quarta-feira, 28 de novembro de 2018

TESTE PARA REVISOR

Quantos erros há no texto abaixo?

      "Chovia intermitentemente, e ele não conseguia sair para fora da casa para pegar o jornal ensacado em um saco plástico e jogado pelo jornaleiro. Preferiu ficar na sala. Até por que lhe doia a panturrilha da perna. Procurou, na parteleira, uma velha cardeneta,  que havia deixado ao lado de um vidrinho de bicabornato. De repente, uma largatixa passou pela estante e se escondeu rapidamente. Pela janela, olhou o mar. Recordou de um acidente recente do qual milagrosamente sobreviveu. O barco afundou-se, deixando várias pessoas feridas e duas vítimas fatais. Todos foram unanimes em dizer que a culpa foi do dono da embarcação, que irresponsavelmente entrou mar adentro mesmo com um temporal eminente. O empresário andava prá lá e prá cá na areia da praia, sorrindo e andando com malemolência, e dizendo que a culpa era de Deus."

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

CURIOSIDADE DA LÍNGUA PORTUGUESA II



                                       








  Giroflex ou giroflash?


Há um grande número de pessoas que não relê o que escreve e muitas vezes usa termos errados para tentar se comunicar. E seus erros acabam sendo repetidos ao ponto de transformar o sentido de certas palavras. De tanto as pessoas escreverem e repetirem termos errados, certos intelectuais, notadamente dicionaristas, registram como aceitáveis termos que literalmente significam outra coisa do que os autores querem dizer. Os adeptos do politicamente incorreto alegam que a língua é dinâmica, que o fato de um grande número de pessoas usarem uma determinada expressão já é suficiente para dicionárizá-las e entendê-las não como erro, mas como uma expressão da maioria.
      Há vários exemplo disso, mas hoje me peguei pensando na palavra giroflex que li em um texto que se referia à descrição de uma cena que envolvia uma viatura policial. Para mim, a frase indicava que um veículo da polícia transportava sobre o capô, uma cadeira daquelas que rodam 360 graus, como pescoço de coruja. Para mim, o aparelho que roda lançando fachos de luz é giroflash, o popular "Kojak". Está certo que não defendo o uso do termo girofacho, para evitar o inglês, mas giroflex também não.

domingo, 18 de novembro de 2018

CURIOSIDADE DA LÍNGUA PORTUGUESA

Quem se incomoda com a dificuldade de acertar acentos deve ficar feliz ao aprender a escrever em latim, que não apresenta esses sinais gráficos. Ou em inglês, que só tem acentos (salvo imprecisão minha) em palavras originadas de outras línguas, especialmente o francês, que exagera nesses sinais. Na língua francesa, há palavras com até cinco acentos, como hétérogénéité
Em Português, em geral as palavras não têm mais do que um sinal gráfico e inúmeras sem nenhum, após a reforma ortográfica de 2008, que tirou acentos diferenciais como em pára, do verbo parar, que distinguia de para (preposição). Considerei isso, em minha modesta opinião, um erro lamentável. Também não tem mais acento, entre outros, voo e abençoo, veem e leem.
   O que me levou a esta postagem foi a curiosidade ao notar que  ímã e bênção têm dois sinais gráficos na mesma palavra. Não tive tempo para pesquisar minuciosamente, mas não são muitos os vocábulos que têm mais de um sinal gráfico. Uma rápida olhada ao Google me relembrou a existência de sótão, órgão, órgão e acórdão. Na verdade, til não é acento, mas um segundo sinal gráfico na palavra. Ímã  (objeto que provoca um campo magnético à sua volta) tem acento porque é uma palavra paroxítona terminada em ã, ãs. Mas também serve como diferencial da palavra imã (pregador de culto islâmico, aquele que quia). Bênção também é paroxítona e terminada em ão e ãos. Já benção, sem acento, não significa nada, embora o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) tenha registrado sem acento. Bênção tem origem religiosa e significa ação de benzer, de abençoar, de invocar a graça divina sobre. Antigamente, ao reencontrar ou se despedir dos pais, os filhos beijavam as mãos deles e pediam a bênção.
   Não descobri até agora nenhuma palavra em português com mais de um acento. Antes da reforma, quando ainda existia o trema, havia mais palavras com dois sinais gráficos.

PREMIO ARI DE JORNALISMO - ÚLTIMA SEMANA PARA INSCRIÇÕES

As inscrições para o Prêmio ARI/Banrisul de Jornalismo estão chegando ao fim. Os interessados em concorrer na distinção devem ficar atentos ao prazo de cadastro de trabalhos, o qual se encerrará às 18h do próximo dia 20, terça-feira. Neste ano, o reconhecimento chega à sua 60ª edição com novo regulamento, apresentando oito categorias. Outra novidade é que, neste ano, a premiação está sob a coordenação do jornalista Paulo Eduardo Barbosa dos Santos, conselheiro da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), a qual promove o reconhecimento.

Com as mudanças no regulamento, a distinção passa a ser dividida nas categorias Reportagem Impressa, Reportagem em Áudio, Reportagem em Vídeo, Reportagem Multimídia, Arte, Fotojornalismo, Charge e Crônica. Conta, ainda, com o quesito Jornalismo Universitário, incluído na premiação em 2015. O Prêmio ARI/Banrisul de Jornalismo destinará aos primeiros e segundos lugares de cada categoria troféu em bronze (confeccionado pelo artista plástico Waldomiro Motta), valor em dinheiro e diploma. Haverá, ainda, em todas as categorias, Menção Honrosa para os cinco finalistas de cada área.

Paulo Eduardo é jornalista e publicitário, formado pela Ufrgs e pós-graduado na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo. É diretor da empresa Direta, Comunicação, Pesquisa e Marketing e foi diretor da TVE. É conselheiro da entidade há mais de duas décadas e está há três anos no Conselho Municipal do Desporto. Mais informações podem ser consultadas pelo site www.premioaridejornalismo.com.br.

domingo, 4 de novembro de 2018

sábado, 3 de novembro de 2018

REFLEXÃO POLÍTICA E SOCIOECONÕMICA


Algo não vai bem em um lugar onde há um grande mercado para farmácias e advogados...

...e também para fabricantes de tornozeleiras e de armamentos, de grades, de alarmes, de câmeras de circuito interno, de empresas particulares de segurança, de seguradoras, de funerárias...