U m texto claro, simples, correto e sem erros ou possibilidade de mais de uma interpretação economiza o tempo de todos: dos leitores que comentam errado e têm que perguntar o que houve e do autor, que é instado a explicar o que queria dizer com o que escreveu. Bem disse Quintana, em seu poema: Quando o leitor pergunta ao autor o que ele quis dizer, um dos dois é burro. Eu acrescento: ou os dois.
Trata-se de uma coletânea de informações, trocadilhos, piadas, palíndromos, poesias, fotos e curiosidades em geral.
domingo, 4 de outubro de 2020
sábado, 3 de outubro de 2020
DICA SOLTA DE PORTUGUÊS
Há horas eu estava para dizer isto. Quem diz que a expressão "meio ambiente" está errada precisa pensar um pouco na função gramatical das palavras. Meio, no caso, não é advérbio, como meio tonto, meio cansado. É um termo que integra um sujeito composto. Assim como existe meio jornalístico, meio aquático, meio artístico. Você nunca pensou em jornalismo pela metade, né? Você nunca diz o jornalístico hoje está desprestigiado, mas sim o jornalismo está desprestigiado. Assim, o ambiente precisa ser explicitado. Qual ambiente? O de uma casa, de uma empresa? O que pode ser sinônimo é o ambiente natural. Por ora, era isso.
AVOLICES ATÉ EM MOMENTOS CRÍTICOS
Lua Gabriela é uma figura. Com sete anos, me faz rir o tempo todo. Peguei ela de novo ao perguntar quem fala errado: a Mônica ou o Cebolinha?
O Cebolinha, respondeu.
E eu: O Cebolinha fala "elado". Quem fala "errado" é a Mônica. A Lua riu muito lembrando que já havia caído nessa. Aí a Cris, mãe dela, perguntou:
- Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?
E a Lua:
- O ovo.
- E quem botou o ovo?
-A galinha.
- E de onde veio a galinha?
- Do ovo.
- E o ovo?
As duas iam seguir noite adentro e então eu falei: - A galinha nasceu de um ovo com mutação colocado por uma outra ave, que não sei qual é. Foi então que a Lua se saiu com essa:
- Pode ter sido um índio.
Longe de ver qualquer preconceito nisso, brinquei:
- Faz sentido. Índio tem penas. E rimos bastante.
segunda-feira, 14 de setembro de 2020
VOCÊ SABE POR QUE CHAMAVAM POBRE DE PÉ-RAPADO


"Se tens o cruzado, Anica,
Manda tirar os sapatos,
E senão lembra-te o tempo
Que andaste de pé rapado."
sábado, 12 de setembro de 2020
DICAS SOLTAS DE PORTUGUÊS
Os verbos fazer e ter, no sentido de existir, de fazer tempo, são impessoais, ou seja, não vão para o plural, assim como o haver no sentido de existir. Já o verbo existir é regular e flexiona o plural normalmente.
Exemplos para entender melhor:
Faz um ano que vivo aqui. Faz dois anos que vivo aqui. (É o tempo que faz não os anos.)
Tem uma coisa que não consigo entender. Tem coisas que realmente não consigo entender.
Há uma coisa me preocupando no momento. Há coisas que sempre me despertaram a atenção.
Houve muitos erros no governo.
Houveram é erro feio de Português.
Havia cadáveres no mato.
Existem mais mistérios entre o céu e a Terra do que sonha a nossa vã filosofia. (Shakespeare)
PATROCINADO PELA INSÔNIA
Sou vidrado na origem das palavras e dos ditados. Hoje pensei em "A curiosidade matou um gato". Não consegui descobrir ainda de onde saiu esse adágio, que tenho lido e ouvido com frequência, posto que sou a segunda pessoa mais curiosa do mundo. Como não achei a origem desse ditado, inventei uma historinha para justificar outro brocardo parecido, também ficcional: "A curiosidade matou a fome de um gato". Num velho galpão, no Interior, um felino foi deixado preso, sem comida. Desesperado, pôs-se à caça pelos cantos em busca de alimento. Qualquer coisa cairia bem. Depois de muito procurar, sem nem um ratinho, ou barata ou até mesmo mosca, estômago roncando, o bichano teve a curiosidade despertada para um fio preto que se estendia de uma parte do armário. Parecia rabo de camundongo, só que mais fininho. O gato pôs-se a investigar e daí para puxar o fio foi um passo. Imediatamente a porta do armário se abriu e com o cordão preto se veio um belo queijo redondo e delicioso. E então o ditado se fez.
Outros ditados são mais autoexplicativos e não precisam de fatos ou histórias para justificar suas existências: Quem não tem cão caça como o gato. (Sem alarido, sozinho, com paciência e perseverança) Gato escaldado tem medo até de água fria. (Experiência traumática semelhante a "macaco velho não mete a mão em cumbuca" e a "cachorro mordido por cobra tem medo até de linguiça.)
