quinta-feira, 12 de novembro de 2020

OUVINDO SEMPRE BELCHIOR


 Ouvir Belchior é a melhor pedida para qualquer momento da vida. E a cada música, pelo menos uma frase de efeito surge. A do momento é: "Estou mais angustiado do que o goleiro na hora do gol." Isso me leva à lembrança da situação atual do país e da vida na Terra. Belchior é gênio, mas me permito divagar sobre essa frase. 

     Passando pra minha situacão atual, digo que estou preocupado, mas otimista como certos goleiros na hora do pênalti. O otimismo provém dos tantos pênaltis que já defendi na minha vida, de tantos que esbarraram na trave, de tantos chutados para fora. E, se sofrer o gol, que não seja definitivo para minha derrota final. 

     Que os apoios que o goleiro recebe e a pressão e as vaias para o chutador o levem a se perturbar e a chutar para fora, na trave ou no ponto da goleira em que eu estiver. Oremos, cada um com sua crença ou o pensamento positivo de quem não tem religião.

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

VIVER É MELHOR QUE SONHAR (BELCHIOR)

A natureza é sábia em todos os seus aspectos. O canto belo e sonoro dos pássaros é um aviso sobre a existência das flores para quem eventualmente está impedido dr sair ás ruas.

 

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

GRANDES PERDAS EM 2020



Atualizado rem  8 de novembro de 2020

HOMENAGEM AOS QUE NOS DEIXARAM NESTE ANO

     Não consegui publicar em 2 de novembro as mortes de conhecidos e de personalidades como venho fazendo. Por dificuldades de saúde, não tive tempo nem condições ideais para completar este post como eu queria. Mas não poderia deixar de publicar as passagens de ex-colegas e homenageá-los, especialmente aquela com as quais convivi. A ideia do post é infornar colegas que eventualmente não tenham tomado conhecimento dos óbtitos. Com a publicação no blog os dados vão para o Google, para que possam ser acessados em pesquisa. O motivo é impedir eventuais gafes como a de uma colega que perguntou sobre um amgo a que mão via havia algumtemo:

- Fulana, onde anda o Dedé Ferlauto? Eu gosto muito dele.

- Ele já passou para a redação lá de cima, respondeu a amiga.

- Ai, Fulana! Tu sempre espirituosa. Onde anda o Dedé?

- Faleceu já faz mais de cinco anos.

- Meu Deus. Eu, eu não sabia!


  


11 de janeiro  - Valdir Joaquim de Morais, 88 anos, goleiro. Jogou no Vasco e no Palmeiras. Criou, em 1969, a função de preparador de goleiros.

24 de janeiro - Ibsen Valls Pinheiro, político, promotor, jornalista, advogado, ex-conselheiro do Internacional, nasceu em 5 de julho de 1935, em Sâo Borja-RS. Ex-colega na Caldas Júnior e na RBS. Tinha 84 anos. Pai do jornalista Márcio Pinheiro.

Arnaldo Sacomani, produtor musical, morreu aos aos 71 anos, em Indaiatuba - SP. Tinha problemas renais.Produziu discos de Tim Maia e Elis Regina, entre outros.O último trabalho dele foi como jurado no Programa do Ratinho.



20 de abril - Renan Antunes de Oliveira, 70 anos, em Rio Vermelho, Florianópolis. Natural de Porto Alegre, foi reporter das revistas Veja e Isto É, Zero Hora . Entre suas façanhas jornalísticas, entrou na Coreia do Norte, na convenção da supremacia branca nos EUA e se acorrentou a um pilar na China. Ganhou Prêmio Esso. 

   4 de maio - Flávio Miglaccio, 85 anos, suicídio, no sítio, no Rio. Era ator, produtor, diretor e roteirista. Seu papel mais famoso foi na série de TV Shazan e Xerife e Cia, em dupla com Paulo José. Seu último papel foi o do comerciante Chalita, na série Tapas & Beijos, da Rede Globo de Televisão. 


4 de maio -
 Aldir Blanc, compositor e cantor, vítima de coronavírus. Entre as cancões, ficou famoso por compor, em parceria com João Bosco, "O Bêbado e a Eliquilibrista, sucesso na voz de Elis Regina. Nasceu em setembro de 1946 e morreu no Rio de janeiro.


     9 de maio - Little Richard, 85 anos, músico, vítima de câncer.



