Sexta-feira, 10 de Julho de 2009
CONTINUO COM A VELHA MANIA DE QUERER MODIFICAR O MUNDO
Ao analisar dois episódios que estão em discussão na Capital, veio-me à lembrança a velha piada do sofá da sala. Como tem gente que não a conhece, resumo: ao surpreender a esposa traindo-o na sala, o marido precisava tomar uma providência imediata: e tirou o sofá do local. Certamente não impediu a continuação da traição e nem ele nem mais ninguém conseguiu sentar-se confortavelmente na sala. Da mesma forma, autoridades reagem em relação ao passe-livre. Sob o argumento que nos dias de passe gratuito há muita balbúrdia nos ônibus, algumas pessoas querem acabaram com a medida que permite famílias aproveitarem alguns fins de semana para visitar parentes ou simplesmente sair de casa.
Alguém dirá: é incrível o que acontece nos ônibus nesses dias. Concordo. Mas daí simplesmente acabar com a decisão que beneficia os mais pobres não é correta. O que é preciso fazer é promover a segurança nos ônibus nos dias de passe-livre. Nesses dias, nunca vejo alguma ação policial para proteger as pessoas decentes que procuram os ônibus para passear ou resolver alguns assuntos pendentes.
Outro fato parecido é no futebol. Está se encaminhando uma tendência para realizar jogos com apenas uma torcida, apenas do time local. O motivo é a violência, que está cada vez maior nos estádios de todo o país. Só uma torcida não irá garantir a paz _ tenho visto brigas e confusões entre torcedores do mesmo clube. É preciso reverter esse clima de violência desenvolvido por torcedores interessados mais em brigar do que assistir ao jogo. Não adianta tirar torcedores, é preciso fazer uma campanha para melhorar o comportamento e reprimir aqueles que vão aos estádios com o único objetivo de brigar, bater e assaltar. Mas com o cuidado de não cometer excessos ou injustiças.
Publicado no Diário Gaúcho no dia 10/7/2009
Falando um pouco mais
Não deu para incluir, por falta de espaço, mas entendo o interesse de uma parte da sociedade em retirar esse benefício para as camadas mais desfavorecidas. Para os empresários do setor de transporte, quando menos isenções, menores são as despesas e maiores os lucros. Há algumas pessoas também contrárias à existência de passe livre nos ônibus que nada ganhariam com modificação no sistema. Afinal, não usam ônibus nem seus parentes usam. Não podem nem dizer, como alguns que pagam passagem que estão financiando o transporte para os outros. É que não suportam ver o povo ter alguma ajuda, ainda que seja mínima e a custo de polêmica. Para esses, quem não tem dinheiro, têm que passar fome, andar a pé e resgardar-se em seus apertados barracos. Sem essa de se misturar a quem "leva o país nas costas".
Quarta-feira, 8 de Julho de 2009
SOBRE OS FILHOS
ana passada, envolto em meus pensamentos, remexendo idéias do passado, veio-me à mente uma poesia do Gibran Khalil Gibran, de um livro que eu li quando ainda estava no chamado curso científico no Colégio Júlio de Castilhos. Como trabalho da disciplina de português, encenamos uma peça de autoria do colega José Renato, chamada Guerra Sã. Terminava o ano de 1972. Uma poesia do Gibran era lida no espetáculo, eu a decorei e nunca mais esqueci. Ontem, recebi entre os inúmeros e-mails, um de minha irmã Sandra em que me repassava justamente um texto com a poesia do poeta libanês.Vossos filhos não são vossos filhos
são os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós,
e embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
pois suas almas moram na mansão do amanhã,
que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles,
mas não procureis fazê-los como vós,
porque a vida não anda para trás
e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados
como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito
e vos estica com toda a sua força,
para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro
seja vossa alegria: pois assim como ele ama a flecha que voa,
ama também o arco que permanece estável.
QUEM FOI GIBRAN
Em 1902, Gibran voltou para Boston. No ano seguinte morreu sua mãe e seu irmão. Gibran escreve poemas e meditações para jornal árabe Al-Muhajer (O Emigrante), publicado em Boston. Seu estilo novo, cheio de música, imagens e símbolos, atrai-lhe a atenção do mundo árabe. Desenha e pinta numa arte mística que lhe é própria. Uma exposição de seus primeiros quadros desperta o interesse de uma diretora de escola americana, Mary Haskell, que lhe oferece custear seus estudos artísticos em Paris.
Está bem, vou abreviar. Depois de publicar uma série de livros como o Louco, o Precursor, o Profeta, Areia e Espuma, Jesus, o Filho do Homem, Os Deuses da Terra, entre outros, Gibran morre em 10 e abril de 1931, no Hospital São Vicente, em Nova Iork, após uma crise pulmonar.
Segunda-feira, 6 de Julho de 2009
UMA PIADINHA PRA DESCONTRAIR
Uma freira está cuidando de trigêmeos e os dispõe, lado a lado, sobre uma mesa para pôr supositórios. Logo após colocar o remédio em um deles, toca o telefone. Quando a freira se vira para atender, os trigêmos trocam de posição sobre a mesa. Ela fica confusa. Qual é o nome dela?
RESPOSTA:
Madre Teresa de CUALCUTÁ
Terça-feira, 23 de Junho de 2009
ESTRANHA COINCIDÊNCIA NA HISTÓRIA
Ambos se preocupavam muito com, sobretudo, os direitos civis.
Ambos os assassinos eram conhecidos pelos seus 3 nomes.
Sexta-feira, 29 de Maio de 2009
SÓ NÃO ESTAMOS NO FUNDO DO POÇO PORQUE O POÇO NÃO TEM FUNDO
Eu entendo a posição do juiz de forçar a solução desse problema grave dos presídios. Mas é preciso encontrar urgentemente uma solução para o problema e não aumentar a insegurança da população. A decisão de liberar presos, embora os motivos sejam aceitáveis, não só aumenta o sentimento de impunidade, como acelera o número de criminosos em liberdade. Cadeia foi feita, em primeiro lugar, para segregar quem não tem a consciência de que pode fazer o que quer sem pensar nos direitos dos outros. Mais do que punição,a privação da liberdade deveira impedir a continuação dos crimes. E se eu já estava preocupado com a repetição continuada de foragidos do regime semiaberto envolvido com crimes, fico ainda mais perplexo.
Não posso deixar de observar que a população sofre sempre duas vezes quando o Estado e a totalidade do povo não cumpre suas suas obrigações. Sempre que é reivindicada alguma coisa, ainda que justa, a maneira de pressionar atinge colateralmente as próprias pessoas. São ônibus que param, são ruas trancadas, serviços que não funcionam.
Segunda-feira, 25 de Maio de 2009
PARA QUEM GOSTA DE DESCOBRIR A ORIGEM DAS PALAVRAS
Quem era São Martinho de Tours? Segundo a wikipédia, ele era filho de um tribuno e comandante do exército romano. Nasceu e cresceu na cidade de Sabaria, Panónia (atual Hungria ), em 316, sob uma educação da religião pagã dos seus antepassados, deuses mitológicos venerados no Império Romano. Aos 10 anos de idade, entrou para o grupo dos catecúmenos (aqueles que estão se preparando para receber o batismo). Aos 15 anos de idade, e contra a própria vontade, teve de ingressar no exército romano e dirigir-se para a Gália (região na atual França). Foi nessa época que ocorreu o famoso episódio do manto. Um dia um mendigo que tiritava de frio pediu-lhe esmola e, como não tinha, o cavalariano cortou seu próprio manto com a espada, dando metade ao pedinte. Durante a noite o próprio Jesus lhe apareceu em sonho, usando o pedaço de manta que dera ao mendigo e agradeceu a Martinho por tê-lo aquecido no frio. Dessa noite em diante, ele decidiu que deixaria as fileiras militares para dedicar-se à religião. Ele se tornou bispo da cidade de Poitiers. Quatro mil igrejas eram dedicadas a ele na França, e o seu nome dado a milhares de localidades, povoados e vilas; como em toda a Europa, nas Américas, enfim em todo o mundo.
