sábado, 24 de março de 2012

ORIGEM DOS NOMES DE ALGUNS CLUBES GAÚCHOS

                                          Algumas atualizações em 15/11/2017
A ideia inicial era apresentar a origem dos nomes de todos os clubes do Rio Grande do Sul mas isso demandaria muito tempo até a conclusão das pesquisas. Por isso, a opção foi publicar primeiro os clubes que disputam a série principal do campeonato gaúcho. A exceção é o Sport Clube Rio Grande. Embora atualmente jogue na série B do campeonato gaúcho, o time riograndino merece estar nesta galeria por ser não apenas o primeiro clube fundado no Estado, mas também o pioneiro no país. Aos poucos, estou complementando até colocar a totalidade dos clubes do Rio Grande do Sul. Se você quiser conhecer a história dos nomes dos principais clubes do Brasil, veja em http://migre.me/8kWWT.


 SPORT CLUB RIO GRANDE
     Primeiro clube a ser criado no Brasil, o Sport Club Rio Grande não foi apenas o pioneiro. Foi fundamental para o desenvolvimento do futebol do Estado. Suas partidas de exibição em Porto Alegre (1903), Pelotas (1906) e Bagé (1907) influenciaram clubes a serem formados.
     O Rio Grande foi fundado em 19 de julho de 1900 por um grupo de cidadãos com sobrenomes alemães, ingleses e portugueses. A ideia foi trazida da Europa para a cidade portuária gaúcha pelo alemão Johannes Christian Moritz Minnemann. A partir de infindáveis reuniões, foi-se aos poucos definindo as cores do clube (vermelho, verde e amarelo), homenagem ao Rio Grande do Sul, estado que acolhia tantos estrangeiros), a captação de recursos, os jogos de exibição, entre outras decisões práticas. Os primeiros jogos aconteceram a partir do embate entre os próprios sócios, divididos em quadros, o Quadro B e o Quadro A.
     Os fundadores foram os seguintes: Eugênio Hunz, Amadeu Schmidt, J. Minnemann, Gustavo Poock, Gustavo Cramer, J. Trail, E. Stevart, Alfredo Kladt, Carlos Oleckels, André Legeren, Rodolfo Dietkier, Rude e Gustavo Kradt M. Castro, Arthur Lawson, Henrique Buhle, Max Bornhos, A. Nenet, W. Gerardin, H. Wolkens, Boje Schmidt e R. Bennet.
Títulos
Estaduais
1922 – Taça Centenário da Independência, disputado em Porto Alegre
1936 – Campeão gaúcho

Origem do nome:
     É uma homenagem ao Estado e à cidade ao mesmo tempo. Rio Grande tem esse nome porque, ao chegarem a essa região entre a Lagoa Mirim, a Lagoa dos Patos e o Oceano Atlântico, no extremo sul do Estado, no tempo da colonização, os portugueses confundiram a saída da Lagoa dos Patos para o oceano com um rio. O local foi batizado de Rio de São Pedro, mas como havia outro rio com esse nome, passaram a chamá-lo de Rio Grande de São Pedro. Ali foi criado o primeiro ponto de colonização, com a fundação do Forte Jesus Maria José em 1737. O nome Rio Grande acabou sendo emprestado ao Estado ainda no tempo das capitanias hereditárias quando se chamava São Pedro do Rio Grande do Sul.


Competição que disputa: Série C do Campeonato Gaúcho
                       

 GRÊMIO FOOT-BALL PORTO-ALEGRENSE
No feriado de 7 de setembro de 1903, dois quadros do Esporte Clube Rio Grande realizavam uma exibição no antigo Campo da Várzea, atual Parque da Redenção em Porto Alegre. Pioneiro no país, o clube riograndino havia sido fundado em 1900 e faziam propaganda do novo esporte. Durante o jogo, a bola murchou. Cândido Dias, paulista de Sorocaba e residente na Capital, emprestou a sua bola para que a partida continuasse. Com isso, fez amizade com os atletas, que lhe ensinaram os fundamentos do esporte e os trâmites para a fundação de um clube de futebol. No dia 15 de Setembro de 1903, 31 rapazes se reuniram em um restaurante na então Rua 15 de Novembro, atual José Montauri, no centro da cidade. Carlos Boher foi eleito o primeiro presidente. Em 1904, criou o primeiro campo, na Baixada dos Moinhos de Vento, usado por 50 anos. Em 19 de setembro de 1954, inaugurou o Estádio Olímpico, no Bairro Azenha.
     O hino do clube foi criado pelo compositor Lupicínio Rodrigues. A inspiração para a frase inicial "Até a pé nos iremos", veio de uma greve nos bondes ocorrida naquele ano de 1953.
Origem do nome: Como fica bem claro, é uma homenagem a Porto Alegre. O curioso é ter ficado conhecido como Grêmio, que significa associação. Não tenho informações documentadas sobre isso, mas acredito que ocorreu devido ao fato de haver outro time, na época, chamado Fuss Ball Clube Porto Alegre. Para diferenciá-lo, passaram a chamar de Grêmio. Outra hipótese é o fato de que porto-alegrense seja um nome muito comprido. Também não descobri ainda quando foi criado o distintivo, que destaca o termo grêmio. Como curiosidade, isso também aconteceu (igualmente não sei os motivos) com outros clubes brasileiros como Sport, Atlético Mineiro, Atlético Paranaense e Esportivo (Clube Esportivo Bento Gonçalves (RS)
Títulos:
Mundiais: Campeonato Mundial Interclubes (1983)
Continentais: Copa Libertadores (1983 e 1995), Recopa Sul-Americana (1996)
Campeonato Brasileiro (1981 e 1996), Série B do Brasileiro (2005) Copa do Brasil (1989, 1994, 1997 e 2001)
Estaduais: 36 campeonatos. Título mais recente em 2010.
Ídolo: Renato, autor do gol do título de campeão mundial. Foi treinador do clube em 2011.




