terça-feira, 29 de outubro de 2019

AVOLICES DE OUTUBRO

A melhor fase das crianças é entre os dois anos e os oito anos. É quando eles não copiaram tudo o que os adultos dizem e fazem. Depois, principalmente no início da Aborrescência, a gente chega a achar Herodes natural, como cantava o a Vinicius. (rsrsrs)
É claro que não são todas e talvez tenham a ver com seus pais e avós, com coleguinhas e os pais e avós deles, com a televisão e desenhos e jogos eletrônicos. Por coincidência, dos dois aos oito é quando dão menos despesas.

domingo, 6 de outubro de 2019

AS COMODIDADES DA VIDA MODERNA CADA VEZ MAIS CÕMODAS

Achei bem curioso um post do amigo Vitor Necchi no Facebook, comentando que o Esquilo, como a gente chama o Supermercado Zaffari em Porto Alegre, está com um diversificação estranha em seus produtos. Estão sendo vendidos, em uma embalagem, dois ovos de galinha cozidos e sem casca. Soube também que é possível comprar bergamota descascada. Se fosse laranja ou abacaxi, ainda vai, que são difíceis de descascar, mas bergamota?
 Depois do controle remoto, é uma boa ideia pra quem não se importa de gastar um pouquinho mais e curte uma vida de conforto. Me fez lembrar de alguém que conheço, prima-irmã do Amigomeu. Ela deve torcer para que banana também seja vendida sem a casca. É que dá uma preguiça descascar, e principalmente ter que colocar as cascas no lixo e não no canto do quarto, emboladas com a fralda usada da criança.

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

RIR É SIM O MELHOR REMÉDIO

Quando eu acordo triste, meio desesperançado da vida, eu uso um remedinho pra mudar o meu astral. O nome é YouTube. Basta escolher na embalagem a dosagem correta e estou salvo. Sempre ouvi falar que rir é o melhor remédio. E é verdade. Quando o astral está bom, eu uso música, que é para manter a boa sensação. Quando não está, e às vezes quando está, uso boas doses de humor. Um dos medicamentos é nordestino. É um paraíba da Paraíba mesmo, um cabra da peste chamado Ariano Suasuna, que já se foi mas não se foi. E, com ele, rio tanto como se navegasse num rio de felicidade.





terça-feira, 10 de setembro de 2019

A ARTE MUSICAL NA RUA DA PRAIA

Mais uma joia musical colhida nos canteiros dos jardins da Rua da Praia. Eu ia passando pela esquina com a Rua Doutor Flores quando ouvi a música do Raul Seixas. Meus pés pararam, meu pescoço e orelhas se viraram para que eu pudesse ouvir melhor. O som era do baiano Rangel Roza, 32 anos. Quando ele acabou tocar a música do Maluco Beleza, ele passou a executar "As Rosas Não Falam", outra preferida minha, de autoria do Mestre Cartola. Quando parou de tocar, meu espírito de repórter foi buscar as informações.
   Rangel Roza está em Porto Alegre há cinco anos. Advinhem por que esse baiano chegou à capital dos Pampas e ficou por aqui? Acham que tem mulher na parada? Pois tem. A responsável pela permanência de Rangel em Porto Alegre foi uma gaúcha que o conheceu em Salvador e o arrastou para o Sul. Curiosamente, repete-se o motivo de outro músico que toca Raul, o paulista Igor Fernando, cujo trabalho, história e fotos apresentei aqui no VidaCuriosa. Igor também teve o coração pealado por uma gaúcha há mais de cinco anos e por aqui ficou. A diferença que Igor toca Raul mais original, Rangel dá à música do Maluco Beleza uma levada reaggae. 

terça-feira, 3 de setembro de 2019

AMIGOMEU APRONTANDO NA PRAÇA DA ALFÂNDEGA

O Amigomeu Silva da Silva, vocês sabem, é uma grande figura. Uma mistura de Sancho Pança com Don Quijote de La Mancha. Como é nascido e meio que crescido na solidão da campanha gaúcha, tem esse espírito aventureiro e interativo com as pessoas. Muitas das vezes se dá mal.
No dia do meu aniversário, que não teve festa nem bolo, o amigo meu foi lá em casa no dia 30, me dar um quebra-costelas, como ele diz. E receber também um abraço, já que nascemos no mesmo dia, mês e ano.
Entre um chimarrão e outro, conversamos sobre as trapalhadas do presidente e ele me contou de suas próprias trapalhadas.
Me dizia ele que, na semana anterior, caminhava pela Rua da Praia, quando teve a sua atenção despertada para um grupo que participava de um jogo de tabuleiro sobre os bancos, entre a banca de revistas Vera Cruz e as estátuas dos poetas Drummond e Quintana.
Curioso, aproximou--se do grupo e perguntou, com aquele jeito dele:
- Ainda que mal lhes perguntem, mas como é o nome desse jogo aí?
- Um baixinho que estava na ponta do grupo que assistia à partida disputada por um gordo de bigodes e suspensórios e um magro alto de bigode fininho, perguntou?
- Tu não é daqui?
- Não. Sou bagual dos campos de Seival. Vi esses dois com um bando em volta que nem "os corvo nas carniça" e fiquei curioso. Como é o nome desse jogo tchê?
É claro que ele sabia o nome mas estava meio sem ter o que fazer, já havia lavado a louça em casa e dado ração pro cachorro e não era homem de passear com cachorrinho na rua, decidiu dar umas risadas.
Para se livrar logo do chato, ou pelo menos fazer o gaudério calar a boca, um dos integrantes do grupo explicou:
- Isso aqui é jogo de damas.
- Amigomeu então complementou:
- A la maula, tchê. Se é jogo de damas, por que é que só tem cavalheiro?
Se não tivesse um brigadiano no local pra apartar, Amigomeu estaria apanhando até agora. Que "cosa"!

