sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

UMA PIADA QUENTINHA SOBRE O FIM DO MUNDO

Um amigo meu chegou em casa ontem preocupado com tanta história sobre o 21 de dezembro e imediamente afundou na cama e dormiu como uma pedra. Quando acordou, estranhou a escuridão como ele nunca tinha visto e o silêncio aterrador. Nem os cães da vizinhança latiam.
 Depois de rezar para todos os santos e orixás e chorar, finalmente levantou-se. Ao ligar o interruptor, a primeira surpresa: a escuridão continuou. Acendeu uma vela e foi para a cozinha. Tudo continuava escuro. Pensou em um café forte e notou que, da torneira não saiu um pingo sequer.
Por sorte, que não seria tão sorte assim, havia água na chaleira. Como o micro não funcionava, ligou o fogão. E nada. Sem conseguir fazer o café, voltou para a cama, encolheu-se e ficou chorando e rezando até dormir de novo.
 Quando acordou, novamente, por volta das 8h da manhã de hoje, ufa, notou a claridade. Viu que o mundo não acabara, mas percebeu que o fim do mundo é não pagar as contas da casa.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

PARABÉNS AOS VENCEDORES DO PRÊMIO ARI 2012

A Associação Riograndense de Imprensa divulgou, no último dia 18, os nomes dos vencedores do 54º Prêmio de Jornalismo. Parabéns aos colegas merecidamente premiados por seus trabalhos apresentados neste ano de 2012.
  Eis os ganhadores:

Reportagem Geral
1º LUGAR - FILHO DA RUA, de Letícia Duarte, Zero Hora, 17 de junho de 2012
2º LUGAR - 2º Lugar - MENINOS CONDENADOS, de Adriana Irion e José Luís Costa, Zero Hora, janeiro a fevereiro de 2012.
Menção Honrosa - SAÚDE POR UM FIO: UMA LEGIÃO DE DOENTES NA ESTEIRA DOS FRIGORÍFICOS, de Cleidi Cristina Pereira, Correio do Povo, 22 de abril de 2012.

  Reportagem Esportiva
1º LUGAR – FUTEBOL ATRÁS DAS GRADES, de Carlos Corrêa, Correio do Povo, 25 de abril de 2012.
2º LUGAR – LOUCOS POR ESPORTES, de Mariana Oselame, Correio do Povo, 27 de fevereiro de 2012
MENÇÃO HONROSA - DRIBLE NA JUSTIÇA, de Paulo Germano e Francisco Amorim, Zero Hora, 22 a 24 de julho de 2012.
 
Reportagem Econômica
1º LUGAR - MARTELO SALVADOR, de Marcos Juliano Graciani, Revista Amanhã, 8 de fevereiro de 2012.
2º LUGAR - LICENÇA AMBIENTAL TRAVA COMBATE À SECA NO ESTADO, de Cleidi Cristina Pereira, Correio do Povo, 18 de janeiro de 2012.
MENÇÃO HONROSA - CRESCIMENTO SEM FREIOS – UM RUMO PARA PORTO ALEGRE, de Caroline da Silva, Jornal da Universidade, janeiro e fevereiro de 2012.

Reportagem Cultural

1º LUGAR - SAUDADE DO BRASIL, de Patrícia Rocha, Zero Hora, 15 de janeiro de 2012.
2º LUGAR - “VAI UM SARAU AÍ?”, de Paulo Cesar Teixeira, Revista Aplauso, Abril de 2012.
MENÇÃO HONROSA - UMA GERAÇÃO VAI,OUTRA GERAÇÃO VEM, do Carlos André Moreira, Zero Hora, 22 de setembro de 2012.

Crônica
1º LUGAR - TRÊS ATOS DE UMA VIDA – TORTURA, SEQUESTRO E MORTE NO FORNO, de Mário Marcos de Souza, Blog do Mário Marcos, 5 de maio de 2012
2º LUGAR - A FOTO DE DILMA, de Moisés Mendes, Zero Hora, 11 de dezembro de 2012.
MENÇÃO HONROSA - O QUE QUEREM OS QUE VÃO MORRER, de David Coimbra, Zero Hora, de 17 de fevereiro de 2012.
Fotojornalismo
1º LUGAR - CHÃO EM BRASA, de Jean Pierre Schwarz da Silva, Zero Hora, 12 de janeiro de 2012.
2º LUGAR - REFUGO, de Valdir Gomes Friolin, Zero Hora, 12 de janeiro de 2012.
MENÇÃO HONROSA - OS ÚLTIMOS CARRETEIROS, de Luís Tadeu Vilani, Zero Hora, 26 de agosto de 2012.

 Planejamento Gráfico
1º LUGAR – GASTRONOMIA, de Ana Maria Sampaio Benedetti, no jornal Zero Hora, de 21 de setembro de 2012.
2º LUGAR - UM ROUBO NÃO É UM NÚMERO. É UM TRAUMA, de Márcio da Silva Câmara, Zero Hora, 28 de outubro de 2012.
MENÇÃO HONROSA - ESPECIAL “O TEMPO E O VENTO", de Norton Voloski e Diego Borges, Zero Hora, 22 de setembro de 2012.