PATROCINADO PELA INSÔNIA
Adoro trocadilhos. Não aquele de pé quebrado, incompreensível que a gente até usa nas batalhas verbais com outro amigo viciado nessa arte, o chamado trocadilho infame. Gosto do trocadilho denso, criativo, surpreendente e bem-humorado. Admiro o trocadilho que surge de repente, no decorrer de uma conversa até mesmo séria. Quando não surge um trocadilho, para combater a abstinência eu mesmo crio um, especialmente em madrugadas de insônia. Julguem-me à vontade.
"Uma réstia de luz do sol entra por um cantinho da janela e dá à sala da casa, naquela manhã,, um ar cênico. Assemelha-se ao cenário ainda vazio de uma peça de teatro. Na parte mais alta da estante, protegido das crianças, ao lado de um livro aberto, jaz um vidrinho de veneno. É arsênico. Na vida real também está para começar uma tragédia.
quinta-feira, 10 de setembro de 2020
ÔNIBUS NO LUGAR DE TORCEDORES
O
Outro dia, em mais uma saída necessária de casa, furando a quarentena antivírus, tive minha curiosidade despertada para uma cena incomum: dezenas de ônibus da Carris estacionados no pátio do antigo estádio Olímpico. Curioso por natureza e por profissão, estranhei, porque até então não tinha lido ou ouvido nada sobre essa notícia. Antes de criticar meus colegas de profissão por não terem divulgado esse fato, fui ao Google, onde todo mundo satisfaz suas curiosidades. E então vi que o desinformado era eu. Em julho, a Rádio Gaúcha e a Zero Hora, pelo menos, já haviam noticiado sobre um acordo entre o Grêmio e a Carris para utilizar o pátio do antigo estádio para o depósito de 98 veículos retirados de circulação e substituídos por novos carros.
sexta-feira, 4 de setembro de 2020
PATROCINADO PELA INSÔNIA NA QUARENTENA
A bicicleta ergométrica, prima da original, que é aventureira, lépida e faceira, é uma espécie de símbolo da quarentena, do fique em casa, ainda que seu inventor, ou adaptador, que um dia descobrirei quem foi, certamente não tenha se inspirado em confinamento e distanciamento social forçado por pandemia. A original tem inúmeras vantagens, como o sabor da liberdade, o suave vento no rosto, bulindo com os cabelos de quem ainda os têm. Leva a vantagem da maravilha de cenário, em lugares privilegiados pela natureza. Mesmo que o ergociclista monte um telão pra projetar as mais belas imagens do Planeta, não é a mesma coisa.
quinta-feira, 3 de setembro de 2020
HUMORISTA JOSÉ SIMÃO MERECE UM PRÊMIO
Não sei se existe algum prêmio para humoristas como tem para músico e ator. Se existe, José Simão merece um destaque especial por dizer que
"O Brasil é o país da piada pronta!!"
Não conheco uma afirmação que seja tão confirmada quanto esta. Pena que seja tão hilária quanto trágica. A cada dia, o Brasil dá razão ao humorista. Paulista de 76 anos, José Simão tem uma conuna na Folha de S.Paulo e outra na Rádio Bandeirantes FM. Todos os dias, rio muito com a maneira como Zé Simão e seus colegas da Bandeirantes analisam os fatos hilários que ocorrem no Brasil.
O fato real mais recente foi relatado ontem sobre vereadores de Penha, em Santa Catarina, que aprovaram lei para impedir que os cachorros latam, perturbando a vizinhança. Para isso, foi criada uma multa a ser aplicada aos donos de caninos que não os impeçam de ladrar. Imagine-se um ladrão entrando em um pátio de residência às quatro da tarde. Quando o cão se prepara para latir, o gatuno põe o dedo indicador em sua própria boca e avisa:
- shiii! Oha a multa!!!!!
Ainda bem que os vereadores de Porto Alegre não pensaram nisso. Caso contrário, eu teria que ensinar o Rum, que late até pra borboleta, a manter-se em silêncio e bater três vezes na porta da cozinha com sua patinha direita pra avisar de eventual ladrão na área.
