quinta-feira, 26 de março de 2009

DICIONÁRIO MALUCO: BRINCANDO COM AS PALAVRAS

                                              Acrescentado em 1/6/2012


Recebi um e-mail, com esse dicionário maluco, outro dia, do meu amigo internauta Geverson Ferrarri, que é sargento da Brigada Militar. Eu já havia lido algo semelhante e, desta vez, resolvi compartilhar com os amigos. Dei uma mexida em algumas definições e aí está. Como esse tipo de brincadeira não tem autoria explicitada, fica assim mesmo:

Abismado: Abobado que caiu em um precipício.
Armarinho: Móvel usado para guardar brisa proveniente do oceano.
Assaltante : Um 'A' que pula e acaba roubando alguma coisa.
Aspirado: Carta de baralho completamente maluca.
Autoajuda - Oficina mecânica na qual o proprietário do carro faz os consertos no veículo. Ou livro que ensina como cuidar do próprio carro.
Autoanálise - Exame que se faz na hora de comprar o veículo.
Autodidata: Pessoa que aprende sozinho sobre detalhes dos automóveis como marcas e anos de fabricação.
Automatismo: é o que faz alguém servir a cuia várias vezes seguidas para si mesmo na roda de chimarrão ou dentro do carro. 
Autópsia: Exame nas peças do veículo para saber qpor que o motor morreu.
Barganhar: Fazer uma troca e receber um boteco.
Barracão: Galpão onde é proibido entrar caninos.
Bimestre: Período em que um professor ensina em duas disciplinas.
Biscoito: Fazer sexo duas vezes enquanto come um determinado tipo de bolacha.
Caçador: Indivíduo que vive procurando se autolesionar.
Cerveja: Bebida que gostaria de se transformar em uma revista.
Cleptomaníaco: Fã que tem obsessão em furtar os discos de Eric Clapton.
Contribuir: Ir para algum lugar com vários índios.
Coordenada: Que não tem cor.
Conversão: Papo prolongado que convence alguém a mudar de religião.
Democracia: Sistema de governo do inferno em que o povo manda. (Aos mais politizados, é só uma piada, viu?)
Detergente: Ato de prender seres humanos utilizando substância usada para lavar louça.
Determine: Mande prender a namorada de Mickey Mouse.
Eficiência: Estudo competente das propriedades da letra F
Estouro: Correria provocada por bovinos castrados.
Expedidor: Mendigo que mudou de classe social ao rumar um serviço de entrega.
Fluxograma: Direção em que cresce o capim.
Halogênio: Forma de cumprimentar pessoas muito inteligentes usando certo tipo de lâmpada.
Homossexual: Gay que lava as partes íntimas com sabão em pó.
Diabetes: As dançarinas do diabo que deixam a pessoa doente e com muito
açúcar no sangue.
Leptospirose: Piração causada pelo uso excessivo do notebook. É causada pela urina do mouse. (baseado em post de Ari Teixeira no facebook)
Luz Solar: Energia luminosa emitida pela parte de baixo do sapato. 
Madrugadores: Fãs do ator mexicano Ramón Valdés que gravam o programa do Chavez e acordam bem cedo para assisti-lo.
Ministério: Parte do governo encarregada de taxar pequenos aparelhos de som.
Missão: Culto religioso com mais de três horas de duração.
Padrão: Religioso católico muito alto e gordo.
Presidiário: Aquele que é capturado todos os dias.
Pornográfico: O mesmo que colocar no desenho. É sempre baixaria.
Pressupor: Colocar valor em alguma coisa achando que está correto.
Ratificar: Tornar-se um rato. E confirmar isso.
Regime militar: Rotina de dieta e exercícios  determinada pelo exército.
Suburbano: Habitante dos túneis do metrô fora do centro da cidade.
Tripulante: Especialista em salto triplo que pratica dentro de navio ou avião.
Unção: Erro de concordância verbal. O certo seria "um é". Extrema unção é o equivoco ocorrido pouco antes da morte. 
Violentamente: Assistiu, devagarinho, a uma cena de agressão. (Essa é braba.)
Volátil: Avisar o irmão do pai que você vai lá (Essa é pior ainda.).
Testículo: Pequena frase para definir parte do órgão reprodutor masculino



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quarta-feira, 11 de março de 2009

MAIS UM DESAPARECIDO

Familiares de Nelsinho Silva da Rosa, 49 anos, não se conformam com o desaparecimento dele. Nelsinho trabalhava como vendedor de produtos alimentícios no Bairro Niterói, em Canoas, e passou a sofrer efeitos de bipolaridade e depressão. Poucos meses depois de ter sido internado com problemas circulatórios em uma das pernas, Nelsinho acabou entrando em crise.
A irmã dele, Marlene, conta que no dia 8 de junho de 2008, Nelsinho saiu da casa onde mora com uma sobrinha e foi visitar um amigo que conheceu quando esteve internado no Hospital Nossa das Graças. Em surto, ele saiu a pé e deixou o carro, a chave e os documentos na casa do amigo. E até hoje ninguém teve notícias dele.
Apesar de ter seu nome e foto divulgados no Diário Gaúcho por várias vezes, os familiares não conseguem localizá-lo. Mendigos disseram tê-lo visto em São Leopoldo e em abrigos de Porto Alegre. Mas, nos locais citados, Nelsinho não foi localizado. Além de mancar de uma perna, o desaparecido tem uma tatuagem de águia no peito.
Não consigo entender como ele continua desaparecido. Se ele fosse parente de alguém "importante", as autoridades estariam empenhadas em localizá-lo. Como não é, deve estar vagando pelas ruas como andarilho, envolto em seus problemas psíquicos, sofrendo sozinho. Ou então está morto e enterrado como indigente.