Agora, divagações minhas:
Entendo que faz sentido capela ser diminutivo de capa que, em latim, significa capuz, peça que cobria a cabeça das pessoas. A raiz da palavra, cap, dá idéia de cabeça, que, em latim vulgar, conforme o Dicionário Aurélio, é capitia. Daí surgiram palavras como capacete (do catalão cabasset pelo espanhol capacete, ainda segundo Aurélio), capelo (espécie de quépi usado em formaturas), capuz, capitão (que, em algum momento, foi o cabeça do exército) e capital (a cabeça, no sentido de liderança, de uma região ou país). A palavra capacidade também sugere qualidade de quem tem cabeça para fazer alguma coisa. Pode ser que algumas dessas deduções minhas não estejam certas, mas me parecem lógicas.
Quarta-feira, 20 de Maio de 2009
CURIOSIDADE GRAMATICAL
Utilizando um ponto e duas vírgulas, dê sentido à frase:
Maria toma banho porque sua mãe disse ela pegue a toalha.
(O autor do blog não deixou claro que era o criador do desafio e outras pessoas me disseram que já haviam lido isso, portanto não tenho a quem creditar a autoria). Resposta bem abaixo.
Parece sem solução? Pense um pouquinho mais...
Tá bem aí vai a resposta:
Maria toma banho porque sua. Mãe, disse ela, pegue a toalha.
Segunda-feira, 18 de Maio de 2009
VÍRGULA, CURIOSIDADE RECEBIDA POR E-MAIL
1. Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.
2. Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
3. Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.
4. Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
5. E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.
6. Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
7. A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.
Frase adicional repassada por e-mail
Se o homem soubesse o valor que tem a mulher andaria de quatro à sua procura.
Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER.
Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM.
Quinta-feira, 7 de Maio de 2009
MAIS FATOS QUE MEUS DOIS NEURÔNIOS NÃO ME DEIXAM ENTENDER
Faz um mês e pouco que comecei a notar, no meu extrato, descontos de coisas que eu não havia gasto. Aí fiquei sabendo – o banco não me avisou – que, a partir da 11ª vez que eu fizesse saques no terminal bancário em um mês me cobrariam uma taxa de R$ 1, 40. Pior: Se o saque fosse na boca do caixa seria o dobro. Mas o que é isso? Quer dizer que usam o meu dinheiro e, quando eu quero retirá-lo ainda me cobram.
Ao me dar conta disso, pensei em trocar de banco, mas desisti. Fiquei sabendo em que essa técnica é comum em todos os bancos e que, em algumas instituições é ainda pior. Um banco privado cobra R$ 4,00 por saque que for feito a partir da sétima vez no mês.
Aí, quando leio nos jornais a propaganda sobre o grande lucro obtido neste ano pelo meu banco, eu fico fulo da vida. É parte do meu dinheiro que está indo para esse instituição. O que parece ser resultado de uma excelência de administração, na verdade é usurpação do povo.
Para escapar de pagar essa expropriação cometida pelo banco, o correntista pode tirar tudo de uma vez logo após o pagamento. E então corre o risco de ser assaltado ou até de não controlar direito as finanças. Mas, meu Deus, se a gente já paga manutenção de conta e altos juros, ainda tem que pagar para retirar o dinheiro do banco? Mas onde é que estamos?
Não entendo por que bancos têm esse privilégio de poder explorar o povo.
E OS CARTÓRIOS
Outro fato que me impressiona são os cartórios. Uma simples carimbada em um documento já nos custa uma fortuna. Um reconhecimentinho de firma, uma procuração redigida a mão para uma ação burocrática qualquer já é taxada de forma inexorável. Isso sem falar em negociações de venda de imóveis
Pergunto: por que os serviços de cartório são tão caros já que não têm gastos a não ser papel, que não se compara a um jornal, e pouquíssimos funcionários. Para onde vai esse dinheiro? Por que só algumas pessoas são eternas donas de cartórios? Se estou dizendo bobagem, por favor me corrijam. Eu devo estar errado e não conheço nada de nada.
Quarta-feira, 6 de Maio de 2009
MAIS UM CASO DE DESAPARECIMENTO MISTERIOSO

A história do seu Ernesto é a seguinte: funcionário público estadual aposentado, no dia 5 de maio de 2005, ele havia saído de casa na BR-290, no distrito rural de Divisa, em Eldorado do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre e não voltou. A família descobriu que ele havia sofrido um acidente e encaminhado para o posto de saúde do município. Não há informações precisas do que aconteceu com ele, provavelmente foi atropelado. Do posto, por indicação do médico, Ernesto foi levado para o Hospital de Pronto Socorro, na Capital.
Depois de medicado, Ernesto voltou na mesma ambulância para Eldorado do Sul, mas, confuso, deve ter dado ao motorista o seu endereço antigo. no Bairro Sans Souci. A partir dali, ninguém mais soube mais nada sobre ele. Se você tem alguma informação que possa ajudar a localizá-lo ou descobrir o que aconteceu com ele, ligue para o telefone 9689-1580 ou nos avise aqui no Vidacuriosa. Se puder, ajude essa família a retirar essa angústia que pesa sobre suas vidas.
Segunda-feira, 4 de Maio de 2009
MAIS DIVAGAÇÕES
Cidades pequenas, em sua maioria, conseguem curar suas feridas logo que elas surgem. Um forasteiro com problemas é logo abordado, e o caso é resolvido. Na cidade grande, é imenso o número de pessoas com fome e precisando de ajuda. Eles são ignorados e, como bichos, vão se transformando em bandos. No pequeno município, todo mundo se conhece. Quem pensa em cometer um delito, na maioria dos casos, fica até com vergonha. Na megalópolis, o anonimato permite aos criminosos cometerem seus delitos e se esconderem na multidão.
É claro que, hoje em dia, nenhuma cidade está livre da violência. O crime se expande, viaja e pega todo mundo desprevenido. Mas, mesmo assim, na cidade pequena, desde que não haja preguiça ou conivência da polícia, é mais fácil de perseguir bandidos, que não têm onde se esconder. E os criminosos sabem disso.
Ninguém gosta de tédio. Para evitar isso, moradores criativos de cidades pequenas sem os pontos de diversão constroem seus próprios locais de divertimento. Se podem, viajam, visitam outros locais e depois voltam. Cidades grandes, com arranha-céus e muito cimento, são como jaulas que transformam seres humanos em feras que extrapolam seus sentimentos em jornadas insanas de carros em alta velocidade ou em viagens não convencionais.
Um pequeno poema de Mario Quintana sempre me vem à mente quando eu penso nisso: "Cidade grande, dias sem pássaros, noites sem estrelas."
Não era para ser assim. Quanto maior o número de pessoas comprometidas com a cooperação o trabalho e na contribuição financeira, mais facilidade teria uma cidade. O problema é que o egoísmo, causador da corrupção, e o despreparo de alguns, transformam essa vantagem em prejuízo. O que eu desejava era que nas cidades populosas, todas as pessoas fossem felizes. Para isso, seria preciso mudar o espórito das pessoas. Só a paz e a solidariedade trazem a verdadeira alegria e felicidade. É o que espero para meus netos, já que não tenho esperança de mudanças tão breves.
Terça-feira, 28 de Abril de 2009
UMA PAUSA NOS ASSUNTOS SÉRIOS E UMA LICENÇA PARA A FICCÇÃO
De repente, ele enfiou a mão no bolso do moletom da calça de moletom escuro. Arrependi-me de ter parado. Jornalista não consegue ignorar um fato estranho. Suei frio ao pensar que poderia tirar do bolso um revólver, uma faca ou uma pedra. Mas o que apareceu foi um calhamaço de papéis amarfalhados, que me estendeu:
_ Toma. Leva pra ler em casa. Quem sabe podes incluir no teu livro ou em um site da Internet.
Quando li o material, me espantei.
POESIA DE UM LOUCO QUE
NUNCA PERDEU A LUCIDEZ
"Era noite escura, o sol brilhava no horizonte, as vacas pulavam de galho em galho e os passarinhos pastavam no asfalto. Longe dali, a uns 50 metros, corria um riacho seco, em cujas águas boiava o cadáver de um homem vivo, que dizia: prefiro mil vezes morrer a falecer.
