quinta-feira, 27 de novembro de 2014

UMA PIADINHA SOBRE FALTA DE MEMÓRIA

Casado há muito tempo com Maria Memória, 25 anos mais nova do que ele, Cornellius recebera a visita de um amigo. Na sala, comentou:
- Estou com um problema. A memória vem me traindo.
Antes que continuasse, a mulher voltou da cozinha, toda arrumada e maquiada e disse:
- A comida está pronta, na mesa. É só se servirem. E o vinho está na geladeira. Vou sair para passar na igreja e depois no hospital onde uma amiga minha está internada.
Assim que ela saiu, o amigo tentou retomar a con
versa:
- E aí?
- E aí o quê? Não me lembro mais do que nós estávamos falando.

- Tu disseste que a Memoria está te traindo.
- Ah, tá, me lembrei. É que tem me dado uns brancos. Ontem mesmo eu estava falando com um amigo nosso, fui comentar algo sobre e tu acreditas que não conseguia lembrar o teu nome?
- Não esquenta, isso é normal. Acontece com muita gente.
 

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

OS VENCEDORES DO PRÊMIO ESSO DE 2014

O jornal Zero Hora ficou com o primeiro lugar no Prêmio Regional
Letícia Duarte

da Região Sul do Premio Esso de Jornalismo, edição 2014. Letícia Duarte e Félix Zucco foram premiados com o trabalho Lições da Turma 11F. Os vencedores do Prêmio Esso foram anunciados nesta quarta-feira. Um total de 1047 trabalhos foram inscritos e analisados por 85 jurados. O prêmio principal, Prêmio Esso de Jornalismo foi para o jornal O Estado de São Paulo, com a reportagem Sangue Político, de Leonêncio Nossa, que discorreu sobre os assassinatos por motivos políticos ocorridos no Brasil, depois da proclamação da Lei da Anistia, em 1979. Na fotografia, venceu o trabalho do repórter fotográfico Domingos Peixoto, do jornal O Globo, que registrou o momento em que o cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes, foi atingido por um rojão, no mês de fevereiro, quando cobria uma manifestação no Rio de Janeiro.

OUTROS PREMIADOS

Telejornalismo
Fábio Pannunzio, Victor Sá, Anísio Barros, Denis Romani, Alziro Oliveira, Fernanda Chamlian, André Pereira, Fábio Nikolaus, Raphael Cadamuro e Diego Costa, com o trabalho "O avanço da maconha", veiculado na Rede Bandeirantes.

Reportagem
Vinicius Jorge Sassine, José Casado, Danielle Nogueira e Eduardo Bresciani, com o trabalho "Farra de Aditivos na refinaria Abreu e Lima", publicado no "O Globo".

Fotografia
Domingos Peixoto, com a sequência de fotos intitulada "Crime à liberdade de imprensa", publicada no jornal "O Globo"Informação econômica
Vicente Nunes, Antonio Temóteo, Celia Perrone, Deco Bancillon, Diego Amorim, Luiz Ribeiro, Nívea Ribeiro, Rodolfo Costa, Rosana Hessel, Paulo Silva Pinto, Simone Kafruni e Vera Batista, com o trabalho "20 anos do real", publicado no "Correio Braziliense".

Informação cientítica, tecnológica ou ambiental
Cristiane Segatto, com o trabalho "O lado oculto das contas de hospital", publicado na "Revista Época"

Educação
Daniel Barros, com o trabalho "A diferença começa na escola", publicado na revista "Exame"

Especial de primeira página
Humberto Tziolas, Joana Ribeiro, Giselle Sant'Anna, Eduardo Pierre, André Hippertt e Sidinei Nunes, com o trabalho "Não vai ter capa", publicado no jornal "Meia Hora"

Criação gráfica - jornal
Gil Dicelli, Luciana Pimenta, Guabiras e Pedro Turano, com o trabalho "Sertão a ferro e fogo", publicado no jornal "O Povo"

Criação gráfica - revista
Rafaela Ranzani, Fernando Luna, Alex Cassalho, Bruna Sanches e Ian Herman, com o trabalho "De olhos fechados",  publicado na "TRIP"

Prêmio regional - Norte/Nordeste
Júlia Schiaffarino, com o trabalho "Vidas Partidas", publicado no "Diário de Pernambuco"

Prêmio regional - Centro-Oeste
Mateus Parreiras e Luiz Ribeiro, com o trabalho "A nova fronteira da sede", publicado no Estado de Minas"

Prêmio regional - Sudeste
Guilherme Amado, com o trabalho "Os ebaixadores do narcosul", publicado no jornal "Extra"

Melhor contribuição à imprensa
A Comissão de Premiação da Mídia Impressa concedeu a distinção de Melhor Contribuição à Imprensa à "Revista Piauí", "pelo resgate da grande reportagem, o trabalho do texto e o aprofundamento de temas atuais, com informação e espírito crítico".


Com o G1.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

CARREIRAS INTERROMPIDAS

 1.Cirurgião-cardiologista - Era muito nervoso. Não aguentou viver o tempo todo com o coração na mão.

 2. Romancista - Era um escritor de pouco fôlego. Morreu afogado na piscina na festa de lançamento da sua primeira obra.

 3.Telefonista - Tinha um temperamento muito irritadiço. Por qualquer coisa já perdia a linha.

 4.Costureira - Também se irritava por qualquer coisa. Por qualquer crítica ao seu trabalho já perdia a linha....


