quinta-feira, 28 de julho de 2011

CAMINHADA DE APOIO AOS EXCEPCIONAIS EM PORTO ALEGRE

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Porto Alegre promove, no próximo dia 28 de agosto, a IV Caminhada da Apae-Poa. O título do evento deste ano é Movidos pelo Amor. A caminhada será realizada no Parcão,  parque localizado no bairro Moinhos de Vento, com início marcado para as 9h. Quem quiser adquirir a camiseta, por R$ 12, por meio do site apaemovidospeloamor.com.br ou receber informações pelos telefones 3224-4645 ou 3225-8217.

domingo, 24 de julho de 2011

A HISTÓRIA DO HOMEM QUE NÃO GOSTAVA DE DIZER PALAVRÕES

Palavrão não entrava na casa do pai de Marcos. Não que fosse repressor. Quem fala palavrão é porque tem pouco vocabulário, dizia o pai, professor de português. No que a mãe dele, professora de biologia, concordava. Por isso, Marcos nunca dizia "malas palavras" como o avô uruguaio se referia aos palavrões. Até quando tropeçava com o dedão do pé em uma pedra, o máximo que gritava era "ai, caramba! Na escola, enquanto os colegas repetiam termos grosseiros o tempo todo, ele jamais copiava. Deixava que caçoavam dele, não tinha importância.
 Na adolescência, seguiu a rotina de não usar palavrões. Ficava até ruborizado quando ouvia alguém dizer um palavrão mais cabeludo e, além disso, fora de contexto.
  Como dizem que os polos opostos se atraem, namorou e casou com uma jovem totalmente diferente dele nesse sentido. Ela abusava dos palavrões. Aos poucos, foi diminuindo a intensidade dos termos mais fortes.
  A cena mais marcante dessa história aconteceu em uma tarde. Os dois andavam de carro por uma avenida da Capital, quando Marcos, sem querer, fechou outro automóvel. O outro motorista ficou possesso. Na primeira sinaleira, encostou no veículo dele e desferiu uma série de palavrões. Foram desde corno, filho da puta e veado, até outros ainda mais fortes relacionados a sexo oral ativo ou indicativos para se submeter a práticas sexuais não ortodoxas.
  Marcos ouviu e ficou quieto, sem dizer nada. O motorista parou com os impropérios e ficou observando-o, esperando uma resposta. A mulher de Marcos ficou indignada. Muito com o outro motorista, mais ainda mais com o marido:
  – Marcos! Tu não vais dizer nada? Não vais xingar ele também?
  O nosso amigo respirou fundo, ficou vermelho, usou de todas as suas forças, olhou forte para o outro... e disparou:
   – Sai ô ô ô...  BOBÃO!
O outro motorista ficou perplexo. Não sabia o que dizer. Achou melhor dar aquilo por encerrado, acelerou o carro e foi embora. 

quarta-feira, 20 de julho de 2011

UM FELIZ DIA DO AMIGO

Quero enviar aqui, um grande abraço para um grupo de pessoas que considero realmente amigas. Não relaciono nomes. Quem é meu amigo sabe. Amigo não é aquele que adora compartilhar dos teus bons momentos, mas some quando a maré não está tão boa. Amigo é aquela pessoa que aponta teus defeitos discretamente e tuas qualidades publicamente. É aquele que te ajuda sem que peças e que também aceita a tua ajuda. Num mundo em que muita gente usa o falso título de amigo para levar vantagem, é preciso valorizar aqueles que realmente são teus amigos. Ninguém é amigo de todo mundo nem existe alguém de quem todo mundo seja amigo. Para ilustrar este dia, reproduzo aqui poesia do famoso poeta parnasiano Guilherme de Almeida.


                            A Hóspede


Não precisa bater quando chegares.
Toma a chave de ferro que encontrares
sobre o pilar, ao lado da cancela,
e abre com ela
a porta baixa, antiga e silenciosa.
Entra. Aí tens a poltrona, o livro, a rosa,
o cântaro de barro e o pão de trigo.
O cão amigo
pousará nos teus joelhos a cabeça.
Deixa que a noite, vagarosa, desça.
Cheiram a relva e sol, na arca e nos quartos,
os linhos fartos,
e cheira a lar o azeite da candeia.
Dorme. Sonha. Desperta. Da colméia
nasce a manhã de mel contra a janela.
Fecha a cancela
e vai. Há sol nos frutos dos pomares.
Não olhes para trás quando tomares
o caminho sonâmbulo que desce.
Caminha - e esquece.


Guilherme de Almeida

O autor da poesia
 Nascido em Campinas (SP), em 24 de julho de 1890 e morto em 11 de julho de 1969, Guilherme de Andrade de Almeida, foi jornalista, advogado, poeta, crítico de cinema, tradutor e ensaísta. Em 1930, entrou para a Academia Brasileira de Letras. Em 1958, foi eleito como o quarto príncipe dos poetas brasileiros (atrás de Olavo Bilac, Alberto de Oliveira e Olegário Mariano). É o autor da letra da Canção do Expedicionário, sobre a atuação dos pracinhas na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial. Foi o responsável pela divulgação no Brasil do tipo de pequeno poema japonês de apenas três versos conhecido por haikai.

sábado, 16 de julho de 2011

CURIOSIDADE ENVOLVENDO LÓGICA E MATEMÁTICA

  Antônio não ouviu o despertador do celular e acordou preocupado. Estava atrasado para ir ao trabalho. Após um banho rápido, vestiu-se também com pressa. Faltava apenas o par de meias, e esse foi seu problema. Para não acordar a esposa, não acendeu a luz e andou com cuidado até a gaveta em que guardava 52 meias, 26 brancas e 26 pretas. A pergunta é: quantas meias Antônio precisou tirar da gaveta, no escuro, para ter certeza de que teria um par da mesma cor para vestir?

A resposta está no primeiro comentário.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

MAIS COMENTÁRIOS SOBRE A CRASE

Não colocar sinal de crase onde existe é lamentável, mas pôr o acento grave onde não tem é pior ainda. Para ajudar nessa tarefa difícil, VidaCuriosa apresenta hoje casos nos quais não há existência de crase. É bom constatar a inexistência de contração de preposição a com artigo feminino a.

  1) Diante de palavra masculina. Exemplo: Em minha infância na Campanha, apreendi a andar a cavalo.
Atenção: Às vezes, há crase diante de palavra masculina mas é porque existe alguma palavra feminina oculta. Exemplo: Resolveu escrever à (moda) Luis Fernando Verissimo.
  2) Diante de verbo: Dediquei-me a viajar durante as férias.
  3) Diante de palavra no plural: Refiro-me a jogadas ensaiadas.
  4) Expressões de tratamento: Enviou mensagem a Sua Reverendíssima.
(Atenção para as exceções: dona e senhora. Entreguei o livro à Dona Maria (a a) para a Dona Maria) Enviei as cartas à senhora. (a a), para a senhora)
  5) Pronome pessoal: Entreguei o papel a ela.
  6) Pronomes indefinidos: Falarei isso a qualquer pessoa. A certa altura, ela começou a chorar.
  7) Pronomes demonstrativos: Fiz uma poesia a cada companheira de luta; nada se compara a esta vida.
Atenção para as exceções: Fiz elogios àquela atriz, àquele cantor, àqueles artistas. O motivo é a contração da preposição a com a inicial a desses demonstrativos.
 8) Artigo indefinido: Chegamos a uma boa conclusão. (Não confundir com "Chegamos à uma (1h) da manhã e saímos às duas.(a a uma). Nesse caso, há artigo diante da palavra feminina uma, que é numeral.)
9) Depois de preposição: Falaremos perante a Justiça. O crime aconteceu após a festa.
  Mais uma dica: sempre que aparecer a palavra devido, seguida de palavra feminina, muita atenção porque provavelmente é caso de crase. Veja sempre se há preposição e artigo. Devido à crise, aumentou o desemprego. (Se passando para o masculino der devido ao é porque há crase) No caso de "devido a uma crise", não há por causa desse artigo indefinido aí (número 8).

Outra dica: para saber se o "a" é preposição ou artigo, é importante examinar o verbo. Se ele for transitivo direto, o a é artigo. Se for transitivo indireto requer preposição. Exemplo: O carteiro entregou a correspondência (sem crase). O carteiro recebeu a correspondência e a entregou à professora (com crase).


Mais adiante pretendo colocar mais posts sobre crase.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

CRASE, ESSA INCOMPREENDIDA

O poeta Ferreira Gullar criou uma bela frase em 1955: a crase não foi feita para humilhar ninguém. É verdade, não foi feita para isso. Mas que humilha, humilha. Tem gente que, por não ter conhecimento da ortografia nem vontade de aprender, gostaria de acabar com a crase. Seria o mesmo que, por não saber conjugar os verbos, eliminar as conjugações e escrever tudo do jeito que quiser, como aliás grande parte da população está fazendo. Depois não entendem o que leem, não conseguem se comunicar por escrito e culpam os gramáticos de não acompanharem a evolução do linguajar do povo.
   Já presenciei grandes gafes e até erros por falta de entendimento em bilhetes e até edições de jornais com textos errados. Ninguém é perfeito, erros acontecem. Mas só o estudo da gramática e a leitura de bons textos são capazes de proporcionar uma forma correta de escrever. Além disso, é importante ter muita atenção na hora de finalizar. É provável que, neste texto, o amigo internauta encontre algum erro. Se isso acontecer, agradecerei pelo alerta.
  O poeta Mario Quintana dizia que, quando o leitor não entende o que o autor quis dizer com o que disse, um dos dois é burro. Eu me atrevo a acrescentar: ou os dois.
   Admito que reconhecer casos de crase não é tão fácil como fritar um ovo. Há quem tenha tanta dificuldade que até gostaria de ver extinto esse sinal gráfico. Foi o caso de um deputado paulista, já falecido, que chegou a propor a retirada da crase da gramática brasileira. Alegou que era um sinal já esquecido pelo povo. Foi tão criticado que acabou voltando atrás.
   Em 1988, comecei a estudar a crase. Hoje, considero-me um razoável conhecedor do tema. O problema é que há divergências entre filólogos a respeito de diversos casos. Alguns acham que a crase pode servir para evitar situações dúbias. Eu sigo aqueles que entendem que, se existe contração de artigo com preposição, há caso de crase. Caso contrário não.
   Na semana passada, uma revista nacional apresentou uma seção com o seguinte título: Bê-à-bá do economês. Acredito que o jornalista que titulou pensou em algo que vai do Bê até a Bá, mas, na verdade, Bê-á-Bá é uma expressão que deriva da soletração B A=BÁ. São, portanto, três palavras com uma única sílaba: Bê, Á e Bá. As três levam acento agudo porque são oxítonas terminadas em a.
  Para exemplificar a importância da crase no entendimento das frases, apresento um trocadilho criado há mais de 30 anos por Paulo Ricardo Stefaniak, um colega da faculdade de jornalismo da Ufrgs. Nunca mais o vi e acho que hoje deve estar desempenhando uma função ligada à área jurídica já que também cursou Direito. As frases são as seguintes:


Os autos do processo dão marcha a ré.
Os autos do processo dão marcha à ré.

