sábado, 27 de outubro de 2012

MISTÉRIO COMPLETA UM ANO

Cristiane está sumida desde o dia 27 de outubro
O mistério do desaparecimento de Cristiane Oliveira de Oliveira, 32 anos, está completando um ano hoje. Uma das coisas que não consigo entender é o fato de uma pessoa sumir assim, de repente, evaporar, e a polícia não conseguir descobrir o que aconteceu. Isso em pleno século XXI, quando há equipamentos impressionantemente capazes de ajudar a descobrir como fatos acontecem. Eu não preciso procurar muito para saber qual é a causa, mas isso eu acho que todo mundo sabe. A polícia já tem equipamentos modernos, mas ainda age como se estivesse no século XVIII.
 
     Cristiane sumiu no dia 27 de outubro do ano passado. Moradora do bairro Restinga, estava afastada havia seis meses, por licença-saúde, do seu emprego de funcionária de uma farmácia, por conta de uma tendinite no pulso direito. Ela foi vista pela última vez logo após ter deixado a filha Gabriela, então com sete anos, à uma da tarde, no colégio, e seguido, de bicicleta, para ver como estavam as obras de sua casa no bairro Lageado, também na Zona Sul da Capital.
    Após registrar o desaparecimento de Cristiane, a família passou a procurar pelas ruas buscando alguma informação que permita descobrir o que aconteceu com ela. Os familiares alugaram até um helicóptero, que sobrevoou o local onde ela foi vista pela última vez, mas nenhum resultado foi obtido.
Um pedreiro que trabalha nas obras da nova casa, disse à família que Cristiane esteve no local, deu banho no cachorro e saiu dizendo que iria buscar a filha no colégio.
     Cristiane não foi mais localizada. Conforme a família, ela vestia uma camiseta branca, calça legging preta e boné de cor laranja. A bicicleta branca e azul que ela utilizava também não foi encontrada. Angustiados, os familiares dela - pais e sete irmãos - fizeram buscas nos hospitais da cidade e região e colocaram cartazes com a foto dela para tentar localizá-la. Policiais da 16ªDP e da Delegacia de Homicídios e Desaparecidos começaram a investigar o caso.
O marido de Cristiane, Rodrigo Veloso Freitas, 30 anos, disse que ela não tinha qualquer problema, que pudesse levar a um desaparecimento voluntário:
- Ela não bebia e não fumava. A gente não brigava, só as brigas normais de casal, nada alarmante – comentou Rodrigo, acrescentando que tudo estava pronto para a mudança e que o casal e a filha passariam o Natal na nova casa.

Qualquer informação para ajudar a localizar Cristiane ou descobrir o que houve com ela poderá ser dada para o órgão policial mais próximo.
* Com informações do Diário Gaúcho

domingo, 21 de outubro de 2012

PEDREIRO SE ENFORCA DEPOIS DE OUVIR BRINCADEIRA NO RÁDIO

Infelizmente, a maioria dos comentaristas ou comentadores de rádio, televisão ou jornal não tem consciência sobre quem está do outro lado, ouvindo, vendo ou lendo. Tivessem essa noção exata, não cometeriam barbaridades que se ouvem, veem e leem diariamente. Um exemplo disso me veio ao conhecimento nesta semana, em uma conversa ocasional com um vizinho. O relato que vou fazer é verídico, pelo que depreendi. Aconteceu em Porto Alegre. Não darei nomes dos envolvidos porque, hoje em dia, no final de tudo, mesmo com provas, quem erra se acha no direito de processar quem o critica. E, para mim, mais importantes são os fatos. Uma parte envolvida naturalmente é identificada por quem costuma ouvir rádio.
 Contou-me o vizinho que há três meses um pedreiro conhecido dele suicidou-se, por enforcamento, um dia depois de ter ouvido, em um programa radiofônico de grande audiência, algo que o chocou.  Com a palavra, o vizinho:
     “Esse meu amigo pedreiro andava com problemas de relacionamento conjugal. Trabalhava bastante, tinha um emprego fixo e fazia bicos nos fins de semana. Mas andava em constante atrito com a esposa. Enquanto ele estava no trabalho, a mulher costumava levar o filho pequeno a uma pracinha para brincar. Foi lá que ela conheceu outra mulher, que é lésbica. Essa mulher começou a botar coisas na cabeça da outra, sugerindo separação. O pedreiro suspeitou que as duas tivessem o caso. Tanto eu como esse meu amigo costumávamos ouvir com frequência a mesma rádio, que tem um programa sobre futebol na hora do almoço. Pois um dia, os participantes do programa abordaram o caso de um jogador de futebol que estava sendo traído pela mulher, que se apaixonou por um colega dele. Conversa vai, conversa vem, piada vai, piada vem, até que um deles disse o que, com certeza atingiu em cheio o meu amigo:
- Ser traído é coisa normal. Ser traído pelo colega de profissão é brabo. Mas o pior de tudo é perder a mulher para outra mulher. Aí, o cara tem que se suicidar. Todos riram muito, o autor da frase achou-se o cara mais criativo e inteligente do mundo. Tenho certeza absoluta de que ele estava ouvindo o programa naquele dia. Não perdia um.
 No dia seguinte, o pedreiro ficou com aquilo retumbando dentro da cabeça. Quando ele chegou em casa do trabalho, a mulher mais uma vez reclamou dele, eles se desentenderam, e ela ameaçou ir embora. No dia seguinte, um sábado, ele ligou para a irmã e avisou que não aguentava mais, que ia se enforcar. A irmã correu para a casa dele, mas, quando o encontrou, ele já estava pendurado.”
  Com certeza, nenhum dos integrantes desse programa conhece essa história, nem alguma outra semelhante que tenha acontecido. Se tivessem tomado conhecimento, certamente teriam argumentos para dizer que essa morte não teve nada a ver com eles. Eles precisariam disso para pôr a cabeça no travesseiro e dormir tranquilamente. Mas a vida é como ela é, como já dizia o dramaturgo Nelson Rodrigues. E alguns comunicadores são como são. Infelizmente. É triste. Muito triste.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