5 Ferroviário - Fazia questão de andar sempre na linha. Morreu atropelado pelo trem.

6.Recepcionista de motel - Era educado demais. Perdeu o emprego porque respondia igualmente quando o cliente lhe desejava bom trabalho (baseado em conto do Mauro Taxitramas Castro do blog www.taxitramas.com.br.)



7.Soldado da Aeronáutica - Foi pego comendo um brigadeiro no horário de serviço.


8. Oftalmologista - Quase não tem clientes porque, pelo preço que cobra, arranca o olho. 

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

OS PASSOS INICIAIS DA HISTÓRIA DA BICICLETA

O Google é sensacional, mas ainda é relativamente novo e não tem tudo o que a gente procura. Por isso, sou apaixonado por livros antigos. Na semana passada, me caiu às mãos uma obra, editada em 1961, chamada Conquistas Humanas e me surpreendi com um volume que fala sobre a evolução dos transportes no mundo. E me prendi ainda mais sobre a parte que fala da bicicleta. Posto esse texto a seguir como uma homenagem a ex-colega, Poti Siqueira Campos, um apaixonado pelo veículo mais econômico e ecológico que existe.


      "A bicicleta nasceu do aborrecimento de um homem obrigado pelo seu trabalho a andar continuamente e desejoso, por razões diversas, de poupar seus pés nas andanças diárias. Chamou-se ele Draîs, um inspetor florestal em Baden, Alemanha. Era sua obrigação percorrer trechos dos bosques confiados à sua guarda. Isso o ocupou anos e anos. Cansado de bater pernas, sonhava com um veículo para seu uso pessoal enquanto via passar carruagens pela estrada real e os pesados carros dos camponeses pelos caminhos transversais.
  Draî deu muitos tratos à bola até que, em 1871, ligou duas rodas de madeira, uma adiante da outra. Sobre a trave de ligação, empoleirou-se em uma incômoda situação pois ficava obrigado a um esforço ainda maior do que o de andar. Devia permanecer curvado para um dos lados e empurrar o veículo com repetidos e fortes impulsos de pé sobre o solo.
  Houve riso, vaias, correrias de moleques e Draî teve que superar um dos piores acompanhamentos de ironias que a história registra ao lado dos transportes. Não parece que ele se tenha incomodado com isso. E nem devia. Pois o resultado foi que à força de empuxões com os pés, conseguiu vencer em apenas uma hora a distância que usualmente exigia quatro horas. Era o triunfo para a nova modalidade de veículo.
Apesar disso, a popularização não aconteceu. Era por demais custoso e só alguns poucos encontravam vantagens no esforço e na descomodidade próprios do veículo. Um que outro esportista exibia a sua resistência lutando contra a falta de equilíbrio. Um deles foi Ernest Michaux, filho de um serralheiro francês. Além de esportista, dispunha de uma oficina. Não só se utilizava do veículo como se preocupava com a sua forma rústica, severa demais para ganhar o apreço do público.
  Desse esforço de Ernest surgiu, em 1855, invenção do pedal. Os primeiros foram precários, igualmente de madeira, difíceis de fazer render. Mas Ernest alcançara um resultado suficiente para fazer com que sua família transformasse a serralheria em fábrica de veículos. Surgiu então o nome de biciclo, para esse antepassado da bicicleta (de bi, dois, e kiclos, círculos ou rodas). Um dos grandes atrativos da exposição universal de 1867 foram os biciclos de Michaux, então já uma celebridade europeia.
   Dois anos depois, surgiram modelos de ferro, o que deu maior robustez e durabilidade aos biciclos. A coisa foi ficando muito mais interessante quando um mecânico observador, Truffault, inventou em 1885, novos dispositivos como a caiba oca e aplicou a borracha  nos rodeiros permitindo um deslizar macio e convidativo.
  Então sim, o biciclo vulgarizou-se e, além de receber a preferência como veículo de transporte individual, fez surgir vitoriosa modalidade esportiva. Novos usos, novos tipos. Com estes, os exageros que chegaram ao máximo com os modelos apelidados de "aranhas" por causa dos compridos e obrigatoriamente finos raios da roda dianteira. Nesses biciclos "aranhas", a roda dianteira tinha comumente 1,5m de diâmetro, enquanto a traseira apresentava, também, em média, 40cm mais ou menos. Consequência principal e desagradável: ao menor esbarro, a roda traseira erguia-se e atirava oi passageiro sobre a dianteira. O propósito de corrigir tais defeitos, aliado àquele de produzir m biciclo capaz de maior velocidade média, com ao estabilidade, foi o que realmente produziu a bicicleta atual.
  O passo técnico para tanto foi conseguir a transmissão de força por meio da corrente contínua, auxiliada pelo diâmetro levemente desigual das duas rodas dentadas. O grande quadro direito que de à bicicleta equilíbrio, estabilidade e estética foi a última grande inovação realmente proveitosa. O primeiro modelo desse tipo acabado de bicicleta foi inglês e circulou por volta de 1880.
   Cada fabricante (e logo surgiram dezenas em todo o mundo) procurou introduzir inovações que se limitaram a detalhes. O aspecto geral e final estava traçado , e a bicicleta partiu a carregar multidões pedalantes em todos os continentes. Criaram-se tipos para mais de um passageiro.  O modelo "tanden", o duplo, levava duas pessoas. Mas chegou-se a fabricar nos Estados Unidos, bicicleta para dez pessoas. Inovação que não durou e só valeu pelo que oferecia de pitoresco.
                           Uso militar
  Um tipo militar também foi criado. O capitão Gérard, encarregado de um setor de transporte do exército francês, deu-se conta das grandes vantagens que o uso militar da bicicleta poderia oferecer não só para a transmissão de ordens como para o avanço mais rápido de tropas. Gérard sonhou com um corpo de infantaria montada... em bicicletas. Os soldados avançariam velozmente cobrindo em um dia distâncias que, em marcha normal, exigiriam três. Formidável em termos de tática e estratégia. Para completar o plano, Gérard idealizou um tipo especial de bicicleta: o tipo "dobradiça". Em terreno que não permitisse o uso do veículo, os soldados dobrariam a sua bicicleta em duas, colocariam como parte da mochila comum e seguiriam a marcha até alcançar solo favorável.
    A bicicleta sempre foi apreciada pelas forças armadas, principalmente antes, durante e imediatamente após a I Guerra Mundial.  Mas os planos de Gérrard jamais foram inteiramente aprovados e executados. Desde quando a bicicleta exigia que se esfregasse o pé no chão, havia resistência ao seu uso. Tal resistência continuaria, a menos que se encontrasse um modo para eliminar o esforço físico na condução dfa bicicleta. Foli desse objetivo que nasceu a motocicleta.