Está certo que há casos que precisam mesmo de providência, quando latidos lancinantes de cães tomam conta da vizinhança e prejudicam o repouso das pessoas, em muitos casos, com problemas sérios de saúde. Os cachorros ladram por algum motivo, muitas vezes maus-tratos como abandono, falta de comida ou até mesmo frio. Mas criar uma lei específica para punir donos de cães que latem é hilário.
quarta-feira, 2 de setembro de 2020
PATROCINADO PELA INSÔNIA
O Português, no geral de suas palavras é um idioma lindo. Tem belos vocábulos, proparoxítonas como plátanos, belas árvores frondosas e coloridas que, com suas cores, junto com as oxítonas jacarandá e ipê, são explêndidos trailers da primavera. Mas também tem palavras tão feias quanto o seu significado. A antiga uxoricídio, importada do latim, anunciando crueldade do homen matando a própria esposa e a atualização do termo, feminicídio, estendendo o significado para todos os tipos de mulher. Aumentaram as penas, tomaram-se mais cuidados para evitar crimes anunciados, mas não se chega à solução, como em grande parte da criminalidade.
Até quando o ser humano vai conviver com a incapacidade de domar e proteger-se da fera que carrega em si mesmo? Além desse aspecto do crime, seguem sem solução uma série de outros delitos como a corrupção endêmica e a disseminação irrefreável de criminosos nas ruas. Autoridades iludem-se e iludem com armas, grades, policiamento, tornozeleiras eletrônicas e cadeias superlotadas. Tudo isso são falácias que servem de mercado para certos segmentos como a indústria bélica, os aparatos de proteção inócuos como tornozeleiras.
Ninguém parece entender que a solução está no trabalho prisional completo em cadeias seguras e suficientes para segregar todos os criminosos reincidentes que andam aos montes na rua. E, paralelamente, investir nas vagas de trabalho, na Educação e nos cuidados com a saúde. É uma tarefa para muitas gerações. Com a queda na criminalidade, o dinheiro das despesas com o setor, acrescido da renda do trabalho prisional, poderá ser usado nos outros setores. Vendo as autoridades que estão aí e os que se apresentam para ser eleitos, a maioria sem capacidade e querendo só se arrumar, percebo que o que digo é apenas utopia.
sábado, 29 de agosto de 2020
JORNALISTA FLÁVIO PORTELLA MORRE AOS 55 ANOS
Morreu na quinta-feira, em Porto Alegre, o jornalista Flávio Wornicov Portela. Ultimamente o jornalista, que estava com 55 anos de idade e iria completar 56 em 2 de setembro, atuava como coordenador de comunicação do Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Sul. Portela sofreu um ataque cardíaco, foi levado ao Instituto de Cardiologia e não resistiu.
sábado, 22 de agosto de 2020
O AMIGOMEU E O BINÓCULO
O Amigomeu é uma figura. Um primo meu de Porto Alegre apareceu um dia lá nos Campos do Seival com um binóculo bem moderno e superpotente. Amigomeu tinha uns dez anos e ficou extasiado diante daquela maravilhosa tecnologia. Ele já tinha ficado dois dias sem parar olhando funcionar a máquina de debulhar milho a manivela. Imaginem, dizia e repetia, entra uma espiga inteira por um buraco, a gente dá manivela e sai nos outros dois buracos, separados, os grãos de milho e o sabugo.
Voltando ao binóculo, Amigomeu passou a manhã inteira olhando a propriedade. Viu lá longe, num canto, o alambrado com defeito, viu passarinhos comendo piolhos no lombo das vacas, viu os quero-queros voando e fazendo alarido em um lado pra não descobrirem que o ninho estava para outro. Viu preás caminhando pelas estradinhas do campo. Viu perdizes andando no chão e voando subitamente num voo curto ao pereceberem a aproximação de alguém.
E então o meu primo comentou com ele:
- Este equipamento é tão fantástico que traz a pessoa pra pertinho da gente.
Amigomeu arregalou os olhos, pegou o binóculo e focou la longe, na beira do ruo Jaguarão do Meio, perto da ponte que divide os limites de Seival com Hulha Negra. Ali estava o irmão mais velho dele, pescando. Com voz em tom normal, Amigomeu falou pro irmão:
- Getúlio. Vem pras 'casa', que a mãe tá te chamando pra almoçar.
quarta-feira, 19 de agosto de 2020
O LADO BOM E O LADO MAU DA PANDEMIA DA COVID-19
FATOS NEGATIVOS
1. AS MORTES. É o detalhe mais forte e lamentável, mais cruel da pandemia. As vítimas mais atingidas são os idosos e as pessoas enfraquecidas por outros tipos de enfermidades. Em agosto, o Brasil superou a marca de 510 mil mortos.
2. O FECHAMENTO de empresas, que levam a demissões e ao aumento no número de desempregados, criando um efeito cascata, porque o comércio deixa de vender, em alguns casos é obrigado a fechar e corre risco de não ter dinheiro para pagar dívidas e despesas, entre elas os salários dos funcionários, ainda que, por determinação legal, pudessem reduzir salários temporariamente e encurtar jornadas. Em alguns caso, empresas adiantaram horários para não ter que pagar adicional noturno.
