sexta-feira, 25 de maio de 2018

LOCALIZADOS 33 MENORES DESAPARECIDOS EM PORTO ALEGRE DURANTE OPERAÇÃO REGRESSO

O Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca) realizou, esta sexta-feira, em vários bairros de Porto Alegre, a Operação Regresso, que localizou, até o final da tarde, 33 menores, entre crianças e adolescentes. A ação foi desenvolvida para marcar o Dia Internacional da Criança Desaparecida. A data é uma referência ao menino Etan Patz, de seis anos, que sumiu no dia 25 de maio de 1979, logo após ter saído da escola em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Até hoje, o menino nunca mais foi encontrado.
 Conforme a Polícia Civil, em 2016 desapareceram 394 crianças com até 12 anos no país. Desse total, 251 foram encontradas. Em 2017, foram 384 casos, com 239 localizações. Em relação aos adolescentes, com idades entre 13 e 17 anos, o número de desaparecidos em 2016 atingiu 5.059 com 3.744 encontrados. Em 2017, foram 4.546 jovens desaparecidos,  com 3.702 sendo localizados.
    Conforme a diretora do Deca, delegada Adriana da Costa, o número de desaparecimentos de adolescentes atinge cerca de 90 por cento das ocorrências registradas. A policial explica que os motivos para os sumiços são variados, com destaques para o envolvimento com namorados, tráfico de drogas, exploração sexual e desentendimento familiar.


Com Correio do Povo e sites da Internet
   

CHARGE SEM DESENHO

Além do revólver, o assaltante carrega uma mangueirinha e um galão de cinco litros. Ao apontar a arma para a vítima, vai logo avisando, aos gritos:
- Não quero o teu dinheiro, não quero o celular, nem o carro. Vai logo me passando a chave do tanque.

domingo, 22 de abril de 2018

MAIS UMA HiSTÓRIA DE UMA DAS IRMÃS DO AMIGOMEU

Dos cinco irmãos do Amigomeu, três morreram de forma trágica: Getúlio, o mais velho, disparou um tiro contra o próprio coração, da mesma forma que seu tocaio famoso; Momô, registrado como Deuseamor, foi assassinado por um marido traído sem sequer ter conhecido a mulher do corno; e Deudeci, coitadinha, foi vítima de sua extrema magreza.
Já comentei aqui no blog os detalhes das mortes de Getúlio e Momô. Também já falei aqui sobre as desventuras de Deudeci que, por ter sido muito magra, passou a vida inteira sofrendo "bullying", principalmente na infância, quando ouvia apelidos, como Fininha, Pau de virar-tripa, Palito, Jerivá e Vara de Pescar. 
   Por ser magra demais, no mês de outono, quando costuma ventar muito, ela precisava carregar duas pedras de meio quilo na bolsa para poder ir ao armazém. Ou passear. Em 2016, morreu de forma trágica como o clássico do cinema "E O Vento Levou". Durante aquele ciclone que atingiu Porto Alegre, ela estava a cem metros de sua casa, na Estrada dos Alpes, no bairro Alto Teresópolis, e foi carregada pelos ares pela ventania até o bairro Praia de Belas, onde se estatelou contra a parede do sexto andar. Na verdade, foi um andar acima, mas mudei aqui porque iriam dizer que 7 é conta de mentiroso.
O caixão no qual Deudeci foi sepultada era muito estreito, tinha uma alça só, como caixa de violino. A lápide não permitia sequer escrever o nome inteiro. Ficou deu de si, em uma coluna. O coveiro disse que não dava para colocar o esquife na horizontal. O deu de ci lembrou a origem do nome dela, como já contei. O pai dela, seu Waldemar, uma vez foi ao Cabaré da Picucha, lá em Seival, e ouviu prostitutas conversando em outra peça. Elas comentavam sobre o falatório a respeito de uma moça de família rica que havia transado com quase todos os rapazes da vila. Isso em uma época em que isso não era comum. Uma das putas defendeu a garota.
- Se ela deu de si, foi bem dado e ninguém tem nada xô isso. Seu Waldemar ficou com aquilo na cabeça.
   Mais tarde, ao registrar a criança, a quarta na ordem dos filhos, seu Waldemar não tinha um nome escolhido, e não se sabe por que cargas d'água, disse que a menina se chamaria Deudeci. O escrivão colocou o nome com C para atender às regras da ortografia. 

quinta-feira, 19 de abril de 2018

O TEMPO, O VENTO E O PAGAMENTO

Se o tempo fosse um barquinho
daqueles de vela ao vento,
minhas bochechas estariam roxas
de tanto eu soprar o Tempo 
pro dia do pagamento.

terça-feira, 27 de março de 2018

REFLEXÕES ECONÔMICAS

               Se o tempo fosse um barquinho, 
               daqueles de vela ao vento,
               minhas bochechas estariam roxas
               de tanto eu soprar o tempo
               pro dia do pagamento.

