segunda-feira, 18 de abril de 2016

MAIS UMA DICA SOBRE CRIAÇÃO DE TEXTO - EVITE O USO ERRADO DO "MESMO".

Para começar, quero dizer que nada tenho contra o vocábulo "mesmo'. Eu mesmo tenho usado bastante "o mesmo" nos textos, mas nunca no mesmo texto como o fiz agora propositadamente. Quero observar que nem sempre o mesmo está errado. Quando digo que xará é o mesmo nome, está tudo correto. Mas quando escrevo que "o motorista andou três quadras de carro buscando uma vaga de estacionamento para o mesmo", aí é um erro, um desperdício de espaço, mesmo que haja lugar para mais texto.
   Essa história de mesmo pode até fazer algum se atrapalhar como aconteceu com o Amigomeu. Veja em http://migre.me/tnH5b

quinta-feira, 7 de abril de 2016

PARABÉNS A TODOS OS MEUS COLEGAS NO DIA DO JORNALISTA

Neste dia de homenagem aos profissionais que optaram por se transformar no elo entre a notícia e o leitor, quero deixar aqui uma homenagem a todos os colegas de profissão. Lembro-me com saudade e carinho de tanta gente que já subiu para a Redação Celestial como o chargista Ronaldo Wastermann, o impagável Paulo Acosta, o Olyr Zavascki, a inha conterrânea Eunice Jacques, o Remi Baldasso, e neste ano, o Wanderley Soares, meu chefe em duas redações, além de muitos outros. Lembro de tantos outros, com quem convivo e a quem agradeço tanto pela amizade quanto pelo caráter, pelas constantes trocas de ajudas como o grande Nilson Souza, o cerebral Mário Marcos, o incrível Luiz Fernando Aquino, o batalhador e criativo Renato Dornelles, o Eugênio Bortolon, a Thais Bretanha, o Renato Panatieri e o Darci Demétrio, entre  tantos outros que se eu fosse listar aqui só iria parar no fim do ano.

Para comemorar a passagem deste Dia do Jornalista, coloco aqui e no Facebook uma diversão para aqueles que gostam do ofício de brincar e de falar sério utilizando as palavras. Escolhi, aproveitando-me agora da minha função de revisor, dez palavras. Digam-me lá, sem conferir no Google nem perguntar para os universitários, nem consultar as cartas ou os oráculos, qual desses vocábulos está grafado correto.


Estrepolia
Convalescência
Manemolência
Beringela
Enchergar
Suscinto
Capotamento
Borburinho
Cortume




RESPOSTAS:

Só um deles está correto: Manemolência. Mas não me recordo de alguém que tenha escrito ou falado certo. O que tenho visto é o uso de Malemolência. A palavra malemolência tem origem em um certo personagem baiano chamado Mané Mole. Por causa dele, se criou o adjetivo manemolente, que significa cheio de molejo, ginga e malandragem. Mas aí alguém com carisma confundiu o termo com malevolência, que significa maldade, e achou que seguia a mesma linha, criando malemolência. Pedro Bial se encarregou de espalhar o termo em um Big Brother. Tanta gente começou a usar o termo errado que até os dicionários passaram a registrar como válido. Até o Volp, Vocabulário Ortográfico da Lingua Portuguesa apresenta Manemolência e Malemolência como aceitáveis na língua portuguesa. Vá entender.

Os outros termos estão errados: o correto é ESTRIPULIA, CONVALESCENÇA, BERINJELA (derivado do tupi-guarany e por isso com jota), ENXERGAR, SUCINTO, CAPOTAGEM (embora muita gente use capotamento), BURBURINHO e CURTUME (de curtir e não de cortar).


