quarta-feira, 18 de novembro de 2009

EM 8 DE DEZEMBRO, SAEM OS NOVOS VENCEDORES DO PRÊMIO ESSO

    O mais importante prêmio para jornalistas do Brasil já está em sua 54ª edição. Idealizado e realizado pelo diretor de Serviço de Imprensa da Esso, Ney Peixoto do Vale, o concurso teve, na primeira edição, em 1956, uma só premiação. Os vencedores de 1956 foram Ubiratan de Lemos e Mário de Moraes, que contaram, na Revista O Cruzeiro, "O drama dos retirantes". O primeiro prêmio de fotografia foi instituído em 1961.


Até agora, o grande vencedor do prêmio principal do Esso é o Jornal do Brasil, com dez conquistas. Seguem-se o Globo e a Folha de S.Paulo, com nove. Com oito premiações, aparece o Estado de S.Paulo. Depois vêm Veja e Correio Brazilienze, com três, Isto É, e O Cruzeiro com dois. Com uma vitória, consagraram-se Correio da Manhã, Realidade, Fatos e Fotos, Ultima Hora, Jornal da Tarde, Jornal de Brasília e Jornal Já (RS).
Entre os jornalistas, Fernando Rodrigues é o recordista de prêmios em nível nacional, com quatro conquistas. Ele ganhou o Premio Esso de Jornalismo em 1997 e mais três por Melhor Contribuição à Imprensa (2002, 2003 e 2006).
William Waack é o único a ganhar o prêmio principal, de Jornalismo, por duas vezes, em 1991, juntamente com Hélio Campos, e em 1993, sozinho. Os dois prêmios foram ganhos com reportagens realizadas quando ele estava no Estado de S.Paulo. Waack atualmente é apresentador do programa de notícias Jornal da Globo.


Se contar os Essos regionais, o grande vencedor é o repórter Carlos Wagner, de Zero Hora, que já ganhou sete vezes. Em telejornalismo, o SBT do Rio Grande do Sul ganhou em 2004, e a RBS TV venceu em 2006 e em 2007.

Prêmios do Rio Grande do Sul

Só cinco órgãos de imprensa do Estado ganharam até agora o prêmio nacional do Esso. O primeiro foi de fotografia, com João Carlos Rangel, com o trabalho Grave Acidente na Festa da Cavalaria, publicado no Correio do Povo em 1978.
O segundo, também de fotografia, foi vencido por Ronaldo Bernardi, de Zero Hora, com a foto Guerra na Praça da Matriz, na edição de 1990.
Em Telejornalismo, o SBT venceu em 2004 enquanto a RBSTV ganhou em 2006 e 2007.
O único vencedor de prêmio principal de texto, O Esso de Jornalismo, foi o jornal Já, de Porto Alegre, que ganhou no ano de 2005, com o trabalho A Tragédia de Felipe Klein, do jornalista Renê Antunes de Oliveira.

Jornalistas e empresas gaúchas competem na edição regional do prêmio, que atualmente engloba Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Goiás, Minas Gerais e Distrito Federal. O primeiro gaúcho a ganhar o Regional do Esso, foi Rui Pratini, pelo Diário de Notícias de Porto Alegre, com o trabalho O Drama das Populações Marginais, em 1969.
Em 1960, Kleber Borges de Assis, ganhou o prêmio regional com Polígono dos Contrastes, publicado no Correio do Povo.


Zero Hora voltaria a ganhar também em 1992 com Contrabando de Lã, publicado em Zero Hora por Ricardo Stefanelli e Jones Lopes da Silva.
Em 1993, Nilson Mariano foi agraciado com o prêmio pelo trabalho O Extermínio de Menores no Rio Grande do Sul, em Zero Hora.
No ano seguinte, Solano Nascimento foi o ganhador com a reportagem Xenofobia na América, publicada em Zero Hora.
Em 1995, Carlos Wagner emplacava o seu quinto prêmio com O Brasil de Bombachas, publicado em Zero Hora.
Em 1997, Eduardo Veras e Itamar Melo, ganharam com No Limiar da Civilização, publicado em Zero Hora
Em 1998, o sexto prêmio de Wagner, desta vez acompanhado de Humberto Trezzi e Nilson Mariano, com a reportagem A Fronteira do Crime.
Em 1999, foi a vez de Eliane Brum conseguir o prêmio com a série A Vida que Ninguém Vê, publicada em Zero Hora.
Em 2002, o primeiro prêmio do Pioneiro, de Caxias do Sul, com Adolescência Prostituída, dos repórteres Letícia Duarte e Ciro Fabris Neto.
Em 2003, a sétima conquista de Carlos Wagner, desta vez com Uma Viagem ao País Bandido.
Em 2005, Renato Bertuol Barros e Júlio Cordeiro e equipe venceram com a reportagem Paixão pelo Futebol, publicada em Zero Hora.
Em 2006, Nilson Mariano ganhou seu segundo prêmio, com Carlos Etchuchury, pela reportagem O Novo Retratodo Pampa, publicado em Zero Hora.

Prêmio do Interior

O Rio Grande do Sul ganhou, em 2007, com Herculano Barreto Filho, do Correio de Gravataí, ganhou o prêmio destinado para veículos de cidades que não sejam capitais nem Distrito Federal, com a reportagem Agressão Policial e Morte do Pedreiro Vilson.
Em 2008, o prêmio Interior foi ganho por Iara Lemos, do Diário de Santa Maria, com a reportagem No Coração do Haiti.

Fotografia dos gaúchos

O prêmio para fotografia no Esso só começou a ser entregue a partir de 1961. Só João Carlos Rangel, do Correio do Povo, em 1978, e Ronaldo Bernardi, Zero Hora, em 1990, ganharam o Esso nacional da categoria. As conquistas regionais de fotógrafos atuantes em jornais gaúchos foram as seguintes.
Em 1976, José Abrahan Diaz ganhou o prêmio de fotografia com o trabalho A Queda, publicado no Correio do Povo.
Em 1977, Antônio Vargas, de Zero Hora, conquistou o Esso de Fotografia Regional, com a foto da visita do Ministro Sylvio Frota a Osório (a foto mostra um cavalo que seguiu sozinho, normalmente, no desfile após a queda do cavaleiro.

Telejornalismo

A partir de 2001, o Prêmio Esso também passou a distinguir os trabalhos de jornalismo na televisão. o primeiro ganhador foi Tim Lopes, da Rede Globo, com o trabalho Feira de Drogas. Arcanjo Antonino Lopes do Nascimento, natural de Pelotas, viria a ser morto por traficantes, no ano seguinte, quando fazia uma reportagem sobre os bailes funk e o tráfico de drogas na favela
O primeiro Prêmio Especial de Jornalismo foi conquistado em 2004 por Cristriane Finger, Milton Cougo, Karina Chaves, aline Dallago, com o trabalho Mulheres que Amam Demais, que foi ao ar pelo SBT. Em 2006, os ganhadores foram Giovani Grizzoti, Laura Nonoay, Jonas Campos e Sérgio Favanello, com A Farra dos Vereadores Turistas, que foi levada ao ar na RBSTV. No ano seguinte, novamente Grizzoti ganhou, desta vez com Fantasmas de Sapucaia, trabalho do qual fizeram parte também Christiane Pastorini e Guto Teixeira. A reportagem foi ao ar também pela RBSTV.


Em 1963, Aldir Schlee, ganhou com O Xisto Betuminoso no RS. O Seu Aproveitamento e a Sua Industrialização, publicado no Diário Popular, de Pelotas. Foi o primeiro prêmio Esso ganhou por jornal do Interior do Estado.


Em 1966, Esther Guendelman, foi a primeira gaúcha a ganhar o Esso com Porto Alegre Pesquisa, publicado na Folha da Tarde.


Pedro Maciel ganhou, em 1972, com Um Povo Condenado, publicado em Zero Hora.


Em 1973, Carlos Alberto Kolecsa foi o vencedor com Tratado de Itaipu, publicado na Folha da Manhã.


André Pereira conquistou o prêmio, com a série A Euforia da Soja, publicado em Zero Hora.


Seria também de Zero Hora, o prêmio de 1975, ganho por Delmar Marques, com a reportagem Migração e Marginalização.


