domingo, 27 de maio de 2012

REFLEXÕES EM UMA MANHÃ DE ÓCIO

O ser humano é uma bactéria que se acha inteligente e habita um corpo vivo que ele próprio chama de Terra. Aos poucos, vai matando o seu hospedeiro. Ao retirar material das suas entranhas (água, petróleo, carvão, ouro e outros minerais) certamente um dia vai conseguir debilitá-la seriamente. Como o planeta é enorme em relação ao tamanho dessa "bactéria", o apocalipse acontecerá quando não estiverem mais aqui os homens atuais nem seus descendentes mais próximos, eles nem se importam com isso.
      Ao transformar o material em elementos para a sua comodidade (transporte, ornamento, embalagem para alimentos, etc), contamina o pulmão do hospedeiro, também chamado de Gaia, modificando elementos químicos e envenenando o ar e a água, vitais para a continuação da vida. Ao se reproduzir com velocidade vertiginosa, com suas ações enfraquece as demais partes do "corpo" da terra, condenando-a ao caos. E usa sua inteligência, não para impedir a destruição deste planeta, mas para descobrir outros no Universo, aí sim pensando em futuramente encontrar um novo hospedeiro para uma geração que não verá.
    Antropofágico, o ser humano tem em si próprio o único predador que poderá extingui-lo. Altamente competitivo e tomado por ambição de poder, seja de qual tamanho for, usa de todas as estratégias para tentar alcançar seu objetivo. Aproveita-se do dom da oratória e da expressão escrita e utiliza-se de artimanhas que não falham como politicagem, religião e outras capazes de inebriar semelhantes e colocá-lo sob seu domínio.
     Sob o manto de qualquer ideologia, seja de direita, esquerda ou qualquer outro tipo que se criou a partir de suas ações e pensamentos, o ser humano vem, através da história, cumprindo um rito já detectado por Charles Darwin: vence e sobrevive o mais apto nessa espécie de selva, que é a vida humana, escravizando os menos aptos.




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