Na primeira versão, sem crase, significa que o processo não está evoluindo e, pelo contrário, está indo incompreensivelmente para trás.
Na segunda versão, com crase, significa que a acusada está sendo beneficiada.
Em um próximo post, colocarei partes de um trabalho que elaborei sobre a crase após anos de estudos com base em livros e jornais. Outro detalhe que descobri é que, com o acordo ortográfico de 8 de dezembro de 1945, o sinal gráfico da crase, que era indicado por um acento agudo (á) foi substituído pelo acento grave (à). Seguirei pesquisando para descobrir em qual momento histórico foi criada a figura da crase.

sábado, 18 de junho de 2011

A CONFUSÃO DOS FUSCAS AMARELOS

Os carros eram como esse aí
Nico Fagundes é uma figura. Entre muitas outras coisas, foi presidente do Instituto de Tradição e Folclore do Estado, escreveu vários livros, foi ator de cinema gaudério e é o autor da letra do Canto Alegretense, criado com o irmão dele, o Bagre. Apresenta o programa Galpão Crioulo, na RBSTV, há 29 anos. Na Zero Hora, mantém uma coluna sobre tradicionalismo também há muito tempo. Não dá pra contar aqui tudo o que fez ou faz. Antônio Augusto superou grave doença e segue trabalhando. Nos anos 90, tinha um fusca amarelo.
Jorge Euclides dos Santos, que trabalhava no laboratório de fotografia de Zero Hora naquela mesma época, também é uma figura. Hoje está aposentado e faz frilas em fotografia. Todo mundo o conhecia na empresa como Caçapava, apelido que ganhou por ter semelhança física com o centromédio que compunha o meio campo do Inter com Batista e Falcão. Caçapava, o laboratorista, tinha um fusca amarelo.
   Um dia, Nico ligou para o mecânico e o autorizou a buscar o automóvel dele no estacionamento de Zero Hora para consertá-lo. Disse lá o problema que havia e pediu que ligasse quando o serviço ficasse pronto. Queria urgência.
   Caçapava ambicionava muito consertar o seu carrinho, que estava precisando mesmo de vários reparos. Mas a grana estava curta. Assim que pudesse, daria uma guaribada nele. Naquele mesmo dia, ao sair do trabalho, não viu seu fusca amarelo no estacionamento.
– Assim não dá! Além de tudo, ainda me levam o carro – lamentou, já se preparando para registrar o furto na polícia.
  No dia seguinte, Nico recebeu uma ligação do mecânico:
- Seu fusca tá pronto, seu Nico!
- Mas como? Se o carro ainda está no estacionamento?
Foi então que o mecânico percebeu a trapalhada que fizera e amaldiçoou a fábrica que permitiu a uma mesma chave abrir e ligar dois carros. Havia pego o carrinho errado. Sorte do Caçapava, que ganhou o conserto de graça.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A MANCADA DA PROFESSORA

Você já cometeu gafes? Acredito que sim. Mas não deve ter chegado perto do que aconteceu com uma professora de Bagé. Foi forte mesmo. Tão constrangedor que ela teve de se mudar da cidade.
Foi assim:
Depois de chegar da escola, em uma sexta-feira, ela deparou com um problema na pia. Como é chato um vazamento. Além de molhar a cozinha ainda deixa aquele barulho irritante: tique, tique, tique. O marido prometeu solucionar o caso no dia seguinte. E eles se concentraram em algo mais agradável, relaxante, reconfortante.
No dia seguinte, ao acordar, notou que o lado direito da cama estava vazio. Foi à cozinha e viu o homem, com o corpo para dentro do balcão sob a pia, pernas para fora, consertando o vazamento. Para fazer o conserto, pensou ela, ainda bem que ele vestia aquelas calças que já não usava mais. Ela não teve dúvidas. Chegou pé por pé e enfiou a mão entre as pernas do homem, ao mesmo tempo, em que perguntava:
– Cadê as minhas bolinhas?
 Quando ele saiu debaixo da pia, ela empalideceu. Não era o esposo. Era o encanador, que tinha ganhado recentemente algumas roupas doadas pelo marido dela e havia sido contratado de manhã para consertar a pia.
Morais da história: se for doar suas roupas usadas, avise a sua mulher. E, ao contratar encanador, escolha um que não seja fofoqueiro.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

OS CRAQUES DE FUTEBOL E AS MÚSICAS QUE OS HOMENAGEIAM

                                                                                        Atualizado em 19/7/2011
       Depois da origem dos nomes dos clubes de futebol, apresentamos agora, alguns dos craques brasileiros para os quais foram feitas músicas. Mais jogadores mereciam estar nesta pesquisa, mas preferi deixar só estes para o post não ficar muito longo, o que prejudicaria a leitura.
                                                 

                     PELÉ
 O Rei do Futebol Mundial

Quando um jogador fizer, se é que conseguirá, 1.282 gols em sua carreira e for tricampeão mundial, poder-se-á então, começar a discutir se ele foi melhor do que Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. Para isso, terá de ter sido o futebolista do seu século, como Pelé o foi em 1999, eleito pela International Federation of Football History e Statics. Ou o Atleta do Século de Todos os Esportes, como foi em 15 de maio de 1981 pelo jornal francês Le Equipe. Em 2000, foi eleito pela Fifa como o jogador de futebol do Século XX. Além disso, ganhou três copas do Mundo (1958, 1962 e 1970) pela seleção brasileira, bicampeão mundial pelo Santos, campeão de duas Libertadores também pelo clube santista.
Edson nasceu em 23 de outubro de 1940 em Três Corações (MG), filho de João Ramos do Nascimento, o também jogador de futebol Dondinho, e de Maria Celeste. O nome teria sido uma homenagem ao inventor norte-americano Thomas Alva Edison. Já o apelido Pelé teria se originado da alcunha de um goleiro, amigo de seu pai, chamado Bilé. Ainda pequeno, como não conseguia dizer o nome correto do jogador, acabava pronunciando Pilé e acabou ganhando esse apelido que derivou para Pelé.
Em 1945, Pelé mudou-se com a família para Bauru (SP). Com 11 anos jogava em um time juvenil chamado Canto do Rio. Apoiado pelo pai, criou seu próprio time, que batizou de Sete de Setembro. Jogou depois no time juvenil do Bauru Atlético Club. Das iniciais BAC surgiu o apelido de Baquinho. Foi então que o jogador e treinador Valdemar de Brito o levou para treinar no Santos. Aí começou a carreira vertiginosa que resultou nos títulos mencionados no início desta história. Pelé parou de jogar duas vezes. A primeira, aos 37 anos, em 1974, quando estava no Santos. A segunda em 1977, quando estava no Kosmos de Nova York. De 1995 a 1998, Pelé foi ministro dos Esportes no governo Fernando Henrique.
Vídeo: música Deus Negro, autoria de Cecílio José Carneiro


                      
     GARRINCHA,                     
      A Alegria do Povo
Manoel Francisco dos Santos, o Garrincha, foi, depois de Pelé, o jogador que mais valorizou um ingresso de futebol. Brilhante na arte do drible, do cruzamento e da complementação do gol, teve uma história inesquecível. Nasceu em 18 de outubro de 1933, no distrito de Pau Grande, do município fluminense de Magé. Em sua infância, gostava de caçar passarinhos e ganhou, da irmã, o apelido de uma dessas aves. Conforme Ruy Castro, ele teria ficado com as pernas tortas devido por ter sofrido de poliomielite.
Seu primeiro clube foi o Esporte Clube Pau Grande, quando tinha 14 anos. Depois passou pelo Serrano, de Petrópolis e dali foi para o Botafogo de Futebol e Regatas. Contam historiadores e desportistas que, no primeiro treino, ele encheu de dribles o já famoso lateral esquerdo Nilton Santos.
   Garrincha jogou por 13 anos no Botafogo a partir de 1953. Também jogou um ano no Corinthians Paulista (66) e no Flamengo (1969), no Olaria e na Seleção Brasileira de 1957 a 1966, quando foi campeão mundial em 1958 e 1962. Também atuou no Atlético Junior, da Colômbia. Também disputou uma partida pelo Novo Hamburgo, em 2 de junho de 1969, outra pelo Alecrim de Natal e outra pelo Fortaleza (CE).
Na vida pessoal teve oito filhas com a primeira namorada Nair. Depois de se separar, casou com a cantora Elza Soares, com quem viveu por 15 anos. Os dois tiveram um filho, Manoel Garrincha dos Santos Junior, que morreu em um acidente de carro. Teve dois filhos fora do casamento, um no Brasil e outro na Suécia.
Garrincha morreu em 20 de janeiro de 1983 devido à cirrose (doença no fígado).
Vídeo: Balada do Nº 7, composição de Alberto Luiz, na voz de Moacir Franco