Em 1978, o Correio do Povo voltaria a ganhar, com Dois Séculos de Desmatamento no Rio Grande do Sul, escrito por uma equipe.


Em 1979, a Coojornal levaria o título com os Relatórios do Exército Sobre as Guerrilhas, assinado por Elmar Bones e Osmar Trindade.


Otilia Rieth e equipe ganharam o Esso Regional em 1981, com Encruzilhada Natalino, publicado em Zero Hora.


Em 1984, André Pereira ganhava o seu segundo título, desta vez em parceria com Carlos Wagner, com a reportagem Clandestino, publicada em Zero Hora.


Wagner levaria o seu segundo Esso regional em 1985, juntamente com Irene dos Santos e Mônica Gugliano, pelo trabalho Eis a Indústria da Corrupção, publicado em Zero Hora.


Em 1986, a terceira conquista de Carlos Wagner, com Os Brasiguaios, publicado em Zero Hora.
Zero Hora viria a ganhar de novo em 1987, com O Homem Errado, de autoria de Darci Demétrio da Silva e João Carlos Rodrigues, publicado em Zero Hora.

Em 1990, o quarto título de Wagner, com O Rio Grande Castelhano, em Zero Hora.
Em 1991, Eugênio Bortolon e equipe ganharam com O Rio Grande Devastado, publicado em Zero Hora.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O DIA EM QUE TIVE DE ENFRENTAR UMA VAIA COLETIVA

Foi tudo muito engraçado. O único senão foi o fato de ter acontecido comigo. Pouco depois de eu chegar à redação, por volta de 14h, começamos a ouvir um zumbido estranho e forte. Ninguém sabia de onde era. Pensei comigo: só falta ser do meu computador. Desliguei a máquina e o barulho continuou. Deveria ser então de outro computador. Os colegas diziam que o som inconveniente vinha das proximidades da minha mesa. Na redação com cerca de 30 computadores, todo mundo se perguntava de onde estava saindo aquele ruído perturbador. Era como se fosse de um rádio ligado em uma emissora fora do ar.
Uma colega teve a idéia de pedir ajuda ao help desk, os responsáveis por manter em funcionamento os computadores. Ligou e pediu urgência, que não dava mais para aguentar aquele barulho. Quando o técnico chegou, eu estava na reunião de pauta.

Ao final da reunião, quando voltei, toda a redação me vaiava. O barulho era do meu celular que eu esquecera do lado do computador. O técnico examinou as máquinas e até subiu na mesa para olhar as lâmpadas. Até que percebeu o celular ao lado do CPU. Foi só desligar o telefone, e o barulho sumiu. Agora tenho de aguentar a gozação.

sábado, 24 de outubro de 2009

SÃO PEDRO ESTRAGOU A FESTA DOS EXCEPCIONAIS

A forte chuva que caiu hoje em Porto Alegre acabou inviabilizando a realização da 38ª edição dos Jogos Municipais dos Estudantes Excepcionais de Porto Alegre. A cerimônia começou pouco depois das 9h. O céu estava claro, e a expectativa era de que a chuva só viesse no final da tarde. Mais de 1,1mil excepcionais de escolas de Porto Alegre e mais algumas da região metropolitana e do Interior chegaram a fazer o desfile inicial e até cantaram os hinos brasileiro e rio-grandense acompanhados pela banda da Brigada Militar. Mas, antes que se pudesse assistir ao juramento dos atletas e acender a pira para o início das competições, começou a cair um toró sem trégua.
Os alunos e professores foram encaminhados para o ginásio ao lado da pista de atletismo da sede campestre para que aguardassem, na esperança de que a chuva passasse. Mas São Pedro não permitiu a continuação das festividades.
Neste ano, a prefeitura de Porto Alegre fez um convênio com a Apae colocando os Jomeex no calendário oficial das atividades esportivas da Capital. Seria interessante também que fosse encontrado um outro local para a realização dos jogos. A sede campestre do Sesc, onde vem se realizando as provas todos os anos, é inapropriada para pessoas com deficiências. Trata-se de um terreno acidentado e em declive, que certamente causa muitas dificuldades para quem tem deficiência. Para chegar ao bar, saindo das arquibancadas por exemplo, ou se atravessa a pista e o campo de futebol ou é necessário contorná-los, percorrendo mais ou menos 100m em um terreno de declive e com piso de paralelepípedos. Em um dia chuvoso como hoje, por exemplo, duplicam-se as dificuldades para os deficientes porque as pedras, além de irregulares, tornam-se escorregadias. Além disso, para ter acesso à lancheria, é preciso descer uns sete ou oito degraus.
Espero que, no ano que vem, esses problemas não se repitam e que haja um local adequado que também possibilite um plano B para o caso de uma chuva inesperada. E, finalmente, que toda a comunidade participe e apoie os excepcionais.


Jogos terão uma nova data


Os organizadores deverão marcar uma nova data para a continuação da 38ª edição dos Jomeex. Conforme o coordenador técnico dos jogos, professor Paulo Bertoletti, a realização das disputas depende de uma nova renegociação com a agenda dos eventos do Sesc. Conforme o site da Apae-RS, é preciso motilizar novamente as caravanas que participaram do evento.
- Tão logo se defina a nova data para, estaremos divulgando - assegurou Paulo Bertoletti.


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O BARBEIRO E O PAPA

Com tanto tempo nessa lida, para mim tem sido raro encontrar uma piada nova. Por isso, fiquei agradavelmente surpreso quando meu irmão Valtuir me contou essa. Já conheço uma sequência de piadas de papa e de barbeiro, mas essa era realmente inédita. Quando ouvi, continuei rindo por um bom tempo.


O PAPA E O BARBEIRO
Tudo o que o cliente dizia, o barbeiro desfazia. Se contava que tinha comprado um carro, modelo tal, o barbeiro falava que automóvel bom era o da marca tal, que ele tinha comprado havia seis meses. Ao ouvir o cliente dizer que visitara Montevidéu, o barbeiro afirmava que era uma porcaria, que lindo mesmo era Buenos Aires, onde ele esteve no ano anterior. O cliente foi embora e voltou no mês seguinte. E nem bem sentou-se na cadeira, foi contando:
- Estive na Itália e fui conhecer o papa.
- Verdade, como é que foi?
- Eu estava lá na praça de São Pedro, e o papa na sacada, abanando e abençoando todo mundo. De repente, tive a impressão de que ele estava olhando diretamente para mim.
– Tá brincando?
- Não. Ele chamou um assessor e apontou na minha direção. Em seguida, saiu da sacada e apareceu na praça. Abriu-se um corredor no meio do povo, e o papa foi andando para onde eu estava. Ele chegou bem perto de mim, colocou as duas mãos nas minhas faces, me olhou nos olhos e perguntou solenemente:

- Meu filho, quem é que fez essa merda no teu cabelo!!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

CARLOS URBIM, PATRONO DA FEIRA DO LIVRO

Foto de Adriana Franciosi
Nunca, em anos anteriores, fiquei tão contente com a escolha do patrono da Feira do Livro de Porto Alegre como nesta 55ª edição. O escolhido deste ano é o jornalista Carlos Urbim. A minha satisfação não é pelo fato de ser um jornalista, mas pela qualidade do indicado. Trabalhei com Urbim na Folha da Manhã e depois em Zero Hora. Nesse período, tive a grata alegria de conhecer um grande jornalista e um colega irretocável. Carlos Marino Silva Urbim é um ser humano irrepreensível e um poeta talentoso.
Carlos Urbim nasceu em Santana do Livramento em 4 de fevereiro de 1948. Aos 18, mudou-se para Porto Alegre. Fez tanta coisa que eu ficaria vários dias postando aqui os seus feitos. Já passou por inúmeras redações de jornais como Diário de Notícias, Folha da Manhã e Zero Hora (onde trabalhou por 12 anos). Atualmente é editor de multimídia de História da RBS.
Entre os seus livros, destaque para a literatura infantil com O Guri Daltônico e Bolacha Maria e Saco de Brinquedos. Na área de historia, Os Farrapos e Rio Grande do Sul - Um Século de História.


Para homenagear Urbim, reproduzo a poesia Bolacha Maria.