SE A LENDA É MAIS INTERESSANTE QUE O FATO, PUBLIQUE-SE A LENDA

Mario Quintana disse uma vez que um erro em bronze é um erro eterno. Concordo e acho também que um erro em livro ou jornal não só é eterno como também multiplicador. É o que me vem à mente ao ler, hoje, em uma excelente matéria de Zero Hora sobre a Guerra dos Farrapos, um erro histórico. Como muitos outros historiadores, a reportagem diz que João Nunes da Silva Tavares, o Joca Tavares, teve seu batismo de fogo aos 17 anos no Combate de Seival. Na verdade, ele já estava com 20 anos completos.
  Detectei esse erro há alguns anos, quando visitei o túmulo da família Silva Tavares, em Bagé. Lá estava escrito que Joca Tavares nasceu em 24 de maio de 1816 e não em 1818 como os historiadores têm registrado. Achei que poderia ser um erro de lápide, afinal isso também acontece. Como naquela época não havia google, conferi, então, na Biblioteca Pública do Estado, o livro Homens Ilustres do Rio Grande do Sul, de autoria do jornalista Aquiles Porto Alegre. Ao explicar seu trabalho, Aquiles revelou que mandou cartas para parentes dos "homens ilustres", recebeu resposta de alguns e fez o livro. Então deduzo que algum familiar deu uma bola nas costas do jornalista ou ele próprio se atrapalhou e grafou errado o ano de nascimento de Joca Tavares como sendo 1818.
Ao reeditar esse livro, Sérgio da Costa Franco manteve o erro, mas colocou num rodapé, avisando que Walter Spalding tinha uma outra data para o nascimento de Joca, exatamente 1816. Há alguns anos, comentei esse fato com historiadores, mas não me deram bola. Não sou formado em História, nem tenho doutorado ou mestrado, ou qualquer outro título que valha mais do que um simples bacharelado de jornalismo.
  Muitos escritores, ao recontar a história da Guerra dos Farrapos, insistem no fato de que Joca tinha 17 anos em 1836. Se fizermos as contas, em setembro de 1836, ele já tinha 20 anos completos. Acredito que historiadores ufanistas acharam mais bonito dizer que o jovem teve seu batismo de fogo aos 17 anos. Outros autores referem a data certa da morte de Joca Tavares como sendo em 1806 e registram que ele morreu com 90 anos. Só não se preocuparam em fazer as contas. Como no famoso filme A Morte do Facínora, sobre a história do Velho Oeste, "se a lenda é mais interessante do que o fato, publique-se a lenda". E dane-se a verdade.

domingo, 19 de agosto de 2012

GRAVATAI E SEU CONCURSO POESIA NO ONIBUS

                                                               Acrescentado em 9/9/2012

Quem gosta de ler e fazer poesias tem, em vários municípios do Estado, a chance de ver suas obras expostas para um grande público: os passageiros de ônibus. Entre as cidades que contam com esse veículo, estão Porto Alegre, que também expõe no trem metropolitano, e Gravataí. Este último município entregou, na semana passada, os certificados aos vencedores da 9ª edição do Concurso Poema no Ônibus. As obras já foram afixadas nos vidros dos coletivos que integram a rota municipal. Realizado pela Fundação Municipal de Arte e Cultura (Fundarc) em conjunto com a empresa de ônibus Sogil, o concurso contou com 173 obras inscritas, das quais 16 foram escolhidas.
    Os poemas foram avaliados por uma comissão formada pelo doutor em letras Marlon de Almeida, o professor e escritor Caio Ritter e o editor e escritor Christian Davi. Realizada na Praça Borges de Medeiros, no Centro de Gravataí, a cerimônia contou contou com a presença de três autores que participam do evento, de representantes da Sogil, e de outras autoridades, entre elas o prefeito Acimar Silva. 
Prefeito Acimar com Teresa /Foto: Bruna de Bem - Secom/PMG
A professora de língua portuguesa e literatura Teresa Azambuya, 29 anos, foi a única representante de Gravataí vencedora do concurso. Ela já foi premiada em outras duas edições, além de ter recebido prêmios em Porto Alegre e ganhado concursos estudantis.Teresa escreve desde 2003, possui um livro de poesias publicado e participou de três obras com contos coletivos. O Poemas no Ônibus será o tema de sua pós-graduação.
 
OS POEMAS
 
Ilustração: Shelly Tenjou - Secom/PMG

Bola Fora
Dominava a redonda
Com maestria.
Chutava, driblava, corria,
Era um craque.
Falsos amigos, abraços fingidos,
E a carreira, por fim, vazia.
Derrotado pelo crack.


