quarta-feira, 30 de maio de 2012

UMA POESIA GAUDÉRIA QUE ME FAZ LEMBRAR OS CAMPOS DO SEIVAL

  O grande Giovanni Grisotti, um dos maiores repórteres investigativos deste país, curte o movimento tradicionalista nas horas em que não está a serviço da sua atividade de deixar o Brasil menos corrupto. Além de ser fã dos monarcas e de participar de bailes de CTGs, curte, como eu, textos e poesias sobre a vida do campo. Em post dele no Facebook, encontrei essa preciosidade da cultura gaúcha. É a poesia louco do não menos talentoso compositor e músico Vaine Darde, cuja biografia você pode curtir mais abaixo.


Eles me interditaram...
Afastam-me das domas,
Não me deixaram usar adagas,
Nem, sequer, cuidar do fogo...
E conspiram contra mim
Com silêncio e solidão.
  Pois alegam, uns aos outros,
Que me tornei perigoso
Desde quando me encontraram
Conversando com as ovelhas,
Desde quando descobriram
Que eu cultivo girassóis
Por devoção às abelhas.

Dizem que ando variando
Com milongas circulares
Na canção dos cataventos,
Que fiquei de miolo mole
e me desfiz das esporas
Por ter pena dos cavalos...

Proibiram-me transpor
Os limites da porteira
Numa espécie de desterro
Que me exila na querência.
Mas, eu sei que eles não sabem
Que os olhos de quem sonha
Veem além dos horizontes...

Eles dizem que sou louco
Porque vago pela estância
Conferindo cada ninho
Onde os voos eclodiram,
Fazendo tenda do pala
sobre o topo das coxilhas
Pra navegar nas estrelas
Nessas noites de verão...

(Imagina se soubessem que eu carrego,
nos pessuelos, uma colmeia de versos...)

Mas enquanto eles proseiam
Agrupados no galpão,
Para encantar meu silêncio
O vento canta pra mim,
As sangas cantam pra mim,
Os grilos cantam pra mim.

Enquanto eles, que se julgam certos,
Tomam mates sonolentos
Com a água da cacimba.
Eu, numa cambona de açude,
Sorvo a lua num porongo
E povoo a solidão
Com as ausências que me habitam.

Eu embrulho a palavra
Numa folha de papel
Onde guardo traduções de ocasos e auroras,
Onde exponho meu silêncio
Com zumbidos de abelha
E confesso a ternura
Que dedico aos que me odeiam.

Eu trabalho mais que eles.
Sou só um nas sesmarias
Pra saber de cada flor,
Pra saber de cada pássaro
Com que o campo sinaliza
E os outros não percebem...

Eles, sequer, reparam
Quanto sol de cada dia
Se acumula nas laranjas,
Que porção de lua cheia
Se derrama em frenesí
Na gestação da semente.
Eu, sim, eu sou livre entre
o campo e as estrelas,
Eu sei todos os caminhos
que a querência me revela
Porque vivo além de mim
O que a vida me concede.

Mas, se louco é ser dono de si mesmo
E saber que as laranjeiras
Choram lágrimas de pétalas
Num cio vertiginoso
De excessiva floração,
É ter consciência plena
Que a loucura é a poesia
Que, por não caber do peito,
Se extravasa em dialetos
E ilumina seus eleitos:

Então eles estão certos:
Eu sou mesmo perigoso,
Uma ameaça constante
De povoar o galpão
Com guitarra e ar-iris,
E abelha, e girassol.

Não, não é a mim que eles temem
Porque sabem inofensivo
Meu delírio musical...
O que eles não suportam
É aceitar a realidade
De um louco ser feliz.

O AUTOR
Vaine Darde

Vaine Darde, natural de Uruguaiana-RS, iniciou sua carreira como compositor e poeta em 1978 quando foi premiado no concurso Apesul Correio do Povo Revelação Literária. Em 1988, em parceria com Gaúcho da Fronteira ficou conhecido em todo o país com a música Vanerão Sambado, que ganhou discos de ouro e de platina. Em nova parceria com Gaúcho da Fronteira, gravada pelos Engenheiros do Hawaí, Herdeiro da Pampa Pobre, afirmou-se no cenário musical do Estado. Recebeu, por dois anos consecutivos, o troféu Vitória concedido pela Secretaria da Cultura. Em 2004, ganhou o troféu Clave do Sul como melhor letrista dos festivais.
Com mais de 800 músicas gravadas por artistas gaúchos e de outros estados, entre eles duplas sertanejas, é um dos compositores mais premiados do Rio Grande do Sul.
Detentor de uma centena de prêmios de festivais, conquistou em 1989, em parceria com Elton Saldanha, a Caleandra de Ouro, prêmio máximo da Califórnia Canção Nativa, evento que originou o movimento nativista. Possui uma coletânea de sua obra gravada pela gravadora Usa Discos em discografia que inclui 12 poetas consagrados, intitulada Autores do Sul. Seus poemas e sonetos compõem várias antologias. (Do site www.sonetos.com.br)




terça-feira, 29 de maio de 2012

UMA PESQUISA CURIOSA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE

Hoje à tarde, recebi uma visita curiosa do Ministério da Saúde. A mocinha simpática que bateu aqui em casa aplicou-me um questionado durante mais de uma hora. Tem gente que não gosta de responder pesquisas do governo e depois se queixa que os governantes não conhecem a realidade da população. Por causa disso, aceitei responder as perguntas. 
     Até achei interessantes os itens em que perguntava se eu tenho ou tive determinadas doenças  e que nota de um a 10 eu daria para o meu próprio estado de saúde. Mas aí a funcionária começou um jogo psicológico bastante curioso que eu, completamente leigo no assunto, não consegui entender para que servirá. Nem ela me explicou. A garota me apresentou uma série de cartões e pediu para eu pôr em ordem de importância de acordo com a gravidade do conteúdo das condições hipotéticas ali enumeradas Explicando melhor queria saber o que eu considerava que era mais trágico (na verdade não foi essa a palavra que a menina usou).  Infelizmente não anotei. Um dos cartões dizia mais ou menos assim: Conseguir andar, conseguir se lavar e vestir sozinho, conseguir desenvolver suas atividades profissionais normalmente, não sentir dor, não estar depressivo. Os outros cartões eram parecidos, mudando apenas um item em cada um. Por exemplo, um referia “não conseguir sair da cama” com os outros itens iguais ao primeiro que referi. Outro dizia “não conseguir se vestir ou se lavar sozinho.” Outro, ”não conseguir desempenhar suas funções profissionais”, outro ”sentir dores intensas”. E mais cartões variando essas condições.
A parte mais angustiante se eu achava ser mais interessante, hipoteticamente, morrer ou viver dez anos nessas precárias condições de não poder andar, nem fazer a higiene sozinho, nem desempenhar atividades profissionais, sentindo dores intensas e em profunda depressão. É claro que pode haver um sentido em tudo isso, mas, leigo que sou, fiquei intrigado. Preferia que o Ministério da Saúde me perguntasse o que eu acho do SUS, da Medicina em um país que vende saúde (no sentido de comercializar), em um país capitalista e selvagem, do comportamento da população para evitar a propagação de doenças, mas nada disso me foi perguntado. Se você também respondeu a essa pesquisa ,se você faz parte do Ministério da Saúde ou não é leigo, por favor me explique. Eu não estava angustiado antes da pesquisa, mas acho que agora fiquei.

domingo, 27 de maio de 2012

REFLEXÕES EM UMA MANHÃ DE ÓCIO

O ser humano é uma bactéria que se acha inteligente e habita um corpo vivo que ele próprio chama de Terra. Aos poucos, vai matando o seu hospedeiro. Ao retirar material das suas entranhas (água, petróleo, carvão, ouro e outros minerais) certamente um dia vai conseguir debilitá-la seriamente. Como o planeta é enorme em relação ao tamanho dessa "bactéria", o apocalipse acontecerá quando não estiverem mais aqui os homens atuais nem seus descendentes mais próximos, eles nem se importam com isso.
      Ao transformar o material em elementos para a sua comodidade (transporte, ornamento, embalagem para alimentos, etc), contamina o pulmão do hospedeiro, também chamado de Gaia, modificando elementos químicos e envenenando o ar e a água, vitais para a continuação da vida. Ao se reproduzir com velocidade vertiginosa, com suas ações enfraquece as demais partes do "corpo" da terra, condenando-a ao caos. E usa sua inteligência, não para impedir a destruição deste planeta, mas para descobrir outros no Universo, aí sim pensando em futuramente encontrar um novo hospedeiro para uma geração que não verá.
    Antropofágico, o ser humano tem em si próprio o único predador que poderá extingui-lo. Altamente competitivo e tomado por ambição de poder, seja de qual tamanho for, usa de todas as estratégias para tentar alcançar seu objetivo. Aproveita-se do dom da oratória e da expressão escrita e utiliza-se de artimanhas que não falham como politicagem, religião e outras capazes de inebriar semelhantes e colocá-lo sob seu domínio.
     Sob o manto de qualquer ideologia, seja de direita, esquerda ou qualquer outro tipo que se criou a partir de suas ações e pensamentos, o ser humano vem, através da história, cumprindo um rito já detectado por Charles Darwin: vence e sobrevive o mais apto nessa espécie de selva, que é a vida humana, escravizando os menos aptos.