  RONALDO NAZÁRIO
  O Fenômeno
Ronaldo Luís Nazário de Lima, nasceu no bairro de Bento Ribeiro, na cidade do Rio de Janeiro em 22 de setembro de 1976. Ele queria treinar no Flamengo, mas não tinha dinheiro para as passagens e foi então treinar no São Cristóvão. Jairzinho, o Furacão da Copa, o viu jogando e pagou 10 mil dólares pelo seu passe e o revendeu para o Cruzeiro de Minas, onde estreou, com 16 anos, em 1993. Naquele ano, participou da seleção brasileira sub17. Em 1994, foi contratado pelo PSV Endoven, da Holanda, onde marcou 54 gols em 57 partidas. Em 1996, foi para o Barcelona, da Espanha, onde ganhou o apelido de Fenômeno e acabou escolhido pela primeira vez o melhor jogador do mundo daquele ano. Na Inter de Milão, em 1997, fez 14 gols em 19 jogos e foi eleito melhor jogador do mundo, pela segunda vez. Em 1998, sofreu uma convulsão pouco antes da final da Copa do Mundo. em 2000, ficou oito meses parado devido a uma lesão no joelho direito. Em 2002, foi pentacampeão do mundo pela seleção brasileira e saiu da Inter e foi para o Real Madrid. No final do ano, foi eleito o melhor jogador do mundo pela terceira vez. Em 2007, jogou no Milan. Com hipotireoidismo, começou a engordar. Além disso, sofreu nova lesão grave. Em dezembro de 2008, foi contratado pelo Corinthians, onde foi campeão paulista. Em 14 de fevereiro de 2011, anunciou sua aposentadoria e afirmou: Perdi para o meu corpo. Ronaldo foi o maior artilheiro de Copas do Mundo com 15 gols, em quatro edições (94, 98, 2002 e 2006).
Em 7 de junho de 2011, Ronaldo fez seu jogo de despedida atuando por 15 minutos pela Seleção Brasileira na vitória de 1 a 0 em amistoso contra a Holanda.
Vídeo: música Sou Ronaldo, parceria de Marcelo D2 e Bruno Mauriti
                            FIO MARAVILHA
                            Famoso pela música

O nome João Batista Sales não chama a atenção de ninguém. Mas o apelido dele é conhecido por muita gente: Fio Maravilha. Esse jogador ficou famoso não apenas pelo seu futebol, mas pela música feita para ele por Jorge Ben (antes de acrescentar o outro Jor no nome por recomendação da numerologia). Fio começou sua carreira de jogador no Flamengo, aos 15 anos. Ganhou esse apelido após fazer um gol na vitória de 3 a 2 do time carioca sobre o Benfica de Portugal. Fio jogou também no Paissandu (PA), Ceub (DF), Desportiva (ES) e São Cristóvão (RJ). Na década de 80 foi para os Estados Unidos onde vive até hoje, onde trabalha como entregador de pizza em San Francisco.
Em 1972 Jorge Ben fez uma música para ele chamada Fio Maravilha, que era cantada não só por toda a torcida flamenguista, como pelos ouvintes de rádio no Brasil inteiro. Anos depois, sugestionado por um advogado, Fio entrou na Justiça contra Jorge, exigindo dinheiro pelo uso do nome. Jorge Ben foi obrigado a trocar a letra da música passando para "Filho Maravilha". Em 2007, Fio disse em entrevista ao Fantástico que tudo foi um mal entendido e pediu que Jorge, agora Benjor, voltasse a cantar a música com o nome dele. No ano passado, 22 anos depois, em entrevista ao Esporte Espetacular, Fio voltou a pedir a Jorge Benjor que cantasse Fio Maravilha. E o grande Jorge cantou. E perdoou o ingrato jogador.

Vídeo: música de Jorge Ben (versão Filho Maravilha)

                       ROMÁRIO
                                   Ele é o cara
Romário de Souza Faria é o jogador mais marrento da história do futebol brasileiro, quiçá mundial. Além dos gols maravilhosos, costumava brindar aos repórteres e torcedores frases memoráveis. "Quando eu nasci, Papai do céu olhou lá de cima e disse: "esse é o cara.
Nascido no dia 29 de janeiro de 1966 na comunidade do Jacarezinho, de onde saiu aos três anos para morar no bairro da Penha, Romário. Lá jogou no Estrelinha, time fundado por seu pai, Edevair de Souza Faria. Seu primeiro clube profissional foi o Vasco, onde estreou em 1985.
Em 1988, participou da Olímpiada de Seul e foi o artilheiro da competição com seis gols. No mesmo ano foi contratado pelo PSV Eindhoven, da Holanda. Romário foi o terceiro maior artilheiro da seleção brasileira, com 55 gols marcados. Foi campeão do mundo em 1994. Nesse mesmo ano, quando jogava pelo Barcelona, da Espanha, foi eleito o melhor jogador do mundo da temporada. Em 1995, foi contratado pelo Flamengo, no ano do centenário do clube carioca. Depois foi para o Valencia da Espanha e voltou em 1997 para o Flamengo. Ele viria a jogar no Vasco, Fluminense, Quatar (Al Saad), Miami (Estados Unidos). Em 20 de maio de 2007, alcançou a marca dos mil gols marcados na carreira, em um jogo pelo Vasco contra o Sport. Sua despedida do futebol aconteceu em 14 de abril de 2008. No ano seguinte, Romário elegeu-se deputado federal pelo Rio, pelo PSB.
 Sobre as frases do marrento, as mais famosas são: "Pelé calado é um poeta" (sobre a opinião do Rei de que ele, Romário deveria encerrar a carreira em 2005)" A corte está completa no Rio. Já temos o Rei, o príncipe e agora o bobo", para Edmundo durante uma discussão pela imprensa.
Vídeo: Romário por Tom Cavalcante


FALCÃO
O Rei de Roma                                            
Filho do motorista de caminhão Bento Falcão e da costureira Azize, Paulo Roberto Falcão nasceu em Abelardo Luz (SC) em 16 de outubro de 1963. Ele tomou contato com a bola em jogos de várzeas de Canoas para onde a família se mudou nos anos 60. Com 11 anos, Falcão vendia garrafas vazias para custear a passagem até o campo de treino do Internacional, onde começou a jogar. Aos 18, tornou-se jogador profissional com o técnico Dino Sani, após participar da seleção olímpica do Brasil nos Jogos de Munique (1972).
Falcão conquistou cinco títulos regionais (73,74,75,76 e 78) e três campeonatos brasileiros pelo Inter, no qual jogou por 16 anos. Em 1982, disputou a Copa do Mundo da Espanha. Antes disso, foi para a Itália onde comandou a conquista do scudetto de 1983/84 que o Roma não ganhava havia 42 anos. Lá, foi apelidado de O Oitavo Rei de Roma. Em 1985 voltou para o Brasil onde ajudou o São Paulo a ser campeão paulista naquele ano. Participou da Copa do Mundo de 1986, no México e encerrou sua carreira. Em 1991, estreou como treinador, dirigindo a Seleção Brasileira. Depois, treinou o América do México, o Internacional de Porto Alegre e a seleção japonesa. Em 1995, foi comentarista esportivo da RBS e em 1996, da Rede Globo. Em 2011, voltou a treinar o Internacional, onde conquistou o título de campeão gaúcho. Ficou no clube de 11 de abril a 18 de julho, quando foi dispensado.
Vídeo: música gravada por Jorge Ben em 1983


    RONALDINHO GAÚCHO             http://youtu.be/pkG7DG2fU60
                                                                                                                    
Nascido em Porto Alegre, em 21 de março de 1980, Ronaldo de Assis Moreira começou a jogador futebol aos sete anos de idade. Chegou ao ápice de sua carreira ao ser escolhido como melhor jogador do mundo do ano de 2004 e 2005. Aos oito anos, perdeu o pai, que se afogou na piscina da casa comprada pelo irmão de Ronaldinho, Roberto de Assis Moreira, o Assis, que jogava no Grêmio.
Foi na escolhinha de futebol do Grêmio que Ronaldinho começou a mostrar seu estupendo futebol, caracterizado pela facilidade com que driblava e fazia gols. O primeiro jogo como profissional seria na Copa Libertadores da América, em 1998. Na final do campeonato gaúcho de 1999, vencido pelo Grêmio, deixou sua marca ao dar um balãozinho no então jogador do Inter Dunga, que viria a ser treinador da Seleção Brasileira. Naquele ano, Ronaldinho foi convocado para a Seleção pelo técnico Vanderlei Luxemburgo.
Em 2001, sem o aval do Grêmio, Ronaldinho assinou um pré-contrato em sigilo com o Paris Saint German, da França, e vai jogar no Exterior, sem o clube gaúcho receber qualquer contrapartida pelo passe. Uma disputa judicial entre o clube francês e o Brasileiro fez o crack ficar sem atuar durante meses.

Depois de jogar a Copa do Mundo de 2002, Ronaldinho foi contratado pelo Barcelona, da Espanha, onde ficou até 2008. quando se transferiu para o Milan, da Itália. Em 10 de janeiro de 2011, depois de ser o centro de um leilão do qual participaram Grêmio, Palmeiras e Flamengo, Ronaldinho terminou acertando-se com o clube carioca.

Vídeo: música do grupo Jeito Moleque (obs: não consegui baixar do youtube)

Fontes: wikipédia,YouTube, livros Estrela Solitária - A história de um Brasileiro chamado Garricha, de Rui Castro, e Histórias da Bola, de Paulo Roberto Falcão em depoimento ao jornalista Nilson Souza.


Veja também: "a origem dos nomes dos clubes mais importantes do futebol brasileiro" em  http://migre.me/8knYu

domingo, 5 de junho de 2011

UMA ANTIGA HISTÓRIA DE PLÁGIO

No post anterior, comentei o desrespeito de certos blogueiros que copiam textos alheios e não dão o devido crédito. Lembrei-me, depois, que não é de agora a minha indignação com os larápios de autoria. Há 25 anos, quando não existia computador nas redações gaúchas, flagrei um plágio lamentável.
Foi assim:
  Não me recordo bem em que ano foi. Lembro apenas que a empresa instituiu um concurso de poesia para os funcionários. Daí que muitos colegas participaram. Um dia, saiu o resultado pregado no grande quadro verde. Fui olhar e estranhei o trabalho que ficou em seguindo lugar. O título era a Conta e o Tempo. Fui ver o texto e aumentou ainda mais a minha desconfiança de que não era inédito: Deus me pede estrita conta do meu tempo. "Já li essa poesia, não me lembro onde", pensei comigo.
   Mas como confirmar isso em uma era na qual nem se pensava em Google ou na expressão "entrar com busca" ou "control f"? Enquanto me dirigia à Biblioteca Pública do Estado, fui matutando: qual seria o nome do autor? Até que me veio à mente pelo menos o sobrenome dele: Rabelo. Aí já me dava uma luz. Ao pesquisar o sobrenome Rabelo entre os autores, deparei com Laurindo Rabelo. Eureka! Mandei vir um livro dele e, sofregamente, passei às páginas dos poemas. Até que... tchanchanchanchan! Lá estava a seguinte poesia:


Deus pede estrita conta de meu tempo,
É forçoso do tempo já dar conta;
Mas, como dar sem tempo tanta conta,
Eu que gastei sem conta tanto tempo?
Para ter minha conta feita a tempo
Dado me foi bem tempo e não foi conta.
Não quis sobrando tempo fazer conta,
Quero hoje fazer conta e falta tempo.
Oh! vós que tendes tempo sem ter conta
Não gasteis esse tempo em passatempo:
Cuidai enquanto é tempo em fazer conta.
Mas, oh! se os que contam com seu tempo
Fizessem desse tempo alguma conta,
Não choravam como eu o não ter tempo.