Redondas, fininhas,
bem sequinhas quando novas.
As melhores bolachas maria são as
do armazém da Dona Sílvia,
no final da rua Conde.
Vem embaladas em papel pardo.
Custam dez por um cruzeiro.
Uma a mais é de inhapa.
E logo as onze
se desmancham na boca.



(Observação: coloquei aqui de memória. Não consegui achar no Google nem tive tempo para outras pesquisas. Se eventualmente houver algum erro, arrumarei depois).


ATUALIZAÇÃO EM 1015

Carlos Marino Urbim morreu,aos 67 anos, no dia 13 de fevereiro de 2015 em Porto Alegre, no Hospital Mãe de Deus, onde se recuperava de um aneurisma. Ele não resistiu a mais uma cirurgia.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

CURIOSIDADE: O SUDÁRIO DE TURIM É MESMO O QUE ENVOLVEU CRISTO?

Cientistas italianos garantiram neste dia 5 de outubro que conseguiram construir um manto semelhante ao Santo Sudário de Turim com materiais da idade média. Isso, segundo os cientistas, comprovaria que o lençol venerado como tendo envolvido o corpo de Cristo logo após a Sua morte seria falso. O manto teria sido recriado com a utilização de materiais e métodos que eram conhecidos no Século IX, afirmou o Comitê Italiano para Averiguações Paranormais.
O sudário mostra a figura de um homem crucificado que, segundo os católicos, seria Jesus Cristo. A imagem teria sido gravada no tecido de forma sobrenatural. Em 1988, cientistas usaram o método do Carbono 14 e determinaram que a relíquia seria do século 13 ou 14. Depois, outros especialistas disseram que o teste não era válido porque o material teria sofrido influência de dois incêndios e outros detalhes impedindo uma definição exata da época.
Daí que eu fico chateado. Não com o fato de ser ou não o manto que cobriu Jesus. Aborreço-me porque não consigo mais acreditar em nada. Se Sócrates vivesse hoje, repetiria que "só sei que nada sei". Mesmo com o avanço da ciência, das técnicas de pesquisa, nunca se chega a uma definição. Olhem o caso da chegada do homem à Lua. Depois de tanta discussão, não tenho certeza de que os americanos estiveram mesmo lá. Como São Tomé, só acreditaria se pudesse ver os restos deixados pelos astronautas no satélite natural da Terra. Se uma nova expedição à Lua mostrasse o jipe e a bandeira deixados lá, eu acreditaria. Ou não.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

UMA POESIA GENIAL DE CLARICE LISPECTOR

"Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...

Clarice Lispector



A grande curiosidade do texto está no fato de que, ao ser lida de baixo para cima, o texto passa a ter o sentido exatamente contrário.


QUEM É A ESCRITORA


Clarice Lispector nasceu em Tchetchelnik, na Ucrânia, no dia 10 de dezembro de 1920 e recebeu o nome de Haia Lispector, terceira filha de Pinkouss e de Mania Lispector. Seu nascimento ocorreu durante a viagem de emigração da família em direção à América. Em 1922, a família chega a Maceió. Haia muda de nome para Clarice. Depois de morar em Pernambuco, Clarice, o pai e a irmã Tana, se mudam para o Rio. Teve seu primeiro conto, Triunfo, publicado em 1940. Trabalhou no jornal A Noite. Casou-se com o colega de faculdade Maury Gurgel Valente, conclui o curso de Direito. Morou em Belém do Pará, Nápolis (Itália), Paris (França), Berna (Suíça) Torquay (Inglaterra). Em 1959, separou-se. No mesmo ano, iniciou uma coluna no Jornal Correio da Manhã, no Rio.
Clarice morreu no Rio, no dia 9 de dezembro de 1977, um dia antes do seu 57° aniversário vitimada por uma súbita obstrução intestinal, de origem desconhecida que, depois, veio-se a saber, ter sido motivada por um adenocarcinoma (câncer) de ovário irreversível.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

DIA DA ÁRVORE

Li em alguns sites que Porto Alegre seria a cidade mais arborizada do Brasil. Mas também vi o mesmo em relação a outras cidades como Goiânia e João Pessoa. Mesmo que a capital gaúcha não seja mesmo a mais arborizada, é certo de que tem um número considerável de árvores e isso me deixa bastante satisfeito.
Hoje, no Dia da Árvore, lembrei de uma poesia que li um dia no pátio da Sociedade Ginástica Porto Alegre, a Sogipa. Auxiliado pelo Google, consegui recuperar o texto, que mostro a seguir:


Tu que passa e levantas contra mim teu braço,
antes de fazer-me mal,
olha-me bem.
Eu sou o calor de teu lar nas noites frias de inverno.
Eu sou a sombra amiga que te protege contra o sol.
Meus frutos saciam tua fome e acalmam tua sede.
Eu sou a viga que suporta o teto de tua casa,
a tábua de tua mesa,
a cama em que descansas,
sou cabo de tuas ferramentas,
a porta de tua casa.
Quando nasces tenho madeira para o teu berço,
quando morres,
em forma de ataúde,
ainda te acompanho ao seio da terra.
Sou pão de bondade e flor de beleza.
Se me amas como mereço,
defende-me contra os insensatos.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

PARA ENTENDER ALGUMAS PALAVRAS DITAS NO ACAMPAMENTO FARROUPILHA

                                 Acrescentado em 1º/10/2011

   Piquete - Originalmente é um pequeno pedaço de campo, próximo ao galpão, que serve para manter os cavalos que são usados na lida. No espaço reduzido de campo, fica mais fácil pegá-los para encilhá-los.
Provavelmente a palavra deriva de "campo picado", isto é, repartido em tamanho pequeno. Por extensão, piquete é um pequeno CTG. No Acampamento Farroupilha, é cada um dos lotes ocupados pelos tradicionalistas.

    Chasque - Era o tipo de correio antigo. Era o sistema de recados e entregas de cargas. Chasqueiro era o cavaleiro encarregado de levar notícias, cartas e objetos de um lugar distante para outro.

   Chaira - Ferramenta de aço para afiar facas. Algumas têm cabo de madeira e a barra de aço, que é usada para ser raspada na faca.


   Mangrulho - É um patamar de madeira tosca, bastante alto, construído para permitir uma visão mais ampla do lugar. De cima da armação, pode-se perceber quem está chegando ou circulando pela área.

   Barbela - Parte do freio do cavalo que passa por baixo do queixo do animal, por assim dizer pela barba, daí o nome.

  Xergão - Peça de pano rústico que fica entre o pelo do cavalo e a parte seguinte do arreio - a carona, que é uma peça de couro sobre a qual é colocado o lombilho ou a sela. Acima vai a cincha (espécie de correia que passa por baixo da barriga do cavalo), o pelego (couro com lã de ovelha, para dar conforto ao cavaleiro), apertado pela sobrecincha.

Tobiano - Cavalo com manchas brancas sobre o pelo escuro ou vermelho. O nome deriva do Brigadeiro Tobias de Aguiar que, em 1842 se reuniu aos partidários do revolucionário farroupilha Bento Gonçalves e presenteou um cidadão de Cruz Alta (RS) com animais de pelo desta natureza.

    Mandalete - Garoto encarregado de levar e trazer recados. Uma espécie de contínuo ou office-boy do campo. Entre outras atividades, fazia o papel do telegrama ou do telefone em tempos antigos. Antes da chegada do celular, o campo tinha o "vou mandar o moleque lá".
   Pilcha - É como o gaúcho chama a sua indumentária. O taura está bem pilchado se usa chapéu com barbicacho (tirinha trançada que prende o chapéu por baixo do queixo), camisa, lenço branco ou vermelho no pescoço atado com um nó (são vários tipos de nós), bombacha, bota de couro e, se estiver a cavalo, esporas. Se está frio, usa um poncho ou um bichará. E um cinto largo de couro chamado de guaiaca com compartimentos para moedas, balas de revólver e outros objetos miúdos.
   Calaveira - Indivíduo viciado em jogo, mais especificamente o de cartas ou do osso.
   Bochincho - Confusão causada por desentendimentos que se transforma em briga.