Charge
1º LUGAR – CONFUSÕES COM O HORÁRIO, de Gilmar Luiz Tatch – TACHO, –l Correio do Povo, 20 de outubro de 2012.
2º LUGAR – PISO SALARIAL DO PROFESSOR, de Neltair Rebés Abreu -  SANTIAGO –Jornal João de Barro, junho de 2012.
MENÇÃO HONROSA - DIA NACIONAL DA POESIA, de Moacir Knorr Guterres – MOA, Revista Almanaque Brasil, março de 2012.

RADIOJORNALISMO
 
 Reportagem Geral
1º LUGAR – DP – DELEGACIAS DO PASSADO, de Cid Martins, Rádio Gaúcha, 29 de outubro de 2012.
2º LUGAR - OS DESAPARECIDOS: AS FAMILIAS QUE ESPERAM POR CRIANÇAS E ADOLESCENTES QUE NÃO VOLTARAM PARA CASA, de Leandro Rodrigues, Rádio Band News, 29, 30 e 31 de outubro de 2012.
 MENÇÃO HONROSA - ELEIÇÃO E ASFALTO, de LEANDRO STAUDT, Rádio Gaúcha, 2 e 3 de outubro de 2012.

   Reportagem Esportiva
1º LUGAR – TERAPIA DO ESPORTE, de Mariana Oselame, Rádio Guaíba, 24 de fevereiro;  2 e 9 de março de 2012.
2º LUGAR - MISSÃO GAÚCHA EM LONDRES, de Eduardo Vieira Gabardo, Rádio Gaúcha, 27 de julho a 3 de agosto de 2012.
 MENÇÃO HONROSA - SOCIAL FUTEBOL CLUBE, de Felipe Pereira Gamba, Rádio Gaúcha, 27 de outubro de 2012.

TELEJORNALISMO
 
Reportagem Geral
1º LUGAR – MENSAGEM NA GARRAFA, de Andrei Rossetto, SBT Brasil, 5 de novembro de 2012.
2º LUGAR - HORRORES DO CÁRCERE, de Roberta Salinet, RBS TV, 5 de abril de 2012
MENÇÃO HONROSA - MÁFIA DOS CONCURSOS, de Giovane Grizotti, RBS TV – Programa Fantástico, 17 de junho de 2012.

Reportagem Esportiva
1º LUGAR – PUMAS VILA CRUZEIRO – ONDE O FUTEBOL DE VÁRZEA SE ESPELHA NO FUTEBOL PROFISSIONAL, de Fernando Becker, RBS TV, 12 de novembro de 2011.
2º LUGAR - SUPERATLETAS DEPOIS DOS 60, de Andrei Rossetto, SBT Brasil, 4 de fevereiro de 2012.
MENÇÃO HONROSA - PROJETO NOVA VIDA, de Fernando Becker, RBS TV, 19 de maio, 2, 9 e 17 de junho de 2012.

 WEBJORNALISMO
1º LUGAR – OS FARRAPOS CHEGARAM, de Gilmar Fraga, zerohora.com.br, 12 de setembro de 2012.
2º LUGAR - ADEUS, OLÍMPICO!,  de Lucas Rizzatti e Paulo Ludwig,  globoesportes.com, a partir de 19 de setembro de 2012.
MENÇÃO HONROSA - ARENA DESVENDADA, de Lucas Rizzatti e Paulo Ludwig, globoesportes.com, 19 a 22 de dezembro de 2012.
 
CONTRIBUIÇÃO ESPECIAL A COMUNICAÇÃO SOCIAL – PRÊMIO ANTONIO GONZALEZ
   Jornal Ponche Verde de Dom Pedrito
   Grupo RBS  - Projeto “A Educação Precisa de Resposta”
    ADVB-RS – Projeto “O Rio Grande do Sim”

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

DIVULGADOS OS FINALISTAS DO 54º PREMIO ARI DE JORNALISMO

A Diretoria Executiva da Associação Riograndense de Imprensa liberou, no dia 11 de dezembro, a relação dos finalistas da 54ª edição do Prêmio ARI-Banrisul de Jornalismo. São 65 indicados nas 13 categorias do concurso, que disputam os primeiros, segundos e terceiros lugares. Os dois primeiros recebem prêmios em dinheiro, troféu Negrinho do Pastoreio e diploma, enquanto o terceiro receberá Menção Honrosa. Segundo o presidente da ARI, João Batista de Melo Filho, foram inscritos 186 trabalhos. A solenidade de premiação acontecerá no dia 18 de dezembro, terça-feira, às 10h30min, no Salão Hipólito José da Costa, na Casa do Jornalista, do Edifício Alberto André - Av. Borges de Medeiros, 915 – 8º andar.

Estes são os classificados:

JORNALISMO IMPRESSO
Reportagem Geral
a) MENINOS CONDENADOS, de Adriana Irion e José Luís Costa, Zero Hora, janeiro a fevereiro de 2012.
b) SAÚDE POR UM FIO: UMA LEGIÃO DE DOENTES NA ESTEIRA DOS FRIGORÍFICOS, de Cleidi Cristina Pereira, Correio do Povo, 22 de abril de 2012.
c) 400 MINUTOS DE UM PESADELO, de José Luís Costa, Zero Hora, 15, 16, 17 e 18 de julho de 2012.
d) FILHO DA RUA, de Letícia Duarte, Zero Hora, 17 de junho de 2012.
e) O PAÍS DOS AGROTÓXICOS, de Roberto Villar Belmonte, Extra Classe, abril de 2012.