Aí tirei xerox da página e a colei no quadro verde ao lado do outro texto com a pergunta: afinal, quem é o autor?
O colega ficou envergonhado. Alegou que a irmã dele havia entregue a poesia para que participasse do concurso. Apesar disso, o concurso não foi anulado.
Nesta semana, consultando a Internet, fiquei ainda intrigado. A maioria dos sites e blogs atribui essa poesia ao poeta carioca Laurindo Rabelo (*8/7/1826-+28/9/1864). Mas achei também quem creditasse o poema ao frade português Antônio das Chagas (*25/6/1631-+20/10-1682). Estou tentando decifrar esse enigma. Foi só um erro de internautas ou Rabelo plagiou o frei?

sexta-feira, 3 de junho de 2011

UM BELO TEXTO E O RESPEITO AO CRÉDITO

Uma das coisas que me deixam chateado na Internet é o desrespeito com a autoria. Tem muita gente que se empolga com determinado texto, copia dos livros ou faz control C e digita ou faz control V sem se preocupar em dar os créditos. Daí vão passando para amigos, conhecidos e até desconhecidos. Sem saber de quem é a autoria, vão reproduzindo o desrespeito.
Um exemplo disso é a excelente crônica de Luis Fernando Veríssimo sobre as regras do futebol de rua. Conferi esse texto na internet e vi um grande número de blogs que não se dignam a pôr o nome do autor. Há também alguns que creditam corretamente. É o que faço a seguir. O texto é ótimo e todo mundo merece ter acesso, mas, por favor, vamos respeitar quem cria.

                       AS 10 REGRAS DO FUTEBOL DE RUA
1. A BOLA
A bola pode ser qualquer coisa remotamente esférica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qualquer coisa que role, como uma pedra, uma lata vazia ou a merendeira do irmão menor.
2. O GOL
O gol pode ser feito com o que estiver à mão: tijolos, paralelepípedos, camisas emboladas, chinelos, os livros da escola e até o seu irmão menor.
3. O CAMPO
O campo pode ser só até o fio da calçada, calçada e rua, rua e a calçada do outro lado e, nos grandes clássicos, o quarteirão inteiro.
4. DURAÇÃO DO JOGO
O jogo normalmente vira 5 e termina 10, pode durar até a mãe do dono da bola chamar ou escurecer. O que vier primeiro. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia.
5. FORMAÇÃO DOS TIMES
Varia de três a 70 jogadores de cada lado. Ruim vai para o gol. Perneta joga na ponta, esquerda ou a direita, dependendo da perna que faltar. De óculos é meia-armador, para evitar os choques. Gordo é beque.
6. O JUIZ
Não tem juiz.
7. AS INTERRUPÇÕES
No futebol de rua, a partida só pode ser paralisada em três eventualidades:
Se a bola entrar por uma janela. Neste caso os jogadores devem esperar 10 minutos pela devolução voluntária da bola. Se isso não ocorrer, os jogadores devem designar voluntários para bater na porta da casa e solicitar a devolução, primeiro com bons modos e depois com ameaças de depredação.
Quando passar na rua qualquer garota gostosa.
Quando passarem veículos pesados. De ônibus para cima. Bicicletas e Fusquinhas podem ser chutados junto com a bola e, se entrar, é gol.
8. AS SUBSTITUIÇÕES
São permitidas substituições nos casos de:
Um jogador ser carregado para casa pela orelha para fazer lição.
Jogador que arrancou o tampão do dedão do pé. Porém, nestes casos, o mesmo acaba voltando à partida após utilizar aquela água santa da torneira do quintal de alguém.
Em caso de atropelamento.
9. AS PENALIDADES
A única falta prevista nas regras do futebol de rua é atirar o adversário dentro do bueiro.
Os casos de litígio serão resolvidos na porrada, prevalece o mais forte e quem pegar uma pedra antes.
10. A JUSTIÇA ESPORTIVA
Os casos de litígio serão resolvidos na porrada.
Crônica de Luis Fernando Verissimo: Crônicas 6, sétimo volume da coleção "Para Gostar de Ler"

sábado, 28 de maio de 2011

DISCURSO DE FUNERAL

Ao conferir os blogs de conhecidos, deparei-me com um post do meu ex-colega Mário Marcos (mariomarcos.wordpress.com) em que ele reproduziu um interessante vídeo. Mário, com quem trabalhei na Folha da Manhã e na Zero Hora, é daqueles jornalistas diferenciados que mostram uma rara sensibilidade seja no tema futebol, no qual se especializou, seja em qualquer outro assunto.
O vídeo ao qual me refiro é sobre um discurso de funeral, em que, instada a falar sobre o falecido, a víúva dá uma lição de vida no mais nobre estilo chapliniano, que alterna momentos de risos com de tristeza, e deixa uma mensagem que nos faz pensar sobre a realidade. 
Veja

sábado, 14 de maio de 2011

A ORIGEM DOS NOMES DOS MAIS IMPORTANTES CLUBES DE FUTEBOL DO BRASIL

  •                                                                                            (Acrescentado em 30 /08/2020)
Esta postagem é para quem, como o editor deste blog, gosta de futebol e tem curiosidade sobre a origem das palavras, das expressões e dos nomes. Você sabe por que o Botafogo do Rio tem esse nome. E o Flamengo? E o Internacional? E o Corínthians? Durante mais de um mês, fui à luta para descobrir. Relacionei quatro times do Rio, quatro de São Paulo, três do Recife, dois da Bahia, dois de Belo Horizonte, dois do Paraná, dois de Santa Catarina e três do Rio Grande do Sul. Do meu estado natal, escolhi Inter, Grêmio e o Guarany de Bagé.

      Antes que você discorde da escolha do Guarany, que não é assim tão conhecido nacionalmente e que está na 2ª divisão do Campeonato Gaúcho pra disputar o acesso à categoria principal em 2020, eu tenho um argumento técnico e outro sentimental. Depois da dupla Gre-Nal, é o Guarany quem tem o maior número de campeonatos estaduais (dois). Outros times têm UM campeonato. O argumento pessoal é que o Guarany é o meu time do coração. Se você gostaria de ver aqui a origem do nome do seu clube, deixe um comentário, que certamente irei atrás.
Boa leitura.


RIO DE JANEIRO

Fluminense
   Fluminense Football Club
   O primeiro clube de futebol do Rio foi fundado em 21 de julho de 1902 em uma reunião realizada na Rua Marquês de Abrantes, 51, no Bairro do Flamengo. Foi criado por Oscar Cox, seu primeiro presidente, e mais 19 companheiros. A ideia era batizar a agremiação de Rio Foot Ball Club, mas o nome já era usado por um time pertencente a um clube de natação e regatas. Foi escolhido então o termo fluminense, que significa pessoa nascida no Estado do Rio de Janeiro. A primeira camisa teve as cores cinza e branco. Em 1904, foi trocada para tricolor (grená, branco e verde) porque era difícil encontrar tecidos na cor cinza. O hino popular foi composto por Lamartine Babo (letra) e o maestro Lírio Pannicalli (música), na década de 40. O hino oficial foi criado em 1915 por Antônio Cardoso de Menezes Filho.
   Outra curiosidade é o apelido de Pó de Arroz. Conforme fontes ligadas ao clube, durante um jogo entre Fluminense e América, em 13 de maio de 1914, o atleta Carlos Alberto Fonseca jogou contra seu ex-clube América. Por ser mulato, ele costumava empoar-se para se disfarçar e foi recebido pela torcida americana aos gritos de "pó de arroz". Originado na torcida do América, o apelido generalizou-se e até hoje é dado amistosamente a todos que torcem pelo Fluminense.
Origem do nome fluminense: Flumen, em latim, significa rio. Ense é terminação de procedência, significando que o clube é do Rio. Vários times utilizam esse tipo de termo para homenagear seu locais de origem como Grêmio Porto-Alegrense, Atlético Paranaense, Brasiliense, Figueirense e outros.
Títulos
Internacionais: Campeonato Sul Americano (1948) Copa Rio Internacional (1952) Campeonato Intercontinental - Torneio Mayer Rivadávia Correia (1953) e Torneio Internacional de Paris (1957)
Torneio Mercosul (2000)
Nacionais: Campeonato Brasileiro (1970, 1984 e 2010 e 2012), Campeão da Copa do Brasil (2007) Campeonato Brasileiro Série C (2007)
Estaduais: Campeonato Carioca (31) O mais recente em 2012
Ídolo: o goleiro Castilho
                                
           
            


