domingo, 27 de janeiro de 2013

ANALISANDO O INCÊNDIO DE SANTA MARIA À LUZ DE DITADO ANTIGO


Porta arrombada, tranca de ferro – Criado para lembrar que as pessoas esperam as tragédias para tomar medidas preventivas, esse adágio popular não é entendido nos tempos atuais. É incompreensível que novos fatos ocorram pelos mesmos motivos, pelos mesmos erros, pelas mesmas irresponsabilidades, pelas mesmas inconsequências. Não serviu para nada o trágico incêndio na boate argentina de 2004, as lembranças dos frequentadores morrendo queimados, asfixiados ou  pisoteados. De nada adiantaram as críticas às condições de segurança da boate argentina, à inexistência de saídas de emergências compatíveis com o grande número de clientes e à falta de uma sinalização adequada, e ao comportamento dos agentes de segurança.
 Mas porta arrombada sem tranca posterior não fica apenas na questão dos incêndios. Outras tragédias como roubos e assassinatos também costumam chocar familiares, ser manchete na imprensa, mobilizar políticos que prometem soluções. Mas a realidade é que os criminosos continuam soltos por não serem presos ou por voltarem às ruas com autorização judicial, restando às pessoas colocarem grades, cercas eletrônicas e alguns até adquirirem armas achando que isso os protegerá.
  Sobre a tragédia de Santa Maria, muita coisa vai ser falada, muitas medidas  serão debatidas e prometidas, mas pouca gente vai se preocupar com as liberações indevidas de condições de boates em todo canto ou de qualquer outro evento que reúna muita gente. O que me resta é a minha solidariedade às famílias dos que morreram e dos que, de uma forma ou outra, foram atingidos por mais uma tragédia repetida.

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