure preservá-los sem citá-los ou colocar nomes fictícios.
Enfim, um ótimo livro que pode ser encontrado nas boas casas do "seu" Ramos ou em outras livrarias.


segunda-feira, 25 de novembro de 2019

PARABÉNS AO FLAMENGO, ATHLÉTICO PARANAENSE E PELOTAS, DESTAQUES EM 2019

Parabéns ao Flamengo de Futebol e Regatas, ao Clube Ahtletico Paranaense e ao Esporte Clube Pelotas
Libertadores e Campeonato Brasileiro
Copa do Brasil
O time carioca fez uma façanha e tanto neste ano. Foi campeão carioca, campeão da Libertadores e venceu também o do 

Campeonato Brasileiro, este último por antecipação já que a competição ainda não terminou. 
O Athlético, também conhecido como Furacão, ficou com a Copa do Brasil. E o Pelotas  ganhou a Copa FGF, que teve o nome neste ano de Copa Seu Verardi, em homenagem ao saudoso Antônio Verardi, funcionário do Grêmio venerado tanto por gremistas como colorados pela sua simpatia e comportamento exemplar e que morreu no dia 24 de abril deste ano. Parabéns a todos os vencedores.
Copa FGF 2019 -(Copa SeuVerardi)
 

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

QUEIXA CONTRA PREFEITURA DE PORTO ALEGRE






Já que dormi com os pés destapados, como dizia minha saudosa mãe, vou seguir com críticas. Já faz um tempinho que acionei o Dmae porque a rede subterrânea pluvial que passa debaixo do piso do pátio da garagem em minha casa está sofrendo uma erosão. E abriu crateras. A primeira solicitação foi em julho. Demorou um tempo até funcionários comparecerem ao local, olharem os buracos e dizerem que iriam analisar. Depois alguém me ligou perguntando se estava tudo bem. Quase falei que o problema se resolveu sozinho e que o buraco se fechou sem a interferência de ninguém. Ele prometeu providências. Um outro buraco veio fazer companhia ao primeiro aumentando o risco para nós, especialmente um filho especial e três netos. E então, com surpresa descobri que, pelas anotações deles, meu problema havia sido solucionado, bem como os de outras casas e numa rua da vizinhança. Dá pra acreditar? Continuo esperando. Vou ter que fazer um escândalo porque só assim as coisas se resolvem neste país.
Daí que estou pensando que esses governos privatizantes fazem questão que seus órgãos funcionem mal para desvalorizá-los e permitirem a venda mais fácil para seu amigos empresários.
Se algum assessor quiser dar um pitaco aqui, peço encarecidamente que só o faça se tiver alguma informação para ajudar nesse processo ou desfazer alguma eventual injustiça que eu esteja fazendo. Caso contrário, dispenso qualquer opinião de puxa-sacos que queiram agradar a quem lhe conseguiu emprego.
A quem chegou até aqui peço desculpas pelo tamanho do texto e do mau humor. Parodiando o padre Antônio Vieira, não tive tempo nem capacidade de ser mais breve.

terça-feira, 29 de outubro de 2019

AVOLICES DE OUTUBRO

A melhor fase das crianças é entre os dois anos e os oito anos. É quando eles não copiaram tudo o que os adultos dizem e fazem. Depois, principalmente no início da Aborrescência, a gente chega a achar Herodes natural, como cantava o a Vinicius. (rsrsrs)
É claro que não são todas e talvez tenham a ver com seus pais e avós, com coleguinhas e os pais e avós deles, com a televisão e desenhos e jogos eletrônicos. Por coincidência, dos dois aos oito é quando dão menos despesas.

domingo, 6 de outubro de 2019

AS COMODIDADES DA VIDA MODERNA CADA VEZ MAIS CÔMODAS

Achei bem curioso um post do amigo Vitor Necchi no Facebook, comentando que o Esquilo, como a gente chama o Supermercado Zaffari em Porto Alegre, está com um diversificação estranha em seus produtos. Estão sendo vendidos, em uma embalagem, dois ovos de galinha cozidos e sem casca. Soube também que é possível comprar bergamota descascada. Se fosse laranja ou abacaxi, ainda vai, que são difíceis de descascar, mas bergamota?
 Depois do controle remoto, é uma boa ideia pra quem não se importa de gastar um pouquinho mais e curte uma vida de conforto. Me fez lembrar de alguém que conheço, prima-irmã do Amigomeu. Ela deve torcer para que banana também seja vendida sem a casca. É que dá uma preguiça descascar, e principalmente ter que colocar as cascas no lixo e não no canto do quarto, emboladas com a fralda usada da criança.

