terça-feira, 15 de agosto de 2017

MEIO-PASSE OU MEIO PASSE, QUAL O CORRETO

Leio em jornais e sites várias maneiras diferentes para grafar a palavra que significa a meia passagem. Alguns escrevem meio passe e, grande parte, meio-passe. O hífen parece deixar a palavra mais bonita, mas está errada. Os dicionários não explicam de uma maneira clara. É preciso raciocinar, procurar casos similares e buscar os motivos que determine o motivo de se escrever sem hífen.
   Algumas pessoas escrevem meio-passe e meia-passagem por se lembrarem das palavras meia-noite e meio-dia. Mas, comparações erradas levam a conclusões erradas. Meia-noite e meio-dia têm hífen porque são duas palavras que compõem uma terceira. Meia-noite não é metade da noite, mas o indicativo das 24h. O mesmo se dá com meio-dia, que não é metade do dia, mas o horário das 12h. Por isso, meio passe é metade do passe e não outro sentido qualquer.


ORIGEM DOS NOMES VIIII

Imperador Augustos
A origem do mês de agosto, oitavo mês do calendário gregoriano, tem semelhança com a de julho. É que o imperador romano Augusto (Gaius Iulius Caesar Octavianus Augustus), que governou Roma de 27 A.C até 14 DC) ficou com inveja de seu antecessor, seu tio-avô Júlio César, que havia modificado o calendário e colocado seu próprio nome no quinto mês. Assim, passou a chamar o mês sextilis de agosto. Dizem que o mês de agosto teria 30 dias, mas, para igualar a homenagem que havia para Júlio César, Augustus mandou tirar um dia de fevereiro, deixando-o com 29. Entretanto, há historiadores que contestam essa informação.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

A ORIGEM DOS NOMES DOS MESES

A imensa maioria dos habitantes do chamado mundo ocidental acompanha todo ano, dia a dia, mês a mês, o calendário sem se dar conta da origem desse ritual e dos nomes dos meses. O atual calendário é chamado de gregoriano. Foi aprovado pelo papa Gregório XIII em 1582, com o objetivo de ajustar o Calendário Juliano, criado em 45 a.C, em que o imperador Júlio César reformou a partir do antigo calendário romano, criado no ano 7 a.C, por Rômulo, segundo reza a lenda. Nessa época, o ano tinha 304 dias, divididos em dez meses. Começava em março e terminava em dezembro. Com o passar do tempo, o sistema foi ficando defasado porque, na verdade, o ano solar (período de translação da terra, girando em torno do sol, tem 365,5 dias. O imperador de então, Numa Pompílio, criou mais dois meses, janeiro e fevereiro, para incluir a diferença de 51 dias. Júlio César incluiu, em sua própria homenagem, o mês seis, nomeando-o como Julho. Seu sucessor, Augustus, fez o mesmo. Criou mais um mês, Agosto, para se auto-homenagear. Como Julho tinha 31 dias, Augustus tirou dois dias de fevereiro para colocar no seu. Depois de Agosto, vieram setembro (sétimo), outubro (oito), novembro (nove) e dezembro (dez).
  Em 1582, aprovado pelo papa Gregório XIII e adotado pelos turcos no estado católico, o calendário gregoriano foi imediatamente usado na Espanha, Itália, Portugal e Polônia. Em França, Henrique III decretou o ajuste dos dias em dezembro.
A Grã-Bretanha e os países protestantes apenas adaptaram o novo calendário no século XVIII, preferindo, segundo o astrônomo Johanes Kepler, "estar em desacordo com o Sol e estar de acordo com o Papa". A adoção do calendário na Grã-Bretanha e suas colônias em e1752 foi pretexto para protestos e motins porque muitos pretendiam receber o seu salário mensal em vez da correta proporção de 21 dias de trabalho efetivos.
Os países da tradição ortodoxa apenas o adaptaram no início do século XX. Na Rússia, só após a Revolução de Outubro de 1917, que, segundo o calendário gregoriano ocorreu já em Novembro, é que a recém-formada URSS adotou o calendário gregoriano, em 1918.


JANEIRO

Primeiro mês no calendário gregoriano, janeiro se origina do deus grego Janus, que significa aquele que tem duas cabeças em direções opostas, uma que olha para o passado e outra para o futuro. Por isso, em português, temos a palavra janela, de onde pode se olhar tanto para fora quanto para dentro. Janeiro fica exatamente no portal dos dois anos, olhando para o ano que se finda e para o que entra. Isso em português.
 Já em inglês, o nome da janela tem a ver com a capacidade de abertura da casa de permitir o que se passa lá fora e, ao mesmo tempo, impedir o vento ou a chuva. Na língua de Shakespeare, window, na de Don Quijote, ventana.



FEVEREIRO
Fevereiro, segundo mês do calendário gregoriano (1502), que se originou do calendário Juliano (45 a.C), que o imperador romano Júlio Cesar reformou 
partir do antigo calendário romano, criado no ano VII, antes de Cristo.  A palavra FEVEREIRO deriva do grego "februa" para o latim "februaris", deus da morte e da purificação, retirado da mitologia dos etruscos, povos que habitavam a península itálica, na região da Toscana e uma parte no Lácio e na Úmbria, local ocupado depois pelos romanos. Nesse mês, era feita a festa "februa", onde ocorriam sacrifícios para acalmar os deuses. Primeiro, fevereiro também tinha 29 dias e 30 dias (nos anos bissextos). Acabou ficando com 28 (um a mais em anos bissextos) porque o imperador Augustus, ao botar seu nome no oitavo mês, tirou um dia para que agosto ficasse o mesmo número de dias de julho, criado por seu antecessor, Julius Cesar, que também havia se auto-homenageado colocando seu nome no sétimo mês.