                     

domingo, 11 de março de 2018

domingo, 11 de fevereiro de 2018

OS CARIOCAS E SEUS FALARES

Se tem alguma coisa que fere meus cansados ouvidos é a pronúncia dos repórteres e apresentadores cariocas. Nada contra o chiado deles, cada região tem sua maneria
própria de falar. Nós, gaúchos, falamos deve forma diferente, mas não temos difusão nacional como AA emissoras paulistas e cariocas. O que eu me refiro é a maneira como os cariocas se falam  aos nomes estrangeiros, especialmente os de língua espanhola. Muito me irrita ouvir o pessoal da Globo se referir a "Barilóche", e não "Barilôche" como os gaúchos e os de língua espanhola falam. Hoje, ouvi um repórter da Globo pronunciar "Bórra" para comentar a presença do colombiano Borja. Ele até poderria falar "Borja", ou Bôrha (com h aspirado, mas mas não Bórra.


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

REFLEXÃO SOBRE AS REDES SOCIAIS

O Facebook é uma grande árvore onde pousam aves de rapina disfarçadas de pássaros inocentes à espera de uma presa; e passarinhos inocentes querendo se passar por grandes aves. No Brasil, é retrato de grande parte da população que, como caranguejos no balde, querem subir a qualquer custo, puxando os que estão em cima e pisando nos que estão em baixo. Triste país, triste povo.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

DOS MEUS AMIGOS ESCRITORES

Meu amigo Mauro Castro é um artista multitalentoso. Com seu trabalho como motorista de táxi, faz mais do que promover um transporte confortável, seguro e honesto. Pelas suas corridas passa uma gama de moradores de Porto Alegre e de outros lugares que deixam histórias maravilhosas. É um material que já permitiu a edição de três livros, com histórias que fazem rir, ou chorar compondo um retrato fiel e humano de uma parte de Porto Alegre. Um quarto livro será lançado no próximo dia 11 de janeiro. No ato de lançamento, Mauro Castro vai apresentar uma terceira faceta da sua personalidade, a segunda ligada à arte. Além de taxista e escritor, Mauro Castro é músico e dará uma canja no lançamento do livro tocando piano.

domingo, 24 de dezembro de 2017

OS VENCEDORES DO PRÊMIO ARI 2017

 Rodrigo Moles
Para um público de aproximadamente 200 pessoas, que lotou o auditório do Ministério Público, foi divulgada, na manhã de terça-feira, a lista dos ganhadores do 59 Prêmio ARI/Banrisul de  Jornalismo.
 O grande destaque da edição de 2017 do Prêmio ARI foi o jornalista Rodrigo Lopes, do Grupo RBS. Ele ganhou o primeiro lugar na categoria webjornalismo e mais  três pelo jornal Zero Hora:  um segundo mancha minha em crônica e outro em reportagem geral, e um terceiro lugar também em geral.
Os vencedores foram os seguintes:

Reportagem Geral -
1 Lugar - Encarcerados (série), de
Michele de Carvalho Ferreira, Diário Popular (Pelotas)
2 Lugar -RS na Marca da Cia - de Rodrigo Lopes e Carlos Rohlsing- ZH
3 Lugar -  Conexão Francinepe - Medellín - O Homem da Faculdade de Papel, de Rodrigo Lopes e José Luís Costa, de ZH.
4 Lugar - Protagonismo Feminino, de Bruna Karpinski Santos, ZH
5 - Essa Terra É de Quem?, de Isabela Sanders, Jornal do Comércio

JORNALISMO IMPRESSO - REPORTAGEM ESPORTIVA

1 - Guerreira de Dar Inveja, de Rafael Peruzzo - Correio do Povo
2 - À Sombra da Tragédia: O recomeço das viúvas de Chapecó André Baibich, ZH
3 Lugar - Os 7 de 77 - de Leonardo da Silva, ZH
4 Lugar - Esporte Clube Saudade , Sérgio Vilar, ZH
5 Lugar - Revolução Industrial de Craques, de Henrique Massaro -

Crônica

1 Lugar - O Nosso 11 de Setembro - Cláudia Laitano - ZH
2 Lugar - Carta a Alba, Tereza e Família Rodrigo Lopes, ZH
3 Lugar -  O Pior Comunicador do Mundo, Paulo Germano, ZH
4 - O Guri de Caruaru - Paulo Mendes
5 - Pra Tudo Deus Dá um Jeito
Liberato Vieira da Cunha  Jornal do Povo (Cachoeira do Sul)


REPORTAREM ECONÔMICA.
1 - Privatizações - Cléver Tarandini, Jornal Já
2 Lugar - Mais emprego? de Flávia Benfica, Correio do Povo
3 Lugar - Refugiados, de Mauren Xavier  CP
4 Rumo da Indústria, de Guilherme Daroit, Jornal do Comércio
5 Lugar - Em Harmonia com a Natureza, Itamar Melo - ZH

FOTOJORNALISMO
1 Lugar - A Ilha que o Mundo Esqueceu Carlos Macedo, ZH
2 Lugar, Encarcerados, Carlos Queiroz, Diário Popular
3 Lugar - Não É o Tamanho que Mede a Vida, Carlos Macedo, ZH
4 Lugar - Famílias expulsas pelo tráfico e destruição de casas sob investigação, Matheus Bruxel, Diário Gaúcho.
5 - Deixou de Ser Brinquedo e Virou Problema, Paulo Langaro, ZH

CHARGE
1 Lugar - Odebrecht, Alexandre Oliveira, Diário Gaúcho
2 Lugar - Ministérios - Schroeder
 3 Lugar - Pauta Positiva, de Gilmar Fraga, ZH
4 Lugar - Visita guiada, Neltair Rebés Abreu, o Santiago, Jornal Extra Classe
5 Legal - Feira da Infância - Neltair Rebes Abreu, o Santiago, Jornal Extra Classe.