Competições que disputa: Série A do Campeonato Gaúcho, Série A do Campeonato Brasileiro, Copa Brasil, Libertadores


       SPORT CLUB INTERNACIONAL
     Três irmãos paulistas que haviam se mudado para Porto Alegre em 1901 foram os responsáveis pela fundação do Sport Clube Internacional. Inconformados por não terem sido aceitos como sócios nem do Grêmio Football Porto-Alegrense nem do Fussball Porto Alegre que eram privativos de descendentes de alemães, Henrique Poppe, José Poppe e Luís Madeira Poppe decidiram criar um clube em Porto Alegre. Henrique, o mais velho, conseguiu com o amigo João Leopoldo Seferin, então com 18 anos, o porão da casa da família dele para a realizar a reunião da fundação do Inter, no dia 4 de abril de 1909. Na então Rua da Redenção, 141 (atual Avenida João Pessoa), ficou acertado que o presidente do novo clube seria o militar Graciliano Ortiz. Com seu prestígio, Ortiz conseguiu local para o seu primeiro campo de futebol, na Ilhota (atual Praça Sport Clube Internacional). O nome do clube foi escolhido em homenagem a um clube paulista com esse nome, do qual os Poppe participavam antes se se mudarem para o Rio Grande do Sul. As cores escolhidas foram vermelho e branco, as mesmas da Sociedade Venezianos, do carnaval de rua. O hino do Inter, Celeiro de Ares ("glória do desporto nacional"), foi criado pelo compositor Nelson Silva, em 1957.
Títulos
Internacionais: Duas copas Libertadores (2006 e 2010), um campeonato mundial (2006). Copa Sul Americana (2008) Dois títulos da Recopa Sul-Americana (2007 e 2011).
Nacionais: Campeonato brasileiro: 1976, 1976 e 1979 (invicto), Copa do Brasil (1992)
Estaduais: 45 campeonatos (título mais recentes 2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016.
Ídolo: Falcão
 Catarinense de Abelardo Luz (SC), Falcão participou, com o Inter, dos três títulos do campeonato brasileiro, capitão no último deles. Paulo Roberto Falcão treinou o clube por duas vezes. Na mais recente, em 2011, ficou no cargo de 11 de abril a 18 de julho.

Competições que disputa: Série A do Campeonato Gaúcho, Coba Brasil, Série A do Campeonato Brasileiro em 2018.



 ESPORTE CLUBE JUVENTUDE
      O Esporte Clube Juventude foi fundado em 29 de junho de 1913, por um grupo de 35 jovens caxienses. As cores escolhidas para simbolizar o clube foram o verde e o branco, que permanecem desde aquela época. Os 35 fundadores foram os seguintes:
Antônio Chiaradia Neto, o primeiro presidente. Clarimundo Lucena, John Tibbitz (o inglês), Astrogildo Rodrigues, Carlos Leonardelli, João Sambaquy, Carlos Zacchera, Bruno Sperandio, José Carletti, Guido Chutolina, Zulmir Fabbris, João Costamilan, Honorino Sartori, Raimundo Buratto, Avelino Lucena, Attílio Pieruccini, Ferdinando Jaconi, Victório Sanvitto, Francisco Spinatto, Victório Pieruccini, Álvaro Gomes de Mello, Arthur de Lavra Pinto, Reinaldo Rubenich, Aldemar dos Reis, Osvaldo Ártico, Francisco Grossi, Hugo Serafini, Luiz Debisi, Celeste Guelfi, Octávio Reis, Luis Pieruccini, Dante Marcucci, Antônio Piccoli, Donato Rossi, José Grossi.
     Naquela época, o sistema de energia elétrica funcionava até as nove da noite. Como a reunião se estendeu noite adentro, as decisões sobre a criação do clube foram feitas à luz de lampião. O nome do estádio é uma homenagem a Alfredo Jaconi, que foi jogador, treinador e dirigente da agremiação durante das décadas de 30 e 40 do século passado. O apelido Papada surgiu na década de 20 como uma gozação da torcida adversária, na época o Flamengo, que depois veio a ser o Caxias. Os “inimigos” diziam que os torcedores do Juventude só tinham papo e muito pouco futebol. Assim como aconteceu em outros clubes como o Palmeiras que adotou o “porco” e o Fluminense que assumiu o pó de arroz (ver no post do dia 14/5/2011), o torcedor do Juventude virou o termo a seu favor e passou a usar o nome Papada.
Origem do nome – Em 1912, um ano antes da fundação do clube de futebol, havia sido criado em Caxias do Sul o clube social chamado Recreio da Juventude. O nome se devia ao critério estabelecido de que somente solteiros exerceriam a presidência. Como eram todos jovens, colocaram o nome de Recreio da Juventude até porque o clube adversário se chamava Juvenil. Entre os fundadores do clube social, estava Antônio Charadia Neto, também organizador da agremiação futebolística e seu primeiro presidente, além de vários outros fundadores do clube de futebol. Não foi possível confirmar isso, mas tudo indica que o nome Juventude tem a mesma origem do nome do clube social.

Ídolo - Lauro


  Lauro Antônio Ferreira da Silva, (nascido em 20/6/1973, em Alegrete/RS) volante, que jogou mais de 500 partidas com a camisa do Juventude. Defendeu o Paulista de Jundiaí, Palmeiras, Grêmio e Ulbra. Encerrou a carreira em 10 de julho de 2010. Depois disso, ainda atuou pela Associação Garibaldi, na Segunda Divisão.

Títulos
Nacionais
1999- Campeão da Copa do Brasil
1994 - Campeão da Série B do Campeonato Brasileiro em 1994
Estaduais
1998- Campeonato Gaúcho, campeão
2011 – Campeão da Copa Lacy Ughini
2016 - Quadrangular Longevidade.

Competições que disputa: Série A do Campeonato Gaúcho e Série B do Campeonato Brasileiro em 2017.

Atualizado em 25/10/2016


       SOCIEDADE ESPORTIVA E RECREATIVA CAXIAS
     A existência da S.E.R Caxias está marcada por algumas fusões de clubes, uma delas como o atual rival. Em 10 de abril, da união de dois times rivais, o Rio Branco e o Rui Barbosa, em 10 de abril de 1935, surgiu o Grêmio Esportivo Flamengo. Devido a dificuldades financeiras, o departamento de futebol uniu-se, em 14 de dezembro de 1971, ao Juventude, que enfrentava situação semelhante. Essa fusão originou a Associação Caxias de Futebol, nas cores preto e branco e durou até 1975. Nesse mesmo ano, no dia 17 de outubro, uma assembléia aprovou a troca do nome e a volta da camisa com as cores do Flamengo. Em 28 de dezembro do mesmo ano, reforma nos estatutos definiu que a Associação Caxias de Futebol ficava desativada e o clube passava a se chamar Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias. Na mudança, voltaram as cores tradicionais do Flamengo: grená, azul e branco.
Curiosidade:
     O Caxias foi mandadário no primeiro jogo televisionado a cores no Brasil em 1970. Na partida, disputada no Estádio Centenário, o Caxias foi derrotado pelo Grêmio por 2 a 1.
Origem do nome 
     É uma homenagem à cidade de Caxias do Sul, localizada na Serra Gaúcha. A antiga colônia, que já se chamou Campo dos Bugres, passou a município em 20 de junho de 1890. O nome é em homenagem a Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias. Como já havia um município com esse nome no Rio, a cidade gaúcha passou a se chamar Caxias do Sul. Caxias foi um dos nomes mais importantes da História do Brasil. Militar, lutou na Guerra da Cisplatina, foi senador, governador (na época presidente) do Rio Grande do Sul, depois de ter pacificado a Revolução Farroupilha. Recebeu títulos nobiliárquicos de barão, conde e duque.
Títulos
Estaduais
Em 1996, campeão da Copa Daltro Menezes
Em 1998, campeão da Copa Enio Andrade
Em 2000, campeão gaúcho
Em 2007, campeão da Copa Paulo Rogério Amoreti


Ídolo: Delmer, maior goleador da história do clube





Competição que disputa: Série A do Campeonato Gaúcho.