Texto de Hermani Donato, no livro Conquistas Humanas, editado em maio de 1961.
  
  

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

POR QUE SANTOS DUMONT BATIZOU SEU PRIMEIRO AVIÃO DE 14 BIS?

Que eu sou louco por curiosidades, o próprio nome do blog já indica. O que me impressiona é que me caem às mãos, todos os dias, preciosidades que eu nem estava procurando. Na empresa em que trabalho, colocaram, na sala de estar, uma estante grande e, nela, um tesouro para quem, como eu, adora ler livros antigos. São enciclopédias, biografias, dicionários e outros livros. Todas as manhãs, nos intervalos, estou devorando as páginas. Em uma delas, descobri que a origem da palavra "meta" tem a ver com as antigas corridas das bigas. É que, em um dos jogos em que as carrocinhas romanas eram utilizadas, elas tinham que passar em volta de colunas que os romanos chamavam de "metae". Daí veio o significado de meta como objetivo a ser atingido, seja no jogo de futebol (meta, guarda-metas), seja nos projetos das empresas.
  O mais curioso foi que ontem, no Dia do Aviador, por coincidência, eu estava lendo sobre a história dos transportes e exatamente sobre o início da aviação. Fiquei maravilhado ao descobrir o porquê de Santos Dumont ter batizado o primeiro avião dele de 14 Bis. Por isso, o primeiro leitor que responder a essa pergunta, colocando a resposta aqui nos comentários, ganhará um livro. Não é sobre avião, mas de histórias sobre passageiros de táxi. Se você for o primeiro, envie se endereço para o e-mail plinioopnunes@yahoo.com.br e receberá em casa, sem custos, o livro Taxitramas, Diário de Um Taxista, de autoria do meu amigo Mauro Castro. Vale conferir no google, perguntar aos universitários, consultar as cartas, pedir ajuda até ao Sílvio Santos. Boa sorte.

POR QUE O PRIMEIRO AVIÃO SE CHAMOU 14 BIS?
Aguardo a sua resposta.

domingo, 12 de outubro de 2014

TACA-LHE PAU NESSE CARRINHO NA DESCIDA DO MORRO DA VÓ VALDELINA

  Eu estava aqui pensando. Acho que sou uma das pessoas mais curiosas que eu conheço, se é que me conheço bem. Meu amigo Renato Gava, porém, é muito mais curioso do que eu. A maior maldade que se pode fazer a ele é adiantar que tem algo a lhe contar mas que, no momento, não tem tempo, porque precisa sair. Pois ele vai tentar atrasar a sua saída, segurá-lo pelo braço ou pela roupa e até acompanhá-lo até onde puder, insistindo efetivamente para que você lhe conte. Na próxima vez em que vocês se encontrarem, antes de dizer "olá", ele perguntará o que era aquilo que você iria lhe diz
     Pois eu me lembrei do Gava e de mim mesmo, ao ver hoje, na TV, o primeiro comercial do "Taca-lhe pau Nesse Carrinho, Marcos", Minha curiosidade, nesse caso, já havia sido satisfeita com o Facebook, porque me levara até a origem da expressão. Em dezembro do ano passado, dois garotos gravaram um vídeo sobre uma descida de carrinho no Morro da Vó Valdelina, avó deles, em Taió, Santa Catarina, colocaram no youtube e quase todo mundo viu.
    E sempre me interesso pra saber de onde surgem as gírias, as expressões e os nomes. Isso me fez lembrar também do amigo facebookiano Ari Riboldi, autor do livro O Bode Expiatório, sobre expressões curiosas. Repetimos, normalmente sem saber a origem, ditos como "Agora é tarde, Inês é morta", "A ficha ainda não caiu", "Até aí morreu Neves", além do atualíssimo Taca-lhe pau nesse carrinho, Marcos Veio.Sobre a Inês, li em um livro do pesquisador Câmara Cascudo e transcrevo aqui, do Google: A história aconteceu em Portugal. Inês de Castro foi amante do príncipe Dom Pedro I (1320-1367), de quem era prima. O pai dele, Afonso IV, mandou exilá-la e prendê-la em um castelo. Além disso, obrigou Dom Pedro a se casar com uma dama da corte. Em 1345, quando morreu Constanza, a mulher de Dom Pedro, ele trouxe Inês para viver com ele e teve quatro filhos com ela. Afonso IV então mandou eliminá-la. Após a morte do pai, Dom Pedro prendeu os matadores de Inês, colocou o cadáver da amada no Mosteiro de Alcobaça e a declarou rainha mesmo depois de morta. Essa história foi contada por Camões em sua obra Os Lusíadas, e a frase "agora é tarde, Inês é morta foi se repetindo na cultura portuguesa e ocidental.
Os jovens e os que ainda virão talvez repitam que a ficha ainda não caiu com ideia do significado, mas sem saber de onde ela saiu. É que já não há mais fichas telefônicas e os telefones públicos estão praticamente obsoletos em tempos de Internet, celular e mídias sociais. É que, introduzida uma fichinha para fazer funcionar o orelhão, a ligação custava a se confirmar, daí a expressão. E Joaquim Pereira Neves foi um assessor do Padre Feijó, brutalmente assassinado, decapitado por indígenas, o Neves, não o regente. Logo após a morte, e durante algum tempo, não se falava em outra coisa no Rio de Janeiro, então capital do Império. Aí algum malando do tipo do Guri de Uruguaiana, criou a expressão Até aí morreu o Neves, querendo alguma notícia que não fosse da morte do assessor do Feijó. 