3. AULAS presenciais interrompidas.
Algumas instituições conseguem utilizar o tele-ensino, mas grande parte dos alunos não tem estrutura para ter aulas a distância. O prejuízo para os alunos com praticamente um ano sem aulas é incalculável.
4. FECHAMENTO de creches e maternais, deixaram pais sem opção para o cuidado dos filhos para poderem trabalhar. Sem as escolas, filhos ficam em casa, alguns na companhia dos idosos, as vítimas mais delicadas para o vírus. Além dos riscos de contaminação, as crianças ficam angustiadas, sem poderem, em alguns casos se movimentar e tomar sol, cuja vitamina D é necessária para a saúde.
FATOS POSITIVOS
1. Recuperação do meio ambiente. Com a orientação para as pessoas ficarem em casa e a determinação para a interrupção de indústrias, a circulação de veículos em grandes centros urbanos, caiu, principalmente nos primeiros meses, evitando a liberação de gás carbônico na atmosfera. Com isso, foram detectados índices altos de recuperação da camada de ozônio, que protege os seres humanos dos raios ultravioleta emitidos pelo Sol.
2. HIGIENE. Com a quarentena, pelo menos no primeiro mês, as cidades ficaram mais limpas, especialmente Porto Alegre. É que grande parte dos habitualmente relaxados que jogavam lixo nas ruas passaram a fazê-lo no cesto de suas próprias casas. As cidades paasaram a ter um ar mais limpo, mais respirável sem os gases dos motores de carros e das chaminés das indústrias. E até agradável devido à quantidade de álcool gel e sabão por todo canto.
As medidas higiênicas de proteção ao vírus deverão tornar-se úteis mesmo após a eliminação do coronavírus. Antes o simples ato de lavar as mãos com sabão ao chegar da rua não era sequer um hábito, permitindo a vírus e bactérias se transmitirem com facilidade. Já a máscara não era sequer utilizada em aglomerações nem mesmo por quem estava gripado ou com tosse, contaminado, sabendo ou não, por tuberculose.
sábado, 15 de agosto de 2020
SOBRE OS LIVROS DOS MEUS AMIGOS ESCRITORES II
No final do mês passado, pouco depois do Dia do Escritor, dia 27, fiz homenagens, aqui no blog e no Facebook, aos meus amigos dos quais mantenho pelo menos uma obra em minha estante. Por uma falha, acabei deixando de fora três livros, simplesmente pelo fato de que não disponho mais da obra física: um emprestei e os outros dois doei. Como esses livros permanecem na estante do meu coração e da minha memória, especialmente dois dos quais fiz parte, é justo que eu corrija esta falha.
HILTOR MOMBACH
O escritor produziu esse livro para relatar o que sentiu e o que fez para combater essa doença grave com a qual passou a conviver desde 1991. Mais do que um relato de história pessoal, é um auxílio efetivo para quem tem essa doença ou sofre ao vê-la em familiares. Com a orientação científica dos psiquiatras José Facundo de Oliveira Correia e Gildo Katz, faz um retrato da síndrome e dos seus efeitos e ajuda outras pessoas a obter o alívio que ele conseguiu. É um orgulho ser colega de um escritor com essa qualidade de escrita e, principalmente, de caráter. Depois de ler com muita atenção, doei o livro para um colega, cuja esposa estava enfrentando problemas emocionais relacionados com o assunto relatado.
Hiltor Mombach nasceu em Erechim, no Planalto Médio em 17 de junho ds 1953. Formou-se em jornalismo na PUCRS em 1979. Trabalhou na rádio Difusora de Garibaldi aos 15 anos como apresentador de um programa musical. Quando veio para Porto Alegre, atuou na Folha da Tarde e, depois, como repórter esportivo, no Correio do Povo. Depois que o Correio reabriu após dois anos fechado, Hiltor voltou para o jornal, no qual está até hoje como colunista de Esporte, mantendo um blog sobre o tema do futebol.
Hiltor recebeu inúmeras e merecidas homenages. Neste ano, é o patrono da feira do Livro de Garibaldi, marcada para o período de 20 a 24 de outubro.
LUCIANO KLöCKNER
O Anedotário Do Rádio do Rio Grande do Sul - 90 anos de História.
A primeira coisa que se tem a dizer sobre o autor é que é um apaixonado por rádio, assim como vários amigos dele, mas muito mais. A outra é a generosidade e o caráter, não tão fartos assim na categoria. Luciano foi generoso ao me convidar para participar da obra, toda ela criada pelo gênio agregador e criativo dele. Para ilustrar o trabalho, convidou o cartunista Santiago, um dos mais espetaculares deste Estado e do país. Também participaram Alice Bragança e o editor Flavio Ledur. Repetindo sobre generosidade, Luciano determinou que uma parte das vendas do livro fosse doada para a instituição "Pequena Casa da Criança, na Vila Maria da Conceição, próximo de onde reside dwsde os quatro anos de idade.
