terça-feira, 22 de novembro de 2011

PARABÉNS AOS VENCEDORES DO PRÊMIO PRESS 2011

                                                     Acrescentado em 24/11
Em cerimônia realizada hoje (22 de novembro) no Auditório Dante Barone, da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, foram divulgados os nomes dos vencedores do Prêmio Press 2011.


Os ganhadores



  Melhor Repórter de Rádio do ano: Felipe Chemale, da Rádio Gaúcha, 31 anos.
Formado pela PUC há nove anos, começou a trabalhar na Rádio Bandeirantes em 1999.
 Em 2003, foi para a Gaúcha. Em 2007 e 2008, também atuou como repórter na TV Com.



Melhor Repórter de TV do ano: Rodrigo Lopes, da RBS TV, 33 anos. Formado pela Ufrgs, em 2001, é jornalista multimídia no Grupo RBS, apresentador TVCOM, colunista de assuntos internacionais de Zero Hora e comentarista da Rádio Gaúcha.


Melhor Repórter de Jornal: Patricia Comunello, do Jornal do Comércio. É também assessora de Imprensa do Sindicato Médico do RS (Simers). Nasceu em Capinzal (SC) e se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Maria em 1993. Atuou em Zero Hora, no clicRBS SC, no Portal Terra e no Correio do Povo.
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Melhor Colunista de Jornal: David Coimbra,
 de Zero Hora. Formado pela PUC, com 49 anos, é diretor executivo de esportes e colunista do jornal Zero Hora e participa dos programas Sala de Redação (Rádio Gaúcha) Pretinho Básico (Rádio Atlântida) e Café TV Com (TV Com) e blog no Click RBS.


Melhor Comentarista de TV do ano: João Garcia, da TV Bandeirantes. Nascido em Arroio Grande (RS), em 1949, João Antônio Lopes Garcia já trabalhou em inúmeras emissoras, entre elas a Gaúcha, Alvorada de Brasília, Sucesso, de Porto Alegre, TVE.
Melhor Comentarista de Rádio: Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, da Rádio Gaúcha
     Guerrinha, 55 anos, é também integrante do programa Sala de Redação, da Rádio Gaúcha e colunista de esportes do jornal Diário Gaúcho, além de comentar jogos pela RBS TV e Rádio Gaúcha. Começou como repórter de turfe na Folha da Manhã e no Correio do Povo, na antiga Caldas Junior e depois integrou a equipe de Esportes de Zero Hora.





Carla Fachim
Melhor Apresentador de TV:  empate entre Carla Fachim, da RBSTV...

Carla Fachim é editora e apresentadora do Bom Dia Rio Grande. É formada em jornalismo pela Unicruz, de Cruz Alta. Ela começou na RBSTV de Cruz Alta, onde era âncora do Jornal do Almoço regional.
                                   
E Magda Beatriz, da TV Pampa. Aos 18 anos, Magda
Beatriz Rodrigues Alves (quase ninguém conhece o sobrenome dela) começou sua carreira como apresentadora do Telejornal Portovisão, com Clóvis Duarte e Tânia Carvalho na antiga TV Difusora. Depois, Magda participou, com Tânia, do programa Guaíba Feminina, da TV Guaíba, em 1980. Atuou também na TV Bandeirantes. 

  

Melhor Apresentador de Rádio: André Machado, da Rádio Gaúcha
Âncora dos programas Atualidade e Chamada Geral, André Machado, 44 anos, começou a faculdade de jornalismoc na Urgs e se formou na Puc. É filho do advogado, jornalista, ex-deputado e ex-vereador Dilamar Machado, falecido em 27 de agosto de 2001. Ele trocou a faculdade de biologia pelo jornalismo e começou sua carreira na TV. Está há 15 anos na Rádio Gaúcha.  


Melhor Jornalista de Web: Polibio Braga. Nascido em Jaraguá do Sul (SC), Polibio é jornalista, escritor e político. Trabalhou no Diário Catarinense, Correio da Manhã, Última Hora, Gazeta Mercantil, Zero Hora, Correio do Povo e Jornal do Comércio, além das revistas Veja e Exame. Apresentou programas na RBSTV, Band, Pampa, e RV Guaíba. É colunista de O Sul e foi premiado pelo seu blog http://www.polibio.blogspot.com/. Foi secretário de Indústria e Comércio e da Fazenda e de Relações Exteriores, além de chefe da Casa Civil no governo de Alceu Collares. 


Melhor Fotógrafo do ano: Pedro Revillion, do Correio do Povo
Pedro é natural de Porto Alegre, tem 25 anos, e se formou em jornalismo na PUC, em 2009. No mesmo ano, entrou para o Correio do Povo, depois de ter trabalhado como free-lancer no Jornal do Comércio e em O Sul. Foi também estagiário na Câmara de Vereadores de Porto Alegre.


Melhor Locutora de Notícias: Maria Luiza Benitez, da Rádio Guaíba
 Maria Luiza nasceu em Bagé. Além de apresentadora de notícias, Malu, como é chamada, brilha também na área musical. Aos quatro anos, começou a cantar em programas de auditório na sua cidade e, paralelamente ao trabalho na rádio, participa do movimento nativista, fazendo shows ou atuando como jurada ou mestre  de cerimônia na maioria dos festivais do Estado. Em Bagé, começou a apresentar programas na Rádio Cultura e também trabalhou na Difusora e na Clube. Em Porto Alegre desde 1976, atuou como locutora nas rádios Gaúcha, Princesa, na rádio e TV Difusora e na Guaíba onde ficou, na primeira fase por 15 anos. Também atuou na TV Educativa e na Rádio Rural, da RBS.

Melhor Jornalista do Interior: Acacio Silva, da Rádio Uirapuru, de Passo Fundo
Melhor Jornalista do ano: Felipe Vieira. Nasceu em Butiá (RS), onde começou no rádio aos 13 anos, cobrindo futsal para a Rádio Sobral em 1979. Formado pela Famecos (PUC). Trabalhou na Gaúcha, na CBN 1120, Itapema FM, RBS TV, TVCom, Band AM, Bandnews FM e Band TV. Desde fevereiro deste ano está na na Rádio guaíba. Este foi o oitavo Prêmio Press conquistado,dois deles como melhor jornalista do ano.


Melhor programa de rádio: Band Repórter, da Rádio Bandeirantes AM.
Programa de TV: Conversas Cruzadas, da TVCom
     Além dos troféus por categorias, foram entregues outros três prêmios. Otácio Gadret, da Rede Pampa, recebeu o Troféu Sistema Fiergs - Homenagem Especial em reconhecimento à sua contribuição ao desenvolvimento das comunicações e da atividade jornalística no Estado nos últimos 40 anos. O Troféu Banrisul Comunicação em Agrobusiness foi entregue, in memorian, ao jornalista Hugo Hoffmann, que morreu no ano passado, proprietário de  A Granja, a revista mais antiga em circulação no país. O Troféu Banrisul Comunicação em Agrobusiness foi entregue à jornalista Denise Nunes, pelos seus mais de 20 anos dedicados ao jornalismo econômico, 14 dos quais assinando a coluna de Economia do jornal Correio do Povo, extinta recentemente.
     Outra novidade ocorreu na categoria de Colunista de Jornal ou de Revista do Ano, cujo troféu passa a se chamar Troféu Fernando Albrecht, nome que, a partir de agora, é hour concours do Prêmio Press.