Não existe gratificação em dinheiro para quem ajudar a encontrá-lo. Se você quiser, poderá repassar essa foto para alguém. Se tiver informações sobre ele, ligue para (xx) (51) 3463-6807 ou 9317-6638. Se ele for encontrado, sua gratificação será pensar que o mundo não está tão perdido como parece.

segunda-feira, 2 de março de 2009

ERROS QUE SE REPRODUZEM PELA DIVULGAÇÃO NA TV

Não assisto ao Big Brother. Por isso, não vou fazer qualquer crítica aqui. Se está no ar há tanto tempo, é porque tem uma grande parte da população que gosta. Mesmo sem acompanhar, não posso deixar de ouvir porque a tevê fica ligada na redação, no horário final do meu trabalho. Pois, hoje, ouvi o Pedro Bial falar alguma coisa para os confinados na casa. Não sei qual era o assunto. Apenas liguei-me no adjetivo que ele usou não sei sobre quem: malemolente. Isso mesmo, malemolente.
Essa palavra não existe, mas certamente milhares de pessoas vão repeti-la quando quiserem se referir a uma pessoa com ginga e molejo no corpo, com malandragem na mente. A palavra certa é MANEMOLENTE. Se o Bial fosse ao dicionário, veria que manemolente vem de manemolência, que, por sua vez, foi uma expressão criada na Bahia a partir de um personagem chamado Mané Mole. O mané certamente ganhou esse apelido pelo seu estilo mole e malandro.
Não são poucas as pessoas que confundem manemolência com malemolência e vão repetindo e retransmitindo esse vírus. Há algumas semanas, ouvi a Angélica falar esse termo errado durante uma edição do seu programa Estrelas, da Rede Globo. Deixei passar. Agora, com o Bial, que costuma recitar textos poéticos e frequentemente debocha dos aspirantes-à-fama-sem-talento-algum, não resisti.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

RESULTADO DOS MELHORES DE 2008 E DO SORTEIO

Com um pouquinho de atraso, apresentamos os resultados da enquete sobre os melhores de 2008. Gostaríamos de agradecer, do fundo do coração, aos nove amigos que participaram da escolha e tiveram a generosidade de abrir mão de alguns minutos de seus preciosos tempos. Após a publicação dos escolhidos como melhores de 2008, apresentaremos os três ganhadores dos livros.

Os melhores de 2008

Melhor novela: Pantanal (relançada pelo SBT), cinco votos. Também foram indicadas A Favorita e Mulheres Apaixonadas, ambas da Rede Globo.

Melhor ator: empate entre Marcos Palmeira, Lázaro Ramos, Murílo Benício, Matheus Nachtergalele, Dan Stulbach, Tony Ramos e Heath Ledger.

Melhor atriz: Patrícia Pilar, três votos. Também foram votadas Giovanna Gold, Marília Pêra, Fernanda Torres e Charlize Theron.



Melhor Programa de TV: CQC, com três votos, Globo Repórter (dois). Planeta Terra, Todos os Homens do Mundo, Sem Fronteiras e Jornal Hoje também foram citados.
Melhor humorístico da TV: CQC, com três votos. Foram indicados Pânico, A Grande Família e Cilada.


Melhor apresentador de programa de TV: Marcelo Tas, três indicações, Serginho Groisman (duas). Também foram votados Luciano Huck e Sílvio Santos.



Melhor grupo musical: Empate entre Jota Quest e Coldplay, com dois votos. Foram citados também Paralamas do Sucesso, Skank e Moinho.

Melhor cantor nacional: Caetano Veloso, dois votos. Foram indicados também Seu Jorge, Falcão, do Rappa, Ed Mota, Ney Mato Grosso, Chico Buarque e Lucas (da banda Fresno).





Melhor cantora nacional: Marisa Monte, dois votos. Elizeth Cardoso, Maria Bethania, Luiza Possi, Malu Magalhães, Pity, Rita Lee também foram citadas.



Melhor cantor local: Nei Lisboa, quatro votos. Também foram lembrados Humberto Gessinger, Vitor Ramil, Neto Fagundes

Melhor cantora local: empate entre Loma, Adriana Calcanhoto, Andrea Cavalheiro, todas com um voto.

Melhor narrador de futebol no rádio: Haroldo de Souza, com dois fotos. Foi lembrado também Marco Antônio Pereira.



Melhor repórter de futebol no rádio: empate entre Luciano Périco, Sérgio Boaz, Luiz Henrique Benfica

Melhor comentarista de futebol no rádio: empate entre Wianey Carlet, Nando Gross, João Carlos Belmonte e David Coimbra.

Melhor repórter de notícia do rádio: empate entre Daniel Scola e Cid Martins.

Melhor emissora de rádio (AM ou FM): Itapema FM, com três votos, seguida da Rádio Gaúcha, com dois. Foram lembradas ainda a Cultura FM 103.3 e a Band FM.

Melhor emissora de televisão: empate entre a MTV e a Rede Globo, ambas com dois fotos. Foram indicadas também a TV Brasil e a TV Cultura

E agora, o resultado do sorteio:

Depois de colocar papeizinhos com os nomes dos participantes em um envelope, pedi à minha colega Cáren Baldo retirar três.

Quem ganhou o livro sobre o Repórter Esso, do jornalista Luciano Klockner, foi a Mara Dallena. Estou enviando o livro pelo correio.