sábado, 26 de maio de 2012

POLICIA DOS EUA DIZ QUE ENCONTROU RESPONSAVEL PELO SUMIÇO DE MENINO OCORRIDO EM 1979

Criminoso teria levado menino para porão nesse local
Hernandes disse que matou o garoto
No dia em que foi lembrado, em boa parte do mundo, o Dia Internacional da Criança Desaparecida, a Polícia de Nova Iork divulgou ter esclarecido o que aconteceu com Etan Paz, de seis anos, que sumiu em 1979. O caso gerou comoção e se tornou o símbolo da luta por encontrar desaparecidos nos Estados Unidos e no mundo todo. Na época do sumiço, a foto do garoto foi divulgada em caixas de leite, mas ele não foi encontrado. Na sexta-feira, como em várias partes do Brasil, foram largados, no Centro de Porto Alegre, balões com fotos de crianças desaparecidas. De acordo com a polícia, o homem detido em Nova Jersey confessou ter estrangulado a criança, perto da casa dela, em 1979.
Em entrevista coletiva, o delegado do Departamento de Polícia de Nova York, Raymond Kelly disse que o homem, identificado como Pedro Hernández, 51 anos, contou ter raptado o garoto numa loja do bairro Soho e o enforcado no porão de uma casa.

Etan, o desaparecido
Hernández, segundo a polícia, também assegurou ter colocado o corpo do garoto em uma caixa e depositado em lixo em Manhattan, mas alegou que, ao retornar mais tarde ao local, o corpo não estava mais lá. A polícia não divulgou o que teria levado o vendedor de lojas portorriquenho a cometer o crime.
Logo após ter sido detido, Hernandes foi internado em um hospital para ser submetido a uma avaliação psiquiátrica.
Etan foi atraído com promessa de receber doces do criminoso no primeiro dia que saíra de casa sozinho para ir à escola.
 Ao retomar as investigações sobre o caso, a polícia fez escavações no porão para onde o menino teria sido levado, mas o corpo não foi encontrado. A partir da movimentação na área, os investigadores receberam informações para a captura do homem que confessou o crime.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

BALÕES MARCAM DIA INTERNACIONAL DA CRIANÇA DESAPARECIDA

Peço licença ao jornal Correio do Povo para reproduzir aqui, matéria sobre a soltura de balões com fotos de crianças desaparecidas.

Alunos do Pão dos Pobres soltam balões para marcar o Dia Internacional da Criança Desaparecida/Foto Deca/Polícia Civil

 O céu de Porto Alegre foi tomado por balões com fotos de crianças e adolescentes desaparecidos nesta sexta-feira. A ação, que contou com 16 alunos da Fundação Pão dos Pobres, marcou as comemorações do Dia Internacional da Criança Desaparecida. A iniciativa foi realizada no pátio do Centro Integrado de Atendimento a Criança e ao Adolescente (Ciaca).  
   Os dados da Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente Vítima (DPCAV) são preocupantes. O delegado Leandro Cantarelli Lisardo ressaltou que, de janeiro a abril deste ano, 1.684 jovens desapareceram na Capital. Deste total, 1.346 foram localizados pela polícia. No ano passado, a delegacia registrou o desaparecimento de 4.988 crianças e adolescentes
na cidade, dos quais 4.158 foram encontrados.
   Para Lisardo, o sumiço dos jovens está relacionado à violência doméstica, ao abuso sexual e a namoros, no caso das meninas, quando não são permitidos pela família. “Também temos casos relacionados a evasão de abrigo e drogas”, comenta. De acordo com o delegado, é necessário que haja uma mudança de comportamento dos pais na relação com os filhos.
   A diretora de Direitos Humanos e Cidadania da Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos (SJDH), Tâmara Biolo Soares, explicou que o principal motivo do desaparecimento de crianças e de adolescentes no Rio Grande do Sul ainda é a violência na família. “São jovens que decidem fugir porque não suportam os casos de maus-tratos, quase que diários, dos pais, tios e padrastos”, salientou.
   A prevenção da violência na família deve ser discutida exaustivamente pelas autoridades que tratam da proteção dos direitos dos jovens, conforme a diretora. “Muitas vezes quando as crianças são encontradas, elas não querem voltar para suas casas porque temem a perpetuação dos maus-tratos e do abuso sexual”, acrescentou. De acordo com Tâmara, também são relatados casos de crianças que entram em rota de tráfico de pessoas ou de exploração sexual.
   Durante a cerimônia no Ciaca, o pedreiro Marcelo de Oliveira Chaves mostrou um cartaz com a foto do filho Paulo Ricardo Rosa Chaves, de 13 anos, que foi buscar a irmã na escola, na Lomba do Pinheiro, e sumiu no dia 13 de abril. O menino foi visto pela última vez na companhia de um jovem de 17 anos. A polícia investiga o caso. “A sensação de não ter notícias de um filho é terrível”, contou.
Fonte: Cláudio Isaías / Correio do Povo

quarta-feira, 23 de maio de 2012

BALÕES COM FOTOS DE CRIANÇAS DESAPARECIDAS SERÃO SOLTOS NA CAPITAL

Desaparecidos
Douglas Severo Martins
Uma parte do céu de Porto Alegre vai se encher de balões com fotos de meninos e meninas desaparecidas na próxima sexta-feira, dia 25. Para marcar o Dia Internacional de Crianças Desaparecidas, alunos do Instituto Pão dos Pobres vão soltar entre 20 e 30 balões às 11h na frente do Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca), localizado diante do Parque da Harmonia. A promoção é da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e se efetivará, ao mesmo tempo, em 27 Estados brasileiros. Esse ato simbólico também será feito em vários países.
  A data para marcar o trabalho de busca a crianças desaparecidas foi escolhida porque, em 25 de maio de 1979, um menino chamado Etan Patz, de seis anos, desapareceu a caminho da escola, em Nova Iork. Buscas foram feitas para tentar localizar o garoto, a polícia até indiciou um suspeito, mas Etan, até hoje não foi encontrado.  
     O desaparecimento de Etan foi o primeiro de vários casos de destaque que aconteceram nos Estados Unidos e que deu origem à colocação de imagens de crianças desaparecidas em embalagens de leite e, finalmente, ao Dia Internacional de Crianças Desaparecidas.
Gabriel Guimarães Nogueira
  Em Porto Alegre, o ato de soltar balões com fotografias de crianças desaparecidas é promovido pelo Departamento Estadual da Criança e do Adolescente, órgão vinculado à Polícia Civil. De acordo com o inspetor Jairton Pescador, da Delegacia de Polícia para a Criança e o Adolescente Vítima (DPACV), no dia 25 será lançado também o Cadastro Nacional de Desaparecidos.
     - O cadastro nacional é um pleito antigo para que possamos concentrar toda a pesquisa sobre o tema. Vai depender dos Estados a alimentação do cadastro – explicou Pescador nesta quarta feira para o blog Vidacuriosa.
 - Nesse mesmo dia, poderemos fortalecer a lembrança de que temos a Lei Federal 11.259, de 30 de dezembro de 2005, que instituiu a Busca Imediata – acrescentou o policial.
Júlia Cordeiro de Felipe