Em inglês, February.
Em espanhol, Febrero,
em italiano, Febbraio, 
em francês, Fébrier.
em alemão, Februar


MARÇO

Março é o terceiro mês no calendário gregoriano. Tem 31 dias. Surgiu na Roma Antiga, quando era o primeiro mês do ano e se chamava Martius (Marte), em homenagem ao deus romano da Guerra. No Hemisfério Norte, março é o primeiro mês da primavera, cujo clima era propício para o começo das campanhas militares do império romano. 
Em 45 a.C, março deixou de ser o primeiro mês do ano. O imperador Júlio César reformou o calendário criando os meses de janeiro e fevereiro, em homenagem a Janus, deus com um olhar para o passado e outro para o presente, e Februaris, deus da morte e da purificação.
  De Marte, deus da guerra, originam-se as palavras "corte marcial" (foro para julgar os crimes cometidos durante a guerra), e artes marciais (aprendizado de técnicas de defesa pessoal e ataque visando à guerra).


ABRIL

Abril é o quarto mês do calendário gregoriano. O nome deriva do termo latino Apriles, que significa "abrir", em referência à germinação das culturas e a abertura das flores. Faz sentido porque nessa época do ano é que florescem as flores na Itália, região ocupada inicialmente pelos etruscos e mais tarde pelos romanos. No hemisfério norte, Abril marca a estação da primavera. Diante desse cenário, os habitantes criaram o nome do mês.

     Outra hipótese é que Abril seja derivado de Aprus, nome etrusco de Vênus, deusa do amor e da paixão. Mas o sentido de abertura das plantas parece ser o mais provável.


MAIO
Maio é o quinto mês do calendário gregoriano. Seu nome é derivado da deusa grega Maia, filha de Atlas, o titã grego que foi condenado por Zeus e segurar o mundo em seus ombros como punição por ter participado de uma tentativa de invasão do Monte Olimpo em busca do  poder supremo. Maia era mãe de Hermes, divindade do comércio e da eloquência. Maio era conhecida como Deusa da Primavera e da fertilidade.

JUNHO

Deusa Juno, da mitologia romana
Junho é o sexto mês do calendário gregoriano. Tem 30 dias. O nome, junho, tem origem na deusa romana Juno, mulher do deus Júpiter. Na mitologia romana, é considerada a deusa dos deuses, representada pela figura do pavão, sua ave favorita. A correspondente na mitologia grega é Hera. Juno e Júpiter tiveram cinco filhos:Lucina, deusa dos partos e gestantes, Juventa, deusa da juventude. Discórdia, Marte, deusa da guerra e Vulcano, o artista celestial, que tinha um defeito em uma perna, por ter sido jogado para fora do céu por ter interferido em uma briga dos pais.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

ORIGEM DOS NOMES DOS MESES - VI - JUNHO

Junho é o sexto mês do calendário gregoriano. Tem 30 dias. O nome, junho, tem origem na deusa romana Juno, mulher do deus Júpiter. Na mitologia romana, é considerada a deusa dos deuses, representada pela figura do pavão, sua ave favorita. A correspondente na mitologia grega é Hera. Juno e Júpiter tiveram cinco filhos:Lucina, deusa dos partos e gestantes, Juventa, deusa da juventude. Discórdia, Marte, deusa da guerra e Vulcano, o artista celestial, que tinha um defeito em uma perna, por ter sido jogado para fora do céu por ter interferido em uma briga dos pais.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

PARABÉNS AO NOVO HAMBURGO, CAMPEÃO GAÚCHO DE 2017




Depois de empatar em 1 a 1 com o Internacional ontem no estádio emprestado pelo Caxias, o Novo Hamburgo venceu ao Inter nos pênaltis e conquistou, pela primeira vez, o título de campeão de futebol do Rio Grande do Sul.
 O NH foi campeão com Mateus, Leo, Pablo, Júlio Santos, Assis, (Leo Carioca), Amaral, Preto, Jardel, Juninho, Branquinho, (Lucas Santos)João Paulo. Técnico Beto Campos.


Veja a origem do nome do Novo Hamburgo em http://migre.me/wACMU

domingo, 7 de maio de 2017

ORIGEM DOS NOMES DOS MESES V

MAIO

Maio é o quinto mês do calendário gregoriano. Seu nome é derivado da deusa grega Maia, filha de Atlas, o titã grego que foi condenado por Zeus e segurar o mundo em seus ombros como punição por ter participado de uma tentativa de invasão do Monte Olimpo em busca do  poder supremo. Maia era mãe de Hermes, divindade do comércio e da eloquência. Maio era conhecida como Deusa da Primavera e da fertilidade. 

segunda-feira, 1 de maio de 2017

ORIGEM DOS NOMES DOS MESES IV

                                           

ABRIL
Abril é o quarto mês do calendário gregoriano. O nome deriva do termo latino Apriles, que significa "abrir", em referência à germinação das culturas e à abertura das flores. Faz sentido porque nessa época do ano,
 é que florescem as flores na Itália, região ocupada inicialmente pelos etruscos e mais tarde pelos romanos. No hemisfério norte, Abril marca a estação da primavera. Diante desse cenário, os habitantes criaram o nome do mês.
     Outra hipótese é que Abril seja derivado de Aprus, nome etrusco de Vênus, deusa do amor e da paixão. Mas o sentido de abertura das plantas parece ser o mais provável.