20 de junho - Júlio Mariani, jornalista e pintor de quadros, 79 anos. Ex-colega da Folha da Tarde (Caldas Júnior) e de Zero Hora. Aposentou-se no jornalismo em 2002 e se concentrou na pintura.Mariani foi repórter, fotógrafo, diagramador, editor e articulista. Em sua carreira, passou pelas redações de Zero Hora, Correio do Povo, Folha da Tarde,  Folha da  Manhã, Jornal do Brasil, editora Abril, rádios Difusora e Farroupilha, além das TVs Piratini e Gaúcha. Como artista, teve longa trajetória no Atelier Livre de Porto Alegre e também pela Arena, chegando a realizar a exposição 'Julio Mariani - Desenhos', composta por obras em pequenos e médios formatos, com diferentes técnicas.

O jornalista deixa dois filhos e a esposa Elisabeth Mariani.




 28 de agosto - Flávio Wornicov Portela, 55 anos, ex- colega na Gaúcha. Trabalhou na Rádio Guaíba e na comunicação di Ministério Públic.



6 de setembro- Emídio Perondi. Ex-presidente da FGF. e conselheiro do Internacional.

25 de setembro - Elaine Linhares Pereira, prima, filha de Pedro Pereira, irmão de minha vó materna, Luciana Nunes Pereira.

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4 de outubro - Zuza Homem de melo, 86 anos morre em São Paulo.


8 de outubro de 2020 -
Gilberto Verardi. Locutor, ex-colega na Rádio Guaíba e na Rádio Gaúcha, aos 75 anos, com múltipla falência nos órgãos. Estava havia dois meses internado no hospital Divina Providência, quando foi detectado Covid19.


8 de novenbro -.Cantora Vanusa Santos Flores, conhecida como Vanusa (Cruzeiro, 22 de setembro de 1947, morreu, aos 73 anos, vítima de uma doença degenerativa, em Santos..Vanusa deixou os filhos Amanda e Aretha Marcos, filhas do cantor Antônio Marcos, e Raphael Vanucci, filho de Augusto César Vanucci.

S
23 de novembro -   Fernando Vanuncci, jornalista, radialista e apresentador de esportes.

morreu aos 69 anos.



sexta-feira, 23 de outubro de 2020

RIR PARA ALIVIAR AS TENSÕES

 Nestes tempos tão bicudos, rir é mesmo o melhor remédio. Ele era puxa-saco de carteirinha do deputado. Concordava com tudo que ele fazia ou dizia. E brigava com quem o contrariasse. Quando o parlamentar morreu, caiu em lágrimas. E se encarregou do discurso de despedida. À beira do caixão, enumerou tudo o que o político fez em vida, ignorando, claro as burradas e as más decisões. Já estava cansando os familiares do morto e amigos presentes ao velório. Ao se engasgar numa proparoxítona escolhida entre os elogios, deixou cair sua dentadura sobre o caixão. Mas não perdeu a pose. E encerrou de forma dramática o seu discurso: - Vai, meu amigo! E leva contigo o meu último sorriso!

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

SOBRE SER UNIVERSAL

 Se quiseres ser universal

serás apenas um provinciano

se contares apenas histórias alheias.

Se quiseres ser universal

Como dizia o poeta Leon Tolstoi

canta a tua própria aldeia.


sábado, 17 de outubro de 2020

SOBRE PALAVRÕES

      Não acho criativo nem interessante o uso disseminado de palavrões nem os termos em inglês no meio do Português. Diz a cultura médica que a Sindrome de Tourete leva a pessoa a usar palavras de baixo calão. Mas não são todos que têm essa doença que fazem isso. E muitos dos que não a tem apresentam esse costume. Acham bonito e criativo. Atribuo à falta de vocabulário, além da influência dos outros, algo como uma moda. Não é nem uma prova de protexto nem necessidade de ser diferente já que ficam todos iguais. Somos o que lemos, ouvimos e vemos. 

      Tá, não sou santinho de nunca usar palavrões, mas tudo tem seu limite e a sua circunstância . Se o presidente atual e o seu maior opositor usam palavrões, por que seus simpatizantes seriam diferentes. Mas tudo tem seu local e sua hora. Eu mesmo tenho um grupo fechado onde todo palavrão e piada "forte" é aceitável, mas entra quem quer e quem eu aceito. Não me imagino dizendo palavrões diante do papa ou para a mãe de algum amigo, que mal conheço. Da mesma forma, no idioma, não peço que se use apenas termos antigos.

       Aceito estrangeirismo quando não houver correspondente em Português, ou quando, na tradução, fica muito feio. Assim, procuro limitar os termos em inglês no meu texto, preferindo telentrega a "delivery" e pague e leve a "take away". Mas do drive-thru não consigo escapar.

