quarta-feira, 21 de novembro de 2018

CURIOSIDADE DA LÍNGUA PORTUGUESA II



                                       








  Giroflex ou giroflash?


Há um grande número de pessoas que não relê o que escreve e muitas vezes usa termos errados para tentar se comunicar. E seus erros acabam sendo repetidos ao ponto de transformar o sentido de certas palavras. De tanto as pessoas escreverem e repetirem termos errados, certos intelectuais, notadamente dicionaristas, registram como aceitáveis termos que literalmente significam outra coisa do que os autores querem dizer. Os adeptos do politicamente incorreto alegam que a língua é dinâmica, que o fato de um grande número de pessoas usarem uma determinada expressão já é suficiente para dicionárizá-las e entendê-las não como erro, mas como uma expressão da maioria.
      Há vários exemplo disso, mas hoje me peguei pensando na palavra giroflex que li em um texto que se referia à descrição de uma cena que envolvia uma viatura policial. Para mim, a frase indicava que um veículo da polícia transportava sobre o capô, uma cadeira daquelas que rodam 360 graus, como pescoço de coruja. Para mim, o aparelho que roda lançando fachos de luz é giroflash, o popular "Kojak". Está certo que não defendo o uso do termo girofacho, para evitar o inglês, mas giroflex também não.

domingo, 18 de novembro de 2018

CURIOSIDADE DA LÍNGUA PORTUGUESA

Quem se incomoda com a dificuldade de acertar acentos deve ficar feliz ao aprender a escrever em latim, que não apresenta esses sinais gráficos. Ou em inglês, que só tem acentos (salvo imprecisão minha) em palavras originadas de outras línguas, especialmente o francês, que exagera nesses sinais. Na língua francesa, há palavras com até cinco acentos, como hétérogénéité
Em Português, em geral as palavras não têm mais do que um sinal gráfico e inúmeras sem nenhum, após a reforma ortográfica de 2008, que tirou acentos diferenciais como em pára, do verbo parar, que distinguia de para (preposição). Considerei isso, em minha modesta opinião, um erro lamentável. Também não tem mais acento, entre outros, voo e abençoo, veem e leem.
   O que me levou a esta postagem foi a curiosidade ao notar que  ímã e bênção têm dois sinais gráficos na mesma palavra. Não tive tempo para pesquisar minuciosamente, mas não são muitos os vocábulos que têm mais de um sinal gráfico. Uma rápida olhada ao Google me relembrou a existência de sótão, órgão, órgão e acórdão. Na verdade, til não é acento, mas um segundo sinal gráfico na palavra. Ímã  (objeto que provoca um campo magnético à sua volta) tem acento porque é uma palavra paroxítona terminada em ã, ãs. Mas também serve como diferencial da palavra imã (pregador de culto islâmico, aquele que quia). Bênção também é paroxítona e terminada em ão e ãos. Já benção, sem acento, não significa nada, embora o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) tenha registrado sem acento. Bênção tem origem religiosa e significa ação de benzer, de abençoar, de invocar a graça divina sobre. Antigamente, ao reencontrar ou se despedir dos pais, os filhos beijavam as mãos deles e pediam a bênção.
   Não descobri até agora nenhuma palavra em português com mais de um acento. Antes da reforma, quando ainda existia o trema, havia mais palavras com dois sinais gráficos.

PREMIO ARI DE JORNALISMO - ÚLTIMA SEMANA PARA INSCRIÇÕES

As inscrições para o Prêmio ARI/Banrisul de Jornalismo estão chegando ao fim. Os interessados em concorrer na distinção devem ficar atentos ao prazo de cadastro de trabalhos, o qual se encerrará às 18h do próximo dia 20, terça-feira. Neste ano, o reconhecimento chega à sua 60ª edição com novo regulamento, apresentando oito categorias. Outra novidade é que, neste ano, a premiação está sob a coordenação do jornalista Paulo Eduardo Barbosa dos Santos, conselheiro da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), a qual promove o reconhecimento.

Com as mudanças no regulamento, a distinção passa a ser dividida nas categorias Reportagem Impressa, Reportagem em Áudio, Reportagem em Vídeo, Reportagem Multimídia, Arte, Fotojornalismo, Charge e Crônica. Conta, ainda, com o quesito Jornalismo Universitário, incluído na premiação em 2015. O Prêmio ARI/Banrisul de Jornalismo destinará aos primeiros e segundos lugares de cada categoria troféu em bronze (confeccionado pelo artista plástico Waldomiro Motta), valor em dinheiro e diploma. Haverá, ainda, em todas as categorias, Menção Honrosa para os cinco finalistas de cada área.