   Foi naquela estripulia que acabou acontecendo a capotagem. Ainda 
no hospital, em convalescença, tomando sopa de berinjela, fez um relato sucinto do que conseguia enxergar; pela janela: o outro motorista caminhava, com manemolência, em meio ao burburinho, na saída do curtume.



sábado, 2 de abril de 2016

O ASSASSINATO DA ÁRVORE

Acordo com o som estridente e intermitente de uma motosserra. Parece aquele ruído do antigo motorzinho de um dentista de mau humor, insensível, que desiste de salvar um dente sadio,  preferindo arrancá-lo pela raiz.
      Levanto e percebo que estão cortando a arvore na divisa com o meu terreno nos fundos do pátio. O temporal de 29 de janeiro quebrou um galho da árvore e o deitou sobre o telhado da minha garagem. Hoje cortaram a árvore por completo a pedido do proprietário e dos inquilinos. Eu só queria que tivessem tirado o grande galho quebrado. 
      Os donos do local alegaram que o vegetal os incomodava e que suas raízes ameaçavam derrubar o muro. É muito mais fácil destruir uma árvore do que reerguer um muro.
     Agora olho aquele vazio com tristeza. É só um vazio. Sem aquela beleza verde, sem a sombra, sem os pássaros, sem mais nada. Mas enfim, a árvore não era minha,não estava no meu terreno.
     Senti no ar um clima de tristeza. Foi como se ouvisse um lamento ou sentisse pingos de lágrimas do céu. Com certeza, eram do choro da alma de quem plantou aquela árvore. Que Deus a console. Amém.


Vendaval de 29 de abrir arrancou pedaço da árvore do vizinho
Cortaram a árvore privando-me da sombra e do canto dos pássaros

domingo, 27 de março de 2016

TESTE SOBRE A CURIOSIDADE ALHEIA

Sou curioso pra caramba e gosto de saber o quanto os outros também são. Por isso, levei uma sacolinha de loja de shopping e entrei com ela para o emprego. Fiquei pensando quem seria a primeira pessoa a perguntar o que eu tinha comprado.
Nem bem entrei na sala e um colega perguntou?
- Isso e presente pra mim? E eu respondi;
- E um restaurador de energia. Um produto com nome inglês. Um pequeno tríplex do tamanho de três caixinhas de CDs acopladas. O material não é muito rígido; todo ele feito de bread, com discos de horsemeat agregados que dão consistência e poderio energético. O produto normalmente é utilizado por um usuário apenas e não permite reciclagem. Vem sem manual porque é de facílima montagem.



Ele não adivinhou o que
era..você sabe o que era?











Resposta: Um sandwich


DICAS DE REDAÇÃO

No momento em que está criando, um escritor não pode se preocupar exageradamente com as regras gramaticais e ortográficas. Isso pode soar estranho partindo de um revisor. Calma. Esse conselho se deve ao fato de que essa preocupação com correção da forma pode prejudicar o foco no tema e na criatividade do conteúdo do texto. Mas, concluída a redação, é imprescindível a releitura com atenção e a eventual correção. Melhor ainda se a revisão for feita por uma outra pessoa, com conhecimentos totais sobre a língua portuguesa e experiência de vida. Um texto não é um pão que não se mexe depois que entra no forno.

REFLEXÃO NO COMBATE AO ERRO

A pressa e a pressão são inimigas da boa revisão.

segunda-feira, 14 de março de 2016

DECODIFICANDO UM DOS MENORES CONTOS DO MUNDO

 Outro dia criei um texto para brincar de disputar a feitura de do menor conto do mundo e publiquei aqui no meu blog. Repito-o, agora:

(Título) Solidão

(Texto) Silêncio no quarto.

Acredito que lendo esse minúsculo conto você pode tirar daí uma imensidão de situações, sensações, histórias e imagens que nele estão contidas, resumidas. Como sou um profissional das palavras, não me contive ao relê-lo e decidi decodificá-lo, desmembrá-lo, desfiá-lo, desenrolá-lo.