Carlos Bruni Fernandes
Ilustração: Shelly Tenjou - Secom/PMG
Noite doentia
No copo transparente
onde derrete o gelo da poesia
surge o líquido poema que alucina
a mente embriagada do poeta!
A mesa que sustenta o copo,
ampara as mãos de calejadas rimas,
voam no papel soluços versos
na dança entorpecida da grafia!
No bar o silêncio anuncia
o amanhecer de um estranho dia,
já não há mesa, nem copo, nem poesia,
só escombros de uma noite doentia!
Eugênio Carlos da Luz Backes

Ilustração: Shelly Tenjou - Secom/PMG
Obstação
Tu estavas desesperada,
Só, na fila do corredor.
Sem querer quase nada,
Te ofereci o meu amor.
Esse amor virou loucura,
Enquanto a viagem durou.
No fim veio a desventura:
Tu – ainda só – continuou.
Hoje estás arrependida,
Na fila e só, crias bolor.
É assim mesmo querida,
Já embarcou outro amor.
Não tranque a fila da vida,
Dá um passinho por favor.
Juarez Cesar Fontana Miranda

Ilustração: Shelly Tenjou - Secom/PMG
  Descortínios

A cortina esconde a tarde,
o sol se põe em tristeza,
abraçam seus raios a colina,
mas não vislumbro o rubor do ocaso.
A cortina oculta o mundo,
a via láctea viaja no espaço,
pilota a lua a nave,
mas não vislumbra a luz das estrelas.
A cortina esconde você,
as roupas se espalham no quarto,
dançam fantasmas no escuro,
mas não vislumbro a cinza das horas.


Roque Aloisio Weschenfelder

Ilustração: Shelly Tenjou - Secom/PMG

Cadeira de balanço

Anos depois, retorno à casa em pleno outono...
Pelo muro que esconde a construção ao lado,
escapa a dúbia luz de um luar magoado
e ilumina o ambiente em meio ao abandono...
Tentado, abro o portão. O gesto há muito adiado
verdece as minhas mãos de musgo e opõe-se ao sono
de um gatarrão que foge inquieto. Então espiono,
na varanda em silêncio, objetos do passado.
Num canto, entregue ao tempo, um móvel me detém...
A cadeira, onde outrora, o balançar que o diga,
quanta alegria encheu-me a vida um certo alguém...
A cadeira tremula e a pronto se renova...
Ora o balanço leva uma lembrança antiga...
Ora o balanço traz uma saudade nova...

Reginaldo Costa de Albuquerque

Ilustração: Shelly Tenjou - Secom/PMG
Cochicho

Ela veio caminhando
toda acanhada
querendo me contar as boas novas
Aproximou-se de mim
com as mãos fechadas
diante do rosto
assim, como se trouxesse
só pra me mostrar
ao abrir dos dedos
um vagalume

Rodrigo Domit

 
Ilustração: Shelly Tenjou - Secom/PMG
Antroposofia
Com fome de estrela
Comi um pedaço do céu
E meu dia não amanheceu

Rosana Banharoli


Ilustração: Shelly Tenjou - Secom/PMG
Viagem
O trem é cobra,
Esgueira-se pela natureza
(verde ou cinza).
O ônibus é linha
Da costura da cidade
(cinza ou verde).
O trem é pássaro:
Leva filhotes no bico.
O ônibus é botão:
Une dois pontos distantes.
Ambos são colo de infância,
Embalando os sonhos:
Uma trégua na vida.
Simone Alves Pedersen
 
Ilustração: Shelly Tenjou - Secom/PMG
                                                Natureza Viva

Da árvore, admiro as raízes fincadas na terra fértil.
Quero ser forte como o caule que suporta adversidades.
Venero os galhos que acolhem ninhos.
Invejo a sombra confortável
e os frutos que guardam a semente.
Quando chega o outono,
saúdo as folhas que enfeitam o chão,
húmus vegetal, começo de árvore em outra estação.

Solange Firmino de Souza
 



Ilustração: Shelly Tenjou - Secom/PMG


Risco
Será um risco?
Será rabisco?
Ou só um cisco na minha escrita?
Só sei que o traço
Desse meu passo
Segue tangente ao meu compasso.
 
Tatiana Alves Soares Caldas

Ilustração: Shelly Tenjou - Secom/PMG


 
Tra(d)ição
As musas entoam seu canto arcano
E, tão ardilosas, aedos inspiram.
Em seu voo cego, num baile insano,
Poderes e feitos heroicos transpiram.
São como Medeia, cruéis e ferozes,
São como Jasão face ao velocino.
Seu canto-memória traz dores atrozes
E a todos enleva, estranho fascínio.
E tecem castigos em teias e tramas
Celebram banquete veneno memória
Buscando o saber das esferas profanas
Que cortam, destecem, mas fazem a História.

Tatiana Alves Soares Caldas
  



Ilustração: Shelly Tenjou - Secom/PMG
 
Não inverta

Num dia lotado
Quero um ônibus bonito
De itinerário infinito
E verso pra todo lado.

Teresa Azambuya

 
 Grotesco

pincelei as cores do céu
o tom das flores
a nuvem escura
o vento azul
e o mar ondulado
espuma nas ondas
tão fortes, redondas
que sinto a vertigem
rodopiar em mim
uma louca grita impropérios
e um bêbado dorme na calçada
eles não precisam
pincelar a vida

Roque Aloisio Weschenfelder
 
Arqueologia




Quando o hoje era infância
construía prédios de papel
Edificações que copiava dos livros de geografia,
as preferidas eram alemãs e japonesas
(nesse tempo
ainda não media o tamanho das guerras)
Cresceu
Até agora não entende
por que o tempo mancha as costas das mãos
como faz com essas antigas casas de cartolina

Sérgio Bernardo

 
Noite adentro

Os latidos
a buzina, ao longe
o salto alto no andar de cima
o ressonar da criança no quarto contíguo

Um espirro
Duas lembranças
Três portões se fechando
Meia música cantarolada
E meus ouvidos, insones,
 tão cheios de vizinhança...
Teresa Azambuya 
 
 
 
A AUTORA DOS DESENHOS

Shellen L. Pinto nasceu em Porto Alegre, em 1º de julho de 1985. Estudou no Colégio Dom Feliciano, de Gravataí desde a pré-escola até o ensino médio, mas já na infância descobriu que gostava de ilustrar e criar histórias. Atualmente trabalha como desenhista na Secretaria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Gravataí e faz faculdade de Produção Multimídia na Faculdade SENAC/RS.
 