   Se você tem curiosidade em saber o significado de outros vocábulos ou expressões gauchescas e não conseguiu satisfazê-la pelo google ou dicionários, envie para o Vida Curiosa, que iremos atrás com muita alegria.






quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O PESSOAL CONTINUA UTILIZANDO O TERMO "VÍTIMA FATAL"

Com o surgimento da gripe Influenza A- H1 N1, o pessoal de rádio, televisão e até de jornal intensifica o erro de chamar os mortos de "vítimas fatais":

A expressão "vítima fatal" não existe. Fatal vem do latim fatale e significa "que mata", "que causa morte" e não que morre. Ao dizerem ou escreverem que há mortos em acidentes, não conseguem uma outra maneira para expressar essa ideia e, por isso, referem-se a vítimas fatais. 
Existem casos fatais, acidentes fatais, mas não vítimas fatais. Brincando, poderia se chamar de vítima fatal a uma pessoa extremamente gorda que cai de um edifício de oito andares em cima de outra pessoa.
Por falar em gripe A, alguns colegas de rádio e tevê pronunciam "influenza" quando na verdade, o som certo é "influença", já que a palavra é espanhola. Em espanhol, a letra z (zeta) tem som de dois esses ou c cedilha.

domingo, 23 de agosto de 2009

DOS ESCRITOS NAS PAREDES

Sou totalmente contra esses idiotas que riscam nas paredes. É como se o ser humano regredisse, involuísse de tal forma que repetem os atos dos homens das cavernas. O que me irrita é o fato de perderem o senso total ao riscarem as casas dos outros. Como se sentiriam se alguém riscasse as paredes de suas residências? Além disso que falei, tem ainda o fato de que não vejo qualquer criatividade ou talento nesses rabiscos que normalmente são recados para as tribos (olha os homens das cavernas aí) sem qualquer sinal de inteligência.
Uma exceção foram duas frases escritas num muro na Avenida Mauá, não naquele questionado muro da enchente, mas em um prédio no outro lado da rua, no centro de Porto Alegre. Alguém rabiscou primeiro:
- Quem come carne é assassino!


Aí outro, com outra tipo de letra e outra tinta, complementou:
E quem veste couro também!


Fiquei imaginando se o primeiro, ao rabiscar a primeira frase, usava bota ou jaqueta de couro ou cinto. Se é vegetariano ou se apenas escreveu para inticar (como se dizia lá em Bagé) com quem gosta de um bom churrasco. A discussão me pareceu interessante.

sábado, 22 de agosto de 2009

CAMINHADA EM FAVOR DOS EXCEPCIONAIS


Acabei de chegar da II Caminhada Solidária da APAE, realizada na manhã deste sábado na na Usina do Gasômetro. Cerca de 1.000 pessoas participaram do evento, vestindo as camisetas adquiridas a R$ 10,00 em benefício da entidade.
Entre os participantes estava a estrela do atletismo brasileiro Daiane dos Santos. Vi também, e não podia deixar de ver já que tem mais de dois metros de altura, o vice-prefeito de Porto Alegre, José Fortunati.
No meio do percurso, de aproximadamente dois quilômetros, ida e volta da usina até a rotatória da Avenida Augusto de Carvalho, foram distribuídos copos de água para os participantes. Assim que a água ia sendo consumida, jovens voluntárias recolhiam os copos em sacos de lixo. O trajeto da caminhada terminou limpinho como estava no início, diferentemente das outras manifestações que vemos pela cidade em que os caminhos ficam abarrotados de embalagens de copos e de bebidas. Uma ambulância também se postou nas proximidades para o caso de alguma eventualidade. Além do apoio de colaboradores, a organização do evento foi exemplo para outras atividades.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

PARA QUEM GOSTA DE POESIAS

Quem gosta de fazer poesias e gostaria de ser lido sem preconceito por milhares de pessoas pode se inscrever no Projeto No Onibus e no Trem, da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre. As inscrições para a 18ª edição do projeto estão abertas até o próximo dia 24 de agosto, inclusive pela Internet. Quem quiser, poderá entregar sua obra diretamente no Centro Municipal de Cultura, na Avenida Erico Verissimo, 307 ou mandar pelo correio. O edital do concurso está disponível no siste http://www.portoalegre.rs.gov.br/smc. Mais informações poderão ser obtidas pelo telefone (051) 3289-8074 e ainda pelo e-mail poemasonibus@smc.prefpoa.com.br


Tenho acompanhado as publicações. Uma grande parte não me chamou a minha atenção. Não sei se foi por incapacidade minha. Mas gostei muito de outras. Duas delas, de edições anteriores, publiquei aqui no vidacuriosa. Da edição que está circulando nos ônibus e no metrô, gostei muito da poesia que reproduzo abaixo, de autoria do professor pernambucano Carlos Alberto de Assis Cavalcanti.

A VIDA EM CENAS

No circo, o homem pinta a cara
e faz piruetas para o povo sorrir;
no palco, o homem, num ato cênico,
teatraliza o real para o povo se divertir;
no palanque, o homem, num ato cínico,
realiza, teatral, o seu projeto pessoal,
com a cara lisa e o bolso cheio
do real alheio;
e ao povo enganado, nem pão nem circo.

Carlos Alberto de Assis Cavalcanti

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

UM EXEMPLO DE JORNALISMO RESPONSÁVEL

Alguns dos jornalistas que conheço usam sua carreira apenas em benefício próprio. Fazem grandes matérias, emitem opiniões controvertidas com o único objetivo de ganharem fama. Não cumprem sua missão de ajudar a melhorar o mundo, combater as injustiças, restabelecer a verdade e impedir que a mentira e a corrupção prevaleça. Mas há, também, jornalistas que se preocupam mesmo com a verdade, que desejam modificar o que está errado e que não têm medo de contrariar os corruptos, os egoístas, os fanfarrões, os oportunistas e todos aqueles que utilizam o poder em benefício próprio e exclusivo.
Um desses grandes jornalistas é meu colega Antônio Carlos Macedo, que apresenta o programa Chamada Geral, na Rádio Gaúcha e mantém uma coluna diária - Chamada das Ruas - no Diário Gaúcho. Seu trabalho dignifica a categoria, e tenho grande orgulho de ser seu colega. Um exemplo do trabalho dele está na coluna de hoje (14 de agosto) no Diário Gaúcho, que tenho o prazer de compartilhar:




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Dedo na moleira
O brasileiro fura fila, passa o sinal fechado, dirige após beber e joga lixo na rua, rios e arroios. Faz gato de luz, água e televisão a cabo. Revende o vale-transporte e o vale-refeição. Mente que está doente para ganhar atestado médico e faltar ao serviço. Compra recibo para abater na declaração de renda.
Dispensa nota fiscal em troca de desconto. Adultera o hodômetro do carro para valorizá-lo na revenda. Nas viagens de trabalho, pede nota fiscal acima do gasto para embolsar a diária. Leva material de escritório da empresa para a família usar em casa. Estaciona nas vagas reservadas a deficientes físicos e gestantes. Compra produtos piratas e pede cadeia para o traficante, mas financia o tráfico como consumidor de drogas
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Fila de corruptos
Faz tudo isso e muito mais. E ainda se escandaliza com a maracutaia patrocinada pelos políticos, como se estes fossem filhos de chocadeiras e não representantes de uma sociedade cheia de mazelas.
O puxão de orelhas, de autor desconhecido, circula na internet, pondo o dedo na moleira de todos que, hipocritamente, cobram dos outros a honestidade que dispensam no seu cotidiano. O alerta não serve de alvará para os escândalos patrocinados dos políticos. Mas mostra que a mudança que exigimos deles deve começar por nós. Pois de nada adianta substituir um corrupto por outro igualmente sequioso para meter a mão no dinheiro público.
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

DIFERENÇAS NA LINGUAGEM ENTRE BRASIL E PORTUGAL

                                                        Acrescentado em 26/10/2016

Há pessoas que são providas de caráter e comportamento tão elogiáveis que, ao saírem da área de convivência da gente, deixam um vazio difícil de preencher. A jornalista Janaína Kalsing, 26 anos, é assim. Seu sorriso, seu alto astral e sua inteligência se destacam em qualquer lugar que esteja. Atualmente ela está a morar em Portugal há cinco meses, cursando o segundo semestre do Mestrado em Ciências da Comunicação - Estudos dos Media e Jornalismo, da Universidade Nova de Lisboa.
Na semana passada, mandei um email pra ela me contar como estava e aproveitei para explorá-la um pouquinho. Sempre tive curiosidade sobre as diferenças de significado de palavras entre o português do Brasil e o de Portugal e Além-Mar. Solícita, como sempre, ela me enviou uma lista, que passo a apresentar. Quem pretende conhecer Portugal, pode aproveitar essa dica para evitar alguma mancada na terra de Camões.