Canibais, Paixão e Morte na Rua do Arvoredo, de David Coimbra, foi para Jocimar Farina, repórter da Rádio Gaúcha e já entregue em mãos.

O terceiro sorteado foi para o taxista e escritor Mauro Castro, que recebeu, em mãos, o livro Cris, a Fera & e outras mulheres de arrepiar, de David Coimbra.


terça-feira, 9 de dezembro de 2008

PRORROGADO SORTEIO SOBRE LIVROS

Você está sendo convidado a dar sua opinião sobre os diversos tópicos da diversão nacional e local e a concorrer a três livros:


Um deles é O Repórter Esso – A síntese radiofônica mundial que fez história, do jornalista e professor Luciano Klöckner.



Os outros dois são do jornalista multimídia David Coimbra: Canibais, Paixão e Morte na Rua do Arvoredo e Cris, a Fera & e Outras Mulheres de Arrepiar.

A idéia é sabermos o que os internautas pensam. Se você não vê novela, por exemplo, responda "nenhuma" (ou não responda). O mesmo se você achar que nenhum cantor ou grupo musical chamou-lhe a atenção neste ano de 2008, ect. Obrigado pela participação e boa sorte no sorteio. Copie e cole a lista para respondê-la e enviá-la nos comentários. Irei publicando e, no final, no dia 25 de janeiro, divulgarei os resultados e sortearei os ganhadores dos livros O Repórter Esso, Canibais, Paixão e Morte na Rua do Arvoredo e Cris, a Fera & e Outras Mulheres de Arrepiar.


OS MELHORES DE 2008

1) Melhor novela:
2) Melhor ator:
3) Melhor atriz:
4) Melhor programa de TV:
5) Melhor humorístico de TV:
6) Melhor apresentador de programa de TV:
7) Melhor grupo musical:
8) Melhor cantor nacional:
9) Melhor cantora nacional:
10) Melhor cantor local:
11) Melhor cantora local:
12) Melhor narrador de futebol no rádio:
13) Melhor repórter de futebol no rádio:
14) Melhor comentarista de futebol no rádio:
15) Melhor repórter de notícias do rádio
16) Melhor emissora de rádio (AM ou FM):
16) Melhor emissora de televisão:

A partir do encerramento das participações, no dia 25 de janeiro, o Vidacuriosa divulgará o resultado das escolhas e os nomes dos internautas contemplados com livros.

O LIVRO
O Repórter Esso – A síntese radiofônica mundial que fez história é o resultado de dez anos de pesquisa do jornalista Luciano Klöcner, que foi assunto para dissertação de mestrado e tese de doutorado. O livro é resultado de dez anos de pesquisa e apresenta uma análise crítica das notícias, além de depoimentos de historiadores, radialistas e jornalistas. O Repórter Esso foi transmitido por 60 emissoras de diversos países, entre os quais o Brasil. A obra tem 315 páginas. O lançamento do livro aconteceu no dia 26 de agosto de 2008 na Saraiva Megastore e contou com a presença dos locutores de O Repórter Esso de Porto Alegdre, Lauro Hagemann,de São Paulo, Fabbio Perez, do Rio de Janeiro, Roberto Figueiredo.


O AUTOR
Luciano Klöckner, 50 anos, é jornalista, doutor em Comunicação Social e professor da PUC-RS. É professor adjunto da Faculdade de Comunicação Social (Famecos), onde leciona desde 1988, e da Fundação Irmão José Otão, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Foi professor adjunto também da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Participou do Conselho da Fundação Padre Urbano Thiessen (Rádio Unisinos FM). Além da docência, atuou por mais de 20 anos em empresas de comunicação, com destaque para as revistas A Granja e Manchete, jornais Zero Hora e Correio do Povo, Rádios Gaúcha, Guaíba e Difusora (atual Bandeirantes).
Natural de Porto Alegre, Luciano é pai de Gisele, 26 anos, e Karina, 25, e avô de Theo, cinco anos.

O AUTOR E OS LIVROS:
David Coimbra nasceu no Bairro IAPI em Porto Alegre em 1962 é casado com Márcia e pai de Bernardo, de um ano e quatro meses. Tabalhou como repórter em mais de dez redações. Atualmente é jornalista multimídia: editor de Esportes e cronista de Zero Hora, integrante do programa Café TVCom e comentarista esportivo do programa Bate Bola da TV Com, além de dar pitacos no programa Pretinho Básico, da Rádio Atlântida. Publicou os livros Canibais, Jogo de Damas, Mulheres e Pistoleiros Também Mandam Flores, publicados pela empresa L&PM Pocket )www.lpm.com.br. Lançou também A mulher do Centroavante (Artes e Ofícios, 2003), A cantada Infalível , (Artes e Ofícios, 2003), Cronica da Selvageria Ocidental (RBS Publicações.) É co-autor de Viagem (2001) e História dos Grenais (2004).

Em Canibais, seu primeiro romance, David faz ficção baseada na ação real de um serial killer que matava pessoas e as transformava em linguiça no Centro de Porto Alegre no final do século 19.
Em Cris, a Fera & Outras Mulheres, a contracapa anuncia que o livro fala de mulheres famintas de sexo, poder, vingança ou qualquer coisa que possa destruir a vida de um incauto. "Uma noite de loucuras poderia custar muito caro. Às vezes, até mesmo a própria vida".

