sábado, 23 de janeiro de 2016

REFLEXÃO EM MAIS UM SÁBADO DE TRABALHO

Todos os dias eu rendo homenagens aos grandes homens e mulheres que passam pela Terra e deixam suas marcas positivas em favor dos seus semelhantes. Suas invenções e adaptações melhoram a vida de todos e diminuem a ação de quem veio ao mundo apenas para usufruir ou torná-lo pior.
As pessoas que modificam nossas vidas para melhor me fascinam. Meu agradecimento específico de hoje é a Larry Page e Sergei Brin, que criaram oficialmente o Google em 1998 e a todos que colaboraram e colaboram com essa maravilhosa invenção.
O Google é como um imenso guarda-roupa em que qualquer pessoa do mundo pode pegar gratuitamente a vestimenta que necessita para se aquecer ou se enfeitar intelectualmente. Porém, é preciso escolher bem entre a variedade quase infinita de peças que aumenta diariamente nos cabides internéticos. Neles estão todos os tipos de vestes, algumas limpas e perfumadas, outras não. Ali há muitas roupas colocadas por pessoas altruístas, outras por maldosos egocêntricos que buscam vantagens para si mesmos ou apenas prejudicar os demais.
Busco diariamente o Google como me atirava às enciclopédias e, a cada consulta bem feita, saúdo Sócrates, o filósofo grego: "Quanto mais aprendo, mais me dou conta de que nada sei",

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

SOBRE O SIGNIFICADO DAS PALAVRAS

Em 1968, quando vereadores de Alegrete, terra natal de Mario Quintana, resolveram fazer uma homenagem ao famoso conterrâneo, pediram a ele que criasse um poema para constar na placa. O poeta, que nunca foi de fazer poemas por encomenda, negou-se a atender o pedido e explicou com uma das suas características frases: "Um engano em bronze é um engano eterno". Sem desistir da homenagem, os homenageadores colocaram na placa justamente essa frase. Eu concordo com Quintana e entendo que um erro na Internet, que o poeta não chegou a conhecer, é mais do que um erro eterno, é um erro contaminador e que se dissemina irremediavelmente. Quanto mais prestígio o autor tem, mais efeitos maléficos seu erro causará, porque não há nada que dissemine mais os erros do que aqueles que desfrutam de credibilidade. Disso se aproveitam os "pichadores de Internet", os vândalos que costumam atribuir textos a outras pessoas.
Foi pensando nisso que observei muitos erros que se repetem exatamente por causa da exposição na Internet. Hoje refiro-me a quatro palavras:


Intermitente
Iminente
Bagatela
Ímpia
Manemolente

Tenho lido muita gente usar "intermitente" com sentido errado, dizendo, por exemplo, que a chuva intermitente impedia o personagem de sair de casa. Ora, se a chuva era intermitente, era só aproveitar os momentos em que ela não estava caindo para sair. É que muita gente acha que intermitente é sinônimo de incessante. E não é. Intermitente é interrompido e retomado, como as luzinhas das lâmpadas da árvore de Natal ou dos vaga-lumes.

Iminente é o que está para chegar, e não eminente, mesmo que esteja para chegar o cardeal da igreja católica, que é chamado de Sua Eminência. Eminente é importante, iminente é o que está prestes a acontecer.

Bagatela, significa ninharia, micharia, mas tem gente que escreve essa palavra para se referir a uma importância significativa. É que esquecem de pôr aspas, o que indicaria uma ironia. Por exemplo, um lápis custa uma bagatela, dois reais apenas, um jogador ganha uma "bagatela", 50 mil reais por mês. Eu não tenho certeza da causa de não usarem as aspas, no resto do país, mas me lembro que em uma certa época, nos anos 1990, um diretor de um importante jornal gaúcho decidiu que não se usaria mais aspas em suas edições porque a repetição desse sinal gráfico enfeiaria os textos. Daí que passaram a não usar nem aspas nem itálico em palavras que indicariam ironias, como,no caso bagatela. Outros jornais e, depois, blogs copiaram essa imbecilidade.