Fontes: twitter do jornalista e radialista André Machado, da Rádio Gaúcha (no dia da divulgação dos prêmios), com outras informações
























domingo, 20 de novembro de 2011

UMA LEMBRANÇA NO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

     Neste dia, apontado como um marco na luta contra o racismo, que relembra o nascimento do líder negro Zumbi, em 1695, no Quilombo dos Palmares (Alagoas), destaco a figura de um gaúcho pouco valorizado pela história. Refiro-me ao negro Paulino Azurenha. Muita gente já ouviu esse nome, afinal é nome de rua e de linha de ônibus em Porto Alegre. Mas pouca gente sabe que ele foi um dos primeiros, ou quem sabe o primeiro jornalista e escritor negro gaúcho.
Adicionar legenda
José Paulino Azurenha nasceu no dia 28 de maio de 1860, em Porto Alegre, onde morreu, em 3 de julho de 1909, vítima de apoplexia fulminante. Ele começou como gráfico do Jornal do Comércio. Um dia, mostrou um soneto de sua lavra para o dono do jornal, o jornalista Achylles Porto Alegre. Imediatamente, Aquylles tirou aquele mulato dos caixotins e o passou para o escritório.
     Quando Caldas Junior, genro de Achylles e que trabalhava lcom ele, fundou seu próprio jornal, o Correio do Povo, em 1895, levou Paulino Azurenha para a nova empresa. Paulino, segundo Achylles, era o único de quem Caldas Junior aceitava conselhos e ponderações. Ele começou como revisor, noticiarista e repórter. Aos domingos, escrevia uma coluna de crônicas chamada Semanário. Depois, com o médico e jornalista porto-alegrense Mário Totta e com o poeta pelotense Souza Lobo, escreveu o romance Estrychnina em 1897. A obra mescla romance policial relatando o duplo suicídio de um casal com descrições naturalistas. Paulino Azurenha foi integrante da Academia Riograndense de Letras, ocupando a cadeira número 31.

Fontes:
* História Popular de Porto Alegre de Achylles Porto Alegre
* Dissertação de Pós-Graduação de Adriana dos Santos Moraes, para mestrado em História na PUC/RS

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

MAIS UM ERRO EM PROPAGANDA DA CAIXA FEDERAL

A Caixa Federal não dá sorte com os anúncios históricos. Primeiro foi o Machado de Assis branco. Ele era mulato. A propaganda foi refeita, e o detalhe corrigido. Agora, com o Coruja, fizeram uma lambança. O apelido dele não tem nada a ver com ficar lendo de noite. Antônio Alvares Pereira ganhou essa alcunha quando era guri e estudava latim, em Porto Alegre, com o Padre Tomé de Souza. "Seus pais para sua estréia tinham-lhe mandado fazer uma casaquita de pano mescla, cor da pele do diabo ou cor de burro quando foge. Ao apresentar-se na aula pela primeira vez com este fato novo, gritou logo o Cândido Batista lá do seu banco da direita: Olhem, parece mesmo uma coruja. E como Coruja foi proclamado pelo Cabo-Regente, e como Coruja foi aclamado por toda a assembléia latinante: e Coruja
ficou, e... pegou" (Coruja, 1885/1996, p.88-89). Mais tarde, para desfazer qualquer confusão com um parente homônimo, que vivia se metendo em confusões, Antônio anexou o apelido Coruja ao seu nome.
Antônio foi suplente de deputado provincial e chegou a assumir o cargo. Com a retomada de Porto Alegre pelos imperiais, ele, que aderira à causa farroupilha, foi preso e mantido no navio-prisão Presiganga. Ao ser libertado, foi embora para o Rio de Janeiro. Morreu pobre, sustentado pelo filho adotivo.
 No vídeo da Caixa, dizem que Coruja era comendador. Comendador foi o filho, que usava o mesmo nome do pai adotivo, com o Coruja incorporado. Esse filho deve ter sido o cliente da Caixa, se foi mesmo correntista. Enfim, uma misturança.
Fico me perguntando se o pessoal da agência sabia o que estava fazendo, pretendendo com isso dar mais impacto à peça publicitária ou se foi por desconhecimento de um personagem que até mesmo a imensa maioria dos gaúchos nunca ouviu falar. Isso me remete ao premiadíssimo e denso curta-metragem Ilha das Flores, do gaúcho Jorge Furtado. O lixo, do qual pessoas se alimentavam, ficava na Ilha dos Marinheiros e não na Ilha das Flores. Como o segundo nome se adequava mais ao roteiro e ao texto do excelente filme, o diretor optou por cometer um pequeno erro geográfico. É a tal licença poética, da qual já ouvi falar. A história localiza Porto Alegre e até o bairro da zona sul da Capital onde o tomate foi plantado, mas troca o nome do local do lixão. O pessoal da llha das Flores não deve ter gostado, se é que viu o filme. Apesar desse deslize, eu achei o documentário sensacional. Curta também:




 * Fontes: Antiqualhas, Reminiscências de Porto Alegre, de Antônio Álvares Pereira Coruja, com pesquisas e notas de Sérgio da Costa Franco, 2ª edição ampliada, editada pela Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre em 1996.
* História Popular de Porto Alegre, Achylles Porto Alegre, Projeto Coruja, coordenação de Luís Augusto Fischer, editado pela Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre em 1994.
* A Escola e o Ensino em Porto Alegre, RS: Antigualhas do Professor Coruja, Maria Helena Camara Bastos, Doutora em História e Filosofia da Educação, PGE/PUCRS.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

VEJA OS VENCEDORES DO PRÊMIO ESSO 2011

A série de reportagens intitulada O Patrimônio e as Consultorias Que Derrubaram Palocci, dos jornalistas Andreza Matais, José José Ernesto Credendio e Catia Seabra, publicada na Folha de S.Paulo, foi o grande vencedor do Prêmio Esso de Jornalismo de 2011. A premiação consiste em um diploma e R$ 30 mil. O resultado foi divulgado hoje no site do prêmio, após o exame, por duas comissões, de 1.272 trabalhos, recorde nas 56 edições do mais importante concurso de jornalismo do país. Além do prêmio principal, e do Prêmio Esso de Telejornalismo, foram divulgados os vencedores de outras 12 categorias de mídia impressa. Os nomes foram definidos no dia 10 de novembro, e a cerimônia de entrega dos prêmios está marcada para o dia 1º de dezembro deste ano, durante um jantar no Rio de Janeiro.