Reportagem Esportiva
a) OS DONOS DA ÁGUA, de Carlos Corrêa, Correio do Povo, 31 de outubro de 2012.
b) PAIXÃO QUE MOVIMENTA MILHÕES – CLUBES GAÚCHOS TRABALHAM PARA EXPANDIR AS RECEITAS, de Fernando Soares, Jornal do Comércio, 13 de fevereiro de 2012.
c) FUTEBOL ATRÁS DAS GRADES, de Carlos Corrêa, Correio do Povo, 25 de abril de 2012.
d) DRIBLE NA JUSTIÇA, de Paulo Germano e Francisco Amorim, Zero Hora, 22 a 24 de julho de 2012.
e) LOUCOS POR ESPORTE, de Mariana Oselame, Correio do Povo, 27 de fevereiro de 2012.


Reportagem Econômica
a) CRESCIMENTO SEM FREIOS – UM RUMO PARA PORTO ALEGRE, de Caroline da Silva, Jornal da Universidade, janeiro e fevereiro de 2012.
b) LICENÇA AMBIENTAL TRAVA COMBATE À SECA NO ESTADO, de Cleidi Cristina Pereira, Correio do Povo, 18 de janeiro de 2012.
c) COMPANHIAS AÉREAS SOB MAU TEMPO, de Fernando Soares, Jornal do Comércio, 17 de setembro de 2012.
d) ESQUENTA A BRIGA PERLA CLIENTELA DE ENSINO SUPERIOR, de Patrícia Comunello, Jornal do Comércio, 24 de setembro de 2012.
e) MARTELO SALVADOR, de Marcos Juliano Graciani, Revista Amanhã, 8 de fevereiro de 2012.

 Reportagem Cultural
a) UMA GERAÇÃO VAI,OUTRA GERAÇÃO VEM, do Carlos André Moreira, Zero Hora, 22 de setembro de 2012.
b) NA FRONTEIRA ENTRE A REALIDADE E A ARTE, de Michele Rolim, Jornal do Comércio, 18, 19 e 20 de maio de 2012.
c) SAUDADE DO BRASIL, de Patrícia Rocha, Zero Hora, 15 de janeiro de 2012.
d) “VAI UM SARAU AÍ?”, de Paulo Cesar Teixeira, Revista Aplauso, Abril de 2012.
e) CRÍTICA, UMA ARTE, de Ricardo Coelho Gruner, Jornal do Comércio, entre 17 de abril a 15 de maio de 2012.

 Crônica
a) MALALA, de Claudia Laitano, Zero Hora, de 13 outubro de 2012.
b) O QUE QUEREM OS QUE VÃO MORRER, de David Coimbra, Zero Hora, de 17 de fevereiro de 2012.
c) BENDITA CRUCIFICAÇÃO, de Diogo Olivier, Zero Hora, 29 de setembro de 2012.
d) TRÊS ATOS DE UMA VIDA – TORTURA, SEQUESTRO E MORTE NO FORNO, de Mário Marcos de Souza, Blog do Mário Marcos, 5 de maio de 2012.
e) A FOTO DE DILMA, de Moisés Mendes, Zero Hora, 11 de dezembro de 2012.

 Fotojornalismo
a) O RESGATE DA GALINHA, de Adriana Franciosi, Zero Hora, 5 de julho de 2012.
b) OS ÚLTIMOS CARRETEIROS, de Luís Tadeu Vilani, Zero Hora, 26 de agosto de 2012.
c) CHÃO EM BRASA, de Jean Pierre Schwarz da Silva, Zero Hora, 12 de janeiro de 2012.
d) EU QUERO SER LIVRE, de Tarcila Oliveira Pereira, Correio do Povo, 16 de outubro de 2012.
e) REFUGO, de Valdir Gomes Friolin, Zero Hora, 12 de janeiro de 2012.

Planejamento Gráfico
a) DESIGN DE LONDRES PARA OS JOGOS OLÍMPICOS, de Aluisio Brito Pinheiro, Zero Hora, 28 de julho a 13 de agosto de 2012.
b) GASTRONOMIA, de Ana Maria Sampaio Benedetti, no jornal Zero Hora, de 21 de setembro de 2012.
c) 240 PRAZERES, de Norton Voloski e Diego Borges, Zero Hora, 26 de março de 2012.
d) UM ROUBO NÃO É UM NÚMERO. É UM TRAUMA, de Márcio da Silva Câmara, Zero Hora, 28 de outubro de 2012.
e) ESPECIAL “O TEMPO E O VENTO", de Norton Voloski e Diego Borges, Zero Hora, 22 de setembro de 2012.

 Charge
a) AVILTADA, de Augusto Frank Bier – BIER – Site do Sindibancários, 8 de agosto de 2012.
b) CONFUSÕES COM O HORÁRIO, de Gilmar Luiz Tatch – TACHO, –l Correio do Povo, 20 de outubro de 2012.
c) DEPOIS DO GOLPE NO PARAGUAI, de Neltair Rebés Abreu - SANTIAGO – Extra Classe, agosto de 2012.
d) DIA NACIONAL DA POESIA, de Moacir Knorr Guterres – MOA, Revista Almanaque Brasil, março de 2012.
e) PISO SALARIAL DO PROFESSOR, de Neltair Rebés Abreu - SANTIAGO –Jornal João de Barro, junho de 2012.