Às margens desse arroio, na sombra de uma árvore sem galhos nem folhas, um idoso de 32 anos, sentado de pé num banco de pedra feito de pau, lia um jornal sem letras e fumava um cachimbo apagado.
Na capa do jornal, escondida no meio da publicação, havia uma notícia inédita e bem conhecida: no autódromo, um cavalo de nove Veloz, correra sozinho o segundo páreo e chegara em segundo lugar.
Em outra página, no cabeçalho situado na parte inferior, uma frase destacava-se em pequeninas letras garrafais:
" Os quatro maiores profetas do novo mundo antigo são três: Pelé e Falcão."
Obrigado pela atenção.
Feliz Natal e Próspero Ano Novo
Assinado: Antônio Fortuna do Nascimento Antares
Sexta-feira, 24 de Abril de 2009
MAIS COISAS QUE MEUS DOIS NEURÔNIOS NÃO ENTENDEM
Se há limites nas estradas, por que permitem que os veículos possam atingir velocidades de até 200 ou 300 quilômetros por hora?
Tá, eu sei que há países em que as rodovias permitem uma velocidade ilimitada como a Espanha. Mas eu pergunto? Por que andar a uma velocidade tão alta? Por que essa pressa toda? Seria mais lógico que apenas os automóveis usados pela polícia, bombeiros e ambulâncias pudessem desenvolver uma velocidade mais elevada. Imaginem a supremacia dos policiais sobre os bandidos que hoje roubam carros potentes para fazer suas estripulias. Você gosta de correr de carro? Vá para o autódromo.
Por que as autoridades não conseguem impedir criminosos de reincidir em roubos, furtos, assassinatos e tráficos de drogas e de outros tipos?
Qualquer imbecil se dá conta de que a maior parte dos crimes é praticada por gente que já está contaminado pelo crime. É previsível que volte a delinquir um assaltante que cumpriu pena em um presídio miserável como o Central, por exemplo, e que é posto em liberdade provisória às vezes sem nem dinheiro para o ônibus. Ele sai e vai diretamente para um lugar tão miserável como o que o segurava e se reúne com amigos que já estão envolvidos com crimes. Como acreditar que ele vá se recuperar e procurar um emprego se mesmo quem não tem antecedentes criminais tem dificuldade? Como esperar que ele vá se contentar com um salário baixo se já está acostumado a ganhar um bom dinheiro sem fazer muita força usando apenas uma arma, tão fácil para ele de conseguir. Além disso, ele é solto e abandonado. Isso sem falar na corrupção de policiais que o conhecem e passam a exigir propina para não prendê-lo. Isso sem falar nas dívidas que têm com advogados? Como pagá-los? Tudo isso me parece claro. Por que não há providências para que isso não aconteça?
Por que não há uma preocupação com o fato de que presidiários não trabalham?
O lema de qualquer governo deveria ser "nenhuma criança sem escola e nenhum presidiário sem trabalho". A lei determina que nenhum apenado pode ser obrigado a trabalhar e que o Estado deve prover o seu sustento por privá-lo da possibilidade de se auto-sustentar. Acho isso um absurdo. A lei deveria ser modificada e todo preso deveria ser obrigado a trabalhar desde que não seja de forma desumana. Todo apenado deveria custear sua permanência na prisão porque foi por seu próprio erro que ele perdeu o direito da liberdade.
Qual o mistério que mantém o uso do cigarro?
Se todo mundo sabe que o cigarro faz mal à saude, por que se vê tanta gente que se diz inteligente fumando enlouquecidamente mesmo tendo na família parentes que agonizaram com falta de ar? O que vejo são governos ganhando dinheiro com impostos da indústria do fumo e cidadãos entregando-se frenéticamente ao tabaco. Sei que, para quem ganha muito dinheiro como os agricultores e
Campanha para acabar com os sacos plásticos nos supermercados _ Eu sei que os plásticos demoram muito tempo para se desintegrarem na natureza e que o uso de sacolas de pano reduziria o número deles. Mas eu pergunto: na hora de pôr o lixo no lixo, não são utilizados sacos de plástico? Ao que sei, os sacos para lixo, vendidos em supermercados, não são biodegradáveis. Não seria o caso se fazer uma campanha paralela para que os sacos de lixos tenham a propriedade de não prejudicar a natureza? Outra coisa: se passassem a usar a sacolas, pessoas sem poder aquisitivo teriam de arcar com mais despesas para comprarem os sacos. Por enquanto, a campanha ajuda um pouco o meio ambiente, mas ajuda mais os fabricantes de sacolas de pano e a venda de sacos de lixos.
Por que as autoridades alegam falta de dinheiro para cumprir obrigações do Sus?
Não consigo entender como um número tão grande de trabalhadores e empresas que contribuem com descontos para a Previdência Social não gera dinheiro suficiente para custear as despesas médicas. Grande parte dos que colaboram para os cofres da Previdência não geram despesa já que, quando precisam fazer tratamentos de saúde utilizam planos particulares de saúde. Gostaria de saber como e onde é aplicado o dinheiro arrecadado? Minha ignorância nessa área não me permite tirar conclusões precipitadas, mas será que tudo está sendo gerenciado como deveria?
Quinta-feira, 23 de Abril de 2009
CÉUS, AONDE VAMOS PARAR?
A impressão que eu tenho é que as autoridades não sabem o que está acontecendo. Em ações pífias, as polícias fazem o pouco que podem e, quando prendem, as autoridades judiciárias fazem de conta que estão fazendo justiça, já que cumprem a lei. E os presídios se enchem e despejam de volta criminosos, que voltam a assaltar, a matar, a traficar, fabricando novos criminosos.
Não consigo entender como não percebem a raiz do problema e como a sociedade não se impõe para resolver a questão. O monstro que engole e cospe de volta os criminosos está cada vez maior.
Vai chegar um dia – se é que não chegou– em que haverá mais criminosos do que honestos nas ruas. O caos já está aí, a barbárie já impera, mas todo mundo parece que está preocupado com outras coisas: ganhar dinheiro e se divertir, comprar o possível e o impossível, viajar e até, o que pior, usar drogas.
O crack e as outras drogas, até mesmo o álcool, são cada vez mais visíveis como mola impulsora do crime. A saída prematura de criminosos das cadeias é também cada vez mais notada.
Não é preciso fazer estatística para perceber que, em quase todos os casos de morte ou de assaltos e furtos há crack envolvido e existem foragidos do sistema penitenciário implicados. As cadeias não recuperam nem servem para manter criminosos longe da sociedade.
Céus, aonde vamos parar?
Segunda-feira, 13 de Abril de 2009
O HERÓI E A CELEBRIDADE
Herói foi um menino que se arriscou em um incêndio para salvar uma criança no Centro do país ou outro que se jogou na água para resgatar um irmão no Interior do Estado. Herói é quem descobre a cura de uma doença grave. Entretanto, quem sabe os nomes desse tipo de profissional? Os heróis de hoje têm vergonha de serem reconhecidos até porque, para grande parte da população, atos de heroísmo não chamam muito a atenção. Não dão tanto ibope. Quando muito, os heróis recebem uma homenagem de algum político e depois logo são esquecidos.
Se os feitos saem na imprensa mais de três vezes, sempre existe alguém que se diz cansado dessa história. Inúmeros heróis morrem pobres e esquecidos. Já as celebridades são admiradas por grande parte da população, mesmo que nada tenham feito a não ser aparecer na televisão. Ao se tornarem celebridades, ganham dinheiro, passam a ter chances e só não aproveitam se forem totalmente desprovidas de talento. Habilidade ou conhecimento, aliás, não são qualidades exigidas para celebridades.
Elas são admiradas porque conseguem mudar de vida e ganhar dinheiro, posando para revistas ou fazendo comerciais. Neste país, até mesmo criminosos viram celebridade. Não me admira a situação se encontrar como está.
(Publicado no Diário Gaúcho na edição de 2 de abril)
Por falta de espaço, acabei não referindo outras pessoas que merecem a qualificação de herói.