Foto meramente ilustrativa

terça-feira, 27 de agosto de 2019

A MUDANÇA NA NOMENCLATURA DOS DEDOS DA MÃO

Eu era pequeno, lá em Seival, e minha mãe me ensinava os nomes dos dedos da mão.
Começava pelo menorzinho: Este é o Minguinho. Depois o Seu Vizinho, o Pai de Todos, o Fura-bolos e o Mata-piolho.
Hoje, quando o tempo já borrifa com a neve a minha barba e os meus cabelos, e já não tenho minha querida mãe há 20 anos, olho meus dedos e observo outros nomes sendo utilizados à minha volta. Já não há mais o tom lúdico e a doçura infantil dos apelidos da infância.O dedo mínimo é usado para limpar ou coçar o ouvido. O anelar esquerdo mantém a aliança cada vez por menos tempo. O indicador não fura mais alimento como na travessura infantil e é usado como o dedo duro do alcaguete. O polegar não trucida mais o inseto. E o Pai de Todos é usado no trânsito para mandar àquele lugar quem ousar fazer qualquer crítica ao mau motorista.

VIDACURIOSA APRESENTA: A CHEGADA DO QUINTO NETO

Estrelando
PEDRO HENRIQUE NUNES RAMOS





Estreou no domingo, no Hospital Moinhos de Vento a "Chegada do Quinto Neto", um filme baseado totalmente em fatos reais que vem agradar corações e fazer babar avós, papais, tios, tia, irmã  e amigos em geral. Estrelado pelo jovem ator Pedro Henrique, tem a participacão maravilhosa de Cris Nunes e João Pedro Ramos. Em breve correndo por aí pela casa com o Natan, o Raphael, a Luísa e a maninha, Lua Gabriela, aumentando o número de avolices para o avô babão contar.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

JOVEM TOCA VIOLINO NA RUA EM BUSCA DE UM SONHO

https://www.facebook.com/plinio.nunes.14/videos/2479663792101159/?t=7
Salatiel Pereira, de 18 anos, é mais um dos músicos que encontrei mostrando sua arte na Rua da Praia. Mas não é uma história qualquer. Conhecido em sua comunidade n
o Passo das Pedras como Guri do Violino, ele tem dois sonhos. Um deles é participar de um intercâmbio cultural na Inglaterra. Para conseguir recursos para a viagem, ele toca nas ruas. Em dias de semana, ele se apresenta na Rua da Praia. Nos domingos, toca no Brique da Redenção. Ele mantém também uma lojinha virtual para vender roupas e mantém uma varinha no Instagram. Assim que conseguir o dinheiro para as despesas e acertar sua dispensa do serviço militar, o jovem pretende viver esse sonho. O outro sonho é ajudar a comunidade no Passo das Pedras: "Vou ensinar o pouco que sei", diz, modestamente, o jovem que começou a tocar com nove anos e que integra a Orquestra Jovem. O telefone dele, para eventual contato, é (51) 993250273.

domingo, 11 de agosto de 2019

AMIGOMEU NÃO CONTAVA ESTRELAS MAS...

Ao publicar essa ideia mais recente que me veio à mente, sobre contar estrelas, lembrei-me do Amigomeu.
    Foi assim. Um dia Amigomeu foi visitar, lá em Bagé, a minha saudosa irmã Dóris, a mais velha entre nós seis. Num determinado instante, ele entrou no banheiro, o único da casa. De repente, os moradores notaram que já haviam se passado mais de 50 minutos, e o Amigomeu não havia saído do banheiro.
Imediatamente, Dóris e o resto da família ficaram preocupados. Não tinham notado nada estranho na fisionomia do Amigomeu, mas será que teve algum problema de saúde? O tempo foi passando e todo mundo preocupado. Ninguém perguntou nada a ele. Quase duas horas depois, Amigomeu saiu do banheiro aparentando a tranquilidade de sempre. Várias pessoas já estavam apertadas, e só então o local de tirar água do joelho havia sido liberado.
     Antes que alguém tocasse no assunto, sobre essa longa estada no banheiro, Amigomeu fez uma pergunta para a minha irmã, que esclareceu tudo: "Dorica, tu sabes quantos azulejos existem no teu banheiro? De boca aberta, minha irmã só respondeu: "Não faço a mínima ideia."
E ele, com a expressão de quem tem uma grande informação para contribuir para a cultura da humanidade, respondeu:
     - São 846 azulejos - disse e saiu para a cozinha para tomar café.
    Uns poetas contam estrelas. O Amigomeu contou azulejos.

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

CAMINHANDO E CANTANDO

Pegando carona numa quadrilha antiga.

"Eu fui contar as estrelas
com a pontinha da espada.
Comecei à meia-noite,
terminei de madrugada."