"Solidão. Silêncio no quarto. É um outro quarto. Um outro tempo. Na memória, ouço barulhos que aqui já não há, que se fizeram ouvir nos perímetros de um outro quarto. Não mais ouço os sons que cortavam intermitentemente o silêncio da noite. A começar com o ressonar dela, em nossa cama. Sibilam poucas palavras que escapam dos sonhos, indecifráveis, quase imperceptíveis. Já não há mais os latidos dos cães, os miados frenéticos dos gatos no bordel dos telhados, nem os gritos de jovens elitizados no final da balada. Nem o compasso dos passos apressados contra o chão da calçada, atrasados ou temendo o perigo dos assaltos. Na madrugada, seria hora de os passarinhos iniciarem suas aulas de canto, espreguiçando-se nos galhos das árvores. Daqui a pouco, seria o momento de o galo fazer seu solo épico, ignorando que agora existem celulares que nos acordam sem barulho. Em minutos, se ouviria o baque do jornal caído na varanda, jogado pelo entregador por sobre a cerca elétrica. Quantas e quais notícias se abrigariam na sequência das páginas. Mais um pouco e já se destacariam na rua os risos das crianças a caminho da escola.
   Na cozinha, já não há ruído de talheres e xícaras. Nem o som da TV deixada ligada com os apresentadores do noticiário contando as boas e as más notícias. Já não se sente o delicioso aroma do café. O silêncio aqui e agora é absoluto. Já não ouço sequer o batimento do meu coração. Já não ouço a minha própria respiração. Já não ouço mais nada. Já não vejo mais nada. É só o silêncio da solidão."

sábado, 27 de fevereiro de 2016

EXERCÍCIO DE IMAGINAÇÃO E CRIATIVIDADE


      Outro dia fiz uma proposta no Facebook para desenvolver criatividade e imaginação. Coloquei a expressão "baleia baleia baleia" e pedi para que criassem um texto que tivesse a ver com essas três palavras enfileiradas. O primeiro a participar foi meu amigo e primo emprestado Paulo Umpierre, exímio conhecedor de vinho. Ele postou o texto a seguir:


BALEIA BALEIA BALEIA


Meu conterrâneo Paulo Roberto Umpierre foi o primeiro a colaborar:



Certa manhã quando eu passava em frente a uma escola, ouvi o alarido das crianças, com idades em torno de 8 a 10 anos que brincavam no pátio, possivelmente era hora do recreio, ou algum professor que havia faltado naquele dia. Ao me aproximar, pude ver que um grupo de 4 a 5 meninos gritavam em alto e bom som, para uma menina um pouco mais fofinha: Baleia, Baleia, Baleia, numa clara situação de bullying, fiquei pensando no meu tempo de colégio, em que colocar apelidos nos colegas era apenas uma brincadeira, uma diversão. Fui me distanciando da escola e, de longe, ainda ouvia os gritos da criançada: Baleia, Baleia, Baleia! Foi o que eu achei para momento, caro Plinio Nunes . Abraço"


E o meu texto;


                                       BALEIA BALEIA BALEIA


        Filho de pescadores, ele nasceu em uma choupana na beira da praia, no litoral catarinense. Os dois sons mais lindos que ele ouviu foi a voz suave da mãe entoando uma cantiga e as ondas do mar. Ele foi crescendo de uma forma diferente dos outros meninos da aldeia, que viviam subindo em árvores e correndo atrás dos animais selvagens, pulando e brincando sem parar. Ele gostava era de ficar sentado em uma pedra, olhando o horizonte que se fechava sobre o oceano emoldurado por ilhas salpicadas ali e acolá, e elevado para cima e para baixo pelo movimento das ondas. Só pensava em ser também um pescador como o pai, a quem pouco via e que ora chegava sorrindo com o barco cheio de peixes que entregava para a sua mãe; ora vinha com o rosto vazio de sorriso e com a embarcação vazia. Nesses dias, via tristeza nos olhos dos dois. 
      O pai culpava o excesso de pescadores pelo sumiço dos cardumes. Não os colegas humildes como ele, que lançavam suas redes para pôr comida na boca da família o obter alguns trocados que custeavam outros alimentos que não podiam tirar do mar ou da floresta. Lamentava os barcos industriais que proliferaram e até ganhavam incentivos do governo e as fábricas poluentes que despejavam dejetos no mar.  Por fim, entristecia-se com os turistas que também emporcalhavam as águas.
      Cada vez mais, o pai aventurava-se no mar, em busca do peixe que mais perto já não havia. E o menino pouco o via. Para compensar essa ausência, a mãe enchia o garoto de carinho e de comidas saborosas. O guri gostava de olhar o mar e comer. Sem fazer exercícios e comendo muito, foi crescendo para todos os lados. Os vizinhos passaram a chamá-lo de Baleia. Era quase uma forma carinhosa. Ele não sofria com o apelido. Doía-lhe mais a condição física que o impedia de acompanhar a família em passeios ou mesmo no trabalho. Era pesado demais para o velho barco. O apelido ficou como uma marca, um nome. Até os pais o chamavam assim. Aos 16 anos, pesava mais de 120 kg. Para solucionar o incômodo que causava aos outros, decidiu construir seu próprio barco. Era uma grande canoa que ele cavou em um tronco de uma árvore caída. Usou a técnica dos índios: fogo, formão, machadinha e muita paciência. E usou informações de livros que ganhou de turistas. Entre as obras, leu Mobby Dick. Um ano depois, colocou seu barco no mar sozinho, utilizando cordas e troncos para usar como rolo para chegar à água.