Em 2013, fiz o mesmo pedido ao meu ex-colega de Redação Luís Fernando Assunção, que está fazendo estágio de doutorado em Covilhã, interior de Portugal. Acrescentei na lista abaixo, alguns nomes que ele me enviou. No final do texto, comentário de Luís Fernando sobre o assunto:

No Brasil                                Em Portugal


Açougue............................... .Casa de Talho
Aeromoça...............................Hospedeira
Gari.......................................Almeida
Banheiro................................ Casa de Banho (Banheiro é salva-vidas)
Bobo......................................Parvo
Bonito....................................Giro

Breque (parada).......................Travão (Breque em Portugal é peido)
Bunda..(Influência africana).......Cu ou rabo
Café da manhã........................Pequeno-almoço
Cafezinho...............................Bica
Calcinha.................................Cueca
Camisa...................................Camisola
Camisinha (preservativo)..........Durex
Canudinho...............................Palhinha
Carpete...................................Alcatifa
Casa.......................................Vivenda
Cueca.....................................Boxer

Camiseta................................T-Shirt
Celular....................................Telemóvel 
Chiclé.....................................Pastilha
Chope.....................................Imperial

Encanador ...............................Canalizador
Esparadrapo............................ Adesivo
Estação Rodoviária...................Central de Camionagem
Fila...................................... ..Bicha
Fone de ouvido....................... Auriculares
Fofocar...................................Coscuvilhar
Garçom...................................Empregado de mesa Grampeador............................Agrafador
Injeção...................................Pica
Homem..................................Gajo
Legal......................................Fixe
Muito legal............................. Bué fixe
Gramado............................... Relvado
Guarda-chuva.........................Chapéu-de-chuva ou chapéu
Guri.......................................Puto
Marcha a ré ........................... Marcha atrás.

Milho Verde............................Milho doce
Ônibus.................................. Autocarro
Pãozinho................................Carcaça

Papai Noel..............................Pai Natal
Ponto (parada) de ônibus.........Paragem
Menino pequeno (antes da a

adolescência...........................Miúdo
Guris ou meninos maiores........Puto
Puto (chulo para homossexual).Paneleiro
Propinas................................Impostos
Salva-vidas............................Nadador salvador, banheiro ou banheira
Sorvete.................................Gelado
Suco.....................................Sumo
Tapete (solto)........................Carpete

Tela (de tevê)........................Ecrã
Terno (casaco,calça e gravata) Fato

Time.....................................Equipa
Torrada.................................Tosta
Torcedores............................Adeptos
Time.....................................Equipa
Transplante...........................Transplantação
Trem ................................... Comboio

Vestiário............................... Balneário
Xícara...................................Chávena

Outro dia vi, no blog Afro-Ibero-Pindorama, se não me falha o google, uma frase contendo algumas das expressões que não consegui relatar acima:"Ó pá, manda um canalizador para reparar o autoclisma da retrete."
Traduzindo para o português do Brasil, mais especialmente do gaúcho:
'Tchê, me manda um encanador para consertar a descarga do banheiro."

Comentário de Luís Fernando Assunção (2013):
 "Conforme o seu pedido, seguem alguns termos colhidos nas minhas primeiras semanas em Portugal. Lembrando que estou no interior do país (Covilhã), e muitas gírias, como o fixe, por exemplo, servem apenas para a capital, Lisboa. Notei também o "abrasileiramento" de termos nativos, muito em função das novelas brasileiras que fazem sucesso por aqui. Então muitas palavras brasileiras já estão sendo incorporadas ao dia a dia do português. Um exemplo: fila. Antigamente, eles falavam bicha, mas já incorporaram em seu linguajar a palavra fila. Outro exemplo é o próprio guarda-chuva, que antes só era conhecido como chapéu por aqui. Abraços.

Curiosidade do Cinema: Em Portugal, a dupla Gordo e o Magro se chama Bucha e Estica. E os Três Patetas são Os Três Estarolas.





DIFERENÇAS NA LINGUAGEM ENTRE BRASIL E PORTUGAL

                                                        Acrescentado em 27/7/2013

Há pessoas que são providas de caráter e comportamento tão elogiáveis que, ao saírem da área de convivência da gente, deixam um vazio difícil de preencher. A jornalista Janaína Kalsing, 26 anos, é assim. Seu sorriso, seu alto astral e sua inteligência se destacam em qualquer lugar que esteja. Atualmente ela está a morar em Portugal há cinco meses, cursando o segundo semestre do Mestrado em Ciências da Comunicação - Estudos dos Media e Jornalismo, da Universidade Nova de Lisboa.
Na semana passada, mandei um email pra ela me contar como estava e aproveitei para explorá-la um pouquinho. Sempre tive curiosidade sobre as diferenças de significado de palavras entre o português do Brasil e o de Portugal e Além-Mar. Solícita, como sempre, ela me enviou uma lista, que passo a apresentar. Quem pretende conhecer Portugal, pode aproveitar essa dica para evitar alguma mancada na terra de Camões.


Em 2013, fiz o mesmo pedido ao meu ex-colega de Redação Luís Fernando Assunção, que está fazendo estágio de doutorado em Covilhã, interior de Portugal. Acrescentei na lista abaixo, alguns nomes que ele me enviou. No final do texto, comentário de Luís Fernando sobre o assunto:

No Brasil                                Em Portugal


Açougue............................... .Casa de Talho
Aeromoça...............................Hospedeira
Gari.......................................Almeida
Banheiro................................ Casa de Banho (Banheiro é salva-vidas)
Bobo......................................Parvo
Bonito....................................Giro

Breque (parada).......................Travão (Breque em Portugal é peido)
Bunda..(Influência africana).......Cu ou rabo
Café da manhã........................Pequeno-almoço
Cafezinho...............................Bica
Calcinha.................................Cueca
Camisa...................................Camisola
Camisinha (preservativo)..........Durex
Canudinho...............................Palhinha
Carpete...................................Alcatifa
Casa.......................................Vivenda
Cueca.....................................Boxer

Camiseta................................T-Shirt
Celular....................................Telemóvel 
Chiclé.....................................Pastilha
Chope.....................................Imperial

Encanador ...............................Canalizador
Esparadrapo............................ Adesivo
Estação Rodoviária...................Central de Camionagem
Fila...................................... ..Bicha
Fone de ouvido....................... Auriculares
Fofocar...................................Coscuvilhar
Garçom...................................Empregado de mesa Grampeador............................Agrafador
Injeção...................................Pica
Homem..................................Gajo
Legal......................................Fixe
Muito legal............................. Bué fixe
Gramado............................... Relvado
Guarda-chuva.........................Chapéu-de-chuva ou chapéu
Guri.......................................Puto
Marcha a ré ........................... Marcha atrás.

Milho Verde............................Milho doce
Ônibus.................................. Autocarro
Pãozinho................................Carcaça

Papai Noel..............................Pai Natal
Ponto (parada) de ônibus.........Paragem
Menino pequeno (antes da a

adolescência...........................Miúdo
Guris ou meninos maiores........Puto
Puto (chulo para homossexual).Paneleiro
Propinas................................Impostos
Salva-vidas............................Nadador salvador, banheiro ou banheira
Sorvete.................................Gelado
Suco.....................................Sumo
Tapete (solto)........................Carpete

Tela (de tevê)........................Ecrã
Terno (casaco,calça e gravata) Fato

Time.....................................Equipa
Torrada.................................Tosta
Torcedores............................Adeptos
Time.....................................Equipa
Transplante...........................Transplantação
Trem ................................... Comboio

Vestiário............................... Balneário
Xícara...................................Chávena

Outro dia vi, no blog Afro-Ibero-Pindorama, se não me falha o google, uma frase contendo algumas das expressões que não consegui relatar acima:"Ó pá, manda um canalizador para reparar o autoclisma da retrete."
Traduzindo para o português do Brasil, mais especialmente do gaúcho:
'Tchê, me manda um encanador para consertar a descarga do banheiro."