                               OS VENCEDORES
Telejornalismo – Vencedor foi a equipe da Rede Record, composta dos jornalistas amazônica, a equipe da Rede Record formada pelos jornalistas Gustavo Costa, André Tal, Cátia Mazin e Rodrigo Beti, que produziu o trabalho Especial, 40 anos,- Transamazônica, a Estrada Sem Fim, numa exaustiva jornada de 28 dias e cinco mil quilômetros, em plena floresta. O prêmio é de diploma e R$ 20 mil.
Reportagem - Fabiana Moraes, do Jornal do Commercio, do Recife, ficou com o primeiro lugar, com o trabalho O Nascimento de Joicy, sobre um agricultor de 51 anos que se submeteu a uma mudança de sexo.
Foto salvou uma vida/Epitácio Pessoa
Fotografia – Epitácio Pessoa, de o Estado de S.Paulo, ganhou o prêmio com o trabalho Violência Abortada. A sequência mostra um reciclador de 19 anos, que estava amarrado e seria assassinado, mas os agressores fugiram ao perceber que estavam sendo fotografados. Ganhou diploma e R$ 10 mil.
Informação Econômica - David Friedlander, Leandro Modé, Fausto Macedo e Sonia Racy, com o trabalho As Fraudes no Banco de Sílvio Santos, publicado no O Estado de S.Paulo. Diploma e R$ 5 mil.
Informação ciêntica, tecnológica e ambiental - Daniela Chiaretti, com o trabalho No Topo do Mundo, publicado no jornal Valor Econômico. Diploma e R$ 5 mil.
Educação - Tatiana dos Santos, Cleisi Soares, Gilmar de Souza e Arivaldo Hermes, com o trabalho Mestre com Carinho, publicado no Jornal de Santa Catarina, Blumenau. Diploma e R$ 5 mil.
Especial de Primeira Página - João Bosco Adelino de Almeida, Ana Dubeux, Carlos Alexandre, Plácido Fernandes, Marcelo Agner, Luis Tajes e Marcelo Ramos, com o trabalho Eles nos envergonham... ela nos orgulha, publicado no jornal Correio Braziliense. Diploma e R$ 5 mil.
Criação Gráfica – Categoria Jornal - Dennis Fidalgo Doimo e André Graciotti, com o trabalho Troca de Olhares, publicado no jornal O Estado de S.Paulo. Diploma e R$ 5 mil.
Criação GráficaCategoria Revista - Elohim Barros, Adriana Verani, Jaqueline Amaral, Eva Uviedo, Flavia Durante, Ivan Obara, Fernando Luna, Paulo Lima, Lino Bocchini, Bruno Torturra Nogueira, Camila Fudissaku, Alex Vargas Cassalho, Thiago Bolotta, Vivian Villanova e Ricardo Calil, com o trabalho Edição Especial Futuro, publicado na revista TRIP. Diploma e R$ 5 mil.
PRÊMIO ESSO REGIONAL NORTE/NORDESTE
Diploma e R$ 3 mil
Ciara Carvalho, com o trabalho O Paraíso às Avessas, publicado no Jornal do Commercio (Recife).
PRÊMIO ESSO REGIONAL CENTRO/OESTE
Diploma e R$ 3 mil
Vinicius Sassine, com o trabalho A Morte no Berço das Águas, publicado no jornal Correio Braziliense.
PRÊMIO ESSO REGIONAL SUL
Diploma e R$ 3 mil.
Itamar Melo, com o trabalho Caça-Níqueis, Caça-vidas, publicado no jornal Zero Hora.
PRÊMIO ESSO REGIONAL SUDESTE
Diploma e R$ 3 mil
Antonio Werneck, Waleska Borges e equipe da Editoria Rio, com o trabalho Depois da Tempestade, vem a Corrução, publicado no jornal O Globo.
Imagem correu o mundo/Rogério de Paula
Melhor Contribuição ao Telejornalismo – Repórter cinematográfico Rogério Miguel de Paula, da Rede Inter TV, pelas cenas contidas na reportagem O Resgate de Dona Ilair, exibida em várias emissoras do Brasil e do mundo, cujo trabalho, segundo a comissão “evidenciou o senso de oportunidade, a coragem e a perseverança do profissional para registrar as imagens, características que destacam a atuação do repórter cinematográfico, função fundamental para o Telejornalismo.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O GOOGLE E O FACEBOOK

                                                       Acrescentado em 12/5/2012
Quando conheci o Google, fiquei maravilhosamente impressionado com o ganho de informação com rapidez. É só pôr uma palavra-chave e lá vêm montanhas de informações. Basta separar o joio do trigo. Com ele, dá para saber, às vezes, quem comete plágio e quem é o verdadeiro autor de frases, textos ou fotos. Mais recentemente, fiquei encantado com o Facebook pela oportunidade de encontrar velhos amigos e fazer novos.
 Também me divirto com a possibilidade de publicar impunemente (nem tanto assim) as minhas bobagens. Resolvi reunir as frases que cometi, correndo o risco sem importância de ser ignorado ou mais grave, de ser bloqueado. Mas, enfim, assim como neste blog, posto o que quiser. Quem gostar, legal. Quem não gostar, azar.


* Ser avô é ficar sabendo quase tudo sobre dinossauros sem ser paleontólogo.
* Eu sou pela Justiça e não levo ninguém pra compadre, nem o padrinho do meu filho, nem o pai do meu afilhado.
* Não sou supersticioso porque tenho convicção de que ter algum tipo de superstição dá um baita dum azar.
* Contrariando ditado antigo: Existem conselhos bons sim. Se não forem bons, não serão conselhos, mas sim meros palpites ou obras de mal-intencionados. Para alguém que a gente ama, um bom conselho não se vende, dá-se e ganha-se de volta a felicidade de ter ajudado.
*Não me atraem os holofotes. Quem se atrai pelos holofotes são as mariposas e os cascudos. Eles não têm a utilidade das abelhas nem o labor das formigas.
* Contrariando muita gente que conheço, arrependo-me por muita coisa (errada) que fiz e quase nada pelo que deixei de fazer. É que sei os prejuízos que tive com o que fiz e não há como ter ideia do que aconteceu por eu ter deixado de fazer.
* O ser humano é uma máquina que vem da fábrica sem manual de instruções nem recall.
*Os ditados antigos vão ficando desconhecidos para as novas gerações porque os mais antigos não os repetem por acharem que já são por demais conhecidos.
* Eu não perco o amigo por causa de uma boa piada. Se perdi algum, é porque não era meu amigo.
* Conselho que eu mesmo tento seguir: não me abaixar demais para não pagar cofrinho, mas não andar de nariz empinado para não pisar em buracos da calçada nem em cocôs de cachorro.
*Não é que eu seja convencido, mas um monte de gente vem batendo palmas para mim. Coincidentemente, isso acontece desde que estragou a campainha lá de casa.
* Consertei a campainha. Obrigado pelas palmas.
* Sonhei que jogava futebol e acordei cansado. Já não tenho preparo físico nem mesmo para sonhar.
* Achei que iria ganhar uma boa grana com humor. Me faltou competência. Só consegui uns trocadilhos.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