Conforme o inspetor Jairton Pescador, são registradas, a cada dia no Estado, em torno de oito ou nove ocorrências de desaparecimentos de crianças e adolescentes. Por ano, esse número atinge a cifra aproximada de 5 mil casos. A maioria dos desaparecidos retorna espontaneamente às suas casas  poucos dias depois de ter saído. Mas há casos de crianças desaparecidas, como o de Gabriel Guimarães Nogueira, que permanece um mistério há mais de 12 anos. Informações sobre crianças desaparecidas podem ser dadas pelos telefones 100 ou 0800-642-6400.
Júlia Cordeiro de Felipe
BarbaraThainá Pedroso da Rosa

quarta-feira, 16 de maio de 2012

COISAS QUE ACHO INCONVENIENTES NO FACEBOOK

Considero o Facebook uma ferramenta admirável. O que mais me fascina é a possibilidade de reencontrar amigos que se perderam naturalmente por aí. Notável também é a opção de se poder desfazer uma falsa amizade. Pensei muito  antes de colocar este post, mas não consegui guardar a ideia comigo. Acho que vou perder muitos “amigos”, mas azar. 
 Então vamos para a lista das coisas que eu não gosto:
    *Gente que dá dois passos e posta onde está, como se fosse importante contar o que está fazendo ou para onde se dirigiu. Dá vontade de comentar: e eu com isso?
     *Gente que curte seus próprios posts. Comentar tudo bem, mas, se postou é porque curte, ora.
     *Gente que marca encontro pelo facebook com uma ou duas pessoas. Por que me informar onde vocês irão se não me convidam? Se é um papo privado, por que não usam a mensagem, o e-mail ou o MSN? Dá vontade de comentar: E eu com isso?
     *Gente que repassa tudo o que recebe sem o menor discernimento, sem a menor preocupação se que é fake, plágio ou mentira.
     *Gente que se preocupa mais em mandar mais recados para quem acha que o odeia ou fala mal de si do que para os seus amigos. 
     *Gente que comete erros crassos e não está nem aí, sem lembrar que é mais fácil copiarem seus erros do que seus acertos.
     *Gente que se apropria de outras identidades no Facebook, aproveitando-se do prestígio alheio. O fake é alguém invejoso e que não tem talento nem luz própria. Ou é alguém apenas que gosta de fazer maldades.
*Gente que tem a compulsão de bater o recorde de amigos, mesmo sem conhecê-los e depois não se preocupa com eles. Adiciona apenas para satisfazer uma necessidade de mostrar popularidade ou fazer alguma propaganda.
     *Gente que faz apologia de drogas ilícitas ou lícitas, de violência, de crimes, achando que, com isso, será diferente e não ficará naquilo que chama de chata rotina, pasmaceira ou mediocridade.


segunda-feira, 30 de abril de 2012

DIGA NÃO À "INDÚSTRIA DE MULTAS"


Se você é daqueles que estão indignados com a chamada "indústria da multa", então você é a pessoa certa para aderir à campanha que podemos lançar. Acabaremos certamente com a indústria da multa se todo mundo concordar com o seguinte plano:
   Vamos sacanear os azuizinhos ou seja lá que nome tenham os fiscais de trânsito em todo o país. A ideia é surpreendê-los e deixá-los boquiabertos se cumprirmos a seguinte estratégia:
   A partir de amanhã, vamos seguir rigidamente todas as regras. Quero ver a cara que os azuizinhos vão fazer se nenhum de nós dirigir em velocidade proibida. Não vai adiantar eles se esconderem, implantarem pardais, postarem um fiscal atrás de uma árvore ou aparecerem de repente. Aqui pra eles, ó!
   A partir de amanhã, nenhum de nós vai ultrapassar um sinal vermelho, nem estacionar em lugar proibido. Deixar o carro em vaga destinada a deficiente ou o idoso, se não tivermos nenhuma deficiência ou idade acima de 60 anos, nem pensar. Eles vão ficar loucos.
   A partir de amanhã, vamos ter calma na hora de ultrapassar. Sem essa de fazer ultrapassagem sem segurança, em uma curva ou ponte. É claro que isso vai fazer com que os acidentes diminuam, que menos pessoas morrerão mas, mais importante do que isso, é impedir a continuidade dessa "injusta indústria das multas".
   A partir de amanhã, vamos andar sempre em dia com a carteira de motorista e os documentos do carro. Vamos ver como reagem ao saber que não poderão multar nem dar aula de trânsito ou de conduta.
   A partir de amanhã, não vamos esquecer de usar o cinto de segurança, mesmo que seja em um trajeto curto, e colocar as crianças pequenas no banco traseiro, em cadeirinha ou elevações de assento. Não vamos buzinar diante de hospital nem fazer qualquer retorno proibido.
   Se estivermos a pé, vamos respeitar os sinais na hora de atravessar e só cruzar na faixa de segurança. E, se formos multados injustamente, vamos reagir, denunciar o funcionário incompetente, fazer um auê. Diga não à "indústria de multas".

sexta-feira, 27 de abril de 2012

ALGUMAS MUDANÇAS ORTOGRÁFICAS NÃO PRECISARIAM TER SIDO FEITAS

Não sou conservador ao extremo, mas não gosto de mudar só por mudar. Uma das reformas ortográficas que jamais aceitei foi a que se efetivou em 1971, retirando acentos diferenciais das palavras. Não me importo com a eliminação do circunflexo em coa, pera e alguns outros. Mas não consigo aceitar que palavras como gosto (sabor), sede (falta de água), corte (local onde moravam os reis e nobres) e muitos outros fiquem sem acento. Se eu não colocasse o significado entre parênteses, você não saberia sobre qual palavra eu estaria falando, já que poderia estar me referindo ao verbo gostar (gosto), ao local principal de uma empresa (sede), ou ao substantivo (corte) que significa redução ou decepamento.

   Alguém que apoia essas mudanças poderia argumentar: ah, mas é só observar o sentido da frase. Mas é aí que eu me refiro: e quando não é frase, é só uma expressão que fica ambígua? Quer exemplos? Há alguns anos, o jornal Zero Hora colocou um título que dizia: Corte no carnaval de Caxias. O que você lê? Que houve uma diminuição de verbas na festa de momo da região serrana? Ou que o Rei Momo e suas princesas foram prestigiar a folia de Caxias do Sul (essa era a notícia).
   Diante dessa aberração praticada pelas sumidades da gramática brasileira, fico com pena dos locutores de rádio e apresentadores de tevê que precisam ler alguma frase ou expressões dessas ao vivo. Imagine um cartaz assim surgido, de repente, no meio da torcida ou na rua.
   Nesta semana, ao pesquisar dados sobre a Feira do Livro de Porto Alegre, deparei-me, na lista de uma tarde de autógrafos de uma das edições, com o seguinte título: Gosto de Vermelho, de Sandra Hervê Chaves Barcellos. Sem ler o livro, como saber se é gôsto ou gosto? Mais difícil ficaria se o nome do livro fosse Gosto de Chocolate.
   Já na reforma mais recente, que vigora desde 2011, fiquei indignado com a retirada do acento em para, do verbo parar. Imagino como se leria um título de jornal como este: Victor para a seleção. Seria uma sugestão de levar o goleiro do Grêmio para o selecionado brasileiro ou o resultado da atuação do arqueiro que não deixou a Seleção Canarinho marcar gols?
   Param mim, as regras gramaticais e ortográficas existem exatamente para tornar mais fácil e imediato o entendimento. Essas mudanças serviram exatamente para dificultar a comunicação e para promover os autores das modificações. Também em 1971, a nova lei ortográfica retirou o acento da palavra forma. Mais tarde, os dicionaristas reconheceram a burrada e passaram a aceitar o acento. Na nova regulamentação, são aceitas as duas opções, o que é um absurdo. Imagine se eu quiser escrever: Até agora não sei qual é a forma da forma! Ora, façam-me o favor... A vontade que eu tenho é continuar escrevendo como se não tivesse mudado.

Mais sobre confusões ortográficas em http://migre.me/8RAPU
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sábado, 21 de abril de 2012

UM ENCONTRO INTERESSANTE NA FEIRA

Manhã de sábado, na Feira Livre do Bairro Medianeira, uma surpresa para lá de agradável: depois de quase um ano sem vê-la, lá estava ela, do mesmo jeito que a vi no ano passado. Durante todo o quente e longo verão, senti sua falta. Cheguei a procurá-la, mas nem sinal dela. Ao revê-la, fiquei de novo impressionado e pensei imediatamente: vou comê-la. A vontade era desnudá-la ali mesmo e desfrutá-la. Por fim, decidi levá-la para casa. E então falei para o atendente da banca de frutas: “Pese esse saco de bergamotas.”

quinta-feira, 19 de abril de 2012

SE FOR "BEBÊ", NAO DIRIJA


  Originalmente o texto abaixo era para ser interpretado em um vídeo na época do Natal. Mas não consegui viabilizar a gravação. Foi mais por preguiça e falta de talento do que qualquer outra coisa. Daí que resolvi postar esse, digamos assim, libelo contra a mistura do álcool com direção.