       SPORT CLUB SÃO JOSÉ

       O Sport Club São José foi fundado em 24 de maio de 1913 por um grupo de alunos do Colégio São José - daí derivou o nome do clube - na então rua São Raphael, atual Avenida Alberto Bins, em Porto Alegre. Irmão Constantino Emanuel, um ardoroso admirador do cálcio italiano foi o mentor intelectual e incentivou o grupo que jogava futebol no colégio a formar um time. Entre os jovens fundadores estavam José Edgar Vielitz, Osvaldo Endler, Florêncio Wurding, Léo De La Rue, Antônio Pedro Netto (Netinho) e Arnaldo Peterlongo Ely.
     Estes alunos faziam parte da Sociedade Juventude dos Moços Católicos, cuja sede era nos altos da ex-capela São José, localizada na rua São Raphael. A sociedade surgira para que os alunos pudessem praticar o futebol dentro das dependências do colégio. O primeiro presidente foi o aluno Léo De La Rue. Ficou estabelecido que cada jogador compraria seu uniforme e contribuiria com 500 réis mensais, pois a participação dos sócios ainda era reduzida na década de 40.
     O Estádio do Passo D´Areia foi construído em 1939. No final dos anos 60 houve uma fusão do São José com o Clube de Regatas Almirante Barroso. A agremiação chegou a ser apelidada "Zé Barroso". O uniforme apresentava camiseta com listras largas azuis e brancas. Nessa época o "Zequinha" conquistou um dos maiores títulos da sua história, a Copa Governador do Estado em 1971.
     O São José foi o primeiro time sul-americano a viajar de avião. A Fifa registra a excursão inédita do Zequinha a Pelotas em 1927, num hidroavião. O comandante do vôo era Rodolfo Cramer, nome de pelo menos dois aeroportos no Estado.
     O São José conta com uma torcida chamada Os Guaipecas, formada em 2005, por alguns fiéis seguidores que acompanham o time. Seus integrantes já viajaram independentemente para incentivar o São José em estados como Santa Catarina e Paraná. Usam apenas camisetas do São José e dizem torcer apenas pelo Zequinha. Não aceitam que alguém possa ter mais de um clube na mesma localidade. O mascote da torcida é o Muttley, popular cão do desenho animado Corrida Maluca. Nos jogos em casa, ficam junto à cerca, atrás do goleiro adversário.

Títulos:
Campeão da Copa Governador do Estado em 1948
Campeão da Copa Governador em 1971
Campeão da Segunda Divisão do Campeonato Gaúcho em 1981
Campeão da Copa Centenário em 2013 (com participação ainda do Juventude, Santa Cruz e Cruzeiro, que completam 100 anos em 2013)
Campeão da Super Copa Gaúcha 2015

Ídolo
Ênio Andrade (31/1/1928-22/1/1997)
Competição que disputa: Série A do Campeonato Gaúcho, série D do Campeonato Brasileiro.
Origem do nome  
    O clube usou o nome do Colégio São José, dos quais os fundadores eram alunos. São José, conforme a religião católica, era carpinteiro e pai adotivo de Jesus, casado com Maria de Nazaré. Nasceu em Belém, na Judéia, no século I a.C e era descendente do rei Davi, de Israel.



  ESPORTE CLUBE CRUZEIRO
Ao ser fundado em 14 de julho de 1913, era para ter o nome baseado na data do dia da sua criação. Um dos fundadores, porém, sugeriu que se chamasse Cruzeiro. O primeiro estádio do clube estava situado Vila Cruzeiro, na antiga Estrada do Mato Grosso (hoje Avenida Bento Gonçalves, no Bairro Partenon), mas não é certo que tenha dado origem ao nome. Depois, passou a jogar no Caminho do Meio, onde ficou por 18 anos.Em 7 de março de 1941, inaugurou o Estádio da Montanha. Em 1970, a área foi vendida, e, no local, construído o Cemitério João XXIII. Nessa época, foi construído o Estádio Estrelão, no Morro Santana. Em 30 de julho de 2010, foi trocada a área do Estrelão, por sete hectares no Polo Industrial de Cachoeirinha, na rua Ary Rosa Santos, onde está sendo concluído o novo estádio em forma de arena com 16 mil lugares, nos padrões exigidos pela Fifa. No local haverá um centro de treinamento. Em Porto Alegre, também haverá uma sede social e administrativa. 
     O Cruzeiro foi o primeiro clube gaúcho a excursionar para a Europa e Oriente Médio. Foi na virada do ano de 1953 para 1954. Após viajar de navio por 11 dias, jogaram contra times considerados grandes, como Real Madrid (empate em 0 a 0, em que o zagueiro Valtão parou Di Stéfano), Lazio, Fenerbahçe, Besiktas e Galatasaray SK, além da seleção de Israel (foi o primeiro time brasileiro a jogar em Israel) e da Turquia. O clube jogou 15 partidas, venceu sete, empatou quatro e perdeu outras quatro, marcando 28 e sofrendo 20 gols. Em 1960, voltou à Europa onde jogou contra o Sevilla (Espanha), Bayern Hof (Alemanha) Dínamo de Zagreb (Rússia) e outros, além de seleções como Tchecoslováquia, Seleção Olímpica Dinamarca e Bulgária. Obteve 11 vitórias, seis empates e sete derrotas, marcando 39 gols e sofrendo 35. Nesta campanha, ganhou o Torneio de Páscoa de Berlim.

Títulos
Estaduais:
Campeonato Gaúcho de 1929
Campeonato Gaúcho, segunda divisão, 2010
Ídolo:
VALTÃO - Walter Spiess (Escalado para marcar o maior ídolo do Real Madri, Valtão não o deixou jogar. O espanhol reclamou: “Que pasa? Yo soy el gran Di Stefano”. O gaúcho respondeu: E daí? E eu sou o Valtão, de Canoas”.)

