A 42ª edição do Jomeex (Jogos Municipais dos Estudantes Excepcionais) de Porto Alegre, que estava marcada para o próximo sábado, no Departamento de Educação da Brigada Militar, foi adiada devido às previsões de chuva. Conforme a Apae-Rs, a realização dos jogos deverá ocorrer provavelmente no mês de setembro, em data ainda a ser divulgada.
Trata-se de uma coletânea de informações, trocadilhos, piadas, palíndromos, poesias, fotos e curiosidades em geral.
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
42º JOMEEX
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Os Jomeex anteriores foram realizados na sede campestre da Sesc |
A Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais, de Porto
Alegre, promove, no próximo dia 24, um sábado, a 42ª edição dos Jogos Municipais
dos Estudantes Excepcionais. O evento será realizado no Departamento de Ensino
da Brigada Militar, na Avenida Aparício Borges, 2001. Nas edições anteriores,
os jogos foram disputados na sede campestre do Sesc, no bairro Alto Petrópolis.
As atividades do 42º
Jomeex começarão às 9h com o desfile dos
participantes das escolas especiais de Porto Alegre, além de convidadas de
outras cidades. Após o hasteamento das bandeiras do município, do Estado, do
Brasil e da Apae e a entrada da tocha olímpica, os jogos serão declarados
abertos pelo presidente da entidade, Unírio Bernardi.
Conforme o regulamento da
competição, nove anos é a idade mínima dos participantes, sem limite máximo,
respeitando-se sempre as categorias. As competições vão começar com a prova de
pista (caminhada cadeirante) e terminará com a disputa dos 4 x 100m masculino.
Outras informações podem ser obtidas pelos endereços eletrônicos
jomeex2013@yahoo.com.br ou marketing@apaepoa.com.br.
sábado, 3 de agosto de 2013
A FESTA NO CÉU NO LINGUAJAR GAUDÉRIO
São Pedro, o capataz da estância Lá de Cima e padrinho do Rio Grande do Sul, um dia estava
olhando aqui pra baixo, sem nada pra fazer e estendeu a vista ao longo das
coxilhas. Achou o bicharedo meio triste, decidiu fazer uma festa no céu e
mandou um chasque para convidar os animais. Mas a grana estava curta, não tinha patrocinador e, por isso, que
viesse quem pudesse. Os que não tinham asas e os alados que não voavam, como o
avestruz, ficaram tristes. Menos o Sapo, que era um baita boca grande
e não se entregava assim no mais. Ele assegurou que não perdia essa festa “mas
de jeito nenhum”, nem que a vaca tossisse, espirrasse ou lacrimejasse. Ninguém acreditou nele.
Na véspera do dia da festa, o Sapo foi visitar seu compadre e amigo Corvo. Os dois tomaram chimarrão, cantaram ao som do violão do corvo, trocaram piadas e conversaram até o início da noite, mas nem tocaram no assunto da festa porque o Corvo estava chateado pelo fato de que o amigo não poderia ir. Por dentro, ele estava eufórico porque haveria comida e ele já estava cansado de só comer carniça.
Quando o sol se pôs, o Sapo se despediu do compadre. Saiu, fez que foi mas não foi e acabou não indo. Entrou por uma janela e se escondeu dentro do violão do Corvo. No outro dia, bem cedo, o Corvo, botou o violão nas costas e alçou voo em direção ao Céu. Ao chegar lá, encostou o violão num canto e se atirou nas comilanças. Tinha torresmo do bom, tinha bolinho de mandioca, até bolinho de chuva. O Sapo então saiu de dentro do violão e também se maravilhou com a comilança e a bebelança. Os outros animais também. Tinha um que não recusava nada: se perguntavam se ele queria cachorrinho-quente, ele dizia: quero-quero; se ofereciam negrinho, ele falava: quero-quero. Dona Coruja olhava tudo com os olhos arregalados. Estranhou principalmente o fato de o Sapo estar ali. Se não tinha asas, como é que o maula chegou ao Céu? Foi uma bailanta das boas.
Lá pelas tantas, no final da festa, o Sapo viu que o Corvo já estava se preparando para ir embora. Ele correu até o violão e entrou com dificuldades, já que havia comido muito. Apertou suas banhas daqui e dali e se ajeitou dentro da viola. O Corvo pegou o violão e empreendeu a viagem de descida. Achou que o instrumento musical estava muito pesado e que a volta estava mais difícil do que a subida.
Aí olhou dentro do violão e viu o Sapo. Mas era muita desfaçatez do compadre. O Corvo virou o violão, e o Sapo caiu, foi caindo, foi caindo e se estatelou em uma pedra. Aí o Corvo ficou com pena, foi na casa da Dona Coruja, que já tinha voltado, pegou agulha e linha e costurou o Sapo, que tinha ficado todo esbagaceado.
O compradre voltou a si, agradeceu e saiu pulando e gritando:
- Mas bá, bailanta no céu, nunca mais! Dizem que, por isso, o Sapo tem o corpo todo achatado que nem chinelo de gordo e com sinais de ter sido costurado.
Na véspera do dia da festa, o Sapo foi visitar seu compadre e amigo Corvo. Os dois tomaram chimarrão, cantaram ao som do violão do corvo, trocaram piadas e conversaram até o início da noite, mas nem tocaram no assunto da festa porque o Corvo estava chateado pelo fato de que o amigo não poderia ir. Por dentro, ele estava eufórico porque haveria comida e ele já estava cansado de só comer carniça.
Quando o sol se pôs, o Sapo se despediu do compadre. Saiu, fez que foi mas não foi e acabou não indo. Entrou por uma janela e se escondeu dentro do violão do Corvo. No outro dia, bem cedo, o Corvo, botou o violão nas costas e alçou voo em direção ao Céu. Ao chegar lá, encostou o violão num canto e se atirou nas comilanças. Tinha torresmo do bom, tinha bolinho de mandioca, até bolinho de chuva. O Sapo então saiu de dentro do violão e também se maravilhou com a comilança e a bebelança. Os outros animais também. Tinha um que não recusava nada: se perguntavam se ele queria cachorrinho-quente, ele dizia: quero-quero; se ofereciam negrinho, ele falava: quero-quero. Dona Coruja olhava tudo com os olhos arregalados. Estranhou principalmente o fato de o Sapo estar ali. Se não tinha asas, como é que o maula chegou ao Céu? Foi uma bailanta das boas.
Lá pelas tantas, no final da festa, o Sapo viu que o Corvo já estava se preparando para ir embora. Ele correu até o violão e entrou com dificuldades, já que havia comido muito. Apertou suas banhas daqui e dali e se ajeitou dentro da viola. O Corvo pegou o violão e empreendeu a viagem de descida. Achou que o instrumento musical estava muito pesado e que a volta estava mais difícil do que a subida.
Aí olhou dentro do violão e viu o Sapo. Mas era muita desfaçatez do compadre. O Corvo virou o violão, e o Sapo caiu, foi caindo, foi caindo e se estatelou em uma pedra. Aí o Corvo ficou com pena, foi na casa da Dona Coruja, que já tinha voltado, pegou agulha e linha e costurou o Sapo, que tinha ficado todo esbagaceado.
O compradre voltou a si, agradeceu e saiu pulando e gritando:
- Mas bá, bailanta no céu, nunca mais! Dizem que, por isso, o Sapo tem o corpo todo achatado que nem chinelo de gordo e com sinais de ter sido costurado.
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