Olá, é pro Fantástico? Ah, não? E qual o tema? Beber e dirigir? É o seguinte. Eu acabei de tomar todas e vou dar um rolê de carro pra me divertir.
   Se não tenho medo de que o álcool afete a minha capacidade de dirigir? Que nada! Sou um homem forte, que não se abate, criado na campanha no lombo do cavalo, segurando o bicho pelo freio ou pelas crinas. Domino meu carro também. Sou valente. Aliás, o Zeca Pagodinho disse que a bebida é um dos inimigos do homem e que um homem que foge dos seus inimigos é um covarde.
   Mas como é dirigir alcoolizado nesse trânsito? Te disseram que eu ando em zig e zague na rua? Além de fofoqueiros, esses caras que andam atrás de mim são uns barbeiros. Se eu tô no zig, é só eles irem pro zague. Se fui pro zague, eles vão pro zig, é simples. Hoje eu ouvi no rádio Se for bebê, não dirija. Mas eu não sou bebê, sou um adúltero que sabe o que faz. Mas vamos lá que a noite ainda é uma criança. Péra aí. Se a noite é uma criança, ela pode ser um bebê e então a noite não pode dirigir. Opa, agora fiquei confuso.
   Se tenho consciência de que posso cometer um acidente? Claro. Bater em um poste, por exemplo. Tá cheio de postes mal alinhados na cidade. A gente sai de uma curva e, quando vê, dá de cara num poste. Mas não dá nada. Meu carro tem “albergue”. O ator aquele da Globo que caiu de carro no arroio Dilúvio no ano passado, disse que o”arbergue” é tudo. Que todo carro deveria ter “arbergue”.  
   Eu concordo com o Bento Gonçalves. Eu acho até que os postes deveriam ter “albergue” pra não estragar meu carro. O Werner Schsss., o Bento, disse que o cinto de segurança é uma bosta. Aí eu não concordo. Não dá pra pôr cinto de segurança em poste, porque ele fica parado, mas o cinto é bom. Acho até que as cadeiras de bar deveriam ter cinto de segurança com um dispositivo que só o libera se estiver apto a dirigir. Aí o garçom passa um cartão na saída se o cara apresentar um amigo para dirigir pra ele ou levá-lo de carona ou pedir um táxi.
   Eu posso atropelar alguém ou algo? Poder eu posso, até sem beber. Por exemplo, na época de Natal, o peru foge do perueiro para escapar da panela. A avezinha cruza, a rua e eu pá nela. O pessoal que defende os animais iria querer me capar, e com razão. Não se deve maltratar os animais, mesmo que aquele peru estivesse indo para ser morto e depois comido na ceia de Natal. Mas sou contra judiar dos bichinhos. Eu, por exemplo, tenho lá em casa, um cachorro, não, não é o meu cunhado. É o Bolt, quero mandar aqui um abraço pra ele. Bolt, um Feliz Natal e um próspero ano novo. Que tu tenhas boa ração e um osso duro pra roer.
   E se eu atropelar uma pessoa? Imagina, o cara atropela a pessoa que está a pé ou de carro num acidente e ela morre. Que tristeza que vai ser? Aí eu fico pensando. Sou um homem ou um rato. Já tomei uma decisão. Não vou mais comer queijo. Mas, pensando melhor, se eu participar de uma morte ou mais, vou estragar a minha vida e da minha família. Além de causar uma tragédia em outras famílias, posso morrer também ou ir para um hospital causando transtorno para os meus parentes. Ou então ser condenado e preso.
   Quer saber, não vou mais sair de carro depois de beber. Essa chave aqui nem é do meu carro é do portão da minha casa. Nem sei onde é que deixei a chave do carro. Me faz um favor aí. Me chama um táxi que eu vou é dormir.


sábado, 24 de março de 2012

ORIGEM DOS NOMES DE ALGUNS CLUBES GAÚCHOS

                                          Atualizado em 18/5/2012
A ideia inicial era apresentar a origem dos nomes de todos os clubes do Rio Grande do Sul mas, para isso, eu demoraria muito tempo até concluir as pesquisas. Por isso, optei por publicar primeiro os clubes que disputam a série principal do campeonato gaúcho. A exceção é o Sport Clube Rio Grande. Embora atualmente jogue na série B do campeonato gaúcho, o time riograndino merece estar nesta galeria por ser não apenas o primeiro clube fundado no Estado, mas também o pioneiro no país. Aos poucos, irei complementando até colocar a totalidade dos clubes do Rio Grande do Sul, inclusive dos que não existem mais. Se você quiser conhecer a história dos nomes dos principais clubes do Brasil, veja em http://migre.me/8kWWT.

 SPORT CLUB RIO GRANDE
     Primeiro clube a ser criado no Brasil, o Sport Club Rio Grande não foi apenas o pioneiro. Foi fundamental para o desenvolvimento do futebol do Estado. Suas partidas de exibição em Porto Alegre (1903), Pelotas (1906) e Bagé (1907) influenciaram clubes a serem formados.
     O Rio Grande foi fundado em 19 de julho de 1900 por um grupo de cidadãos com sobrenomes alemães, ingleses e portugueses. A ideia foi trazida da Europa para a cidade portuária gaúcha pelo alemão Johannes Christian Moritz Minnemann. A partir de infindáveis reuniões, foi-se aos poucos definindo as cores do clube (vermelho, verde e amarelo), homenagem ao Rio Grande do Sul, estado que acolhia tantos estrangeiros), a captação de recursos, os jogos de exibição, entre outras decisões práticas. Os primeiros jogos aconteceram a partir do embate entre os próprios sócios, divididos em quadros, o Quadro B e o Quadro A.
     Os fundadores foram os seguintes: Eugênio Hunz, Amadeu Schmidt, J. Minnemann, Gustavo Poock, Gustavo Cramer, J. Trail, E. Stevart, Alfredo Kladt, Carlos Oleckels, André Legeren, Rodolfo Dietkier, Rude e Gustavo Kradt M. Castro, Arthur Lawson, Henrique Buhle, Max Bornhos, A. Nenet, W. Gerardin, H. Wolkens, Boje Schmidt e R. Bennet.
Títulos
Estaduais
1922 – Taça Centenário da Independência, disputado em Porto Alegre
1936 – Campeão gaúcho
Competição que disputa: Série B do Campeonato Gaúcho
Origem do nome:
     É uma homenagem ao Estado e à cidade ao mesmo tempo. Rio Grande tem esse nome porque, ao chegarem a essa região entre a Lagoa Mirim, a Lagoa dos Patos e o Oceano Atlântico, no extremo sul do Estado, no tempo da colonização, os portugueses confundiram a saída da Lagoa dos Patos para o oceano com um rio. O local foi batizado de Rio de São Pedro, mas como havia outro rio com esse nome, passaram a chamá-lo de Rio Grande de São Pedro. Ali foi criado o primeiro ponto de colonização, com a fundação do Forte Jesus Maria José em 1737. O nome Rio Grande acabou sendo emprestado ao Estado ainda no tempo das capitanias hereditárias quando se chamava São Pedro do Rio Grande do Sul.