Competição que disputa: Série A do Campeonato Gaúcho e Série D 2016



    
     ESPORTE CLUBE NOVO HAMBURGO
     Foi durante uma festa comemorativa do dia do trabalho na empresa de Pedro Adams Filho que surgiu a ideia de criar o Novo Hamburgo. Uma partida de futebol seguida de um churrasco entusiasmou os funcionários da empresa Manoel Lopes Mattos, João Scherer, Aloys Hauschild, Manoel Outeiro, João Tamujo e Adão Steigleder a fundarem uma agremiação futebolística, à qual deram inicialmente o nome de Adams Futebol Clube. O primeiro presidente foi Manoel Lopes Mattos.
     Em 1944, quando o clube se chamava Esporte Clube Novo Hamburgo, implicações políticas levaram à mudança do nome. Com o Brasil perfilado aos Estados Unidos, Inglaterra e França, no final da Segunda Guerra Mundial, empresas e clubes de futebol no país foram obrigadas, por ordem de Getúlio Vargas, a mudar os nomes que lembrassem Alemanha e Itália. Assim aconteceu com o Cruzeiro de Minas e o Palmeiras, que se chamavam Palestra Itália. Até o nome da cidade de Novo Hamburgo foi trocado durante um curto período. Município e clube passaram a se chamar Floriano Peixoto, em homenagem ao segundo presidente da República. Já o nome do Novo Hamburgo só foi retomado em 1968, por decisão do conselho deliberativo do clube.
Ídolo
Sapiranga – Cláudio Adão Weiss 
Origem do nome – É uma homenagem à cidade de Novo Hamburgo, que, por sua vez, homenageia a cidade de Hamburg, situada no norte da Alemanha, de onde vieram imigrantes em 1824. Floriano Peixoto, o outro nome, participou da derrubada da monarquia no Brasil e substituiu o primeiro presidente, Marechal Deodoro da Fonseca.
Competição que disputa: Série A do Campeonato Gaúcho e Copa Brasil

Títulos: Campeão Gaúcho de 2017


     CERÂMICA ESPORTE CLUBE

     Assim como o Novo Hamburgo, o Cerâmica foi fundado por operários de fábrica. No dia 19 de abril de 1950, funcionários da Indústria de Conservas Farrapo, de Gravataí criaram o clube. O nome é originário de um dos ramos da empresa, que fabricava cerâmica. Trabalhadores desse setor criaram o time porque não tinham espaço nos outros clubes da cidade, o Paladino e o Alvi-Rubro. Os fundadores foram os seguintes:
Antônio Vieira Ramos, Sinval Dias da Rosa, Osvaldo Dias da Rosa, Adão Medeiros, Ari Ramos, Osvaldo Brito, Osmar Dias, Antônio Ribeiro, Carlos Selister, Elói Machado, Erní Ramos, Alcides Corrêa e Ari Medeiros
     O clube foi amador durante a maior parte de sua história, tendo se tornado profissional em 2007 sob a gestão do presidente Décio Vicente Becker.
Com apenas dois anos como clube profissional, o Cerâmica já conquistou um lugar de respeito no futebol gaúcho, coroado pelo vice-campeonato na Copa Lupi Martins em 2008, que credenciou o clube para disputar a Copa do Brasil de 2010.
     Fora das quatro linhas, o Cerâmica também vem se destacando, com uma série de projetos na área de assistência social, que se estendem desde a instalação de núcleos esportivos em bairros carentes até a construção de um centro esportivo para crianças com necessidades especiais.
Origem do nome 
     Como já foi explicado no início, o nome se origina da fábrica na qual trabalhavam os fundadores. Cerâmica é o material de barro cozido no qual são fabricadas louças, pisos, vasos de flores e ornamentos para paredes. A origem do nome vem do grego ceramikon, que significa “feito de argila”.
Competição que disputa: Série B do Campeonato Gaúcho e Série D do Campeonato Brasileiro em 2017.


     CLUBE ESPORTIVO LAJEADENSE
     O clube foi fundado em 23 de abril de 1911 por jovens que jogavam futebol nos finais de semana num campo improvisado no Potreiro dos Berner.O grupo era composto por Deodato Borges de Oliveira, Carlos Gravina, Álvaro da Costa Mello, Fritz Plein, Paulo Lima, entre outros. Deodato foi o primeiro presidente. Escrivão e funcionário da prefeitura de Lajeado, era pai de 13 filhos do primeiro casamento e mais cinco no segundo. A cor da camiseta e azul e branco. Conforme o site do clube, as cores do Lajeadense, conforme o estatuto do clube de 1922, capítulo VII, artigo nº 10, ficaram definidas como azul e branco. Em 1957, no segundo estatuto capítulo VII, artigo 82, as cores foram definidas como azul celeste, branco e ouro no distintivo. Mas de onde surgiram estas cores? Segundo o historiador José Alfredo Schierolt, as cores do clube são azul e branco porque a maioria dos fundadores do Lajeadense esteve ligado ao Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, fundado oito anos antes. Orlando Fett, um dos sócios fundadores do Lajeadense, havia ajudado a criar o tricolor de Porto Alegre e também presidiu o clube em 1928.
Títulos:
Campeonato Gaúcho, segunda divisão, por duas vezes em 1959, 1979
Copa Abílio dos Reis, (Antiga Copa FGF) em 1998
Lajeadense
Cores: Azul e Branco
Origem do nome
Homenagem à cidade de Lajeado. Conforme a Wikipédia, o nome Lajeado se refere às cascatas formadas sobre os lajeiros no Rio Taquari e no Arroio do Engenho. Devido à barragem de Bom Retiro, os lajeados do Taquari e suas cascatas estão submersas. Antônio Fialho de Vargas foi um dos primeiros a estabelecer-se por Lajeado, adquirindo fazendas e estabelecido casa, senzala e demais dependências, além de ter promovido a colonização local. O município pertencia primeiramente a Rio Pardo e, passou a pertencer a eclesiasticamente era submetido à Freguesia de Taquari. Depois passou a ser distrito de Estrela, que se tornou município em 1876. Em 20 de dezembro de 1939, foi a Vila de Lajeado elevada à categoria de cidade.
Competição que disputa: Série A do Campeonato Gaúcho