     Ele passou a trazer peixe em abundância para a família e para vender. Ficou famoso na aldeia e nos arredores. Era o grande pescador Baleia. Um dia, deparou-se com uma orca gigantesca que que ameaçava virar a canoa. Então ele sacou a carabina que ganhará do avô e atirou no bicho. Salvou sua própria vida, mas enfrentou problemas com o Ibama e com os defensores dos cetáceos. Tudo ficou pior quando um jornal regional estampou a manchete:  

                                   BALEIA BALEIA BALEIA


domingo, 14 de fevereiro de 2016

MAIS UMA AULINHA DE GRAMÁTICA



Dificuldades com as palavras homófonas (som parecido) e homógrafas (escrita parecida)

Quando se usa ESTE e quando o correto é ESSE (vale também para isto, isso, para femininos e plurais).
O demonstrativo ESTE é usado quando o alvo da observação - objetos, pessoas, datas ou outros - está próximo de quem fala.
ESSE é quando está mais afastado de quem fala ou já foi referido. Está relativamente longe de quem fala mas perto de quem ouve.
Exemplo:
ESTE ano (2016) parece estar melhor do que o ano passado .
2015. Esse ano foi marcado por muitas tragédias e perdas.
ESTA é a minha opinião: "0 egoísmo é o que estraga a vida de todos". Você concorda com ESSA opinião?
Você concorda com ISTO que estou dizendo ou acha que não tem nada com isso?
AQUELE, AQUELA e AQUILO se referem a algo que está relativamente afastado de quem está falando e de quem ouve. Ou já passou.
AQUELE aluno ali, ou lá, é o mais inteligente da escola. Esse aluno que está ao seu lado é também muito estudioso.
AQUELE ano de 1950 foi de tragédia para os desportistas brasileiros e de júbilo inesquecível para os uruguaios.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

DICA PRA VOCÊ QUE MATAVA AULA DE PORTUGUÊS

Esta "aulinha de gramática" é uma dica pra você que sempre disse odiar a disciplina de Português e que matava com prazer as aulas sobre gramática, análise sintática e afins. Pra você que dizia não ver sentido em aprender essas "baboseiras" que não lhe serviriam para nada. Você nem imaginava que viveria esse tal de Facebook em que você tem que escrever em público e pagar os micos que paga. Mas, seus problemas acabaram. Veja com atenção as dicas para não ficar trocando a palavra "mal" por "mau". Nem vice-versa.
    Bote na cabeça que mal é antônimo de bem e que mau é antônimo de bom, e então ficará mais fácil.


   "Se você me disser que está se sentindo mal hoje, eu lhe aconselho a ver um médico clínico-geral."
   "Se você me disser que está se sentindo mau hoje, eu lhe aconselho a ver um psicólogo ou psiquiatra".

Bom e mau são adjetivos, ou seja, qualificam ou desqualificam substantivos, como são chamados os nomes das pessoas e das coisas.

Mal e bem podem exercer as funções de advérbios, porque modificam os verbos.  Exemplos: O jogador atuou mal na sua estreia. O novo aluno foi bem aceito na nova escola.
Mal pode ser conjunção, que serve para ligar orações: "Ele mal chegou e já o botaram no serviço".