 GRÊMIO FOOT-BALL PORTO-ALEGRENSE
No feriado de 7 de setembro de 1903, dois quadros do Esporte Clube Rio Grande realizavam uma exibição no antigo Campo da Várzea, atual Parque da Redenção em Porto Alegre. Pioneiro no país, o clube riograndino havia sido fundado em 1900 e faziam propaganda do novo esporte. Durante o jogo, a bola murchou. Cândido Dias, paulista de Sorocaba e residente na Capital, emprestou a sua bola para que a partida continuasse. Com isso, fez amizade com os atletas, que lhe ensinaram os fundamentos do esporte e os trâmites para a fundação de um clube de futebol. No dia 15 de Setembro de 1903, 31 rapazes se reuniram em um restaurante na então Rua 15 de Novembro, atual José Montauri, no centro da cidade. Carlos Boher foi eleito o primeiro presidente. Em 1904, criou o primeiro campo, na Baixada dos Moinhos de Vento, usado por 50 anos. Em 19 de setembro de 1954, inaugurou o Estádio Olímpico, no Bairro Azenha.
     O hino do clube foi criado pelo compositor Lupicínio Rodrigues. A inspiração para a frase inicial "Até a pé nos iremos", veio de uma greve nos bondes ocorrida naquele ano de 1953.
Origem do nome: Como fica bem claro, é uma homenagem a Porto Alegre. O curioso é ter ficado conhecido como Grêmio, que significa associação. Não tenho informações documentadas sobre isso, mas acredito que ocorreu devido ao fato de haver outro time, na época, chamado Fuss Ball Clube Porto Alegre. Para diferenciá-lo, passaram a chamar de Grêmio. Outra hipótese é o fato de que porto-alegrense seja um nome muito comprido. Também não descobri ainda quando foi criado o distintivo, que destaca o termo grêmio. Como curiosidade, isso também aconteceu (igualmente não sei os motivos) com outros clubes brasileiros como Sport, Atlético Mineiro, Atlético Paranaense e Esportivo (Clube Esportivo Bento Gonçalves (RS)
Títulos:
Mundiais: Campeonato Mundial Interclubes (1983)
Continentais: Copa Libertadores (1983 e 1995), Recopa Sul-Americana (1996)
Campeonato Brasileiro (1981 e 1996), Série B do Brasileiro (2005) Copa do Brasil (1989, 1994, 1997 e 2001)
Estaduais: 36 campeonatos. Título mais recente em 2010.
Ídolo: Renato, autor do gol do título de campeão mundial. Foi treinador do clube em 2011.




Competições que disputa: Série A do Campeonato Gaúcho, Série A do Campeonato Brasileiro e Copa Brasil

       SPORT CLUB INTERNACIONAL
     Três irmãos paulistas que haviam se mudado para Porto Alegre em 1901 foram os responsáveis pela fundação do Sport Clube Internacional. Inconformados por não terem sido aceitos como sócios nem do Grêmio Football Porto-Alegrense nem do Fussball Porto Alegre que eram privativos de descendentes de alemães, Henrique Poppe, José Poppe e Luís Madeira Poppe decidiram criar um clube em Porto Alegre. Henrique, o mais velho, conseguiu com o amigo João Leopoldo Seferin, então com 18 anos, o porão da casa da família dele para a realizar a reunião da fundação do Inter, no dia 4 de abril de 1909. Na então Rua da Redenção, 141 (atual Avenida João Pessoa), ficou acertado que o presidente do novo clube seria o militar Graciliano Ortiz. Com seu prestígio, Ortiz conseguiu local para o seu primeiro campo de futebol, na Ilhota (atual Praça Sport Clube Internacional). O nome do clube foi escolhido em homenagem a um clube paulista com esse nome, do qual os Poppe participavam antes se se mudarem para o Rio Grande do Sul. As cores escolhidas foram vermelho e branco, as mesmas da Sociedade Venezianos, do carnaval de rua. O hino do Inter, Celeiro de Ares ("glória do desporto nacional"), foi criado pelo compositor Nelson Silva, em 1957.
Títulos
Internacionais: Duas copas Libertadores (2006 e 2010), um campeonato mundial (2006). Copa Sul Americana (2008) Dois títulos da Recopa Sul-Americana (2007 e 2011).
Nacionais: Campeonato brasileiro: 1976, 1976 e 1979 (invicto), Copa do Brasil (1992)
Estaduais: 41 campeonatos (título mais recente 2012)
Ídolo: Falcão participou dos três títulos do campeonato brasileiro, capitão no último deles. Paulo Roberto Falcão treinou o clube por duas vezes. Na mais recente, em 2011, ficou no cargo de 11 de abril a 18 de julho.

Competições que disputa: Série A do Campeonato Gaúcho, Série A do Campeonato Brasileiro, Copa Brasil

 ESPORTE CLUBE JUVENTUDE
      O Esporte Clube Juventude foi fundado em 29 de junho de 1913, por um grupo de 35 jovens caxienses. As cores escolhidas para simbolizar o clube foram o verde e o branco, que permanecem desde aquela época. Os 35 fundadores foram os seguintes:
Antônio Chiaradia Neto, o primeiro presidente. Clarimundo Lucena, John Tibbitz (o inglês), Astrogildo Rodrigues, Carlos Leonardelli, João Sambaquy, Carlos Zacchera, Bruno Sperandio, José Carletti, Guido Chutolina, Zulmir Fabbris, João Costamilan, Honorino Sartori, Raimundo Buratto, Avelino Lucena, Attílio Pieruccini, Ferdinando Jaconi, Victório Sanvitto, Francisco Spinatto, Victório Pieruccini, Álvaro Gomes de Mello, Arthur de Lavra Pinto, Reinaldo Rubenich, Aldemar dos Reis, Osvaldo Ártico, Francisco Grossi, Hugo Serafini, Luiz Debisi, Celeste Guelfi, Octávio Reis, Luis Pieruccini, Dante Marcucci, Antônio Piccoli, Donato Rossi, José Grossi.
     Naquela época, o sistema de energia elétrica funcionava até as nove da noite. Como a reunião se estendeu noite adentro, as decisões sobre a criação do clube foram feitas à luz de lampião. O nome do estádio é uma homenagem a Alfredo Jaconi, que foi jogador, treinador e dirigente da agremiação durante das décadas de 30 e 40 do século passado. O apelido Papada surgiu na década de 20 como uma gozação da torcida adversária, na época o Flamengo, que depois veio a ser o Caxias. Os “inimigos” diziam que os torcedores do Juventude só tinham papo e muito pouco futebol. Assim como aconteceu em outros clubes como o Palmeiras que adotou o “porco” e o Fluminense que assumiu o pó de arroz (ver no post do dia 14/5/2011), o torcedor do Juventude virou o termo a seu favor e passou a usar o nome Papada.
Origem do nome – Em 1912, um ano antes da fundação do clube de futebol, havia sido criado em Caxias do Sul o clube social chamado Recreio da Juventude. O nome se devia ao critério estabelecido de que somente solteiros exerceriam a presidência. Como eram todos jovens, colocaram o nome de Recreio da Juventude até porque o clube adversário se chamava Juvenil. Entre os fundadores do clube social, estava Antônio Charadia Neto, também organizador da agremiação futebolística e seu primeiro presidente, além de vários outros fundadores do clube de futebol. Não foi possível confirmar isso, mas tudo indica que o nome Juventude tem a mesma origem do nome do clube social.
Ídolo - Lauro, volante, que jogou mais de 500 partidas com a camisa do Juventude.




Títulos
Nacionais
1999- Campeão da Copa do Brasil
1994 - Campeão da Série B do Campeonato Brasileiro em 1994
Estaduais
1998- Campeonato Gaúcho, campeão
2011 – Campeão da Copa Lacy Ughini
Competições que disputa: Série A do Campeonato Gaúcho e Série D do Campeonato Nacional.

       SOCIEDADE ESPORTIVA E RECREATIVA CAXIAS
     A existência da S.E.R Caxias está marcada por algumas fusões de clubes, uma delas como o atual rival. Em 10 de abril, da união de dois times rivais, o Rio Branco e o Rui Barbosa, em 10 de abril de 1935, surgiu o Grêmio Esportivo Flamengo. Devido a dificuldades financeiras, o departamento de futebol uniu-se, em 14 de dezembro de 1971, ao Juventude, que enfrentava situação semelhante. Essa fusão originou a Associação Caxias de Futebol, nas cores preto e branco e durou até 1975. Nesse mesmo ano, no dia 17 de outubro, uma assembléia aprovou a troca do nome e a volta da camisa com as cores do Flamengo. Em 28 de dezembro do mesmo ano, reforma nos estatutos definiu que a Associação Caxias de Futebol ficava desativada e o clube passava a se chamar Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias. Na mudança, voltaram as cores tradicionais do Flamengo: grená, azul e branco.
Curiosidade:
     O Caxias foi mandadário no primeiro jogo televisionado a cores no Brasil em 1970. Na partida, disputada no Estádio Centenário, o Caxias foi derrotado pelo Grêmio por 2 a 1.
Origem do nome 
     É uma homenagem à cidade de Caxias do Sul, localizada na Serra Gaúcha. A antiga colônia, que já se chamou Campo dos Bugres, passou a município em 20 de junho de 1890. O nome é em homenagem a Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias. Como já havia um município com esse nome no Rio, a cidade gaúcha passou a se chamar Caxias do Sul. Caxias foi um dos nomes mais importantes da História do Brasil. Militar, lutou na Guerra da Cisplatina, foi senador, governador (na época presidente) do Rio Grande do Sul, depois de ter pacificado a Revolução Farroupilha. Recebeu títulos nobiliárquicos de barão, conde e duque.
Títulos
Estaduais
Em 1996, campeão da Copa Daltro Menezes
Em 1998, campeão da Copa Enio Andrade
Em 2000, campeão gaúcho
Em 2007, campeão da Copa Paulo Rogério Amoreti