sexta-feira, 28 de abril de 2017

FILOSOFIAS DE FACEBOOK: A DIFERENÇA ENTRE O UMBIGUISMO E O EGOÍSMO

Umbiguismo e egoísmo são quase a mesma coisa, mas existe uma sutil diferença: o umbiguismo é aquele sentimento em que a pessoa só pensa em si mesmo e sequer toma conhecimento sobre o que existe fora do seu próprio umbigo. Egoísta é o que também só realiza qualquer ação em benefício próprio, mas, diferentemente do umbiguismo, percebe todas as situações ao seu redor, mas não move uma palha para ajudar os outros, a menos que dessa ação resulte algo que o beneficie.
   Gentileza gera gentileza, apenas se o alvo da gentileza não for umbiguista ou egocêntrico. Gentileza que visa a um retorno imediato da mesma pessoa a quem o gesto foi dirigido não é gentileza, é negócio, escambo ou coisa parecida.

sábado, 15 de abril de 2017

PATROCINADO PELA INSÔNIA


Diferença entre sinceridade e franqueza

Sinceridade é responder a uma pergunta dizendo aquilo que pensa de uma maneira educada.
Franqueza é dar sua opinião sem ter sido perguntado e de maneira rude sem se preocupar se irá ferir quem quer que seja.
A franqueza é um copo de eqvidro transparente: mostra o conteúdo mas não garante que é bom o que está dentro.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

REVISANDO NOMES DE ARTISTAS E BANDA

Eu estava aqui pensando: o que há em comum entre Maria Gadú, Paralamas e Buchecha?

Os erros ortográficos: ou por desconhecimento da ortografia ou por necessidade de chamar atenção, os três firmaram seus nomes de artistas com erros ortográficos: Pela regra oficial, Paralamas teria de ter hífen (antes da reforma ortográfica teria acento no para), Maria Gadu não poderia ter acento no U já que nenhuma oxítona terminada em u  leva acento agudo. Se levasse, urubu, umbu e cu também levariam. E Buchecha seria bochecha. Tá certo que o artista tem o direito de criar seu nome como quiser, mas a influência errada que ele faz em quem tenta escrever em Português não tem no gibi.





quinta-feira, 30 de março de 2017

MAIS UMA AVOLICE NESTE FINAL DE MARÇO

Raphael, meu Pequeno Chefe, com seis pra sete anos é uma figura. Ele não gosta muito de repetir palavras que são muito usadas. Se tiver que dizer "não te mete", ele prefere o "não te envolve". Hoje, conversando com a irmã dele, lembrando que a mãe dele está no hospital já vai pra mais de 15 dias, ele comentou, evitando usar a palavra saudade:
- Estou cansado de ficar sem mãe. Estar sem a mãe é muito chato.

domingo, 19 de março de 2017

UM RECORTE DAS MEMÓRIAS DE JORNALISTA

Ao confrontar-me todos os dias com notícias de corrupção, com crimes sendo desvendados constantemente, com malfeitores travestidos de gente do bem serem desnudados em várias áreas de atividade, com falcatrua em todo canto desde propinas e falsificações de licitações e liberações indevidas de licenças ambientais para construções e autorização indevidas para industrialização e comércio de alimentos, eu fico pensando: o que é lícito, ético, verdadeiro e honesto no mundo que me rodeia. 
Ao saber de um delegado e um inspetor de polícia sendo presos por atuarem nos dois lados (ganhando muito dinheiro no lado do crime, óbvio), calculo quantos outros policiais também não fazem o mesmo que esses e que ainda trabalham livremente no país, apesar de terem sido denunciados em tantas oportunidades no passado sem serem punidos apesar de sindicâncias e CPI criadas para inglês ver.
Nas minhas memórias, lembro de um episódio. Num ano qualquer do final do século passado (não faz tanto tempo assim), um repórter investigativo foi à Área Judiciária da Polícia Civil e perguntou a uma policial quem era o delegado de plantão. Ela informou: É o delegado Fulano. "Mas como, o delegado Fulano não tá preso? A funcionária foi à outra sala e chamou o delegado, que chegou sorrindo. A policial então dedurou:
- O repórter aqui perguntou se o senhor ainda estava preso, delegado.
Foi uma saia justa que não resultou em nada mais grave porque o tal policial era e é muito cara de pau. Já passou por inúmeras acusações, entre elas de estar numa lista de propinas de bicheiros e até de tirar dinheiro de outro policial que achacara uma vítima na fronteira com o Uruguai. Deve ter sido acusado injustamente. Hoje em dia, com o rigor dos investigadores, acho que iria para a cadeia. Não posso sequer dizer sequer o apelido do tal delegado, nem dizer que tem mansão em Santa Catarina, ops, escapou, ostentando posses superiores à sua renda. Só revelaria depois da minha morte ou da morte dele.