Ímpia - Pouca gente sabe o que é ímpia. Como o termo faz parte do hino farroupilha ("...nesta ímpia e injusta guerra") algumas pessoas resolvem escrever o vocábulo sem se dar conta do que ele significa. Uma vez, durante uma reunião de pauta, uma jornalista comentou que ninguém poderia falar mal do jornal. "Afinal, somos uma redação ímpia", querendo ressaltar a honestidade dos jornalistas. Ninguém na sala comentou nada sobre isso. Na verdade, impia significa que não tem dó, não tem piedade.

Manemolente Quem lê assim até acha que está errado de tanto que ouve falarem em malemolente e malemolência. Ouço o termo equivocado com muita frequência. O badalado jornalista Pedro Bial que comanda um programa de grande audiência (ultimamente nem tanta) chamado BBB costuma usar o termo malemolente e malemolência para explicar um comportamento brejeiro dos brasileiros, com malícia e movimentos de corpo. Malemolente não existe. O que existe é manemolente, um adjetivo criado a partir de um personagem baiano chamado Mané Mole. Ser manemolente é ser como Mané Mole com sua ginga e trejeitos. Alguém que não presta muito atenção no significado das palavras, confundiu manemolência com malevolência e passou a falar ou escrever errado. Uns e outros também pouco letrados copiaram e assim certamente algum dicionarista já colocou como sendo palavra válida já que é pronunciada por tanta gente.





quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

ANALISANDO A ORIGEM DAS PALAVRAS

Sempre gostei de estudar Português, mas o que mais me delicia não é aprender as regras que permitem construir um texto inteligível e coerente. Sou fissurado mesmo é na origem da palavra, nesse mistério que leva os povos a dar nomes para depois se referir às coisas, às pessoas. Tenho notado que os nomes são dados como referências do que as pessoas veem ao redor. Acho que é o carisma de quem observou e deu o nome que leva os outros integrantes da tribo a repetir aquele nome escolhido. E os nomes, na maioria dos casos, são repassados de gerações a gerações. Há palavras que pronunciamos, como por exemplo, cadeira, que não temos nem ideia (pelo menos uma boa parte de nós) do porquê desse objeto para se sentar se chamar assim. Muitos vocábulos vêm da influência da dominação romana ou da civilização grega. A palavra ônibus, por exemplo, deriva da palavra omnibus, que, em latim, significa "para todos".
Outra origem de palavra que me fascina é da janela, em português. Ela vem de Janus, deus da mitolomia romana e também etrusca, é o deus de duas cabeças, uma voltada para o passado e outra para o futuro. Foi dele que surgiu a palavra janela que tem visão para o lado de fora e o lado de dentro. Já em língua inglesa e espanhola, as palavras window e ventana, tem origem no vento, que a abertura na parede impede de entrar.
Outra palavra pela qual fiquei fascinado ao descobrir-lhe a origem é porta. O radical da palavra portuguesa que tem origem no latim é port e significa entrada. Basta notar as palavras correlatas como portal, pórtico, portão, portaria, portinhola, todos com o sentido de passagem. Portugal, o país, teve seu nome originado do rio Portucale. Portugal, não deve ser por coincidência, fica na entrada da Península Ibéria, caminho para o resto da Europa, e ganhou essa denominação quando o ingresso era feito pelo mar.
P.S. Se alguém não vê sentido nisso e tiver alguma versão melhor, por favor contribua. Ou silencie. Não me peça citações de obras nem de autores consagrados.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

REFLEXÃO NA TARDE MODORRENTA DE JANEIRO

    Não ando em busca da felicidade a qualquer preço. Tento viver os dias que me restam sem pressa demasiada e sem afobamentos, que são os pais dos erros e dos arrependimentos. Mas de olhos abertos à espera das oportunidades porque cavalo encilhado não passa pela nossa frente toda hora, mas é preciso estar atento porque ônibus errado não é bom nem quando é de graça.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

REFLEXÃO NO SÉTIMO DIA DE 2016

A qualidade das ideias de um povo depende, na maior parte dos casos, dos formadores de opinião de cada um: a começar pela família, passando pela escola, ídolos de massa e expoentes da mídia. Os governantes, em países democráticos, são reflexo disso.