Paulo Eduardo é jornalista e publicitário, formado pela Ufrgs e pós-graduado na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo. É diretor da empresa Direta, Comunicação, Pesquisa e Marketing e foi diretor da TVE. É conselheiro da entidade há mais de duas décadas e está há três anos no Conselho Municipal do Desporto. Mais informações podem ser consultadas pelo site www.premioaridejornalismo.com.br.

domingo, 4 de novembro de 2018

sábado, 3 de novembro de 2018

REFLEXÃO POLÍTICA E SOCIOECONÕMICA


Algo não vai bem em um lugar onde há um grande mercado para farmácias e advogados...

...e também para fabricantes de tornozeleiras e de armamentos, de grades, de alarmes, de câmeras de circuito interno, de empresas particulares de segurança, de seguradoras, de funerárias...

domingo, 21 de outubro de 2018

OSVALDO MONTENEGRO ME PEDIU PRA FAZER LISTAS

A Lista, de Osvaldo Montenegro
(Com algumas modificaçõezinhas)...



Faça uma lista de grandes amigos,
quem você mais via, quatro anos atrás.
1) Quantos ainda interagem contigo, todo dia,
2) quantos você já não encontra mais?

Faça uma lista dos sonhos que tinha
3) quantos você desistiu de sonhar?
4) Seu candidato ganhou ou perdeu?
5) Como é que achas que o país vai ficar?

6) Onde você ainda se reconhece
na foto antiga ou no Face de agora?
7) O país está do jeito que achou que estaria?
8) quantos amigos você jogou fora?

9) Quantos mistérios que você sondava
quantos você conseguiu entender?
10)Quantos segredos que você guardava
hoje são bobos... ninguém quer saber.

11)Quantas mentiras você condenava?
12) Quantas você teve que cometer?
13) Quantos defeitos sanados com o tempo
eram o melhor que havia em você?


14) Quantas canções que você não cantava
hoje assobia pra sobreviver?
15)Quantas pessoas que você amava
hoje acredita que amam você?




Faça uma lista de grandes amigos,
quem você mais via quatro anos atrás.
Quantas você ainda vê todo dia.
Quantas você já não encontra mais?
Quantos segredos que você guaradava,
hoje são bobos, ninguém quer saber.
Quantas pessoas que você amava
hoje, acredita, que amam você.



Respostas

1) Interagir ou ver todo dia é força de expressão. Quase todos os grandes amigos, continuam em contato comigo.

2) Alguns infelizmente morreram. Um desfez a amizade por um motivo besta, porque eu sou amigo de um inimigo dele. Não deletei ninguém. Alguns que eram amigos no Facebook me deletaram e não são mais, mas não sei dizer quantos eram nem quem. É que certamente não eram meus amigos.

3) Não se deve desistir de nenhum sonho. Se tivesse desistido de alguns não os teria tornado realidade. Um sonho que pode depender de nós mesmos nunca pode ser abandonado. Quando depende dos outros, nada é impossível. Às vezes, a realização vem do nada, da ajuda de quem você conhece ou de quem você nunca viu. Mas admito que tenho poucas esperanças de que se realize um sonho antigo de ver o país com um povo feliz, sem tanta disparidade social, sem tanto preconceito. Há alguns anos, achei que tinham encontrado o caminho para a paz com os pobres tendo alguma consideração e respeito. Mas, alianças com corruptos e egoístas colocaram tudo a perder. Tenho um sonho que espero concretizar no ano que vem: a edição do meu livro "Tira-Teima de Quatro Questões Ortográficas: Crase, Vírgula, Hífen e os Porquês". Ah. E ver o Guarany de Bagê na primeira divisão principal do Campeonato Gaúcho.

4) Para presidente, votei contra o que venceu. No RS, votei contra o que perdeu nem tanto a favor do que ganhou. Mais uma vez um governador gaúcho não se reelegeu. Agora é esperar pra ver.

5) Infelizmente vejo tempos terríveis pela frente para o país. No Estado, tenho apenas esperanças, que não teria se o governador tivesse se reelegido.

6) O quadro é o mesmo de quatro anos atrás. 

7) Não, não está. E não acredito que ficará, pelo menos nos próximos quatro anos.
8) Não joguei nenhum amigo fora. 

