segunda-feira, 1 de junho de 2015

REFLEXÕES SOBRE O INVERNO GAÚCHO

Em dias como o de hoje, ainda na cama, pensei que gostaria que a Natureza me tivesse feito urso. Eu ficaria na minha toca e só sairia quando a minha prima Vera batesse à minha porta.
Bagé, para variar, fez a temperatura mais baixa, com 1.6ºC, Menos do que em São José dos Ausentes, que sempre é citado como o lugar mais frio do Estado. Fez 4.6º, mas o mais comum, em épocas gélidas, é marcar temperaturas abaixo de 0ºC. Quando isso acontece, eu não preciso pensar muito para saber por que o nome do município é São José DOS AUSENTES. Ainda assim, curioso, vou ao Google. Na verdade, o nome não é por causa do frio, lógico. É porque o local era uma fazenda, o maior latifúndio do Estado, com mil quilômetros quadrados. Daí que os primeiros donos não assumiram a propriedade que, por duas vezes, foi leiloada devido à ausência dos proprietários ou sucessores.
O Gaúcho não é um habitante, é um sobrevivente. A frase é atribuída ao jornalista humorista Barão de Itararé ao sofrer com o intenso frio e com o intenso calor nas duas estações em que isso se registra no Estado. Alguns atribuem essa frase ao João Francisco Assis Brasil, em seu castelo de Pedras Altas, mas ainda não conseguir definir quem disse mesmo isso ou se os dois disseram.
Deus deve ter inventado a preguiça quando em viagem pelo Rio Grande do Sul durante o inverno. Mas pode ter sido no Rio ou no Nordeste durante o verão sob o sol forte e tempo modorrento.
Sapo gaúcho não lava o pé? Antes de cantar isso experimenta entrar agora na Lagoa dos Patos pra ver o que é bom pra tosse. E pro resfriado.

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