Heróis são aqueles, que, mesmo sem um pai presente, vivendo sem conforto em lugares dominados pela criminalidade, conseguem lutar por uma situação melhor. São heróis por conseguirem superar as adversidades e não sucumbem para o crime. Esses, mesmo tendo muito pouco, ainda conseguem ajudar os outros e modificam suas próprias vidas.
Heroínas são as mulheres pobres que, mesmo abandonadas por seus parceiros, conseguem educar seus filhos para que sejam trigo nascendo no meio do joio. São heroínas que sofrem na carne e no espírito as agressões do meio e daqueles com quem convivem, mas seguem íntegras, transmitindo a sua ânsia de viver direito para seus descendentes.
Heroínas são as mulheres ricas que não se entregam às frivolidades que a boa situação social proporciona, que se emocionam com os necessitados e ajudam de alguma forma, seja materialmente, seja emocionalmente. Sim, essas heroínas existem. Mas, como disse no artigo, a maioria dos heróis são anônimos, não perseguem nem querem a fama, apenas sua merecida paz de espírito.
Heroínas e heróis são as professoras e professores que têm de enfrentar salário baixo e desrespeito por parte de alguns alunos que vêm de berços desguarnecidos e de pais de alunos despreocupados ou equivocados que não conhecem o sentido da palavra educar.
Terça-feira, 31 de Março de 2009
PALAVRAS QUE ENGANAM NO ESPANHOL E NO PORTUGUÊS
_ Senor, jo quero um café.
O funcionário respondeu:
_ Hay que pedir a el moço! (é preciso pedir ao garçom!)
O brasileiro achou ridículo e insistiu:
_Jo no quero almoçar, quero um café‚ só.
O maitre não entendeu e repetiu a frase:
_ Hay que pedir al moço, señor!
O nosso amigo saiu irritado, dizendo que nunca mais botava os pés naquele restaurante e só foi entender a burrada muito tempo depois. É que almoço, em espanhol, é almuerzo. Garçom, em espanhol, é mozo (pronúncia moço). O funcionário do restaurante pediu para o brasileiro fazer o pedido ao garçom (al mozo).
Para impedir essas rateadas, aí vão dicas sobre palavras parecidas e significados diferentes:
ESPANHOL.............................PORTUGUÊS
Berro: agrião..........................Berro: grito
Cura: padre, religioso.............Cura: eliminação da doença
Embarazada: grávida............. Embaraçada: sem jeito
Exquisito: gostoso.................Esquisito: estranho
Faro: farol............................Faro: olfato.
Feria: feira...........................Féria: ganho do motorista de táxi no dia
Vacaciones: férias
Guitarra: violão ................... Guitarra: tipo de violão com braço longo e fundo chato
Largo: comprido....................Largo: antônimo de estreito
Ancho: largo
Niño: criança...................... Ninho: local onde os pássaros colocam ovos
Oso: urso............................Osso: partes do esqueleto
Hueso: osso.
Padre: pai...........................Padre: religioso
Pelado: sem cabelo, careca... Pelado: sem roupa, sem dinheiro
Polvo: pó............................Polvo: molusco octopode
Pulpo: polvo
Presunto: suposto................Presunto: frio feito de carne de porco
Jamon: presunto
Rato: momento....................Rato: animal roedor
Raton: rato, animal roedor
Saco: casaco.......................Saco: invólucro de papel, pano ou plástico para se colocar coisas ou lixo
Salgo: saio......................... Salgo: coloco sal
Zurdo: canhoto.................... Surdo: que não ouve
Sordo: surdo
Quinta-feira, 26 de Março de 2009
Palavras amalucadas
Testículo: Texto pequeno.
Abismado: Abobado que caiu em um precipício.
Pressupor: Colocar preço em alguma coisa.
Biscoito: Fazer sexo duas vezes.
Missão: Culto religioso com mais de três horas de duração.
Padrão: Religioso católico muito alto e gordo.
Estouro: Correria provocada por bovinos castrados.
Democracia: Sistema de governo do inferno.
Barracão: Galpão onde é proibido entrar animais caninos.
Homossexual: Veado que lava as partes íntimas com sabão em pó.
Ministério: Parte do governo encarregada de taxar pequenos aparelhos de som.
Detergente: Ato de prender seres humanos utilizando substância usada para lavar louça.
Armarinho: Móvel usado para guardar ar proveniente do mar.
Eficiência: Estudo competente das propriedades da letra F.
Conversão: Papo prolongado que convence alguém a mudar de religião.
Barganhar: Fazer uma troca e receber um botequim.
Fluxograma: Direção em que cresce o capim.
Halogênio: Forma de cumprimentar pessoas muito inteligentes usando certo tipo de lâmpada.
Unção: Erro de concordância verbal. O certo seria 'um é'.
Expedidor: Mendigo que mudou de classe social.
Luz solar: Sapato que emite luz por baixo.
Cleptomaníaco: Mania por Eric Clapton. Fã que costuma furtar os discos dele.
Tripulante: Especialista em salto triplo que pratica dentro de navio ou avião.
Contribuir: Ir para algum lugar com vários índios.
Aspirado: Carta de baralho completamente maluca.
Cerveja: O sonho de toda revista.
Regime Militar: Rotina de dieta e exercícios feitos pelo exército.
Bimestre: Mestre em duas artes marciais.
Caçador: Indivíduo que vive procurando se autolesionar
Suburbano: Habitante dos túneis do metrô.
Volátil:Avisar o irmão do pai que você vai lá (essa é braba).
Assaltante : Um 'A' que salta e acaba roubando alguma coisa.
Determine: Mande prender a namorada de Mickey Mouse.
Pornográfico: O mesmo que colocar no desenho. É sempre baixaria.
Coordenada: Que não tem cor.
Presidiário: Aquele que é preso diariamente.
Ratificar: Tornar-se um rato. E confirmar isso.
Violentamente: Viu com lentidão uma cena de agressão.
Diabetes: As dançarinas do diabo
Quarta-feira, 11 de Março de 2009
Mais um desaparecido
e Nelsinho Silva da Rosa, 49 anos, não se conformam com o desaparecimento dele. Nelsinho trabalhava como vendedor de produtos alimentícios no Bairro Niterói, em Canoas, e passou a sofrer efeitos de bipolaridade e depressão. Poucos meses depois de ter sido internado com problemas circulatórios em uma das pernas, Nelsinho acabou entrando em crise.A irmã dele, Marlene, conta que no dia 8 de junho de 2008, Nelsinho saiu da casa onde mora com uma sobrinha e foi visitar um amigo que conheceu quando esteve internado no Hospital Nossa das Graças. Em surto, ele saiu a pé e deixou o carro, a chave e os documentos na casa do amigo. E até hoje ninguém teve notícias dele.
Apesar de ter seu nome e foto divulgados no Diário Gaúcho por várias vezes, os familiares não conseguem localizá-lo. Mendigos disseram tê-lo visto em São Leopoldo e em abrigos de Porto Alegre. Mas, nos locais citados, Nelsinho não foi localizado. Além de mancar de uma perna, o desaparecido tem uma tatuagem de águia no peito.
Não consigo entender como ele continua desaparecido. Se ele fosse parente de alguém "importante", as autoridades estariam empenhadas em localizá-lo. Como não é, deve estar vagando pelas ruas como andarilho, envolto em seus problemas psíquicos, sofrendo sozinho. Ou então está morto e enterrado como indigente.
Não existe gratificação em dinheiro para quem ajudar a encontrá-lo. Se você quiser, poderá repassar essa foto para alguém. Se tiver informações sobre ele, ligue para (xx) (51) 3463-6807 ou 9317-6638. Se ele for encontrado, sua gratificação será pensar que o mundo não está tão perdido como parece.
Domingo, 1 de Março de 2009
ERROS QUE SE REPRODUZEM PELA DIVULGAÇÃO NA TV
Essa palavra não existe, mas certamente milhares de pessoas vão repeti-la quando quiserem se referir a uma pessoa com ginga e molejo no corpo, com malandragem na mente. A palavra certa é MANEMOLENTE. Se o Bial fosse ao dicionário, veria que manemolente vem de manemolência, que, por sua vez, foi uma expressão criada na Bahia a partir de um personagem chamado Mané Mole. O mané certamente ganhou esse apelido pelo seu estilo mole e malandro.