PLANEJAMENTO GRÁFICO

Redesenho do Caderno Doc, de Melina Gallo de Araújo, ZH
2 Lugar - Especial Paulo Santana, de Paola Gandolfo, ZH
3 Lugar, Caderno Vida, de Melina Gasparini, ZH
4 Lugar -  Os maiores desastres ambientais, de Thais Longaray, ZH
5 Lugar,  Pedro Dreher,  CP.
REPORTAGEM CULTURAL
1 Lugar - Für Immer (Para Sempre) Moacir Frenzen, NH.
2 Lugar - Vaiado Hoje, Aplaudido Amanhã, por Fábio Prickladnicks_ Doc
3 Lugar - Como nasce uma gaita- Alexande Lucchese - Doc ZH
4 Lugar - Onde o Metal Gaúcho Foi Forjado? William Rodrigues
5 Lugar - Os Refugiados de Belchior, Letícia Pacheco, Gazeta do Sul

RADIOJORNALISMO - GERAL
1 Lugar - Cerco aos neonazistas, de Cid Martins, Rádio Gaúcha
2 Lugar - Fraude do Lixo, de Eduardo Mattos, Rádio Gaúcha
3 Lugar - Ataque ao Extremismo, de Xid Martins
4 Lugar - Sobre o Lucro Fácil, de José Renato Ribeiro,
Rádio Cachoeira
(Cachoeira do Sul)

RADIOJORNALISMO ESPOTIVO
1 lugar - Caravana da Resistência de Eduardo, Rádio Gaúcha
TO'S Paixão Além do Futebol, Rádio Grenal
2 Lugar -  A Maior Tragédia do Esporte  Mundial, Eduardo Matos, Rádio Gaúcha
4 Lugar - Caso Vítor  Ramos, Rodrigo Oliveira, Rádio Gaúcha
5 Lugar - Vamo Vamo, Chapecó, de Alessandro di Lorenzo, BandNews
FM

TELEJORNALISMO - GERAL
1 Lugar - Novos Imigrantes vê ao RS em busca de trabalho, Luciane Kohlman, SBT/RS
2 Lugar - Jovens Enganados por falsos empresários eram tratados como escravos, Andrei Rosseto, SBT/RS
3 Lugar - Educar para mudar, de Nathalia Fruet, RBS TV
4 Lugar - TV Repórter, Ocupações, Lisete  Félix Veloso,  TVE/RS
5 Lugar - Núcleo do  Presídio Cenrral, Jonas Campos, RBS TV

TELEJORNALISMO - REPORTAGEM ESPORTIVA
1 Lugar - Joga com a gente de Alice Bastos Neves, RBS TV
2 Lugar - Joga que nem mulher, de Roberto Cabral Azambuja, RBS TV
3 Lugar -Inter, 10 Anos do Mundial, de Glauco Pasa,  RBS TV
4 Olimpíada de 2020, Kelly Costa, RBS TV
5 Lugar- 20 Anos do Bicampeonato brasileiro, Fernando Becker, RBS TV

WEBJORNALISMO
1 Lugar  - A Travessia - Rodrigo Lopes, Jéferson Botega e equipe, ZH
2 Lugar - Perigo no Prato - Carlos Rohlsing Braga, ZH
3 Lugar - Patrimônio Ameaçado - de Cléber Tentardini - Jornal Já
4 Lugar - Catadores de Sustento e Cidadania, de Gabriele Santos de Paula, ANÚ
5 Lugar - Nos tribunais, os xicrin estão vencendo a Vale, de Naira Hofmeister, Agência Pública.

JORNALISMO UNIVERSITÁRIO-RÁDIO

1 Lugar - Marcadas pela dor, relatos sobre violência obstétrica, de Eduardo Pinzon, Famecos
2 Lugar - Somos Tão Jovens - 36 anos de HIV, de Felipe Goldberg Coelho, Rádio da Universidade - Ufrgs
3 Lugar - Ilha da Pintada, Onde Nem Tudo É Básico, de Eduardo Pinzon, Famecos, PUC.

J
4 Lugar - Reciclagem de Brinquedos, de Ana Cristina Hoffmann Azeredo
5 Lugar - A Diversificação da Produção de Fumo em Santa Cruz do Sul, de Brenda Rodrigues Fernandes, Famecos, PUC

JORNALISMO UNIVERSITÁRIO - TV
1 Lugar - A Rotina da Esperança, deMarcela Barbosa Baiborra - UniRitter
2 - Moda e Saúde Mental, de Amanda Farias Zammer Muller, TeleFabico, Ufrgs
3 Lugar - À Espera por Desaparecidos, por Isadora Duarte da Silva, TeleFabico, Ufrgs
4 Lugar - O Grito de Desigualdade, de Wagner Pedroso de Abreu, Faculdade São Francisco de Assis
5 Lugar - Depois da Kiss, de Juliano Rosa de Castro, TV Campus UFSM

JORNALISMO UNIVERSITÁRIO IMPRESSO
1 Lugar - Meninas da Fase, de Carla Rodriguez, da UniRitter.