Poemas e ilustrações foram publicados originalmente no site www.gravatai.rs.gov.br





















 


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

INSTALADO SEGUNDO SEMÁFORO SONORO EM GRAVATAÍ

Assessora Patrícia testou primeira sinaleira na Borges de Medeiros 
 
  Gravataí conta, a partir desta quinta-feira (16), com a segunda sinaleira dotada da tecnologia de acessibilidade para pessoas com deficiência visual. A instalação do equipamento ocorreu na Avenida Dorival Cândido Luz de Oliveira, na Parada 67, na esquina com a Avenida dos Estados. O semáforo conta com uma botoeira, que deverá ser apertada e emite um sinal sonoro para que a pessoa possa atravessar a rua com segurança. A instalação da tecnologia é possível graças a uma permuta referente a área do Distrito Industrial, realizada entre a prefeitura e empresa Digicon.
     A assessora de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência (APPPD), Patrícia Lisboa, esteve no local, na manhã desta quinta-feira, acompanhada dos secretários de Trânsito e Transporte (SMTT), Rafael Evaldt, e de Captação de Recursos (SMCR), Artêmio Airoldi. “Uma demonstração explicativa será realizada durante a Semana da Pessoa com Deficiência, no próximo dia 22, na Praça Borges de Medeiros”, explicou Patrícia. Segundo a assessora, a botoeira sonora proporciona maior autonomia a pessoas com deficiência, idosos e a toda população de Gravataí.
    Segundo o titular da SMTT, Rafael Evaldt, a terceira sinaleira com sinal sonoro será instalada na próxima semana. “Graças a esta troca com a Digicon, conseguimos levar a tecnologia para a Avenida José Loureiro da Silva e iremos instalar mais uma botoeira no Parque dos Anjos. Os locais com grande circulação de pessoas foram os primeiros a receber a tecnologia, que garante um direito a todas as pessoas”, destacou.

Vídeo demonstrativo
Após a instalação da primeira botoeira com sinal sonoro, Patrícia Lisboa gravou um vídeo explicativo sobre o funcionamento da sinaleira localizada na Avenida José Loureiro da Silva, próximo à Prefeitura Municipal.

O vídeo, contendo áudio e descrição, pode ser acessado pelos links abaixo:
Facebook:
http://www.facebook.com/prefeitura.degravatai

YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=0wHeBd9v3_o&feature=g-upl
Secretaria Municipal de Trânsito Transporte

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

SINALEIRAS SONORAS ESTÃO SENDO INSTALADAS EM GRAVATAÍ

Rafael (E) e Artêmio acompanharam Patrícia durante o teste do semáforo sonoro (Foto Nataniel Corrêa - SMG))
     Deficientes visuais de Gravataí estão recebendo um sistema de sinaleira muito interessante. O equipamento emite um som para alertar os cegos para o momento certo de atravessar a rua. O sistema já está sendo testado na Avenida José Loureiro da Silva, esquina com Rua Adolfo Inácio Barcellos, nas proximidades do prédio da prefeitura municipal. A sinaleira é dotada de uma botoeira para ser acionada pelos deficientes visuais. A medida que a pessoa vai atravessando a rua, a sinaleira vai aumentando o som para indicar que o sinal vai mudar em seguida.
  Na manhã desta sexta-feira, após a instalação do novo sistema, a assessora da Associação de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência (APPPD), Patrícia Lisboa Rosa, testou o equipamento, acompanhada dos secretários municipais de Trânsito e Transporte, Rafael Evaldt e de Captação e Recursos, Artêmio Airoldi.
- É muito gratificante poder atender esta antiga reivindicação da comunidade - comentou, emocionada, a secretária Patrícia, ela própria uma deficiente visual.
 Com conhecimento de causa, ela afirmou que o sinal sonoro garante autonomia e independência para o deficiente visual. Conforme a assessora, a viabilização da sinaleira só foi possível graças ao empenho do governo municipal e a união da APPPD, secretarias de Trânsito e Transporte e Captação de Recursos.
 Os locais que receberão os semáforos foram definidos através de audiências públicas promovidas pela APPPD. Os próximos pontos que receberão sinaleiras sonoras serão a Avenida Dorival Cândido de Oliveira, na altura da Parada 67 e o Parque dos Anjos, trechos com alto fluxo de pedestres. A empresa Digicon é a responsável pelo investimento para a instalação da tecnologia.
Segundo o titular da SMTT, Rafael Evaldt, a sinaleira da Avenida José Loureiro da Silva funcionará como um laboratório.

 - Iremos analisar aqui alguns pontos que poderão ser modificados nos próximos locais. Detalhes como o período que o semáforo permanece aberto deverão ser acertados, conforme a necessidade de deficientes visuais - explicou Rafael.
 Uma demonstração do funcionamento da sinaleira será realizada pela equipe da Digicon durante a Semana da Pessoa com Deficiência, no dia 22, na Praça Borges de Medeiros. 

Publicação original no site www.gravatai.rs.gov.br

terça-feira, 31 de julho de 2012

BRINCANDO COM OS VELHOS DITADOS

 Minha mãe, Ítala, costumava repetir: Brincando, brincando, se vai dizendo verdades.