     FUTEBOL CLUBE SANTA CRUZ
     O nascimento do Santa Cruz aconteceu no dia 26 de março de 1913, com um grupo de rapazes liderado por André Klarmann, que se reuniam no Hotel Schmidt, no centro da cidade, para começar as tratativas do novo time de futebol. A estréia da equipe aconteceu no dia 3 de abril, no campo da várzea, onde hoje está localizado o Estádio Municipal, junto ao Parque da Oktoberfest. O adversário foi o Clube Concórdia, de Santa Cruz do Sul, mas os registros não apontam quem venceu a partida.
     Em julho, o clube realizou seu primeiro confronto fora da cidade. O jogo aconteceu em Candelária, para tal, a delegação, a bordo de carroças, deslocou-se no sábado à tarde para a cidade vizinha, pernoitou num hotel e, no outro dia, deu-se a partida, com vitória do Santa Cruz. À noite, os jogadores ainda prestigiaram o baile, e o retorno aconteceu apenas no dia seguinte.
Os anos posteriores foram de jogos com equipes amadoras. Os arquivos não dizem quando o Santa Cruz começou a dedicar-se ao profissionalismo. Apesar disto, sabe-se que entre as décadas de 20 e 30 o time já disputava os campeonatos estaduais, em eliminatórias. Nos anos de 32 e 33, ficou vice-campeão do interior, perdendo a final para o Pelotas, por 5 a 2, no antigo estádio do Grêmio, em Porto Alegre. O preto e o branco são as cores do uniforme do time.
     Quando o Avenida entrou em cena, em 1947, no 1º Avecruz, com empate de 2 a 2, teve início uma disputa que aqueceria as torcidas por muitos anos. Por falar em torcida, esta era um show à parte. Chegava ao estádio em passeata, com uma banda de música. Havia torcida organizada de senhoras, com fardamento e tudo, e o bloco dos homens. Para temperar o primeiro clássico, houve pancadaria generalizada, pela falta de alambrado.
     Entre 1974 e 1978, Santa Cruz e Avenida seguiram a tendência dos demais no Estado e reuniram-se para uma fusão. O time passou a se chamar Associação Santa-Cruzense de Futebol. A união surtiu bons frutos. Sob o comando de Daltro Menezes, o time ficou entre os quatro melhores do Estado. A gota d’água para que a fusão acabasse foi a briga entre dirigentes dos antigos clubes, Avenida e Santa Cruz. Além do mais era sempre divulgado o nome do Santa Cruz em vez da Associação Santa Cruz, e os dirigentes do Avenida resolveram se afastar.
   Na década de 80, o clube seguiu fazendo boas campanhas dentro do Gauchão, em 1995 foi rebaixado para a Segunda Divisão, depois de grave crise financeira. Mas o time conseguiu retornar aos grupo de elite em 1997.
Origem do nome 
Santa Cruz do Sul é um dos principais núcleos da colonização alemã do Rio Grande do Sul. A colônia foi fundada por lei provincial em 6 de dezembro de 1847.[7] Os primeiros habitantes da cidade vieram dos distantes lugares das regiões do Reno e da Silésia, em 1849. Eles se estabeleceram na Colônia Picada Velha, hoje conhecida como Linha Santa Cruz.
A povoação iniciou em 1849, no local então chamado de Faxinal de João Maria, em terras do barão de Cambaí, com a instalação de cinco famílias alemãs. A cidade foi oficialmente fundada em 31 de março de 1877, emancipada de Rio Pardo. O nome Santa Cruz é de origem cristã e lembra a cruz de madeira em que Jesus foi crucificado.


     ESPORTE CLUBE AVENIDA
     Em 1944, um grupo de rapazes excedentes do Futebol Clube Santa Cruz decidiu fundar outro clube. “Eu estava servindo em Rosário”, recorda Bruno Seidel, que jogava no Galo. Na verdade, era reserva como tantos outros, pelo número excessivo de atletas que acorria ao único time da cidade. “A gente chegava a ficar um ano no banco.”
     Quando voltou, em 1945, passou a jogar no recém-fundado Avenida, substituindo o jogador Adalberto Simonis, que foi para a Varig. “A gente pagava para jogar — era uma questão de amor à camisa mesmo. O clube só dava camiseta e a bola”, ressalta. O Avenida não tinha campo, nem recursos e treinava na Várzea. “Quando eu já era presidente, propus para a turma comprarmos um pedaço de campo”, conta Seidel, que também foi o idealizador do emblema do clube. Juntaram o dinheirinho que tinham e foram falar com Arthur Emilio Meinhardt, pai de um dos jogadores do Avenida e dono da área pretendida. Quando ele soube quanto dinheiro o grupo tinha, sentenciou: “É pouco”. “Caprichamos nas economias e emprestamos para o clube os Cr$ 55 mil. Tínhamos um lugar nosso para jogar,” exulta. Era hora de limpar a área, arrancar os tocos de eucalipto e aterrar mais de meio metro de altura, tudo no braço e na carroça. A lenha vendida reverteu em mais renda.
     Na inauguração do estádio, em 1950, o Grêmio, padrinho convidado, não poupou os afilhados e goleou por 13 a 2. Mas ninguém se importou e a festa foi grande. Em 1953, foi a vez de inaugurar os refletores. As cores da camiseta são verde e branco.
Títulos
1999 – Campeão da Divisão de Acesso em 1999
2011 – Campeão gaúcho da Segunda Divisão (Série B)

Competição que disputa em 2018: Série A do Campeonato Gaúcho 
 

 GRÊMIO ESPORTIVO BRASIL



A data de nascimento do Esporte Clube Brasil já dá uma ideia da origem do nome. O clube foi fundado em 7 de setembro de 1911. Com o nome do país, a primeira ideia era que se suas cores fossem  verde e amarelo como o bandeira nacional. Mas, na cidade já existia o Pelotas, criado três anos antes, ostentando o amarelo e o azul. As camisetas do Brasil foram  então trocadas para cores vermelho e preto, do Clube Diamantinos, já que o Pelotas havia escolhido as cores do Clube Caixeiral.


 A história do Brasil começou no início do século XX com o Sport Clube Cruzeiro. dirigidos por funcionários da extinta cervejaria Haertel, em Pelotas. Conta-se que, de uma discussão, nasceu o rubro-negro. Em um certo dia, colaboradores instalavam uma cerca ao redor do campo, quando os atletas apareceram para treinar. Foram instados a adiar o treinamento e ajudar no trabalho. Os jogadores não gostaram e foram embora. Dois dos jogadores. Breno Correa da Silva e Salustiano Brito, seguiram juntos, caminhando até o centro da cidade e pararam diante de um terreno para discutir a ideia de criar uma nova equipe de futebol. Por coincidência, o terreno no qual eles pararam ficava bem próximo do local que hoje é conhecido como Baixada, onde hoje está localizado o Estádio Bento Freitas. 
    Um encontro da casa do pai de Salustiano, José Moreira de Brito,  na Rua Santa Cruz, no centro de Pelotas, foi o primeiro passo para a criação do novo clube. Poucas semanas depois, foi formada a primeira diretoria com Dario Feijó, presidente; Silvio Corrêa da Silva, vice; Walter Pereira, 1º secretário; Raymundo do Rego, tesoureiro; Breno Corrêa, adjunto; e os diretores Manoel Joaquim Machado, Ulysses Carneiro, Manoel de Souza, Nicolau Nunes, Paulo Castro e Mário Reis. E no dia 7 de setembro de 1911, dia da Independência do país, estava fundado o Grêmio Sportivo Brasil.