Luciano nasceu em Porto Alegre e gosta de dizer que é de Estrela, aqui mesmo no Estado onde, na verdade, passou quase todas as férias de infância. Fez Jornalismo, Mestrado e Doutorado na Famecos. Trabalhou na Folha da Tarde, na rádio Difusora (hoje Bandeirantes, na rádio Gaúcha e na revista A Granja, entre outros. É doutor em Comunicação Social com pós-doutorado no Instituto de Estudos Jornalísticos da Faculdade de Letras de Coimbra, Portugal. Teve larga experiência como professor titular de jornalismo na PUC, Unisinos e ESPN. É autor do livro "O Repórter Esso - A síntese radiofônica mundial que fez história, que conta as fases do noticioso de maior credibilidade nos anos 1940, 1950 e 1960 do rádio brasileiro, incluindo DVD com imagens e áudios originais.
Luciano é pai de Jakarina (desculpa, Karina, a piada está no livro, não resisti) e Gisele. É avô de quatro netos: Theo, Pedro, Lara (Maria Clara, essa é outra história que gera risos na família dele) e do Davi.
Realizou também outro sonho e, em 2015, editou um livro infantil intitulado Pedroca Nariz de Piooca, com ilustrações também de Santiago.
Mais do que um ex-colega, um grande amigo.
OS DEZMIOLADOS
é uma produção da Farol Editora Três, coordenada pelo jornalista Auber Lopes dos Santos e sua sócia Vanessa Correa. O livro reúne textos de dez autores com enfoques particilares e especiais sem nenhuma linha editorial conectada. Os autores, grande parte com participação nos dois volumes anteriores são os seguintes:
Caco Belmonte
Flávio Dutra
Jorge Hugo Souza Gomes
Luciano Riques
Mateus Silva
Paulo Leônidas
Plínio Nunes
Ricardo Azeredo
Vitor Hugo Castro Pereira
e Wilson Rosa.
Aproveito a oportunidade para divulgar o livro mais recente do meu amigo e ex-colega dos tempos do Diário Gaúcho, Eduardo Rodrigues. NNegras Melodias, volume Ii, publicado pela editora Capítulo I.
EDUARDO RODRIGUES
Quem, como eu havia lido muito pouco sobre a história do jazz, ler o lívro do meu ex-colega dos tempos do Diário Gaúcho foi uma bênção. Apaixonadu por jazz, Eduardo fez um belo trabalho e reuniu outros especialistas nesse gênero musical, todos ex-colegas dos tempos de RBS. A começar por Paulo Moreira, que se encarregou da apresentação do livro, a chamada orelha, e Márcio Pinheiro, autor de biografias de Renato Borghetti e de Aiton dos Anjos, o Patineti. O livro foi editado pela Editora Capitulo, com a participação de outros dois escolegas, Cláudia Coutinho na coordenação editorial e Diego Figueira na preparação de texto e revisão.
Natural de General Câmara (RS), Eduardo Rodrigues é autor também de "Sem Bossa Não Há Quem Possa! Cassino dos operários, uma história, punlicado aqui em post anterior.
terça-feira, 11 de agosto de 2020
DICAS SOLTAS DE CRASE
Para identificar se uma expressão é caso de crase ou não é só se dar conta que tem artigo feminino diante do país ou da cidade que permite a contração com a preposição homônima que significa para. Se dizemos a Inglaterra, então é caso de crase. Vou à Inglaterra, ou para a Inglaterra. Já no caso de Roma, vou a Roma.
Mas atente: se for à Roma dos Césares, aí existe um artigo feminino definido a, que determina a contração.
É o caso de "Fui à Tacuarembó dos meus avós" há artigo definido, com elipse da palavra feminina cidade.
Outra dica igualmente importante: para ocorrer caso de crase, é preciso que o verbo anterior seja transitivo indireto, ou seja, necessite de preposição. Alguns exemplos. Amo a Bahia. Vou à Bahia. A enfermeira assistiu à cirurgia. (Atuou nos trabalhos.) A enfermeira assistiu à cirurgia da mãe do lado de fora da sala de CTI. O patrão atendeu a funcionária e falou com ela sobre aumento. (Concordou em ouvi-la.) O patrão atendeu à reivindicação da funcionária. (Atendeu ao pedido dela.) O gerente visou o cheque do cliente. O gerente visava à promoção que o banco oferecia aos seus empregados.(ou visava àquela promoção) O show encerrou as transmissões do programa. O show encerrou-se pontualmente às 23h. A casa incendiou-se às 14h15min. O toco do cigarro aceso incendiou a casa. O fogo queimou até a garagem.(Inclusive à garagem. O fogo foi queimando da porta da frente até a entrada da garagem. (O limite foi a entrada da garagem.)
terça-feira, 28 de julho de 2020
MEUS AMIGOS ESCRITORES E SUAS OBRAS QUE ME FAZEM COMPANHIA
Por isso, é sermpre uma dávida quando recebo um exemplar, principalmente qando o livro vem acompanhado do autógrafo do autor. Apresento aqui os exemplares escritos por amigos que estão na minha estante com dezenas de outros.