Mal e bem também podem ser substantivos: "Não há mal que sempre dure nem bem que não se acabe".

sábado, 23 de janeiro de 2016

REFLEXÃO EM MAIS UM SÁBADO DE TRABALHO

Todos os dias eu rendo homenagens aos grandes homens e mulheres que passam pela Terra e deixam suas marcas positivas em favor dos seus semelhantes. Suas invenções e adaptações melhoram a vida de todos e diminuem a ação de quem veio ao mundo apenas para usufruir ou torná-lo pior.
As pessoas que modificam nossas vidas para melhor me fascinam. Meu agradecimento específico de hoje é a Larry Page e Sergei Brin, que criaram oficialmente o Google em 1998 e a todos que colaboraram e colaboram com essa maravilhosa invenção.
O Google é como um imenso guarda-roupa em que qualquer pessoa do mundo pode pegar gratuitamente a vestimenta que necessita para se aquecer ou se enfeitar intelectualmente. Porém, é preciso escolher bem entre a variedade quase infinita de peças que aumenta diariamente nos cabides internéticos. Neles estão todos os tipos de vestes, algumas limpas e perfumadas, outras não. Ali há muitas roupas colocadas por pessoas altruístas, outras por maldosos egocêntricos que buscam vantagens para si mesmos ou apenas prejudicar os demais.
Busco diariamente o Google como me atirava às enciclopédias e, a cada consulta bem feita, saúdo Sócrates, o filósofo grego: "Quanto mais aprendo, mais me dou conta de que nada sei",

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

SOBRE O SIGNIFICADO DAS PALAVRAS

Em 1968, quando vereadores de Alegrete, terra natal de Mario Quintana, resolveram fazer uma homenagem ao famoso conterrâneo, pediram a ele que criasse um poema para constar na placa. O poeta, que nunca foi de fazer poemas por encomenda, negou-se a atender o pedido e explicou com uma das suas características frases: "Um engano em bronze é um engano eterno". Sem desistir da homenagem, os homenageadores colocaram na placa justamente essa frase. Eu concordo com Quintana e entendo que um erro na Internet, que o poeta não chegou a conhecer, é mais do que um erro eterno, é um erro contaminador e que se dissemina irremediavelmente. Quanto mais prestígio o autor tem, mais efeitos maléficos seu erro causará, porque não há nada que dissemine mais os erros do que aqueles que desfrutam de credibilidade. Disso se aproveitam os "pichadores de Internet", os vândalos que costumam atribuir textos a outras pessoas.
Foi pensando nisso que observei muitos erros que se repetem exatamente por causa da exposição na Internet. Hoje refiro-me a quatro palavras:


Intermitente
Iminente
Bagatela
Ímpia
Manemolente

Tenho lido muita gente usar "intermitente" com sentido errado, dizendo, por exemplo, que a chuva intermitente impedia o personagem de sair de casa. Ora, se a chuva era intermitente, era só aproveitar os momentos em que ela não estava caindo para sair. É que muita gente acha que intermitente é sinônimo de incessante. E não é. Intermitente é interrompido e retomado, como as luzinhas das lâmpadas da árvore de Natal ou dos vaga-lumes.

Iminente é o que está para chegar, e não eminente, mesmo que esteja para chegar o cardeal da igreja católica, que é chamado de Sua Eminência. Eminente é importante, iminente é o que está prestes a acontecer.

Bagatela, significa ninharia, micharia, mas tem gente que escreve essa palavra para se referir a uma importância significativa. É que esquecem de pôr aspas, o que indicaria uma ironia. Por exemplo, um lápis custa uma bagatela, dois reais apenas, um jogador ganha uma "bagatela", 50 mil reais por mês. Eu não tenho certeza da causa de não usarem as aspas, no resto do país, mas me lembro que em uma certa época, nos anos 1990, um diretor de um importante jornal gaúcho decidiu que não se usaria mais aspas em suas edições porque a repetição desse sinal gráfico enfeiaria os textos. Daí que passaram a não usar nem aspas nem itálico em palavras que indicariam ironias, como,no caso bagatela. Outros jornais e, depois, blogs copiaram essa imbecilidade.