segunda-feira, 27 de novembro de 2017

PRÊMIO ARI DE 2016 TEM RECORDE NO NÚMERO DE INSCRIÇÕES: 408



Luiz Adoldo Lino de Souza, presidente da ARI
A 59ª edição do Prêmio ARI de Jornalismo teve suas inscrições encerradas neste domingo, 26, registrando recorde de submissões em relação ao ano passado. Ao todo, foram 408 trabalhos - sendo 50 apenas de universitários -, contra 370, em 2016. Ao Coletiva.net, o presidente de Associação Riograndense de Imprensa (ARI), Luiz Adolfo Lino de Souza, comemorou, satisfeito, o resultado. "É a prova de que estamos com uma boa produção jornalística, apesar do período difícil que vivem as redações."
O jornalista explicou que, neste ano, a premiação contará com uma renovação no corpo de jurados, oportunizando a participação de novos colegas na escolha dos vencedores. Para tanto, os avaliadores terão duas reuniões: uma nesta quarta-feira, 29, e outra em 12 de dezembro, na sede da ARI.
As mais de 400 submissões serão validadas até amanhã, 28, conforme afirmou Lino. Os trabalhos estão concorrendo em 14 categorias - Charge, Jornalismo universitário, Reportagem cultural, Webjornalismo, Mídia impressa, Radiojornalismo e Telejornalismo. Cada uma destas modalidades, com exceção das três primeiras, possui subcategorias.
A cerimônia de entrega dos troféus está prevista para 19 de dezembro, às 10h, no auditório do Ministério Público (Praça Marechal Deodoro), em Porto Alegre.

CURIOSIDADES DA LÍNGUA PORTUGUESA

Mais uma curiosidade da Língua Portuguesa.


"Por que", separado e sem acento; "por quê", separado e com acento; "porque", junto e sem acento; "porquê", junto e com acento.

Descubra ou releia essa diferenciação no livro de minha autoria, "Tira-teima de Quatro Questões Ortográficas: Crase, vírgula, hífen e os porquês", que deverá ser lançado na primeira metade de 2018.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

NECROLÓGICO de 2017

Em todos os dias 2 de novembro, Dia de Finados, sempre relembro de tanta gente que conviveu comigo e que já foi chamada para o andar de cima: meus pais, Walter e Ítala, meus irmãos Dóris e Dilmar, meu cunhado José Pradier, o Lebrão, e meu querido sobrinho Guto, todos os tios e tias paternos (minha mãe, era filha única). Neste ano de 2017, registrou-se um grande número de perdas de jornalistas que trabalharam comigo em diversos órgãos de imprensa. Relato aqui como homenagem a eles e como informação porque, às vezes, alguns colegas me perguntam sobre outros ex-colegas e nem sabiam que eles já haviam partido para a redação celestial. Acrescento também, alguns com os quais nunca trabalhei mas estava acostumado a vê-los, ouvi-los ou lê-los até este ano.


Jayme Copstein
Em 12 de janeiro, morreu Jayme Copstein, aos 89 anos, com quem trabalhei na Folha da Tarde e na Rádio Guaíba e na RBS, onde ele fez grande sucesso com o programa Gaúcha na Madrugada.


Holmes Aquino
Em 29 de abril
Holmes Aquino, 
aos 88 anos, chefe da equipe técnica da RBS, ex-colega da Rádio Gaúcha.

Em 23 de junho, Gemma Generali, aos 90 anos, colega redatora da Zero Hora, onde trabalhou por 40 anos. Ela teve dois filhos e duas filhas, e deixa oito netos e seis bisnetos. A jornalista tinha câncer no pulmão e enfisema pulmonar.

Adalberto Kaspary
5 de julho - Adalberto Kaspary, 78 anos, natural de Feliz (RS) professor de Português, especializado em termos jurídicos e em gramática em geral. Devo a ele, um tanto que apreendi sobre a nossa língua pátria.



      Em 19 de julho, Paulo Sant'Anna,
Paulo Sant"Anna
jornalista da Rádio Gaúcha, onde participou do programa Sala de Redação, e da Zero Hora, onde assinava uma coluna na penúltima página.




Osório Figueiredo
Em 6 de agosto, foi a vez do historiador Osório Santana de Figueiredo nos deixar, aos 91 anos. Há alguns anos, conversei com ele quando fui à cidade natal dele, São Gabriel, para conhecer um monumento erigido, no meio de uma estância, em homenagem a Plácido de Castro, o anexador do Acre.



Euclides Lisboa
Em 8 de setembro, Euclides Lisboa, o Kidinho, 71 anos, ex-colega da Folha da Manhã e da Folha da Tarde. Ultimamente estava em Santa Catarina, como editor executivo da Empresa Empreendedor, de Florianópolis.



João Wianney Carlet
Em 29 de setembro - Nascido em Três Passos (RS) Wianey Carlet tinha 68 anos e morreu após complicações decorrentes de uma cirurgia vascular nas pernas. Passou por várias empresas de comunicação do Estado, entre elas a TV Difusora, Caldas Junior, Rádio Sucesso e RBS, onde participava do programa Sala de Redação e tinha uma coluna em Zero Hora. Neste 2017, foi dispensado da RBS e começava nova função da Rádio Bandeirantes.