 * Os cães ladram, e a caravana passa. Nos tempos de hoje e acho que sempre foi assim: Os cães latem, e a caravana de ladrões passa com drogas, contrabando, armas e dinheiro sujo.
* O diabo não é sábio por ser diabo, mas por ser velho." Na verdade, o sábio não é sábio por ser velho, mas por ser curioso, procurar sem bem informado e pensar livremente sem se deixar levar por ideias pré-concebidas. Conheço muito velho burro e muito jovem inteligente e também muito jovem desatualizado e muito velho acompanhando a evolução e até estando à frente do seu próprio tempo.
* Diga-me com quem andas e te direi quem és (Diga-me o que você curte, posta e compartilha no Facebook e te direi quem és.)
* Quem com ferro fere com ferro será ferido. (Quem com ferro fere vai  incurso no artigo 129 (lesões corporais) do Código Penal.
* Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. (Mas dá um baita excesso na conta da companhia de saneamento no fim do mês.)
* Águas passadas não movem moinhos. (Mas não ficam amarrotadas (autoria do inesquecível chargista Ronaldo Wastermann)
* Cabeça vazia, oficina do diabo. (Cabeça com drogas, parque de diversões dele.)
* Uma andorinha só não faz verão. (Então ela faz inverno, outono e primavera?)
* Mais vale um pássaro na mão do que dez voando. (Mais vale um pássaro voando livre do que dez presos em gaiolas)
* A pressa é inimiga da perfeição. (Mas pelo menos impede que advogado perca prazo)
*Devagar se vai ao longe (Mas, quando chega, a festa já acabou).
*Apressado come cru. (Se for sushi, não é por ser apressado, mas por ser japonês.  
* Boi lerdo toma água suja.(Se não for esperto para buscar outra fonte)
* Os últimos serão os primeiros. (Na próxima sessão do cinema. Ou no próximo ônibus.)
*Ri melhor quem ri por último (Por isso sempre me sento lá na fileira bem do fundo quando vou assistir a uma comédia)
*Tanto a raposa vai ao moinho que um dia perde o focinho.
(Ou come todo o estoque de farinha.)

*Quem ama o feio, bonito lhe parece. Na verdade, quem ama o feio tem um mau gosto desgraçado!
 Por fim, uma frase que não requer retoque
        Malandro é o pato que tem pé chato pra não servir no exército e dedos colados pra não pôr aliança.

sábado, 28 de julho de 2012

MISCELÂNEA QUE FLUI PELA PONTA DOS DEDOS

Reflexões na madrugada
Seria ótimo para o país que as prefeituras, governos estaduais e governo federal mantivessem, durante todo o mandato, o mesmo desempenho que apresentam em períodos pré-eleitorais. E que, após o pleito, vencendo ou perdendo, seguissem no mesmo ritmo buscando sempre manter o cuidado com as coisas públicas para garantir o bem-estar da população.

 Reflexões ao cair da cama
 Desconfio de quem nunca riu ou chorou. É que só os olhos lubrificados pelas lágrimas da alegria, da emoção e do sofrimento conseguem ver a realidade. Mas é preciso ficar atento para identificar lágrimas de crocodilo e risos de hienas.

Reflexões ao cair da cama I
 Um homem (ou mulher) que nunca muda suas opiniões diante de novas informações e circunstâncias ou é gênio (coisa raríssima) porque sempre soube e sabe tudo, ou é um idiota obscuro. Aquele que troca todas as suas ideias em busca de vantagens fúteis é também um idiota (coisa mais comum hoje em dia).

Reflexões ao cair da cama II
Com a proximidade das eleições, nunca é demais repetir: o voto é a única arma para impedir que os maus políticos façam na vida pública o que fazem na privada.

Reflexões na madrugada II
Mergulho no passado para refrescar-me do presente e me preparar para enfrentar o futuro.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

GANHADORES DO CONCURSO POEMA NOS ÕNIBUS DE GRAVATAI VÃO RECEBER OS PRÊMIOS EM 13 DE AGOSTO

     Está marcado para o próximo dia 13 de agosto a data da premiação dos ganhadores da 9ª Edição do Concurso Poema nos Ônibus promovido pela prefeitura de Gravataí. A cerimônia será realizada a partir das 15h na Praça Borges de Medeiros. O concurso contou com a participação de 173 poemas, enviados de diversas localidades do país. Dezesseis poesias foram selecionadas premiando 11 autores. Os poemas vencedores serão adesivados nos ônibus das linhas municipais, pertencentes à empresa Sogil, para serem apreciados pelos passageiros. Entre os vencedores, há apenas um participante de Gravataí. O concurso é organizado pela Fundarc (Fundação de Arte e Cultura da administração do município.
 
Confira os nomes dos 11 vencedores do concurso

* Carlos Bruni Fernandes (São Paulo/ SP);
* Eugênio Carlos da Luz Backes (Porto Alegre/ RS);
* Juarez Cesar Fontana Miranda (Porto Alegre/ RS);
* Reginaldo Costa de Albuquerque (Campo Grande/ MS);
* Rodrigo Domit (Rio de Janeiro/ RJ);
* Rosana Banharoli (Santo André/ SP);
* Sérgio Bernardo (Nova Friburgo/ RJ);
* Simone Alves Pedersen (Vinhedo – SP);
* Solange Firmino de Souza (Rio de Janeiro/ RJ);
*Tatiana Alves Soares Caldas (Rio de Janeiro/ RJ);
*Teresa Beatriz Azambuya Cibotari (Gravataí/ RS);