PRESTIGIANDO UM AMIGO TALENTOSO

Dudu e o livro/ foto Ricardo Jaeger
    Quando a gente sai de um emprego, sempre lamenta algumas coisas. Uma delas é a interrupção da convivência diária com bons colegas. Um deles é o Eduardo Rodrigues, repórter de Geral corajoso e intransigente com tudo que é errado. Preocupado com o descaso de certas autoridades que colocam suas carreiras políticas acima dos deveres que têm para com o povo, Eduardo vai com tudo quando descobre uma falcatrua ou descumprimento de promessas feitas à população, independente do partido.
    Paralelamente a sua tarefa mais árdua no Diário Gaúcho, Eduardo escreveu um livro mais light, sentimental de certa forma, mas nem por disso menos importante. Na quarta-feira, estive presente à sessão de autógrafos, na Feira do Livro, da obra Sem Bossa, Não Há Quem Possa! Cassino dos Operários – Uma história. O livro resgata a história do clube Cassino dos Operários, de General Câmara, na Região Carbonífera, terra natal do autor. O cronista Kenny Braga fez a apresentação.
  Estive lá por dois motivos. O primeiro é a amizade com Eduardo. O segundo é que eu tive a honra e o prazer de fazer a revisão. O livro foi editado pela Livraria Martins Livreiro e custa 24 reais.
   Daqui envio um grande abraço ao Eduardo com votos de crescente sucesso. No twitter e na vida, eu atendo ao conselho do Chapolim Colorado, personagem do grande ator mexicano Roberto Bolaños, e sigo os bons.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

DESAPARECIMENTO MISTERIOSO NA ZONA SUL DA CAPITAL

Cristiane está sumida desde o dia 27 de outubro
A Polícia Civil gaúcha está com mais um mistério de desaparecimento para resolver. Desde o dia 27 de outubro, Cristiane Oliveira de Oliveira, 32 anos, residente no Bairro Restinga, na Capital, está sumida. Funcionária de uma farmácia e em licença de saúde há seis meses por causa de uma tendinite no pulso direito, Cristiane foi vista pela última vez depois de ter deixado a filha Gabriela, de sete anos, à uma da tarde, no colégio e ter seguido, de bicicleta para ver como estavam as obras de sua casa no Bairro Lajeado, também na zona sul da Capital.

   Após registrar o desaparecimento de Cristiane, a família passou a procurar pelas ruas buscando alguma informação que permita descobrir o que aconteceu com ela. Os familiares alugaram até um helicóptero, que sobrevoou o local onde ela foi vista pela última vez, mas nenhum resultado foi obtido.
   Um pedreiro que trabalha nas obras da nova casa, disse à família que Cristiane esteve no local, deu banho no cachorro e saiu dizendo que iria buscar a filha no colégio. Ao ouvi-lo, policiais descobriram que ele era foragido da Justiça por furto e ficou detido.
   Cristiane não foi mais localizada. Conforme a família, ela vestia uma camiseta branca, calça legging preta e boné de cor laranja. A bicicleta branca e azul que ela utilizava também não havia sido encontrada até ontem. Angustiados, os familiares dela ¬- pais e sete irmãos - já fizeram buscas nos hospitais da cidade e região e colocaram cartazes com a foto dela para tentar localizá-la. Policiais da 16ªDP e da Delegacia de Homicídios e Desaparecidos investigam o caso.
   O marido de Cristiane, Rodrigo Veloso Freitas, 30 anos, disse que ela não tinha qualquer problema, que pudesse levar a um desaparecimento voluntário:
   - Ela não bebia e não fumava. A gente não brigava, só as brigas normais de casal, nada alarmante – comentou Rodrigo, acrescentando que tudo estava pronto para a mudança e que o casal e a filha passariam o Natal na nova casa.


Qualquer informação para ajudar a localizar Cristiane ou descobrir o que houve com ela poderá ser dada para a polícia ou para o telefone da família, 8565-7376.
* Com informações do Diário Gaúcho

sábado, 29 de outubro de 2011

40º JOMEEX: COMPETIÇÃO E ALEGRIA PARA OS EXCEPCIONAIS

Escolas aguardam para participar do desfile

Três bandeiras foram hasteadas ao som do hino nacional
       

Assisti, hoje pela manhã, e durante uma parte da tarde, na Sede Campestre do Sesc, no Bairro Alto Petrópolis, à 40ª edição dos  Jogos Municipais dos Estudantes  Excepcionais de Porto Alegre. Como em todos os anos, me emocionei com aquelas carinhas “diferentes” correndo pra lá e pra cá ou apenas sorridentes em suas cadeiras de rodas. Minha emoção não  foi apenas pela presença do meu filho Luciano, com Síndrome de Down, que disputou uma prova de estafeta. Quem tem filho especial sabe o que vale cada gesto que eles fazem, não importa se não são os maiores do mundo, se não são “melhores” do que os outros. 


Arte do Saber na prova de estafetas
  
Luciano é o da frente, de boné
       Felizmente o tempo colaborou. Nos dois Jomeex mais recentes, a chuva atrapalhou bastante. Foi lindo ver aquele cenário, o hasteamento das bandeiras de Porto Alegre, do Brasil e da Apae, ouvir o juramento do atleta e depois acompanhar as disputas. Todo mundo ganhou medalha – ou de primeiro ou de segundo lugar. Professores e escoteiros ajudaram pacientemente aos que tinham mais dificuldades, e o clima de euforia dominou todos os que estavam na sede campestre do Sesc. Nas arquibancadas, pouco mais de uma centena de espectadores, certamente parentes de excepcionais.
 