sábado, 27 de setembro de 2014

20 DICAS PARA VOCÊ SABER SE ESTÁ VICIADO EM FACEBOOK

Você está viciado em Facebook quando:

1) Enquanto alguns não têm tempo para entrar, você tem dificuldades para sair. (Sintoma grave)
2) Você anota coisas em papéis, guardanapos, agenda, grava no celular para depois postar. (Leve com tendência a grave)
3) Você se pega curtindo (leve), compartilhando (leve) ou comentando (menos leve) enquanto caminha.

4) Você se pega fazendo isso do item acima, mas correndo. (grave)
5) Você faz isso do item acima do acima, porém dirigindo. (gravíssimo)
6) Você põe a senha do Facebook no caixa eletrônico ou em algum outro lugar que precise de senhas de números. (Mais ou menos grave)
7) Você sonha que está no Facebook. (Leve)
8) Você não sabe se entrou no Facebook de madrugada porque acordou ou se acordou justamente para entrar no Facebook. (Um pouco grave)
9) Você entra dormindo no Facebook e nunca na vida havia tido sonambulismo.(Grave, procure um médico.)
10) Você olha as pessoas na rua e fica em dúvida se não são amigos virtuais a quem você nunca viu ou conversou pessoalmente. (Menos grave)
11) Você briga com amigos reais após discussão no Facebook.(Grave)
12) Você confere todos os amigos para saber quem o desamigou. (Grave)
13) Você reclama dos amigos virtuais que não curtem seus posts. (É um mala, mas não é tão grave)
14) Você curte e dá pitaco em todos os comentários que vê pela frente. E faz questão de dar opinião, dizendo se gostou e principalmente se não gostou. (Grave)
15)
 Alguém fala com você e você responde humrum sem entender nada do que o outro está dizendo e segue lendo e, se for o caso, curtindo, compartilhando ou postando. (Grave)
16) Você está ao lado de alguém e manda um recado para essa pessoa pelo bate-papo do Face. (Grave)
17) A criança chora ou pede ma mamadeira, e você diz: já vai. (Gravíssimo)
18) Você fica muito chateado quando cai a conexão. (Normal)

19) Você entra em pânico quando fica sem computador de mesa, laptop ou celular com Internet mesmo que seja por um dia e corre para a lan house. (Caso para internação)

20) Você perde tempo fazendo uma lista sobre comportamentos que comprovam quem é ou não viciado em Facebook. (Grave)

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

A HISTÓRIA DA MENINA QUE LIGOU PARA O TELEFONE ERRADO

Gosto de escrever e de ler ficção, mas o que me agrada mais são as histórias reais. Por isso, meu ouvido está sempre atento às histórias alheias embora essa minha curiosidade não me transforme em um fofoqueiro. Foi ouvindo a conversa entre dois colegas que tomei conhecimento de uma história em interessante. Ela serve para me deixar cada vez mais convencido de que as pessoas não devem julgar alguém ou algo sem informações completas. Muitas pessoas sentem-se tão certas de que estão com a razão que são capazes de cometer injustiça, levadas pela arrogância.
 A história à qual me refiro aconteceu com meu colega Mauri Luan Pires, de 19 anos. Ele recebeu uma ligação no celular de uma desconhecida, com voz aparentemente de uma jovem.
- Alô, quem está falando?
- Queres falar com quem?
- Esse telefone é do meu namorado. Quem é que tá falando?
- Este telefone é meu já faz dois anos, tu estás enganada.
- Não. O telefone é do meu namorado. Por que tu tá com o aparelho?
- Já te disse. Este telefone é meu.
- Sem essa, meu. Tu tens que nos devolver o telefone. Tá legal, deixo nas mãos de Deus, ele vai tomar as providências - disse a jovem, antes de desligar.
 Mauri ficou impressionado. Como é que a guria não se deu conta de que se enganou ao discar. De noite, a jovem voltou a telefonar. Mauri não esperava uma nova ligação pois já havia tempo para a jovem perceber o engano.
- É o seguinte. Eu sou aquela pessoa que te ligou hoje de manhã. Eu queria te pedir desculpas mesmo. Eu disquei errado o número do telefone do meu namorado.
  Mauri disse que estava tudo e não se lembrou de perguntar a ela se foi Deus que tomou alguma providência. Não era o momento de tripudiar. Mas gostou do fato de a menina ter pelo menos pedido desculpas. E eu, que pedi licença ao Mauri para contar a história aqui, fiquei contente também. A menina, no final, errou por desinformação, mas não continuou arrogante já que se desculpou. Quantas pessoas conhecemos que jamais voltariam a ligar.
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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