UTILIDADE PÚBLICA

 UTILIDADE 


Sempre que posso, clamo às autoridades para que solucione o caos do sistema penitenciário no país. Luto incessantemente para que o trabalho prisional seja obrigatório para todos os presos independentemente de suas condições financeiras. Mente vazia é a oficina do Diabo. E que se construam cadeias decentes em número suficiente para que autoridades judiciais não aleguem superlotação ou Covid para libertar seus presos de estimação, especialmente criminosos que voltam imediatamente aos crimes. Fazer presidiário sofrer não o melhorá em nada quando sair. Pelo contrário. E muitos nem parecem estar presos com suas livres comunicações com as quadrilhas do lado de fora, ajudados por celulares, familiares e advogados. Por falar em celulares, criminosos presos ou soltos estão clonando Whats Up adoidadamente fazendo-se passar por parentes e amigos para extorquir dinheiro. Mude a programação no whats. Vá nos 3 pontinhos verticais acima à direita, clique em "conta" e depois em "confirmação em duas etapas". Mude o PIN, mas anote em algum lugar para não se esquecer quando o whats pedir.

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

DICA SOLTA DE CRASE



"O filme esperado finalmente ganha as telas" ou "ganha às telas". Diferentemente dw outros textos da Internet, que tortura curiosos, deixando a resposta para o final, aí vai a resposta. O correto é o primeiro caso, sem crase. E agora a explicação.

Para a existência de crase é preciso haver a contração da preposição "a" (sinônimo de para), com o artigo feminino "a", no caso em tela, "a", ou com a inicial de demonstrativos começádos pela letra "a", como aquela, aquele, aquilo.

Para a crase é necessário também que o verbo seja transitivo indireto' ou seja, necessite de complemento indireto, como não é o caso do exemplo apresentado. Quem ganha, ganha o jogo,, não ao jogo.

Exemplos:

Assisti à partida (ao jogo) no estádio. Vi a vitória do meu time, o Guarany.

A enfermeira assistiu a cirurgia (auxiliou) da mãe, com profissionalismo e carinho.

O filme esperado chegou às telas (para as telas). Chegou aos cinemas nesta semana.

Com o calor e o descuido governamental, o Pantanal incendiou-se.

Os interessados em terras do governo incendeiam as florestas.



quarta-feira, 7 de outubro de 2020

AS BOAS IDEIAS DO PENINHA


O jornalista Eduardo é um pândego. Mas quem disse que pra ser bom precisa ser carrancudo, sério. Meu ex-colega de Zero Hora é um "stand up" ambulante na vida pessoal e profissional. O canal dele, Buenas Ideias, é diverdíssimo e necessário para quem quer conhecer a história do Rio Grande do Sul, do Brasil e do mundo, para além dos livros escolares. É autor de vários livros, todos com grande pesquisa e um texto leve e saboroso. Vou parar de elogiá-lo porqu ele já não é modesto, vai ficar se autoelogiando ainda mais, o sátiro. 

Veja você mesmo com seus próprios  olhos e ouvidos.

htps://youtube.be/O7DtOdI8u






domingo, 4 de outubro de 2020

DICA DE REDAÇÃO

 U m texto claro, simples, correto e sem erros ou possibilidade de mais de uma interpretação economiza o tempo de todos: dos leitores que comentam errado e têm que perguntar o que houve e do autor, que é instado a explicar o que queria dizer com o que escreveu. Bem disse Quintana, em seu poema: Quando o leitor pergunta ao autor o que ele quis dizer, um dos dois é burro. Eu acrescento: ou os dois.

sábado, 3 de outubro de 2020

DICA SOLTA DE PORTUGUÊS

     Há horas eu estava para dizer isto. Quem diz que a expressão "meio ambiente" está errada precisa pensar um pouco na função gramatical das palavras. Meio, no caso, não é advérbio, como meio tonto, meio cansado. É um termo que integra um sujeito composto.          Assim como existe meio jornalístico, meio aquático, meio artístico. Você nunca pensou em jornalismo pela metade, né? Você nunca diz o jornalístico hoje está desprestigiado, mas sim o jornalismo está desprestigiado. Assim, o ambiente precisa ser explicitado. Qual ambiente? O de uma casa, de uma empresa? O que pode ser sinônimo é o ambiente natural. Por ora, era isso.