Angélica Rizzi - Jornalista, cantora, escritora e poeta, Angélica é natural de Estrela (RS). Amiga virtual de quem já revisei vários livros, é autora de Todos os Amigos de Clarice, um livro dedicado ao público infantil.
Antonio Goulart - Colega na Caldas Júnior e em Zero Hora, Antônio nasceu no distrito de Pinheiro Grosso, interior de Vacaria em 1 de julho de 1935. Anotações de um Leitor Curioso - Editora Movimento / Porto Alegre, foi editado em 2019.
Ari Riboldi - Natural de Serafina Corrêa/RS, Ari é técnico em assuntos educacionais e professor de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira. É professor concursado da prefeitura de Porto Alegre. Amigo virtual. O Bode Expiatório - Origem de palavras , expressões e ditados populares com nomes de animais Editora AGE / Porto Alegre, 2009, está na minha agenda juntamente com o volume 2.
Carlos Urbim - Nascido em Santana do Livramento em 4 de fevereiro de 1948 e falecido em 13 de feveveiro de 2015. Colega na Folha da Manhã e em Zero Hora. Formou-se em Jornalismo na Ufrgs. Entre outras funções, foi diretor da Rádio da Universidade. Os Farrapos, Zero Hora Editora Jornalística, foi lançado em 2005, com edição do meu ex-colega Pedro Haase.
Cássio Gomes Lopes- Conterrâneo de Bagé e amigo virtual, Cássio é historiador. Foi um dos fundadores Núcleo de Pesquisas Histórias de Candiota. Mistérios da Noite - Causos de Assombrações, Editora Palotti, Santa Maria RS, 2014. É autor também de A Rainha da Fronteira - Fragmentos da história de Bagé, com a participação de Edgard Lopes Lucas. E também Batendo Tição, Causos de Gaúchadas estão em meu acervo.
Darci Demétrio - Ex-colega da Caldas Júnior e de Zero Hora, com atuação nas editorias de Polícia. Com apresentação de Luis Fernando Verissimo, Não Quebre a Cara, Introdução à Prática do Jornalismo, foi publicado pela Editora Vozes em outubro de 1990, além de funcionar como um manual de jornalismo, é um retrato de como funcionava um jornal, no caso Zero Hora. Jornalista pratico-licenciado, Darci Demétrio da Silva começou sua carreira em 1958, no semanário Alvorada, de Caxias do Sul, sua terra natal. Trabalhou em agências publicitárias gaúchas e cariocas na década de 60. Ganhou Prêmio Esso Regional com a reportagem o Homem Errado, publicada em Zero Hora em 1976 e também o Prêmio Direitos Humanos do Movimento de Justiça e Direitos Humanos.
Eduardo Bueno, o Peninha. Ex-colega de Zero Hora. Jornalista, historiador, escritor e tradutor. A Viagem do Descobrimento - Um outro olhar sobre a expedição de Cabral editora Objetiva, 2006. Bom Humor e criatividade ao contar a história do Brasil. Peninha trabalhou nos principais jornais e TV brasileiros. Os dois primeiros livros da coleção "Terra Brasilis, a Viagem do Descobrimento" e "Náufragos, Traficantes e Degradados", ganharam a menção de altamente recomendadável e o prêmio de melhor informativo da Fundacão Nacional do Livro Infantojuvenil . A Viagem do Descobrimento ganhou prêmio Jabuti em 1999.
Eduardo Guimarães - Ex-colega da Faculdade de Jornalismo da Ufrgs, escreveu Histórias de uma Guerra Absurda, pela editora Libretos, em 2000. Dramas reais sobre uma realidade local e nacional que não muda.
Eduardo Rodrigues - Ex-colega do Diário Gaúcho. Natural de General Câmara, Eduardo escreveu sobre o cassino de oficiais da sua cidade. Sem Bossa Não Há quem Possa! Cassino dos Operários, uma história, foi editado pela Martins Livreiro, editora, e tive a honra de revisá-lo. Eduardo começou como repórter da jornal NH, do Grupo Sinos, de Novo Hamburgo. Trabalhou em assessorias de imprensa do governo do Estado e da prefeitura da Capital. Foi repórter do Correio do Povo entre 1999 e 2000 e integrou a redação do Diário Gaúcho.