sexta-feira, 17 de março de 2017

NOVAS AVENTURAS DO AMIGOMEU

A primeira vez que o Amigomeu se impressionou com alguma coisa foi ainda na infância lá em Seival, quando viu a máquina de debulhar milho. Ele olhava as espigas serem inseridas em uma entrada e via sair, por um escaninho, o sabugo, completamente desnudado, e por outro, os grãos de milhos dourados.
A segunda vez foi quando viu, em Bagé, o sistema de recolhimento de lixo. Ele comentou de volta à fazenda em que seu pai era capataz: "A coisa mais linda que vi na cidade foi o caminhão de lixo, cheio de portinhas."
Ao chegar a Porto Alegre, pela primeira vez, por volta de 1980, uns dez anos depois que eu já havia me mudado para a Capital, Amigomeu admirou-se com a altura dos edifícios, que o deixava tonto sempre que ficava olhando por algum tempo para cima.
Na semana passada, acompanhei o Amigomeu ao escritório de um advogado, em uma das torres modernas, com paredes espelhadas, atrás do Fórum, quase na frente do Shopping Praia de Belas. Quando entramos, tivemos que receber orientação para usar os elevadores. Passada aquela roleta em que utilizamos um cartão magnético depois de nos identificarmos, entramos em um hall com oito elevadores. No meio deles, no lugar daquele botãozinho para chamar o elevador, havia uma espécie de pequeno painel com números para digitar. Digitei 14 e o painel mostrou a letra F, do elevador que iríamos utilizar. Quando esse elevador se abriu e entramos, Amigomeu ficou procurando o painel para apertar de novo o 14. Não havia nada ali. E o elevador se fechou e continuou a subir. E então deduzi que lá embaixo já havia sido programado em qual andar iríamos.
Na saída, quando caminhávamos uma quadra em busca de um táxi, já que não havia parada de ônibus por perto, comentávamos a questão que levara Amigomeu ao advogado, quando ele falou:
- Más bá, tchê. Quando eu vi aqueles elevadores, eu achei que já havia morrido e que tinha voltado no futuro. Que coisa!
Foi então que aconteceu algo que deu ao Amigomeu (e a mim, confesso) a impressão que continuávamos dentro de um filme. A poucos metros de nós, desceu rapidamente um helicóptero no gramado em frente ao Anfiteatro Pôr do Sol. Do aparelho, saíram algumas pessoas engravatadas e, se não me engano, uma mulher, que entraram rapidamente em um automóvel escuro, provavelmente oficial, que os esperava em cima do gramado do parque Marinha do Brasil. Eu quis tirar uma foto melhor, mas o Amigomeu me impediu e disse para sairmos logo dali. E explicou:
- Tu tá louco. E se esses caras são de alguma máfia e não querem ser vistos descendo do helicóptero ali? Se nos pegam filmando, nós tamos roubado.



segunda-feira, 6 de março de 2017

domingo, 5 de março de 2017

PATROCINADO PELA INSÔNIA XXI

Enquanto o sono não vem, fico aqui pensando e me chega à mente uma reflexão. Não gosto de utilizar termos em inglês nos meus textos a menos que sejam extremamente obrigatórios ou que não exista uma tradução coerente. Nego-me a digitar "off" pra dizer desconto e muito menos CEO pra designar executivo de empresa. Às vezes,  tenho vontade de grafar sítio e blogue no lugar de site e blog mas me parece feio. Se todos escrevessem assim, como os portugueses, talvez não se achasse estranho. Há palavras originadas do inglês que não têm como serem aportuguesadas. Nesses casos,  use-se o nome original. 
    Aportuguesar de forma errada é que não dá pra aceitar. Não sei quem foi o idiota que passou para o português e para o espanhol o nome do canal (pedaço do Atlântico entre a França e a Inglaterra, sob o qual existe agora o Eurotúnel). O canal, que os ingleses chamam de English Tunnel e os franceses de La Manche foi traduzido para Canal da Mancha. Pegaram o termo francês sem se ligar que manche, em francês, é manga. Esse nome faria sentido porque o canal tem a forma de uma manga de camisa. Devem ter confundido com o personagem de Cervantes, Don Quijote de La Mancha, que, na verdade é o nome de uma região do território espanhol.

quinta-feira, 2 de março de 2017

ORIGEM DOS NOMES DOS MESES III

     MARÇO


Março é o terceiro mês no calendário gregoriano. Surgiu na Roma Antiga, quando era o primeiro mês do ano e se chamava Martius (Marte), em homenagem ao deus romano da Guerra. No hemisfério norte, março é o primeiro mês da primavera, cujo clima era  propício para o começo das campanhas militares do império romano. 
Em 45 a.C, março deixou de ser o primeiro mês do ano. O imperador Júlio César reformou o calendário criando os meses de janeiro e fevereiro, em homenagem a Janus, deus com um olhar para o passado e outro para o presente, e Februaris, deus da morte e da purificação.
  De Marte, deus da guerra, originam-se as palavras "corte marcial" (foro para julgar os crimes cometidos durante a guerra), e artes marciais (aprendizado de técnicas de defesa pessoal e ataque visando à guerra).


FEVEREIRO
Fevereiro, segundo mês do calendário gregoriano (1502), que se originou do calendário Juliano (45 a.C), que o imperador romano Júlio Cesar reformou a partir do antigo calendário romano, criado no ano VII, antes de Cristo. Nessa época, o ano tinha 304 dias, divididos em dez meses. Começava em março e terminava em dezembro. Com o passar do tempo, o sistema foi ficando defasado porque, na verdade, o ano solar tem 365,5 dias, começava em março e terminava em dezembro. Então o imperador da época, Numa Pompílio, criou então mais dois meses, janeiro e fevereiro, para incluir a diferença de 51 dias.
Para corrigir novas distorções, o calendário romano foi reformado no dia 1 de janeiro de 45 a.C por Julio César, que o tornou um calendário solar, alinhado pelas estações do ano à semelhança do calendário egípcio, já então em vigor. 