Ímpia - Pouca gente sabe o que é ímpia. Como o termo faz parte do hino farroupilha ("...nesta ímpia e injusta guerra") algumas pessoas resolvem escrever o vocábulo sem se dar conta do que ele significa. Uma vez, durante uma reunião de pauta, uma jornalista comentou que ninguém poderia falar mal do jornal. "Afinal, somos uma redação ímpia", querendo ressaltar a honestidade dos jornalistas. Ninguém na sala comentou nada sobre isso. Na verdade, impia significa que não tem dó, não tem piedade.

Manemolente Quem lê assim até acha que está errado de tanto que ouve falarem em malemolente e malemolência. Ouço o termo equivocado com muita frequência. O badalado jornalista Pedro Bial que comanda um programa de grande audiência (ultimamente nem tanta) chamado BBB costuma usar o termo malemolente e malemolência para explicar um comportamento brejeiro dos brasileiros, com malícia e movimentos de corpo. Malemolente não existe. O que existe é manemolente, um adjetivo criado a partir de um personagem baiano chamado Mané Mole. Ser manemolente é ser como Mané Mole com sua ginga e trejeitos. Alguém que não presta muito atenção no significado das palavras, confundiu manemolência com malevolência e passou a falar ou escrever errado. Uns e outros também pouco letrados copiaram e assim certamente algum dicionarista já colocou como sendo palavra válida já que é pronunciada por tanta gente.





quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

ANALISANDO A ORIGEM DAS PALAVRAS

Sempre gostei de estudar Português, mas o que mais me delicia não é aprender as regras que permitem construir um texto inteligível e coerente. Sou fissurado mesmo é na origem da palavra, nesse mistério que leva os povos a dar nomes para depois se referir às coisas, às pessoas. Tenho notado que os nomes são dados como referências do que as pessoas veem ao redor. Acho que é o carisma de quem observou e deu o nome que leva os outros integrantes da tribo a repetir aquele nome escolhido. E os nomes, na maioria dos casos, são repassados de gerações a gerações. Há palavras que pronunciamos, como por exemplo, cadeira, que não temos nem ideia (pelo menos uma boa parte de nós) do porquê desse objeto para se sentar se chamar assim. Muitos vocábulos vêm da influência da dominação romana ou da civilização grega. A palavra ônibus, por exemplo, deriva da palavra omnibus, que, em latim, significa "para todos".
Outra origem de palavra que me fascina é da janela, em português. Ela vem de Janus, deus da mitolomia romana e também etrusca, é o deus de duas cabeças, uma voltada para o passado e outra para o futuro. Foi dele que surgiu a palavra janela que tem visão para o lado de fora e o lado de dentro. Já em língua inglesa e espanhola, as palavras window e ventana, tem origem no vento, que a abertura na parede impede de entrar.
Outra palavra pela qual fiquei fascinado ao descobrir-lhe a origem é porta. O radical da palavra portuguesa que tem origem no latim é port e significa entrada. Basta notar as palavras correlatas como portal, pórtico, portão, portaria, portinhola, todos com o sentido de passagem. Portugal, o país, teve seu nome originado do rio Portucale. Portugal, não deve ser por coincidência, fica na entrada da Península Ibéria, caminho para o resto da Europa, e ganhou essa denominação quando o ingresso era feito pelo mar.
P.S. Se alguém não vê sentido nisso e tiver alguma versão melhor, por favor contribua. Ou silencie. Não me peça citações de obras nem de autores consagrados.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

REFLEXÃO NA TARDE MODORRENTA DE JANEIRO

    Não ando em busca da felicidade a qualquer preço. Tento viver os dias que me restam sem pressa demasiada e sem afobamentos, que são os pais dos erros e dos arrependimentos. Mas de olhos abertos à espera das oportunidades porque cavalo encilhado não passa pela nossa frente toda hora, mas é preciso estar atento porque ônibus errado não é bom nem quando é de graça.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

REFLEXÃO NO SÉTIMO DIA DE 2016

A qualidade das ideias de um povo depende, na maior parte dos casos, dos formadores de opinião de cada um: a começar pela família, passando pela escola, ídolos de massa e expoentes da mídia. Os governantes, em países democráticos, são reflexo disso.