Ídolo: Delmer, maior goleador da história do clube




Competição que disputa: Série A do Campeonato Gaúcho, Série C do Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil

       SPORT CLUB SÃO JOSÉ


       O Sport Club São José foi fundado em 24 de maio de 1913 por um grupo de alunos do Colégio São José - daí derivou o nome do clube - na então rua São Raphael, atual Avenida Alberto Bins, em Porto Alegre. Irmão Constantino Emanuel, um ardoroso admirador do cálcio italiano foi o mentor intelectual e incentivou o grupo que jogava futebol no colégio a formar um time. Entre os jovens fundadores estavam José Edgar Vielitz, Osvaldo Endler, Florêncio Wurding, Léo De La Rue, Antônio Pedro Netto (Netinho) e Arnaldo Peterlongo Ely.
     Estes alunos faziam parte da Sociedade Juventude dos Moços Católicos, cuja sede era nos altos da ex-capela São José, localizada na rua São Raphael. A sociedade surgira para que os alunos pudessem praticar o futebol dentro das dependências do colégio. O primeiro presidente foi o aluno Léo De La Rue. Ficou estabelecido que cada jogador compraria seu uniforme e contribuiria com 500 réis mensais, pois a participação dos sócios ainda era reduzida na década de 40.
     O Estádio do Passo D´Areia foi construído em 1939. No final dos anos 60 houve uma fusão do São José com o Clube de Regatas Almirante Barroso. A agremiação chegou a ser apelidada "Zé Barroso". O uniforme apresentava camiseta com listras largas azuis e brancas. Nessa época o "Zequinha" conquistou um dos maiores títulos da sua história, a Copa Governador do Estado em 1971.
     O São José foi o primeiro time sul-americano a viajar de avião. A Fifa registra a excursão inédita do Zequinha a Pelotas em 1927, num hidroavião. O comandante do vôo era Rodolfo Cramer, nome de pelo menos dois aeroportos no Estado.
     O São José conta com uma torcida chamada Os Guaipecas, formada em 2005, por alguns fiéis seguidores que acompanham o time. Seus integrantes já viajaram independentemente para incentivar o São José em estados como Santa Catarina e Paraná. Usam apenas camisetas do São José e dizem torcer apenas pelo Zequinha. Não aceitam que alguém possa ter mais de um clube na mesma localidade. O mascote da torcida é o Muttley, popular cão do desenho animado Corrida Maluca. Nos jogos em casa, ficam junto à cerca, atrás do goleiro adversário.
Ídolo
Ênio Andrade (31/1/1928-22/1/1997)



Competição que disputa: Série A do Campeonato Gaúcho
Origem do nome  
    O clube usou o nome do Colégio São José, dos quais os fundadores eram alunos. São José, conforme a religião católica, era carpinteiro e pai adotivo de Jesus, casado com Maria de Nazaré. Nasceu em Belém, na Judéia, no século I a.C e era descendente do rei Davi, de Israel.

  ESPORTE CLUBE CRUZEIRO
Ao ser fundado em 14 de julho de 1913, era para ter o nome baseado na data do dia da sua criação. Um dos fundadores, porém, sugeriu que se chamasse Cruzeiro. O primeiro estádio do clube estava situado Vila Cruzeiro, na antiga Estrada do Mato Grosso (hoje Avenida Bento Gonçalves, no Bairro Partenon), mas não é certo que tenha dado origem ao nome. Depois, passou a jogar no Caminho do Meio, onde ficou por 18 anos. Na década de 40, inaugurou o Estádio da Montanha, em 7 de março de 1941. Em 1970, a área foi vendida, e, no local, construído o Cemitério João XXIII. Nessa época, foi construído o Estádio Estrelão, no Morro Santana. Ficou ali até 2011, quando começou a construir o novo estádio, em Cachoeirinha.
     O Cruzeiro foi o primeiro clube gaúcho a excursionar para a Europa e Oriente Médio. Foi na virada do ano de 1953 para 1954. Após viajar de navio por 11 dias, jogaram contra times considerados grandes, como Real Madrid (empate em 0 a 0, em que o zagueiro Valtão parou Di Stéfano), Lazio, Fenerbahçe, Besiktas e Galatasaray SK, além da seleção de Israel (foi o primeiro time brasileiro a jogar em Israel) e da Turquia. O clube jogou 15 partidas, venceu sete, empatou quatro e perdeu outras quatro, marcando 28 e sofrendo 20 gols. Em 1960, voltou à Europa onde jogou contra o Sevilla (Espanha), Bayern Hof (Alemanha) Dínamo de Zagreb (Rússia) e outros, além de seleções como Tchecoslováquia, Seleção Olímpica Dinamarca e Bulgária. Obteve 11 vitórias, seis empates e sete derrotas, marcando 39 gols e sofrendo 35. Nesta campanha, ganhou o Torneio de Páscoa de Berlim.
Títulos
Estaduais:
Campeonato Gaúcho de 1929
Campeonato Gaúcho, segunda divisão, 2010
Ídolo:
VALTÃO - Walter Spiess (Escalado para marcar o maior ídolo do Real Madri, Valtão não o deixou jogar. O espanhol reclamou: “Que pasa? Yo soy el gran Di Stefano”. O gaúcho respondeu: E daí? E eu sou o Valtão, de Canoas”.)
Competição que disputa: Série A do Campeonato Gaúcho

     CANOAS SPORT CLUB
     O Canoas Sport Club foi fundado em 23 de janeiro de 1998 com o nome de Sport Club Ulbra. Após 12 anos de vitórias, sucesso e conquistas, o clube trocou de nome oficialmente no dia 1º de fevereiro de 2010 e passou a chamar-se Universidade Sport Clube. No dia 25 de novembro de 2010, Luís Felipe Mahfuz Martini assumiu a presidência. E iniciou a transição do nome do Clube para Canoas Sport Club. Ao longo de sua história, o clube formou uma identificação forte com sua cidade sede, Canoas. Levando o nome da cidade ao cenário desportivo estadual, nacional e inclusive internacional.

Títulos
2002 - Campeão Gaúcho da Terceira Divisão, Série C.
2003 - Campeão Gaúcho Profissional da Segunda Divisão, Série B)
Origem do nome
   Os nomes Ulbra e Universidade são originados da Universidade Luterana do Brasil, na qual o clube foi criado. Canoas é homenagem à cidade, emancipada em 1939 dos municípios São Sebastião do Caí e Gravataí. O nome surgiu na época da construção da linha ferroviária Porto-Alegre-São Leopoldo, em 1871. Após a desapropriação de terras na fazenda do Coronel Vicente, vigias foram colocados para proteger a área da estância. Os três índios e um mulato contratados para o serviço construíram uma grande canoa à beira do Arroio Sapucaia. Outras canoas foram fabricadas no local. O lugar ficou conhecido como Capão das Canoas, Estação das Canoas e por fim Canoas.
Competição que disputa: divisão principal do campeonato gaúcho


     ESPORTE CLUBE NOVO HAMBURGO
     Foi durante uma festa comemorativa do dia do trabalho na empresa de Pedro Adams Filho que surgiu a ideia de criar o Novo Hamburgo. Uma partida de futebol seguida de um churrasco entusiasmou os funcionários da empresa Manoel Lopes Mattos, João Scherer, Aloys Hauschild, Manoel Outeiro, João Tamujo e Adão Steigleder a fundarem uma agremiação futebolística, à qual deram inicialmente o nome de Adams Futebol Clube. O primeiro presidente foi Manoel Lopes Mattos.
     Em 1944, quando o clube se chamava Esporte Clube Novo Hamburgo, implicações políticas levaram à mudança do nome. Com o Brasil perfilado aos Estados Unidos, Inglaterra e França, no final da Segunda Guerra Mundial, empresas e clubes de futebol no país foram obrigadas, por ordem de Getúlio Vargas, a mudar os nomes que lembrassem Alemanhã e Itália. Assim aconteceu com o Cruzeiro de Minas e o Palmeiras, que se chamavam Palestra Itália. Até o nome da cidade de Novo Hamburgo foi trocado durante um curto período. Município e clube passaram a se chamar Floriano Peixoto, em homenagem ao segundo presidente da República. Já o nome do Novo Hamburgo só foi retomado em 1968, por decisão do conselho deliberativo do clube.
Ídolo
Sapiranga – Cláudio Adão Weiss 
Origem do nome – É uma homenagem à cidade de Novo Hamburgo, que, por sua vez, homenageia a cidade de Hamburg, situada no norte da Alemanha, de onde vieram imigrantes em 1824. Floriano Peixoto, o outro nome, participou da derrubada da monarquia no Brasil e substituiu o primeiro presidente, Marechal Deodoro da Fonseca.
Competição que disputa: Série A do Campeonato Gaúcho