Comentário de Luís Fernando Assunção (2013):
 "Conforme o seu pedido, seguem alguns termos colhidos nas minhas primeiras semanas em Portugal. Lembrando que estou no interior do país (Covilhã), e muitas gírias, como o fixe, por exemplo, servem apenas para a capital, Lisboa. Notei também o "abrasileiramento" de termos nativos, muito em função das novelas brasileiras que fazem sucesso por aqui. Então muitas palavras brasileiras já estão sendo incorporadas ao dia a dia do português. Um exemplo: fila. Antigamente, eles falavam bicha, mas já incorporaram em seu linguajar a palavra fila. Outro exemplo é o próprio guarda-chuva, que antes só era conhecido como chapéu por aqui. Abraços.

Curiosidade do Cinema: Em Portugal, a dupla Gordo e o Magro se chama Bucha & Estica. E os Três Patetas são





quarta-feira, 29 de julho de 2009

SEMELHANÇAS ENTRE OS ASSASSINATOS DE JOSÉ ANTÔNIO DAUDT E MARCO ANTÔNIO BECKER


Em 4 de junho de 1988, por volta das 22h30min, o jornalista José Antônio Lopes Daudt, 48 anos, foi morto a tiro na Capital
Em 4 de dezembro de 2009, por volta das 22h30min, o médico Marco Antônio Becker, 60 anos, foi morto a tiros na Capital
Daudt foi atingido depois de ter saído de um restaurante
Becker foi baleado logo após sair de um restaurante


Médicos No Caso Daudt há médico envolvido: Dexheimer foi julgado e absolvido por falta de provas.
No Caso Becker há um médico envolvido: a própria vítima.

Brigada No Caso Daudt tem Brigada Militar envolvida (PMs chegaram a ser suspeitos do crime)
No Caso Becker também há PMs envolvidos (cartucho da pistola pertenceria à Brigada Militar)

Polêmicos Daudt era, além de jornalista, político. Ocupava uma cadeira de deputado estadual
Becker, além de integrar o conselho regional de Medicina, também era político: foi vereador em Novo Hamburgo

Daudt era homossexual enrustido
Becker era homossexual enrustido.
O Caso Daudt prescreveu em 4 de julho de 2008
O Caso Becker prescreve em 2029.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

MAIS UM DESAPARECIDO


Osvaldo Aquino de Souza, 79 anos, está desaparecido desde o dia 14 deste mês, quando saiu de casa em Canoas. Seu Osvaldo sofre de Mal de Alzheimer e diabetes. A família está procurando por todos os lugares onde ele poderia estar. E nada.A medida que o tempo passa, fica mais difícil encontrá-lo. Se vocês repassar essa informação para seus amigos, quem sabe a gente não consegue localizá-lo. Qualquer informação sobre ele pode ser dada para o telefone 9604-7608.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

VIDA MODERNA - COMPORTAMENTO ANTIGO

Os meios de comunicação instantânea como MSN e outras mensagens eletrônicas caíram como uma luva para as pessoas que adoram falar mal da vida alheia: agora não precisam sussurar nem se dependurar nas orelhas dos ouvintes das fofocas.

terça-feira, 14 de julho de 2009

UMA HOMENAGEM AO REI

Neste ano em que se completa meio século da carreira de Roberto Carlos, eu não poderia deixar de fazer uma homenagem aqui. Sou fã do Rei. Não desses que têm todos dos discos, dvds, filmes, cartazes e reportagens. Gosto das músicas dele, especialmente no período da Jovem Guarda e no período romântico. O nome de uma de suas músicas, Detalhes, composição dele e do Erasmo, está aqui no blog entre as minhas favoritas. Não me importo se o Roberto tem manias. Todo mundo tem defeitos. Não tenho ídolos, mas gosto das músicas dele e ponto.
Sobre o problema da falta do pé direito, acho que ele tem todo o direito de não querer falar sobre isso. A vida é dele. Se nunca fez questão de comentar o acidente com o trem na infância em Cachoeiro do Itapemirim, ele é que sabe. Entendo que, na época, poderia sofrer preconceito. Ainda hoje, pessoas com todas as partes originais do corpo tripudiam sobre deficientes, fazem piadas de mau gosto. Imagine no passado em que o preconceito era ainda maior.
Não tenho o direito de exigir que o Roberto fale sobre essa questão. Apenas fico imaginando que o fato de admitir a falta do pé poderia ajudar psicologicamente outras pessoas com o mesmo tipo de deficiência ou até que têm dificuldades menores e que se deixam abater.
Como homenagem ao Rei Roberto Carlos, publico aqui a letra de uma das suas melhores músicas. Mudei alguma coisa nela, como o foco, sem alterar quase nada da letra. Na parte em que fala que ela jamais vai me esquecer, mudei para eu jamais a esquecerei. Onde diz você, troquei para tu, como falamos no Rio Grande do Sul.

Detalhes
Roberto e Erasmo Carlos

Não, não adianta nem tentar
te esquecer.
Durante muito tempo
em minha vida
tu vais viver...
Detalhes tão pequenos de nós dois
são coisas muito grandes
pra esquecer
E a toda hora vão
estar presentes
Sei que vou ver...
Se uma outra garota
aparecer na minha rua
E isto me trouxer
saudades tuas
A culpa é tua...
Ao ver o  belo vestido que ela usa
ou o sorriso lindo
ou coisa assim
imediatamente tua lembrança
volta pra mim.
Eu sei que uma outra
já está falando
ao meu ouvido
palavras de amor
como falaste
mas eu duvido!
Duvido que ela tenha
tanto amor
e até os erros
do teu português ruim
E nessa hora tua lembrança
volta pra mim.
À noite envolvido
no silêncio do meu quarto,
antes de dormir ainda procuro
o teu retrato.
Mas da moldura não és tu
quem me sorri,
mas eu vejo o teu sorriso
mesmo assim.
E tudo isso vai fazer tua lembrança
voltar pra mim.
Se alguém tocar
meu corpo como tu,

não digo nada
Não vou dizer
teu nome sem querer
à pessoa errada...
Pensando ter amor
nesse momento
desesperado tento até o fim
E até nesse momento tua lembrança
volta pra mim.
Eu sei que esses detalhes
vão sumir na longa estrada
do tempo que transforma
todo amor em quase nada
Mas "quase"
também é mais um detalhe
Um grande amor
não vai morrer assim.
Por isso
De vez em quando tua lembrança
Volta pra mim...
Não, não adianta nem tentar
te esquecer
Durante muito
Muito tempo em minha vida
Tu vais viver
Não, não adianta nem tentar
Te esquecer...


O Original: Detalhes: De Roberto e Erasmo

Não adianta nem tentar
Me esquecer
Durante muito tempo
Em sua vida
Eu vou viver...

Detalhes tão pequenos
De nós dois
São coisas muito grandes
Prá esquecer
E a toda hora vão
Estar presentes
Você vai ver...

Se um outro cabeludo
Aparecer na sua rua
E isto lhe trouxer
Saudades minhas
A culpa é sua...

O ronco barulhento
Do seu carro
A velha calça desbotada
Ou coisa assim
Imediatamente você vai
Lembrar de mim...

Eu sei que um outro
Deve estar falando
Ao seu ouvido
Palavras de amor
Como eu falei
Mas eu duvido!
Duvido que ele tenha
Tanto amor
E até os erros
Do meu português ruim
E nessa hora você vai
Lembrar de mim...

A noite envolvida
No silêncio do seu quarto
Antes de dormir você procura
O meu retrato
Mas da moldura não sou eu
Quem lhe sorri
Mas você vê o meu sorriso
Mesmo assim
E tudo isso vai fazer você
Lembrar de mim...


Se alguém tocar
Seu corpo como eu
Não diga nada
Não vá dizer
Meu nome sem querer
À pessoa errada...

Pensando ter amor
Nesse momento
Desesperada você
Tenta até o fim
E até nesse momento você vai
Lembrar de mim...

Eu sei que esses detalhes
Vão sumir na longa estrada
Do tempo que transforma
Todo amor em quase nada
Mas "quase"
Também é mais um detalhe
Um grande amor
Não vai morrer assim
Por isso
De vez em quando você vai
Vai lembrar de mim...