domingo, 3 de janeiro de 2016

A ESCADA E O ELEVADOR

Para quem não tem problemas físicos ou condições de vencer a preguiça e o excesso de comodidade, ou não está muito cansado, a escada é melhor do que o elevador, se o destino for até o segundo andar ou o terceiro.
No momento em que você chega, a escada sempre está ali à sua disposição. E também quando você voltar, sem precisar apertar algum botão.
Nem sempre você tem sorte de encontrar o elevador onde você está. Às vezes, você espera um bocado e se irrita porque alguém insiste em segurar a porta pra conversar com o vizinho.
Pode ser que alguém bloqueie a escada também, mas vocé não precisa gritar para que liberem o caminho.
Para quem tem claustrofobia, a escada é um paraíso. Ela nunca tranca nem corre o risco de superlotação ou um maluco ou maluca querer entrar dizendo que cabe mais um, especialmente quando tem o peso maior do que todos os outros ocupantes juntos.

domingo, 20 de dezembro de 2015

PARABÉNS AOS VENCEDORES DO PRÊMIO ARI

JORNALISMO IMPRESSO

1) Reportagem Geral

 Lugar 
Letícia Duarte 
Refugiados - Uma história 
Zero Hora

2º Lugar 
Paula Milano Sória Quedi 
Aids: O silêncio que mata - 
Jornal do Comércio 

Menção Honrosa
Larissa Franke Roso - Último Desejo - 
Zero Hora


2) Reportagem Esportiva
1º Lugar
Mauricio Tonetto 
O Submundo das Lutas
 Zero Hora
2º Lugar
 Carlos Rollsing 
Trago FC 
 Zero Hora
Menção Honrosa
 Rodrigo Martins de Oliveira 
Coronéis do Futebol – 
Zero Hora

3) Reportagem Econômica
Joana Colussi
1º Lugar
– Joana Colussi 
– Matopiba Tchê
 – Zero Hora 
2º Lugar
– Caio Cezar Cigana 
–  A CEEE por um Fio
 – Zero Hora
Menção Honrosa
 – Juliana Bublitz
 – Precatórios - Uma Longa Espera 
– Zero Hora

4) Reportagem Cultural
Cristina Ferraz Pasko
1º LUGAR 
Priscila Ferraz Pasko 
Vida de Artista na Terceira Idade 
Extra Classe

2º LUGAR – Cristiano  Dias Vieira
  – Sinfonia do Descaso –
 Jornal do Comércio

Menção Honrosa 
Luísa Roig Martins –
Não Deixe o Talian Morrer 
- Zero Hora


5) Crônica

Claudia Laitano

1° Lugar 
Claudia Laitano - 
Saudades do Brasil -
 Zero Hora

2º  Lugar 
Paulo Ricardo Cunha Mendes 
O Homem, o cavalo e o guri
Correio do Povo.

Menção Honrosa: 
Claudia Laitano – 
O Circo e o Shopping 
- Zero Hora



6) FOTO JORNALISMO

1° Lugar
 Júlio César Bello Cordeiro
Últimos Desejos
Zero Hora
2º Lugar
Mateus Bruxel
Inferno na Terra Prometida
Zero Hora
Menção Honrosa
Júlio César Bello Cordeiro
Guaíba Transbordou
Zero Hora

6) Planejamento Gráfico

1º Lugar
 Gilmar de Oliveira Fraga
- Vítimas de Abrigos 
- Zero Hora
2º Lugar
 Bruno Schmit
Caderno Planeta Ciência
Zero Hora
Menção Honrosa  
– GILMAR DE OLIVEIRA FRAGA
 – O QUE APRENDEMOS (OU NÃO) COM 0 7 A 1 
– ZERO HORA

7) Charge
          
1º Lugar
Neltair Rebés Abreu -
Pobre Rio Grande
Extra Classe.
2º Lugar 
– Gilmar de Oliveira Fraga
Toró de Ideias
Zero Hora
Menção Honrosa 
Neltair Rebés Abreu (Santiago)
Lei Áurea
Extra Classe

RADIOJORNALISMO

1) Reportagem Geral
1º LUGAR –
 José Renato da Silva Freiras Andrade Ribeiro
 – Filhos à Venda  – 
Rádio Santa Cruz AM