Não são poucas as pessoas que confundem manemolência com malemolência e vão repetindo e retransmitindo esse vírus. Há algumas semanas, ouvi a Angélica falar esse termo errado durante uma edição do seu programa Estrelas, da Rede Globo. Deixei passar. Agora, com o Bial, que costuma recitar textos poéticos e frequentemente debocha dos aspirantes-à-fama-sem-talento-algum, não resisti.
Domingo, 1 de Fevereiro de 2009
RESULTADO DOS MELHORES DE 2008 E DO SORTEIO
Os melhores de 2008
: Pantanal (relançada pelo SBT), cinco votos. Também foram indicadas A Favorita e Mulheres Apaixonadas, ambas da Rede Globo.
Melhor ator: empate entre Marcos Palmeira, Lázaro Ramos, Murílo Benício, Matheus Nachtergalele, Dan Stulbach, Tony Ramos e Heath Ledger.
Melhor atriz: Patrícia Pilar, três votos. Também foram votadas Giovanna Gold, Marília Pêra, Fernanda Torres e Charlize Theron.
Melhor Pro
grama de TV: CQC, com três votos, Globo Repórter (dois). Planeta Terra, Todos os Homens do Mundo, Sem Fronteiras e Jornal Hoje também foram citados.
Melhor humorístico da TV: CQC, com três votos. Foram indicados Pânico, A Grande Família e Cilada.
Melho
r apresentador de programa de TV: Marcelo Tas, três indicações, Serginho Groisman (duas). Também foram votados Luciano Huck e Sílvio Santos.
Melhor grupo musical: Empate entre Jota Quest e Coldplay, com dois votos. Foram citados também Paralamas do Sucesso, Skank e Moinho.
Melhor cantor nacional: Caetano Veloso, dois votos. Foram indicados também Seu Jorge, Falcão, do Rappa, Ed Mota, Ney Mato Grosso, Chico Buarque e Lucas (da banda Fresno).
Melhor cantora nacional: Marisa Monte, dois votos. Elizeth Cardoso, Maria Bethania, Luiza Possi, Malu Magalhães, Pity, Rita Lee também foram citadas.
Melhor cantor local: Nei Lisboa, quatro votos. Também foram lembrados Humberto Gessinger, Vitor Ramil, Neto Fagundes
Melhor cantora local: empate entre Loma, Adriana Calcanhoto, Andrea Cavalheiro, todas com um voto.
Melhor narrador de futebol no rádio: Haroldo de Souza, com dois fotos. Foi lembrado também Marco Antônio Pereira.
Melhor repórter de futebol no rádio: empate entre Luciano Périco, Sérgio Boaz, Luiz Henrique Benfica
Melhor comentarista de futebol no rádio: empate entre Wianey Carlet, Nando Gross, João Carlos Belmonte e David Coimbra.
Melhor repórter de notícia do rádio: empate entre Daniel Scola e Cid Martins.
Melhor emissora de rádio (AM ou FM): Itapema FM, com três votos, seguida da Rádio Gaúcha, com dois. Foram lembradas ainda a Cultura FM 103.3 e a Band FM.
Melhor emissora de televisão: empate entre a MTV e a Rede Globo, ambas com dois fotos. Foram indicadas também a TV Brasil e a TV Cultura
E agora, o resultado do sorteio:
Depois de colocar papeizinhos com os nomes dos participantes em um envelope, pedi à minha colega Cáren Baldo retirar três.
Quem ganhou o livro sobre o Repórter Esso, do jornalista Luciano Klockner, foi a Mara Dallena. Estou enviando o livro pelo correio.
Canibais, Paixão e Morte na Rua do Arvoredo, de David Coimbra, foi para Jocimar Farina, repórter da Rádio Gaúcha e já entregue em mãos.
O terceiro sorteado foi para o taxista e escritor Mauro Castro, que recebeu, em mãos, o livro Cris, a Fera & e outras mulheres de arrepiar, de David Coimbra.
Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008
PRORROGADO SORTEIO SOBRE LIVROS
1) Melhor novela:
2) Melhor ator:
3) Melhor atriz:
4) Melhor programa de TV:
5) Melhor humorístico de TV:
6) Melhor apresentador de programa de TV:
7) Melhor grupo musical:
8) Melhor cantor nacional:
9) Melhor cantora nacional:
10) Melhor cantor local:
11) Melhor cantora local:
12) Melhor narrador de futebol no rádio:
13) Melhor repórter de futebol no rádio:
14) Melhor comentarista de futebol no rádio:
15) Melhor repórter de notícias do rádio
16) Melhor emissora de rádio (AM ou FM):
16) Melhor emissora de televisão:
A partir do encerramento das participações, no dia 25 de janeiro, o Vidacuriosa divulgará o resultado das escolhas e os nomes dos internautas contemplados com livros.
O Repórter
Esso – A síntese radiofônica mundial que fez história é o resultado de dez anos de pesquisa do jornalista Luciano Klöcner, que foi assunto para dissertação de mestrado e tese de doutorado. O livro é resultado de dez anos de pesquisa e apresenta uma análise crítica das notícias, além de depoimentos de historiadores, radialistas e jornalistas. O Repórter Esso foi transmitido por 60 emissoras de diversos países, entre os quais o Brasil. A obra tem 315 páginas. O lançamento do livro aconteceu no dia 26 de agosto de 2008 na Saraiva Megastore e contou com a presença dos locutores de O Repórter Esso de Porto Alegdre, Lauro Hagemann,de São Paulo, Fabbio Perez, do Rio de Janeiro, Roberto Figueiredo.O AUTOR
Luciano Klöc
Natural de Porto Alegre, Luciano é pai de Gisele, 26 anos, e Karina, 25, e avô de Theo, cinco anos.
R E OS LIVROS:David Coimbra nasceu no Bairro IAPI em Porto Alegre em 1962 é casado com Márcia e pai de Bernardo, de um ano e quatro meses. Tabalhou como repórter em mais de dez redações. Atualmente é jornalista multimídia: editor de Esportes e cronista de Zero Hora, integrante do programa Café TVCom e comentarista esportivo do programa Bate Bola da TV Com, além de dar pitacos no programa Pretinho Básico, da Rádio Atlântida. Publicou os livros Canibais, Jogo de Damas, Mulheres e Pistoleiros Também Mandam Flores, publicados pela empresa L&PM Pocket )www.lpm.com.br. Lançou também A mulher do Centroavante (Artes e Ofícios, 2003), A cantada Infalível , (Artes e Ofícios, 2003), Cronica da Selvageria Ocidental (RBS Publicações.) É co-autor de Viagem (2001) e História dos Grenais (2004).
Em Cris, a Fera & Outras Mulheres, a contracapa anuncia que o livro fala de mulheres famintas de sexo, poder, vingança ou qualquer coisa que possa destruir a vida de um incauto. "Uma noite de loucuras poderia custar muito caro. Às vezes, até mesmo a própria vida".
Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008
O MUNDO NÃO TEM CONSERTO
Os jovens haviam se desafiado pela Internet e marcado um encontro naquele local. Se a Brigada não tivesse interferido, poderia ter ocorrido uma tragédia. Os adolescentes, com idades entre 13 e 17 anos foram levados para um batalhão para averiguação. No grupo havia meninos de 12 anos e maiores de idade, além de algumas adolescentes. Os jovens participam dos chamados bondes que costumam pichar paredes de residências e monumentos, entram em atritos com outros grupos, roubam e agridem sem qualquer motivo.
Quando li a notícia, fiquei pensando nos pais daqueles garotos. Onde andariam, o que diriam para os filhos, o que sabiam deles? Pois a segunda história a que me refiro aconteceu dois dias depois. Seis pais procuraram o comandante da Brigada Militar, coronel Paulo Roberto Mendes, para pedir uma explicação para o fato de seus filhos terem sido levados para o batalhão onde ouviram um sermão do comandante.