Nem tudo são flores
Quando me formei em jornalismo, meu grande sonho era ajudar a mudar o mundo para melhor, mostrando o que é correto para que sirva de exemplo, e apontando os erros para que possam ser corrigidos. Por isso, não posso deixar de relacionar as coisas que não me agradaram.
O primeiro aspecto é o fato de que o local dos jogos não é o mais propício para pessoas dotadas de deficiência física e/ou mental. Elogio a disposição do Serviço Nacional do Comércio em ceder o espaço, mas insisto que a topografia do lugar não é a mais adequada. Neste ano, até sugeri que outro local fosse encontrado. O Sesc poderia continuar apoiando de alguma outra maneira.
    Quem conhece o Sesc sabe do que estou falando. Escadas são o que mais tem em uma área cheia de lugares íngremes. Para se chegar ao gramado e à pista, onde as provas se desenvolvem, ou se desce as escadas ou se contorna por um trecho de mais de 300 metros em piso de paralelepípedo irregular que prejudica não apenas os cadeirantes mas também quem tem dificuldade para caminhar.
    Quando cheguei ao local dos jogos, a mais de 500 metros depois do pórtico da sede campestre na Avenida Protásio Alves, até fiquei feliz porque, junto ao gramado havia dez banheiros químicos de um lado e quatro de outro. Quando o Luciano precisou utilizá-lo, notei que só um estava liberado. Depois que avisei a organização sobre os banheiros trancados, saiu a informação de que o pessoal da Apae deveria utilizar apenas os quatro banheiros que estavam ladeando a ambulância. Os outros dez permaneciam lacrados. Foi então que entendi. Os banheiros seriam utilizados na festa de domingo, em comemoração ao dia dos comerciários. Com isso, formaram-se filas naqueles quatro banheiros (afinal havia mais de mil participantes dos jogos). Não sei como estava o banheiro da parte de cima, ao lado do palanque oficial. Mas, para chegar a ele, havia a necessidade de subir as longas e íngremes escadas ou contornar o campo em uma lomba de paralelepípedos.
    Foi nessa ladeira, em direção à lancheria, que vi o sofrimento de Sílvia Regina da Rosa, que empurrava a cadeira de rodas do filho deficiente Mateus. Na verdade, ela não empurrava, segurava com dificuldades lomba abaixo. Para entrar na lancheria, pessoas precisavam descer uma série de degraus para serem atendidas. Para comprar um lanche, dona Sílvia teria de deixar Mateus sozinho na cadeira do lado de fora da lanchonete? Em um tempo que se fala tanto em acessibilidade, isso é inadmissível. Mas os problemas não param por aí. Na lancheria, eram vendidos apenas refrigerantes, água e um tipo de pastel folhado. Iogurte, nem pensar. Se o evento envolvia tantos excepcionais – e muitos deles têm dificuldades para comer algo sólido como sanduíches ou pastéis – como é que não havia iogurtes? Amanhã (domingo), certamente o oferecimento de comida no bar deverá ser farto, afinal, será a festa dos comerciários, gente “normal”. Eu espero sinceramente que no próximo ano, os jogos sejam realizados em outro lugar.
    Sobre a pequena presença dos espectadores nas arquibancadas, eu entendo. As pessoas só se importam com aquilo que as atingem diretamente. Ongs são criadas por quem sofreu tragédias envolvendo seus familiares ou amigos íntimos. Além disso, a imprensa não se interessa muito em divulgar jogos disputados por excepcionais. Enviei material para vários órgãos de imprensa com antecedência, coloquei posts no facebook, Orkut e twitter. Com algumas gratas exceções, nem uma notinha saiu. Talvez eu devesse ter mentido dizendo que haveria, no intervalo dos jogos, uma passeata gay ou de alguma outra minoria. Aí, quem sabe, houvesse mais divulgação.


    Mas o importante é que a festa dos excepcionais foi um grande sucesso. Os alunos, os professores e os parentes voltaram para casa animados. Os excepcionais, com suas medalhas penduradas no pescoço, sorriam e cumprimentavam-se uns aos outros, já pensando no 41º Jomeex.


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

UM SÁBADO ESPECIAL PARA UMA TURMA ESPECIAL

   Estudantes especiais de vários tipos vão se reunir neste sábado, na Sede Campestre do Sesc, no Bairro Alto Petrópolis, em Porto Alegre. Vão participar da   40ª edição dos Jogos Municipais de Estudantes Excepcionais. 
   Integrante do calendário municipal de eventos, o 40º Jomeex começa a partir das 9h, com o desfile das escolas e hasteamento das bandeiras nacional, estadual, municipal e da Apae. Após o juramento do atleta, que será lido por Andrio Santos da Silva, estudante da escola Elyseu Paglioli, entrará a tocha olímpica. A declaração de abertura dos jogos será feita pelo presidente da Apae de Porto Alegre, Unírio Bernardi.
   São parceiros do evento, a Secretaria Municipal de Esportes, Recreação e Lazer, a Prefeitura Municipal de Porto Alegre, o Procempa, o Seasis, o Sesc, o Grupo de Escoteiros Marechal Rondon, faculdades de educação física do Ipa, da Uni La Salle, da Ulbra, da Ufgrs e a Rossoni Produtora.


CATEGORIAS
- Mirim - 9 anos
- Infantil - de 10 a 14 anos
- Juvenil - de 15 a 24 anos
- Adulto - de 25 a 34 anos
- Master - de 35 a 44 anos
- Supermaster - de 45 anos em diante

AS ENTIDADES  PARTICIPANTES
Apae Gravataí

APABB
Cazon- Centro Abrigado Zona Norte
APAE Novo Hamburgo
Escola Do Sol
Escola Joao Alfredo - APAE/POA
Escola Educ. Esp. Nazareth – APAE/POA
Escola Estadual Cristo Redentor
Escola Estadual Ney Gomes da Silva
Escola Municipal Antonio Francisco Lucena Borges
Escola Municipal Lampadinha
Escola Municipal Prof Elyseu Paglioli
Instituto Neyta Martins Ramos
APAE Viamão
Kinder-Centro de Integração da Criança Especial
APAE Esteio
Escola Estadual de Ensino Médio Edegardo Pereira Velho
APAE Canoas
Escola Arte do Saber
Copersocial
Lar Santa Adelaide


AS PROVAS
Caminhada 50 metros: Para paralisado cerebral, atletas com visíveis dificuldades de locomoção. Até cinco atletas por naipe e nas categorias (mirim, infantil, juvenil, adulto, master e supermaster). Será realizada uma bateria de avaliação, antes da prova classificatória dos participantes. O atleta deverá estar sempre com um dos pés tocando o solo para caracterizar a caminhada. Qualquer constatação de corrida nessa prova, determinará a eliminação do atleta.
Corrida 50 metros: Para paralisado cerebral, até cinco atletas por naipe e nas categorias (mirim, infantil, juvenil, adulto, master e supermaster).
Caminhada Cadeirante 25 metros: Para deficientes que usam cadeira de rodas. Até três atletas por naipe nas categorias (mirim, infantil, juvenil, adulto, master e supermaster).
Estafeta 5 x 20 metros: Inscrever atletas com baixo rendimento. Uma equipe de cinco atletas por naipe (mirim, adulto, master e super master). A prova de estafeta é masculino e feminino. Caso não haja número suficiente de atletas poderá ser misto, considerando que para a prova feminina deve ter no mínimo três participantes do mesmo naipe, idem para o masculino.
Obs.: Se no dia da competição algum dos atletas não comparecer, um dos participantes deverá repetir o percurso, não podendo ser retirado um participante de outra prova para substituí-lo.
Corrida 50 metros: Até cinco atletas por naipe (mirim, super master).
Corrida 100 metros: Até cinco atletas por naipe (infantil, juvenil, adulto, master e super master).
Corrida 50 metros Síndrome de Down: Até cinco atletas por naipe (juvenil e adulto);
Corrida 100 metros Síndrome de Down: Até cinco atletas por naipe (juvenil e adulto).
Corrida 200 metros: Até cinco atletas por naipe (juvenil, adulto e master).
Revezamento 4 x 100 metros: uma equipe por escola por naipe (idade livre). Quatro atletas. Cada entidade poderá inscrever apenas uma equipe de revezamento masculino e uma de feminino com idade livre.
Arremesso de peso: Até cinco atletas por categoria (juvenil, adulto e master) masculina (5kg) e feminina (3kg).
Arremesso de pelota: Até cinco atletas por categoria e naipe (juvenil, adulto, master e super master).