Também fui contar estrelas
mas não consegui tabuada
Contei tantas, tantas delas,
que minha'mão ficou cansada.
Fui pra dentro, fui pra cama.
Me tapei com o lençol.
Melhor que contar estrelas,
deve ser contar o sol.
Porque o sol é só um
e só uma é a lua.
Como as mulheres bonitas
os dois iluminam a rua.
Das imagens dessas divas
a que mais brilha é a tua.
De repente, a porta se abre
teu sorriso me ilumina,
Com o brilho dos teus olhos
meu coração se alucina.
No meu quarto iluminado
eu então fecho as cortinas.
Estou agora no céu,
para mim é o paraíso.
 nem dinheiro, nem posses, 
te ter aqui do meu lado
é tudo o qu'eu preciso.









segunda-feira, 5 de agosto de 2019

PATROCINADO PELA INSÔNIA

Estou jogando bola. O local é o campo de futebol do Santa Rosa, em Seival, doado pelo meu tio-avô Floriano Brisolara  da Rosa da herança do pai dele, Egydio Brisolara da Rosa.. É um terreno cercado de casuarinas e eucaliptos. Os lances principais são na goleira de baixo, na direção da caixa d'àgua e da estrada antiga de quem vem de Bagé, pela estrada antiga, passando pela Trigolândia, na Hulha Negra.
Jogo com desenvoltura, com incrível energia física ainda, faço passes, mato a bola no peito ou no pé, faço gols. Tem rede nas goleiras, mas não é partida oficial. Digo isso porque são constantes as trocas de goleiro. Todos querem jogar na linha, por isso há constante revezamento. Quando chega a minha vez de ir para o gol, ouço um voz:
- Podes pôr o Luciano para fazer xixi.
 Saio do sonho para a realidade.
 Acho que o sonho, quase real de estar jogando futebol tem origem na saudade constante dos tempos de pré-adolescente, do futebol e da terra natal. Reforçado do fato de uma postagem retirada do meu blog Vidacuriosa e colocada no Facebook.
Depois de atender o filho especial, pego por momentos de insônia, registro o sonho para não esquecer. Se não faço isso, as lembranças do que sonhei e meus pensamentos desaparecem da memória no dia seguinte.





segunda-feira, 29 de julho de 2019

PARABENIZANDO QUEM TEM QUE SER ELOGIADO

Depois de meia hora de espera para pagar uma renegociação de IPTU, nos escritórios da prefeitura, na Travessa Mário Cinco Paus, eis que o marcador de senhas indicou a minha. Quando me dirigi para o guichê, no lugar estava um idoso bem mais idoso do que eu, a quem eu vira chegar há pouco com aquelas dificuldades para caminhar que a longevidade traz. Ele estava acompanhado de três integrantes da família, eu suponho. A atendente olhou pra mim e explicou que o homem, que recém chegara, seria atendido em meu lugar. Sabem o que eu senti na hora? Senti uma grande felicidade por ter sido escolhido para aquela medida extremamente humana, antiburocrática e sensata. E senti também orgulho daquela atendente ou do setor inteiro. Eu não deveria me surpreender porque esse deveria ser o comportamento de todo o sistema, mas me chamou atenção porque infelizmente não é  a esse tipo de comportamento que estamos acostumados a ver. Poucos minutos depois fui atendido e fiz questão de parabenizar a moça do guichê do lado.
  Como jornalista sempre vê um pouco mais sobre o que acontece, reclamei, numa boa, do fato de os burocratas do ITPU marcarem para o dia 29 o pagamento do imposto, ou da renegociação do imposto. Quase todos os trabalhadores,  aposentados e pensionistas recebem seus pagamentos nos primeiros dias do mês. Por que a cobrança é no dia 29, quando certamente já não se têm mais dinheiro? Os próprios servidores públicos estaduais não conseguem receber em dia e chegam a enfrentar agora o encontro do atraso de um mês com o outro. Algum puxa-saco de plantão já deve estar me perguntando: por que não guardar para pagar no dia 29? Porque isso é quase impossível: no dia 29, quando vence o IPTU se tiver que escolher entre pagar o imposto ou alimentos para a família, quem escolheria deixar de comer ou usar em algo que tenha sido urgente?


















domingo, 28 de julho de 2019

MORRE MILTON JUNG, O MAIOR APRESENTADOR DE NOTÍCIAS DO RÁDIO GAÚCHO

Milton Ferretti Jung,  a Voz do Rádio 
Morreu, na manhã de sábado, aos 83 anos, Milton Ferretti Jung, o mais consagrado locutor esportivo e noticiarista do Rio Grande do Sul e um dos maiores do Brasil. Milton Jung trabalhou por 56 anos na Rádio Guaíba, onde apresentava o noticiário Correspondente Renner que teve também outros patrocinadores. Milton atuou ainda como narrador esportivo igualmente na Guaíba. Com doença de Alzheimer há vários anos, o radialista estava internado no Hospital Moinhos de Vento e sofreu um choque séptico relacionado a uma infecção respiratória complicada por insuficiência cardíaca. Ele deixa a mulher, Maria Helena e os filhos Milton, Christian e Jaqueline, e quatro netos. Milton Jung Júnior é âncora do Jornal da CBN.


   

terça-feira, 23 de julho de 2019

MAIS SOBRE A CONQUISTA DA LUA


Ainda sobre os 50 anos da chegada do Homem à Lua. A história mais interessante, ainda que seja lenda, foi a de que a primeira coisa que Neil Armstrong teria dito, após pisar no solo lunar, foi: "Good luck, Mr. Gorsky (Boa sorte, Mr. Gorsky ). Ninguém entendeu sobre o que Armstrong estava falando. Foi então que surgiu a história de que o pequeno Neil, aos 8 anos, estava jogando basebol na vizinhança e a bola caiu junto à janela do quarto dos Gorsky. O garoto então ouviu a esposa falando para o marido:
- Você quer fazer sexo anal? Esquece. Só quando o menino dos Armstrong pisar na Lua.
Por isso, ao chegar ao satélite natural da Terra, Neil Armstrong teria dito: Boa sorte (ou vai em frente) Mr.Gorsky.
A história é muito interessante, mas não é real. O próprio Armstrong, que não gostava muito para falar, não confirmou nem desmentiu.  A Nasa divulgou que não há registros de que o primeiro astronauta a pisar na lua tenha dito essa frase. Isso teria sido fruto da criatividade de um humorista chamado Buddy Hackett.