_ Viemos cobrar esclarecimentos, saber o que aconteceu. Meu filho não é bandido _ limitou-se a dizer um dos pais dos adolescentes. Conforme o coronel informou à imprensa, outro pai chegou a dizer que a ação policial causou uma perda irreparável à imagem do filho dele, que teria ficado "marcado na escola, onde virou motivo de piadas.
Morro e não vou ver tudo. A maioria dos 178 jovens são no mínimo de classe média. A música do Chico Buarque conta a história de uma mãe de classe baixa, mas, no fundo, é a mesma coisa.
Confira a letra da música
(Chico Buarque de Holanda)
Quando, seu moço
Nasceu meu rebento
Não era o momento
Dele rebentar
Já foi nascendo
Com cara de fome
E eu não tinha nem nome
Prá lhe dar
Como fui levando
Não sei lhe explicar
Fui assim levando
Ele a me levar
E na sua meninice
Ele um dia me disse
Que chegava lá
Olha aí! Olha aí!
Olha aí!
Ai o meu guri, olha aí!
Olha aí!
É o meu guri e ele chega!
Chega suado
E veloz do batente
Traz sempre um presente
Prá me encabular
Tanta corrente de ouro
Seu moço!
Que haja pescoço
Prá enfiar
Me trouxe uma bolsa
Já com tudo dentro
Chave, caderneta
Terço e patuá
Um lenço e uma penca
De documentos
Prá finalmente
Eu me identificar
Olha aí!
Olha aí!
Ai o meu guri, olha aí!
Olha aí!
É o meu guri e ele chega!
Chega no morro
Com carregamento
Pulseira, cimento
Relógio, pneu, gravador
Rezo até ele chegar
Cá no alto
Essa onda de assaltos
Tá um horror
Eu consolo ele
Ele me consola
Boto ele no colo
Prá ele me ninar
De repente acordo
Olho pro lado
E o danado já foi trabalhar
Olha aí!
Olha aí!
Ai o meu guri, olha aí!
Olha aí!
É o meu guri e ele chega!
Chega estampado
Manchete, retrato
Com venda nos olhos
Legenda e as iniciais
Eu não entendo essa gente
Seu moço!
Fazendo alvoroço demais
O guri no mato
Acho que tá rindo
Acho que tá lindo
De papo pro ar
Desde o começo eu não disse
Seu moço!
Ele disse que chegava lá
Olha aí! Olha aí!
Olha aí!
Ai o meu guri, olha aí
Olha aí!
E o meu guri!...(três vezes)
Domingo, 30 de Novembro de 2008
SOBRE ONGS
Uma idéia para ser intensificada
Uma ONG que gostaria de ter fundado seria para procurar pessoas desaparecidas. De certa forma até faço algo parecido. Há mais de 20 anos, cuido da publicação de fotos de pessoas sumidas – primeiro em Zero Hora – e, desde o ano de 2000 no Diário Gaúcho. Desde o início da faculdade, trago comigo o mesmo sentimento de 99 por cento de quem escolheu a profissão de jornalismo: ajudar a mudar o mundo, ainda que um pouquinho.
Sempre me comovem as histórias humanas, principalmente das pessoas que não têm dinheiro, nem parentes importantes, não são amigas de celebridades e sofrem sem ajuda. E mesmo quem tem recursos não pode fazer nada sozinho. Não há quem seja tão rico que não precise ser ajudado nem tão pobre que não possa auxiliar alguém. Não sei onde li isso, mas é a mais pura verdade.
Experiência própria
Minha preocupação com os desaparecidos aumentou, algum tempo depois, quando senti na pele a mesma dor, ainda que de intensidade incomparavelmente menor do que das pessoas com as quais convivo quase diariamente por meio do jornal.
Não me lembro quando foi exatamente. Já faz mais de dez anos. Em visita a um cunhado em Gravataí, descuidei-me por um momento e meu filho excepcional, na época com 13 ou 14 anos, saiu pelos fundos da casa. Passamos a procurar pelas ruas da Morada do Vale III, ajudados pela vizinhança. A dor que senti não tem parâmetro, sabe-a bem que passa ou passou pelo problema. A gente fica imaginando o que pode acontecer, quer fazer retroceder o tempo, reza para todos os santos e fica lamentando por ter se distraído.
Começava a anoitecer e nada de encontrá-lo. Temi que ele pudesse ter caminhado até a avenida principal onde o movimento de veículos é intenso. Sem noções de perigo, não teria como escapar de um atropelamento. Duas horas depois de angústia e de buscar sem parar, localizamos o rapazote sentado na beira de barranco, brincando com uma varinha.
Foi como se um peso de uma tonelada saísse de sobre o meu corpo. Até hoje me angustio quando me lembro. A partir daquele dia, entendi ainda mais o que é sofrer com um parente desaparecido. Por isso, sempre que posso, ajudo a publicar fotos de desaparecidos, mesmo que já faça muito tempo que ele sumiu, mesmo que haja a possibilidade de que tenha saído por conta própria. Nenhuma família merece sem saber o que aconteceu.
Neste blog, não poderia deixar de colocar fotos de pessoas desaparecidas. Hoje ponho mais uma.
Eulálio Mello
Fortes, 26 anos, está desaparecido desde 9 de maio, quando saiu de casa, no Bairro São Francisco II, em Tramandaí. Ele sofre de epilepsia. Se alguém tem alguma informação que possa levar à sua localização, ligue para os telefones 9913-8294 ou 9252-8619.
Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008
Desaparecidos
Sobre advogados
A advogada era tão fissurada em sua profissão que até para soltar o cabelo ela redigia antes um habeas corpus.
Terça-feira, 18 de Novembro de 2008
Essa frase tem dois significados:
a) São dois cavalos: Um simpático pêlo branco e outro, pêlo gateado.
b) São dois apostadores de corridas de cavalos: Um simpático pelo branco e outro, pelo gateado.
Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008
APARECEU A MARGARIDA, OLÊ, OLÊ, OLÁ
Por que Margarida? Por causa da música, da brincadeira de roda, claro. Até aí morreu Neves. Que Neves? Isso é outra história. Voltando à Margarida, quem era ela?
Outro dia, ouvindo um CD da Xuxa sobre cantigas de roda, entendi que a coisa vinha lá da Idade Média. A letra da música:
_ Onde está a Margarida, olê, olê, olá.
_ Ela está em seu castelo, olê, olê, olá
_ Ela está em seu castelo, olê, seus cavalheiros.
Eu queria poder vê-la, olê, olê, olá
Eu queria poder vê-la, olê, olê, olá
Mas o muro é muito alto, olê, olê, olá
Estou tirando uma pedra, olê, olê, olá.
Uma pedra não faz falta,
Tô tirando duas pedras
Duas pedras não "faz" falta
Tô tirando outra pedra...
Apareceu a Margarida,
olê, olê, olá.
Foi então que entendi que a Margarida era uma mulher bonita de um castelo. E que os cavalheiros tiveram que afastar pedras, provavelmente do muro, para poder visualizá-la.
Mas quem ela era? Seria uma princesa, uma dama da corte, uma menina? Era famosa, tinha sobrenome? Pode ser que sim, pode ser que não.
Perdeu-se no tempo ou eu que não soube achá-la.
Por falar nisso, fico pensando se daqui a 200 anos alguém ouvir alguém cantar a música do Jorge Benjor, feita quando ele era Jorge Ben, alguém vai saber quem era Teresa:
- Sou Flamengo e tenho uma nega chamada Teresa...
Ou a Carolina, do Chico Buarque, ou a Marina, cujo namorado não queria que ela pintasse os lábios, ou a Iracema do Adoniram, que morreu ao atravessar a rua.
Voltando à Margarida, só mais uma curiosidade. A palavra tem origem no grego Magarites e significa pérola. Talvez por isso, tenha emprestado o nome para a flor.
Terça-feira, 28 de Outubro de 2008
Mistério em Jaquirana
Uma reportagem no Fantástico no domingo não saiu mais da minha cabeça. Em Jaquirana, município do interior gaúcho com pouco mais de 5 mi habitantes, foi encontrado, em 2007, um cadáver já em decomposição. Um promotor de Justiça está fazendo todos os esforços para identificar a ossada. Estudos de peritos indicaram que a vítima tinha feito um tratamento caro nos dentes, incluindo inclusive com dentes de outro.