 RADIOJORNALISMO

01) Reportagem Geral
a) MACONHA: DO CRIME À LIBERAÇÃO, de Filipe Peixoto da Silva, Rádio Bandeirantes, 14 de junho de 2012.
b) 100% CIDADÃO, de Paulo Rocha, Rádio Gaúcha, 19 a 14 de setembro de 2012.
c) OS DESAPARECIDOS: AS FAMILIAS QUE ESPERAM POR CRIANÇAS E ADOLESCENTES QUE NÃO VOLTARAM PARA CASA, de Leandro Rodrigues, Rádio Band News, 29, 30 e 31 de outubro de 2012.
d) ELEIÇÃO E ASFALTO, de LEANDRO STAUDT, Rádio Gaúcha, 2 e 3 de outubro de 2012.
e) DP – DELEGACIAS DO PASSADO, de Cid Martins, Rádio Gaúcha, 29 de outubro de 2012.

 02) Reportagem Esportiva
a) MISSÃO GAÚCHA EM LONDRES, de Eduardo Vieira Gabardo, Rádio Gaúcha, 27 de julho a 3 de agosto de 2012.
b) JORGE MENDES – O JORNALISTA DE TODAS AS GERAÇÕES, de Gilberto Chaves dos Santos Júnior, Rádio Guaíba, 28 de outubro de 2012.
c) ESPÍRITO OPLÍMPICO, de Mariana Oselame, na Rádio FM Cultura, 22 de agosto de 2012.
d) TERAPIA DO ESPORTE, de Mariana Oselame, Rádio Guaíba, 24 de fevereiro; 2 e 9 de março de 2012.
e) SOCIAL FUTEBOL CLUBE, de Felipe Pereira Gamba, Rádio Gaúcha, 27 de outubro de 2012.

 TELEJORNALISMO
Reportagem Geral
a) MÃES NO CÁRCERE, de Nathália Tissot Fruet, BAND TV, 11 de maio de 2012.
b) MÁFIA DOS CONCURSOS, de Giovane Grizotti, RBS TV – Programa Fantástico, 17 de junho de 2012.
c) A AÇÃO DOS COIOTES NA FRONTEIRA DO RS, de Fábio Almeida, RBS TV, 16 de setembro de 2012.
d) MENSAGEM NA GARRAFA, de Andrei Rossetto, SBT Brasil, 5 de novembro de 2012.
e) HORRORES DO CÁRCERE, de Roberta Salinet, RBS TV, 5 de abril de 2012.

 Reportagem Esportiva
a) À PROCURA DE LEANDRO DAMIÃO, de Rafaela Meditsch dos Santos, RBS TV,
3 de junho de 2012.
b) PROJETO NOVA VIDA, de Fernando Becker, RBS TV, 19 de maio, 2, 9 e 17 de junho de 2012.
c) UMA DESPEDIDA MONUMENTAL, de Francisco Garcia Borges, TV BANDEIRANTES, 27 de outubro de 2012.
d) PUMAS VILA CRUZEIRO – ONDE O FUTEBOL DE VÁRZEA SE ESPELHA NO FUTEBOL PROFISSIONAL, de Fernando Becker, RBS TV, 12 de novembro de 2011.
e) SUPERATLETAS DEPOIS DOS 60, de Andrei Rossetto, SBT Brasil, 4 de fevereiro de 2012.

WEBJORNALISMO
a) EXPEDIÇÃO À PATAGÔNIA, de Danton José Boatini Jr, Site do Correio do Povo, 28 de janeiro a 5 de fevereiro de 2012.
b) OS FARRAPOS CHEGARAM, de Gilmar Fraga, zerohora.com.br, 12 de setembro de 2012.
c) ADEUS, OLÍMPICO!, de Lucas Rizzatti e Paulo Ludwig, globoesportes.com, a partir de 19 de setembro de 2012.
d) NOVO CENÁRIO NOTURNO FAZ CIDADE BAIXA SE REINVENTAR, de Mauro Belo Schneider, Site do Jornal do Comércio, 31 de outubro de 2012.
e) ARENA DESVENDADA, de Lucas Rizzatti e Paulo Ludwig, glob

domingo, 9 de dezembro de 2012

Juliano (de tiara) esperou 15 anos para ver show de Madonna
Raul otimizou o tempo e aproveitou para ler um livro