LEMBRANÇAS DOS 50 ANOS DA CHEGADA DO HOMEM À LUA

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, noite e atividades ao ar livre
Em 1969, a nave Apolo 11 transportou Neil Armstrong, Aldrin e Colin para a investigação in loco do satélite da Terra 
     O dia 20 de julho estava terminando, completei minhas as tarefas no sábado e consegui marcar por aqui uma data importante. Olhei para o céu e não a vi. Mesmo assim recordo que, há exatos 50 anos, o Homem pisou na Lua. Lembro bem daquele dia. Esse fato completa o mesmo número de anos desde que viajei da minha terra natal, Bagé, para este misterioso planeta, Porto Alegre, a bela capital do Estado.
     Neste nosso Brasil cheio de dúvidas, sei de muita gente que não acredita que os norte-americanos chegaram à Lua. Li muitos argumentos que indicariam uma farsa, como a ausência de estrelas nas imagens, bandeira tremulando sem que exista vento na superfície da Lua e a tomada de imagem da pisada de Neil Armstrong a partir do satélite natural da Terra, e uma farsa para ganhar dos russos na corrida espacial. Li também os argumentos que explicam as desconfianças e garantem que os EUA estiveram na Lua, aonde pretendem voltar em 2024. O que não li é que, se minha memória não falha, Armstrong, Aldrin (Buzz) e Michael Colling dialogavam em tempo real com Houston, apesar da distância entre o planeta e seu satélite natural. Se eu descobrir que a memória me traiu, conto aqui e suprimo essa parte. É que noto que até hoje as televisões, pelo menos as brasileiras, trabalham com delay de cerca de 5 segundos nos diálogos entre repórteres e âncoras, para distâncias não muito grandes.
    A questão da disputa com a Rússia ajuda na teoria da realidade. Os russos estavam ganhando a corrida, com Yuri Gagarin, o primeiro homem no espaço, mas os americanos viraram o jogo com a conquista da Lua. Se fosse uma farsa, os russos não descobririam e não botariam a boca no trombone? Naquele tempo, não havia VAR, mas os russos teriam conhecimentos científicos para desfazer falcatruas.
De qualquer forma, foi um acontecimento fantástico.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

UM COMPORTAMENTO ESTRANHO EM PORTO ALEGRE

Uma cena no centro da Capital lembrou-me o meu amigo Ayres Cerutti, permanentemente preocupado com o descuido das autoridades em relaçâo à conservação das calçadas e ruas, eivadas  de buracos. Pouco antes do meio-dia, caminhando pela rua Sete de Setembro, tive minha atenção despertada por um idoso que se abaixou, arrancou um pedacinho da calçada e saiu carregando aquele bloquinho de concreto como quem pega uma fruta de uma árvore. Como seguia pelo meu trajeto, acompanhei-o, intrigado,  tentando entender o que ele estava fazendo. O homem dobrou à direita na rua Caldas Junior e aparentava uma tranquilidade de um menino que tivesse apanhado um pedaço de madeira do chão. Meu cérebro maquinava para tentar entender o que ele fazia. Quando passou pelo Estúdio Cristal, onde a Rádio Guarda apresentava um programa ao vivo, temi que ele pudesse jogar aquele pequeno bloco no janelão de vidro.
 Até me preparei para intervir se fosse o caso. Mas o homem passou e dobrou na Rua dos Andradas,  cruzando-a na direção do supermercado. Minha curiosidade se aguçava.  Será que ele iria colocar aquela barrinha retangular de concreto em algum buraco similar em algum lugar? Ou levaria para casa? Minhas dúvidas se dissiparam parcialmente.  Ele se aproximou de um contêiner de lixo e pisou na pedal que abriu o compartimento. Quando ele largou ali,  não resisti e perguntei por que ele fizera aquilo. O idoso me olhou, não respondeu e sumiu no meio da multidão.  Não quis julgá-lo, segui meu caminho apenas imaginando o motivo de certas pessoas fazerem certas coisas na Capital.
I.V. 100%