RECOLUTA DO FACEBOOK (3)

Reflexão diante do espelho
 Rugas são sinais que Deus tatua nos velhos para que ele e os moços saibam que não serão jovens eternamente.
Reflexão no amanhecer gelado (6°)
Quando o Grande Gênio instalou o programa Livre Arbítrio na máquina maravilhosa que criara, esqueceu-se de deletar o Egoísmo. E então deu no que deu, dá no que dá e dará no que dará até o colapso total e irreversível do sistema.
Reflexão sobre acontecimentos mundiais
Sem muitos conhecimentos da cultura francesa, fico me perguntando se não é uma grande ironia a existência de uma bolsa tão cara com o nome de Victor Hugo, o autor do livro Os Miseráveis.
Reflexão ao nascer de um novo dia
 Quem deduz apenas a partir do que vê, ouve ou lê, corre o risco de se se enganar com seus próprios olhos ou ouvidos. É imprescindível perguntar para eliminar dúvidas e evitar eventuais mal-entendidos e injustiças
Mania de um homem criado e nascido no campo
Amigomeu é um cara tosco, nascido no campo e criado no meio dos animais e das plantas. Mas me sai com cada uma. Como esta:"Não uso roupa de marca. Pra quem é da Campanha, marca é aquele sinal colocado a ferro em brasa nas "anca" dos pobres dos "animal" pra mostrar quem é o dono.
Reflexão sobre o excesso de bebida
Quando um bêbado de acidente morre, é porque o anjo da guarda dele não aguentou e também tomou um porre.

 

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

UTILIDADE PÚBLICA - APENAS PARA HOMENS

Sete dicas para não agravar uma eventual pequena crise no casamento



1) Levante sempre o assento do vaso e capriche a pontaria. Arregace o prepúcio para impedir qualquer bloqueio ou desvio da trajetória do jato. Chegue bem perto do vaso, seu "guri" não é tão grande como você pensa. Não trema. Se houver um mínimo risco de que uma gota caia no chão, o melhor mesmo e se sentar....
2) Saiba que terapia é importante, mas é preciso ajudar a lavar, secar e guardar a louça. Se a pia estiver limpa, não ouse deixar prato ou talheres sujos. Lave-os.
3) Diminua ao máximo o número de dias no mês em que você sai para jogar futebol com os amigos Fique esperto para que nenhum colega mais estressado o morda nas costas ou o arranhe durante uma disputa de jogada. Caso isso aconteça, reze para que ela tenha acompanhado o episódio do jogador uruguaio na Copa do Mundo.
4) Não é o momento de contar piadas de sogra, do tipo "tu tens sorte porque a tua sogra é muito melhor do que a minha". Aliás, a mãe da sua mulher é a sua visita mais importante no mundo, Se mora com ela, evite comentários que possam levar à interpretação de que você não está gostando disso.
5) Se vocês torcem para times diferentes, evite a flauta, especialmente se o time dela estiver em baixa e o seu na melhor fase da sua história. Mas não precisa torcer pelo clube da companheira. Aí já é demais, né?
6) Concorde com várias coisas que ela quer, mas não com tudo porque aí só um dos dois vai ser feliz o tempo todo. As mulheres não gostam de atenção e concordância exageradas.
7) Eu não ia dizer isso, mas é importante. Não solte flatos na frente dela. Nem os escandalosos nem os surdinhos porque os do segundo tipo costumam ser os mais malcheirosos. Não solte os barulhentos nem no banheiro, a não ser que essa peça da casa tenha mais revestimento acústico que boate localizada perto de hospital.

Era isso. Mas, se ela estiver a TPM não espere que vá reconhecer esse seu esforço hercúleo. Se você incrivelmente já faz isso tudo e não adianta, então relaxe, você fez a sua parte e ela não merece. Aliás, você não merece tanta incompreensão, e a fila vai precisar andar.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

UMA HISTORIAZINHA COM CENÁRIO DA COPA

Ele bebia em um bar do Mercado Público. Só ele e o violão, que descansava na outra cadeira. Pensava na vida do país, na Copa, em sua própria existência. De repente, ouviu uma música sem identificar de onde vinha. Máscara Negra, criada por Zé Kéti e Pereira Neto para o carnaval de 1967, soava maviosamente na voz de Dalva de Oliveira. Foi então que ele pegou uma caneta e começou a rabiscar uma paródia no guardanapo de papel. Terminou sua obra junto com a terceira cerveja. Pagou, saiu do Mercado e parou no meio do Largo Glênio Peres com a letra da paródia decorada, no meio do álcool que lhe alegrava o cérebro. Pegou o violão, autoacompanhou-se e cantou:

 
Tanto roubo, quanta hipocrisia,
milhões de palhaços no país,
a bola tá rolando, e o povo se orgulhando
pensando que é feliz.
A mesma máscara negra
que esconde os protestos
encobre a corrupção.
Eu sou o trabalhador,
que só ralou
que se ralou, meu amor.
Vou chutar o balde
não me leve a mal
quero é hospital.