Para alguns é loucura, mas, para eles, o nome disso é paixão. Ficar horas e até mesmo dias em uma fila, passando por todo tipo de desconforto, é uma espécie de autoflagelação, como se não merecesse estar ali, curtindo aquilo que, para eles, é estar no paraíso. É isso, certamente, o que sentem os fãs de Madonna que começaram a se instalar diante do Estádio Olímpico há exatamente uma semana, esperando o melhor lugar no estádio para o show que começa às 20h deste domingo.
 Um exemplo desses é o do recepcionista de estética Juliano de Oliveira, 23 anos. Ele e amigos foram os primeiros a acampar na calçada da Avenida Carlos Barbosa, na frente do Estádio Olímpico, no domingo passado. Na verdade, Luciano chegou ao local às 8h de segunda-feira. Neste domingo, por volta de 11h, ele estava ali, lépico e faceiro, sem demonstrar qualquer cansaço ou mostra de sofrimento sob um sol de 30 graus.
– Faz 15 anos que aguardo por esse momento – comentou, para Vidacuriosa, eufórico e, por que não dizer, emocionado.
 Ele estava entre as centenas de fãs que aguardavam pacientemente na fila, a maioria em barracas ou sob guarda-sóis. Em cadeiras de praia e igualmente protegidos dos raios solares, os amigos Raul Zimmermann e Leonardo Bertoldi, ambos com 18 anos e estudantes de Arquitetura, aguardavam o momento de assistir ao show da cantora. Raul, diferenciando-se dos demais fãs, ocupava o tempo com a leitura. Alheio à balburdia, não tirava os olhos do livro Apanhador no Campo de Centeio, de J.D.Salienger, publicado pela primeira vez em 1951 e transformado em best seller pela juventude. Perguntado sobre o show de Madonna, preferiu passar a palavra a Leonardo, que, pego de surpresa, disse estar sem palavras.
 
Senira faz sinal positivo e diz que tornou sonho em realidade


No outro lado do Olímpico, apenas sob guarda-sóis, guarda-chuvas e sombrinhas, centenas de fãs aguardavam na fila junto ao muro do lado oeste e sul, na Rua Gastão Mazeron. A funcionária pública de Gravataí, Senira Fossatti, 45 anos, saiu de casa em Canoas e chegou ao Olímpico às 8h deste domingo, na companhia da irmã, Sandra, 49. Senira tem uma filha de 20 anos, mas a menina não veio. Ela não gosta de Madonna.  Por isso, Senira, essa sim, fã da cantora há bastante tempo, veio com a irmã e aguardava ansiosa pelo momento em que os portões abrissem, às 16h.

Fãs aguardaram ansiosos a hora de abertura dos portões
No entorno do Olímpico, como nos dias de grandes jogos, circulavam cambistas, guardadores de carros e vendedores de alimentos. Os ingressos variavam entre 500, 200 e 300 para as cadeiras nas mãos de cambistas de diversos tipos, desde o malandro já especializado pelos jogos de futebol, até mulheres bem arrumadas que alegavam ter desistido do show.


 
Familia empurra tina com rodas cheia de bebidas e gelo
 
 
Foi um fuzuê, felizmente tranquilo, pelo que Vidacuriosa pôde observar nesse período, próximo do meio-dia. Esse foi o último evento do Estádio Olímpico, que já foi substituído pela Arena, do Parque Humaitá, na Zona Norte. Como quase todo mundo sabe, o local será implodido e dará lugar a um complexo comercial e residencial. O Bairro Medianeira ficará bem mais tranquilo, mas certamente o Olímpico deixará saudades, mesmo em quem não é gremista.

sábado, 8 de dezembro de 2012

MUDANÇAS NO BAIRRO MEDIANEIRA

Ao fundo, o Estádio Olímpico, que dará lugar a um conjunto comercial
Morador das proximidades do Estádio Olímpico, já vendido dentro da transação que permitiu a construção da Arena, no Parque Humaitá, acompanho com interesse as obras que estão sendo realizadas na área do Bairro Medianeira. Além do novo empreendimento que será erguido no local, após a implosão do Olímpico, modificações de trânsito na área também serão significativas com a criação de um novo complexo viário que utilizará a Rua Gastão Mazeron, estendendo-se até a Vila Cruzeiro do Sul para se encontrar com duplicação da Avenida Tronco. Será uma radial que começará na Avenida Icaraí, próximo ao Hipódromo e ao Barrashopping e seguirá, passando pela Gastão Mazeron e indo até a Terceira Perimetral, na Avenida Teresópolis. As obras fazem parte de um plano de organização do trânsito para enfrentar o movimento de surgirá com a realização da Copa de 2014, que tem Porto Alegre como uma das cidades-sede.



Iniciada parte da canalização do arroio. Ao fundo, o Centro de Umbanda
Neste sábado (8), observei as obras que já estão sendo feitas na Rua Gastão Mazeron, que é uma continuação da Avenida Erico Verissimo, também conhecida como Cascatinha, a partir da rótula do Papa. Essa rua passa pelos fundos do Estádio Olímpico. Por enquanto, a Mazeron é uma rua sem saída, mas deverá ser alargada e se estender até a Avenida Cruzeiro. Na parte em que ainda é sem saída, já estão sendo realizadas obras (veja fotos) para a canalização de esgotos pluviais que, até então, eram a céu aberto. Desapropriações de residências já estão ocorrendo para permitir a abertura da rua.O curioso é que bem nesse local está o Centro de Umbanda Reino de Oxalá, do pai Cleon. Coincidência ou ajuda dos orixás, o certo é que o centro não precisará deixar o local. Uma parte de sua edificação, porém, terá de dar lugar à continuação da Rua Gastão Mazeron, mas a instituição vai continuar ali, no terreno que se estende até a Rua Mariano de Matos.
Árvore foi marcada para ser retirada do local
 Outra curiosidade são as marcações das árvores que deverão ser removidas para permitir o alargamento da via. Inscrições em vermelhos indicam quais deverão ser retiradas do local para permitir a realização das obras.