q

quarta-feira, 17 de julho de 2019

UMA PIADINHA DE PESCADOR PARA ALIVIAR UM POUCO TENSÃO

Pouca gente conhece pessoalmente o Amigomeu. Um dos que costumam falar com ele é o Cláudio, funcionário da Farmácia Sanar, na Avenida Carlos Barbosa, a duas quadras do Estádio Olímpico e da igreja da Medianeira. Como fica perto da minha casa, Amigomeu costuma passar nessa farmácia e conversa bastante com o pessoal de lá. Outro dia, o Cláudiome contou que o Amigomeu esteve por lá e contou uma história da vida dele, garantindo que foi verdade.
   Amigomeu disse que, numa bela noite de verão, saiu sozinho pra pescar no rio Jaguarão, nas proximidades do Seival, na época terceiro distrito de Bagé. Botou um punhado de minhocas em uma lata vazia de leite Ninho, jogou dentro da carroça e se foi em direção ao rio. Aqueles campos de Seival, que agora é distrito de Candiota, são cheios de buracos e de saliências como as que ficam com os cocurutos criados pelos cupins. Daí a carroça, puxada pelo petiço gateado, se foi aos trancos e barrancos. 
   Quando chegou na beira do rio, que pra nós era apenas um arroio, Amigomeu preparou os apetrechos de pesca - caniço, linha e anzol. Foi quando não achou a isca. Com certeza, nos solavancos, a lata com as minhocas caiu e ficou no campo. Estava escuro, e ele decidiu que não perderia tempo procurando. Pegou da mochila uma salsicha e decidiu usá-la como isca. Os peixes não iriam reclamar. 
   Enquanto cortava a salsicha em pedaços, Amigomeu notou ao lado uma cobra com um sapo na boca. Daí ele pensou: "Se é bom pra cobra, o sapo também pode ser uma isca boa pros peixes. E imediatamente pegou a cobra, tirou o batráquio da boca do ofídio e trocou por uma salsicha. A serpente se sumiu com o petisco na boca.
   Passaram-se umas duas horas, e enquanto esperava pacientemente a boia afundar pra avisar que algum peixe pegara a isca, Amigomeu quase dormiu. Mas teve a atenção despertada por um puxão na bombacha. Ao ver o que era, deparou com a cobra parada na frente dele, com mais um sapo na boca. Jurou que foi tudo verdade e disse que não falou a marca da salsicha pra não fazer propaganda de graça da empresa. Esse amigo meu é um baita mentiroso.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

AMIGOMEU COMENTA LANÇAMENTO DO LIVRO DESMIOLADOS 3

Amigomeu apareceu cedo lá em casa neste domingo. Passou para adquirir o livro Desmiolados Volume 3. Já saiu detonando:
- Trinta e cinco paus é muito caro. Aliás, tu é que devias me pagar para contar as minhas histórias. Baita mentiroso. Espero que não tenhas contado sobre aquela vez que eu pisei num cagalhão na rua e entrei num consultório médico sem me dar conta do estrago.
- Essa eu não botei no livro, só no blog Vidacuriosa. A única história com teu nome foi de um suposto parente teu na época de Cristo.
  Entre um mate e outro, Amigomeu me contou que esteve no sábado no Chale da Praça XV. Afirmou que "não seria um friozinho de nada que o impediria de prestigiar o amigo. Mas, atrapalhado e xucro como sempre, achou que o lançamento do livro  fosse na Casa de Cultura Mario Quintana. Além disso, confundiu o horário das 17h com sete da noite e esperou um tempão no lugar errado. Quando por fim descobriu que era no Chalé da Praça XV, diante do Mercado Público, acabou se atrasando.
- Mas bá, tchê! Quando cheguei lá a tal sessão de autógrafos já tinha acabado e me disseram que tu já tinhas ido embora. Daí fiquei ouvindo uns caras tocando. Tim um tal de Quindim, que toca uma enormidade o saxofone. Me disseram que, na infância, o tal Quindim tinha sido menino de rua. Me emocionei com a história dele dele e com a música embora não  faça o meu gosto, ele não toca Gildo de Freitas nem Teixerinha. Mas no sax o cuera é taura. Também gostei do tal de Jota Agá, outro nome esquisito, e dos guitarristas Luciano Riquez e o Roberto Azevedo.
- Aí eu tive que corrigir o Amigomeu:
- Em primeiro lugar, o nome do saxofonista não é Quindim, é King Jin. E ele não foi menino de rua. Ele se consagrou como músico, compositor de uma das melhores bandas de Porto Alegre, a Garotos da Rua. E o guitarrista não é Roberto Azevedo, é Ricardo Azeredo, um ex-reporter da
 RBS TV.
Amigomeu não se dá muito bem com as letrinhas,mas gosta de ler textos bem-humorados e simples. Ele deu uma olhada no livro e gostou. Mas criticou um erro logo no meu texto de apresentação em que eu escrevi Papel Noel em vez de Papai Noel.
- Bá, tchê! Logo tu que é revisor.
Sobre o lançamento do livro ele gostou da alegria incontida dos participantes. "Pareciam um bando de gansos em taipa de açude."

quarta-feira, 19 de junho de 2019

DEZMIOLADOS LANÇAM LIVRO NO CHALÉ DA PRAÇA XV NO DIA 6 DE JULHO

No final de 2016, o jornalista Auber Lopes de Almeida e o administrador de empresas Paulo Pruss, que gostam de escrever, resolveram editar um livro na forma de uma coletânea de crônicas. Para isso, convidaram outros oito parceiros que, como eles, produziam textos em uma rede social. Assim, nasceu o livro “Dezmiolados”.
A aceitação foi enorme e imediata, o que motivou a criação de uma editora, a Farol 3 Editores, organizada por Auber, Pruss e a designer Vanessa Correa. Com a ida de Pruss para Aracaju, a Farol 3 Editores virou um "trio de dois". No próximo dia 6 de julho, haverá o lançamento do Desmiolados 3, a partir das 17h, no Chalé da Praça XV, no centro de Porto Alegre. O prefácio é do saxofonista, compositor e cantor King Jim, uma lenda do rock gaúcho.
     A cada edição, o time de autores, sempre em número de dez, é renovado. Fazem parte, desta vez, Caco Belmonte, Flávio Dutra, Jorge Hugo Souza Gomes, Luciano Riquez, Mateus Silva, Paulo Leônidas, Plínio Nunes, Ricardo Azeredo, Vitor Hugo Castro Pereira e Wilson Rosa.
Além do livro, do show, das loucuras dos participantes, quem for de carro próprio ao evento não terá qualquer problema para estacionar. A área do Largo Glênio Peres recebe gratuita e livremente os veículos.
Entre os autores desta coletânea está o autor deste blog, Plínio Nunes, que colabora com quatro contos. Um deles "revela" que o futebol não foi criado primeiro pelos ingleses, pouco antes de 1900, mas pelos índios guaranis, pouco anos antes da chegada dos portugueses ao Brasil. Outra ficção é sobre o Alambrador Violinista, um aramador dos Campos de Seival, na Campanha,  que se encantou com a Ospa durante uma visita a Porto Alegre.  As histórias do Amigomeu Silva da Silva também fazem parte do livro. Algumas das peripécias desse índio grosso barbaridade e da curiosa família dele podem ser lidas aqui neste blog.