A palavra FEVEREIRO deriva do grego "februa" para o latim "februaris", deus da morte e da purificação, retirado da mitologia dos etruscos, povos que habitavam a península itálica, na região da Toscana e uma parte no Lácio e na Úmbria, local ocupado depois pelos romanos. Nesse mês, era feita a festa "februa", onde ocorriam sacrifícios para acalmar os deuses. Primeiro, fevereiro também tinha 29 dias e 30 dias (nos anos bissextos). Acabou ficando com 28 (um a mais em anos bissextos) porque o imperador Augustus, ao botar seu nome no oitavo mês, tirou um dia para que agosto ficasse o mesmo número de dias de julho, criado por seu antecessor, Julius Cesar, que também havia se auto-homenageado colocando seu nome no sétimo mês.

Em inglês, February.
Em espanhol, Febrero,
em italiano, Febbraio, 
em francês, Fébrier.
em alemão, Februar
  

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

PIADAS DE GAÚCHO

O Gauchão, pela primeira vez em São Paulo, pegou um táxi. Sabe como gaúcho é curioso né? Ao ver o símbolo da Mercedes Benz sobre o capô do carro perguntou: 
      - O que é aquele troço ali?
O taxista paulista, querendo tirar um sarro do gaúcho, disse que aquilo era uma espécie de mira que os carros paulistanos tinham. Serviam para calibrar a mira e atropelar velhinhas, esporte preferido deles. O gaúcho ficou pensando... Pra rir mais ainda, o paulista viu uma velhinha lá adiante e pensou: Vou dar um cagaço nesse gaúcho. Vou fazer de conta de que vou atropelar e na hora eu desvio. E assim fez. Quando chegou bem pertinho da velhinha, desviou o carro em cima, mas, mesmo assim, ouviu um estouro e enxergou pelo espelho a idosa voando, com bolsa prum lado, dentadura pra outro, e se apavorou. Foi quando o Gaúcho comentou:
     - Bah, tchê! Tu tem que mandar consertar essa tua mira. Se não é eu abrir a porta, nós perdia a véia.!!!!


      Vivendo lá no fundo do Interior, o gaúcho velho não conhecia muito do que se passava na Capital. Não via televisão, e o pouco que sabia era pelo rádio. Um dia teve vontade de conhecer Porto Alegre. Um amigo dele, que já tinha morado uns tempos na Capital, disse que tudo é diferente da vida que eles levavam. Uma das coisas que contou foi que "em Porto Alegre, os carros não andam, voam". O gaúcho, muito bronco, levou a informação ao pé da letra. Ficou acreditando que na Capital já havia algum tipo de táxi-avião.
   Pois quando desceu do ônibus na Estação Rodoviária, entrou em um táxi bastante preocupado. Disse ao motorista que queria ir até a Rua Dom Pedro II, onde morava um compadre dele. Foi o motorista perguntar "em que altura?" e o gauchão puxou uma faca da cintura e ameaçou:
 - Presta atenção, seu filho-da-puta. Se tu passares de meio metro eu te enfio isto no bucho.




segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

PATROCINADO PELA INSÔNIA XXI


Às vezes tenho saudade
de fatos que não vivi.
De algo que não tive.
Me pego pensando
em ti.
Saudade do que não rolou
Não tinha como rolar.
Era só um amor platônico.
Um pescador e uma sereia,
uma montanha de areia
para um humilde

caminhãozinho.


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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

UM DESABAFO CONTRA A MACAQUICE BRASILEIRA EM RELAÇÃO AO IDIOMA E O COSTUME DOS NORTE-AMERICANOS

Eu já vinha havia um tempo notando essa subserviência dos brasileiros à cultura norte-americana no que se refere ao idioma e aos costumes. Neste ano, até botei um conto futurista no meu blog www.vidacuriosa.blogspot.com.br, relatando, entre outras coisas, que em 2045, quando terei (toc.toc.toc.) cem anos, já teremos um português amplamente tomado pelo inglês como um arroio 80 por cento poluído. No texto, revelo ficticiamente o insucesso de um deputado que tentou criar uma lei obrigando o brasileiro a falar e escrever oficialmente no nosso idioma. Mas o anteprojeto não foi adiante porque, entre outras coisas, o próprio texto do político estava eivado de termos em inglês.
Atualmente, vejo em cada frase falada ou escrita um número incrível de palavras em inglês como


"off" no lugar de desconto, "on sale" no lugar de à venda, "setlist" em lugar de roteiro de músicas, "backstage" no lugar de bastidores (coxia é muito antigo), playoff para final de jogo, "CEO" para executivo de empresas, "coach", para treinador, "workshop", para oficina, "selfie" (selfie, não dá pra reclamar porque não há como falar em autorretrato).


Não estou aqui falando de aportuguesamento de palavras como clicar, trolar, printar e outras. No passado, já se aportuguesou muita coisa do francês como abajur, futebol, basquete, e muitos outros termos.
Além dessa questão de linguagem, há também a absorção da cultura norte-americana. Dei-me conta disso ao ver no Facebook os comentários de brasileiros apaixonados por futebol americano, o rúbgi, e pelo basebol, tendo atletas desses esportes como seus ídolos. E então me lembro dos que comemoram festa de halloween. Por fim, o que motivou este texto, gente que comemora o dia dos namorados em 14 de fevereiro, sem nunca ter posto os pés em terras norte-americanas e, neste caso, também francesas. Vibram com o Dia de San Valentine da mesma forma que antes comemoravam o Dia dos Namorados em 12 de junho. Não duvido que não passem a comemorar também a chegada da primavera importando uma marmota para fazer festa. Ao mesmo tempo, brasileiros antenados criticam festas de origem portuguesa ou guarani ou qualquer menção ao passado brasileiro e gaúcho.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