 Botafogo de Futebol e Regatas

Botafogo
    O Botafogo também começou como clube de regatas em 1894. As cores eram branco e preto com um símbolo da Estrela Solitária. O nome derivou do bairro onde nasceu e da enseada em que os barcos competiam. Em 1904, no Largo dos Leões, no outro lado do bairro, um grupo de adolescentes criou o clube de futebol Botafogo. Foi durante uma aula do colégio Alfredo Gomes, que Flávio Ramos, então com 15 anos, passou um bilhete ao seu colega Emmanuel Sodré convidando-o a fundar um clube de futebol. No dia 12 de agosto de 1904, em um chalé da Rua Conselheiro Gonzaga, pertencente à avó materna de Flávio, Francisca Teixeira de Oliveira, a dona Chiquitota, eles fundaram o clube. Quando ela perguntou qual seria o nome da agremiação e ouviu como resposta Eletroclub, emendou: "Morando onde moram, o clube de vocês só pode se chamar Botafogo". Ele ganhou o apelido de Glorioso. As cores em preto e branco eram homenagem ao Juventus da Itália. Em 8 de dezembro de 1842, no intervalo de uma partida de basquete entre o Estrela Solitária e o Glorioso, um jogador do futebol, Albano, morreu de ataque cardíaco. A partir dali, surgiu a fusão dos dois clubes, que passou a se chamar Botafogo de Futebol e Regatas. Fundadores: Álvaro Werneck, Arthur Cesar de Andrade, Augusto Paranhos Fontenele, Basílio Viana Junior, Carlos Bastos Neto, Emanuel de Almeida Sodré, Eurico Viveiros de Castro, Flávio da Silva Ramos, Jacques Raimundo Ferreira da Silva, Lourival Costa, Octávio Werneck, Vicente Licínio Cardoso.
   Origem do nome Botafogo: no século XVI, Portugal havia construído o maior navio de guerra da Europa, batizado de São João Batista que, por seu poder de artilharia e conquistas, foi apelidado de Botafogo. O fidalgo português João Pereira de Souza, natural de Elvas, famoso oficial de artilharia, comandante do navio, ganhou esse apelido e incorporou-o ao nome. Como recompensa em sua luta contra franceses e tamoios, ganhou, da Coroa Portuguesa, terras que iam do Rio Carioca, hoje praia do Flamengo, contornando o Morro da Viúva, até a praia adiante, que ficou conhecida como "do Botafogo".
Títulos:
Mundiais: campeão da Comebol (1993)
Nacionais: Campeonato Brasileiro (1968 e 1995)
Estaduais: Campeonato Carioca (20) Título mais recente em 2018.  Campeão da série B do Campeonato Brasileiro, 2015, com volta para a Série A em 2016.
Ídolo: Garrincha


Flamengo
  Clube de Regatas do Flamengo
  No início do Século XX, o remo era o esporte preferido no Rio. O futebol ainda não empolgava muito. Um grupo de moradores da Praia do Flamengo criou, em 17 de novembro de 1895, o Clube de Regatas do Flamengo. Já o time de futebol formou-se de uma dissidência do Fluminense. Um remador do Flamengo, chamado Alberto Borgeth, era também jogador do Fluminense. Em 1911, depois de ter conquistado o campeonato, Alberto se desentendeu com os cartolas e saiu do clube com outros nove jogadores campeões. Todos eles foram para o Flamengo, que criou seu time no dia 24 de novembro daquele ano. Como não tinha campo, mandava seus jogos no Fluminense. Depois alugou um espaço na Rua Paissandu, da família Guinle. No dia 4 de setembro de 1938, o Flamengo mudou-se para o bairro da Gávea.
   Origem do nome flamengo: o termo deriva de flamenco, que designa moradores da parte norte da Bélgica e que falam holandês ou neerlandês. Há pelo menos três versões para o nome do bairro carioca. Uma delas é que seria homenagem ao navegador holandês Oliver van Nort, conhecido como Le Blond, que esteve no Rio, no século XVII. Outra hipótese, é de que o bairro ganhou o nome devido a prisioneiros holandeses trazidos de Pernambuco e que moravam na região entre 1600 e 1699. A terceira versão é de que na mesma época haviam sido trazidos para a região muitos flamingos. Haveria tantos, que um oficial alemão relatou em um livro de memórias o voo desses pássaros de cores brilhantes.
Títulos:
Mundiais: Copa Intercontinental (1981)
Continentais: Libertadores da América (1981 e 2019), Copa Mercosul (1999), Copa Ouro Sul-Americana (1996)
Nacionais: Campeonato Nacional (1980, 1982, 1983, 1987, 1992, 2009 e 2019), Copa do Brasil (1990, 2006 e 2013)
Estaduais: Campeonato Carioca (36) Título mais recente em 2020.


Ídolo: Zico




Vasco
 Club de Regatas Vasco da Gama

               Fundado em 21 de agosto de 1898 por um grupo de remadores, o Club de Regatas Vasco da Gama recebeu esse nome em homenagem ao quarto centenário da descoberta do caminho marítimo para as Índias. A façanha foi protagonizada pelo navegador português Vasco da Gama. No dia 26 de novembro de 1915, o clube de regatas se fundiu com o Lusitânia Futebol Clube e formou seu primeiro time de futebol. Em 1923, após vencer a Divisão de Acesso do Campeonato Carioca, ele ganhou o titulo superando os outros grandes times do Rio. Seus adversários não admitiam as derrotas e alegaram que o quadro de atletas era formado por pessoas de "profissão duvidosa" e que o clube não possuía um estádio a fim de excluí-lo do campeonato.

   Sem conseguir êxito, os clubes como Flamengo, Fluminense e Botafogo, além de outros, da Zona Sul, área de elite do Rio, se uniram e abandonaram a Liga Metropolitana de Desportos Terrestres. Em seguida, criaram a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos, excluindo o Vasco. O clube da Cruz de Malta só poderia se filiar se dispensasse 12 de seus atletas, todos negros, sob a acusação de que teriam profissão duvidosa. Diante disso, o presidente do Vasco, José Augusto Prestes, enviou uma carta recusando-se a se submeter à condição imposta e desistindo de filiar-se à nova liga. A carta entrou para a história como marco da luta contra o racismo no futebol.
   Com a quinta maior torcida do Brasil, seguindo pesquisa do Datafolha de 2010, o Vasco tem um título da Libertadores, quatro campeonatos brasileiros, um campeonato brasileiro série B, 22 títulos de campeão carioca, entre outras conquistas.

   Quem foi Vasco da Gama
   Navegador português nascido em 1460 em Sines e morto em 24 de dezembro de 1524 na Índia, destacou-se como o comandante dos primeiros navios a navegarem diretamente da Europa para a Índia navegando a oeste e contornando a África.
Títulos
Continentais: Copa Libertadores da América (1998), Copa Mercosul (2000)
Nacionais: Campeonato Brasileiro (1974, 1989, 1997 e 2000), Campeonato Brasileiro Série B: 2009) Copa do Brasil (2011)
Estaduais: Campeonato Carioca (22) Título mais recente (2016)

        
Ídolo: Roberto Dinamite


           

SÃO PAULO

Corinthans
Sport Club Corinthians Paulista
   Dono da maior torcida do Estado de São Paulo e a segunda maior do Brasil, perdendo apenas para o Flamengo, o Corinthians foi fundado em 1º de setembro 1910 por cinco jovens operários do Bairro do Bom Retiro. Antônio Pereira, Carlos da Silva, Joaquim Ambrósio, Rafael Perrone e Anselmo Correia deram o nome para homenagear um clube inglês, Corinthian Casual Football Club, formado por estudantes ingleses que passara por São Paulo e Rio. Os primeiros nomes em que pensaram foi Santos Dumont, o criador do avião e Carlos Gomes, homenagem aos italianos do bairro, já que o maestro escrevia suas óperas em italiano. Decidiram-se por Corínthians porque o time inglês, assim como seu homônimo brasileiro, também havia sido fundado à luz de lampião de gás.
O símbolo oficial do Corinthians, o mosqueteiro, teve origem em 1913. Neste ano, houve uma cisão no futebol que levou vários times a criar a Associação Paulista de Esportes Atléticos. Com esse rompimento, só ficaram três times na Liga Paulista , conhecidos como os "três mosqueteiros" (Americano, Germânia e Internacional). O Corinthians pleiteou uma vaga junto a Liga Paulista de Futebol e foi aceito, tornando-se assim o "quarto mosqueteiro".
   E a origem do nome Corinthians
   O Corinthians inglês foi fundado em 1882 por estudantes. O nome teve origem na palavra corinthian, que designava o cavalheiro e o nobre da Inglaterra que se dedicava ao esporte ou o patrocinava, empresariando atletas. O vocábulo, por sua vez, se originou de corinthian (em português coríntio), que significa natural da cidade de Corinto, na Grécia. Essa cidade-estado (Khóringos, em grego), era uma das pólis (cidades) helênicas e se situava no istmo de Corinto, que liga a península do Peloponeso à Ática. A cidade presidia os Jogos Ístmicos, entre atletas gregos, que se realizavam a cada quatro anos até 581 A.C. Em homenagem a essa cidade, surgiu o termo para os esportistas ingleses, passando para o clube que esteve no Brasil e inspirou o Corínthians paulista. A explicação para o plural foi o fato de que os torcedores gritavam "Go corinthians" referindo-se aos jogadores, e os brasileiros entenderam que era o clube. Até hoje, os corintianos gritam: Vai Corinthians!
Títulos:
Mundiais: Campeonato Mundial de Clubes (2000 e 2012) e Campeão da Libertadores (2012)
Nacionais: Campeonato Brasileiro (1990, 1998, 1999, 2005, 2011 e 2015), Copa do Brasil (1995, 2002 e 2009) Supercopa do Brasil (1991) Campeonato Brasileiro Série B (2008)
Estaduais: Campeonato Paulista (28) Conquistas mais recentes em 2017 e 2018 e 2019
Ídolo: Rivelino



  


Palmeiras

 Sociedade Esportiva Palmeiras
   A história do Palmeiras começa em 26 de agosto de 1914, quando o clube foi fundado com o nome de Palestra Itália por funcionários italianos das indústrias reunidas Francisco Matarazzo. O objetivo era unir todos os imigrantes italianos sob uma única bandeira que, ao mesmo tempo, representasse o grande continente de imigrantes da Itália já existente em São Paulo. Os principais idealizadores da fundação do clube foram Luigi Cervo, Luigi Marzo, Vicente Ragognetti e Ezequiel Simone (o primeiro presidente). Em 24 de Janeiro de 1915, o Palestra Itália disputou a primeira partida de sua história e venceu a equipe do Savoia, em Votorantim, por 2 a 0, com gols de Bianco e Alegretti. No ano de 1916, o Palestra Itália consegue a vaga no campeonato paulista da APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos).
   Em 1942, durante a II Grande Guerra, o Brasil alinhou-se ao grupo liderado por Estados Unidos e Inglaterra que combatiam o chamado eixo formado por Alemanha, Itália e Japão. Um decreto-lei do presidente Getúlio Vargas, em junho daquele ano obrigava todas as instituições esportivas que tivessem nomes estrangeiros a mudar suas denominações. O novo nome escolhido foi Palmeiras.
   Origem do nome Palmeiras: o nome é uma homenagem a um clube já extinto chamado Associação Atlética das Palmeiras, com quem o Palestra sempre teve um grande relacionamento. Além disso, aproveitou o P de Palestra que havia no uniforme. O clube tinha cores vermelho, branco e verde (da bandeira da Itália), mas ficou só com as duas últimas, na mesma pressão feita para a troca do nome.
Títulos
Internacionais: Copa Rio Internacional (1951)
Continentais: Copa Libertadores de América (1999), Copa Mercosul (1998)
Nacionais: Taça Brasil (1960, 1967), Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1967 e 1969) Taça Brasil (1969), Campeonato Brasileiro (1972, 1973, 1993 e 1994 e 2016 e 2018), Copa do Brasil (1998, 2012 e 2015), Campeonato Brasileiro Série B (2003 e 2013)
Estaduais: Campeonato Paulista (22) Conquista mais recente em 2008.
Ídolo: Ademir da Guia