quinta-feira, 6 de junho de 2019

domingo, 2 de junho de 2019

DA SÉRIE 'REVISANDO DITADOS ANTIGOS'

Quem espera sempre alcança
Quem criou esse ditado teve a clara intenção de ajudar seus semelhantes para que persistam na luta por seus objetivos e não desistam mesmo que os resultados demorem. É possível também que seja uma maneira de impedir reclamações contra responsáveis por eventuais demoras.
Na verdade, se formos examinar detidamente o ditado, veremos que nem todos os que esperam alcançam. Seis milhões de judeus que esperaram por milagres que os manteriam vivos antes e durante a Segunda Grande Guerra, não alcançaram as graças apesar de suas orações por liberdade e vida. Morreram, esperando, na câmara de gás. Igualmente, milhões de negros pereceram no cativeiro, pedindo ajuda aos deuses dos seus ancestrais.
Diante disso, o ditado correto seria: Quem desiste nunca alcança. Quem criou o ditado em epígrafe ou errou na concepção ou traduziu o brocardo erradamente de outro idioma de onde teria sido dito pelo primeira vez.
É incontestável que todo aquele que desiste de algo abre mão do resultado esperado. Mas quem espera até pode alcançar alguma coisa, mas não necessariamente sempre, nem tudo.

domingo, 19 de maio de 2019

AS LEMBRANÇAS E A SAUDADE QUE AS FLORES TRAZEM


Toda vez que vejo certa flor,
logo me lembro dela.
Pode ser vermelha ou amarela.
Não é flor das mais famosas
como a rosa,
mas está entre as mais belas.
Não é fácil de pronunciar,
proparoxítona, linda e cheirosa, 
cada vez que a vejo
lembro-me daquela manhã esplendorosa
em que a conheci, risonha e amável
e que deixou minh'alma esperançosa.
Hoje ao passar na floricultura,
que parece um álbum de foto dos meus amores
vi todo o tipo de flores.
Mas não estava ali a preferida dela,
a minha linda Gérbera.






domingo, 5 de maio de 2019

25 ANOS SEM MARIO QUINTANA

Quase todos os dias penso no poeta Mario Quintana. Sempre tem algum fato que me remeta às inteligentes e belas poesias que ele escreveu. Com frequência leio na Internet algo referente ao maior poeta do Rio Grande do Sul e um dos maiores do Brasil. Várias vezes me surpreendo postando alguma coisa sobre o que o poeta escreveu ou pensando no que ele diria se ainda estivesse por aqui.
    Hoje, quando se completam 25 anos da passagem de Mario Quintana para a redação celestial, não tenho como deixar de postas aqui a minha homenagem, o meu reconhecimento e o meu agradecimento pela obra que esse poeta alegretense deixou.
  Tive o privilégio e o prazer de ter conhecido Mario de Miranda Quintana. E, mais do que isso, ter convivido com ele, embora nunca tenhamos conversado. Trabalhamos na mesma empresa, a Caldas Júnior, na mesma época, de 1976 a 1984. Ele no Correio do Povo, eu na Folha da Manhã e depois na Folha da Tarde. Recordo das tantas vezes que o vi caminhando pela Rua da Praia ou na Praça da Alfândega. Numa forcei uma conversa porque respeitava o seu direito de caminhar livremente com seus maravilhosos pensamentos.
   Num dos meus primeiros empregos como jornalista, na Rádio Gaúcha, certa vez fui designado para colher uma gravação curta do poeta para colocar em um programa noticioso da emissora. Lá fui eu, ainda foca, com um gravador, para entrevistar o grande poeta. Na escola Inácio Montana, onde ele estava lançando um livro.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

POEMINHA TROCADILHADO E AMALUCADO


CONTRA A DEPRESSÃO, DÊ PRESSÃO

   Na segunda, ficou contando os segundos na cama;
                              na terça, rezou um terço;
                              na quarta,  ficou mais tempo ainda no quarto;
                              na quinta, saiu para a quinta, respirou ar puro e comeu frutas;
                              na sexta, rasgou tudo o que escreveu e jogou na cesta;
                             no sábado e no domingo, mais uma vez sentiu-se livre e foi viver a vida.

domingo, 24 de março de 2019

POSTADO NO FACEBOOK

Por causa tua,

exclusivamente tua,
fui assaltado na rua.

