terça-feira, 17 de janeiro de 2012

ENFERMEIRA DENUNCIOU, SEM QUERER, HOMEM QUE TRAÍA A ESPOSA

Adoro histórias reais. Uma delas me surgiu em uma conversa familiar. Depois de sair de uma festa, uma enfermeira carregava, em seu Chevette, uma colega e uma assistente social pela Avenida Ipiranga, quando o veículo estragou. Sem qualquer noção de mecânica, a motorista ficou atrapalhada. Um taxista, boa alma, chegou para ajudar. Disse que, a 150m dali havia uma oficina mecânica. Ela poderia deixar o táxi no posto de gasolina em frente e voltar no dia seguinte para pegá-lo. Como eram três mulheres, não teriam como empurrar o carro, que atravancava o trânsito. O motorista sugeriu que a condutora dirigisse o seu táxi que ele e suas colegas empurrariam o Chevette. Constrangida, a enfermeira pensou no mico que pagaria se alguma colega a visse dirigindo um táxi; imaginariam que ela tinha arrumado um bico. Ela chegou a entrar no táxi, mas disse que não conseguia dirigi-lo. Santa paciência. O taxista ajudava a empurrar o carro a cada cem metros e voltava para buscar seu táxi. Até chegarem ao posto de gasolina, onde o Chevette foi deixado. As três jovens foram para suas casas no mesmo táxi sem esquecer-se de agradecer ao motorista pela atenção e remunerá-lo com uma boa gorjeta.
   Tudo parecia ter terminado bem para a motorista do Chevette. Depois de ter acertado com o mecânico para consertar o carro – era um simples defeito elétrico – ela recebeu a notícia de que, no dia seguinte, poderia pegar o automóvel deixado estacionado na frente da oficina. No dia seguinte, outra surpresa. Um telefonema do mecânico, porém, anunciou mais um problema, agora mais relevante. Um automóvel com um casal havia batido no veículo estacionado. Os ocupantes fugiram com o carro, mas, feridos levemente, foram medicados em um hospital. Melhor seria se ele tivesse assumido os danos.
    A azarada dona do veículo atingido foi atrás do prejuízo. Com colegas de um hospital, informou o horário em que o casal foi atendido e o local da ocorrência. Assim, conseguiu o número do telefone residencial do dono do automóvel que bateu.
    Na casa, atendeu uma mulher:
– Estou ligando porque vocês bateram no meu carro e eu não tenho condições financeiras para consertá-lo?
– Como assim? – espantou-se a mulher, perguntando a seguir:
 – A que horas foi isso? Em que local?
   Foi então que ela percebeu tudo. O homem estava com uma amante. Mal e mal contendo a raiva, a esposa garantiu à motorista que seu prejuízo seria reparado.
– Me dá teu telefone e procura a oficina mais cara para consertar o teu carro. Ele vai pagar tudo direitinho - bufou a mulher como se colocasse no verbo pagar toda a sua indignação.
Pouco depois, ligou o próprio marido:
–  Pô, minha, porque tu ligaste lá pra casa? Agora tô enfrentando um problemão com a minha mulher
– O azar é teu. Quem mandou ser burro? Se tivesses deixado um bilhete com o telefone, não teria dado todo esse problema – desabafou a enfermeira.




2 comentários:

Aldo Jung disse...

Mas que barbaridade, como diria o Guri de Uruguaiana.
Que essa história sirva de exemplo.

Letras Saltitando disse...

bah... a mentira sempre tem perna curta hein.... muito boa essa!!!!