Fernando Antônio Lemos Goulart
Em 15 de novembro - Na quarta-feira, faleceu Fernando Goulart, com quem trabalhei na Folha da Tarde e na Zero Hora. Tinha 69 anos. Na época em que trabalhamos juntos, era repórter esportivo. Foi presidente da Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos (Aceg) e trabalhou também no Estadão. Seu último emprego foi na Câmara de Vereadores de Porto Alegre.


 Outras mortes

Teori Zavaschi
Em 19 de janeiro, Teori Zavascki, 70 anos, presidente do STF, e irmão do meu ex-colega Olyr Zavaschi, com quem trabalhei em ZH e que faleceu em 30 de junho de 2011 em queda de avião.


Jerry Adriani
Em 23 de abril, cantor Jerry Adriani (Jair Alves de Souza), aos 70 anos. Era cantor e ídolo do movimento musical conhecido como Jovem Guarda, nascido no bairro do Brás, em São Paulo. Foi vítima de câncer.


Belchior
30 de abril, morre Antonio Carlos Belchior, cantor e compositor, 70 anos, nascido no Ceará. Fez sucesso com suas composições, algumas delas interpretadas por Elis Regina


Plauto Cruz
29 de julho - Plauto Cruz, 87 anos, gaúcho e considerado um dos maiores flautistas do país. Teve complicações de Parkinson e complicações de Alzheimer. Era natural de São Jerônimo (RS).



Hélio Dourado
1º de agosto - Dr. Hélio Dourado, ex-presidente do Grêmio entre 1975 e 1981, aos 87 anos, vítima de enfarte. Ele era presidente do Grêmio quando eu cobria as notícias do clube como repórter da Folha da Tarde. Natural de Santa Cruz do Sul (RS)


Luiz Melodia
4 de agosto - Luiz Melodia, 66 anos, cantor e compositor brasileiro. Luiz Carlos dos Santos nasceu no Rio de Janeiro.


Carlos Araújo
12 de agosto - Carlos Araújo, 79 anos, político gaúcho, foi casado por 25 anos, com a ex-presidente Dilma Rousseff, com quem militou durante a ditadura civil militar.



Paulo Silvino
17 de agosto - Paulo Silvino, ator e humorista da Rede Globo, morreu aos 78 anos, de câncer. Seu maior sucesso era o porteiro Severino, do cara-crachá, cara-crachá. Era natural do Rio de Janeiro.


Jerry Lerws
20 de agosto - Jerry Lews, um dos maiores comediantes da história mundial, morreu em Las Vegas aos 91 anos. Seu nome de original era Joseph Levitch e nasceu em Newark, em Nova Jersey (EUA).


Marcelo Rezende
16 de setembro - Marcelo Rezende, aos 65 anos, vítima de câncer. Nascido no Rio, ultimamente apresentava o Cidade Alerta, mas passou por vários programas entre eles Linha Direta, Domingo Espetacular, Fantástico e Jornal Nacional.
















quarta-feira, 1 de novembro de 2017

A ORIGEM DOS NOMES DOS MESES - NOVEMBRO

Assim como os seus antecessores outubro e setembro, o nome do mês de novembro é originário do latim, novem, que significa nove, embora o mês seja o décimo primeiro mês do calendário gregoriano. Como ocorre com os dois outros meses, essa ideia de nono mês fez do antigo calendário romano, que ia de março a dezembro. O mês de novembro, embora alguns e outros se atrapalhem, tem 30 dias.



Datas comemorativas de novembro

1 de novembro - Dia de Todos os Santos (Não é feriado no Brasil. A data é reconhecida por católicos, ortodoxos, anglicanos e lutares.) Spostamente, a ideia de homenagear todos os Santos Mártires teria começado por volta do ano 835 d.C, quando a Igreja Católica Romana decidiu dedicar o dia 1º de novembro a todos aqueles que tiveram uma vida santa, mas não foram lembrados ao longo do ano.Normalmente, o Dia de Todos os Santos é celebrado nesta data em todo o ocidente, enquanto que no oriente a comemoração acontece no primeiro domingo após o Pentecostes.

2 de novembro - Dia de Finados - É feriado no Brasil.  Conforme a Wikpédia,desde o século II, alguns cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. Também o abade Odilo de Cluny, em 998, pedia aos monges que orassem pelos mortos. Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos. No século XIII esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro é a Festa de Todos os Santos. A doutrina católica evoca algumas passagens bíblicas para fundamentar sua posição (cf. Tobias 12,12;  1,18-20; Mt 12,32 e II Macabeus 12,43-46), e se apóia em uma prática de quase dois mil anos.[1]


Segundo Léon Denis,[o estabelecimento de uma data específica para a comemoração dos mortos é uma iniciativa dos druidas, pessoas encarregadas das tarefas de aconselhamento, ensino, jurídicas e filosóficas dentro da sociedade celta, que acreditavam na continuação da existência depois da morte. Reuniam-se nos lares, e não nos cemitérios, no primeiro dia de novembro, para homenagear e evocar os mortos.