Além disso, o pijama que ele vestia havia sido fabricado em uma cidade do interior de São Paulo. Esses detalhes, incluindo o fato de que estava de pijamas apesar do frio que fazia na época em que o corpo foi encontrado, intriga o promotor Luís Augusto Gonçalves Costa, de Vacaria, a polícia e os peritos. Eles acham que o corpo pode ser de alguém que teria sido seqüestrado, assassinado e abandonado em um matagal no norte gaúcho.
O mais interessante é que os peritos e um artista plástico reconstituíram a cabeça da vítima para tentar uma identificação (veja acima). Espero que consigam descobrir esse mistério. Eu gostaria também que esse tipo de trabalho fosse feito em outros cadáveres encontrados. Só em Porto Alegre, há inúmeros casos de pessoas assassinadas e não identificadas. Pelo menos três mulheres já tiveram seus corpos esquartejados e, em alguns casos, pernas e braços foram encontrados no Guaíba. A polícia não tem qualquer informaçaõ sobre isso. Ao mesmo tempo, um grande número de pessoas segue desaparecido para desespero eterno de seus parentes.
Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008
VOCÊ JÁ TROCOU O NOME DAS PESSOAS?
Jocimar me contou outro dia que uma fonte ligou para ele e deu explicações sobre um determinado assunto, sobre o qual eles já haviam falado havia algum tempo e não havia qualquer novidade. Ele achou isso estranho, mas deixou pra lá. Até que seu colega Josmar queixou-se de que uma fonte havia ficado de dar uma resposta sobre um assunto e não ligou mais. Foi aí que o Jocimar entendeu. O funcionário público deu a resposta para o outro jornalista.
Em outra ocasião, Jocimar tentava falar com o deputado Adilson Troca. O jornalista falou com o parlamentar por telefone e marcaram uma entrevista no saguão da Assembléia. Jocimar chegou ao local e ficou aguardando o parlamentar. Alguns minutos depois, o deputado chegou e viu Jocimar, mas ficou olhando para os lados como se procurasse alguém. O repórter então se aproximou dele para fazer a entrevista. Quando se apresentou, Troca (fazendo jus ao nome) admitiu ter feito confusão achando que havia falado com Josmar e que por isso que não o havia localizado no saguão.
Fanático por trocadilho, tenho de registrar uma frase de Franklin Berwig, produtor de esportes da Gaúcha, sobre o assunto:
_ Sabem o que dá uma mistura de Jocimar Farina com Josmar Leite? Dá bolo.
Como meu costume é sempre dar um pitaco a mais, eu acrescentaria mais alguém nessa mistura: o ministro da Fazenda, Guido Mantega. (Fico devendo o açúcar, os ovos e o fermento).
Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008
SOBRE AS POESIAS NOS ÕNIBUS DE PORTO ALEGRE
Um dos autores das obras selecionadas para os ônibus deste ano "achou-me" pelo google e enviou seguinte mensagem:
Caríssimo Plínio:
Saúde e Paz!
Devo agradecer ao amigo as palavras elogiosas ao poemeto que tive o privilégio de classificar no concurso POEMAS NO ÔNIBUS, em Porto Alegre. Trata-se de SETILHA, cujo texto o amigo publicou no BLOG VIDA CURIOSA, em 30 de setembro de 2008. A propósito, anexo meus rabiscos de poesias presentes no ITINERÁRIO POÉTICO, livro de estréia. Espero que também goste. Felicidades!
Carlos Alberto de Assis Cavalcanti, professor do Centro de Ensino Superior de Arcoverde - PE
Valeu Carlos Alberto. Assim que puder, vou conferir o seu Itinerário Poético.
Abraços.
Agora vou descobrir algo sobre o Marcos Cardoso. Se ele ou alguém que o conheça quiser me ajudar, ficarei muito grato.
Terça-feira, 30 de Setembro de 2008
OS POEMAS NOS ÔNIBUS
Certa vez fui levado a uma feiticeira
Dama do demônio,
musa da magia
Sonha muito e fala só asneiras!
É subversivo e tem atos de rebeldia!
Usando de ungüentos a velha cabreira
Descobriu o encanto da minha agonia:
Contra esse mal não existe cura...
... o menino sofre de Literatura!
Marcos Cardoso
Nesta semana, encantei-me com este:
SETILHA
Se ao passado só se volta
na garupa da lembrança;
e ao futuro só se chega
no galope da esperança;
o melhor é não ter pressa,
pois se alguém o tempo apressa,
té do presente se cansa.
Carlos Alberto de Assis Cavalcanti
Não conheço o Carlos Alberto, nem o Marcos Cardoso. Quero parabenizá-los pelas belas poesias. Vou tentar encontrar mais algumas obras deles.
Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008
SOBRE AS CAVALGADAS E SEUS EFEITOS
Os recolhedores de cavalo são ágeis porque lidam com o improgramável. Eqüinos não obedecem a roteiros nem a esquemas de protocolo no que se refere às necessidades fisiológicas. Não são como os atores e cantores que podem esperar para se aliviarem no camarim.
Os cavalos são despreocupados, diferentemente daquelas moças que anunciam, na tevê, produtos para regular o intestino.
Por isso, os recolhedores de bostas precisam ser rápidos para poupar olhos e narizes de turistas e do povo em geral dos efeitos de atos que não estavam no script.
Você nunca prestou atenção nos recolhedores de bostas de cavalos? Ou foi porque eles são mesmo discretos ou porque não existem. Se não existem, deveriam existir, até porque a tradição não aceitaria cavalos com fraldas. Nossos olhos e narizes, nos desfiles ou nas cavalgadas pelo Litoral, agradeceriam.
Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008
SOBRE A REVOLUÇÃO FARROUPILHA
Corria o dia 9 de setembro de 1837. Bento Gonçalves sentou-se à sombra de um eucalipto em sua estância em Camaquã. Ele acendeu um palheiro, jogou o palito de fósforo por entre a cerca de arame e dividiu o olhar entre a fumaça, que fazia círculos no ar, e um quero-quero pousado num moirão.
RESPOSTAS:
1º erro - Em 10 de setembro de 1837, Bento Gonçalves estava fugindo da prisão do Forte do Mar, na Bahia. Logo, não poderia estar em sua fazenda.
2º erro - Ele não poderia ter-se sentado à sombra de um eucalipto. Naquela época, não havia essa espécie de árvore, originária da Austrália. Eucaliptos foram trazidos para o Rio Grande do Sul por volta de 1870.
3º erro - Bento não pode ter acendido o palheiro com um palito de fósforo. Os palitos de fósforos foram inventados somente em 1827 na Europa e só chegaram muitos anos depois ao Rio Grande do Sul. Na época dos farroupilhas, os cigarros eram acesos com um tipo primitivo de isqueiro chamado pederneira, em que uma pedra era atritada fazendo faísca.
4º erro - Na época dos Farrapos, os campos ainda não contavam com cercas de arame. As divisas entre as propriedades eram definidas por marcos de pedras colocados de distância em distância ou por rios e arroios.
5º erro - Quero-queros jamais pousam em moirões, diferentemente da coruja, por exemplo. Esse tipo de ave (Vanellus chilensis), assim como a perdiz, voa baixo e caminha pelo campo, onde põe seus ovos no chão.
Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008
UMA DICA DE LEITURA

Não li ainda o livro do Renatinho, mas já ouvi uma boa parte dele neste quase 20 anos que convivemos desde os tempos da Rádio Gaúcha. Vai ser muito interessante acompanhar nas páginas as histórias de Melara, Vico, Jussana, Fontela e companhia. Depois da leitura, todo mundo vai poder dizer que realmente conhece o que se passou dentro e fora dos muros do Presídio Central.
Votos de muito sucesso é o que Vidacuriosa deseja ao competente multimídia.
Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008
Mais uma historinha sobre lógica.
A pergunta que ele fez foi: se eu perguntar ao índio da outra aldeia se este caminho leva à aldeia dos mentirosos, ele me diria que sim ou que não. Com qualquer resposta, o padre escolherá o outro caminho.