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

O MUNDO NÃO TEM CONSERTO

Acrescentado de vídeo em 17/10/2011

Há poucos dias, meu colega Jocimar Farina passou-me pelo sistema bluetooth, no celular, uma música do Chico Buarque que há muito tempo eu não ouvia. Meu Guri conta a história de uma mãe conivente com seu filho ladrão. Ouvindo a música, imediatamente veio-me à mente duas cenas da realidade de Porto Alegre. A primeira foi uma ação da Brigada Militar no dia 26 de outubro em que 178 jovens participantes de gangues (agora chamados de bondes) foram detidos pouco antes de um confronto que se daria nas proximidades do shopping Praia de Belas.
Os jovens haviam se desafiado pela Internet e marcado um encontro naquele local. Se a Brigada não tivesse interferido, poderia ter ocorrido uma tragédia. Os adolescentes, com idades entre 13 e 17 anos foram levados para um batalhão para averiguação. No grupo havia meninos de 12 anos e maiores de idade, além de algumas adolescentes. Os jovens participam dos chamados bondes que costumam pichar paredes de residências e monumentos, entram em atritos com outros grupos, roubam e agridem sem qualquer motivo.
Quando li a notícia, fiquei pensando nos pais daqueles garotos. Onde andariam, o que diriam para os filhos, o que sabiam deles? Pois a segunda história a que me refiro aconteceu dois dias depois. Seis pais procuraram o comandante da Brigada Militar, coronel Paulo Roberto Mendes, para pedir uma explicação para o fato de seus filhos terem sido levados para o batalhão onde ouviram um sermão do comandante.
_ Viemos cobrar esclarecimentos, saber o que aconteceu. Meu filho não é bandido _ limitou-se a dizer um dos pais dos adolescentes. Conforme o coronel informou à imprensa, outro pai chegou a dizer que a ação policial causou uma perda irreparável à imagem do filho dele, que teria ficado "marcado na escola, onde virou motivo de piadas.
Morro e não vou ver tudo. A maioria dos 178 jovens são no mínimo de classe média. A música do Chico Buarque conta a história de uma mãe de classe baixa, mas, no fundo, é a mesma coisa.


Confira a letra da música


MEU GURI
(Chico Buarque de Holanda)

Quando, seu moço
Nasceu meu rebento
Não era o momento
Dele rebentar
Já foi nascendo
Com cara de fome
E eu não tinha nem nome
Prá lhe dar
Como fui levando
Não sei lhe explicar
Fui assim levando
Ele a me levar
E na sua meninice
Ele um dia me disse
Que chegava lá
Olha aí! Olha aí!

Olha aí!
Ai o meu guri, olha aí!
Olha aí!
É o meu guri e ele chega!

Chega suado
E veloz do batente
Traz sempre um presente
Prá me encabular
Tanta corrente de ouro
Seu moço!
Que haja pescoço
Prá enfiar
Me trouxe uma bolsa
Já com tudo dentro
Chave, caderneta
Terço e patuá
Um lenço e uma penca
De documentos
Prá finalmente
Eu me identificar
Olha aí!

Olha aí!
Ai o meu guri, olha aí!
Olha aí!
É o meu guri e ele chega!

Chega no morro
Com carregamento
Pulseira, cimento
Relógio, pneu, gravador
Rezo até ele chegar
Cá no alto
Essa onda de assaltos
Tá um horror
Eu consolo ele
Ele me consola
Boto ele no colo
Prá ele me ninar
De repente acordo
Olho pro lado
E o danado já foi trabalhar
Olha aí!

Olha aí!
Ai o meu guri, olha aí!

Olha aí!
É o meu guri e ele chega!

Chega estampado
Manchete, retrato
Com venda nos olhos
Legenda e as iniciais
Eu não entendo essa gente
Seu moço!
Fazendo alvoroço demais
O guri no mato
Acho que tá rindo
Acho que tá lindo
De papo pro ar
Desde o começo eu não disse
Seu moço!
Ele disse que chegava lá
Olha aí! Olha aí!
Olha aí!
Ai o meu guri, olha aí
Olha aí!
E o meu guri!...(três vezes)


E o vídeo na interpretação da insuperável Beth Carvalho

domingo, 30 de novembro de 2008

SOBRE ONGS

Muito mais por falta de oportunidade ou de conhecimento e muito menos por insensibilidade, grande parcela da população não dispõe parte de seu tempo ou de seus recursos para ajudar os outros. É exatamente quando um problema sério bate em sua porta, que as pessoas despertam para participar de uma missão que visa a diminuir as dores alheias. O que vejo é o surgimento de movimentos sociais particulares se desenvolverem a partir de uma tragédia pessoal. É preciso sentir no próprio corpo, na família ou em amigos para então se entregar a um projeto coletivo. Um assassinato, problemas de drogas, acidentes que poderiam ter sido evitados, geram associações.

Uma idéia para ser intensificada

Uma ONG que gostaria de ter fundado seria para procurar pessoas desaparecidas. De certa forma até faço algo parecido. Há mais de 20 anos, cuido da publicação de fotos de pessoas sumidas – primeiro em Zero Hora – e, desde o ano de 2000 no Diário Gaúcho. Desde o início da faculdade, trago comigo o mesmo sentimento de 99 por cento de quem escolheu a profissão de jornalismo: ajudar a mudar o mundo, ainda que um pouquinho.
Sempre me comovem as histórias humanas, principalmente das pessoas que não têm dinheiro, nem parentes importantes, não são amigas de celebridades e sofrem sem ajuda. E mesmo quem tem recursos não pode fazer nada sozinho. Não há quem seja tão rico que não precise ser ajudado nem tão pobre que não possa auxiliar alguém. Não sei onde li isso, mas é a mais pura verdade.