NO OLHO DO FURACÃO

Você que acha o SUS uma maravilha e que concordou com o ex-presidente sobre a qualidade do sistema de saúde brasileiro ao ponto de ser oferecido aos norte-americanos como exemplo, eu faço uma sugestão; Se sentir algum problema de saúde, só por esta vez deixe de lado o caro mas confortável plano particular de saúde que você paga e procure o posto da Vila Cruzeiro. 
        Suponho que você tenha ido hoje no início da tarde. No pátio do posto, você terá encontrado duas viaturas da BM e uma ambulância em serviço. Naquele momento, 14h30min, mais um baleado chega e entra direto para o posto. Os cerca de 40 lugares de espera para a triagem estavam todos ocupados.
         Seria bom ter levado uma cadeirinha daquelas de assistir ao Carnaval ou se sentar na praia para olhar o mar e as crianças. Algum cantinho você encontrará para ficar sentado. Leve também água gelada ou refrigerante e alguma coisa pra comer porque antes das 19h você não sairá de lá. Se fizer exames e detectar alguma coisa mais grave. Bom, aí não sei.
         O sistema de saúde é bom e até poderia ser implantado com sucesso em um outro país, com outros governantes e outro povo. Aqui, além da quantidade de pacientes, é sempre infinitamente maior do que o número necessário de médicos. A insegurança e os crimes se encarregam de deixar as pessoas doentes ou feridas. Em algum lugar do país o SUS é uma maravilha.            Na Vila Cruzeiro e em outros pontos da cidade não é. Nesse caso, o SUS poderá ser substituído por SOS que, em inglês significa Salvem Nossa Alma (Save Our Soul) Antes de contestar isto aqui, vai, dá uma olhadinha você mesmo.

        Minha filha, a quem acompanhei, foi atendida depois de algum tempo. E precisará fazer uma cirurgia para retirada de pedras nos rins. Para isso, terá de aguardar sabe-lá quanto tempo, dada a quantidade incrível de pessoas que chegaram antes dela ao posto de atendimento. 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

REFLEXÃO SOBRE A MORAL ATUAL NESTE BRASIL VARONIL

Recibos falsos, laranjas, contas fantasmas, falsas testemunhas e manipulação de fotos ou vídeos são ferramentas que transformam a mentira em pós-verdade, aproveitando-se de incompetência ou má-fé nas investigações.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

EM BUSCA DE UM DESENHO PARA COMPOR UMA CHARGE

Avolices é um neologismo que criei para designar bobices de avô publicadas a partir da forma divertida e curiosa com que os netos expressam suas ideias. Outro dia, na ausência de manifestações espontâneas, decidi criar uma. Pensei em colocá-la em forma de charge. Como não sei desenhar, pedi a alguns amigos chargistas, mas todos eles têm suas vidas agitadas e não puderam me atender. Se alguém com talento quiser fazer o desenho, para colocar neste meu humilde blog, seria legal. Os diálogos são os seguintes:

O avô, cortando lenha sobre um picador (tronco horizontal), diz: Meu machado trancou.
A neta, ou neto, que vive utilizando celulares, tablets e desktops, sugere: "Vô, vê aí em cima se não tem um iconezinho com um botãozinho pra clicar e destravar o machado.

Mesmo sem o dom do desenho, coloco aqui um simulacro de charge.

ORIGEM DOS NOMES DOS MESES II


 FEVEREIRO

Fevereiro, segundo mês do calendário gregoriano (1502), que se originou do calendário Juliano (45 a.C), que o imperador romano Júlio Cesar reformou a partir do antigo calendário romano, criado no ano VII, antes de Cristo. Nessa época, o ano tinha 304 dias, divididos em dez meses. Começava em março e terminava em dezembro. Com o passar do tempo, o sistema foi ficando defasado porque, na verdade, o ano solar tem 365,5 dias, começava em março e terminava em dezembro. Então o imperador da época, Numa Pompílio, criou então mais dois meses, janeiro e fevereiro, para incluir a diferença de 51 dias.
Para corrigir novas distorções, o calendário romano foi reformado no dia 1 de janeiro de 45 a.C por Julio César, que o tornou um calendário solar, alinhado pelas estações do ano à semelhança do calendário egípcio, já então em vigor. 

A palavra FEVEREIRO deriva do grego "februa" para o latim "februaris", deus da morte e da purificação, retirado da mitologia dos etruscos, povos que habitavam a península itálica, na região da Toscana e uma parte no Lácio e na Úmbria, local ocupado depois pelos romanos. Nesse mês, era feita a festa "februa", onde ocorriam sacrifícios para acalmar os deuses. Primeiro, fevereiro também tinha 29 dias e 30 dias (nos anos bissextos). Acabou ficando com 28 (um a mais em anos bissextos) porque o imperador Augustus, ao botar seu nome no oitavo mês, tirou um dia para que agosto ficasse o mesmo número de dias de julho, criado por seu antecessor, Julius Cesar, que também havia se auto-homenageado colocando seu nome no sétimo mês.

Em inglês, February.
Em espanhol, Febrero,
em italiano, Febbraio, 
em francês, Fébrier.
em alemão, Februar

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

ORIGEM DOS NOMES DOS MESES I


                                                                JANEIRO


Janela e janeiro tem a mesma origem
Foto de Ayeza Maria Ranquetat Ferreira
Primeiro mês no calendário gregoriano, janeiro se origina do deus grego Janus, que significa aquele que tem duas cabeças em direções opostas, uma que olha para o passado e outra para o futuro. Por isso, em português, temos a palavra janela, de onde pode se olhar tanto para fora quanto para dentro. Janeiro fica exatamente no portal dos dois anos, olhando para o ano que se finda e para o que entra. Isso em português.
 Já em inglês, o nome da janela tem a ver com a capacidade de abertura da casa de permitir o que se passa lá fora e, ao mesmo tempo, impedir o vento ou a chuva. Na língua de Shakespeare, window, na de Don Quijote, ventana.



sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

MAIS UMA AULINHA DE PORTUGUÊS



Afro-brasileiro ou afrobrasileiro, afro-americano ou afroamericano, 
afrodescente ou afro-descendente?