AVOLICES ATÉ EM MOMENTOS CRÍTICOS

Lua Gabriela é uma figura. Com sete anos, me faz rir o tempo todo. Peguei ela de novo ao perguntar quem fala errado: a Mônica ou o Cebolinha?

     O Cebolinha, respondeu.

 E eu: O Cebolinha fala "elado". Quem fala "errado" é a Mônica. A Lua riu muito lembrando que já havia caído nessa. Aí a Cris, mãe dela, perguntou: 

 - Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha? 

 E a Lua:


 - O ovo. 

 - E quem botou o ovo?

 -A galinha.

 - E de onde veio a galinha? 

- Do ovo. 

- E o ovo? 

 As duas iam seguir noite adentro e então eu falei: - A galinha nasceu de um ovo com mutação colocado por uma outra ave, que não sei qual é. Foi então que a Lua se saiu com essa:

 - Pode ter sido um índio. 

Longe de ver qualquer preconceito nisso, brinquei: 


 - Faz sentido. Índio tem penas. E rimos bastante.

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

VOCÊ SABE POR QUE CHAMAVAM POBRE DE PÉ-RAPADO

Você sabe o que é um pé-rapado e qual é a origem dessa expressão?
E já viu ou ouviu falar de um frade de pedra?

 
Escrevemos e falamos sobre aquilo que ja vims ouvimos. Com as mudanças nas nosvas,vamos conhecendo ou criando novas palavras e expressões. E vamos ponde de lado antigos termos por absoluta falta de uso.

 

   Pé-rapado era chamado o integrante mais despossuído da sociedade brasileira na época colonial, império, início da República. Às vezes, o termo é pronunciado nos tempos atuais sem que saibam a origem do nome mas sim o significado: muito pobre, miserável.
 A origem do termo está ligada exatamente às desigualdades. No século 17,, as cidades e vilas não eram dotadas de calçamento. Para evitar que pessoas com os pés embarrados entrassem nas igrejas, repartições públicas e até residências, foram instaladas, na entrada, um equipamento de ferro, nos quais os que chegavam raspavam seus sapatos ou, no caso dos mais pobres, os seus pés. 
     O nome pé-rapado foi atribuído exatamente aos despossuídos, já que os ricos não utilizavam o equipamento por chegarem em carruagens. Do veículo até à porta eram  transportados em liteiras. Outros utilizavam  carroças, cavalos ou burros.
Não se sabe exatamente como e quando o termo começou a ser utilizado. Na metade do século XVII, o poeta Gregório de Matos fez um poema dedicado a uma baiana que lhe havia pedido um cruzado para mandar consertar os sapatos:

"Se tens o cruzado, Anica,
Manda tirar os sapatos,
E senão lembra-te o tempo
Que andaste de pé rapado."

                   Frade de pedra

        Esse é outro nome que já ficou esquecido.  É da mesma época do pé-rapado. Também era um equipamento instalado diante de estabelecimentos comerciais e repartições públicas mas com objetivo diferente. O equipamento em forma de cilindro, fabricado em pedra ou granito, era usado inicialmente para estacionar os cavalos. A ponta da rédea era amarrada na parte superior dos pilares. Por terem uma forma cilíndrica e parecida com um frei da ordem dos capuchinhos, aqueles padres que usavam capuzes, foram chamados de frades de pedra.
  Uma outra função dos frades de pedra era impedir a passagem de veículos. Essa utilidade foi a única que restou com a modificação da sociedade após  o desaparecimento dos cavalos das cenas urbanas. Hoje, em pedra, cimento ou de ferro, são usadas para impedir que automóveis avancem sobre as calçadas. Mas o nome, frade de pedra, desapareceu. Ficou restrito aos livros antigos e à memória de pessoas com bastante idade.



sábado, 12 de setembro de 2020

DICAS SOLTAS DE PORTUGUÊS

  Os verbos fazer e ter, no sentido de existir, de fazer tempo, são impessoais, ou seja, não vão para o plural, assim como o haver no sentido de existir. Já o verbo existir é regular e flexiona o plural normalmente. 


Exemplos para entender melhor: 

 Faz um ano que vivo aqui. Faz dois anos que vivo aqui. (É o tempo que faz não os anos.)

 Tem uma coisa que não consigo entender. Tem coisas que realmente não consigo entender. 

Há uma coisa me preocupando no momento. Há coisas que sempre me despertaram a atenção.

 Houve muitos erros no governo. 

Houveram é erro feio de Português

Havia cadáveres no mato. 