2º LUGAR- 
CID MARTINS – 
POR TRÁS DAS ESTATISTICAS CRIMINAIS –
 RÁDIO GAÚCHA

MENÇÃO HONROSA 
– MARIA EDUARDA FORTUNA
 – DCOMÉRCIO ILEGAL À EXPULSÃO DE MORADORES: O DESCONTROLE EM CONDOMÍNIOS DO MINHA CASA MINHA VIDA NA RESTINGA – RÁDIO GAÚCHA

0) Reportagem Esportiva

MENÇÃO HONROSA – GUSTAVO HENRIQUE HENEMANN – VÔLEI GAÚCHO EM 5 SETS – RÁDIO ABC 900AM

1º LUGAR – RODRIGO MARTINS DE OLIVEIRA – CORONÉEIS DO FUTEBOL – RÁDIO GAÚCHA
2º LUGAR – JOSE RENATO DA SILVA FREITAS ANDRADE RIBEIRO – FÁBRICA DE MÚSCULOS -  RÁDIO SANTA CRUZ AM

TELEJORNALISMO

01) Reportagem Geral

MENÇÃO HONROSA – VANESSA DA ROCHA GONÇALVES – CRIMINOSOS CRIAM QUADRILHA PARA ROUBAR CELULARES SOB ENCOMENDA E REVENDER PRODUTOS NO CENTRO DE PORTO ALEGRE – GRUPO RBS/TVCOM/RBSTV
2º LUGAR –  LÉO FLORES VIEIRA NUNEZ – ENCHENTE NO RIO GRANDE DO SUL – TVE RS
1º LUGAR – ANGELICA CORONEL COUTO – TVE REPORTER IMIGRANTES NO RS – PARTE 1 PARTE 2

02) Reportagem Esportiva


1º LUGAR – GLAUCO DE OLIVEIRA PASA - A GRANDE DECISÃO DE CAIO – RBS TV
2º LUGAR – LÉO FLORES VIEIRA NUNEZ – ESTÁDIO OLÍMPICO MONUMENTAL – TVE RS
MENÇÃO HONROSA – GUILHERME BERTUOL CANAL – AMÉRICA AZUL- 20 ANOS DA CONQUISTA DO BI DA LIBERTADORES PELO GRÊMIO – RBSTV PORTO ALEGRE

WEBJORNALISMO

1º LUGAR – JONATHAS DE ALMEIDA COSTA – TRAGÉDIA HISTÓRICA NO ANO DO CINQUENTENÁRIO – O ALVORADENSE
2º LUGAR – BRUNO SCHMITZ FELIN – MEMÓRIAS INJUSTAS – ZERO HORA
MENÇÃO HONROSA – JULIANA BUBLITZ – PRECATÓRIOS-UMA LONGA ESPERA – ZERO HORA

JORNALISMO UNIVERSITÁRIO IMPRESSO
1º LUGAR – CASSIANA MACHADO MARTINS – MAPA DO ESTUPRO – FAMECOS

JORNALISMO UNIVERSITÁRIO RÁDIO
1º LUGAR - CASSIANA MACHADO MARTINS – FEMINISMO NA PUBLICIDADE - FAMECOS

JORNALISMO UNIVERSITÁRIO TELE
1º LUGAR – RÉGIS DE OLIVEIRA JÚNIOR – FASE-MENORES INFRATORES - UNISC

JORNALISMO UNIVERSITÁRIO WEB
1º LUGAR – RAYSA PAULA OLIVEIRA GUAGLIARDO – NÃO SOMOS RIVAIS, SOMOS A REVOLUÇÃO - FAMECOS

CONTRIBUIÇÃO ESPECIAL À COMUNICAÇÃO SOCIAL – PRÊMIO ANTONIO GONZALEZ
JORNAL JÁ EDITORA
ZERO HORA
JORNAL CORREIO DO POVO 120 ANOS  - REFORMA EDITORIAL E GRÁFICA
HOMENAGEM ESPECIAL A REVISTA GOOOL

HOMENAGEM ESPECIAL À AGÊNCIA PAIM