O idioma português (como todos os outros de uma ou outra maneira ) é complicado. Ainda mais quando os "sacerdotes" da língua se esforçam para complicar mais ainda. É interessante para os "sábios" que as leis gramaticais sejam complicadas assim como a legislação de um país também o é. Essa dificuldade de entender as leis é agradável para os encarregados de fazer a lei e dela tirarem proveito como os sapientes jurídicos. Donos do "saber" normalmente estão por trás de grandes dicionários e têm interesse em mudar as regras como as reformas relativamente recentes que ocorreram. Quando poucos têm acesso às informações, isso é bom para os poucos que sabem. Não vou nem comentar aqui a reforma de 2008 que deveria ser em conjunto com outros países de língua portuguesa, os quais não deram bola para as assinaturas depois de longos encontros.
Vamos às explicações do tópico.
Afro-brasileiro, afro-americano são adjetivos gentílicos, isto é, une com hífen dois termos pátrios.
Afrodescente é simplesmente um adjetivo que designa pessoas que têm antepassados africanos, mas específicamente negros, sem compor adjetivos pátrios. Interssante é lembrar que não se diz afrodescedente a quem tem parentes sul-africanos brancos ou egípcios, por exemplo, que também são da África. É o mesmo caso de anglofalante.

UMA DICA PRA VOCÊ QUE VIVE PERDENDO CARTÕES DE BANCO E CHAVES

Se você é como o Amigomeu e eu, que vivíamos perdendo cartões de banco e chaves, tendo a desagradável consequência de ter que refazer o documento ou contar com a boa-vontade de pessoas que os encontram e entregam nas agências, permitindo reavê-los, temos uma boa notícia:


   SEUS PROBLEMAS ACABARAM


  Cansado desse aborrecimento, e sem conseguir corrigir essa falta de atenção, decidi que teria de encontrar uma forma de não perder mais esses documentos a chaves. Publico aqui a fórmula. Eis o passo a passo:


  1) Pegue uma agulha e a coloque no bico aceso do fogão. Para não se queimar, segure a outra extremidade usando um alicate ou um prendedor de roupa. É um procedimento muito rápido. Verifique com cuidado o local em que fará o orifício para não atingir nenhuma parte importante do cartão como o chip ou o equipamento de leitura. 
  2) Passe uma correntinha ou uma linha fina e forte pelo buraco feito no cartão. Pegue a outra extremidade e a fixe na carteira ou na roupa ou até mesmo e em um piercing. Você nunca mais vai perder o cartão.

3) No caso da chave de casa ou daquela maletinha de madeira na qual você guarda os seus documentos, passe a corrente maior por dentro de uma correntinha pequena (pode ser aquelas que acompanham cortadores de unha) presa à chave. Deixe tudo dentro da carteira.

4) Para não perder a carteira, prenda-a com outra correntinha à calça ou à cinta.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

PATROCINADO PELA INSÔNIA XX

Eu estava pensando.
 
 Se em vez de terem construído tantos estádios para a Copa, consumindo dinheiro em luxo desnecessário e em corrupção, tivessem feito presídios autossustentáveis e com trabalho prisional honesto e bloqueio de celulares, a situação penitenciária do país não estaria no caos que hoje vemos. E talvez sobrasse dinheiro para aplicar na Educação com a manutenção de escolas e pagamento decente aos servidores.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

O MAIOR MICO QUE O AMIGOMEU JÁ PASSOU NA VIDA

Amigomeu é um cara meio tosco, vocês sabem, e um pouco atrapalhado. Muito eu diria. E me diverte com suas peripécias. Mas, nessa atrapalhada que ele me contou, não  consegui rir. Num domingo de manhã, durante um chimarrão lá na casa dele, entre comentários sobre este país inacreditável, o Amigomeu me contou sobre o mais desastroso mico que passou recentemente. E culpou as autoridades por permitirem pessoas vivendo e defecando pelas ruas. Sobrou também para quem leva cães para passar e deixa o resultado das necessidades fisiológicas dos caninos pelo caminho.
  Amigomeu tem um cão, o Brisa, nome batizado em homenagem ao saudoso Leonel Brizola, ao qual seu pai tinha grande admiração. Quem sai para passear com o cachorro pelas ruas é o neto do Amigomeu, que ele chama carinhosamente de Capincho. Numa das vezes em que os dois saíram, Amigomeu foi atrás discretamente e viu que o neto não limpou o cocô que o cachorro largou no chão. O avô ficou uma fera. Orientou-o a levar um saquinho de plástico para recolher as fezes do Briza e colocar na lixeira.
       Voltando ao mico do Amigomeu, foi o seguinte. Num dia desses, ele foi consultar um médico no centro de Porto Alegre. Contou que, no elevador ouviu uma mulher dizer:
- Que cheiro horrível!
Ele nem se tocou o que era. Subiu para a sala de ecografia, pegou senha e ficou esperando, sentado em uma cadeira. Foi então que chegou uma enfermeira e disse para ele, o mais discreta que pôde:
- Por favor, deixe os seus tênis no banheiro e aguarde a chamada para o exame.
Foi ai que ele notou uma mancha preta próximo ao calcanhar do pé esquerdo. No banheiro, descobriu que havia pisado em uma grande massa escura e mal-cheirosa. Ele relembrou dizendo que sentira vontade de não mais voltar à sala,  se enviar vaso adentro e puxar a descarga. Ao começar a retirar a sujeira, não conseguia resolver o problema. Depois de gastar quase um rolo inteiro de papel higiênico, tentar lavar o tênis, deixou o calçado em um canto e foi esperar na sala. Aguardava ele ali, de meia, agradecendo ao menos para o fato de naquele dia não estava com os carpins desaparceirados, como ele chama as meias.
    Pobre Amigomeu! Relatou que os minutos se passavam como eternidades. Via um filme com tartarugas e lesmas se arrastando pelo meio da sala. Até que foi chamado para o exame. Envergonhado, pediu desculpas, fez o exame e saiu o mais rapidamente que pôde. Na saída, a enfermeira ainda sacaneou:
- Não vá esquecer os tênis no banheiro!