3 de novembro - Dia do Cabeleireiro

4 de novembro - Dia do Inventor

5 de novembro - Dia do Cinema Brasileiro e Dia Do Radioamador e do Técnico em Eletrônica
6 de novembro - Dia Nacional do Amigo
7 de novembro - Dia do Radialista
8 de novembro - Dia do Radiologista
13 de novembro - Dia Mundial da Gentileza
15 de novembro - Dia da Proclamação da República
18 de novembro - Dia do Conselho Tutelar
19 de novembro - Dia da Bandeira
20 de setembro - Dia Nacional da Consciência Negra (Em homenagem a Zumbi, líder do Quilômbo de Palmares, que combatia a escravidão).
22 de novembro - Dia do Músico
23 de novembro  - Dia do Engenheiro Eletricista
25 de novembro - Dia Nacional do Doador de Sangue
30 de novembro - Dia do Síndico, do Teólogo e do Evangélico.





segunda-feira, 30 de outubro de 2017

DOS MEUS COLEGAS ESCRITORES

Hiltor Mombach, colunista de esportes do Correio do Povo, lança no próximo dia 7 de novembro, no Chalé da Praça XV, o livro "Quando o Corpo Grita. Síndrome do pânico", em que ele relata uma batalha pessoal contra essa instigante doença. Em sua coluna de domingo, assim ele apresentou o livro, e deu detalhes dos bastidores da ideia de passar sua vivência e sentimentos para o papel: 
"Prepare-se para conhecer um outro mundo, um mundo onde você pode ser o robô de você mesmo, manipulado até o extremo. Um mundo novo, de palavras desconhecidas até então, de revoluções onde o gigante homem sucumbe diante de um exército de invisíveis neurônios." "Um mundo onde você terá a mais absoluta convicção de que você não é você mesmo, mas um produto de vivências marcadas por lições paternas e maternas".

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

ORIGEM DOS NOMES DOS MESES - 10

                                                     Outubro

Apesar de lembrar a palavra oito, Outubro é o décimo mês do ano no calendário gregoriano e tem a duração de 31 dias. O nome é derivado da palavra octo, que significa oito, em latim. É que, no calendário romano, era o oitavo mês, que começava em março e determinava em dezembro.

Dia 1º de outubro - Dia do Idoso
Dia 4 de outubro - Dia da Natureza
Dia 12 de Outubro - Dia da Criança, Dia de Nossa Senhora Aparecida e Dia do Descobrimento da América (1492)
Dia 13 de outubro - Dia do Fisioterapeuta
Dia 15 de outubro - Dia do Professor
Dia 18 de outubro - Dia do Médico
Dia 28 de outubro -  Dia do Servidor Público
Dia 31 de outubro - Dia Nacional da Poesia no Brasil
Dia 29 de outubro - Dia Nacional do Livro





segunda-feira, 9 de outubro de 2017

A ORIGEM DA EXPRESSÃO "RIPA NA CHULIPA" DO GRANDE NARRADOR DE FUTEBOL OSMAR SANTOSD

Osmar Santos
Uma das coisas mais interessantes nas narrações de futebol são os bordões usados pelos narradores. Alguns são extremamente criativos e encerram ideias incríveis que, se forem analisadas, dariam um livro. Outros bordões surgem da cultura do radialista e é repetido por ouvintes embora não tenham ideia do que a frase significa. É o caso do "É ripa na chulipa", utilizada por um dos maiores narradores do país, Osmar Santos, a quem um acidente impediu de seguir narrando jogos.
   Um livro antigo que encontrei em uma empresa na qual trabalhei me chamou a atenção para o significado da palavra "chulipa": na nomenclatura da Viação Férrea, é a travessa de madeira ou ferro que serve para manter fixos os trilhos do trem. É chamada também de "dormentes". Quando os trabalhadores terminavam o serviço na construção da linha, gritavam: É ripa na chulipa", que significava o fim de um trabalho bem feito. Isso passou a ser um ditado no interior de São Paulo. de onde Osmar Santos tirou para criar o bordão "ripa na chulipa" designando a feitura de um gol.

                                     O Locutor das Diretas

Osmar Aparecido dos Santos nasceu em Osvaldo Cruz, no interior de São Paulo, no dia 28 de j7ulho de 1949, filho de Romeu Santos e Clarice Santos. Aos 14 anos, Osmar começou sua carreira na Rádio Clube, de Osvaldo Cruz e, em seguida, passou a trabalhar na Rádio Dirceu, de Marília. Trabalhou também nas rádios Jovem Pan, Record e Globo. Trabalhou ainda nas redes de televisão Globo, Record e Manchete. Narrou a Copa de 1966 pela TV Globo e a de 1990 pela TV Manchete. Além de ter sido um dos melhores narradores de futebol, apresentou também o programa de variedades Balancê. 
  Chamado por amigos, jogadores e torcedores pelo apelido de "O Pai da Matéria, Osmar Santos também se notabilizou como o Locutor das Diretas, em 1984. Recebeu inúmeras ofertas para se candidatar a cargos políticos, mas nunca aceitou. É formado em Educação Física, Administração e Direito.