domingo, 3 de janeiro de 2016

A ESCADA E O ELEVADOR

Para quem não tem problemas físicos ou condições de vencer a preguiça e o excesso de comodidade, ou não está muito cansado, a escada é melhor do que o elevador, se o destino for até o segundo andar ou o terceiro.
No momento em que você chega, a escada sempre está ali à sua disposição. E também quando você voltar, sem precisar apertar algum botão.
Nem sempre você tem sorte de encontrar o elevador onde você está. Às vezes, você espera um bocado e se irrita porque alguém insiste em segurar a porta pra conversar com o vizinho.
Pode ser que alguém bloqueie a escada também, mas vocé não precisa gritar para que liberem o caminho.
Para quem tem claustrofobia, a escada é um paraíso. Ela nunca tranca nem corre o risco de superlotação ou um maluco ou maluca querer entrar dizendo que cabe mais um, especialmente quando tem o peso maior do que todos os outros ocupantes juntos.

domingo, 20 de dezembro de 2015

PARABÉNS AOS VENCEDORES DO PRÊMIO ARI

JORNALISMO IMPRESSO

1) Reportagem Geral

1º Lugar 
Letícia Duarte 
Refugiados - Uma história 
Zero Hora

2º Lugar 
Paula Milano Sória Quedi 
Aids: O silêncio que mata - 
Jornal do Comércio 

Menção Honrosa
Larissa Franke Roso - Último Desejo - 
Zero Hora


2) Reportagem Esportiva
1º Lugar
Mauricio Tonetto 
O Submundo das Lutas
 Zero Hora
2º Lugar
 Carlos Rollsing 
Trago FC 
 Zero Hora
Menção Honrosa
 Rodrigo Martins de Oliveira 
Coronéis do Futebol – 
Zero Hora

3) Reportagem Econômica
Joana Colussi
1º Lugar
– Joana Colussi 
– Matopiba Tchê
 – Zero Hora 
2º Lugar
– Caio Cezar Cigana 
–  A CEEE por um Fio
 – Zero Hora
Menção Honrosa
 – Juliana Bublitz
 – Precatórios - Uma Longa Espera 
– Zero Hora

4) Reportagem Cultural
Cristina Ferraz Pasko
1º LUGAR 
Priscila Ferraz Pasko 
Vida de Artista na Terceira Idade 
Extra Classe

2º LUGAR – Cristiano  Dias Vieira
  – Sinfonia do Descaso –
 Jornal do Comércio

Menção Honrosa 
Luísa Roig Martins –
Não Deixe o Talian Morrer 
- Zero Hora


5) Crônica

Claudia Laitano

1° Lugar 
Claudia Laitano - 
Saudades do Brasil -
 Zero Hora

2º  Lugar 
Paulo Ricardo Cunha Mendes 
O Homem, o cavalo e o guri
Correio do Povo.

Menção Honrosa: 
Claudia Laitano – 
O Circo e o Shopping 
- Zero Hora



6) FOTO JORNALISMO

1° Lugar
 Júlio César Bello Cordeiro
Últimos Desejos
Zero Hora
2º Lugar
Mateus Bruxel
Inferno na Terra Prometida
Zero Hora
Menção Honrosa
Júlio César Bello Cordeiro
Guaíba Transbordou
Zero Hora

6) Planejamento Gráfico

1º Lugar
 Gilmar de Oliveira Fraga
- Vítimas de Abrigos 
- Zero Hora
2º Lugar
 Bruno Schmit
Caderno Planeta Ciência
Zero Hora
Menção Honrosa  
– GILMAR DE OLIVEIRA FRAGA
 – O QUE APRENDEMOS (OU NÃO) COM 0 7 A 1 
– ZERO HORA

7) Charge
          
1º Lugar
Neltair Rebés Abreu -
Pobre Rio Grande
Extra Classe.
2º Lugar 
– Gilmar de Oliveira Fraga
Toró de Ideias
Zero Hora
Menção Honrosa 
Neltair Rebés Abreu (Santiago)
Lei Áurea
Extra Classe

RADIOJORNALISMO

1) Reportagem Geral
1º LUGAR –
 José Renato da Silva Freiras Andrade Ribeiro
 – Filhos à Venda  – 
Rádio Santa Cruz AM

2º LUGAR- 
CID MARTINS – 
POR TRÁS DAS ESTATISTICAS CRIMINAIS –
 RÁDIO GAÚCHA

MENÇÃO HONROSA 
– MARIA EDUARDA FORTUNA
 – DO COMÉRCIO ILEGAL À EXPULSÃO DE MORADORES: O DESCONTROLE EM CONDOMÍNIOS DO MINHA CASA MINHA VIDA NA RESTINGA – RÁDIO GAÚCHA