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

RIR É SIM O MELHOR REMÉDIO

Quando eu acordo triste, meio desesperançado da vida, eu uso um remedinho pra mudar o meu astral. O nome é YouTube. Basta escolher na embalagem a dosagem correta e estou salvo. Sempre ouvi falar que rir é o melhor remédio. E é verdade. Quando o astral está bom, eu uso música, que é para manter a boa sensação. Quando não está, e às vezes quando está, uso boas doses de humor. Um dos medicamentos é nordestino. É um paraíba da Paraíba mesmo, um cabra da peste chamado Ariano Suasuna, que já se foi mas não se foi. E, com ele, rio tanto como se navegasse num rio de felicidade.





terça-feira, 10 de setembro de 2019

A ARTE MUSICAL NA RUA DA PRAIA

Mais uma joia musical colhida nos canteiros dos jardins da Rua da Praia. Eu ia passando pela esquina com a Rua Doutor Flores quando ouvi a música do Raul Seixas. Meus pés pararam, meu pescoço e orelhas se viraram para que eu pudesse ouvir melhor. O som era do baiano Rangel Roza, 32 anos. Quando ele acabou tocar a música do Maluco Beleza, ele passou a executar "As Rosas Não Falam", outra preferida minha, de autoria do Mestre Cartola. Quando parou de tocar, meu espírito de repórter foi buscar as informações.
   Rangel Roza está em Porto Alegre há cinco anos. Advinhem por que esse baiano chegou à capital dos Pampas e ficou por aqui? Acham que tem mulher na parada? Pois tem. A responsável pela permanência de Rangel em Porto Alegre foi uma gaúcha que o conheceu em Salvador e o arrastou para o Sul. Curiosamente, repete-se o motivo de outro músico que toca Raul, o paulista Igor Fernando, cujo trabalho, história e fotos apresentei aqui no VidaCuriosa. Igor também teve o coração pealado por uma gaúcha há mais de cinco anos e por aqui ficou. A diferença que Igor toca Raul mais original, Rangel dá à música do Maluco Beleza uma levada reaggae. 

terça-feira, 3 de setembro de 2019

AMIGOMEU APRONTANDO NA PRAÇA DA ALFÂNDEGA

O Amigomeu Silva da Silva, vocês sabem, é uma grande figura. Uma mistura de Sancho Pança com Don Quijote de La Mancha. Como é nascido e meio que crescido na solidão da campanha gaúcha, tem esse espírito aventureiro e interativo com as pessoas. Muitas das vezes se dá mal.
No dia do meu aniversário, que não teve festa nem bolo, o amigo meu foi lá em casa no dia 30, me dar um quebra-costelas, como ele diz. E receber também um abraço, já que nascemos no mesmo dia, mês e ano.
Entre um chimarrão e outro, conversamos sobre as trapalhadas do presidente e ele me contou de suas próprias trapalhadas.
Me dizia ele que, na semana anterior, caminhava pela Rua da Praia, quando teve a sua atenção despertada para um grupo que participava de um jogo de tabuleiro sobre os bancos, entre a banca de revistas Vera Cruz e as estátuas dos poetas Drummond e Quintana.
Curioso, aproximou--se do grupo e perguntou, com aquele jeito dele:
- Ainda que mal lhes perguntem, mas como é o nome desse jogo aí?
- Um baixinho que estava na ponta do grupo que assistia à partida disputada por um gordo de bigodes e suspensórios e um magro alto de bigode fininho, perguntou?
- Tu não é daqui?
- Não. Sou bagual dos campos de Seival. Vi esses dois com um bando em volta que nem "os corvo nas carniça" e fiquei curioso. Como é o nome desse jogo tchê?
É claro que ele sabia o nome mas estava meio sem ter o que fazer, já havia lavado a louça em casa e dado ração pro cachorro e não era homem de passear com cachorrinho na rua, decidiu dar umas risadas.
Para se livrar logo do chato, ou pelo menos fazer o gaudério calar a boca, um dos integrantes do grupo explicou:
- Isso aqui é jogo de damas.
- Amigomeu então complementou:
- A la maula, tchê. Se é jogo de damas, por que é que só tem cavalheiro?
Se não tivesse um brigadiano no local pra apartar, Amigomeu estaria apanhando até agora. Que "cosa"!