São Paulo
  São Paulo Futebol Clube
   Fundado em 1930 e refdsundado em 1935 após um breve período de inatividade. Em 25 de janeiro de 1930, foi assinada ata de fundação do São Paulo da Floresta, nascido da fusão entre a Associação Atlética das Palmeiras e o Clube Athlético Paulistano (criado em 1900). No dia 25 de janeiro, comemorava-se data da fundação da cidade de São Paulo. É atualmente o time com mais vencedor no Brasil: conquistou 22 campeonatos estaduais, seis campeonatos brasileiros, três Libertadores e três mundiais.
   Origem do nome São Paulo: É uma homenagem ao estado no qual o clube foi fundado. O Estado tomou o nome do apóstolo de Jesus Cristo. O padre José Anchieta, enviado por Portugal à então colônia do Brasil, falou nesse nome em carta enviada aos seus superiores da Companhia de Jesus: A 25 de Janeiro do Ano do Senhor de 1554 celebramos, em paupérrima e estreitíssima casinha, a primeira missa, no dia da conversão do Apóstolo São Paulo, e, por isso, a ele dedicamos nossa casa." O apóstolo se chamava Paulo de Tarso, cujo nome original era Saulo. Era fariseu íntegro e obediente das leis locais e depois passou a ser a figura mais importante dos primeiros tempos do cristianismo. Morreu em 64 D.C.
Títulos
Mundiais: Campeão Mundial de Clubes (2005), Copa Intercontinental (1992 e 1993)
Continentais: Copa Libertadores da América (1992, 1993 e 2005), Recopa Sul-Americana (1993 e 1994) Supercopa Libertadores (1993), Copa Commebol (1994)
Nacionais: Campeonato Brasileiro: 1977, 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008)Estaduais: Campeonato Paulista (21) Conquista mais recente 2005


Ídolo: Rogério Ceni, que se consagrou como o maior goleiro artilheiro do mundo superando a marca de 100 gols.





Santos
     Santos Futebol Clube
   Em 14 de abril de 1902, três esportistas santistas resolveram fundar o clube. Raymundo Marques, Mário Ferraz de Campos e Argemiro de Souza Júnior convocaram uma assembleia, por volta das 14h, na sede do Clube Concórdia para a criação de um time de futebol. Durante a reunião, foi discutido o nome para a agremiação, dentre as sugestões estavam: Concórdia, Euterpe e Brasil Atlético. Mas os participantes da reunião, por unanimidade, aceitaram a proposta de Edmundo Jorge Araújo: a denominação Santos Foot-ball Clube. Na mesma reunião foram decididas as cores do clube. O uniforme oficial escolhido era constituído por uma camisa com listras verticais azuis e brancas, separadas por um fio dourado, em homenagem ao Clube Concórdia, local daquela reunião.
   O maior nome do Santos sem dúvida foi Pelé. Edson Arantes do Nascimento chegou ao Santos em 1956 aos 15 anos, levado por Waldemar de Brito. Com Pelé e seus companheiros, entre eles Pepe e Zito, o time ganhava quase todos os títulos que disputava.
Origem do nome Santos:  O nome do clube homenageia a cidade, óbvio. Já o município do litoral paulista começou a ser povoado por volta de 1540. Elevada a vila em 1545, Santos teve sua origem relacionada à chegada dos primeiros colonizadores portugueses ao Brasil, na expedição de Martim Afonso de Souza. Este veio distribuir, entre os fidalgos que o acompanhavam, as terras ao redor da Ilha de São Vicente. Dentre eles, estava Brás Cubas, que construiu, no local, um hospital nos moldes da Santa Casa de Misericórdia de Todos os Santos, de Portugal. Com isso, o povoado conhecido por Enguaguaçu passou a ser chamado de Todos os Santos e, mais tarde de Santos. Outra hipótese é de que se originaria no porto de Santos, existente em Portugal, que seria parecido com o povoado.
A palavra Santos, por sua vez, vem do latim sanctus, que quer dizer separado. Seriam aqueles que foram separados por Deus por serem limpos, íntegros, santificados.
Títulos
Mundiais: Campeonato Mundial Interclubes (1962 e 1963), Recopa dos Campeões Mundiais (1968)
Continentais: Copa Libertadores da América (1962, 1963 e 2011), Supercopa Sul-Americana de Campeões Mundiais (1968), Copa Commebol (1998)
Nacionais: Taça Brasil (1961, 1962, 1963, 1964, 1965), Torneio Roberto Gomes Pedrosa ( 1968), Campeonato Brasileiro ( 2002 e 2004) Copa do Brasil (2010)
Estaduais: Campeonato Paulista (19) Conquista mais recente em 2015 e 2016

Ídolo: Pelé, o maior jogador de futebol do
mundo em todos os tempos,

com 1.283 gols em sua carreira.


MINAS GERAIS
Cruzeiro
   Cruzeiro Esporte Clube
   Assim como aconteceu com Palmeiras em São Paulo, o Cruzeiro Esporte Clube surgiu da vontade da colônia italiana de Belo Horizonte de fundar uma associação esportiva que a representasse. Em dezembro de 1920, aproveitando a presença do cônsul da Itália em Belo Horizonte, vários desportistas da colônia decidiram criar um clube de futebol. No dia 2 de janeiro de 1921, foi fundado oficialmente a Societá Sportiva Palestra Italia. As cores adotadas pelo Palestra foram as mesmas da bandeira italiana. O primeiro uniforme do clube foi camisa verde, calção branco e meias vermelhas, com detalhes em branco e verde. Em 1925, foi tirada do estatuto a cláusula que impedia a participação de atletas de outras nacionalidades no time do Palestra. O nome do clube foi aportuguesado e passou a se chamar Sociedade Sportiva Palestra Itália. Em 30 de janeiro de 1942, em plena 2ª Guerra Mundial, o governo brasileiro, por meio de decreto lei, proibiu do uso de termos e denominações referentes às nações inimigas. Neste dia, o Palestra Itália mudou o nome para Palestra Mineiro. Em seguida, o passou a se chamar Ypiranga, mas jogou só uma partida com esse nome. Em 7 de outubro de 1942, em uma reunião entre sócios e dirigentes, foi aprovado o novo nome: Cruzeiro Esporte Clube.
Origem do nome Cruzeiro: a escolha do nome foi uma homenagem ao símbolo maior da pátria, a constelação do Cruzeiro do Sul. O nome foi sugerido por Osvaldo Pinto Coelho, ex-presidente do clube. A palavra cruzeiro significa que tem forma de cruz, como ocorre com as estrelas da constelação que emprestou o nome.
Títulos
Continentais: Libertadores da América (1976 e 1997), Supercopa Libertadores (1991, 1992), Recopa Sul-Americana (1998
Nacionais: Campeonato Brasileiro (1966, 2003 e 2013 e 2014), Copa do Brasil (1993, 1996, 2000,  2003 e 2017 e 2018)
Estaduais: Campeonato Mineiro (38) Títulos mais recentes em 2018 e 2019


Ídolo: Tostão





Atlético
  

  Clube Atlético Mineiro
   Em 25 de março de 1908, um grupo de estudantes se reuniu no coreto do Parque Municipal, em Belo Horizonte,e criou o Clube Atlético Mineiro. Os fundadores foram Aleixanor Alves Pereira, Antônio Antunes Filho, Augusto Soares, Benjamim Moss Filho, Carlos Maciel, Eurico Catão, Francisco Monteiro, Hugo Fracarolli, Humberto Moreira, Horácio Machado, João Barbosa Sobrinho, Jorge Dias Pena, José Soares Alves, Júlio Menezes Mello, Leônidas Fulgêncio, Margival Mendes Leal, Mário Neves, Mário Lott, Mário Toledo, Mauro Brochado, Raul Fracarolli e Sinval Moreira.
   No ano de fundação, foi o primeiro time mineiro a trocar as antigas bolas de meia pelas bolas de couro. Seis anos mais tarde, conquistou o primeiro torneio de futebol realizado em Minas Gerais, a Taça Bueno Brandão. Em 1915, venceu o primeiro campeonato oficial de futebol do Estado, organizado pela Liga Mineira de Esportes Terrestres, atual Federação Mineira de Futebol.
   Curiosidade: O símbolo do Galo surgiu em 1945, quando o chargista Mangabeira, do jornal Folha de Minas recebeu a incumbência de desenhar um mascote para o Atlético. Preocupado em fazer um mascote que se identificasse com as características da torcida e do time, ele criou um galo forte e vingador, que simbolizava a bravura com que o clube jogava. "O Atlético sempre foi um time de raça, mais parece um galo de briga, que nunca se entrega e luta até morrer, disse, na época, o chargista.
Títulos
Continentais: Copa Commebol (1992 e 1997), Copa Libertadores (2013)
Nacionais: Campeonato Brasileiro (1971) Campeonato Brasileiro Série B (2006), Copa dos Campeões do Brasil (1978)
Copa do Brasil: (2014)
Estaduais: Campeonato Mineiro (42) Conquistas mais recentes em 2012 e 2013
Ídolo: Reinaldo




PERNAMBUCO

Sport
    Sport Club do Recife
   O Sport Club do Recife nasceu em 13 de Maio de 1905 no salão da Associação dos Empregados do Comércio de Recife. A idéia foi lançada pelo pernambucano Guilherme de Aquino Fonseca, que voltara de uma temporada de estudos na Inglaterra, onde se formou engenheiro em 1903. Encantado com o futebol fundou o clube, na companhia de alguns seguidores. Ele trouxe da Europa, o primeiro uniforme com as cores do time da universidade de Cambridge. Com seu próprio dinheiro, Guilherme comprou bolas, camisas, apitos e pares de botas especiais (botinas) precursoras das chuteiras e mandou fazer cópias da Foot Ball Association. O primeiro presidente foi Boaventura Alves Pinto.
Títulos
Nacionais: Campeonato Brasileiro (1987) e a Copa do Brasil (2008).
Estaduais: Campeonato Pernambucano (42) Título mais recente em 2019



Ídolo: Dario, o artilheiro Dadá Maravilha, o centroavante que "parava no ar".