A lógica:
Se aquele caminho leva à aldeia dos mentirosos, e o índio questionado for verdadeiro, ele pensará: a aldeia leva mesmo aos índios mentirosos, mas o outro índio, que é mentiroso, dirá que não. O padre entenderia como sim e seguiria por esse caminho, chegando à aldeia dos mentirosos.
Se aquele caminho leva à aldeia dos mentirosos, e o índio questionado fosse mentiroso, ele raciocinará assim: A estrada leva mesmo à aldeia dos mentirosos, e o índio da outra aldeia, por ser verdadeiro, dirá que sim. Mas como sou mentiroso, respondo que ele dirá não. O padre entenderia como sim e seguiria para a aldeia.
Se aquele caminho não leva à aldeia dos mentirosos, e o índio questionado for mentiroso, ele raciocinará assim: a estrada não leva aos mentirosos, e o outro índio, que é verdadeiro, dirá que não. Como sou mentiroso, respondo que ele dirá que sim. O padre entenderia o sim como não e iria pelo outro caminho.
Se aquele caminho não leva á aldeia dos mentirosos, e o índio questionado for verdadeiro, ele pensará assim: a estrada não leva à aldeia dos mentirosos, mas o outro índio dirá que sim. O padre entenderia o sim como não e iria pelo outro caminho.
Simples não? Li ou ouvi isso em algum lugar. Não me recordo onde.
Quinta-feira, 31 de Julho de 2008
Dicionário Brasileiro de Prazos
_______________________
Dicionário Brasileiro de Prazos
Para evitar que estrangeiros fiquem "pegando injustamente no nosso pé", está-se compilando o "Dicionário Brasileiro de Prazos", que já deveria estar pronto, mas atrasou, do qual foram extraídos os trechos a seguir:
DEPENDE:
Envolve a conjunção de várias incógnitas, todas desfavoráveis. Em situações anormais, pode até significar sim, embora até hoje só tenha sido registrado em testes teóricos de laboratório. O mais comum é que signifique diversos pretextos para dizer não.
JÁ JÁ:
Pode dar a impressão de ser duas vezes mais rápido do que já. Ledo engano; é muito mais lento. "Faço já" significa "passou a ser minha primeira prioridade", enquanto "faço já já" quer dizer apenas "assim que eu terminar de ler meu jornal, prometo que vou pensar a respeito."
LOGO:
Logo é bem mais tempo do que dentro em breve e muito mais do que daqui a pouco. É tão indeterminado que pode até levar séculos. Logo chegaremos a outras galáxias, por exemplo.
MÊS QUE VEM:
Existem só três tipos de meses: aquele em que estamos agora, os que já passaram e os que ainda estão por vir. Portanto, todos os meses, do próximo até o Apocalipse, são meses que vêm!
NO MÁXIMO:
Essa é fácil: quer dizer no mínimo. Exemplo: Entrego em meia hora, no máximo. Significa que a única certeza é de que a coisa não será entregue antes de meia hora.
PODE DEIXAR:
Traduz-se como nunca.
POR VOLTA:
Similar a "no máximo". Por volta das 5h quer dizer a partir das 5h.
SEM FALTA:
É uma expressão que só se usa depois do terceiro atraso. Porque, depois do primeiro atraso, deve-se dizer "fique tranqüilo que amanhã eu entrego". E depois do segundo atraso, "relaxa, amanhã estará em sua mesa". Só aí é que vem o "amanhã, sem falta."
UM MINUTINHO:
É um período de tempo incerto, que nada tem a ver com o intervalo de 60 segundos e raramente dura menos que cinco minutos.
TÁ SAINDO:
Ou seja: vai demorar. E muito. Não adianta bufar. Os dois verbos juntos indicam tempo contínuo. Não entendeu? É para continuar a esperar? Capisce! Understood? Comprennez-vous? Sacou? Mas não esquenta que já tá saindo...
VEJA BEM:
É o day after do "depende". Significa "viu como pressionar não adianta?". É utilizado da seguinte maneira: "Mas você não prometeu os cálculos para hoje?" Resposta: "Veja bem..." Se dito neste tom, após a frase "não vou mais tolerar atrasos, OK?", exprime dó e piedade por tamanha ignorância sobre nossa cultura.
ZÁS-TRÁS:
Palavra em moda até uns 50 anos atrás e que significava ligeireza no cumprimento de uma tarefa, com total eficiência e sem nenhuma desculpa. Por isso mesmo, caiu em desuso e foi abolida do dicionário.
Domingo, 29 de Junho de 2008
ENQUANTO TANTA GENTE GANHA DINHEIRO E FAMA SEM FAZER NADA..
Você sabe o que significa a sigla Bina, nome do identificador de chamadas do telefone? Você sabia que o inventor desse aparelhinho é um brasileiro? Se já sabia, tudo bem, mas aproveito então para dar essas informações aos que ainda não têm esse conhecimento e, ao mesmo tempo, fazer uma homenagem a uma pessoa de talento em meio a tanta gente que luta para ser famoso mas não contribui de nenhuma forma com a humanidade.Bina significa, acreditem, B identifica Número de A, avisando para o dono do telefone o número de quem está ligando.
O criador do aparelho é o mineiro Nélio José Nicolai, nascido em Belo Horizonte, no 27 de abril de 1940. Nélio fez o curso técnico pela Escola Técnica de Minas Gerais e reside em Brasília desde 1971. Ele trabalhou na Ericson do Brasil, de 1967 a 1971, e na Telebrasília, de 1971 a 1986. Fundador das sociedades Atel ltda., de 1986 a 1992, e da Citatel Ltda, de 1995 a 1997, é o dono da empresa empresa Lune Ltda., de 1992.
Enquanto funcionário, recebeu os títulos de Operário Padrão da Telebrasília, em 1982, e, no mesmo ano, Operário Padrão de Brasília. Seu maior destaque é como inventor, na área de telecomunicações, onde é o idealizador de inúmeras invenções, com índice altíssimo de projetos viabilizados e explorados comercialmente, no Brasil e no Exterior. Nélio é o verdadeiro inventor do Identificador de Chamadas Telefônicas, título reconhecido internacionalmente, como atesta o Wipo Award Certificate-1996, Organização Mundial de Propriedade Intelectual, com sede em Genebra, Suiça.
A idéia do Bina surgiu em 1977 e foi requerida sua patente em 1980.
Não conheço o ilustre brasileiro, mas quero aqui saudá-lo por desenvolver a sua inteligência em algo realmente útil e honesto. O Bina contribui não apenas para que as pessoas possam dar retorno para quem os ligou, mas também para combater a praga dos trotes e crimes que ocupam o tempo daqueles cujo caráter envergonha os compatriotas. Parabéns senhor Nélio. Que da sua mente privilegiada continue surgindo invenções realmente úteis como essas.
Terça-feira, 3 de Junho de 2008
PRA QUEM GOSTA DE CURIOSIDADE
Sexta-feira, 30 de Maio de 2008
CHARAPIADA (MISTURA DE CHARADA COM PIADAS)
vai a um encontro religioso. Logo depois do almoço, em que foi servida salada de maionese, ela morre.
Qual foi a causa da morte?
RESPOSTA:
Foi excesso de salmonela.
Quarta-feira, 21 de Maio de 2008
FERIADO DE CORPUS CHRISTI
Corpus Christi é uma festa ao Corpo de Cristo. É uma data adotada pela Igreja Católica para comemorar a presença real de Jesus Cristo no sacramento da Eucaristia, pela mudança da substância do pão e do vinho na de seu corpo e de seu sangue. Foi instituída pelo Papa Urbano IV (Bula 'Transiturus' de XI de agosto de 1264), para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.
Um acontecimento principal ajudou o papa a instituir a comemoração. A visão de Santa Juliana de Cornillon, monja agostiniana de Liège, na Bélgica. Segundo Juliana, Jesus pedia uma festa para testemunhar o significado da Eucaristia para a vida do cristão. A "Fête Dieu" (Festa de Deus), como inicialmente foi chamada a Festa de Corpus Christi, começou na paróquia de Saint Martin em Liège, em 1230. Em 1264, o papa Urbano IV estendeu-a para toda a Igreja católica.