sábado, 21 de julho de 2012

UMA HISTÓRIA SOBRE PRESIDIÁRIOS E PASSARINHOS

O rapaz entrou na loja de venda de animais, no Mercado Público, comprou um pássaro e foi embora.  No mês seguinte, voltou e comprou outro passarinho.  Mais um mês depois, retornou à loja e comprou mais uma avezinha. Foi então que, ao puxar assunto com ele, no meio de várias outras informações, o dono do estabelecimento descobriu o que estava acontecendo. Toda vez que adquiria a ave, o rapaz levava para o seu bairro, abria a pequena caixa na qual a carregava e a libertava.
     - Já estive preso por algum tempo e sei muito bem o sofrimento de viver atrás das grades. Por isso, sempre que posso, compro um passarinho para dar-lhe a liberdade. Nem um bicho merece ficar preso – comentou o comprador para o dono da loja de pássaros.
  O dono da lojinha  ficou impressionado. O homem estava bem arrumado e não parecia ser marginal. Deve ter sido alguém que cometeu algum erro, pagou pelo que fez, cumpriu a pena e se arrependeu. E ficara com aquela marca da prisão a corroer-lhe a alma.
    O comerciante poderia ter ficado quieto. Afinal, renderia muitas outras vendas de pássaros. Mas resolveu conversar com o desconhecido. Explicou que aqueles canários que ele comprara não são nativos. Foram trazidos de outros países. Se fossem largados na natureza, certamente não demorariam mais do que três dias com vida porque estão acostumados a receber alpiste e não saberiam procurar alimento na rua. Além disso, seriam presas fáceis para gaviões ou gatos. Além disso, se ficassem vivos, iriam ser logo capturados e levados novamente para uma gaiola. Diante disso, ao largá-los, o bem intencionado ex-presidiário estava fazendo mal aos bichinhos, em vez de ajudá-los. Seria melhor que destinasse seus esforços para que outros humanos não caíssem no mesmo erro que ele e acabassem experimentando a trágica vida dentro de uma prisão.
  Depois daquele dia, até ontem, nunca mais o ex-presidiário apareceu para comprar passarinho.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

O POLÍTICO CASSADO E A COMPARAÇÃO COM CRISTO

Antigamente os homens tinham mais vergonha na cara. Flagrados em erro, no mínimo enrubesciam, sentiam-se desatinados e lamentavam o péssimo exemplo e a imagem negativa que deixavam para os filhos, esposas e demais parentes. Não raro era o caso de suicídios, especialmente nos povos orientais como os japoneses.  Hoje, em quase todos os lugares do mundo, mais especialmente no Brasil, as pessoas são descobertas em suas falcatruas e, primeiro riem alegando armação, certos de que não vão ser punidos.  Os mais poderosos até conseguem. E os que são condenados alegam que são inocentes vítimas de um grande erro.
  Poderosos acham que são Deus e que podem fazer tudo o que quiserem.  Demóstenes , o senador cassado, não acha que é Deus, mas talvez pense que é o filho Dele.  Ao alegar inocência, não hesitou em comparar-se a Jesus, lembrando que Cristo andava com Judas e no entanto ninguém o condenou por isso. Esqueceu-se o senador, que Jesus nunca ganhou presentes de Judas. Naquela época, não havia aparelhos de rádio transmissor nem contas para pagar. Jesus pedia a Judas apenas que o ajudasse na divulgação de suas mensagens pelo mundo. E foi traído. Demóstenes não foi traído por Carlos Cachoeira, o contraventor que misturava crime com política.Na verdade, ele traiu o antigo amigo, deixando toda a culpa da história naquele para quem trocava benefícios materiais por apoio político para a perpetuação do crime.
De tudo isso, resta-me a ideia: ainda não se fazem muitos homens e mulheres como futuramente (eu espero). Reconforto-me com o fato de que algum poderoso é punido, mas não canto vivas à chegada, finalmente, do fim da impunidade. Basta acompanhar a história recente da nação.  Poderosos só são punidos, e raros vão para a cadeia, quando contrariam os interesses de alguém mais poderoso do que ele.

domingo, 8 de julho de 2012

REFLEXÕES NA CAMINHADA II

                                                                                             Acrescentado em 16/9/2012

Periodicamente, é preciso parar e reavaliar a vida. Parar é força de expressão. Na verdade, o melhor é pensar durante uma caminhada. Com isso, oxigena-se o cérebro, distendem-se os músculos e se aquece o coração. Nessa reflexão, importante é analisar bem os fatos presentes, passados e projetar com inteligência o futuro. É hora de saber que o tempo cura as feridas do corpo, mas, para sarar as da alma é preciso que a própria pessoa intervenha.
     É bom colocar-se no lugar do outro, mesmo que alguns dos outros nunca façam o mesmo. E, como já li no Facebook outro dia, se eu não consigo guardar dinheiro, por que vou guardar ressentimentos?  Importante é saber que a fila anda e seguirá assim até o dia em que não estivermos mais por aqui. Então, a sugestão é: bola pra frente que atrás sempre vem gente.
    A caminhada oxigena o cérebro das pessoas inteligentes e apenas ventila o dos cabeças-ocas.

domingo, 24 de junho de 2012

LUÍSA E A FLOR DA FORTUNA

Luiza com a flor da fortuna
Há cenas inesperadas na vida da gente que nos fortalecem para que possamos enfrentar com serenidade os momentos mais difíceis. Uma dessas coisas me aconteceu na sexta-feira. Caminhávamos a Luísa e eu, com o Raphael no colo, na sexta-feira, a caminho da escola e da creche dos meus netos, quando formos surpreendidos diante de uma floricultura existente a uma quadra de casa, no Bairro Medianeira. De dentro do estabelecimento, saiu um jardineiro com um vasinho de flor na mão. Ele entregou para a Luísa e falou: Feliz aniversário, Luísa! Parabéns! 
  Todos os dias, quando ela passava na frente da floricultura, ela baixava a cabeça e não falava nada, por timidez, quando o seu Luiz brincava, perguntando se ela estava braba ou alegre. Dessa vez, ela sorriu e disse: “obrigada”. 
      Fiquei igualmente feliz com esse gesto surpreendente, iniciativa do próprio jardineiro. Lembrei-me de que normalmente damos mais destaque para as coisas negativas que acontecem nas nossas vidas e pouco ligamos para fatos tão importantes como esse. Comentamos tanto sobre atos reprováveis praticados por uma minoria da população generalizando e achamos que o mundo está perdido. Esquecemos-nos de realçar os atos meritórios dos melhores seres humanos, aquelas atitudes que são tomadas sem a intenção de receber algo em troca. E que nos dão a certeza de que um mundo melhor é possível. Aquele vasinho com a flor Kalanchoe blosfeldiana, originária da África e conhecida também como a flor da fortuna, iluminou o sorriso da minha neta, que completava sete anos, e esse gesto certamente nunca irá sair da memória dela. Nem da minha.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