   O Brasil foi o primeiro campeão estadual em 1919, quando a competição foi criada, reunindo os campeões das regiões de Pelotas Bagé e Porto Alegre.  O Brasil chegou ao título derrotando o Grêmio por 5 a 1  em jogo realizado no bairro Moinhos de Vento, na Capital.
 
TITULOS
Campeonato Gaúcho - Um, em 1919
Campeonato Citadino 28 - Título mais recente em 2006
Campeonato do Interior - 10 - Mais recente em 2015
Campeão da Segunda Divisão - 3 (1961, 2004, 2013.)
Copa Governador do Estado - Um, em 1972
Taça Cidade de Porto Alegre - Um, em 1991

O Brasil e sua torcida receberam o codinome Xavante após um clássico Bra-Pel onde os torcedores invadiram o campo como no filme da época "Invasão Xavante". Essa partida ocorreu em 1946, no estádio do Pelotas, o Brasil começou perdendo por 3x0, mas acabou virando o jogo para 5x3, conquistando o Campeonato Citadino de Pelotas. Além disso, as cores vermelho e preto, apesar de não serem originalmente as cores oficiais do time, são as mesmas usadas pelos índios Xavantes.

Campeonato que disputará em 2018: Série A do Campeonato Gaúcho e Série B do Campeonato Brasileiro




      ESPORTE CLUBE PELOTAS
     O Esporte Clube Pelotas começou a surgir na noite de 13 de setembro de 1908, quando, numa reunião na casa do Dr. Joaquim Luiz Osório, na Rua 15 de Novembro, 471, foi acertada a fusão de dois clubes: Club Sportivo Internacional e Foot-ball Club. Participaram da reunião Joaquim Luiz Osório, Leopoldo de Souza Soares, Francisco Rheingantz e João Frederico Nebel. Os dois primeiros eram presidentes do Internacional e do Foot-ball Club, respectivamente.
     O objetivo era fundar, na época, uma associação desportiva que estivesse à altura do progresso que a cidade de Pelotas vinha experimentando. Caso a fusão fosse concretizada, o novo clube, em homenagem à cidade, levaria o seu nome e as suas cores seriam o azul e o amarelo. As negociações foram crescendo e, no dia 11 de outubro de 1908, nos salões do Club Caixeral, os sócios dos dois clubes aceitaram a proposta e criaram o Sport Club Pelotas.
     O primeiro grande triunfo futebolístico do E. C. Pelotas ocorreu no dia 24 de outubro de 1909 quando, jogando em seu estádio (A Boca do Lobo), derrotou o Sport Club Rio Grande (clube de futebol mais antigo do país), que desde a sua fundação nunca havia perdido uma partida.
Origem do nome
   É uma homenagem à cidade, localizada na Zona Sul do Estado. O nome Pelotas, que em espanhol quer dizer bolas, foi criado a partir das embarcações de couro em forma de bolas que eram usadas para transportar charque pelo rio, que também tomou o nome de Pelotas, emprestando-o para o município.
Assim como o adversário tradicional na cidade, O Pelotas tem um campeonato estadual, conquistado em 1930, igualmente batendo o Grêmio na final.

Competição que disputa: série A do Campeonato Gaúcho.


     ESPORTE CLUBE SÃO LUIZ DE IJUÍ
     Esporte Clube São Luiz foi fundado, em 20 de fevereiro de 1938, pelo professor Angelino Alves dos Santos, que mantinha uma escola noturna particular nas dependências do antigo Salão São Luiz, pertencente à Paróquia de Nossa Senhora da Natividade, na cidade de Ijuí. São Luiz é também o padroeiro da juventude e, como a maioria dos idealizadores do clube eram jovens, o nome do santo acabou sendo aproveitado. Nos anos 2000, a diretoria incluiu o “de Ijuí”, para dar identificação à cidade.
     O clube manteve-se no amadorismo até meados da década de 50, passando em seguida a disputar a segunda divisão do campeonato gaúcho. No início da década de 60, ingressou na primeira divisão de profissionais. De julho de 77 a novembro de 85, o clube licenciou-se das competições oficiais, voltando a partir de 1986. A partir daí, em rápida ascensão, o clube voltou à primeira divisão, ao conquistar o título estadual da segunda divisão de 1990. O estádio 19 de Outubro tem capacidade para 8 mil pessoas, e as cores do time são vermelho e branco.
Ídolo
Paulo Bayer (Paulo César Baier) começou sua carreira no São Luís  e passou por Pelotas, Criciúma, Palmeiras, Sport Recife e atualmente joga no Atlético Paranaense.
Origem do nome: O jesuíta São Luiz, nasceu em Mântua, na Itália, em 9 de março de 1568 e morreu em 1591. Foi canonizado em 1726 e considerado o patrono da juventude. 
Competição que disputa: Série A (Divisão Principal) do Campeonato Gaúcho em 2018



VERANÓPOLIS ESPORTE CLUBE

O Veranópolis Esporte Clube Recreativo e Cultural foi fundado em 15 de janeiro de 1992, numa fusão entre o Clube Atlético Veranense e o Grêmio Esportivo e Cultural Dalban, dois clubes semiprofissionais da cidade da Serra gaúcha. Disputou a segunda divisão em 92 e 93, ano em que sagrou-se campeão sob o comando do técnico Tite. Subiu para a primeira divisão do campeonato gaúcho e nunca mais foi rebaixado.

Título:
Campeão da Segunda Divisão - 1993

Origem do nome: É uma homenagem à cidade serrana de Veranópolis, considerada a capital brasileira da longevidade. O nome foi criado a partir do termo grego pólis (cidade) acrescentado de verão ou veraneio. Até 1943, era chamada de Alfredo Chaves, em homenagem a Alfredo Rodrigues Fernando Chaves, ministro brasileiro da colonização, império e guerra na época do Império. A maioria da população é formada por descendente de italianos.