9) Um dos mistérios que não consigo entender é o voto de certas pessoas. Imagine um servidor não receber salário em dia, ouvir deboche do governador e depois votar para tentar elegê-lo a um novo mandato.

10) Muitos dos meus segredos são bobos. Se ninguém quer saber, então nem vale a pena revelá-los. 

11) Uma das mentiras que eu condenava e sigo condenando são essas promessas de candidatos. A cada eleição parece que irão resolver os problemas do país e do estado. 
12) Todo mundo mente. Alguns despreocupadamente. Outros compulsoriamente. Alguns inocentemente. Outros maldosamente. Cometi muitas mentiras mas nenhuma que tenha prejudicado quem quer que seja.

13) Por sorte, sanei muitos defeitos com o tempo. E eles não eram absolutamente o que eu tinha de melhor.

14) As canções que eu não cantava seguem fora da minha mente. Hoje canto muitas canções que eu já cantava. Canto no banheiro, na rua, a toda hora. Uma das que vivo cantando é essa, a Lista, do Osvaldo Montenegro. E também Tocando em Frente do Almir Sater e Renato Teixeira. E  assobio algumas porque não lembro da letra. 

15) Todas as pessoas que eu amava, acredito que sigam me amando.













sexta-feira, 21 de setembro de 2018

A VIOLÊNCIA CONTINUA...

         Na quarta-feira, uma viatura da Brigada Militar passou vagarosamente pela minha rua, no Bairro Medianeira, cena que se repete muito poucas vezes. Fiquei contente. E, em seguida me dei conta. Estamos a poucos dias da nova eleição. Natural que queiram mostrar algum serviço em uma cidade tão atingida por roubos e mortes. Não me impressiono com polícia ostensiva. Não há como colocar uma viatura o tempo todo em cada esquina. E nem isso impediria a continuidade dos assaltos. O que seria necessário mesmo seria retirar de circulação os assaltantes, homicidas e traficantes. Mas o que se vê são bandidos sendo presos ao mesmo tempo em que outros são soltos das prisões e populam pelas ruas.
          Hoje, quinta-feira, eu lembrei-me do quanto estou certo. Eu caminhava com minha neta pela minha rua em direção à padaria por volta de 11h30min, quando notei algo estranho uma quadra depois de termos saído de casa. Um homem fazia outro levantar a camisa, ao lado de um automóvel. Achei que estavam brincando e seguimos andando. Em segundos, ouvi gritos e um som de tiro bem perto de nós. Dei-me conta de que era um assalto e fiquei sem saber o que fazer. Temi que fosse algum vizinho rechaçando o ataque e não tive tempo para uma reação, com medo de alguma bala perdida. O assaltante, jovem, alto, razoavelmente bem vestido passou correndo por nós. Não cheguei a ver a arma, mas um vizinho, por quem ele passou após dobrar a esquina, viu o bandido esconder um revólver dentro da calça. Ele cruzou as avenidas Gastão Mazseron e Carlos Barbosa em direção a uma vila existente nas proximidades, onde são frequentes tiroteios à noite.
          Não cheguei ficar impressionado desta vez. Meu coração não disparou como em outubro de 2016, quando fui assaltado a 200 metros desse mesmo local. Mesmo assim, fiquei preocupado. Poderia ter sido atingido por um tiro. Enquanto isso, vejo e ouço na televisão os candidatos a presidente, governador e deputado federal e senador, prometerem, com a maior cara de pau, que irão resolver o problema da violência.


terça-feira, 18 de setembro de 2018

SOBRE REVISÃO DE TEXTOS

Leitores semianalfabetos não fazem muita questão de que os jornais contem com revisores. É que eles se divertem, faz bem ao próprio ego, quando deparam com alguma distração ou erro de digitação. Porém, não têm capacidade para detectar os equívocos mais profundos.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

AMOR Á PRIMEIRA VISTA

Amor à primeira vista é quando o cérebro faz reconhecimento visual através dos olhos e envia para uma pasta através de uma janela para arquivar em um cantinho do coração. A informação vai se juntar a várias outras que a ela serão anexadas em uma vida futura.

domingo, 26 de agosto de 2018

DAS MEMÓRIAS PLINIANAS

Ao remexer meus guardados, peguei uma agenda de papel de 2007 e, ao folhá-la, deparei com uma página, na qual eu deixara um pequenino texto. Em uma certa noite alta, de céu risonho (não sei por que as estrelas riam), eu achei graça no comentário feito por um ouvinte do programa Sem Fronteiras, da Rádio Gaúcha, apresentado brilhantemente pelo saudoso Glênio Reis. A conversa, naquela noite, era sobre um posicionamento do então papa Bento XVI, sobre casamento. Um ouvinte saiu-se com essa:
"O papa condena o segundo casamento porque é solteiro. Fosse casado, seria contra também o primeiro."