Foi então que percebeu um monte de gente escutando. Um grupo dizia "é isso mesmo", outros, com bandeirinhas da Copa do Mundo e camisetas de futebol, não gostaram. Ele parou de tocar, voltou para o Mercado, atravessou-o, pegou o trensurb e desapareceu.
(IF 100%)

quinta-feira, 19 de junho de 2014

FRASES QUE "COMETI" E PUBLIQUEI NO FACEBOOK

* Suspeito de que parentes das traças que destroem livros habitam o cérebro de quem quase não lê. Na hora de escrever, restam poucas palavras, algumas delas corroídas, sem esses nem erres no final.
* As aparências frequentemente enganam quem julga os outros pela roupa.
*Pessoa inteligente é aquela que sai, em um lindo dia de sol, com o objetivo de comprar um guarda-chuva bem reforçado para substituir o que foi destroçado  no temporal da semana passada.
*As mulheres feias, mas com alta autoestima, andam na rua como se fossem mulheres belas. As lindas, mas de baixo astral, andam como se fossem mulheres feias.
*Chuveiros elétricos e dentistas atualizados e competentes ainda sofrem com o estigma de medos atávicos do passado. Hoje, chuveiros bem instalados não dão choque; bons dentistas e novas anestesias permitem tratamentos sem dor.
*Neste frio que assola o Rio Grande, cobertor de orelha é bom. Menos quando pede para a gente levantar e abrir a porta porque o diacho do cachorro quer fazer xixi lá fora.
*A burrice é uma deficiência no DNA que causa falta de curiosidade sobre coisas úteis e excesso sobre coisas inúteis.
*Quando duas pessoas de temperamento forte, egoísta e orgulhoso se desentendem séria ou bobamente, nunca mais se reconciliam. São como um travesseiro que se rasga diante de um ventilador ligado. As penas jamais conseguem ser recolhidas.

terça-feira, 10 de junho de 2014

PALAVRAS E EXPRESSÕES QUE MEUS PAIS DIZIAM E QUE NÃO OUÇO MAIS

Meus pais, Walter e Ítala, que já passaram para o outro plano há vários anos, repetiam a cultura oral da época, ele nasceu em 1922 e ela em 1924, e do local em que viviam, em Bagé e em Seival, que na época pertencia a esse município da Campanha e que hoje pertence a Candiota. Todas as palavras e expressões que usavam eram uma mistura do português trazido pelos lusitanos, mesclado ao tupi-guarani dos povos nativos, além do espanhol, já que moravam na fronteira com o Uruguai. Além disso, ambos eram filhos de pais uruguaios e mães brasileiras. Outra influência no linguajar deles era o francês que, na época, espalhava-se pelo país, em termos culturais, como ocorre hoje com o inglês, embora em menor escala. Nunca mais ouvi algumas dessas expressões. Outras delas aparecem na trilogia O Tempo e o Vento, de Erico Verissimo.


"Bota esses carpins sujos em cima da pileta que depois eu lavo" (Coloca as meias usadas em cima do tanque de lavar roupa.)
"Não te pelo (pélo) tchê"!(Preciso pesquisar, mas parece que significa "não acredito em ti, não te levo a sério")
"Tem que botar cangalha nesse animal, que ele costuma bandear o arame". (Cangalha são pedaços de pau atados em forma de triângulo e colocados em volta do pescoço da ovelha ou do bovino para que ele não atravesse pelo meio dos fios do alambrado. A palavra vem do tupi-guarani em que cang, significa pescoço.
'Não doutoreia comigo, guri." (Não sejas respondão, não sejas metido a doutor.)
"De manhã, as narinas dos piás ficam cheias de picumã por causa das lamparinas. (Na ausência da luz elétrica, a queima do pavio de pano e do querosene das lamparinas deixavam pretas no nariz das crianças.)
"Sujeito mais calaveira esse". (Viciado em jogo de cartas ou jogo do osso.)
Este maleva tomou um frapê que estava no itajer, não pagou o bolicho, saiu e nem fechou a tramela (Maleva tem origem na palavra mal, significava algo como malandro, ou alguém do mal, frapê vem do francês e significa batida (leite com frutas misturados no liquidificador. Hoje o pessoal chama de frapê uma bebida feita com leite integral, sorvete sabor cappuccino, cobertura de chocolate, canela e chantilly. Itajer, também do francês, significa cristaleira, armário para a louça).
"Este quarto está uma mixórdia, tem uma miscelânea que não sei como foi parar aí dentro." (Mixórdia é bagunça, miscelânea é um conjunto de coisas diversas misturadas.
"Fulano é todo metido mas não tem eira nem beira." (Sujeito que não tem casa ou lugar próprio para morar. Eira é um pedaço de terra e também uma parte do pátio cimentado que era usada para colocar sementes.
Montou no petiço e se mandou pro campo pra bombear o gado. (Petiço é um tipo de cavalo de baixa estatura, bombear é espiar o gado. Nas guerras, os que iam na frente para ver se havia inimigo pelas cercanias eram chamados de bombeiros.)
"Não me abraça tão forte assim que tu estás me pisando. (O verbo pisar era sinônimo de machucar e não apenas pelo pisão no pé.)
"Os dois maturrangos acabaram fazendo com que os matungos se pechassem." (Maturrango é quem não sabe andar direito a cavalo. O mesmo que barbeiro, em relação aos carros. Pechar se origina de peito, pecho em espanhol, e se estendeu para o sentido de colisão. Matungo é cavalo bem manso.)
"O touro se botou no cuera, ele se enveredou pro arroio e se boleou na água. (O touro atropelou em direção ao cara, que correu em direção ao arroio e se jogou na água).