Foto meramente ilustrativa

terça-feira, 27 de agosto de 2019

A MUDANÇA NA NOMENCLATURA DOS DEDOS DA MÃO

Eu era pequeno, lá em Seival, e minha mãe me ensinava os nomes dos dedos da mão.
Começava pelo menorzinho: Este é o Minguinho. Depois o Seu Vizinho, o Pai de Todos, o Fura-bolos e o Mata-piolho.
Hoje, quando o tempo já borrifa com a neve a minha barba e os meus cabelos, e já não tenho minha querida mãe há 20 anos, olho meus dedos e observo outros nomes sendo utilizados à minha volta. Já não há mais o tom lúdico e a doçura infantil dos apelidos da infância.O dedo mínimo é usado para limpar ou coçar o ouvido. O anelar esquerdo mantém a aliança cada vez por menos tempo. O indicador não fura mais alimento como na travessura infantil e é usado como o dedo duro do alcaguete. O polegar não trucida mais o inseto. E o Pai de Todos é usado no trânsito para mandar àquele lugar quem ousar fazer qualquer crítica ao mau motorista.

VIDACURIOSA APRESENTA: A CHEGADA DO QUINTO NETO

Estrelando
PEDRO HENRIQUE NUNES RAMOS





Estreou no domingo, no Hospital Moinhos de Vento a "Chegada do Quinto Neto", um filme baseado totalmente em fatos reais que vem agradar corações e fazer babar avós, papais, tios, tia, irmã  e amigos em geral. Estrelado pelo jovem ator Pedro Henrique, tem a participacão maravilhosa de Cris Nunes e João Pedro Ramos. Em breve correndo por aí pela casa com o Natan, o Raphael, a Luísa e a maninha, Lua Gabriela, aumentando o número de avolices para o avô babão contar.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

JOVEM TOCA VIOLINO NA RUA EM BUSCA DE UM SONHO

Salatiel Pereira, de 18 anos, é mais um dos músicos que encontrei mostrando sua arte na Rua da Praia. Mas não é uma história qualquer. Conhecido em sua comunidade no Passo das Pedras como Guri do Violino, ele tem dois sonhos. Um deles é participar de um intercâmbio cultural na Inglaterra. Para conseguir recursos para a viagem, ele toca nas ruas. Em dias de semana, ele se apresenta na Rua da Praia. Nos domingos, toca no Brique da Redenção. Ele mantém também uma lojinha virtual para vender roupas e mantém uma varinha no Instagram. Assim que conseguir o dinheiro para as despesas e acertar sua dispensa do serviço militar, o jovem pretende viver esse sonho. 
O outro sonho é ajudar a comunidade no Passo das Pedras: "Vou ensinar o pouco que sei", diz, modestamente, o jovem que começou a tocar com nove anos e que integra a Orquestra Jovem. O telefone dele, para eventual contato, é (51) 993250273.

domingo, 11 de agosto de 2019

AMIGOMEU NÃO CONTAVA ESTRELAS MAS...

Ao publicar essa ideia mais recente que me veio à mente, sobre contar estrelas, lembrei-me do Amigomeu.
    Foi assim. Um dia Amigomeu foi visitar, lá em Bagé, a minha saudosa irmã Dóris, a mais velha entre nós seis. Num determinado instante, ele entrou no banheiro, o único da casa. De repente, os moradores notaram que já haviam se passado mais de 50 minutos, e o Amigomeu não havia saído do banheiro.
Imediatamente, Dóris e o resto da família ficaram preocupados. Não tinham notado nada estranho na fisionomia do Amigomeu, mas será que teve algum problema de saúde? O tempo foi passando e todo mundo preocupado. Ninguém perguntou nada a ele. Quase duas horas depois, Amigomeu saiu do banheiro aparentando a tranquilidade de sempre. Várias pessoas já estavam apertadas, e só então o local de tirar água do joelho havia sido liberado.
     Antes que alguém tocasse no assunto, sobre essa longa estada no banheiro, Amigomeu fez uma pergunta para a minha irmã, que esclareceu tudo: "Dorica, tu sabes quantos azulejos existem no teu banheiro? De boca aberta, minha irmã só respondeu: "Não faço a mínima ideia."
E ele, com a expressão de quem tem uma grande informação para contribuir para a cultura da humanidade, respondeu:
     - São 846 azulejos - disse e saiu para a cozinha para tomar café.
    Uns poetas contam estrelas. O Amigomeu contou azulejos.