Não adianta nem tentar
Me esquecer
Durante muito
Muito tempo em sua vida
Eu vou viver
Não, não adianta nem tentar
Me esquecer...


sexta-feira, 10 de julho de 2009

CONTINUO COM A VELHA MANIA DE QUERER MODIFICAR O MUNDO

O sofá da sala
Ao analisar dois episódios que estão em discussão na Capital, veio-me à lembrança a velha piada do sofá da sala. Como tem gente que não a conhece, resumo: ao surpreender a esposa traindo-o na sala, o marido precisava tomar uma providência imediata: e tirou o sofá do local. Certamente não impediu a continuação da traição e nem ele nem mais ninguém conseguiu sentar-se confortavelmente na sala. Da mesma forma, autoridades reagem em relação ao passe-livre. Sob o argumento que nos dias de passe gratuito há muita balbúrdia nos ônibus, algumas pessoas querem acabaram com a medida que permite famílias aproveitarem alguns fins de semana para visitar parentes ou simplesmente sair de casa.
Alguém dirá: é incrível o que acontece nos ônibus nesses dias. Concordo. Mas daí simplesmente acabar com a decisão que beneficia os mais pobres não é correta. O que é preciso fazer é promover a segurança nos ônibus nos dias de passe-livre. Nesses dias, nunca vejo alguma ação policial para proteger as pessoas decentes que procuram os ônibus para passear ou resolver alguns assuntos pendentes.
Outro fato parecido é no futebol. Está se encaminhando uma tendência para realizar jogos com apenas uma torcida, apenas do time local. O motivo é a violência, que está cada vez maior nos estádios de todo o país. Só uma torcida não irá garantir a paz _ tenho visto brigas e confusões entre torcedores do mesmo clube. É preciso reverter esse clima de violência desenvolvido por torcedores interessados mais em brigar do que assistir ao jogo. Não adianta tirar torcedores, é preciso fazer uma campanha para melhorar o comportamento e reprimir aqueles que vão aos estádios com o único objetivo de brigar, bater e assaltar. Mas com o cuidado de não cometer excessos ou injustiças.
Publicado no Diário Gaúcho no dia 10/7/2009

Falando um pouco mais
Não deu para incluir, por falta de espaço, mas entendo o interesse de uma parte da sociedade em retirar esse benefício para as camadas mais desfavorecidas. Para os empresários do setor de transporte, quando menos isenções, menores são as despesas e maiores os lucros. Há algumas pessoas também contrárias à existência de passe livre nos ônibus que nada ganhariam com modificação no sistema. Afinal, não usam ônibus nem seus parentes usam. Não podem nem dizer, como alguns que pagam passagem que estão financiando o transporte para os outros. É que não suportam ver o povo ter alguma ajuda, ainda que seja mínima e a custo de polêmica. Para esses, quem não tem dinheiro, têm que passar fome, andar a pé e resgardar-se em seus apertados barracos. Sem essa de se misturar a quem "leva o país nas costas".

quarta-feira, 8 de julho de 2009

SOBRE OS FILHOS

Na semana passada, envolto em meus pensamentos, remexendo idéias do passado, veio-me à mente uma poesia do Gibran Khalil Gibran, de um livro que eu li quando ainda estava no chamado curso científico no Colégio Júlio de Castilhos. Como trabalho da disciplina de português, encenamos uma peça de autoria do colega Ivo Renato
D'Ávila França (com quem nunca mais tive contato), chamada Guerra Sã. Terminava o ano de 1972. Uma poesia do Gibran era lida no espetáculo, eu a decorei e nunca mais esqueci. Ontem, recebi entre os inúmeros e-mails, um de minha irmã Sandra em que me repassava justamente um texto com a poesia do poeta libanês.



Vossos filhos não são vossos filhos
são os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós,
e embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
pois suas almas moram na mansão do amanhã,
que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles,
mas não procureis fazê-los como vós,
porque a vida não anda para trás
e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados
como
flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito
e vos estica com toda a sua força,
para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro
seja vossa alegria: pois assim como ele ama a flecha que voa,
ama também o arco que permanece estável.

QUEM FOI GIBRAN

Gibran Khalil Gibran nasceu, em 6 de janeiro 1883, em Bsharri, nas montanhas do Líbano, região então dominada pelo Império Turco Otomano, há milênios conturbada e há milênios preocupada com o fenômeno filosófico e religioso. Em 1894, ele se mudou para os Estados Unidos com a mãe, o irmão Pedro e as duas irmãs Mariana e Sultane. Foram morar em Boston. O pai permaneceu em Bsharri. Em 1898, voltou ao Líbano para completar seus estudos árabes e matriculou-se no Colégio da Sabedoria em Beirute. Ao diretor, que procurava acalmar sua ambição impaciente, dizendo-lhe que uma escada deve ser galgada degrau por degrau, Gibran respondeu: "Mas as águias não usam escadas!"
Em 1902, Gibran retornou para Boston. No ano seguinte morreu sua mãe e seu irmão. Gibran escrevia poemas e meditações para jornal árabe Al-Muhajer (O Emigrante), publicado em Boston. Seu estilo novo, cheio de música, imagens e símbolos, atraía-lhe a atenção do mundo árabe. Desenhava e pintava numa arte mística que lhe era própria. Uma exposição de seus primeiros quadros despertou o interesse de uma diretora de escola americana, Mary Haskell, que se ofereceu para custear seus estudos artísticos em Paris.
   Está bem, vou abreviar. Depois de publicar uma série de livros como o Louco, o Precursor, o Profeta, Areia e Espuma, Jesus, o Filho do Homem, Os Deuses da Terra, entre outros, Gibran morreu em 10 e abril de 1931, no Hospital São Vicente, em Nova Iork, após uma crise pulmonar.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

UMA PIADINHA PRA DESCONTRAIR

QUEM ERA A FREIRA?

Uma freira está cuidando de trigêmeos e os dispõe, lado a lado, sobre uma mesa para pôr supositórios. Logo após colocar o remédio em um deles, toca o telefone. Quando a freira se vira para atender, os trigêmos trocam de posição sobre a mesa. Ela fica confusa. Qual é o nome dela?












RESPOSTA:

Madre Teresa de CUALCUTÁ

terça-feira, 23 de junho de 2009

ESTRANHA COINCIDÊNCIA NA HISTÓRIA

Se tem algo que posso classificar de curioso é o texto que recebi pela Internet. Há algum tempo eu tomei conhecimento dessa curiosidade, mas não tinha tanto detalhe como agora. Gostaria de creditar a autoria, mas é daquelas coisas que vão rolando de e-mail para e-mail com cada um acrescentando alguma coisa.

COINCIDÊNCIAS NA HISTÓRIAS DE LINCOLN E KENNEDY


Abraham Lincoln foi eleito para o Congresso em 1846.





John F. Kennedy foi eleito para o Congresso em 1946.


Abraham Lincoln foi eleito Presidente em 1860.


John F. Kennedy foi eleito Presidente em 1960.

Ambos se preocupavam muito com, sobretudo, os direitos civis.
Ambas as suas esposas perderam crianças enquanto habitavam a casa branca.
Ambos os Presidentes foram assassinados numa sexta-feira.
Ambos os Presidentes levaram um tiro na cabeça.

E agora é que se torna mais estranho:

O secretário de Lincoln chamava-se Kennedy,
O secretário de Kennedy chamava-se Lincoln.
Ambos foram assassinados por alguém dos estados do Sul.
Ambos os presidentes foram sucedidos por um homem do sul chamado Johnson.

Andrew Johnson, que sucedeu a Lincoln, nasceu em 1808.






Lyndon Johnson, que sucedeu a Kennedy, nasceu em 1908.

John Wilkes Booth, que assassinou Lincoln, nasceu em 1839...




Lee Harvey Oswald, que assassinou Kennedy, nasceu em 1939...

Ambos os assassinos eram conhecidos pelos seus 3 nomes.

Ambos os seus nomes eram formados por 15 letras.