     CERÂMICA ESPORTE CLUBE

     Assim como o Novo Hamburgo, o Cerâmica foi fundado por operários de fábrica. No dia 19 de abril de 1950, funcionários da Cerâmica de Gravataí criaram o clube. O time era amador até 2007, quando o presidente era lético Clube foi fundado em 19 de abril de 1950 pelos funcionários da Cerâmica de Gravataí. Os fundadores foram os seguintes:
Antônio Vieira Ramos, Sinval Dias da Rosa, Osvaldo Dias da Rosa, Adão Medeiros, Ari Ramos, Osvaldo Brito, Osmar Dias, Antônio Ribeiro, Carlos Selister, Elói Machado, Erní Ramos, Alcides Corrêa e Ari Medeiros
     O clube foi amador durante a maior parte de sua história, tendo se tornado profissional em 2007 sob a gestão do presidente Décio Vicente Becker.
Com apenas dois anos como clube profissional, o Cerâmica já conquistou um lugar de respeito no futebol gaúcho, coroado pelo vice-campeonato na Copa Lupi Martins em 2008, que credenciou o clube para disputar a Copa do Brasil de 2010.
     Fora das quatro linhas, o Cerâmica também vem se destacando, com uma série de projetos na área de assistência social, que se estendem desde a instalação de núcleos esportivos em bairros carentes até a construção de um centro esportivo para crianças com necessidades especiais.
Origem do nome 
     Como já foi explicado no início, o nome se origina da fábrica na qual trabalhavam os fundadores. Cerâmica é o material de barro cozido no qual são fabricadas louças, pisos, vasos de flores e ornamentos para paredes. A origem do nome vem do grego ceramikon, que significa “feito de argila”.
Competição que disputa: Série A do Campeonato Gaúcho e Série D do Campeonato Brasileiro.

     CLUBE ESPORTIVO LAJEADENSE
     O clube foi fundado em 23 de abril de 1911 por jovens que jogavam futebol nos finais de semana num campo improvisado no Potreiro dos Berner.O grupo era composto por Deodato Borges de Oliveira, Carlos Gravina, Álvaro da Costa Mello, Fritz Plein, Paulo Lima, entre outros. Deodato foi o primeiro presidente. Escrivão e funcionário da prefeitura de Lajeado, era pai de 13 filhos do primeiro casamento e mais cinco no segundo. A cor da camiseta e azul e branco. Conforme o site do clube, as cores do Lajeadense, conforme o estatuto do clube de 1922, capítulo VII, artigo nº 10, ficaram definidas como azul e branco. Em 1957, no segundo estatuto capítulo VII, artigo 82, as cores foram definidas como azul celeste, branco e ouro no distintivo. Mas de onde surgiram estas cores? Segundo o historiador José Alfredo Schierolt, as cores do clube são azul e branco porque a maioria dos fundadores do Lajeadense esteve ligado ao Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, fundado oito anos antes. Orlando Fett, um dos sócios fundadores do Lajeadense, havia ajudado a criar o tricolor de Porto Alegre e também presidiu o clube em 1928.
Títulos:
Campeonato Gaúcho, segunda divisão, por duas vezes em 1959, 1979
Copa Abílio dos Reis, (Antiga Copa FGF) em 1998
Lajeadense
Cores: Azul e Branco
Origem do nome
Homenagem à cidade de Lajeado. Conforme a Wikipédia, o nome Lajeado se refere às cascatas formadas sobre os lajeiros no Rio Taquari e no Arroio do Engenho. Devido à barragem de Bom Retiro, os lajeados do Taquari e suas cascatas estão submersas. Antônio Fialho de Vargas foi um dos primeiros a estabelecer-se por Lajeado, adquirindo fazendas e estabelecido casa, senzala e demais dependências, além de ter promovido a colonização local. O município pertencia primeiramente a Rio Pardo e, passou a pertencer a eclesiasticamente era submetido à Freguesia de Taquari. Depois passou a ser distrito de Estrela, que se tornou município em 1876. Em 20 de dezembro de 1939, foi a Vila de Lajeado elevada à categoria de cidade.
Competição que disputa: Série A do Campeonato Gaúcho


     FUTEBOL CLUBE SANTA CRUZ
     O nascimento do Santa Cruz aconteceu no dia 26 de março de 1913, com um grupo de rapazes liderado por André Klarmann, que se reuniam no Hotel Schmidt, no centro da cidade, para começar as tratativas do novo time de futebol. A estréia da equipe aconteceu no dia 3 de abril, no campo da várzea, onde hoje está localizado o Estádio Municipal, junto ao Parque da Oktoberfest. O adversário foi o Clube Concórdia, de Santa Cruz do Sul, mas os registros não apontam quem venceu a partida.
     Em julho, o clube realizou seu primeiro confronto fora da cidade. O jogo aconteceu em Candelária, para tal, a delegação, a bordo de carroças, deslocou-se no sábado à tarde para a cidade vizinha, pernoitou num hotel e, no outro dia, deu-se a partida, com vitória do Santa Cruz. À noite, os jogadores ainda prestigiaram o baile, e o retorno aconteceu apenas no dia seguinte.
Os anos posteriores foram de jogos com equipes amadoras. Os arquivos não dizem quando o Santa Cruz começou a dedicar-se ao profissionalismo. Apesar disto, sabe-se que entre as décadas de 20 e 30 o time já disputava os campeonatos estaduais, em eliminatórias. Nos anos de 32 e 33, ficou vice-campeão do interior, perdendo a final para o Pelotas, por 5 a 2, no antigo estádio do Grêmio, em Porto Alegre. O preto e o branco são as cores do uniforme do time.
     Quando o Avenida entrou em cena, em 1947, no 1º Avecruz, com empate de 2 a 2, teve início uma disputa que aqueceria as torcidas por muitos anos. Por falar em torcida, esta era um show à parte. Chegava ao estádio em passeata, com uma banda de música. Havia torcida organizada de senhoras, com fardamento e tudo, e o bloco dos homens. Para temperar o primeiro clássico, houve pancadaria generalizada, pela falta de alambrado.
     Entre 1974 e 1978, Santa Cruz e Avenida seguiram a tendência dos demais no Estado e reuniram-se para uma fusão. O time passou a se chamar Associação Santa-Cruzense de Futebol. A união surtiu bons frutos. Sob o comando de Daltro Menezes, o time ficou entre os quatro melhores do Estado. A gota d’água para que a fusão acabasse foi a briga entre dirigentes dos antigos clubes, Avenida e Santa Cruz. Além do mais era sempre divulgado o nome do Santa Cruz em vez da Associação Santa Cruz, e os dirigentes do Avenida resolveram se afastar.
   Na década de 80, o clube seguiu fazendo boas campanhas dentro do Gauchão, em 1995 foi rebaixado para a Segunda Divisão, depois de grave crise financeira. Mas o time conseguiu retornar aos grupo de elite em 1997.
Origem do nome 
Santa Cruz do Sul é um dos principais núcleos da colonização alemã do Rio Grande do Sul. A colônia foi fundada por lei provincial em 6 de dezembro de 1847.[7] Os primeiros habitantes da cidade vieram dos distantes lugares das regiões do Reno e da Silésia, em 1849. Eles se estabeleceram na Colônia Picada Velha, hoje conhecida como Linha Santa Cruz.
A povoação iniciou em 1849, no local então chamado de Faxinal de João Maria, em terras do barão de Cambaí, com a instalação de cinco famílias alemãs. A cidade foi oficialmente fundada em 31 de março de 1877, emancipada de Rio Pardo. O nome Santa Cruz é de origem cristã e lembra a cruz de madeira em que Jesus foi crucificado.
Competição que disputa: Série A do Campeonato Gaúcho