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

CAMINHANDO E CANTANDO

Pegando carona numa quadrilha antiga.

"Eu fui contar as estrelas
com a pontinha da espada.
Comecei à meia-noite,
terminei de madrugada."

Também fui contar estrelas
mas não consegui tabuada
Contei tantas, tantas delas,
que minha'mão ficou cansada.
Fui pra dentro, fui pra cama.
Me tapei com o lençol.
Melhor que contar estrelas,
deve ser contar o sol.
Porque o sol é só um
e só uma é a lua.
Como as mulheres bonitas
os dois iluminam a rua.
Das imagens dessas divas
a que mais brilha é a tua.
De repente, a porta se abre
teu sorriso me ilumina,
Com o brilho dos teus olhos
meu coração se alucina.
No meu quarto iluminado
eu então fecho as cortinas.
Estou agora no céu,
para mim é o paraíso.
 nem dinheiro, nem posses, 
te ter aqui do meu lado
é tudo o qu'eu preciso.









segunda-feira, 5 de agosto de 2019

PATROCINADO PELA INSÔNIA

Estou jogando bola. O local é o campo de futebol do Santa Rosa, em Seival, doado pelo meu tio-avô Floriano Brisolara  da Rosa da herança do pai dele, Egydio Brisolara da Rosa.. É um terreno cercado de casuarinas e eucaliptos. Os lances principais são na goleira de baixo, na direção da caixa d'àgua e da estrada antiga de quem vem de Bagé, pela estrada antiga, passando pela Trigolândia, na Hulha Negra.
Jogo com desenvoltura, com incrível energia física ainda, faço passes, mato a bola no peito ou no pé, faço gols. Tem rede nas goleiras, mas não é partida oficial. Digo isso porque são constantes as trocas de goleiro. Todos querem jogar na linha, por isso há constante revezamento. Quando chega a minha vez de ir para o gol, ouço um voz:
- Podes pôr o Luciano para fazer xixi.
 Saio do sonho para a realidade.
 Acho que o sonho, quase real de estar jogando futebol tem origem na saudade constante dos tempos de pré-adolescente, do futebol e da terra natal. Reforçado do fato de uma postagem retirada do meu blog Vidacuriosa e colocada no Facebook.
Depois de atender o filho especial, pego por momentos de insônia, registro o sonho para não esquecer. Se não faço isso, as lembranças do que sonhei e meus pensamentos desaparecem da memória no dia seguinte.





segunda-feira, 29 de julho de 2019

PARABENIZANDO QUEM TEM QUE SER ELOGIADO

Depois de meia hora de espera para pagar uma renegociação de IPTU, nos escritórios da prefeitura, na Travessa Mário Cinco Paus, eis que o marcador de senhas indicou a minha. Quando me dirigi para o guichê, no lugar estava um idoso bem mais idoso do que eu, a quem eu vira chegar há pouco com aquelas dificuldades para caminhar que a longevidade traz. Ele estava acompanhado de três integrantes da família, eu suponho. A atendente olhou pra mim e explicou que o homem, que recém chegara, seria atendido em meu lugar. Sabem o que eu senti na hora? Senti uma grande felicidade por ter sido escolhido para aquela medida extremamente humana, antiburocrática e sensata. E senti também orgulho daquela atendente ou do setor inteiro. Eu não deveria me surpreender porque esse deveria ser o comportamento de todo o sistema, mas me chamou atenção porque infelizmente não é  a esse tipo de comportamento que estamos acostumados a ver. Poucos minutos depois fui atendido e fiz questão de parabenizar a moça do guichê do lado.
  Como jornalista sempre vê um pouco mais sobre o que acontece, reclamei, numa boa, do fato de os burocratas do ITPU marcarem para o dia 29 o pagamento do imposto, ou da renegociação do imposto. Quase todos os trabalhadores,  aposentados e pensionistas recebem seus pagamentos nos primeiros dias do mês. Por que a cobrança é no dia 29, quando certamente já não se têm mais dinheiro? Os próprios servidores públicos estaduais não conseguem receber em dia e chegam a enfrentar agora o encontro do atraso de um mês com o outro. Algum puxa-saco de plantão já deve estar me perguntando: por que não guardar para pagar no dia 29? Porque isso é quase impossível: no dia 29, quando vence o IPTU se tiver que escolher entre pagar o imposto ou alimentos para a família, quem escolheria deixar de comer ou usar em algo que tenha sido urgente?