   Além de "Ripa na Chulipa", criou uma série de outros bordões que também ficaram famosos como "Pimba na Gorduchinha", "Um pra lá, dois pra cá, é fogo no boné do guarda",  "Parou por quê, por que parou? "Vai garotinho, porque o placar não é seu". Tiroliro lá, tiroliroli". Também foi  Osmar Santos quem criou a expressão "Animal", ao se referir ao jogador Edmundo, que acabou aceitando o apelido.
  Acidente interrompeu a carreira

   Em  24 de dezembro de 1994, sofreu um grade acidente, quando viajava de Marília para a cidade de Lins, também no interior de São Paulo. Atingido por um caminhão dirigido por um motorista alcoolizado, Osmar teve sérias sequelas devido aos danos cerebrais sofridos. Teve a fala comprometida, o que o impediu de continuar narrando jogos de futebol. Com movimentos feitos apenas com a mão esquerda, o ex-narrador virou pintor, frequentou galerias e ateliês, criou várias obras e participa de vários eventos.



domingo, 1 de outubro de 2017

REDE DE RETRANSMISSORAS DA SUPER RÁDIO MICROFONE

Porto Alegre tem cinco emissoras de rádio que transmitem futebol. Suas narrações se espalham por todo o Rio Grande do Sul e se espraia por vários estados do Brasil. São as chamadas cadeias de emissoras. Algumas das rádios têm um número enorme de retransmissoras. Alguns nomes das rádios e das cidades nas quais elas estão localizadas são muito engraçadas. Foi pensando nisso, que meu amigo Luiz Gonzaga Lopes e os amigos deles Luiz Dario Maia e Jeferson Assumção criaram uma cadeia de rádio fictícia. São nomes de emissoras ficctícias para cidades verdadeiras. Resolvi copiar também o estilo, mas, ao contrário deles, fixei-me apenas no Rio Grande do Sul.
  E atenção, ouvintes, para o toque de cinco segundos para a relação das rádios que integram a cadeia de emissoras da super Rádio Microfone:


Rádio Anunciação, de São Gabriel
Rádio Acento de Agudo (Colaboração de Luiz Gonzaga Lopes)
Rádio Cemitério, de Cruz Alta
Rádio Rosário, de Santa Maria
Rádio Contas, de Rosário (do Sul)
Rádio Aparador, de Gramado
Rádio Chá, de Canela
Rádio Chá, de Cidreira
Rádio Chá, de Alecrim
Rádio Erva de Cidreira
Rádio Giz, de Magistério
Rádio Remos, de Canoas
Rádio Pescador, de Carazinho
Rádio Pescador, de Muçum
Rádio Quedas D'Água, de Cachoeira (do Sul)
Rádio Quedinha D'Água, de Cachoeirinha
Rádio Correnteza, de Riozinho
Rádio Cardume, de Riozinho (participação de Amauri Knevitz Júnior)
Rádio Pequeno Sino, de Igrejinha
Rádio Bom Sono, de Travesseiro
Rádio Madrugadora, de Alvorada
Rádio Ouro, de Eldorado(do Sul)
Rádio Fechadura, de Portão
Rádio Bola, de Cristal
Rádio Curaçau, de Curumim e Arroio do Sal
Rádio Vara, de Taquara
Rádio Balsa, de Passo Fundo
Rádio Pouco Sexo, de Humaitá

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

ORIGEM DOS NOMES DOS MESES IX

SETEMBRO

Apesar de o nome indicar o número sete, Setembro, na verdade é o nono mês do Calendário gregoriano. É que a palavra vem da do latim septem (sete), porque era o sétimo mês do calendário romano, antes da reforma de Pompílio, quando o ano começava em março e terminava em dezembro. Setembro tem 30 dias.


Datas comemorativas

1 de setembro - Dia do Profissional de Educação Física
3 de setembro - Dia do Biólogo
5 de setembro - Dia da Amazônia
7 de setembro - Independência do Brasil
8 se setembro  - Dia Mundial da Alfabetização

20 de setembro  - Feriado gaúcho - Início da Revolução Farroupilha
21 de setembro  -  Dia da Árvore
22 de setembro - Entrada da Primavera no hemisfério Sul, quando o sol "cruza" a linha do Equador "em direção" ao sul, em fenômeno conhecido como equinócio de Setembro.
27 de setembro - Dia Mundial do Turismo


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

UMA AULINHA SOBRE AS PALAVRAS "MEIA" E "MEIO"

A palavra "meia" , volta e meia. é escrita assim meio à Miguelão por quem matava a aula sobre a Última Flor do Lácio, preferindo jogar bola, bolita, soltar pandorga ou jogar papo fora ou ainda namorar com aquela/aquele colega interessante.Tudo menos ficar ouvindo a professora falar sobre objetos diretos e indiretos, adjetivos e advérbios, crases e hifens que, com certeza, não iram lhe valer de nada. Mal sabiam que haveria um tal de  Facebook e um tal de Twitter que exigiriam conhecimentos para transmitir e receber informações até para explicar essas fotos maravilhosas de pôr do sol, de bichinhos e tantas outras. Mas tudo tem solução. Não tá morto quem peleia.

 AS PALAVRAS MEIA E MEIO

Substantivo meia: significa a vestimenta para aquecer o pé ou protegê-lo do atrito com o calçado.

Substantivo "meio": significa , setor, ou modo de. Ex meio ambiente, meio jornalístico, meio de  vida.

Adjetivo meia: Significa metade. Meia volta, meia lua, meia entrada, meia passagem. No masculino, meio passe.

Dois substantivos formando um terceiro: Com hífen: meia-lua (drible em que o jogador passa a bola pelo lado do adversário e a pega pelo outro. Meia-noite: não metade da noite, é o mesmo que 12 horas. Meio-dia: o mesmo, no masculino.