Parei pra decidir se te esquecia, 
se te abandonava, ou se tentava, outra vez,
e pra ti voltava.
Foi essa dúvida cruel
que me assaltou.


quarta-feira, 20 de março de 2019

DE REPENTE, O OUTONO CHEGA AO SUL DO HEMISFÉRIO PÚBLICO, ESFRIANDO O TEMPO E PUXANDO FOLHAS

Nada é mais triste do que a imagem de uma rua margeada por plátanos à saída de um cemitério, numa manhã surpreendentemente fria de outono, folhas caindo, com uma família toda de preto. 0 pai, de sobretudo; a mãe, com um lenço na cabeça; e o casal de filhos pequenos, todos andando juntos, quase abraçados; estampando no rosto, e principalmente nos quatro pares de olhos, uma vermelhidão produzida pelo início de uma grande e dolorosa saudade.

sábado, 9 de março de 2019

UMA PORTO ALEGRE À ESPERA EM VÁRIOS PONTOS DA CIDADE


Um estádio que virou tapera
Por onde quer que eu ande, pelas ruas de Porto Alegre, vejo cenas que não combinam com aquela cidade bonita que eu conheci no início da década de 70. Em cada canto vejo desleixo, com  a cidade à espera de algum conserto, de alguma reforma, de alguma providência. Não preciso sair longe da minha casa, no bairro Medianeira, para ver isso.
No limite entre os bairros Medianeira, o estádio Olímpico,que foi ponto turístico e palco de grandes partidas, o Olímpico virou uma tapera desde que o Grêmio se transferiu para a nova Arena, na Zona Norte, edificada em negociação até hoje não muito bem compreendida. Aguardando uma decisão, o estádio é invadido, às vezes, por vândalos e ladrões. 
O último jogo no Olímpico aconteceu em 2013, quando o Grêmio ganhou do Veranópolis por 1 a 0. Um ano antes, era erguida a Arena no Bairro Navegantes. Pelo acordo com a construtora OAS, o Olímpico seria demolido para que a empresa construísse um condomínio residencial no local. Mas a OAS foi acusada, na Operação Lava Jato, de  pagar propinas a políticos, além de fraudes, cartéis e outras irregularidades. Com isso, todas as obras prometidas em relação ao entorno da Arena não foram realizadas, e o Olímpico não foi totalmente entregue. O Olímpico de tantas glórias vai esperar num canto, ao que parece, eternamente.
Olímpico em ruínas à espera das negociações entre Grêmio e OAS


Aqui um relógio marcava hora
 e temperatura
Nas proximidades, do Olímpico, um outrora suporte de relógio e marcador de temperatura permanece desativado desse julho de 2015, quando o então prefeito José Fortunati rescindiu o contrato com a empresa que fazia a manutenção dos equipamentos. A prefeitura diz que já estão sendo feitas tratativas para a contratação de uma nova empresa para instalar um sistema diferente do que havia da Ativa. 
Além de mostrar as horas e a temperatura, o equipamento deverá ter, segundo o prefeito Nelson Marchezan Júnior, câmeras de segurança e outros serviços, como medidores de radiação solar incluindo um painel do cidadão com informações diárias e alguns ainda poderão ter Wi-Fi gratuito.De acordo com a prefeitura, Porto Alegre terá relógios digitais da Ilha da Pintada, no oeste da cidade, até o bairro Restinga, localizado na zona sul do município.

No dia 21 de maio de 2019, a prefeitura prometeu que os 168 novos relógios digitais de rua serão implantados até o final de 2021. Afirmam os técnicos que o primeiro relógio, de forma experimental, deverá estar funcionando em outubro deste ano. Com os anúncios de obras a prefeitura não costumam ser cumpridos, só nos resta esperar.


Texto atualizado em 22 de maio de 2019









POESIAS VELHAS NOS ÔNIBUS

Há dois anos não se renovam as poesias do ônibus e do trem. As alegações de falta de dinheiro para abrir mão de eventos de cultura parecem não ter sentido neste caso, já que não há prêmio em dinheiro para os classificados nem qualquer despesa com alguma estrutura. Além disso, a participação de empresas de ônibus e o Trensurb provavelmente se responsabilizam por eventuais gastos.





Aqui a quadra de esporte
está abandonada
Diante do Olímpico, no lado oeste, na rua Gastão Mazeron, a quadra pública para jogos de futsal e basquete já não tem as goleiras e muito menos as tabelas para as cestas. As telas apresentam rombos dando um ar de abandono e relaxamento. A própria via, aliás, que deveria sido transformada em um corredor de ônibus para fazer uma ligação com a III Perimetral que ligará vários bairros sem passar pelo Centro, permitindo o tráfego da zona sul para o Aeroporto Salgado Filho Filho, deveria ter sido concluída em 2014.


Aviso à EPTC: não precisa
mandar fazer placa nova
   Se a EPTC precisar colocar placa avisando que à direita o motorista pode seguir livre, não precisa gastar para construir uma. É só arrancar a placa que existe na Rua José de Alencar, na esquina com as ruas Mariano de Mattos e Tenente Coronel Faria Lima, no limiar entre os bairros Medianeira e Menino Deus. Essa sinalização foi colocada ali há muitos anos quando não havia uma sinaleira para pedestre na rua José de Alencar. Assim, quem seguia em direção à Avenida Getúlio Vargas podia seguir tranquilamente. 
    Com a colocação de um semáforo ali (veja entre o poste e o suporte da placa na foto), a indicação não foi retirada dali e ficou sem sentido. Pior, permaneceu com a informação errada. Um desperdício que pode causar problemas para um motorista desavisado.