Santa Cruz
    Santa Cruz Futebol Clube
   O clube foi criado por um grupo de jovens de 14 a 16 anos, que brincavam no pátio da Igreja de Santa Cruz, no Recife. Para tanto, marcaram uma reunião para a noite de 3 de fevereiro de 1914, no Distrito da Boa Vista, quando foram definidos o nome, a primeira diretoria e as cores do clube. O Santa Cruz foi fundado por Quintino Miranda Miranda Paes Barreto, José Luiz Vieira, José Glycéro Bonfim, Abelardo Costa, Augusto Franklin Ramos, Orlando Elias dos Santos, Alexandre Carvalho, Oswaldo dos Santos Ramos, Luiz de Gonzaga Barabalho Uchôa, Augusto Dorneles Câmara, para a fundação de uma sociedade de "foot-ball". As cores escolhidas foram branco e preto. Mais tarde, o clube tornou-se tricolor, incluindo o vermelho.
Origem: O nome foi emprestado da igreja que os jovens frequentavam.
Títulos
Estaduais: Campeonato Pernambucano (27) Títulos mais recentes em 2011, 2012, 2013 e 2016
Ídolo: Nunes, centroavante



Clube Náutico Capibaribe

Náutico
  A origem do nome do Náutico, do Recife, como a de vários outros no Brasil tem relação com a prática de remo. O Clube Náutico Capibaribe foi fundado oficialmente em 7 de abril de 1901, mas começou no futebol em 1905. Em 1897, um grupo de praticantes de remo participou da recepção as tropas pernambucanas que haviam lutado na Guerra de Canudos, na Bahia. No dia 21 de dezembro daquele ano, os remadores liderados por João Vítor da Cruz Alfarra, realizaram uma grande regata no Rio Capibaribe. A competição chamou atenção no Recife e, consequentemente, o Remo tornou-se uma modalidade popular. Alguns funcionários de armazéns das ruas do Rangel e Dque de Caxias, no Centro, decidiram criar o Clube dos Pimpões, e disputar torneios de remo contra o grupo comandado por João Vitor. No finDeal de 1898, as duas equipes se uniram dando origem a uma terceira sociedade que chegou a ser chamada de Recreio Fluvial, mas acabou se consolidando como    
Clube Náutico Capibaribe.
   Com esse nome, o Náutico estreou no futebol em 1905, com um grupo de ingleses formando a primeira equipe, jogando aos domingos no Campo de Santana ou na Campina do do Derby. O primeiro jogo oficial do Náutico ocorreu em 1909. O futebol era tratado de forma secundária no clube que nem se interessou em se filiar à Liga Recifense de Futebol, criada em 1914. O início oficial só se deu dois anos depois, com a entrada na Liga Sportiva Pernambucana em 1916.

    A era profissional do futebol ocorreu na década de 1930. Em 34, o clube conquistou o primeiro dos seus 22 títulos estaduais, vencendo dos rivais Sport e Santa Cruz por 8 a 1 e 2 a 1, respectivamente nos dois últimos jogos do campeonato pernambucano. Dois anos depois, o Náutico construiu o estádio Eládio de Barros Carvalho, mais conhecido como Aflitos (por estar localizado no bairro com esse nome(. Em 2013, passou a atuar na Itaipava Arena Pernambucana, no município de São Lourenço da Mata. O Timbu, mascote do clube, surgiu na década de 1960.
TITULOS


Campeonato Estadual - 22 - O mais recente em 2018.

Cor da camisa: vermelho e branco




BAHIA

Esporte Clube Bahia
Bahia
   Depois que a Associação Atlética da Bahia e o Clube Bahiano de Tênis desistiram da prática do futebol, por volta de 1930, os atletas dos dois clubes queriam continuar disputando torneios estaduais. Por isso, resolveram fundar o Esporte Clube Bahia em 1º de janeiro de 1931. Eles se reuniram em um casarão da Avenida Princesa Isabel, onde discutiram estatutos, local de treinamento e questões financeiras. Depois de um baile comemorativo à entrada de 1931, o grupo voltou a se reunir em plena madrugada para fundar o Esporte Clube Bahia. Inicialmente Antunes Dantas, do antigo Clube Bahiano de Tênis, cogitou do nome Atlético Baianinho. Suas maiores conquistas são o bicampeonato brasileiro quando conquistou em 1959 (o primeiro campeonato nacional) e em 1988, duas Copa do Nordeste e 43 Campeonatos Baianos. Foi o primeiro clube brasileiro a participar da Libertadores, em 1960. O Bahia conquistou 44 títulos estaduais, contra 26 do seu rival, Vitória.
Origem do nome: Bahia se origina de baía, enseada, entrada das águas do mar em terra de forma côncava.
Títulos
Nacionais: Campeonato Brasileiro (1959 e 1988)
Estaduais: Campeonato Baiano (46) Títulos mais recentes em 2018 e 2019
Ídolo: Beijoca (Jorge Augusto Ferreira de Aragão), com 106 gols em seis anos de clube, foi o 11º maior artilheiro do Bahia em todos os tempos.



Vitória
   Esporte Clube Vitória
   Fundado em 13 de maio de 1899 como Club de Cricket Vitória, o clube nasceu da iniciativa dos irmãos Artur e Artêmio Valente. Integrantes da tradicional família baiana, os dois adquiriram o gosto pelo cricket na Inglaterra, onde estudavam. Na época, esse esporte dominava a preferência dos baianos, mas era dominado pelos ingleses. Aos brasileiros restavam a tarefa de apenas repor as bolas ao jogo, como os gandulas do futebol. Por isso, os irmãos e mais alguns amigos fundaram o clube. O nome é originário do Corredor da Vitória, trecho de Salvador, onde moravam os fundadores. Esse nome surgiu durante o período da Guerra da Independência da Bahia, por onde as forças nativas marcharam quando da vitória contra o Exército português de Madeira de Melo.
Títulos: Campeonato baiano: 27. Conquista mais recente em 2016


Ídolo: o goleiro Dida, que se profissionalizou no Vitória, defendeu a seleção brasileira e atuou no Milan, da Itália.




  PARANÁ

Paraná

  Coritiba Football Club
  Mais um clube brasileiro fundado por alemães, Coritiba surgiu em 2 de outubro de 1909. Tudo começou pela vontade de um grupo que se reuniu no Clube Ginástico Turnvereien mais tarde Teuto Brasileiro, quando surgiu a grande novidade. Frederico Essenfelder, o Fritz, que residira um tempo em Pelotas, no Rio Grande do Sul, apareceu com o objeto da moda por lá: uma bola de futebol. A curiosidade foi geral, já que, na cidade vizinha de Rio Grande, um novo esporte oriundo da Inglaterra já existia desde 1900.
E Fritz iria transformar uma imagem de sonho em realidade. A iniciativa entusiasmou outros jovens daquela geração: João Viana Seiler, Leopoldo Obladen, Carlos Schelenker, Arthur Iwersen, Arthur Hauer (que levava toda a família), Walter Dietrich, Roberto Isckch, Rodolpho Kastrup e muitos outros. Junto a eles, um brasileiro autêntico, José Júlio Franco. Mais tarde, ele formaria um trio com Seiler e Obladen, decisivo à implantação do clube.
Origem do nome: Coritiba deriva do nome da capital paranaense. Curitiba, em guarani, decorre de coretuba ou coretiba, que significa coletivo de pinheiros, pinheiral, muitos pinhões. Na fundação, o clube optou pelo nome Coritiba enquanto a cidade é Curitiba.
Origem do apelido Coxa: um torcedor do Atlético começou a chamar o jogador Breyer, do Coritiba, de coxa branca. A brincadeira ganhou corpo e, em seguida, todos os jogadores do Coritiba passaram a ser chamados de coxas-brancas pelos atleticanos. O nome pejorativo passou a ser usado pelos próprios torcedores do Curitiba. Nos anos 60, Coxa passou a ser grito de guerra da torcida alviverde.
Títulos
Nacional: campeão brasileiro (1985) campeão da série B (2007 e 2010)
Estadual: Campeonato paranaense (36) Títulos mais recentes em 2010, 2011, 2012 e 2013

Ídolo: Duílio, o maior artilheiro do Coritiba em todos os tempos, com 202 gols em partidas oficiais. É também o maior artilheiro da história do Campeonato Paranaense.



Athlético Paranaense
   Clube Athletico Paranaense
   O Athletico Paranaense originou-se da fusão de dois tradicionais clubes de Curitiba – o América Foot-ball Club, até então com um título paranaense, com o Internacional Foot-ball Club, o primeiro campeão estadual, em 1916. Isso aconteceu no dia 26 de março de 1924, na Rua XV, no prédio 416, com a presença de Arcésio Guimarães (Internacional), Joaquim Narciso Azevedo (América), e mais sete pessoas que fundaram o clube. Em ata, tomaram as primeiras deliberações, entre as quais definem o uniforme, que será vermelho e preto com listras horizontais, adotando as cores dos uniformes do América (vermelho) e do Internacional (preto e branco com listras verticais).
O Athlético se tornou um dos clubes mais populares do Brasil com a conquista do Brasileirão de 2001. Firmando-se como uma das grandes forças do futebol do país, repetindo ano a ano grandes campanhas. Foi vice em 2004, perdendo o titulo, nas últimas rodadas e ainda ficou com o vice campeonato da Libertadores de 2005. O apelido Furacão surgiu em 1949, quando o time ganhou o campeonato paranaense com 11 vitórias consecutivas e apenas uma derrota, o último jogo, quando o título já estava consolidado.
Títulos
Internacional: Campeão da J.League/Comebol (antiga Suruga) em Hiratsuta (Japão), em 2019
Nacionais: Campeonato Brasileiro (2001), Campeonato Brasileiro Série B (1995)
Estaduais: Campeonato Paranaense (22) Títulos mais recentes em 2018 e 2019


Ídolo: Belini (zagueiro que jogou no Vasco e na Seleção Brasileira (capitão do time bicampeão de 1962), foi ídolo no Atlético, onde encerrou sua carreira.
                    