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (51) 3336-8910 ou 9239-3709 com a coordenadora de Educação Física da Apae/Poa, Juçara Ortiz.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

SOLUÇÃO SIMPLES E BARATÍSSIMA PARA NÃO DEIXAR SEU CÃO PASSAR SEDE


                                                                        Fotos Plínio Nunes
    Sabe aquela época de calor em que você tem de ficar um ou dois dias fora e precisa deixar o cachorro sozinho. Como você resolve isso? Deixa várias vasilhas com água para não correr o risco de o animalzinho se desidratar? E aí pode até acontecer de uma vasilha ficar intocada e o mosquito da dengue fazer a festa.
  Seus problemas acabaram! Apresento uma solução simples e barata. A ideia me surgiu de uma criação de frangos que meu pai mantinha, nos Campos do Seival, no atual município de Candiota nos tempos em que o computador era a lenha. Nesta semana, isso me veio à mente. É o mesmo sistema usado para os bebedouros de gaiola para passarinhos. Existem bebedouros desse tipo nas lojas de animais de estimação ou agropecuárias, mas são equipamentos caros se comparados com o que apresento. Além disso, você colabora com o meio-ambiente, reciclando garrafas plásticas. Você não precisa comprar nada, a não ser que não tenha uma mangueirinha. Pode ser aquelas do chuveiro que estragou ou qualquer outra que, por acaso, ficou guardada.
Esse é o Bolt, que não é bobo de rejeitar uma boa comidinha
 A mangueirinha e uma garrafa pet, de preferência de dois litros e meio, dependendo da água que seu cachorro consome por dia são suficientes. Para introduzir a mangueira sem vazar, usei aqueles ferros de solda para eletrônicos e me preocupei em fazer um orifício com diâmetro pouca coisa menor do que a mangueirinha para enfiá-la e fazê-la se adequar à garrafa plástica. Mas o melhor mesmo é usar cola para vedá-la totalmente. 
     Encha a garrafa com a água, não esqueça de tampá-la e use a lei da gravidade e a teoria dos vasos comunicantes (desculpem-me os físicos, não sou bom nisso). A verdade é que, quando a mangueirinha encher a vasilha do cachorro, a água da garrafa vai parar de descer. Quando o animal bebe, imediatamenter a água volta. Não exagere na preguiça, deixando eternamente essa água. Faça uma troca quando for necessário.Tenho certeza de que o Bolt me agradeceu.
   Abraços e votos de saúde para você e seu cachorro. Deixe um comentário, quem sabe um aperfeiçamento para a ideia ou até uma opinião contrária.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

MAIS UMA HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO

O mundo não para de me surpreender, de me emocionar e de me ensinar. Depois da sensacional apresentação da cantora inglesa Susan Boyle e da performance inesquecível do dançarino de rua John Lennon, que fez uma versão do clássico do balé A Morte do Cisne para o street dance, vem aí um produto do Iraque. Sem identidade, sem idade definida, sem alguns membros, mas com vontade de viver e de ser feliz.

domingo, 9 de outubro de 2011

O GURI DE URUGUAIANA CONSULTA COM O ANALISTA DE BAGÉ


Desenho de Edgar Vasques
E aí, guri? Mas bá!!
Preocupado com o sucesso repentino e estrondoso, o Guri de Uruguaiana resolveu clarear as ideias com o psiquiatra mais famoso da história rio-grandense. Não levou o Licurgo de carancho porque ficou com medo. Já tinha lido umas histórias fortes do Analista de Bagé. Entre um mate e outro, foram proseando. Acompanhe:
Analista – Mas e aí, índio velho? Qual o mal que te aflige?
Guri – Tô com uns problemita aí.
Analista – Problema todo mundo tem. Só o Guarany que não tem. Tá na última divisão do campeonato gaúcho e não há como cair mais. Mas o que te incomoda? Li que tu tá fazendo mais sucesso que parteira de campanha. Soube que foste pro São Pedro, pensei que tu tinha sido internado, mas era o teatro.
Guri – Pois é aí que eu me refiro. Nas minhas apresentações tem mais gente que mosquito em bosta de vaca, o pessoal até gosta dos meus floreios. É que também existem os detratores e até os de caminhonetes. Eles dizem que tenho fixação na letra da música Canto Alegretense. Daí que tenho uns pesadelos mais cabeludos do que aqueles que têm sogra jararaca no meio. Primeiro foi o Nico Fagundes, autor letra, que queria mil contos por cada vez que eu repetia a paródia. Noutra noite, o Bagre Fagundes, autor da melodia, corria atrás de mim com um mango só porque as presepadas eram apenas com a letra feita pelo mano dele. Mas fora dos sonhos, eles até me tratam bem, foram ao show e coisa e tal.
Analista - Só isso?
Guri – Teve uma noite que um bando dos fãs dos Beatles queria me bater o brim. Os do Michael Jackson, no sonho lá, me agarraram e me fizeram engolir um remédio receitado por um médico norte-americano que foi me branqueando os bigodes e eu morri! Acordei suando mais do que quando se faz amor em cima dos pelego.
Analista – Tchê, tá te preocupando à toa, enxergando cabelo em ovo. Também sofri com um pessoal que achava que eu estava debochando do Freud e de Bagé.
Guri – Outra complicação é que meu criador nem é de Uruguaiana. É de Porto Alegre e até participou de uma banda moderna chamada Canto Livre.
Analista – Bá! Tu achas que o Verissimo é da Rainha da Fronteira? Isso não impediu o meu sucesso. Segue firme, tchê.

Mais detalhes sobre o Guri e sobre o Canto Alegretense em posts plantados por aí afora no campo do blog.

domingo, 2 de outubro de 2011

JOGOS DOS EXCEPCIONAIS DE PORTO ALEGRE OCORRERÃO NO PRÓXIMO DIA 29

Se você for assistir aos Jogos Municipais de Estudantes Excepcionais de Porto Alegre de 2011, que serão realizados no dia 29 deste mês, não espere recordes quebrados ou performances físicas extraordinárias. Mas, certamente, verá lições de superação e de amor, de solidariedade e de paz. Ser diferente é normal. O local dos jogos é o de sempre, na Sede Campestre do Sesc, no bairro Alto Petrópolis.