0) Reportagem Esportiva

MENÇÃO HONROSA – GUSTAVO HENRIQUE HENEMANN – VÔLEI GAÚCHO EM 5 SETS – RÁDIO ABC 900AM

1º LUGAR – RODRIGO MARTINS DE OLIVEIRA – CORONÉEIS DO FUTEBOL – RÁDIO GAÚCHA
2º LUGAR – JOSE RENATO DA SILVA FREITAS ANDRADE RIBEIRO – FÁBRICA DE MÚSCULOS -  RÁDIO SANTA CRUZ AM

TELEJORNALISMO

01) Reportagem Geral

MENÇÃO HONROSA – VANESSA DA ROCHA GONÇALVES – CRIMINOSOS CRIAM QUADRILHA PARA ROUBAR CELULARES SOB ENCOMENDA E REVENDER PRODUTOS NO CENTRO DE PORTO ALEGRE – GRUPO RBS/TVCOM/RBSTV
2º LUGAR –  LÉO FLORES VIEIRA NUNEZ – ENCHENTE NO RIO GRANDE DO SUL – TVE RS
1º LUGAR – ANGELICA CORONEL COUTO – TVE REPORTER IMIGRANTES NO RS – PARTE 1 PARTE 2

02) Reportagem Esportiva


1º LUGAR – GLAUCO DE OLIVEIRA PASA - A GRANDE DECISÃO DE CAIO – RBS TV
2º LUGAR – LÉO FLORES VIEIRA NUNEZ – ESTÁDIO OLÍMPICO MONUMENTAL – TVE RS
MENÇÃO HONROSA – GUILHERME BERTUOL CANAL – AMÉRICA AZUL- 20 ANOS DA CONQUISTA DO BI DA LIBERTADORES PELO GRÊMIO – RBSTV PORTO ALEGRE

WEBJORNALISMO

1º LUGAR – JONATHAS DE ALMEIDA COSTA – TRAGÉDIA HISTÓRICA NO ANO DO CINQUENTENÁRIO – O ALVORADENSE
2º LUGAR – BRUNO SCHMITZ FELIN – MEMÓRIAS INJUSTAS – ZERO HORA
MENÇÃO HONROSA – JULIANA BUBLITZ – PRECATÓRIOS-UMA LONGA ESPERA – ZERO HORA

JORNALISMO UNIVERSITÁRIO IMPRESSO
1º LUGAR – CASSIANA MACHADO MARTINS – MAPA DO ESTUPRO – FAMECOS

JORNALISMO UNIVERSITÁRIO RÁDIO
1º LUGAR - CASSIANA MACHADO MARTINS – FEMINISMO NA PUBLICIDADE - FAMECOS

JORNALISMO UNIVERSITÁRIO TELE
1º LUGAR – RÉGIS DE OLIVEIRA JÚNIOR – FASE-MENORES INFRATORES - UNISC

JORNALISMO UNIVERSITÁRIO WEB
1º LUGAR – RAYSA PAULA OLIVEIRA GUAGLIARDO – NÃO SOMOS RIVAIS, SOMOS A REVOLUÇÃO - FAMECOS

CONTRIBUIÇÃO ESPECIAL À COMUNICAÇÃO SOCIAL – PRÊMIO ANTONIO GONZALEZ
JORNAL JÁ EDITORA
ZERO HORA
JORNAL CORREIO DO POVO 120 ANOS  - REFORMA EDITORIAL E GRÁFICA
HOMENAGEM ESPECIAL A REVISTA GOOOL