Crianças se divertem com as manilhas que serão enterradas

domingo, 2 de dezembro de 2012

QUASE DUAS CENTENAS DE TRABALHOS CONCORREM AO PRÊMIO ARI 2012

Jornalistas, parentes e fãs desses profissionais aguardam, com ansiedade, o dia 19 de dezembro, quando serão anunciados os vencedores da 54ª Edição do Premio Ari de Jornalismo. Este é o mais importante concurso sobre trabalhos de comunicação no Rio Grande do Sul e um dos maiores no país.
 Neste ano, um total de 184 matérias foram escritas e inscritas. Conforme o jornalista Antonio Goulart, este número ficou dentro da média dos últimos anos.
Na primeira semana de dezembro, a comissão formada para julgar os trabalhos deverá se reunir para iniciar a análise do material inscrito. A entrega dos troféus e diplomas está prevista para o dia 19, data em que se comemoram os 77 anos  de criação da  Associação Riograndense de Imprensa.
Se você quiser saber ou relembrar quem foram os ganhadores da  edição mais recente do Prêmio Ari, clique em http://migre.me/catWD .








 

 

sábado, 1 de dezembro de 2012

UMA HISTÓRIA EMOCIONANTE NA PREFEITURA DE GRAVATAÍ

Com seu "tablet" e muita disposição para "trabalhar" (Foto Plínio Nunes)
Chiquinho é um jovem com Síndrome de Down bastante conhecido em Gravataí. Suas deficiências mentais não o impedem de andar por toda a cidade, conhecer e ser conhecido por todos. Uma das coisas que ele mais gosta é de visitar a prefeitura, principalmente o assessor jurídico Fernando Zandonai. Luiz Francisco Mendes é tratado com muito carinho e alegria por todos, especialmente Zandonai. Amigo da família de Chiquinho, os dois brincam e riem o tempo todo:
     - Te ajeita cabeção!
     - Eu não sou cabeção, tu que é cabeçudo, Fernando!
     Zandonai também é uma figura. Advogado, dono de um haras em Gravataí, tem histórias bem interessantes. Amigo do diretor de novelas da Globo Jayme Monjardim, teve os cavalos de sua propriedade utilizados nas gravações da minissérie A Casa das Sete Mulheres. Ele próprio, Fernando, participou como ator do filme. Fez o papel de Domingos José de Almeida, o chefe administrativo dos Farrapos, ministro da Fazenda da República de Piratini.
     Voltando a falar do Chiquinho, ele é o cara. Um dia, ele apareceu na sala de Fernando Zandonai e aguardou por ele. Cabelo lambido, vestia fatiota e chinelos de dedo. Sentou-se na cadeira do amigo e, conversando com os outros funcionários, informava, com o sorriso permanente no rosto:
- Vou trabalhar no lugar do Fernando.
     O assessor jurídico havia colocado uma plaquinha de papel na mesa dele com a inscrição: Chefe Francisco. Chiquinho trouxera uma máquina calculadora pequena, em desuso, na qual Zandonai escreveu: Tablet do Chiquinho. O rapaz era o retrato finalizado da felicidade. Incorporou de tal forma o cargo que, uns dias depois, notou que um advogado chegara um pouquinho atrasado e, ali na sala, passou uma carraspana nele como um legítimo chefe de setor.
     A visita quase diária ao prédio sempre enche os funcionários de alegria. Uma retribuição a essa alma especial foi feita na tarde de sexta-feira quando ele comemorou seu aniversário de 44 anos com uma festa da maneira como havia desejado, no gabinete do prefeito Acimar Silva. Teve direito a bolo, refrigerantes, ganhou um Papai Noel de presente movido a corda e até foto no site da prefeitura. Emocionado, fez discurso agradecendo a todo mundo e, especialmente ao pai, e à mãe, que estava presente. Foi um dia memorável na minha história.

Festa com bolo, refrigerantes, presente e até discurso (Foto Divulgação PMG)
 

sábado, 24 de novembro de 2012

MINHA HOMENAGEM E RESPEITO AO 20 DE NOVEMBRO

A data de 20 de novembro passou e, por absoluta falta de tempo, nada postei sobre Consciência Negra aqui no blog. Faço esse registro dois dias depois de Joaquim Barbosa, filho de um pedreiro com uma lavadeira, ter sido o primeiro negro a assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta corte de Justiça do país. Trata-se de um marco histórico e importante para a autoestima de um povo que foi vítima de um dos dois maiores crimes cometidos contra a humanidade no mundo. O outro foi o massacre de judeus, ciganos, homossexuais e outras minorias durante a Segunda Grande Guerra.
Não vou entrar em detalhes políticos, nem filosóficos. Vou lembrar de Zumbi dos Palmares, como um símbolo da luta contra a opressão de um povo vilipendiado a partir da cor de sua pele. Vou lembrar de Antônio Cândido não apenas como um herói da raça negra, mas um homem que lutou contra a exploração dolorosa dos menos favorecidos, sejam eles negros, índios, amarelos ou brancos. O gaúcho João Cândido Felisberto, o Almirante Negro, (1880-1969), natural de Encruzilhada do Sul, com sua luta modificou a história e acabou com os castigos corporais que eram infligidos aos seus companheiros marinheiros.
 Considero importante relembrar o que o povo negro sofreu para que o preconceito racial seja extinto da face da terra. Que ninguém seja discriminado em função da pele que ostenta nem por qualquer outro motivo. Para marcar  este 20 de novembro, busquei no Youtube a música Leilão, que retrata um pouco do sofrimento do povo negro. Leilão, composta em 1930, é de autoria de Heckel Tavares e Joracy Camargo. Abaixo, vídeo de parte do programa Ensaio da TV Cultura, de 16/6/2012 com os músicos Paulo Freire (viola), Paulo Braga (piano) e Ana Salvagni (voz)
 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

RECULUTA DE POSTS RECENTES NO FACEBOOK

Enigma no capitalismo selvagem
Me dê cifra, ou eu te devoro.
Decifrando: ou tu atinges a meta, ou eu te demito.