   Integrante do calendário municipal de eventos, o 40º Jomeex vai começar a partir das 9h. Após o desfile das escolas, as bandeiras nacional, estadual, municipal e da Apae serão hasteadas, juramento do atleta será lido pelo atleta Andrio Santos da Silva, da escola Eliseu Paglioli e então entrará a tocha olímpica. A declaração de abertura dos jogos será feita pelo presidente da Apae de Porto Alegre, Unírio Bernardi.


São parceiros do evento, a Secretaria Municipal de Esportes, Recreação e Lazer, a Prefeitura Municipal de Porto Alegre, o Procempa, o Seasis, o Sesc, o Grupo de Escoteiros Marechal Rondon, faculdades de educação física do Ipa, da Uni La Salle, da Ulbra, da Ufgrs e a Rossoni Produtora.

CATEGORIAS
- Mirim - 9 anos
- Infantil - de 10 a 14 anos
- Juvenil - de 15 a 24 anos
- Adulto - de 25 a 34 anos
- Master - de 35 a 44 anos
- Supermaster - de 45 anos em diante

AS PROVAS
Caminhada 50 metros: Para paralisado cerebral, atletas com visíveis dificuldades de locomoção. Até cinco atletas por naipe e nas categorias (mirim, infantil, juvenil, adulto, master e supermaster). Será realizada uma bateria de avaliação, antes da prova classificatória dos participantes. O atleta deverá estar sempre com um dos pés tocando o solo para caracterizar a caminhada. Qualquer constatação de corrida nessa prova, determinará a eliminação do atleta.
Corrida 50 metros: Para paralisado cerebral, até cinco atletas por naipe e nas categorias (mirim, infantil, juvenil, adulto, master e supermaster).
Caminhada Cadeirante 25 metros: Para deficientes que usam cadeira de rodas. Até três atletas por naipe nas categorias (mirim, infantil, juvenil, adulto, master e supermaster).
Estafeta 5 x 20 metros: Inscrever atletas com baixo rendimento. Uma equipe de cinco atletas por naipe (mirim, adulto, master e super master). A prova de estafeta é masculino e feminino. Caso não haja número suficiente de atletas poderá ser misto, considerando que para a prova feminina deve ter no mínimo três participantes do mesmo naipe, idem para o masculino.
Obs.: Se no dia da competição algum dos atletas não comparecer, um dos participantes deverá repetir o percurso, não podendo ser retirado um participante de outra prova para substituí-lo.
Corrida 50 metros: Até cinco atletas por naipe (mirim, super master).
Corrida 100 metros: Até cinco atletas por naipe (infantil, juvenil, adulto, master e super master).
Corrida 50 metros Síndrome de Down: Até cinco atletas por naipe (juvenil e adulto);
Corrida 100 metros Síndrome de Down: Até cinco atletas por naipe (juvenil e adulto).
Corrida 200 metros: Até cinco atletas por naipe (juvenil, adulto e master).
Revezamento 4 x 100 metros: uma equipe por escola por naipe (idade livre). Quatro atletas. Cada entidade poderá inscrever apenas uma equipe de revezamento masculino e uma de feminino com idade livre.
Arremesso de peso: Até cinco atletas por categoria (juvenil, adulto e master) masculina (5kg) e feminina (3kg).
Arremesso de pelota: Até cinco atletas por categoria e naipe (juvenil, adulto, master e super master).
Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (51) 3336-8910 ou 9239-3709 com a coordenadora de Educação Física da Apae/Poa, Juçara Ortiz.

domingo, 11 de setembro de 2011

A RUA MISTERIOSA ONDE OS CARROS EM PONTO MORTO PARECEM SUBIR A LADEIRA

   Fanático por curiosidades, eu não poderia deixar de postar aqui no Vida Curiosa, a famosa Ladeira do Amendoim, em Belo Horizonte, onde os carros colocados em ponto morto parecem subir a lomba, ao invés de descê-la. Há alguns anos, bem antes da Internet, meu cunhado José Pradier, de Bagé, que era motorista da Ouro e Prata, havia passado por lá e me contara. José morreu em 2005. Nesta semana, meu ex-colega de RBS Antônio Carlos Niderauer, apresentador de notícias e locutor comercial da Rádio Gaúcha, comentou comigo essa curiosidade. Ele também esteve nessa misteriosa rua de São Thomé das Letras.

   Atualmente, o Google e o Youtube apresentam com exaustão esse “fenômeno”. Não sou daqueles que acreditam em tudo, ignorando a capacidade criativa de engodos na Internet. Neste caso, tenho convicção de que não é uma montagem. Mas também não tem nada a ver com explicações sobre magnetismos e outros motivos místicos. É apenas uma ilusão de ótica causada por uma topografia estranha do lugar que dá impressão de que se trata de uma subida, quando, na verdade, é uma descida. Conforme a Internet, esse “fenômeno” ocorre em outros pontos do país, como a Serra do Teixeira , na Paraíba, em Ubirici (SC) e na Serra de Petrópolis(RJ) .
   Não acredito em tudo o que ouço ou vejo, mas também não sou arrogante ao ponto de acreditar que tudo o que não consigo entender seja bobagem.    Voltando à ladeira do Amendoim, é interessante que não apenas os carros parecem ignorar a teoria da gravidade. Líquidos também escorrem aparentemente ladeira acima, o que desarma aqueles que pensam em possíveis ímãs puxando o carro na lomba. Há uma informação ou lenda indicando que o primeiro a perceber esse aparente fenômeno teria sido um estudante, que apertado, teria urinado no local e se espantado com o fato de que o líquido "subia" e não "descia" como ele imaginava que fosse acontecer. Se um dia eu for a Belo Horizonte, com certeza, a Ladeira do Amendoim será um dos locais que não deixarei de visitar.


domingo, 4 de setembro de 2011

PALAVRAS E EXPRESSÕES EXCLUSIVAS DO RIO GRANDE DO SUL


                                                                      Acrescentado em 2/6/2012
  
Atacar - Os gaúchos usam o verbo atacar também como sinônimo de defender. Assim, dizemos "o goleiro atacou a bola", "o peão atacou o boi". 

Bá - É uma interjeição que inicialmente denotava surpresa. Trata-se de uma redução de barbaridade (se pronuncia bárbaridade, com tonicidade na primeira sílaba). O primeiro termo era "mas que barbaridade", depois virou "mas bá" e finalmente bá. Hoje já não é mais interjeição, mas uma expressão idiomática usada no início dos assuntos, que quase sempre vem acompanhada do che (pronúncia bá tchê). Algumas pessoas escrevem bah. (Mais detalhes em http://migre.me/9kt2F)
Bodoque - Arma ou brinquedo que serve para arremessar pedra. O nome original vem do povo indígena que usava uma espécie de arco e tiras para jogar pedras. O bodoque gaúcho usa duas tiras de borracha amarradas nas extremidades de uma forquilha de madeira. A pedra é colocada em um pequeno pedaço de couro atado entre as duas pontas das tiras. O bodoque é chamado também de estilingue, funda ou atiradeira. Os dois últimos termos são usados mais para os tipos que não têm forquilha, como o utilizado por Davi para derrotar Golias.