     ESPORTE CLUBE AVENIDA
     Em 1944, um grupo de rapazes excedentes do Futebol Clube Santa Cruz decidiu fundar outro clube. “Eu estava servindo em Rosário”, recorda Bruno Seidel, que jogava no Galo. Na verdade, era reserva como tantos outros, pelo número excessivo de atletas que acorria ao único time da cidade. “A gente chegava a ficar um ano no banco.”
     Quando voltou, em 1945, passou a jogar no recém-fundado Avenida, substituindo o jogador Adalberto Simonis, que foi para a Varig. “A gente pagava para jogar — era uma questão de amor à camisa mesmo. O clube só dava camiseta e a bola”, ressalta. O Avenida não tinha campo, nem recursos e treinava na Várzea. “Quando eu já era presidente, propus para a turma comprarmos um pedaço de campo”, conta Seidel, que também foi o idealizador do emblema do clube. Juntaram o dinheirinho que tinham e foram falar com Arthur Emilio Meinhardt, pai de um dos jogadores do Avenida e dono da área pretendida. Quando ele soube quanto dinheiro o grupo tinha, sentenciou: “É pouco”. “Caprichamos nas economias e emprestamos para o clube os Cr$ 55 mil. Tínhamos um lugar nosso para jogar,” exulta. Era hora de limpar a área, arrancar os tocos de eucalipto e aterrar mais de meio metro de altura, tudo no braço e na carroça. A lenha vendida reverteu em mais renda.
     Na inauguração do estádio, em 1950, o Grêmio, padrinho convidado, não poupou os afilhados e goleou por 13 a 2. Mas ninguém se importou e a festa foi grande. Em 1953, foi a vez de inaugurar os refletores. As cores da camiseta são verde e branco.
Títulos
1999 – Campeão da Divisão de Acesso em 1999
2011 – Campeão gaúcho da Segunda Divisão (Série B)
Competição que disputa: Disputou Série A do campeonato gaúcho em 2012, mas caiu para Divisão de Acesso, a qual disputará em 2013. 

      ESPORTE CLUBE PELOTAS
     O Esporte Clube Pelotas começou a surgir na noite de 13 de setembro de 1908, quando, numa reunião na casa do Dr. Joaquim Luiz Osório, na Rua 15 de Novembro, 471, foi acertada a fusão de dois clubes: Club Sportivo Internacional e Foot-ball Club. Participaram da reunião Joaquim Luiz Osório, Leopoldo de Souza Soares, Francisco Rheingantz e João Frederico Nebel. Os dois primeiros eram presidentes do Internacional e do Foot-ball Club, respectivamente.
     O objetivo era fundar, na época, uma associação desportiva que estivesse à altura do progresso que a cidade de Pelotas vinha experimentando. Caso a fusão fosse concretizada, o novo clube, em homenagem à cidade, levaria o seu nome e as suas cores seriam o azul e o amarelo. As negociações foram crescendo e, no dia 11 de outubro de 1908, nos salões do Club Caixeral, os sócios dos dois clubes aceitaram a proposta e criaram o Sport Club Pelotas.
     O primeiro grande triunfo futebolístico do E. C. Pelotas ocorreu no dia 24 de outubro de 1909 quando, jogando em seu estádio (A Boca do Lobo), derrotou o Sport Club Rio Grande (clube de futebol mais antigo do país), que desde a sua fundação nunca havia perdido uma partida.
Origem do nome
   É uma homenagem à cidade, localizada na Zona Sul do Estado. O nome Pelotas, que em espanhol quer dizer bolas, foi criado a partir das embarcações de couro em forma de bolas que eram usadas para transportar charque pelo rio, que também tomou o nome de Pelotas, emprestando-o para o município.

     ESPORTE CLUBE SÃO LUIZ DE IJUÍ
     Esporte Clube São Luiz foi fundado, em 20 de fevereiro de 1938, pelo professor Angelino Alves dos Santos, que mantinha uma escola noturna particular nas dependências do antigo Salão São Luiz, pertencente à Paróquia de Nossa Senhora da Natividade, na cidade de Ijuí. São Luiz é também o padroeiro da juventude e, como a maioria dos idealizadores do clube eram jovens, o nome do santo acabou sendo aproveitado. Nos anos 2000, a diretoria incluiu o “de Ijuí”, para dar identificação à cidade.
     O clube manteve-se no amadorismo até meados da década de 50, passando em seguida a disputar a segunda divisão do campeonato gaúcho. No início da década de 60, ingressou na primeira divisão de profissionais. De julho de 77 a novembro de 85, o clube licenciou-se das competições oficiais, voltando a partir de 1986. A partir daí, em rápida ascensão, o clube voltou à primeira divisão, ao conquistar o título estadual da segunda divisão de 1990. O estádio 19 de Outubro tem capacidade para 8 mil pessoas, e as cores do time são vermelho e branco.


Ídolo
Paulo Bayer (Paulo César Baier) começou sua carreira no São Luís  e passou por Pelotas, Criciúma, Palmeiras, Sport Recife e atualmente joga no Atlético Paranaense.






Origem do nome: O jesuíta São Luiz, nasceu em Mântua, na Itália, em 9 de março de 1568 e morreu em 1591. Foi canonizado em 1726 e considerado o patrono da juventude. 
Competição que disputa: Série A (Divisão Principal) do Campeonato Gaúcho


VERANÓPOLIS ESPORTE CLUBE

O Veranópolis Esporte Clube Recreativo e Cultural foi fundado em 15 de janeiro de 1992, numa fusão entre o Clube Atlético Veranense e o Grêmio Esportivo e Cultural Dalban, dois clubes semiprofissionais da cidade da Serra gaúcha. Disputou a segunda divisão em 92 e 93, ano em que sagrou-se campeão sob o comando do técnico Tite. Subiu para a primeira divisão do campeonato gaúcho e nunca mais foi rebaixado.

Título:
1993
Campeão da Segunda Divisão
Origem do nome: É uma homenagem à cidade serrana de Veranópolis, considerada a capital brasileira da longevidade. O nome foi criado a partir do termo grego pólis (cidade) acrescentado de verão ou veraneio. Até 1943, era chamada de Alfredo Chaves, em homenagem a Alfredo Rodrigues Fernando Chaves, ministro brasileiro da colonização, império e guerra na época do Império. A maioria da população é formada por descendente de italianos.


YPIRANGA FUTEBOL CLUBE
O Ypiranga Futebol Clube nasceu em 18 de agosto de 1924 em Erechim, no norte gaúcho. O grupo de fundadores era formado por João Reus Solon, Jacinto Godoy, Silvestre Pericles de Godoy, Monteiro e José Maria de Amorin, Nilo Amorin, Vitório Alavise, Ercília di Francisco e outros. A fundação ocorreu devido a uma partida com o único clube existente na cidade, o Ítalo Brasileiro. O encontro do ítalo Brasileiro com o Douradense, com sede no interior denominado Dourados ocorreu no campo onde hoje é a Praça Júlio de Castilhos.
   Ao final do jogo, iniciou-se uma briga generalizada entre dirigentes, jogadores e torcedores. Segundo os fundadores, este foi o motivo da criação do Ypiranga Futebol Clube. As senhoritas da época fundaram uma torcida organizada que até rainha existia, o grupo se chamava As Legionárias. A primeira partida do Canarinho ocorreu no dia 20 de setembro de 1924, contra o temível Ítalo Brasileiro, jogo vencido pelo Ypiranga por 1 x 0.
Encerrou suas atividades por problemas financeiros em 2003, tendo retornado dois anos após, com novos patrocinadores, tendo conquistado o Campeonato Gaúcho de Futebol Segunda Divisão em 2008. No ano seguinte, conquistou o Campeonato do Interior e uma vaga na Copa do Brasil 2010. Foi vice-campeão da Copa Arthur Dallegrave do mesmo ano, perdendo a final para o Inter B. Na Copa do Brasil de 2010 - a primeira na história do time gaúcho - enfrentou o Avaí Futebol Clube, tendo perdido o primeiro jogo por 3 a 0 em casa e sido eliminado da competição sem o jogo de volta.
Títulos
2009 -
Campeão do Interior Gaúcho
2008 -
Campeão Gaúcho da Segunda Divisão
1989 -
Campeão Gaúcho da Segunda Divisão
1967 -
Campeão Gaúcho da Segunda Divisão

Origem do nome: Ypiranga, em tupi-guarani, significa rio vermelho.
Competição que disputa: Caiu em 2012 da Série A para a Divisão de Acesso do Campeonato Gaúcho.
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Fontes:
Site Wikipédia
Sites dos clubes citados
Site bomdiacomunidade.com.br
Livro As Origens de Canoas, de João Palma da Silva