   Saindo um pouquinho do bairro, o Centro está minado de obras paradas. Prédios abandonados é o que mais tem. A foto abaixo é da Casa Azul, prédio histórico que está interditado por decisão judicial desde o dia  26 de maio de 2016. Com a iminência de causar algum dano aos pedestres e motoristas, a edificação foi protegida por tapumes e andaimes. Trechos das ruas próximas foram interditados. Há três anos, a prefeitura e os proprietários negociam uma saída para o caso, a fim de que a Rua Riachuelo, na esquina com a Marechal Floriano seja liberada. Conforme a prefeitura, os proprietários têm uma dúvida de 200 mil de IPTU. Uma reforma na fachada do prédio teria atualmente um custo de 1,6 milhão de reais. Certamente, essa situação vai ficar indefinida ainda por muitos anos.



Quem sai do Centro para a Zona Sul da Capital, costeando o Guaíba, repara uma estrutura de metrô de superfície, chamado de aeromóvel. É uma espécie de Coliseu romano ou Arco da Lapa, porém sem a história das ruínas de Roma ou dos restos de um aqueduto que existiu no Rio de Janeiro. O Aeromóvel criado pelo engenheiro Arthur Coester funciona com impulso produzido a ar comprimido. Um protótipo foi construído no Gasômetro com a plata forma e o trem para os testes. Porém. Coester e as autoridades da  época não se acertaram e o Aeromóvel não foi implantado. O mesmo projeto foi instalado depois em Jacarta, na Indonésia. Em 2013, uma linha curta de aeromóvel foi estabelecida interligando a estação Aeroporto do metrô com o terminal 1 do Aeroporto Internacional Salgado Filho.


2

'Locomotiva" do Aeromóvel' está quase escondida na vegetação


Início da linha, como mostra, diante da Usina do Gasômetro


Estrutura do Aeromóvel: Arcos da Lapa, mas sem história





quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

REANALISANDO OS DITADOS ANTIGOS

ANALISANDO DITADOS ANTIGOS

A propaganda é a alma do negócio

Na verdade, a propaganda é a arma do negócio. A alma é a qualidade do produto, dos serviços e do atendimento correto ao público e aos parceiros. É a honestidade de quem produz e negocia, é a missão de prestar bom serviço à comunidade e ser recompensado por isso.
  A propaganda é a arma que o negócio usa para ter visualização, para se defender sem matar ninguém. Propaganda enganosa é tiro no próprio pé. Não é arma para forçar ninguém a comprar, é para cativar o cliente a usar seus produtos e serviços a voltar.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

VOCÊ SABE POR QUE A CORUJA É O SÍMBOLO DA SABEDORIA

Ao ler, "O Livro da Mitologia", de Thomas Bulfinch, que me caiu às mãos, outro dia, finalmente descobri por que várias pessoas que conheci, principalmente advogados e um delegado da Polícia, colocavam imagens de coruja sobre suas mesas de trabalho ou estantes. Eu já sabia que era um símbolo de sabedoria, que era usado também por faculdades de filosofia. Nas não conhecia a origem disso.
 Lendo o livro sobre mitologia, soube que a coruja era a ave favorita de Minerva, deusa da sabedoria. Minerva nasceu de Júpiter sem ter tido mãe, saída da cabeça dele completamente pronta. A partir de um episódio, passou  ser também o símbolo de um desempate, inicialmente na política. O Voto de Minerva vem de um julgamento de Orestes, acusado de ter matado a mãe e o amante dela para vingar o assassinato do pai. Após um empate entre os 12 jurados, Minerva, que presidia o júri, decidiu-se pela absolvição.
  Também me ocorreu a origem da expressão "mãe coruja", a partir de uma fábula o francês La Fontaine, reescrita por Monteiro Lobato e vários outros autores. "Uma águia acidentalmente cravou um espinho em uma das patas e ficou pendurada, sem condições de se mexer e correndo o risco de morrer de inanição. A coruja  apiedou-se e retirou o espinho e salvou a águia que ficou muito agradecida e perguntou o que poderia fazer para recompensar a outra. A coruja pediu apenas que não comesse seus filhotes e perguntou como eles eram para cumprir o prometido. A coruja disse que seus filhos eram lindos. Um dia, voando em busca de comida, a águia viu alguns filhotes muito feios em um ninho e os comeu, acreditando que não poderiam ser os filhos da coruja. A mãe foi reclamar da águia e ouviu que a culpa era dela própria por achar lindos os filhotes que não o eram. Com isso, criou-se outro ditado: "Quem ama o feio, bonito lhe parece."

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

TESTE DE ANO-NOVO


Você tem paciência?

1) Você coloca algo no micro-ondas. Você espera a contagem regressiva chegar ao zero ou interrompe e acha que já está bom mesmo com tempo ainda de 5 ou 6 minutos?
2) Você chega diante do elevador, onde já havia uma pessoa e, como está demorando, você aperta mais uma ou duas vezes o botão? E, quando o elevador chega, você entra antes de saírem os que chegaram?
3) Você vai atravessar a rua e espera abrir o sinal para pedestres ou cruza se não vem carro perto ou em alta velocidade?
4) Você faz um pedido de orientação de itinerário o motorista e, se ele pensa um pouco pra responder, você pergunta ao cobrador?
5) Se você sai do táxi e o motorista demora a lhe dar o troco você se irrita e diz: deixa assim?
6) Se o trânsito está lento na autoestrada, você buzina pedindo passagem e ultrapassa pelo acostamento?

7) Você só gosta de pescar em arroio cheio de lambaris e não gosta de rio onde a boia ligada ao anzol custa a afundar?

Você pensa em fazer um teste com 10 perguntas mas termina na sétima?