Experiência própria

Minha preocupação com os desaparecidos aumentou, algum tempo depois, quando senti na pele a mesma dor, ainda que de intensidade incomparavelmente menor do que das pessoas com as quais convivo quase diariamente por meio do jornal.
Não me lembro quando foi exatamente. Já faz mais de dez anos. Em visita a um cunhado em Gravataí, descuidei-me por um momento e meu filho excepcional, na época com 13 ou 14 anos, saiu pelos fundos da casa. Passamos a procurar pelas ruas da Morada do Vale III, ajudados pela vizinhança. A dor que senti não tem parâmetro, sabe-a bem que passa ou passou pelo problema. A gente fica imaginando o que pode acontecer, quer fazer retroceder o tempo, reza para todos os santos e fica lamentando por ter se distraído.
Começava a anoitecer e nada de encontrá-lo. Temi que ele pudesse ter caminhado até a avenida principal onde o movimento de veículos é intenso. Sem noções de perigo, não teria como escapar de um atropelamento. Duas horas depois de angústia e de buscar sem parar, localizamos o rapazote sentado na beira de barranco, brincando com uma varinha.
Foi como se um peso de uma tonelada saísse de sobre o meu corpo. Até hoje me angustio quando me lembro. A partir daquele dia, entendi ainda mais o que é sofrer com um parente desaparecido. Por isso, sempre que posso, ajudo a publicar fotos de desaparecidos, mesmo que já faça muito tempo que ele sumiu, mesmo que haja a possibilidade de que tenha saído por conta própria. Nenhuma família merece sem saber o que aconteceu.


Neste blog, não poderia deixar de colocar fotos de pessoas desaparecidas. Hoje ponho mais uma.

Eulálio Mello
Fortes, 26 anos, está desaparecido desde 9 de maio, quando saiu de casa, no Bairro São Francisco II, em Tramandaí. Ele sofre de epilepsia. Se alguém tem alguma informação que possa levar à sua localização, ligue para os telefones 9380-2979 ou 9612-4192.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

DESAPARECIDA DE GUAÍBA

A pessoa da foto, Izabelina Denise Moreno, 62 anos, portadora de Mal de Alzheimer, está desaparecida desde o dia 11 de agosto em Guaíba. O jornal Diário Gaúcho já publicou várias vezes e, incrivelmente, nenhuma novidade surgiu. Como isso pode acontecer? Parentes dela já não sabem o que fazer, e fico impressionado que isso possa estar acontecendo. Ela havia levado netos na escola e nunca mais foi vista. Um mistério. Se você tiver alguma informação pode ligar para os telefones 3019-4690 ou 9375-5756. Se quiser repassar para conhecidos ou até desconhecidos, fique à vontade. O tempo vai passando e ficará cada vez mais difícil a localização dela ou o descobrimento do que aconteceu.

SOBRE ADVOGADOS

Na falta de outra coisa para postar, vai esta mesmo. Hoje de manhã, enquanto caminhava, me veio essa frase à mente:


A advogada era tão fissurada em sua profissão que até para soltar o cabelo ela redigia antes um habeas corpus.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

A MUDANÇA ORTOGRÁFICA E SUAS COMPLICAÇÕES

Com a nova ortografia, como interpretarias essa frase?


Um simpático pelo branco, o outro, pelo gateado.


Essa frase tem dois significados (só com o uso antigo se pode chegar a esta explicação):


a) São dois cavalos: Um simpático pêlo branco e outro, pêlo gateado.


b) São dois apostadores de corridas de cavalos: Um simpático pelo branco e outro, pelo gateado.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

APARECEU A MARGARIDA, OLÊ, OLÊ, OLÁ

Algumas expressões criadas em um passado distante ainda são pronunciadas sem que as pessoas tenham a menor idéia do que estão dizendo. Uma delas é a frase "Apareceu a Margarida", muito usada quando alguém que não é visto há algum tempo e surge, de repente. Lembro-me bem de minha mãe dizendo isso, quando chegava um parente ou amigo que se ausentara por um bom tempo.
Por que Margarida? Por causa da música, da brincadeira de roda, claro. Até aí morreu Neves. Que Neves? Isso é outra história. Voltando à Margarida, quem era ela?
Outro dia, ouvindo um CD da Xuxa sobre cantigas de roda, entendi que a coisa vinha lá da Idade Média. A letra da música:
_ Onde está a Margarida?, olê, olê, olá.
_ Ela está em seu castelo, olê, olê, olá.
_ Ela está em seu castelo, olê, seus cavaleiros.
Eu queria poder vê-la, olê, olê, olá.
Eu queria poder vê-la, olê, olê, olá.
Mas o muro é muito alto, olê, olê, olá.
Estou tirando uma pedra, olê, olê, olá.
Uma pedra não faz falta,
tirando duas pedras
Duas pedras não "faz" falta

tirando outra pedra...
Apareceu a Margarida,
olê, olê, olá.


Foi então que entendi que a Margarida era uma mulher bonita de um castelo. E que os cavaleiros tiveram que afastar pedras, provavelmente do muro, para poder visualizá-la.