Cobrador (de ônibus) - Em outras regiões, é trocador.
Deu pra ti - Significa que tu não estás com mais nada, não quero mais te ouvir. Essa expressão surgiu após a música dos irmãos Cleiton e Kledir, lançada en 1980 ("Deu pra ti, baixo astral, vou pra Porto Alegre. Tchau"). A gíria ficou ainda mais forte após o filme Deu Pra Ti Anos Setenta, dos cineastas gaúchos Nélson Nadotti e Giba Assis Brasil). 
Lancheria - Local onde se faz lanches. Lanchonete.
Lomba - Elevação em uma rua. É o mesmo que ladeira.
Bergamota ou vergamota – Citrus auratium, subespécie bergamia, fruta cítrica chamada em São Paulo de mexerica, de mimosa, no Paraná e laranja-cravo em estados do Nordeste. A origem do nome teria a ver com a cidade italiana de Bergamo. Deve ter vindo para o sul do Brasil e para o Uruguai com os imigrantes italianos . Esse é um tema que vou correr atrás para descobrir. O nome científico de outro tipo de bergamota chamada Montenegrina, plantada em Montenegro, no Vale do Caí é citrus deliciosa Tenore.
Cacetinho – É o pãozinho de 100g. Tem esse nome pela forma semelhante a um cacete pequeno, ou seja um pedaço de madeira. Na época em que o nome foi criado não havia tanta malícia como agora. A primeira ideia que vinha à cabeça quando se ouviam as palavras “pau” e “cacete” era um pedaço de madeira. Já hoje... Por isso, quem não é do Rio Grande do Sul acha muito estranho o nome cacetinho.
Capaz e bem capaz - Significa "não faço de maneira nenhuma ou 'é claro que não me ofendi com o que disseste". Exemplo: Capaz que vou assistir a esse show! É bem capaz que vou deixar de torcer pelo Guarany de Bagé". Não consegui descobrir a origem. Provavelmente é uma redução de "não tem a menor capacidade de eu fazer uma coisa dessas". Mais detalhes em http://migre.me/9kt2F
Chapeação - Conserto da lataria do veículo. No Rio e em alguns lugares esse serviço é chamado de lanternagem. Em outros, funilaria. O Google apresenta propaganda de chapeação em Santa Catarina e no Paraná, mas acho que são gaúchos que estão disseminando essa expressão pelo Brasil.
Chimia – Espécie de geleia, porém mais pastosa, feita com vários tipos de frutas. É mais uma contribuição da imigração alemã. O nome deriva do alemão schmier.
Fardamento – Time gaúcho não usa uniforme, mas fardamento. É herança dos tempos de guerra na antiga Província de São Pedro, em que os combatentes usavam fardas.
Frio de renguear cusco - Temperatura bem baixa. Expressão certamente surgiu quando alguém olhou para um cachorrinho S.R.D, o chamado guaipeca sofrendo os efeitos do frio, que no Rio Grande do Sul pode atingir temperaturas negativas dependendo do lugar. 
Lagartear - Ficar ao sol deitado ou sentado em gramado no inverno, sem fazer nada a não ser, geralmente, comer bergamota. A expressão deve ter surgido da observação do comportamento dos lagartos nos campos da campanha. 
Lindeiro - Limítrofe. É usado mais no Interior para se referir aos limites das terras ou terrenos.
Negrinho - É o docinho conhecido no país como brigadeiro.
Pandorga - Pipa, papagaio. Esse nome é usado também em Santa Catarina e Paraná.
Pechada - Colisão. É influência do espanhol: bater de pecho (peito), que vale também para carros. Fora do RS é chamada de batida, de bater. Batida, para os gaúchos, é a bebida feita com frutas espremidas em liquidificador. Em São Paulo e RJ é chamada de vitamina. Também chamam de batida a caipirinha.
Pila - É o equivalente a 1 real. O apelido surgiu em homenagem ao político Raul Pilla, do antigo PL (Partido Libertador), e se referia a 1 cruzeiro. "Passar nos pila" quer dizer vender por necessidade.
Pisar – Para o resto do país, pisar é pressionar com o pé. Para os gaúchos também é machucar. Por exemplo: Apertou o braço dela tão forte que acabou pisando ela.
Sinaleira – Equipamento para organizar o trânsito, sinalizando quem deve passar (luz verde), parar (vermelho) ou esperar (amarelo). Em São Paulo, é chamado de farol. No Rio é sinal.
Tchê – é uma expressão gaúcha de tratamento, usada para se referir pessoalmente a alguém ou como saudação. Como em todas as palavras com origens muito antigas, é difícil determinar exatamente qual é a verdadeira. Uma das versões é a de que seria um diminutivo da palavra latina Cealestius (que significa céu), em tempos anteriores a vinda dos europeus para cá. Os defensores dessa versão dizem que a palavra integraria uma frase do tipo “gente do céu, ou menino do céu” que os espanhóis, muito religiosos, teriam incorporado no falar. Depois, teriam abreviado o termo usando só a primeira sílaba de cealestius, pronunciada como tche. Com a descoberta da América, os espanhóis trouxeram a expressão para as colônias latino-americanas e, então os gaúchos, que moravam em terras muitas vezes misturadas com as dos uruguaios e argentinos, acabaram assimilando essa forma de falar. 

Trilegal - O termo surgiu em 1979, após o Internacional conquistar o título de tricampeão brasileiro invicto. Após o título, os colocados passaram a dizer, uns  para os outros: Tudo legal? Tá tudo trilegal. A gíria também ganhou força quando Cleiton e Kledir a incluíram na música Deu Pra Ti: "Vou pra Porto e bah, trilegal". Há quem diga que os gaúchos passaram a usar a expressão trilegal bem antes, quando a Seleção Brasileira ganhou a Copa de 1970, no México, obtendo o título mundial pela terceira vez. Por isso, saudaram o tricampeão e disseram "trilegal".
Viajar de mala e cuiaIr de mudança. A cuia de chimarrão dá essa ideia de ficar. A partir da década de 80, com a ida de repórteres gaúchos para jornais e tevês do centro do país, que passaram a usar esse termo em suas matérias, a expressão deixou de ser exclusividade do Rio Grande do Sul. Agora até nordestinos estão usando o termo. Deveriam dizer “viajar de mala e rede”.
Se no seu estado, o termo é diferente, entre nos comentários e nos conte.


* Para conhecer mais palavras e expressões gaúchas, vá até o post PARA ENTENDER ALGUMAS PALAVRAS DITAS NO ACAMPAMENTO FARROUPILHA, publicado em 17 de setembro de 2009