quarta-feira, 4 de junho de 2014

CHANCE PARA QUEM GOSTA DE ESCREVER POESIAS TRADICIONALISTAS

Estão abertas até o próximo domingo, as inscrições para o concurso de poesia que integra o conjunto de eventos Semana Farroupilha de 2014. O objetivo da Comissão Estadual dos Festejos Farroupilhas é integrar a comunidade ao movimento tradicionalista do Rio Grande do Sul por meio do verso e abrir novos espaços para os poetas.
 Conforme os critérios estabelecidos, as poesias devem ter conotação gauchesca, nativista, tradicionalista com o tema Eu Sou do Sul, que se identifica com o Rio Grande do Sul abrangendo os respectivos usos e costumes desde o galpão até a casa principal.
     Podem participar,  poetas (compositores) de todo Brasil, desde que respeitado o tema do concurso. promovido pela Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore. As poesias deverão ser inéditas, com no máximo 80 versos (linhas) e acompanhadas pela ficha de inscrição, em quatro cópias, contendo somente o nome do poema sem qualquer menção ao pertinente autor.
     As inscrições poderão ser enviadas para tersonpraxedes@yahoo.com.br ou pelo correio para Avenida Borges de Medeiros, 1501 – Sala 10 Térreo CEP: 90119-900 – Porto Alegre/RS.

sábado, 24 de maio de 2014

FRASES QUE BROTAM SOLTAS EM UMA FRIA TARDE DE SÁBADO

Epitáfio de um poeta triste
  "Não foi a saudade de ti que me matou. Foi a dor de teres me esquecido.

Observação sobre o Facebook
 O corretor é a maquiagem para quem tem problemas com a Dona Ortografia.

Noticiário jurídico
Absolvida a menina traça que roubava livros. Juiz considerou que se tratava de furto famélico. (Homenagem ao meu amigo Carlos Urbim, autor do livro Uma Graça de Traça)

Sinal dos tempos atuais

A selfie (ou autorretrato) é o espelho do Narciso moderno.

domingo, 18 de maio de 2014

RESULTADO DO SORTEIO PARA EXEMPLAR DO LIVRO TAXITRAMAS, DIÁRIO DE UM TAXISTA

O Blog Vidacuriosa tem a satisfação de apresentar o vencedor (no caso, vencedora) do sorteio para o único exemplar que restou da edição do livro Taxitramas, Diário de um Taxista, do meu amigo Mauro Castro, que reuniu as histórias publicadas semanalmente, às segundas-feiras no jornal Diário Gaúcho, de Porto Alegre e em seu próprio blog, taxitramas.com.br. São relatos bem-humorados a partir de observações do autor, que é também motorista de táxi na capital gaúcha.
  Concorreram exatamente três leitores. O livro é de qualidade, mas o blogueiro não tem o mesmo carisma do escritor, que conseguiu esgotar sua obra produzida com recursos próprios e vendendo todos os exemplares sem sair do seu veículo. Várias pessoas comentaram sobre o sorteio na linha do tempo do autor do blog no Facebook e externaram a curiosidade de ler o livro e o desejo de participar, mas só três efetivamente deixaram o recado no Vidacuriosa, habilitando-se para disputar o prêmio. Quero agradecer imensamente aqui à Sandra Nunes e à Glaci Borges pela participação e anunciar que a vencedora foi:

                               ERIKA HANSEN

A ganhadora receberá nos próximos dias o livro sem qualquer custo e já com um autógrafo do autor com dedicatória personalizada para ela.

  O sorteio foi realizado com a participação e supervisão de Raphael Nunes Knaak, também conhecido por mim e por leitores da minha Linha do Tempo do Facebook como Meu Pequeno Chefe.
O sistema usado para apontar o ganhador foi o mais simples possível com a colocação de três pedaços de papéis dobrados, com os nomes das concorrentes, em uma caixinha, da qual Raphael retirou aleatoriamente a vencedora, conforme mostram as fotos que acompanham esta postagem.