Mas quem ela era? Seria uma princesa, uma dama da corte, uma menina? Era famosa, tinha sobrenome? Pode ser que sim, pode ser que não.
Perdeu-se no tempo ou eu que não soube achá-la.
Por falar nisso, fico pensando se daqui a 200 anos alguém ouvir alguém cantar a música do Jorge Benjor, feita quando ele era Jorge Ben, alguém vai saber quem era Teresa:
- Sou Flamengo e tenho uma nega chamada Teresa...
Ou a Carolina, do Chico Buarque, ou a Marina, cujo namorado não queria que ela pintasse os lábios, ou a Iracema do Adoniram, que morreu ao atravessar a rua.

Voltando à Margarida, só mais uma curiosidade. A palavra tem origem no grego Magarites e significa pérola. Talvez tenha sido por isso  que ela pegou mprestado o nome da flor.



quarta-feira, 29 de outubro de 2008

MISTÉRIO EM JAQUIRANA

Uma reportagem no Fantástico no domingo não saiu mais da minha cabeça. Em Jaquirana, município do interior gaúcho com pouco mais de 5 mi habitantes, foi encontrado, em 2007, um cadáver já em decomposição.
Um promotor de Justiça está fazendo todos os esforços para identificar a ossada. Estudos de peritos indicaram que a vítima tinha feito um tratamento caro nos dentes, incluindo inclusive com dentes de outro.
Além disso, o pijama que ele vestia havia sido fabricado em uma cidade do interior de São Paulo. Esses detalhes, incluindo o fato de que estava de pijamas apesar do frio que fazia na época em que o corpo foi encontrado, intriga o promotor Luís Augusto Gonçalves Costa, de Vacaria, a polícia e os peritos. Eles acham que o corpo pode ser de alguém que teria sido seqüestrado, assassinado e abandonado em um matagal no norte gaúcho.
O mais interessante é que os peritos e um artista plástico reconstituíram a cabeça da vítima para tentar uma identificação (veja acima). Espero que consigam descobrir esse mistério. Eu gostaria também que esse tipo de trabalho fosse feito em outros cadáveres encontrados. Só em Porto Alegre, há inúmeros casos de pessoas assassinadas e não identificadas. Pelo menos três mulheres já tiveram seus corpos esquartejados e, em alguns casos, pernas e braços foram encontrados no Guaíba. A polícia não tem qualquer informaçaõ sobre isso. Ao mesmo tempo, um grande número de pessoas segue desaparecido para desespero eterno de seus parentes.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

VOCÊ JÁ TROCOU O NOME DAS PESSOAS?

Uma das coisas mais curiosas que eu conheço é a facilidade com que as pessoas confundem os nomes das pessoas. Se os nomes são iguais ou parecidos, invariavelmente sofrem com as confusões. Na Rádio Gaúcha, dois excelentes repórteres enfrentam esse drama. E nem têm nomes iguais. Um é o Jocimar Farina, que também trabalha no Diário Gaúcho. O outro é Josmar Leite. Só porque os dois nomes começam com Jo e terminam com Mar, muita gente os confunde.

Jocimar me contou outro dia que uma fonte ligou para ele e deu explicações sobre um determinado assunto, sobre o qual eles já haviam falado havia algum tempo e não havia qualquer novidade. Ele achou isso estranho, mas deixou pra lá. Até que seu colega Josmar queixou-se de que uma fonte havia ficado de dar uma resposta sobre um assunto e não ligou mais. Foi aí que o Jocimar entendeu. O funcionário público deu a resposta para o outro jornalista.
Em outra ocasião, Jocimar tentava falar com o deputado Adilson Troca. O jornalista falou com o parlamentar por telefone e marcaram uma entrevista no saguão da Assembléia. Jocimar chegou ao local e ficou aguardando o parlamentar. Alguns minutos depois, o deputado chegou e viu Jocimar, mas ficou olhando para os lados como se procurasse alguém. O repórter então se aproximou dele para fazer a entrevista. Quando se apresentou, Troca (fazendo jus ao nome) admitiu ter feito confusão achando que havia falado com Josmar e que por isso que não o havia localizado no saguão.
Fanático por trocadilho, tenho de registrar uma frase de Franklin Berwig, produtor de esportes da Gaúcha, sobre o assunto:
_ Sabem o que dá uma mistura de Jocimar Farina com Josmar Leite? Dá bolo.
Como meu costume é sempre dar um pitaco a mais, eu acrescentaria mais alguém nessa mistura: o ministro da Fazenda, Guido Mantega. (Fico devendo o açúcar, os ovos e o fermento).

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

SOBRE AS POESIAS NOS ÕNIBUS DE PORTO ALEGRE

Quando publiquei o post anterior, sobre os poemas nos ônibus, dispus-me a descobrir mais sobre os autores dos dois excelentes trabalhos que escolhi e republiquei. Não tive tempo para me dedicar às pesquisas, mas, felizmente, uma parte da minha busca foi solucionada.
Um dos autores das obras selecionadas para os ônibus deste ano "achou-me" pelo google e enviou seguinte mensagem:

Caríssimo Plínio:
Saúde e Paz!
Devo agradecer ao amigo as palavras elogiosas ao poemeto que tive o privilégio de classificar no concurso POEMAS NO ÔNIBUS, em Porto Alegre. Trata-se de SETILHA, cujo texto o amigo publicou no BLOG VIDA CURIOSA, em 30 de setembro de 2008. A propósito, anexo meus rabiscos de poesias presentes no ITINERÁRIO POÉTICO, livro de estréia. Espero que também goste. Felicidades!
Carlos Alberto de Assis Cavalcanti, professor do Centro de Ensino Superior de Arcoverde - PE

Valeu Carlos Alberto. Assim que puder, vou conferir o seu Itinerário Poético.
Abraços.