HOMENAGEM ESPECIAL À AGÊNCIA PAIM

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

DEPOIS DE OITO ANOS, BIBLIOTECA É ENTREGUE AO PÚBLICO


Foi com muita alegria que tomei conhecimento de que a Biblioteca Pública Estadual reabriria ao público depois de longo tempo de reformas. Oito anos depois do início anunciado para a interdição do prédio, com parte do acervo encaminhado para a Casa de Cultura Mario Quintana, finalmente a população pode, desde ontem, novamente deliciar-se com a bela arquitetura neoclássica e com as joias dispostas nas prateleiras.
 Lembrei-me de um post que publiquei no meu blog Vidacuriosa em 2013, relacionando vários locais de Porto Alegre que viviam um período de eternos consertos e promessas de construção. Na lista estava, a Biblioteca Pública, a Cinemateca Capitólio, o incendiado Mercado Público e a nova ponte do Guaíba. A Cinemateca foi inaugurada também neste ano. O Mercado segue aguardando. E a ponte do Guaíba, que em alguns momentos separa e não une, como é o caso de permitir a passagem de navios pelo meio dela, já teve início, segue sozinha embora já tenha ocorrido o anúncio de início de nova ponte, mas, para variar, as obras estão paradas devido a problemas. Com certeza, como nos outros casos, o prazo de conclusão não deverá ocorrer na data programada. Para ver o post, clique em http://migre.me/spELs .

(Na minha correria diária, não pude fazer mais fotos que dariam a grandeza da biblioteca nem pesquisar outros dados para este post)

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

CUIDADO COM O MOSQUITO DA DENGUE E VIRUS ZIKA E DA FEBRE CHIKUNGUNYA

As notícias sobre a proliferação da fera chamada Aedes egypti, que agora ataca com novas armas, como um terrorista implacável, insistente e incansável nos ofensivas sempre surpreendentes, me lembraram de um post que publiquei no meu blog www.vidacuriosa.blogspot.com.br em 2013. Naquela época, descobri na Internet uma forma de construir armadilhas para mosquito. Como eu trabalhava em uma prefeitura da Região Metropolitana, ousei sugerir uma campanha contra a dengue (naquela época ainda não havia os vírus Zika e Chikungunya, nem a possibilidade de grávidas serem picadas pela mosquita e gerarem crianças com microcefalia). 
    A ideia era envolver a Vigilância Sanitária com a secretaria da Educação e fazer os alunos trabalharem sobre a questão da dengue e criarem uma armadilha para capturar os mosquitos Aedes egypti. Se cada criança levasse a armadilha para casa, a caça ao mosquito cobriria praticamente todo o território do município. Além da importância de alertar e lutar contra os mosquitos, daria uma boa repercussão positiva para a prefeitura. Mas o pessoal da Vigilância Sanitária não achou uma boa ideia. Os dirigentes dessa seção, especializados em zoologia, biologia e entomologia, alegaram que não teriam funcionários suficientes para desenvolver a campanha. Um deles achava até que precisaria ter um especialista para acompanhar cada aluno. Temia que as crianças derramassem a armadilha e libertassem os mosquitos capturados desde a larva contribuindo para aumentar a população dos insetos em fez de dizimá-los. Então desisti. Coloquei apenas no blog. Veja mais em  http://migre.me/soUUU e mais em http://migre.me/soVEb

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

SOBRE A FACILIDADE COM QUE ATRIBUEM AUTORIAS EQUIVOCADAS DE TEXTO NA INTERNET

Publiquei recentemente por aqui um post com uma comparação entre as antigas enciclopédias e a Internet. Um dos pontos era a facilidade com que muitas pessoas cometem plágios. Outra imbecilidade é pegarem um texto de alguém e atribuírem a alguma outra pessoa aproveitando-se da popularidade do nome escolhido. Descobri um desses casos recentemente. Chegou ao meu conhecimento um belo texto que começava com "Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de amoras."O texto era atribuído a Mário de Andrade. Depois li o mesmo texto com autoria creditada para Rubens Alves. Decidi investigar e descobrir que a poesia não é de nenhum dos dois citados, mas sim do teólogo Ricardo Gondim, de 61 anos. Alguém pegou o texto do blog de Ricardo, suprimiu partes em que falava sobre objetos e coisas modernas, trocou as jabuticabas por amoras e inventou que o autor era Mario de Andrade. Até mesmo o ator Antonio Abujamra, quenos deixou nesse ano, havia gravado o texto acreditando de que era de Mario de Andrade. Se alguém tiver alguma informação nova, por favor me ajude.