E olha só:
Lincoln foi assassinado num teatro chamado "Ford"
Kennedy foi assassinado num carro da marca Lincoln, feito pela "Ford"
Lincoln foi assassinado num teatro e o seu assassino correu para um armazém para se esconder. Kennedy foi assassinado a partir dum armazém e o seu assassino fugiu para um teatro e escondeu-se lá.
Booth e Oswald foram assassinados antes do seu processo.

E mais esta:

Uma semana antes de Lincoln ser assassinado, ele esteve em Monroe, no estado de Maryland
Um semana antes de Kennedy ser assassinado, ele esteve com Marilyn Monroe.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

SÓ NÃO ESTAMOS NO FUNDO DO POÇO PORQUE O POÇO NÃO TEM FUNDO

Quando a gente pensa que já viu tudo e acha que uma situação já é tão ruim que não pode piorar, eis que surge algo que apaga essa ideia. Foi o que aconteceu na semana passada. A soltura por parte da Justiça de ladrões de caminhões após prisões em flagrante em Canoas é um marco do caos no qual está se transformando a segurança gaúcha. É inaceitável a alegação de que os presídios estão superlotados e de que os criminosos presos não praticaram violência ou ameaça para cometer os furtos. Não teria sido violência o que sofreram os donos do caminhão (especialmente aqueles que usavam o veículo para sustentar suas famílias)? E, se olharmos por esse prisma, os grandes estelionatários que destrem este país não merecem ficar atrás das grades.
Eu entendo a posição do juiz de forçar a solução desse problema grave dos presídios. Mas é preciso encontrar urgentemente uma solução para o problema e não aumentar a insegurança da população. A decisão de liberar presos, embora os motivos sejam aceitáveis, não só aumenta o sentimento de impunidade, como acelera o número de criminosos em liberdade. Cadeia foi feita, em primeiro lugar, para segregar quem não tem a consciência de que pode fazer o que quer sem pensar nos direitos dos outros. Mais do que punição,a privação da liberdade deveira impedir a continuação dos crimes. E se eu já estava preocupado com a repetição continuada de foragidos do regime semiaberto envolvido com crimes, fico ainda mais perplexo.
Não posso deixar de observar que a população sofre sempre duas vezes quando o Estado e a totalidade do povo não cumpre suas suas obrigações. Sempre que é reivindicada alguma coisa, ainda que justa, a maneira de pressionar atinge colateralmente as próprias pessoas. São ônibus que param, são ruas trancadas, serviços que não funcionam.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

PARA QUEM GOSTA DE DESCOBRIR A ORIGEM DAS PALAVRAS

Capela é uma pequena igreja. Segundo a maioria dos estudiosos, a palavra é diminutivo de capa_ o nome teria sido aplicado a um santuário onde se achava a capa de São Martinho de Tours. Nos palácios reais, havia um armário onde se guardavam as capas dos nobres, chamada cappela. (Do livro Curiosidades, como se aprende, distraindo-se, de autoria de Valmiro Rodrigues Vidal, editado em 1963)
Quem era São Martinho de Tours? Segundo a wikipédia, ele era filho de um tribuno e comandante do exército romano. Nasceu e cresceu na cidade de Sabaria, Panónia (atual Hungria ), em 316, sob uma educação da religião pagã dos seus antepassados, deuses mitológicos venerados no Império Romano. Aos 10 anos de idade, entrou para o grupo dos catecúmenos (aqueles que estão se preparando para receber o batismo). Aos 15 anos de idade, e contra a própria vontade, teve de ingressar no exército romano e dirigir-se para a Gália (região na atual França). Foi nessa época que ocorreu o famoso episódio do manto. Um dia um mendigo que tiritava de frio pediu-lhe esmola e, como não tinha, o cavalariano cortou seu próprio manto com a espada, dando metade ao pedinte. Durante a noite o próprio Jesus lhe apareceu em sonho, usando o pedaço de manta que dera ao mendigo e agradeceu a Martinho por tê-lo aquecido no frio. Dessa noite em diante, ele decidiu que deixaria as fileiras militares para dedicar-se à religião. Ele se tornou bispo da cidade de Poitiers. Quatro mil igrejas eram dedicadas a ele na França, e o seu nome dado a milhares de localidades, povoados e vilas; como em toda a Europa, nas Américas, enfim em todo o mundo.


Agora, divagações minhas:

Entendo que faz sentido capela ser diminutivo de capa que, em latim, significa capuz, peça que cobria a cabeça das pessoas. A raiz da palavra, cap, dá idéia de cabeça, que, em latim vulgar, conforme o Dicionário Aurélio, é capitia. Daí surgiram palavras como capacete (do catalão cabasset pelo espanhol capacete, ainda segundo Aurélio), capelo (espécie de quépi usado em formaturas), capuz, capitão (que, em algum momento, foi o cabeça do exército) e capital (a cabeça, no sentido de liderança, de uma região ou país). A palavra capacidade também sugere qualidade de quem tem cabeça para fazer alguma coisa. Pode ser que algumas dessas deduções minhas não estejam certas, mas me parecem lógicas.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

CURIOSIDADE GRAMATICAL

Li em um blog, o seguinte desafio:

Utilizando um ponto e duas vírgulas, dê sentido à frase:


Maria toma banho porque sua mãe disse ela pegue a toalha.

(O autor do blog não deixou claro que era o criador do desafio e outras pessoas me disseram que já haviam lido isso, portanto não tenho a quem creditar a autoria). Resposta bem abaixo.



































Parece sem solução? Pense um pouquinho mais...




Tá bem aí vai a resposta:


Maria toma banho porque sua. Mãe, disse ela, pegue a toalha.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

VÍRGULA, CURIOSIDADE RECEBIDA POR E-MAIL

A campanha dos cem anos da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), inclui um texto bem legal sobre a vírgula


1. Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.


2. Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.


3. Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.


4. Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.


5. E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.


6. Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.


7. A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.


Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

Frase adicional repassada por e-mail

Se o homem soubesse o valor que tem a mulher andaria de quatro à sua procura.

Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER.
Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

MAIS FATOS QUE MEUS DOIS NEURÔNIOS NÃO ME DEIXAM ENTENDER

O Tico e o Teco, os meus dois neurônios sobreviventes, realmente não se entendem e, por isso, tenho dificuldade de compreender certas coisas. Uma delas é a atividade dos bancos.
Faz um mês e pouco que comecei a notar, no meu extrato, descontos de coisas que eu não havia gasto. Aí fiquei sabendo – o banco não me avisou – que, a partir da 11ª vez que eu fizesse saques no terminal bancário em um mês me cobrariam uma taxa de R$ 1, 40. Pior: Se o saque fosse na boca do caixa seria o dobro. Mas o que é isso? Quer dizer que usam o meu dinheiro e, quando eu quero retirá-lo ainda me cobram.
Ao me dar conta disso, pensei em trocar de banco, mas desisti. Fiquei sabendo em que essa técnica é comum em todos os bancos e que, em algumas instituições é ainda pior. Um banco privado cobra R$ 4,00 por saque que for feito a partir da sétima vez no mês.
Aí, quando leio nos jornais a propaganda sobre o grande lucro obtido neste ano pelo meu banco, eu fico fulo da vida. É parte do meu dinheiro que está indo para esse instituição. O que parece ser resultado de uma excelência de administração, na verdade é usurpação do povo.
Para escapar de pagar essa expropriação cometida pelo banco, o correntista pode tirar tudo de uma vez logo após o pagamento. E então corre o risco de ser assaltado ou até de não controlar direito as finanças. Mas, meu Deus, se a gente já paga manutenção de conta e altos juros, ainda tem que pagar para retirar o dinheiro do banco? Mas onde é que estamos?
Não entendo por que bancos têm esse privilégio de poder explorar o povo.


E OS CARTÓRIOS

Outro fato que me impressiona são os cartórios. Uma simples carimbada em um documento já nos custa uma fortuna. Um reconhecimentinho de firma, uma procuração redigida a mão para uma ação burocrática qualquer já é taxada de forma inexorável. Isso sem falar em negociações de venda de imóveis


Pergunto: por que os serviços de cartório são tão caros já que não têm gastos a não ser papel, que não se compara a um jornal, e pouquíssimos funcionários. Para onde vai esse dinheiro? Por que só algumas pessoas são eternas donas de cartórios? Se estou dizendo bobagem, por favor me corrijam. Eu devo estar errado e não conheço nada de nada.