Agora vou descobrir algo sobre o Marcos Cardoso. Se ele ou alguém que o conheça quiser me ajudar, ficarei muito grato.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

OS POEMAS NOS ÔNIBUS

Sempre que tomo um ônibus em Porto Alegre, percorro o olhar pela parede interna para ler os poemas. Alguns são fracos, inteligíveis apenas para seus autores, como os pintores de arte moderna. Mas há algumas pérolas, que fazem valer a pena. O primeiro que me entusiasmou foi de Marcos Cardoso, publicado na edição 2001/2002):

Certa vez fui levado a uma feiticeira
Dama do demônio,
musa da magia
Sonha muito e fala só asneiras!
É subversivo e tem atos de rebeldia!
Usando de ungüentos a velha cabreira
Descobriu o encanto da minha agonia:
Contra esse mal não existe cura...
... o menino sofre de Literatura!

Marcos Cardoso

Nesta semana, encantei-me com este:

SETILHA

Se ao passado só se volta
na garupa da lembrança;
e ao futuro só se chega
no galope da esperança;
o melhor é não ter pressa,
pois se alguém o tempo apressa,
té do presente se cansa.

Carlos Alberto de Assis Cavalcanti

Não conheço o Carlos Alberto, nem o Marcos Cardoso. Quero parabenizá-los pelas belas poesias. Vou tentar encontrar mais algumas obras deles.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

SOBRE AS CAVALGADAS E SEUS EFEITOS

Leio tudo o que posso sobre a história gaúcha, mas os meus heróis nos desfiles farroupilhas são os recolhedores de bostas de cavalo. Eles não são garbosos como os gaudérios que cavalgam de fronte erguida sem desviar o olhar do horizonte.
Os recolhedores de cavalo são ágeis porque lidam com o improgramável. Eqüinos não obedecem a roteiros nem a esquemas de protocolo no que se refere às necessidades fisiológicas. Não são como os atores e cantores que podem esperar para se aliviarem no camarim.
Os cavalos são despreocupados, diferentemente daquelas moças que anunciam, na tevê, produtos para regular o intestino.
Por isso, os recolhedores de bostas precisam ser rápidos para poupar olhos e narizes de turistas e do povo em geral dos efeitos de atos que não estavam no script.
Você nunca prestou atenção nos recolhedores de bostas de cavalos? Ou foi porque eles são mesmo discretos ou porque não existem. Se não existem, deveriam existir, até porque a tradição não aceitaria cavalos com fraldas. Nossos olhos e narizes, nos desfiles ou nas cavalgadas pelo Litoral, agradeceriam.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

SOBRE A REVOLUÇÃO FARROUPILHA

QUANTOS ERROS HÁ NO TEXTO ABAIXO?

Corria o dia 9 de setembro de 1837. Bento Gonçalves sentou-se à sombra de um eucalipto em sua estância em Camaquã. Ele acendeu um palheiro, jogou o palito de fósforo por entre a cerca de arame e dividiu o olhar entre a fumaça, que fazia círculos no ar, e um quero-quero pousado num moirão.


RESPOSTAS:
1º erro - Em 10 de setembro de 1837, Bento Gonçalves estava fugindo da prisão do Forte do Mar, na Bahia. Logo, não poderia estar em sua fazenda.


2º erro - Ele não poderia ter-se sentado à sombra de um eucalipto. Naquela época, não havia essa espécie de árvore, originária da Austrália. Eucaliptos foram trazidos para o Rio Grande do Sul por volta de 1870.

3º erro - Bento não pode ter acendido o palheiro com um palito de fósforo. Os palitos de fósforos foram inventados somente em 1827 na Europa e só chegaram muitos anos depois ao Rio Grande do Sul. Na época dos farroupilhas, os cigarros eram acesos com um tipo primitivo de isqueiro chamado pederneira, em que uma pedra era atritada fazendo faísca.

4º erro - Na época dos Farrapos, os campos ainda não contavam com cercas de arame. As divisas entre as propriedades eram definidas por marcos de pedras colocados de distância em distância ou por rios e arroios.

5º erro - Quero-queros jamais pousam em moirões, diferentemente da coruja, por exemplo. Esse tipo de ave (Vanellus chilensis), assim como a perdiz, voa baixo e caminha pelo campo, onde põe seus ovos no chão.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

UMA DICA DE LEITURA


Fã de Confúcio, meu colega Renato Dornelles cumpriu a segunda parte dos três mandamentos do poeta chinês: escreveu um livro. Ele já tinha feito um filho (o ilustríssimo Bernardo nasceu neste ano) e agora diz que vai plantar uma árvore. Voltando ao livro, o lançamento da obra será no próximo dia 4, quinta-feira. A sessão de autógrafos do livro Falange Gaúcha, O Presídio Central e a História do Crime Organizado no RS será a partir das 19h30min na Saraiva Megastore, Praia de Belas Shopping.
Não li ainda o livro do Renatinho, mas já ouvi uma boa parte dele neste quase 20 anos que convivemos desde os tempos da Rádio Gaúcha. Vai ser muito interessante acompanhar nas páginas as histórias de Melara, Vico, Jussana, Fontela e companhia. Depois da leitura, todo mundo vai poder dizer que realmente conhece o que se passou dentro e fora dos muros do Presídio Central.
Votos de muito sucesso é o que Vidacuriosa deseja ao competente multimídia.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

MAIS UMA HISTORINHA SOBRE LÓGICA

Em uma determinada região do centro do Brasil havia duas aldeias. Uma em que os índios só falavam a verdade e outra em que só diziam mentiras. Um missionário foi enviado para uma difícil missão: evangelizar os índios mentirosos. Ao chegar em uma encruzilhada, ficou em dúvida para qual caminho deveria seguir. No vértice da encruzilhada havia um índio. O padre não sabia se era mentiroso ou não. Que pergunta ele fez para saber qual caminho pegar para ir à aldeia dos índios mentirosos?