                         SANTA CATARINA


   Avaí Futebol Clube
   O Avaí Futebol Clube foi fundado em 1923 em Florianópolis-SC. Cores azul e branco. Origem é da Batalha do Avahy, na Guerra do Paraguai.
Em setembro de 1923, um comerciante chamado Amadeu Horn conheceu um grupo de garotos praticantes assíduos de futebol que organizavam seus jogos na Rua Frei Caneca no bairro Pedra Grande. O comerciante doou um kit de futebol aos garotos que ganharam também bolas e chuteiras e ternos (camisetas listradas em azul e branco, calções azuis e meias) em homenagem ao seu time do coração, o Riachuelo. A fundação do clube aconteceu no dia 1º de setembro de 1923, na casa de Amadeu. O nome escolhido seria Independência. Arnaldo Pinto de Oliveira, que chegara atrasado, alegou que a torcida teria dificuldade para gritar esse nome em apoio ao time. Como na época ele estava lendo um livro sobre a Batalha do Avahy, da Guerra do Paraguai, sugeriu o nome e todos aceitaram. Assim nasceu o Avaí Futebol Clube. O mascote escolhido foi um leão, o que originou o apelido do clube de Leão da Ilha.
Títulos:
Nacional: Brasileiro da Série C (1998)
Estaduais: Campeonato catarinense (17) Títulos mais recentes em 2018 e 2019
Ídolo: Carlinhos


Figueirense Futebol Clube
  Um jovem chamado Jorge Albino Ramos é apontado como o autor da ideia de fundar o Figueirense. Ele conseguiu o apoio dos amigos Balbino Felisbino da Silva, Domingos Joaquim Veloso e João Savas Siridakis. O nome "Figueirense" foi sugerido por João Savas Siridákis porque a maioria das reuniões para a fundação da futura agremiação ocorria na localidade da Figueira, situada nas imediações das ruas Conselheiro Mafra, Padre Roma e adjacências. A inauguração ocorreu no dia 12 de junho de 1921 em uma residência localizada na rua Padre Roma. As cores preto e branco foram a preferência da maioria.
Os fundadores: Alberto Moritz, Agenor Dutra, Balbino Felisbino da Silva, Bruno José Ventura, Carlos Honório da Silva, Dario Silva, Dilgidio Dutra Filho, Domingos Veloso, Heleodoro Ventura, Higino Ludovivo da Silva, João dos Passos Xavier, João Lobo, João Savas Siridákis, João Soares, Joaquim Manoel Fraga, Jorge Albino Ramos, Jorge Araújo Figueiredo, Jorge Silva, Leopoldo Silva, Manoel Noronha, Manuel Xavier, Pedro Francisco Neves, Pedro Xavier, Raymundo Nascimento, Trajano Margarida, Walfrido Silva e Wlisses Carlos Tolentino.
Estaduais:  campeonato catarinense (15) Título mais recente em 2008
Ídolo: Albeneir

RIO GRANDE DO SUL

    Grêmio Foot Ball Porto-Alegrense
    No feriado de 7 de setembro de 1903, dois quadros do Esporte Clube Rio Grande realizavam uma exibição no antigo Campo da Várzea, atual Parque da Redenção em Porto Alegre. Pioneiro no país, o clube riograndino havia sido fundado em 1900 e faziam propaganda do novo esporte. Durante o jogo, a bola murchou. Cândido Dias, paulista de Sorocaba e residente na Capital, emprestou a sua bola para que a partida continuasse. Com isso, fez amizade com os atletas, que lhe ensinaram os fundamentos do esporte e os trâmites para a fundação de um clube de futebol. No dia 15 de Setembro de 1903, 31 rapazes se reuniram em um restaurante na então Rua 15 de Novembro, atual José Montauri, no centro da cidade. Carlos Boher foi eleito o primeiro presidente. Em 1904, criou o primeiro campo, na Baixada dos Moinhos de Vento, usado por 50 anos. Em 19 de setembro de 1954, inaugurou o Estádio Olímpico, no Bairro Azenha.
  O hino do clube foi criado pelo compositor Lupicínio Rodrigues. A inspiração para a frase inicial "Até a pé nos iremos", veio de uma greve nos bondes ocorrida naquele ano de 1953. 
Origem do nome: Como fica bem claro, é uma homenagem a Porto Alegre. O curioso é ter ficado conhecido como grêmio, que significa associação. Não tenho informações documentadas sobre isso, mas acredito que ocorreu devido ao fato de haver outro time, na época, chamado Fuss Ball Clube Porto Alegre. Para diferenciá-lo, passaram a chamar de Grêmio. Outra hipótese é o fato de que porto-alegrense seja um nome muito comprido. Também não descobri ainda quando foi criado o distintivo, que destaca o termo grêmio. Como curiosidade, isso também aconteceu (igualmente não sei os motivos) com outros clubes brasileiros como Sport, Atlético Mineiro, Atlético Paranaense e Esportivo (Clube Esportivo Bento Gonçalves (RS)  

Títulos:
Mundiais: Campeonato Mundial Interclubes (1983)
Continentais: Copa Libertadores (1983, 1995 e 2017), Recopa Sul-Americana (1996 e 2018)
Nacionais: Campeonato Brasileiro (1981 e 1996), Série B do Brasileiro (2005) Copa do Brasil (1989, 1994, 1997, 2001 e 2016)

Estaduais: 37 campeonatos. Títulos mais recentes em  2018, 2019 2020.


Ídolo: Renato, autor do gol do título de campeão mundial. Foi treinador do clube em 2011 e voltou em 2016 e 2017. Em 2016, o clube foi campeão da Copa do Brasil pela quinta vez.



Sport Club Internacional
   Três irmãos paulistas que haviam se mudado para Porto Alegre em 1901 foram os responsáveis pela fundação do Sport Clube Internacional. Inconformados por não terem sido aceitos como sócios nem do Grêmio Football Porto-Alegrense nem do Fussball Porto Alegre que eram privativos de descendentes de alemães, Henrique Poppe, José Poppe e Luís Madeira Poppe decidiram criar um clube em Porto Alegre. Henrique, o mais velho, conseguiu com o amigo João Leopoldo Seferin, então com 18 anos, o porão da casa da família dele para a realizar a reunião da fundação do Inter, no dia 4 de abril de 1909. Na então Rua da Redenção, 141 (atual Avenida João Pessoa), ficou acertado que o presidente do novo clube seria o militar Graciliano Ortiz. Com seu prestígio, Ortiz conseguiu local para o seu primeiro campo de futebol, na Ilhota (atual Praça Sport Clube Internacional). O nome do clube foi escolhido em homenagem a um clube paulista com esse nome, do qual os Poppe participavam antes se se mudarem para o Rio Grande do Sul.  As cores escolhidas foram vermelho e branco, as mesmas da Sociedade Venezianos, do carnaval de rua. O hino do Inter, Celeiro de Ases ("glória do desporto nacional"), foi criado pelo compositor Nelson Silva, em 1957.
Títulos
Internacionais: Duas copas Libertadores (2006 e 2010), um campeonato mundial (2006). Copa Sul Americana (2008) Dois títulos da Recopa Sul-Americana (2007 e 2011). Copa Suruga Bank, Japão 2009)
Quatro títulos nacionais: Campeonato brasileiro: 1976, 1976 e 1979 (invicto), Copa do Brasil (1992)
Estaduais: 45 campeonatos (títulos mais recentes 2015 e 2016.
Ídolo: Falcão participou dos três títulos do campeonato brasileiro, capitão no último deles. Treinou o clube por duas vezes. Na mais recente, em 2011, ficou no cargo de 11 de abril a 18 de julho.




  

Guarany Futebol Clube
   Fundado num dia 19 de abril e com nome de tribo indígena, seria natural que você pensasse que o Guarany de Bagé é chamado assim por alguma homenagem aos índios. Não é. Em 1907, quando ocorreu a fundação do clube, ainda não havia Dia do Índio, criado por decreto lei em 1943 pelo presidente Getúlio Vargas.
 E a origem? Foi o seguinte: naquele 19 de abril de 1907, 11 jovens de reuniram diante da Praça da Matriz (diante igreja de São Sebastião) e decidiram fundar o clube. João Guttemberg Maciel, Viriato Bicca Nunes, Cervantes Perez, Secundino Maciel, Francisco Sá Antunes, Manoel Berruti, Carlos Martins Peixoto, Lucidio Garrastazu Gontan, Carlos Garrastazu e Gonzalo Perez escolheram o nome Guarany, em homenagem ao músico Antõnio Carlos Gomes (1836-1896), paulista de Campinas, que fez sucesso no Brasil e no mundo com a ópera O Guarany. As cores do clube são vermellho e branco.
Origem do termo Guarany: guara, em tupy-guarany, indica animal do porte do lobo selvagem. No sul do Brasil havia (não sei se ainda há) o lobo guará. Ny quer dizer gente, povo. Guarany significa povo valente, guerreiro, como o lobo selvagem. Guarra nunca faltou ao Guarany de Bagé. O que falta é apoio local e principalmente contribuição financeira. Grande parte dos moradores torce e contribui com a Dupla Gre-Nal, sem dar um centavo à dupla Ba-Gua. Além disso, quando descobrem talentos na várzea logo indicam para os times de Porto Alegre que fazem até peneiras na cidade em busca de craques.

Títulos:
Estaduais: Campeonato gaúcho (1920 e 1938), Campeonato Gaúcho Série C (1999) Campeonato Gaúcho Série B (2006) Terceira Divisão, invicto, em 2019, classificando-se para a Segunda Divisão, com disputa no Acesso à Primeira Divisão em 2020.



Jornal Minuano
Ídolo: Max Ravaza, o maior goleador do Guarany, com 131 gols, no período de 1961 a 1965.




FONTES: Foram feitas inúmeras consultas na Internet, desde sites dos clubes até blogs de torcedores, pesquisas em revistas, jornais, além da memória do autor de Vidacuriosa.


Veja também: Os craques de futebol e as músicas que os homenageiam em http://migre.me/8kobF