RELENDO O TEMPO E O VENTO, DO GRANDE ERICO VERISSIMO


Glauco Rodrigues, aquarela sobre o papel, 1985, Acervo do Margs
     Depois que passa algum tempo, a gente nunca mais lê o mesmo livro. Mesmo tendo o mesmo título, os mesmos capítulos, as mesmas frases, as mesmas palavras, ainda assim não é aquele livro lido no passado. É que o leitor que agora folheia não é o mesmo menino ou adolescente que se impressionou daquela vez. Seus novos conhecimentos, sua vivência, fazem com que aquele livro se torne outro. Tanta coisa que pensava ser assim, agora nota que é diferente. Tantas dúvidas no texto agora se dissiparam. Ah, então era isso que o autor estava dizendo e não aquilo que entendi ou não entendi? Estou relendo O Continente, primeiro livro da trilogia O Tempo e o Vento, de Erico Verissimo, enquanto aguardo o lançamento do filme produzido, com base na obra, em Bagé, Candiota e Pelotas. Que beleza de texto, que construções de frases, que diálogos fantásticos. Que relato didático sobre a história do Rio Grande! É o mesmo livro que li, mas é também um outro. O que permanece igual é esse frenesi que não me deixa parar de ler, que me impede de fechá-lo, que me impele linha por linha para uma nova emoção. Não sinto o vento, mas sinto o tempo. De tantas descrições perfeitas, destaco a do início:

“ERA UMA NOITE FRIA DE LUA CHEIA. As estrelas cintilavam sobre a cidade de Santa Fé, que de tão quieta e deserta parecia um cemitério abandonado. Era tanto o silêncio e tão leve o ar, que se alguém aguçasse o ouvido talvez pudesse escutar o sereno na solidão.”

O  AUTOR
 Érico Lopes Veríssimo nasceu em Cruz Alta (RS) em 17 de dezembro de 1905. Aos 13 anos, teve seu interesse despertado para a leitura e, a partir dai, escrevia contos para jornais e revistas de sua cidade. Transferiu-se para Porto Alegre em 1920, estudou no Colégio Cruzeiro do Sul, mas não completou o curso. Filho de uma família rica e tradicional que sofreu um sério revés financeiro, Erico voltou para sua cidade natal, trabalhou como balconista, bancário e foi sócio de uma farmácia e deu aulas de literatura e inglês. De volta a Porto Alegre, foi contratado pela Revista do Globo para o cargo de secretário de redação. Ali conviveu com autores renomados. Publicou seu primeiro livro, Fantoches, uma coletânea de contos, em 1932 e começou a ficar famoso com o segundo livro, Clarissa, no ano seguinte.     
     Erico escreveu livros para crianças como As Aventuras do Avião Vermelho, O Ursinho que Tinha Música na Barriga e Os Três Porquinhos Pobres. Uma de suas principais obras foi Olhai os Lírios do Campo, editado em . Em 1941, viajou para os Estados Unidos em missão cultural a convite do governo norte-americano. Casado com Mafalda Volpe Veríssimo, teve os filhos Luis Fernando, que virou escritor famoso, e Clarissa, cujo nome usou como título de um dos seus livros. Morreu de infarto em 28 de novembro de 1975. A casa onde ele nasceu, em Cruz Alta, foi transformada em museu em 1969. Além das obras citadas, e do épico O Tempo e o Vento, Erico é autor de várias obras como Incidente em Antares, Caminhos Cruzados, Música ao Longe, O Senhor Embaixador, Solo de Clarineta (memórias).

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quarta-feira, 13 de junho de 2012

PARA NÃO DEIXAR PASSAR EM BRANCO O DIA DOS NAMORADOS

     Amar é não precisar pedir perdão. E pedir, se precisar. E perdoar, se for possível. Amar é não dar motivos para desconfiar. E não desconfiar sem motivos. Amar é não sair fora diante de um problema qualquer. É resolver o problema junto com a pessoa a quem se ama. Se saiu, é porque não havia amor.
     Amar não é apenas fazer sexo. Viver junto e não fazer sexo também não é amar; pode significar amizade ou desamor. Amar é respirar o mesmo ar do outro sem sufocar nem sentir-se sufocado. É sofrer a mesma dor do outro e rir das mesmas coisas engraçadas.        
     Amor não se compra, não se vende, não se força, não se conquista; o amor existe ou não existe e nada no mundo consegue mantê-lo se dois seres não são destinados um para o outro.
  Para os românticos, apresento, a seguir, uma das mais belas poesias sobre o amor. Quem conhece, gosta de recordar. Quem ainda não viu normalmente se encanta.

SONETO DA FIDELIDADE
Vinicius de Moraes
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.




sábado, 9 de junho de 2012

REFLEXÕES NA CAMINHADA

                                                                    Acrescentado em 8/7/2012
       O voto é a única arma para impedir que maus políticos façam na vida pública o que fazem na privada.

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 Quando um amigo teu elogia o teu texto pode ser sinceridade. Ou apenas bondade. Quando quatro leitores que te conhecem te elogiam, pode ser sinceridade ou um minifãclube; apenas pessoas que gostam muito de ti. Quando cinco desconhecidos entre si repetem o elogio então é porque deve ser bom mesmo.