A pergunta que ele fez foi: se eu perguntar ao índio da outra aldeia se este caminho leva à aldeia dos mentirosos, ele me diria que sim ou que não. Com qualquer resposta, o padre escolherá o outro caminho.
A lógica:
Se aquele caminho leva à aldeia dos mentirosos, e o índio questionado for verdadeiro, ele pensará: a aldeia leva mesmo aos índios mentirosos, mas o outro índio, que é mentiroso, dirá que não. O padre entenderia como sim e seguiria por esse caminho, chegando à aldeia dos mentirosos.

Se aquele caminho leva à aldeia dos mentirosos, e o índio questionado fosse mentiroso, ele raciocinará assim: A estrada leva mesmo à aldeia dos mentirosos, e o índio da outra aldeia, por ser verdadeiro, dirá que sim. Mas como sou mentiroso, respondo que ele dirá não. O padre entenderia como sim e seguiria para a aldeia.

Se aquele caminho não leva à aldeia dos mentirosos, e o índio questionado for mentiroso, ele raciocinará assim: a estrada não leva aos mentirosos, e o outro índio, que é verdadeiro, dirá que não. Como sou mentiroso, respondo que ele dirá que sim. O padre entenderia o sim como não e iria pelo outro caminho.
Se aquele caminho não leva á aldeia dos mentirosos, e o índio questionado for verdadeiro, ele pensará assim: a estrada não leva à aldeia dos mentirosos, mas o outro índio dirá que sim. O padre entenderia o sim como não e iria pelo outro caminho.


Simples não? Li ou ouvi isso em algum lugar. Não me recordo onde.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

DICIONÁRIO BRASILEIRO DE PRAZOS

Creditar sempre a autoria de um trabalho – seja texto, seja foto, seja escultura, música, ou mesmo uma frase criativa. Esforço-me muito para descobrir quem teve o mérito e sempre lamento quando não consigo definir o dono da idéia. Digo isso porque recebi um e-mail muito criativo, mas, por essas coisas da Internet, não consigo descobrir o autor. Se alguém souber realmente quem bolou as frases abaixo, agradecerei a oportunidade de fazer justiça.
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Dicionário Brasileiro de Prazos


Para evitar que estrangeiros fiquem "pegando injustamente no nosso pé", está-se compilando o "Dicionário Brasileiro de Prazos", que já deveria estar pronto, mas atrasou, do qual foram extraídos os trechos a seguir:


DEPENDE:
Envolve a conjunção de várias incógnitas, todas desfavoráveis. Em situações anormais, pode até significar sim, embora até hoje só tenha sido registrado em testes teóricos de laboratório. O mais comum é que signifique diversos pretextos para dizer não.


JÁ JÁ:
Pode dar a impressão de ser duas vezes mais rápido do que já. Ledo engano; é muito mais lento. "Faço já" significa "passou a ser minha primeira prioridade", enquanto "faço já já" quer dizer apenas "assim que eu terminar de ler meu jornal, prometo que vou pensar a respeito."


LOGO:
Logo é bem mais tempo do que dentro em breve e muito mais do que daqui a pouco. É tão indeterminado que pode até levar séculos. Logo chegaremos a outras galáxias, por exemplo.


MÊS QUE VEM:
Existem só três tipos de meses: aquele em que estamos agora, os que já passaram e os que ainda estão por vir. Portanto, todos os meses, do próximo até o Apocalipse, são meses que vêm!


NO MÁXIMO:
Essa é fácil: quer dizer no mínimo. Exemplo: Entrego em meia hora, no máximo. Significa que a única certeza é de que a coisa não será entregue antes de meia hora.


PODE DEIXAR:
Traduz-se como nunca.


POR VOLTA:
Similar a "no máximo". Por volta das 5h quer dizer a partir das 5h.


SEM FALTA:
É uma expressão que só se usa depois do terceiro atraso. Porque, depois do primeiro atraso, deve-se dizer "fique tranqüilo que amanhã eu entrego". E depois do segundo atraso, "relaxa, amanhã estará em sua mesa". Só aí é que vem o "amanhã, sem falta."


UM MINUTINHO:
É um período de tempo incerto, que nada tem a ver com o intervalo de 60 segundos e raramente dura menos que cinco minutos.


TÁ SAINDO:
Ou seja: vai demorar. E muito. Não adianta bufar. Os dois verbos juntos indicam tempo contínuo. Não entendeu? É para continuar a esperar? Capisce! Understood? Comprennez-vous? Sacou? Mas não esquenta que já tá saindo...


VEJA BEM:
É o day after do "depende". Significa "viu como pressionar não adianta?". É utilizado da seguinte maneira: "Mas você não prometeu os cálculos para hoje?" Resposta: "Veja bem..." Se dito neste tom, após a frase "não vou mais tolerar atrasos, OK?", exprime dó e piedade por tamanha ignorância sobre nossa cultura.


ZÁS-TRÁS:
Palavra em moda até uns 50 anos atrás e que significava ligeireza no cumprimento de uma tarefa, com total eficiência e sem nenhuma desculpa. Por isso mesmo, caiu em desuso e foi abolida do dicionário.