YPIRANGA FUTEBOL CLUBE
O Ypiranga Futebol Clube nasceu em 18 de agosto de 1924 em Erechim, no norte gaúcho. O grupo de fundadores era formado por João Reus Solon, Jacinto Godoy, Silvestre Pericles de Godoy, Monteiro e José Maria de Amorin, Nilo Amorin, Vitório Alavise, Ercília di Francisco e outros. A fundação ocorreu devido a uma partida com o único clube existente na cidade, o Ítalo Brasileiro. O encontro do Ítalo Brasileiro com o Douradense, com sede no interior denominado Dourados ocorreu no campo onde hoje é a Praça Júlio de Castilhos.
   Ao final do jogo, iniciou-se uma briga generalizada entre dirigentes, jogadores e torcedores. Segundo os fundadores, este foi o motivo da criação do Ypiranga Futebol Clube. As senhoritas da época fundaram uma torcida organizada que até rainha existia, o grupo se chamava As Legionárias. A primeira partida do Canarinho ocorreu no dia 20 de setembro de 1924, contra o temível Ítalo Brasileiro, jogo vencido pelo Ypiranga por 1 a 0.
Encerrou suas atividades por problemas financeiros em 2003, tendo retornado dois anos após, com novos patrocinadores, tendo conquistado o Campeonato Gaúcho de Futebol Segunda Divisão em 2008. No ano seguinte, conquistou o Campeonato do Interior e uma vaga na Copa do Brasil 2010. Foi vice-campeão da Copa Arthur Dallegrave do mesmo ano, perdendo a final para o Inter B. Na Copa do Brasil de 2010 - a primeira na história do time gaúcho - enfrentou o Avaí Futebol Clube, tendo perdido o primeiro jogo por 3 a 0 em casa e sido eliminado da competição sem o jogo de volta.
Títulos
2009 -
Campeão do Interior Gaúcho
2008 -
Campeão Gaúcho da Segunda Divisão
1989 -
Campeão Gaúcho da Segunda Divisão
1967 -
Campeão Gaúcho da Segunda Divisão

Origem do nome: Ypiranga, em tupi-guarani, significa rio vermelho.


GRÊMIO ESPORTIVO BAGÉ

O Grêmio Esportivo Bagé foi fundado em 5 de agosto de 1920. Surgiu da fusão entre o Rio Branco e o Sport Club 14 de julho (criado em 1913), dos quais herdou o amarelo, do primeiro e o preto do segundo. Os fundadores foram: Dr. Átila Vinhas, Dr. Carlos Brasil, Florêncio Py Lima, José Parera y Valla, Leonardo Teixeira, Leonidio Malafaia, Nélson Osório Ripalda, Paulino Brandi, Dr. Sílvio Vinhas, Dr. Valandro e Viriato Azambuja. Alguns deles haviam sido atletas do primeiro clube de futebol da cidade, o Sport Clube Bagé. O nome do estádio é Pedra Moura, construído no terreno comprado em 24 de abril de 1937.
 A origem do nome é uma homenagem à cidade de Bagé, localizada na Campanha Gaúcha, nas proximidades da fronteira com o Uruguai. A data oficial de fundação é 17 de julho de 1811. Há várias versões sobre a origem do nome. Uma delas é que seria derivada do nome de um cacique indígena chamado Ibagé, que teria sua oca no lugar onde está a Praça de Esportes. Outra hipótese é de que derivaria da expressão bag, que significaria fralda de morro ou cerro, topografia na qual Bagé foi criada.

Ídolo: Rocha
Paulo Roberto da Silveira Rocha, iniciou sua carreira nas categorias de base do Grêmio. Em 1971 foi para o Bagé onde jogou até encarrar a carreia em 1979, aos 27 anos. Participou de mais de 300 jogos e fez 10 gols. Foi bicampeão da chave 3, de acesso à primeira divisão. Em 1974, foi campeão do Interior com o Bagé ao ganhar a Taça Governador do Estado. Jogava como zagueiro, lateral e meia.  



TíTULOS
 Campeão estadual em 1925
Campeonato do Interior (6) – 1925, 1927, 1928, 1940,1944 e 1957 
Campeão da Copa Governador do Estado (1974)
Campeão da Segunda Divisão do RS (1964, 1982 e 1985)

Competição que disputa: 3ª Divisão do Campeonato Gaúcho
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CANOAS SPORT CLUB
   
  O Canoas Sport Club foi fundado em 23 de janeiro de 1998 com o nome de Sport Club Ulbra. Após 12 anos de vitórias, sucesso e conquistas, o clube trocou de nome oficialmente no dia 1º de fevereiro de 2010 e passou a chamar-se Universidade Sport Clube. No dia 25 de novembro de 2010, Luís Felipe Mahfuz Martini assumiu a presidência. E iniciou a transição do nome do Clube para Canoas Sport Club. Ao longo de sua história, o clube formou uma identificação forte com sua cidade sede, Canoas. Levando o nome da cidade ao cenário desportivo estadual, nacional e inclusive internacional. Em 2015 se licenciou.

Títulos
2002 - Campeão Gaúcho da Terceira Divisão, Série C.
2003 - Campeão Gaúcho da Segunda Divisão, Série B.
Origem do nome
   Os nomes Ulbra e Universidade são originados da Universidade Luterana do Brasil, na qual o clube foi criado. Canoas é homenagem à cidade, emancipada em 1939 dos municípios São Sebastião do Caí e Gravataí. O nome surgiu na época da construção da linha ferroviária Porto-Alegre-São Leopoldo, em 1871. Após a desapropriação de terras na fazenda do Coronel Vicente, vigias foram colocados para proteger a área da estância. Os três índios e um mulato contratados para o serviço construíram uma grande canoa à beira do Arroio Sapucaia. Outras canoas foram fabricadas no local. O lugar ficou conhecido como Capão das Canoas, Estação das Canoas e por fim Canoas.

Competição que disputa: Está licenciado desde 2015.




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Fontes:
Site Wikipédia
Sites dos clubes citados
Site bomdiacomunidade.com.br
Livro As Origens de Canoas, de João Palma da Silva

domingo, 18 de março de 2012

AS VERDADEIRAS PIADAS DE GAÚCHO

Outro dia fiquei pensando por que paulistas e cariocas, principalmente, acham que é engraçado chamar gaúcho de bicha. Imagino que isso surgiu por um tipo de inveja porque cidadãos do Rio Grande do Sul fazem sucesso em grande número nesses estados. Isso me faz lembrar o fato de Pelotas ser alvo de chacotas e apontada como terra de efeminados. Foi porque, na década de 20, no apogeu das charqueadas, os moradores dessa cidade ganharam muito dinheiro, deixando seus vizinhos com inveja. Com boas condições financeiras, as famílias pelotenses enviaram seus filhos para estudar na França, cuja cultura dominava o mundo. Quando voltaram, os pelotenses trouxeram vestimentas da moda dos franceses. Eram roupas finas, cheias de frufrus e babados, bem diferentes das rudes vestimentas dos moradores das outras cidades da campanha, que passaram a chamá-los de maricas.

Isso talvez explique também a brincadeira dos paulistas e cariocas. Baianos são chamados de preguiçosos, mineiros de ingênuos, enquanto cariocas se autodenominam malandros, e os paulistas se orgulham de dar trabalho para o resto do Brasil. Vai daí que os gaúchos começaram a aparecer com destaque em todas as áreas, seja no futebol (pelo menos quatro foram treinadores da seleção, sem contar o atual, Mano Menezes), na televisão ou em todas as áreas. Aí então, programas como o Casseta e Planeta e outros passaram a fazer humor tachando os gaúchos de gays.
Para contrabalançar essas bobagens, apresento cinco verdadeiras piadas de gaúcho.