sábado, 18 de agosto de 2018

UMA HISTÓRIA FICTÍCIA EM HOMENAGEM AO MEU AMIGO MAURO CASTRO, TAXISTA E ESCRITOR

Quatro horas da tarde, e meu amigo taxista já estava recolhendo o carro. Há dias em que quase nada dá certo. Naquele dia, tudo deu errado. Começou de manhã com aquela escassez de passageiros. A fila de táxis se entendia por toda a quadra, no ponto da Saldanha Marinho, no Menino Deus. Não fazia frio, não chovia, o sol iluminava a cidade e a temperatura era amena, ótima para passear, mas parecia que ninguém quis sair de casa.
 O taxista saiu da fila pra ver se pegava alguma corrida pela rua. Em dua esquinas, viu possíveis passageiros parados, um deles com uma mala ao lado. Deu sinal de luz, pensou em buzinar, mas desistiu ao ver que mexiam no celular.
 Nas poucas corridas que pegou, nada que valesse a pena. Trajetos curtos, um bêbado vomitou no banco e até um calote levou quando um passageiro  engravatado desceu diante de uma galeria no Centro, pediu que o esperasse porque iria buscar a namorada. Deve ter saído pelo outro acesso da galeria já que não retornou. Nem a namorada. Além de perder dinheiro, perdeu tempo esperando o malandro.
  O que o levou a interromper o dia de trabalho foi o que aconteceu no Bairro Medianeira. Ele trafegava por uma rua nas proximidades do Estádio Olímpico quando ouviu uma mulher e duas crianças gritando "Táxi, Táxi". Imediatamente parou carro e respirou aliviado, achando que aquela zica do dia havia acabado. Mas a mulher e as crianças passaram por ele e continuaram correndo, gritando, "Táxi, Táxi". Foi então que ele percebeu as três tentavam pegar o cachorrinho que aproveitara o portão esquecido aberto e fugira.  Irritado, não conteve o palavrão: "Que merda! Não tinham outro nome pra botar no cachorro?

quarta-feira, 25 de julho de 2018

REFLEXÃO ANTROPOLÓGICA URBANA

A existência de papéis amassados dentro dos bolsos e das bolsas é um indicativo de pessoas urbanas com nível de conscientização de que não se deve jogar lixo fora das cestas. A ausência desses papéis não indicam uma falta de consciência, é claro, mas a presença é sinal de preocupação em não jogar lixo pelo chão, pelas ruas, em qualquer lugar.
 fora das cestas.

REFLEXÃO SOBRE A JUSTIÇA

A Justiça é cega, surda e muda. Quem criou essa frase, em um passado distante, quis dizer que os magistrados não devem julgar pelo que ouvem, leem ou veem. Não podem ser seduzidos pelas calandras, pelos oradores brilhantes, pelos escritores talentosos. Tem que se aterem aos autos e se preocuparem em contar com depoimentos verossímeis, relatos de fatos concretos e decidir pela sua própria convicção diante das coincidências e das contradições.  Qualquer dúvida, antes da decisão deve ser dirimida com a devolução dos autos para novas investigações.
      Juízes não podem ficar cegados pela ideologia ou o o apego irrestrito a partidos e a políticos. Não podem fazer de conta de que não ouvem o que os autos gritam, não pode se calar diante das tentativas dos que querem fazer prosperar a injustiça. Todo juiz deve saber a hora em que deve se declarar impedido de julgar quando partes envolvidas são de suas relações de amizade ou parentesco. 

  
 

domingo, 22 de julho de 2018

TROCADILHANDO ALÉM MAR



Após obter informações, um oftalmologista leitor do escritor português
Júlio Dinis não sabia se dilatava ou delatava as Pupilas do Senhor Reitor.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