domingo, 4 de maio de 2014

AVOLICES DE DOMINGO - UMA HISTÓRIA FUTURÍSTICA SOBRE O MEU PEQUENO CHEFE

Corre o ano de 2027. Com 17 anos, meu neto Raphael, a quem eu sempre chamei, desde menininho, de O Meu Pequeno Chefe, está na aula de História Geral da Arte, no meio de seus 438 colegas. A sala é um auditório em forma de teatro de arena. A professora pergunta, pelo microfone instalado em sua lapela, qual a diferença entre a tragédia e a comédia. Cada aluno dispõe de um fone de ouvido e um pequeno microfone. 
 Raphael é o mais rápido em se habilitar para responder. Aperta o aparelhinho que cada um tem, chamado de student own, e logo sua foto aparece no grande painel à esquerda da professora. Em grandes letras, brilha o nome do aluno: Raphael Nunes Knaak. Tudo o que ele disser, aparecerá no painel em portruguês, inglês e chinês. O som de suas palavras também sai no alto-falante e nos fones dos colegas, traduzido simultaneamente para o idioma de quem ouve.
 Confiante, meu neto responde:
- Depende do ponto de vista.
- Explique-nos, por favor, Raphael - pede a professora.
- Vou contar uma historinha antiga. Em 2014, quando eu tinha quatro anos, fui almoçar com a família na casa de um tio. Compareceu um grande grupo de familiares. Fazia muito frio e, no almoço, comemos todos um prato chamado mocotó. É uma iguaria que não existe mais porque, naquele tempo, ainda se matava animais para comer. O prazo era produzido com patas de boi, além de vísceras e outros ingredientes que nem gosto de me lembrar. Acontece que um dos ingredientes estava estragado e isso causou um revertério, um desarranjo intestinal, em todos ao mesmo tempo. Como na residência havia apenas um banheiro, imaginem a confusão e o caos que se instalaram. Moral da história: o que para vocês é uma comédia, para todos os que estávamos lá, foi uma tragédia.
  O que se ouviu foi uma gargalhada geral, em cascata, iniciada por quem entendia português e seguida à medida que os outros escutavam a tradução. Quando o riso, parou, Raphael acrescentou. "Era só para descontrair a aula. Agora vou falar sobre comédia e tragédia."
Com segurança, falou sobre a história grega e mundial, iniciando por Aristófanes, com a comédia, e referindo os da tragédia, como Ésquilo, Sofocles e Eurípides, concluindo com Shakespeare e outros.
    Quando ele acabou sua explanação, o que se ouviu foi uma ovação. Era tão forte o barulho que eu despertei. Acordado, segui ouvindo palmas. No pátio, encontrei o Meu Pequeno Chefe, brincando com o Bolt, batendo palmas.

RECOLUTA II (*) DO FACEBOOK

° Reflexões da mãeduguarda I
  Existem ex-sogro, ex-sogra, ex-nora, ex-genro, ex-cunhado, ex-padrasto, ex-madrasta, ex-marido e ex-esposa. Só não existem ex-pai, ex-mãe e ex-filho. Infelizmente, muitas pessoas que põem filhos no mundo não merecem ser chamados de pai ou de mãe.



º Reflexões da mãeduguarda II
  Cuidemos bem de nossos filhos, observando a natureza. Mosquitos não põem ovos na água do aquário.

º Não tenho o hábito de mandar indiretas pelo Facebook. Sou apenas um palhaço que faz malabarismos com as palavras e as joga, feito chapéus para a plateia sem fazer ideia de para quem eles servirão.

º Constatação na minha rua, no Bairro Medianeira: ninguém mais acredita em ninguém. Até Jeová precisa de testemunhas.

º  O píor da burrice é quando vem acompanhada de teimosia e soberba.

º Alguns dos meus amigos são pessoas tão admiráveis, tão boas que na hora em que estou elaborando o meu curriculum vitae eu sinto uma vontade quase incontrolável de registrar ali que são meus amigos.

º  Quem trabalha só para encher a algibeira, odeia segunda-feira.

(*) Recoluta: em termos gauchescos é o ato de fazer buscas, escolher e recolher alguns animais no campo.

  

sábado, 3 de maio de 2014

COMENTE ESTE POST E CONCORRA AO SORTEIO DE UM EXEMPLAR DO LIVRO DE MAURO CASTRO

Diante de tanta oferta de leitura com existência da Internet, vender livros hoje em dia é muito difícil. Editar é complicado. As editoras só apostam nos autores muito conhecidos. Lançar um livro por conta própria não é um feito para qualquer um. E o meu amigo Mauro Castro, taxista e colunista do Diário Gaúcho, conseguiu uma façanha. Vendeu 3 mil livros da segunda edição da obra que reúne crônicas publicadas no jornal Diário Gaúcho e do blog que o motorista de táxi mantém na internet no endereço Taxitramas.com.br. São histórias de um cronista de verdade, não um colunista que se perde em divagações sobre si mesmo, mas alguém que retrata o cotidiano das pessoas, especialmente as que usam táxi. Por meio das crônicas, pode-se ter uma noção da vida da população de uma cidade, dos seus anseios, das suas angústias, das suas vitórias e dos seus momentos de humor.
  A edição do Taxitramas esgotou-se, mas restou um exemplar que poderá ir para suas mãos. Entre aqui nos comentários e concorra. No dia 15 deste mês, estaremos sorteando o livro e enviando, sem custos, à casa do vencedor. Basta deixar um comentário. Caso você seja sorteado, envie seu endereço para o email plinioopnunes@yahoo.com.br para receber o livro.  

quarta-feira, 16 de abril de 2014

CINCO COISAS QUE VOCÊ MENTE PARA OS OUTROS E PARA VOCẼ MESMO

1) DESORGANIZAÇÃO
    Eu me acho dentro da minha bagunça. Se eu quero encontrar algum objeto eu sei onde ele está. Sou capaz de localizá-lo mesmo no escuro. Mas se alguém tira uma caneta do lugar, aí eu já não acho mais nada.

2) MANIA DE ADIAR
   Amanhã eu vou parar com esta mania que eu tenho de deixar tudo para depois.

3) FORÇA DE VONTADE
   É fácil parar de fumar. Eu mesmo já parei umas 15 vezes. Voltei porque quis. Se eu quiser deixar definitivamente o cigarro, eu paro.

4) AUTOCONTROLE
    Não sou alcoólatra. Só bebo em festa. A questão é que sou muito sociável e me convidam para festa todo dia.

5) AUTOCONVENCIMENTO
    Eu nunca erro. Na verdade, só errei duas vezes na minha vida. Uma vez foi quando achei que estava errado, mas estava certo. A outra foi agora, quando eu disse que nunca havia errado.