terça-feira, 28 de maio de 2013

HISTÓRIAS CURIOSAS DE UMA TABACARIA

De todos os males que nos atingem, sempre nos resta tentar ver um lado bom. Nem sempre há. Mas é preciso procurar. A ausência temporária de um computador em casa tem suas vantagens. Uma delas é me permitir ler mais livros. Mas, como sou viciado nas redes sociais, ocupo por meia hora ou um pouco mais, uma pequena lan house instalada no cantinho de uma tabacaria. Assim, misturo o virtual com o real.
    Na semana passada, enquanto postava minhas bobagenzinhas no meu Facebook e aqui no Vidacuriosa, tive a atenção despertada para a troca de ideias entre o dono da tabacaria e um freguês, um jovem em torno dos 30 anos, alto e gordo, com e barba e cabelo curto. Os fones de ouvido faziam pausa pendurados no pescoço.  Nos comentários sobre música, o freguês revelava que tinha passado por uma fase em que escutara muito música eletrônica da Finlândia. E que adorava buscar novas e pequenas bancadas onde há "muita cosa boa".
   O que me desconcentrou foram os comentários que eles fizeram sobre uma banda chamada Ghost, tão desconhecida para mim como devem ser Os Serranos para o roqueiro. As expressões, os jargões e os conceitos me lembraram o meu amigo Paulo Moreira, competente jornalista, radialista, comunicador e crítico musical. Uma frase me tirou completamente a atenção do que eu estava fazendo:
- Bah, acho que ele se perdeu na insanidade dele.
O roqueiro se referia à música que o dono da tabacaria havia lhe sugerido escutar. Fiquei curioso demais, e agora não me sai da cabeça a vontade de ouvir essa maravilha.

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