Existem mais mistérios entre o céu e a Terra do que sonha a nossa vã filosofia. (Shakespeare)

PATROCINADO PELA INSÔNIA

    Sou vidrado na origem das palavras e dos ditados. Hoje pensei em "A curiosidade matou um gato". Não consegui descobrir ainda de onde saiu esse adágio, que tenho lido e ouvido com frequência, posto que sou a segunda pessoa mais curiosa do mundo. Como não achei a origem desse ditado, inventei uma historinha para justificar outro brocardo parecido, também ficcional: "A curiosidade matou a fome de um gato". Num velho galpão, no Interior, um felino foi deixado preso, sem comida. Desesperado, pôs-se à caça pelos cantos em busca de alimento. Qualquer coisa cairia bem. Depois de muito procurar, sem nem um ratinho, ou barata ou até mesmo mosca, estômago roncando, o bichano teve a curiosidade despertada para um fio preto que se estendia de uma parte do armário. Parecia rabo de camundongo, só que mais fininho. O gato pôs-se a investigar e daí para puxar o fio foi um passo. Imediatamente a porta do armário se abriu e com o cordão preto se veio um belo queijo redondo e delicioso. E então o ditado se fez.

   Outros ditados são mais autoexplicativos e não precisam de fatos ou histórias para justificar suas existências: Quem não tem cão caça como o gato. (Sem alarido, sozinho, com paciência e perseverança) Gato escaldado tem medo até de água fria. (Experiência traumática semelhante a "macaco velho não mete a mão em cumbuca" e a "cachorro mordido por cobra tem medo até de linguiça.)


PATROCINADO PELA INSÔNIA

 Adoro trocadilhos. Não aquele de pé quebrado, incompreensível que a gente até usa nas batalhas verbais com outro amigo viciado nessa arte, o chamado trocadilho infame. Gosto do trocadilho denso, criativo, surpreendente e bem-humorado. Admiro o trocadilho que surge de repente, no decorrer de uma conversa até mesmo séria.                Quando não surge um trocadilho, para combater a abstinência eu mesmo crio um, especialmente em madrugadas de insônia. Julguem-me à vontade.

"Uma réstia de luz do sol entra por um cantinho da janela e dá à sala da casa, naquela manhã,, um ar cênico. Assemelha-se ao cenário ainda vazio de uma peça de teatro. Na parte mais alta da estante, protegido das crianças, ao lado de um livro aberto, jaz um vidrinho de veneno. É arsênico. Na vida real também está para começar uma tragédia. 


quinta-feira, 10 de setembro de 2020

ÔNIBUS NO LUGAR DE TORCEDORES

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Outro dia, em mais uma saída necessária de casa, furando a quarentena antivírus, tive minha curiosidade despertada para uma cena incomum: dezenas de ônibus da Carris estacionados no pátio do antigo estádio Olímpico. Curioso por natureza e por profissão, estranhei, porque até então não tinha lido ou ouvido nada sobre essa notícia. Antes de criticar meus colegas de profissão por não terem divulgado esse fato, fui ao Google, onde todo mundo satisfaz suas curiosidades. E então vi que o desinformado era eu. Em julho, a Rádio Gaúcha e a Zero Hora, pelo menos, já haviam noticiado sobre um acordo entre o Grêmio e a Carris para utilizar o pátio do antigo estádio para o depósito de 98 veículos retirados de circulação e substituídos por novos carros. 
      O acordo, que vale até 31 de dezembro, não envolveu dinheiro. A empresa de transporte se comprometeu a cuidar da segurança do imóvel, que vinha sendo invadido por vândalos e viciados em drogas desde que ficara abandonado enquanto se aguarda o complicado desfecho da troca pelo local onde funciona a Arena. Mais ou menos na mesma época, a prefeitura divulgou notícia com foto dos primeiros 30 ônibus colocados na área.

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

PATROCINADO PELA INSÔNIA NA QUARENTENA

         A bicicleta ergométrica, prima da original, que é aventureira, lépida e faceira, é uma espécie de símbolo da quarentena, do fique em casa, ainda que seu inventor, ou adaptador, que um dia descobrirei quem foi, certamente não tenha se inspirado em confinamento e distanciamento social forçado por pandemia. A original tem inúmeras vantagens, como o sabor da liberdade, o suave vento no rosto, bulindo com os cabelos de quem ainda os têm. Leva a vantagem da maravilha de cenário, em lugares privilegiados pela natureza. Mesmo que o ergociclista monte um telão pra projetar as mais belas imagens do Planeta, não é a mesma coisa.