I.F. 20%

  

domingo, 22 de janeiro de 2017

NA FALTA DE ALGO MAIS SÉRIO, MAIS INTELIGENTE, MAIS CONSISTENTE, VAI UMA BOBAGEM ENTÃO!!

 Diga-me lá sem pensar muito: o que o violão e o alho têm em comum?



Respondo sem pestanejar, sem medo do ridículo: o que o violão e o alho têm em comum é a bizarrice: o violão tem a boca na barriga e o alho tem os dentes na cabeça.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

VIDACURIOSA É AUTOAJUDA

Muita gente, como eu, já foi assaltada. Além do estresse de ter uma arma (sabe-se lá se era verdadeira ou não) para a sua cabeça, a vítima que entrega seu celular, por exemplo, não consegue esquecer a decepção de não ter conseguido reagir ainda que seja muito melhor ficar sem um objeto, que pode ser substituído, do que perder a vida.
   Aí a gente fica pensando no sacana que passou a usar o seu celular ou o vendeu por ninharia porque é muito fácil para esses canalhas colocar uma arma na cara dos outros. E eu nem me dei conta de que poderia dificultar um pouco as coisas para esses gatunos. Nunca me preocupei em anotar o IMEI para comunicar a operadora e à polícia.
  Então fica a dica pra quem ainda não foi assaltado e também pra quem já foi. O IMEI é o International Mobile Equipment Identy, que em português significa Identificação Internacional de Equipamento Móvel. Ao ser roubado, ligue para a fábrica do celular e para a operadora e informe o número. Com isso, as fábricas têm como impedir que o aparelho seja usado pelos ladrões e receptadores, essa gente de bem que não se importa em comprar celular roubado, porque gosta mesmo de levar vantagem em tudo. Para saber o número do seu Imei, digite #06#. Eu sei que os larápios são tão espertos que conseguem assim mesmo destravar um celular, mas não custa deixar as coisas mais difíceis para eles. Fica a dica.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

UM POUCO DE HUMOR SOBRE A FUNÇÃO DO REVISOR

função do revisor não é só aquela de cuidar da gramática, das concordâncias ou dos erros de digitação cometidos por descuidos em meio à correria da reportagem e da edição. O revisor é aquele profissional que precisa ficar atento e ter conhecimentos suficientes para detectar qualquer incongruência no texto. É o jornalista que deve impedir algumas impropriedades como estas:

"Todos os moradores foram castrados..." (A falta de um "da" pode atingir toda a população masculina da cidade.)
"Trata-se de uma questão merdológica" (A falta de um "ca" certamente deixaria um cheiro ruim no texto).
"O juiz Aldo Moro tomou mais uma medida para desvendar a corrente de corrupção no país... (O magistrado italiano, que liderou a Operação Mãos Limpas, saiu do túmulo para vir dar uma força à Operação Lava-Jato no Brasil).
"Josué Guimarães assumiu a função de líder do governo do PT na Câmara Federal". (O escritor gaúcho ressuscitou para ocupar um cargo em Brasília).
"O Auto da Compadecida", peça de Miguel Arraes..." (É parecido com Guel Arraes, mas não é o político pernambucano. Não, não é Ariano Suassuna, que é o autor do livro, no qual a peça e o filme foram baseados).
"

domingo, 8 de janeiro de 2017

REFLEXÃO ÓBVIA SOBRE A CURIOSIDADE

A curiosidade é o que move o mundo. É ela que desperta e desenvolve a ciência. Um ditado antigo, criado para valorizar os idosos, diz que "o Diabo não é sábio por ser diabo, mas por ser velho". Discordo. Se é que existe, o Diabo é sábio não por ser velho, mas por ser curioso.
   Só o tempo de vida não é suficiente para tornar uma pessoa sábia. Uma prova disso é que existe por aí muito velho burro e ignorante. Há também jovens inteligentes. É verdade, que aos jovens falta experiência que o tempo de vida dá. A curiosidade e a imaginação levam o homem a destapar verdades semiescondidas a partir da observação da ponta de um iceberg. A curiosidade também pode pôr um homem em risco, como refere outro ditado antigo: A curiosidade matou um gato". Em geral, porém, a curiosidade leva à experiência e ao conhecimento, como expressa outro provérbio: Macaco velho não mete a mão em cumbuca. Outros brocardos também versam sobre esse tema como "As aparências, às vezes, enganam", "Nem tudo o que reluz é ouro", "Não confunda alhos com bugalhos" e "Debaixo desse angu tem caroço".