segunda-feira, 22 de setembro de 2008

SOBRE AS CAVALGADAS E SEUS EFEITOS

Leio tudo o que posso sobre a história gaúcha, mas os meus heróis nos desfiles farroupilhas são os recolhedores de bostas de cavalo. Eles não são garbosos como os gaudérios que cavalgam de fronte erguida sem desviar o olhar do horizonte.
Os recolhedores de cavalo são ágeis porque lidam com o improgramável. Eqüinos não obedecem a roteiros nem a esquemas de protocolo no que se refere às necessidades fisiológicas. Não são como os atores e cantores que podem esperar para se aliviarem no camarim.
Os cavalos são despreocupados, diferentemente daquelas moças que anunciam, na tevê, produtos para regular o intestino.
Por isso, os recolhedores de bostas precisam ser rápidos para poupar olhos e narizes de turistas e do povo em geral dos efeitos de atos que não estavam no script.
Você nunca prestou atenção nos recolhedores de bostas de cavalos? Ou foi porque eles são mesmo discretos ou porque não existem. Se não existem, deveriam existir, até porque a tradição não aceitaria cavalos com fraldas. Nossos olhos e narizes, nos desfiles ou nas cavalgadas pelo Litoral, agradeceriam.

3 comentários:

Dalva M. Ferreira disse...

Do cavalo tudo se aproveita, até o relincho!

vidacuriosa disse...

Gostei dessa nova versão para o ditado antigo de que "do boi só se perde o berro". Nos tempos atuais, com as gravações, pode-se usar o relincho e o berro. Já o estrume, esse já vem sendo usado como adubo há muitos séculos.
Obrigado pela participação.

Dalva M. Ferreira disse...

Então, Plínio....nos meus longínqüos tempos de colegial, eu tinha um colega de classe muito culto, o João. Ele me disse uma vez: escrever é exercício diário, quanto mais a gente escreve, melhor. Tem que escrever... Eu acho que o bom do blog é esse retorno, que nos desafia a fazer mais e melhor. Não?