Meio - advérbio de intensidade - Não varia nem tem hífen. Exemplo: Meio cansado e meio cansada. Não existe meia cansada no sentido de mais ou menos cansada.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

PATROCINADO PELA INSÔNIA

Foi uma noite misteriosa aquela. O relógio grande e branco, pendurado no canto do prédio da empresa, na esquina, mostrava 22h13min, quando ele desceu as escadarias da porta principal, e saiu, a pé, na direção de casa. Já estava um céu impressionantemente escuro que se tornou um breu após um estrondo. Ele pensou em atravessar a passarela, sobre o riacho, para alcançar o outro lado da avenida, mas desistiu. Se de dia, sentia tonturas na travessia especialmente quando alguém passava correndo ou de bicicleta fazendo a ponte oscilar, não seria naquela escuridão que ousaria atravessar, correndo o risco de cair nas águas fétidas. Por isso, seguiu costeando o riacho, andando na ciclovia.
     Enquanto caminhava, maldizia a empresa de distribuição pública de energia. Pensou melhor e proferiu imprecações contra os administradores - o prefeito e seus cupinchas - sempre interessados em precarizar as estatais para darem prejuízos, atrapalhar para conseguir maus atendimentos e assim justificarem uma possível venda à empresa privada, sabe-se lá em troca de que recompensas.
  Assim pensando e impressionado com a escuridão da noite que o fazia prestar extrema atenção aos seus passos. Pra piorar, logo naquele dia havia esquecido o celular em casa. Ele dobrou na primeira esquina e cruzou a ponte histórica sobre o arroio. Não havia viva alma na rua. Na outra quadra, divisou alguma luz promovida pelo gerador do hospital. Depois de passar a outra mão da via, já estava perto de casa, mas, a cada passo, sentia-se mais perdido com a impressão de que agora o breu era intenso. Sentia-se como se estivesse em uma gaveta fechada e revestida de algum tecido preto. Não enxergava literalmente um palmo diante do nariz. Achava que já estava diante do seu prédio, mas acabou se arranhando em arbustos e percebeu que estava perdido. Seu edifício, um dos poucos prédios baixos e, por isso mesmo antigos, estaria mais à frente ou já teria passado por ele. 
  Naquele escuro total, pensou nas dificuldades que um cego tem em uma eternidade sem luz. Por coincidência, ouviu passos rápidos atrás de si, acompanhados do batimento ritmado no chão. Um deficiente visual passou célere por ele. Vestia uma roupa totalmente preta, com um capuz, e uma bengala preta. Teve vontade de pedir ajuda ao cego, mas demorou para agir e não conseguiu porque, em segundos, não o viu mais. 
   Foi então que percebeu o que parecia ser um cachorro vindo em sua direção. Não teve tempo para se assustar porque o cão latiu para ele beijou suas mãos. Foi então que percebeu que era o Xerife. Só não entendeu como ele saiu do seu apartamento, mas agradeceu aos céus por ele ter feito isso. Seguindo o cão, conseguiu acessar a porta do prédio. A porta do apartamento estava aberta. No escuro, não percebeu nada fora do lugar. Talvez Xerife tenha espantado algum bandido que se aproveitara do blecaute geral. Depois de conferir se havia comida e água para o Xerife, foi para o quarto, tateou e percebeu que tudo estava em ordem, e dormiu. No dia seguinte, certamente entenderia o que aconteceu.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

MEIO-PASSE OU MEIO PASSE, QUAL O CORRETO?

Leio em jornais e sites várias maneiras diferentes para grafar a palavra que significa a meia passagem. Alguns escrevem meio passe e, grande parte, meio-passe. O hífen parece deixar a palavra mais bonita, mas está errada. Os dicionários não explicam de uma maneira clara. É preciso raciocinar, procurar casos similares e buscar os motivos que determine o motivo de se escrever sem hífen.
   Algumas pessoas escrevem meio-passe e meia-passagem por se lembrarem das palavras meia-noite e meio-dia. Mas, comparações erradas levam a conclusões erradas. Meia-noite e meio-dia têm hífen porque são duas palavras que compõem uma terceira. Meia-noite não é metade da noite, mas o indicativo das 24h. O mesmo se dá com meio-dia, que não é metade do dia, mas o horário das 12h. Por isso, meio passe é metade do passe e não outro sentido qualquer.


ORIGEM DOS NOMES VIIII

Imperador Augustos
A origem do mês de agosto, oitavo mês do calendário gregoriano, tem semelhança com a de julho. É que o imperador romano Augusto (Gaius Iulius Caesar Octavianus Augustus), que governou Roma de 27 A.C até 14 DC) ficou com inveja de seu antecessor, seu tio-avô Júlio César, que havia modificado o calendário e colocado seu próprio nome no quinto mês. Assim, passou a chamar o mês sextilis de agosto. Dizem que o mês de agosto teria 30 dias, mas, para igualar a homenagem que havia para Júlio César, Augustus mandou tirar um dia de fevereiro, deixando-o com 29. Entretanto, há historiadores que contestam essa informação.
Datas comemorativas de agosto: 

Primeiro domingo de agosto: Dia dos Pais 
1 - Dia do Advogado,  dia do Estudante, dia do Garçom
19 - Dia do Historiador 
22 - Dia do Folclore
23 - Dia Nacional do Combate ao Fumo
25   Dia do Soldado, Dia do Coluno
27 - Dia do Psicólogo
28  - Dia do Bancário
29  - Dia de Combate ao Fumo
31 - Dia do Nutricionista