LOCALIZADOS 33 MENORES DESAPARECIDOS EM PORTO ALEGRE DURANTE OPERAÇÃO REGRESSO

O Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca) realizou, esta sexta-feira, em vários bairros de Porto Alegre, a Operação Regresso, que localizou, até o final da tarde, 33 menores, entre crianças e adolescentes. A ação foi desenvolvida para marcar o Dia Internacional da Criança Desaparecida. A data é uma referência ao menino Etan Patz, de seis anos, que sumiu no dia 25 de maio de 1979, logo após ter saído da escola em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Até hoje, o menino nunca mais foi encontrado.
 Conforme a Polícia Civil, em 2016 desapareceram 394 crianças com até 12 anos no país. Desse total, 251 foram encontradas. Em 2017, foram 384 casos, com 239 localizações. Em relação aos adolescentes, com idades entre 13 e 17 anos, o número de desaparecidos em 2016 atingiu 5.059 com 3.744 encontrados. Em 2017, foram 4.546 jovens desaparecidos,  com 3.702 sendo localizados.
    Conforme a diretora do Deca, delegada Adriana da Costa, o número de desaparecimentos de adolescentes atinge cerca de 90 por cento das ocorrências registradas. A policial explica que os motivos para os sumiços são variados, com destaques para o envolvimento com namorados, tráfico de drogas, exploração sexual e desentendimento familiar.


Com Correio do Povo e sites da Internet
   

CHARGE SEM DESENHO

Além do revólver, o assaltante carrega uma mangueirinha e um galão de cinco litros. Ao apontar a arma para a vítima, vai logo avisando, aos gritos:
- Não quero o teu dinheiro, não quero o celular, nem o carro. Vai logo me passando a chave do tanque.

domingo, 22 de abril de 2018

MAIS UMA HiSTÓRIA DE UMA DAS IRMÃS DO AMIGOMEU

Dos cinco irmãos do Amigomeu, três morreram de forma trágica: Getúlio, o mais velho, disparou um tiro contra o próprio coração, da mesma forma que seu tocaio famoso; Momô, registrado como Deuseamor, foi assassinado por um marido traído sem sequer ter conhecido a mulher do corno; e Deudeci, coitadinha, foi vítima de sua extrema magreza.
Já comentei aqui no blog os detalhes das mortes de Getúlio e Momô. Também já falei aqui sobre as desventuras de Deudeci que, por ter sido muito magra, passou a vida inteira sofrendo "bullying", principalmente na infância, quando ouvia apelidos, como Fininha, Pau de virar-tripa, Palito, Jerivá e Vara de Pescar. 
   Por ser magra demais, no mês de outono, quando costuma ventar muito, ela precisava carregar duas pedras de meio quilo na bolsa para poder ir ao armazém. Ou passear. Em 2016, morreu de forma trágica como o clássico do cinema "E O Vento Levou". Durante aquele ciclone que atingiu Porto Alegre, ela estava a cem metros de sua casa, na Estrada dos Alpes, no bairro Alto Teresópolis, e foi carregada pelos ares pela ventania até o bairro Praia de Belas, onde se estatelou contra a parede do sexto andar. Na verdade, foi um andar acima, mas mudei aqui porque iriam dizer que 7 é conta de mentiroso.
O caixão no qual Deudeci foi sepultada era muito estreito, tinha uma alça só, como caixa de violino. A lápide não permitia sequer escrever o nome inteiro. Ficou deu de si, em uma coluna. O coveiro disse que não dava para colocar o esquife na horizontal. O deu de ci lembrou a origem do nome dela, como já contei. O pai dela, seu Waldemar, uma vez foi ao Cabaré da Picucha, lá em Seival, e ouviu prostitutas conversando em outra peça. Elas comentavam sobre o falatório a respeito de uma moça de família rica que havia transado com quase todos os rapazes da vila. Isso em uma época em que isso não era comum. Uma das putas defendeu a garota.
- Se ela deu de si, foi bem dado e ninguém tem nada xô isso. Seu Waldemar ficou com aquilo na cabeça.
   Mais tarde, ao registrar a criança, a quarta na ordem dos filhos, seu Waldemar não tinha um nome escolhido, e não se sabe por que cargas d'água, disse que a menina se chamaria Deudeci. O escrivão colocou o nome com C para atender às regras da ortografia. 

quinta-feira, 19 de abril de 2018

O TEMPO, O VENTO E O PAGAMENTO

Se o tempo fosse um barquinho
daqueles de vela ao vento,
minhas bochechas estariam roxas
de tanto eu soprar o Tempo 
pro dia do pagamento.

terça-feira, 27 de março de 2018

REFLEXÕES ECONÔMICAS

               Se o tempo fosse um barquinho, 
               daqueles de vela ao vento,
               minhas bochechas estariam roxas
               de tanto eu soprar o tempo
               pro dia do pagamento.

                     

domingo, 11 de março de 2018