O taxista gaúcho e a velhinha atropelada
     Um gaúcho foi a São Paulo e, logo ao sair do aeroporto, tomou um táxi. Grosso da campanha - para ele tudo era novidade - ia perguntando ao motorista para que serviam os botões dos equipamentos do painel do veículo. O taxista começou a tirar sarro do passageiro mentindo sobre as funções dos botões. Este aqui está ligado diretamente à polícia e se houver algum problema, eu aperto e os policiais vêm e me salvam. Apertando este outro, eu aviso para o restaurante deixar pronto o meu prato na mesa para eu chegar e almoçar. Foi então que gaúcho olhou pelo parabrisa, viu o símbolo da Mercedes Bens e indagou:
     - Tchê, pra que serve aquele negocinho ali em cima do capô que parece uma estrela?
     O taxista disse que era uma mira para ajudar a atropelar velhinhas. Assegurou que o maior divertimento dos taxistas paulistas era bater o carro em idosas.
    O gaúcho arregalou os olhos, e o paulista decidiu levar adiante a brincadeira. Apontou para uma velhinha lá na frente e acelerou. A idéia era dar um susto no gaúcho e tirar um fininho.
   O paulista desviou, mas ouviu um baque. O carro levantou a velhinha, caindo bolsa para um lado, sapato e dentadura para o outro. Apavorado, o taxista não entendia como atropelou a mulher, se havia desviado o carro. Foi então que o gaúcho falou:
   - Tchê, essa tua mira tá tri desregulada. Se não é eu abro a porta, nós tinha perdido a velha.


Os operários e as areias da Arábia
     Com contratos para executar obras em vários pontos do mundo, uma construtora resolveu buscar operários no Rio Grande do Sul, já que, em outros Estados, os peões eram muito preguiçosos, dormiam em pé, na ponta da enxada. Reuniu em Bagé um número suficiente de candidatos e ouviu do líder deles:
    - Tchê, gaúcho não é de capinar sentado. É só nos dar um carrinho de mão e uma pá e a gente levanta um arranha-céu logo logo.
   Um grupo de gaúchos foi colocado em um avião com destino à Arábia Saudita. Pouco antes do pouso previsto para Riad, a aeronave teve um problema, arremeteu no aeroporto e teve de pousar no deserto.
   - Foi nessa hora, que o líder dos gaúchos olhou pela janela e comentou com os companheiros:
- Mas bá. Na hora em que vier o cimento, nós tamos fodidos.

Gaúcho não tem medo de norte-americano
     No centro de Bagé, na Praça Silveira Martins, um gaúcho da cidade e outro da campanha conversam sobre diversos assuntos até que vem à baila o poderio bélico dos Estados Unidos. O da cidade comenta que o armamento dos Estados Unidos é muito superior ao do Brasil.
 O da campanha retruca:
- Não é bem assim.
- E assim, sim. A diferença é tão grande que, se entrássemos em guerra com os americanos, eles apertariam um botão e a gente sumiria pelos ares...
- Pode até ser – insistiu o gaúcho da campanha – mas se eles erram o botão, nós tapemos eles de bala.

  O caso do gaúcho que caçou leão na selva africana
     Num voo sobre a Tanzânia, com mais de 200 passageiros a bordo, um gaúcho, exibido como todo gaudério, andava pra lá e pra cá dentro do avião, falando alto, oferecendo chimarrão pra todo mundo e querendo contar suas histórias de valentia. Já estava enchendo a paciência dos companheiros de viagem, quando o avião teve uma pane e fez um pouso de emergência na selva africana. Ninguém se feriu mas, sem comunicação com o mundo, logo logo ficaram sem alimentos. Então decidiram que alguém deveria ir buscar algum animal que pudesse ser abatido. Quando pensaram em quem iria, o gaúcho foi empurrado para fora da aeronave. Que fosse, já que garganteava que era valente e coisa e tal. O gaudério se levantou, andou 50 metros e se deparou com um leão. Imediatamente correu para o avião com o leão já no seu cangote. Quando a porta do avião se abriu, o leão deu um bote e quase abocanhou o gaúcho, passando por cima dele. No lance, o gaúcho, que tropeçara, pegou o leão pelo rabo, jogou dentro da aeronave e mandou fechar a porta rapidamente. Em seguida gritou: Vocês vão carneando esse que vou buscar mais.

O gauchão e a inaguração do primeiro consultório de urologia
     Pois um dia instalaram em Bagé o primeiro consultório de urologia. Um monte de médicos de todo o país se inscreveram e um paulista acabou sendo escolhido. Quando soube da notícia e lhe explicaram a especialidade do médico, Gaudêncio tomou um banho na sanga, botou água de cheiro e se mandou pra cidade. Chegando lá, foi recebido pela recepcionista e entrou no consultório do tal urologista, especialista em pênis. Despachado, tirou o "sujeito" pra fora e mostrou pro médico. Depois de examiná-lo, o urologista comentou curioso.
- Por que o senhor veio consultar? Não tem nada no seu pênis.
O gauchão abriu um largo sorriso e falou:
- Que não tem nada eu sei, doutor, mas que tal o bicho?

Uma história sobre o peão que namorava na cozinha do pai da china
   O capataz estava desconfortável ao saber que a filha namorava na cozinha da casa e se lembrou do tempo em que era jovem, quando ainda era consumidor e não distribuidor. Preocupado, bolou um plano para saber se o peão não estava se passando com a sua filha. Se fizesse o cara se levantar abruptamente, olharia na bombacha dele pra ver se tinha algum volume suspeito. Em caso positivo, iria passar-lhe o relho. Do plano para a ação: gritou da sala para a cozinha:
- Tchê, a tua égua se escapou com os arreios!!
O peão veio rapidamente para a sala, comentando:
- Eu vou bem agachadinho porque essa égua é muito matreira...


quinta-feira, 15 de março de 2012

EU QUERO QUE O BRASIL SEJA O ÚLTIMO COLOCADO


Que seja o último...






...em casos de corrupção
...em número de acidentes e de mortes no trânsito
... em falta de atendimento nos hospitais e falta de professores nas escolas
...em analfabetismo
...em erros médicos
...em número de assassinatos, furtos, assaltos, estelionatos, furtos e roubos de veículos, estupros, agressões
...em casos de desaparecidos não solucionados
...em casos de tráficos de drogas, de armas e tráfico de crianças, mulheres e órgãos
...em maus-tratos a crianças, idosos e animais
...em números da violência doméstica
...em casos de trabalho escravo
...em crimes contra a natureza
...em casos de tráfico de animais


Eu sei que é uma utopia. Mas só assim eu entenderia o ditado de que os últimos serão os primeiros