Erika Hanssen - Nascida em Porto Alegre, Erika trabalhou na Folha da Tarde e em Zero Hora e em ambos os veículos foi colega do autor do blog. Atuou em outros órgãos de comunicação e é formada pela PUCRS. Em 1992, ganhou o Prêmio Esso Regional de Jornalismo. Um Pouco de Mim foi publicado pela Ideograf Gráfica e Editora.
Flávio Dutra - Ex-colega de Zero Hora, Flávio Dutra participou da livro Os Dez Miolados-3, sob a coordenação de Auber Lopes de Almeida e com a participaçao do autor deste blog e mais oito integrantes. Dutra é autor, também, de Quando eu fiz 69, editado pela Farol3 Editores.
Léo Iolovitch - Amigo virtual que impressionou com a publicação no Facebook de textos que incluíam uma música para cada tema. Léo publicou o Descendo da Nuvem, pela Paixão Editores, em 2015. Advogado, trabalha na empresa Brossard, Iolovicht Advogados.
Luiz Coronel - Poeta consagrado e conterrâneo de Bagé, Luiz Coronel é colega no Correio do Povo onde escreve suas poesias no Caderno de Sábado semanalmente. Seu livro de poema Os Retirantes do Sul tem inspiração no clássico Vida e Morte Severina, do pernambucano João Cabral de Melo Neto e dá uma versão dos retirantes gaúchos.
Luiz Osvaldo Leite - O vínculo do autor deste blog com Luiz Ovaldo foi o Curso de Jornalismo Aplicado realizado pela RBS em 1990, do qual o professor Luiz Osvaldo foi um dos organizadores juntamente com a saudosa jornalista Eunice Jacques. Se fosse relatado aqui todas experiências do professor, não haveria espaço nem tempo suficiente. Destaco apenas a sua presenca como ocupante da cadeira 33 da Associação Rio Grandense de Letras e a atuação como presidente da Ospa, além de uma centena de livros. Octogésima Advenius -Chegando aos Oitenta foi editado em 2012 pela Entrementes Editorial.
Mauro Castro - Escritor, taxista, músico, desenhista, natural de Porto Alegre. Ex-colega de Diário Gaúcho do autor do blog, que fez a revisão de um de seus quatro livros, Taxitramas-Diário de Um Taxista - Volume2. No DG, Mauro tinha uma coluna semanal também intitulada Taxitramas. Sua obra já foi transformada em curta-metragem. Guardo também os volumes 3 e 4. Mauro está terminando de editar Taxitramas Volume 5, com histórias incríveis sobre o mundo dos passageiros de táxi, algumas engraçadas, outras tristes, todas exttremamente criativas.
Míriam Gusmão - Jornalista e ex-colega da Fabico (Faculdade de Comunicação da Ufrgs) natural de Santana do Livramento. Coração Cosmopolita foi lancado em 1990 com o apoio da prefeitura de Livramento
Nadiane Momo - Conterrânea de Bagé, Nadiane é jornalista especializada em Gestão de Pessoas e Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação. Seival: Passado & Memórias é um livro-reportagem sobre a história do 3º Distrito de Candiota-RS, que já pertenceu ao município de Bagé. Conterrânea de Bagé, Nadiane é jornalista especializada em Gestão de Pessoas e Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação.
Osório Santana Figueiredo - O autor deste blog conheceu Osório Figueiredo há alguns anos quando visitou São Gabriel, cidade em que o escritor nasceu, em 7 de fevereiro de 1926 na localidade de Passo do Ivo. Osório mostrou o local onde está o marco em homenagem a outro gabrielense, Plácido de Castro, herói do Acre. Sesquicentenário 'Caserna dos Bravos- 150 anos de história foi editado em 1996 pela Editora Palotti. Militar reformado, Osório Figueiredo era também historiador, pesquisador e escritor. Faleceu aos 91 anos, no dia 6 de agosto de 2017 na cidade onde nasceu.
Paulo Mendes nasceu em Cacequi em 24/12/1962 e se criou em Júlio de Castilhos. Formado em Jornalismo na UFSM, é mestre em letras pela Ufrgs. Paulo Ricardo Cunha Mendes é editor de Geral e capista-substituto do Correio do Povo e assina coluna dominical "Campereada" , no Caderno Rural, desde 2009. Campereadas - O Bolicheiro Nunca Morre, Editora Meridional Ltda, é um livro de crônicas que relembram a infância do autor em Júlio de Castilhos, que ele trata carinhosamente por Vila Rica, o primeiro nome do município.