Tempo que foge!
Ricardo Gondim

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não vou mais a workshops onde se ensina como converter milhões usando uma fórmula de poucos pontos. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos parlamentares e regimentos internos. Não gosto de assembleias ordinárias em que as organizações procuram se proteger e perpetuar através de infindáveis detalhes organizacionais.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de “confrontação”, onde “tiramos fatos a limpo”. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário do coral.
Já não tenho tempo para debater vírgulas, detalhes gramaticais sutis, ou sobre as diferentes traduções da Bíblia. Não quero ficar explicando porque gosto da Nova Versão Internacional das Escrituras, só porque há um grupo que a considera herética. Minha resposta será curta e delicada: – Gosto, e ponto final!
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: “As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos”. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos.
Já não tenho tempo para ficar dando explicação aos medianos se estou ou não perdendo a fé, porque admiro a poesia do Chico Buarque e do Vinicius de Moraes; a voz da Maria Bethânia; os livros de Machado de Assis, Thomas Mann, Ernest Hemingway e José Lins do Rego.
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita para a “última hora”; não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja andar humildemente com Deus. Caminhar perto dessas pessoas nunca será perda de tempo.


Mais sobre "plagios" em http://migre.me/smZvf

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

REFLEXÕES NA LONGA CAMINHADA

Existem dois tipos de idosos: os que enfrentam doenças físicas ou mentais graves que lhes tiram a autodeterminação e os relativamente saudáveis. Entre estes últimos há também dois grupos: O primeiro é o que conjuga o particípio passado do verbo ir: já se sente "ido" ainda que tenha ficado. Ele (ou ela) vive o que já foi, curte novamente as coisas boas e sofre de novo com as coisas ruins. Alguns deles seguem um ciclo vicioso, entregam-se ao sedentarismo que os leva a doenças, que, por sua vez, os mantêm na inatividade. Eles acham que não têm mais chances de novas aventuras, negando-se a correr os riscos do presente mesmo em coisas que não lhe exijam as mesmas forças que tinham na juventude e na maturidade. Isso porque seus gostos ficaram lá em uma esquina esquecida do tempo. Eles negam-se a acompanhar as evoluções do presente como as novas tecnologias e acreditam que têm pouco futuro. E não entendem que o futuro é imprevisível: o fim pode se dar amanhã, ou muitos anos depois. A morte, como qualquer criança descobre facilmente não foi feita exclusivamente para os velhos.
O segundo tipo de idoso é o que, mesmo tendo ido por tantos caminhos por tanto tempo, segue gerundiando na vida. Sabe que precisa se manter atualizado para combater preconceitos, procura aprender novas técnicas e novas informações. Só mergulha no passado, quando precisa buscar algo, seja uma lembrança boa, seja uma informação importante, como quem joga um balde no poço para buscar a água do saber. A experiência é uma ajuda que os jovens ainda não vivenciaram e que podem obter diretamente com os velhos. O idoso inteligente é o que conhece os limites que pode superar e se prepara para isso com fé e persistências necessárias. Ainda que as agruras que a longevidade possa causar ao corpo e à mente, ele busca meios de burlá-las para marcar gols e atingir a meta da felicidade enquanto o Grande Árbitro da partida não soar o apito final.

sábado, 5 de dezembro de 2015

PREMIO ARI 2015

domingo, 29 de novembro de 2015

REFLEXÃO EM MAIS UM DOMINGO DE FOLGA

Ser feliz, em qualquer idade, é entender que a vida humana segue um ciclo como acontece com tudo o que nos rodeia. Metaforicamente, o Sol nasce, brilha em momentos em que não há nuvens espessas, e morre. E ressuscita no dia seguinte para repetir incansavelmente a sua saga, de leste a oeste pelo céu. Isso ocorre relativamente aos nossos olhos e outros sentidos. Porque ele segue vivo, fazendo a sua performance no outro lado do mundo.
Ser feliz é viver entendendo que a gente não tem capacidade para compreender tudo e que o negócio é conviver com o que se sabe de útil, procurando, sem angústias, mais informações. É concordar com Sócrates, o pensador grego, não o jogador de futebol, que tinha consciência de que havia infinitamente muito mais coisas que ele desconhecia. Há que acreditar em algo sem se deixar levar por falsos profetas ou supostos líderes com seus interesses egoístas escondidos.
A única coisa clara, cristalina, é o fim do ciclo, que chamamos morte e que se dá, inevitavelmente para tudo o que nos cerca. O templo de duração de cada vida, seja humana ou não, é que varia e, se há recomeços e motivos, ou não, isso é um mistério que o ser humano talvez nunca descubra.