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 Quando um conhecido teu acha ruim o que escreveste, pode ser inveja. Ou não. Quando três pessoas que se conhecem entre si fazem o mesmo, pode ser complô. Ou não. Quando cinco pessoas que não te conhecem também criticam, então não é inveja nem complô. Aí o texto é que é ruim. 
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Existem três tipos de saudade, todos causados pela separação. O primeiro, menos dolorido porque há uma perspectiva de fim. É o da viagem. O segundo, um pouco mais dolorido, mas ainda é mais facilmente suportável por poder ser substituído. É o caso de não poder mais jogar futebol, ou de um amor que no fim não era assim tão verdadeiro. A mais grave é a saudade causada pela morte, que só é amenizada pelo tempo e pela boa lembrança deixada por quem se foi.


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As larvas, como as pessoas, se transformam em borboletas ou mosquitos. A beleza é reflexo daquilo que elas preferem: umas as flores, outras o sangue.

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   H
umorismo é aquilo que faz rir todas as pessoas. Se alguém é ofendido com a piada, então não é bom humor, é escárnio, fruto de algum tipo de inveja, recalque, disputa política ou preconceito. É, no máximo, humor de gosto duvidoso, mau humor ou reflexo de mau-caratismo.

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Ele não gosta de falar sozinho. É que sempre acaba brigando com ele mesmo.

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Críticos implacáveis e muitas vezes injustos alegam que, de boas intenções, o infermo está lotado. Esquecem-se de que, de más intenções, a Terra está muito mais cheia.

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 A Preguiça e sua irmã, a Comodidade, ajudadas pela outra irmã, a Inteligência, são as responsáveis pelas mudanças no mundo. Foi graças a elas que se criou a roda, usada para mover os objetos pesados e, a partir daí, todos os progressos para permitir o menor esforço físico possível.

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A fofoca é parente da informação. A primeira usa a segunda, ajudada muitas vezes por outra amiga próxima, a mentira, para disseminar a discórdia e a maldade ao seu redor.

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 A inveja pode abalar uma pessoa insegura. Mas serve de estímulo para quem sabe o que faz e o que gosta.

terça-feira, 5 de junho de 2012

CHEGAMOS AOS 30 MIL ACESSOS

Foi com muita alegria que notei, no mostrador de acessos do Vidacuriosa, o número 30.000. Não faz muito tempo que, por um problema técnico, tive de trocar de contador de acessos (estava com pouco mais de 10 mil) e agora, após o recomeço, chegamos aos 30 mil. A única coisa que não me deixa satisfeito é o fato de não ter conhecimento sobre o que os leitores acham do material. Sei da dificuldade que é conseguir tempo para entrar em um blog e, além disso, há uma imensa concorrência com outros blogs e demais atrativos de atenção, mas teria sido interessante se deixassem, nem que fosse rapidamente, a sua impressão. Não estou em busca de elogio, mas de possíveis críticas que certamente melhorariam o nível do trabalho.
Neste ano, os amigos que deixaram mensagens podem ser contados nos dedos de uma mão e ainda sobram quatro dedos. Por isso, quero agradecer nominalmente a Aldo Jung, Gisa Nunes Umpierre, Eduardo P.L, Dalva M. Ferreira, Letras Saltitando e Nadiane S. Momo Spencer que deixaram seus importantes recados. Obrigado mesmo.

sábado, 2 de junho de 2012

A ORIGEM DA EXPRESSÃO "CAPAZ" USADA PELOS GAÚCHOS

Os habitantes do Rio Grande do Sul falam uma expressão bastante interessante.  Quando querem expressar a ideia de que não farão absolutamente algo determinado ou que não vão se chatear com algo dito pelo outro dizem: Capaz!!  Não tenho nenhuma base científica para o que vou afirmar, mas enfim!  Para mim, a origem desse termo está baseada no fato de que os brasileiros, os outros não sei, costumam encurtar as palavras. Não sei se é por praticidade, pressa ou o quê, mas expressões que começam mais compridas, tendem a serem sincopadas. Um exemplo disso é o termo bá, que o gaúcho começou a usar para dizer que ficou impressionado ou admirado e agora usa para qualquer coisa, principalmente no início de frases. Tudo começou com ‘mas que barbaridade isso”, depois ficou “mas que barbaridade’,  foi encurtando para “que barbaridade” depois, “mais bá” e por último bá, que muitos grafam,não sei por quê, bah.
Voltando ao “capaz”, acredito que alguém com muito carisma pronunciou a expressão “não há a menor capacidade de eu fazer isso (ou de que isso aconteça). Daí foi passando para “não seria capaz de fazer isso”, passando para  um tom de ironia “eu seria bem capaz de fazer isso!” e “é bem capaz que eu vou fazer isso (ou que isso aconteça)!”, chegando finalmente em “capaz!”. Isso tudo pode não ter sido exatamente como digo já que não encontrei nada, por enquanto, nos livros antigos. Convenhamos porém, que faz sentido. Ou não? Se alguém com alguma informação sobre isso puder me ajudar, eu ficarei grato. Se me criticarem, capaz que eu vou me ofender.
       Para não ficar só no Rio Grande do Sul, observo que a palavra forró, dizem, seria uma abreviação de forrobodó, que significa confusão. Também não sei se é verdade porque há uma outra variante, lenda ou não, de que a origem teria sido na estada de engenheiros britânicos em Pernambuco encarregados da construção de uma ferrovia no início do Século XX. Eles frequentavam bailes populares e observavam que os locais eram abertos para todos, “for all”. Dessa  pronúncia atrapalhada dos nordestinos, teria surgido o forró.