Pedro Ernesto de Nardin - Nascido em Porto Alegre em 6 de fevereiro de 1950, é narrador esportivo e apresentador do programa Sala de Redação na Gaúcha. Seu início de carreira foi na Rádio Farroupilha, também pertencente à RBS. Tornou-se narrador em 1995, na Gaúcha, com a aposentadoria de Armindo Antônio Ranzolin. Antes, em 1984, ajudou a fundar a Rádio Sucesso. 10 Copas "É Demais!!! foi lançado em 2017.
Sérgio Cortes - Alquimia da Palavra - Antologia de Contos, Oficina de Criação Literária Literária - 1992 - Porto Alegre, coordenado por Sérgio Cortes, ex-colega da Rádio Gaúcha. Participaram desse livro Emílio Roberto Armani, Eliana Gudes Müssich, Paulo Henrique Pires Souto, Vera Regina Otero, Marinez Gozzer Crug, Faustino Machado, Amilcar Bettega Barbosa, Ane Carine Rocio, Maria de Lourdes Ferraz, Alexandre Mesquita e Alessandra Lopes Damian.
RBS Publicações - Os melhores contos para não deixar a vida esfriar. Esse livro, patrocinado pela Nescafé, conta com uma série de minicontos interessantes. As ilustrações foram feitas pelo colega de Diário Gaúcho Ricardo Machado, design gráfico de Clô Barcellos, a edição de Pedro Haas, e revisão do autor deste blog.
Renato Dornelles. Ex-colega na Rádio Gaúcha, Zero Hora e Diário Gaúcho, Renato Dornelles, que saiu recentemente da RBS, é um consagrado jornalista pelo seu conhecimento, especialmente sobre notícias de Carnaval e fatos policiais. Com esse tema, escreveu o livro Presídio Central, que virou filme, dirigido por ele em coprodução e codireção com Tatiana Sager. Dornelles e Tatiana criaram a editora Falange Produções, com a qual lançaram A Cor da Esperança, que tem como palco histórias da periferia de Porto Alegre, cidade natal do autor.
Tibério Vargas Ramos - Ex colega na Caldas Júnior e em Zero Hora, onde desempenhou tarefas de repórter e editor de noticias policiais. Atuou também como professor na PUC. Natural de Alegrete, Tibério lançou em 2012, pela AGE Editora, Acrobacias no Crepusculo.
sábado, 25 de julho de 2020
FURO DE REPORTAGEM TROCADILHADA!!!!!!!
Inconformado por não ser aceito por 70 por cento da população e cansado do apoio bovino dos trouxas, Jair Bolsonaro decidiu conversar com os animais ditos irracionais e fazer poesias para eles. Como o casal presidencial teve que devolver o vira-latas que Michelle pegou na rua, Jair foi ao jardim do Palácio da Alvorada para conversar com as emas. Ficou feliz que elas não enterraram a cabeça no chão, mas também não foram receptivas. Ficaram tão chateadas com ele que até resolveram bicá-lo, ou picá-lo como informou uma parte da imprensa. Diante disso, Bolsonaro não desanimou e apelou para a poesia. Quando a ave o atacou, ele respondeu, com gestos teatrais, copiando Nero, com uma caixinha no lugar da lira:
- Pô, ema.
quinta-feira, 23 de julho de 2020
MANTRAS DE UM BOM REVISOR
Ditado chinês
Quando você aponta um erro a um homem sábio, se ele não for arrogante, ele fica ainda mais sábio e você ganha um amigo. Quando você aponta um erro para um ignorante, se ele não for humilde, seguirá sendo o que é e você ganha um inimigo.
Quanto mais olhadas melhor
Mais de um revisor para um texto não é desperdício de energias nem retrabalho, é um esforço em busca da perfeição. Cada revisor tem uma carga de experiências de vida e de profissão. O que um não capta, outro pode detectar. E vice-versa. A pluralidade só não pode atrapalhar o o andamento do baixamento.
O revisor e o goleiro
Um bom revisor é como um bom goleiro. Com a diferença que o público acompanha as boas atuações do jogador e só toma conhecimento dos equivocos cometidos pelo revisor. O bom goleiro ajuda a impedir gols, e, em alguns casos a fazer gols no adversário. Veja aqui neste blog o texto O Revisor e o Goleiro.
quinta-feira, 16 de julho de 2020
REFLEXÃO SOBRE A ARTE DA REVISÃO
Autor esperto e orgulhoso é o que contrata dois bons revisores: um para tirar seus erros e o outro para frustrá-lo caso encontre tudo certo e mostrar com quem está lidando. Se o segundo pegar algum equívoco, se aproveitará para se vingar do primeiro e dar-lhe nos dedos, alegando que ninguém é perfeito.
