      Mas a ergométrica também tem seus detalhes que superam sua prima. A principal delas é a segurança. A chance de colisão com outra ergométrica é absolutamente zero. Abalroamento de um carro é quase impossível, para não se desprezar os motoristas bêbados que invadem casas. Também protege o ciclista da chuva e do frio. E de assaltos. A principal importância é combater o sedentarismo, que engorda. Para os mais preguiçosos, a grande vantagem da ergométrica é que, diferentemente da bicicleta de rodas, você não precisa voltar quando estiver muito cansado ou quiser interromper o exercício para fazer outra coisa. Seja o tempo que for do início das pedaladas basta parar que já está em casa.



quinta-feira, 3 de setembro de 2020

HUMORISTA JOSÉ SIMÃO MERECE UM PRÊMIO

 


Não sei se existe algum prêmio para humoristas  como tem para músico e ator. Se existe, José Simão merece um destaque especial por dizer que

 "O Brasil é o país da piada pronta!!"

Não conheco uma afirmação que seja tão confirmada quanto esta. Pena que seja tão hilária quanto trágica. A cada dia, o Brasil dá razão ao humorista. Paulista de 76 anos, José Simão tem uma conuna na Folha de S.Paulo e outra na Rádio Bandeirantes FM. Todos os dias, rio muito com a maneira como Zé Simão e seus colegas da Bandeirantes analisam os fatos hilários que ocorrem no Brasil.

 O fato real mais recente foi relatado ontem sobre vereadores de Penha, em Santa Catarina, que aprovaram lei para impedir que os cachorros latam, perturbando a vizinhança. Para isso, foi criada uma multa a ser aplicada aos donos de caninos que não os impeçam de ladrar. Imagine-se um ladrão entrando em um pátio de residência às quatro da tarde. Quando o cão se prepara para latir, o gatuno põe o dedo indicador em sua própria boca e avisa:

- shiii! Oha a multa!!!!!

Ainda bem que os vereadores de Porto Alegre não pensaram nisso. Caso contrário, eu teria que ensinar o Rum, que late até pra borboleta, a manter-se em silêncio e bater três vezes na porta da cozinha com sua patinha direita pra avisar de eventual ladrão na área.

 Está certo que há casos que precisam mesmo de providência, quando latidos lancinantes de cães tomam conta da vizinhança e prejudicam o repouso das pessoas, em muitos casos, com problemas sérios de saúde. Os cachorros ladram por algum motivo, muitas vezes maus-tratos como abandono, falta de comida ou até mesmo frio. Mas criar uma lei específica para punir donos de cães que latem é hilário.


quarta-feira, 2 de setembro de 2020

PATROCINADO PELA INSÔNIA

       O Português, no geral de suas palavras é um idioma lindo. Tem belos vocábulos, proparoxítonas como plátanos, belas árvores frondosas e coloridas que, com suas cores, junto com as oxítonas jacarandá e ipê, são explêndidos trailers da primavera. Mas também tem palavras tão feias quanto o seu significado. A antiga uxoricídio, importada do latim, anunciando crueldade do homen matando a própria esposa e a atualização do termo, feminicídio, estendendo o significado para todos os tipos de mulher. Aumentaram as penas, tomaram-se mais cuidados para evitar crimes anunciados, mas não se chega à solução, como em grande parte da criminalidade.

 Até quando o ser humano vai conviver com a incapacidade de domar e proteger-se da fera que carrega em si mesmo? Além desse aspecto do crime, seguem sem solução uma série de outros delitos como a corrupção endêmica e a disseminação irrefreável de criminosos nas ruas. Autoridades iludem-se e iludem com armas, grades, policiamento, tornozeleiras eletrônicas e cadeias superlotadas. Tudo isso são falácias que servem de mercado para certos segmentos como a indústria bélica, os aparatos de proteção inócuos como tornozeleiras.          

 Ninguém parece entender que a solução está no trabalho prisional completo em cadeias seguras e suficientes para segregar todos os criminosos reincidentes que andam aos montes na rua. E, paralelamente, investir nas vagas de trabalho, na Educação e nos cuidados com a saúde. É uma tarefa para muitas gerações. Com a queda na criminalidade, o dinheiro das despesas com o setor, acrescido da renda do trabalho prisional, poderá ser usado nos outros setores. Vendo as autoridades que estão aí e os que se apresentam para ser eleitos, a maioria sem capacidade e querendo só se arrumar, percebo que o que digo é apenas utopia.