Reflexões durante a caminhada
Nem bem começo a andar e já borbulham na mente frases, piadas, poesias. São como bolhas coloridas de sabão. Se não as anoto, em pouco tempo já se desfazem, para tristeza ou felicidade dos que ocasionalmente me leem.

Comparação das citações antigas com a atualidade:
"Não concordo com uma só palavra que dizes, mas defenderei, até à morte, o direito que tens de dizê-la" (Voltaire - 1694/1778) "Até concordo com o que dizes, mas, como não és do meu partido, farei tudo o que puder para que não o digas" (pensamento de alguns políticos atuais)

Três reflexões sobre o erro
· Quando se faz algo na correria, a chance de sair algo errado é muito alta. A não ser que se trate de prova automobilística ou carreira no prado, disputa de atletismo.
* Apreende-se com o erro próprio e com os equívocos e acertos dos outros e nada com o acerto próprio. Se fez direito, é porque já sabe.
* Impressionam-me as pessoas que conseguem admitir erros e pedir desculpas com sinceridade. Isso é uma das coisas mais difíceis de se fazer. Tenho dó de quem percebe que fez uma injustiça com alguém e não repara.

Cotejando ditados antigos:
De noite, todo gato é pardo. Para os racistas, de noite, todo pardo é gato...

Reflexões sobre o linguajar
* Quem usa palavrão no lugar do nome das coisas ou sofre da Síndrome de Tourrette ou é falta de vocabulário mesmo. Ou as duas coisas.
* Quem utiliza a expressão 'coisa' para se referir a determinado objeto ou usa frequentemente o verbo "coisar" ou está com indícios de Alzheimer ou é falta de vocabulário mesmo.

Reflexões sobre uma sociedade injusta
* Rico só vai para a cadeia quando contraria interesses de alguém mais rico e poderoso do que ele. E, ainda assim, por pouco tempo.

* Justiça só para os amigos tem outro nome; é corporativismo. Justiça somente para si é egocentrismo. Justiça tem que ser para todos ou não é justiça.

Obs: Para matar a curiosidade, aí vai o significado de reculuta, conforme os dicionários informais: "É a busca de um animal que se desgarrou de uma tropa, é o resgate de alguma coisa que se perdeu para trazê-la de volta à situação inicial."


 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

DUAS VERSÕES PARA UMA MESMA HISTÓRIA


Nesta semana, alguém me contou uma história para exemplicar que as pessoas sempre encontram soluções diante de dificuldades. Depois de ouvir, resolvi postá-la aqui, ao mesmo tempo em que criei uma nova versão com um final diferente. Eis a primeira:

Vaquinha do neto Raphael e fonte de água renovável (presente da filha Cristina)
       Família era sustentada por uma vaquinha
Um economista, com mestrado e preparando tese de doutorado, pouco depois de ler vários livros, convidou um amigo e viajaram para o Interior. Ao chegar a um lugar afastado, inventaram um defeito mecânico no carro e pediram ajuda em uma pequena propriedade. O dono da casa os convidou para almoçar, disse que a refeição era simples, mas que era um prazer tê-los ali.
 O economista observou a simplicidade da casa, a falta de pintura, a comida escassa. Curioso, perguntou como faziam para sobreviver e ouviu o relato do dono da casa:
- Temos uma vaquinha, que dá 20 litros de leite por dia. Somos eu, a mulher e quatro filhos. O leite que sobra a gente vende para vizinhos, que também compram o queijo que fazemos. Com o dinheiro, compramos farinha e fermento para o pão.Temos uma hortinha que nos dá mais alimentos. Não temos muito, mas vamos vivendo.
 Pouco depois de se despedirem, na subida do morro, viram a vaquinha. O economista desceu do carro e empurrou o animal penhasco abaixo. O colega perguntou:
- Por que tu fizeste isso?
- Depois tu vais entender – respondeu.
Três meses depois, os dois voltaram à propriedade. Na chegada, viram que a cerca e a casa estavam pintadas, havia cadeiras novas e ouviram um som que vinha da televisão.
- O que aconteceu - perguntou o economista?
- Nossa vaquinha caiu de um penhasco e morreu. Sem ela, tivemos que nos virar. Todos nós começamos a trabalhar, com o dinheiro investimos para melhorar nossa horta, compramos mais animais e agora estamos com uma condição de vida melhor.
O economista sorriu e anotou dados para a sua tese, definindo que as dificuldades fazem as pessoas se movimentarem em busca de soluções.
E agora, a versão que criei sobre o caso:
        Família era sustentada por uma vaquinha
Estressado com problemas conjugais e perdas ocasionais nos lucros, um empresário decidiu esfriar uma cabeça com uma viagem para o centro do país. Queria um lugar afastado, bucólico, para pensar sobre seus problemas em paz. Levado pelo motorista, chegou a uma pequena propriedade, disse que o carro havia enguiçado e foi convidado pelo dono da casa para almoçar. Viu que a casa não estava pintada, a comida era bem simples e quis saber como eles viviam:
- Temos uma vaquinha, que dá 20 litros de leite por dia. Esse leite é suficiente para mim, para mulher e os quatro filhos. O que sobra a gente vende para os vizinhos ou faz queijo e vende para comprar farinha e fermento, como qual fazemos pão. Temos uma hortinha que nos dá mais alimentos. Não temos muito, mas somos felizes.
- Vocês não têm ambições maiores, como comprar televisão, reformar a casa, comprar carro, viajar, usar roupas de grife?
O dono da casa respondeu:
- Gostamos da vida simples que levamos. De vez em quando, visitamos parentes na cidade mais próxima ou eles vêm nos visitar. Um dia ganhamos uma televisão nova de um turista a quem abrigamos. Um mês depois, vendemos o aparelho. É que ela estava nos transformando, insistindo para que comprássemos o que não precisávamos, não estava fazendo bem para as crianças. Com o dinheiro dela, compramos sementes e equipamentos agrícolas e seguimos nossa vida. Os dois filhos que ainda estão estudando caminham bastante para ir à escola, mas somos muito felizes. É gostamos muito da vaquinha. É ela que nos permite viver assim.
 Pouco depois de se despedirem, na subida do morro, viram a vaquinha. O rico empresário desceu do carro e empurrou o animal penhasco abaixo. O motorista perguntou:
- Por que o senhor fez isso?
- Depois tu vais entender – respondeu.
Três meses depois, os dois voltaram à propriedade. Na chegada,viram a casa fechada, com o mato tomando conta. Do galpão, desolado, veio o dono da casa.
- O que aconteceu? – perguntou o rico empresário.
O dono da casa relatou:
- Nossa vaquinha caiu de um penhasco e morreu. Sem ela, ficamos sem alimento e sem dinheiro. A família tentou uma saída, mas logo começaram os desentendimentos. Minha mulher e eu começamos a nos desentender. Os três filhos maiores foram para cidade em busca de um emprego. Sem sucesso e tentando nos ajudar a conseguir comida, um deles foi preso por furto em uma casa. Outro acabou se enforcando, e o mais novo viciou-se em crack e foi internado. A mulher se desgostou e foi embora com o caçula. E minha vida se transformou nisso.
Então o empresário fez uma oferta em dinheiro bem abaixo do mercado e comprou a propriedade do homem, que foi embora para a cidade. Hoje ele engrossa o cinturão de miséria na periferia da cidade, vive em uma vila clandestina, catando latinhas e morando em um casebre onde chove dentro o mesmo que chove fora.
Moral das histórias: cada cabeça que lê esses textos certamente terá uma interpretação conforme sua própria vivência e conhecimento.

sábado, 27 de outubro de 2012

MISTÉRIO COMPLETA UM ANO

Cristiane está sumida desde o dia 27 de outubro
O mistério do desaparecimento de Cristiane Oliveira de Oliveira, 32 anos, está completando um ano hoje. Uma das coisas que não consigo entender é o fato de uma pessoa sumir assim, de repente, evaporar, e a polícia não conseguir descobrir o que aconteceu. Isso em pleno século XXI, quando há equipamentos impressionantemente capazes de ajudar a descobrir como fatos acontecem. Eu não preciso procurar muito para saber qual é a causa, mas isso eu acho que todo mundo sabe. A polícia já tem equipamentos modernos, mas ainda age como se estivesse no século XVIII.
 
     Cristiane sumiu no dia 27 de outubro do ano passado. Moradora do bairro Restinga, estava afastada havia seis meses, por licença-saúde, do seu emprego de funcionária de uma farmácia, por conta de uma tendinite no pulso direito. Ela foi vista pela última vez logo após ter deixado a filha Gabriela, então com sete anos, à uma da tarde, no colégio, e seguido, de bicicleta, para ver como estavam as obras de sua casa no bairro Lageado, também na Zona Sul da Capital.
    Após registrar o desaparecimento de Cristiane, a família passou a procurar pelas ruas buscando alguma informação que permita descobrir o que aconteceu com ela. Os familiares alugaram até um helicóptero, que sobrevoou o local onde ela foi vista pela última vez, mas nenhum resultado foi obtido.
Um pedreiro que trabalha nas obras da nova casa, disse à família que Cristiane esteve no local, deu banho no cachorro e saiu dizendo que iria buscar a filha no colégio.
     Cristiane não foi mais localizada. Conforme a família, ela vestia uma camiseta branca, calça legging preta e boné de cor laranja. A bicicleta branca e azul que ela utilizava também não foi encontrada. Angustiados, os familiares dela - pais e sete irmãos - fizeram buscas nos hospitais da cidade e região e colocaram cartazes com a foto dela para tentar localizá-la. Policiais da 16ªDP e da Delegacia de Homicídios e Desaparecidos começaram a investigar o caso.
O marido de Cristiane, Rodrigo Veloso Freitas, 30 anos, disse que ela não tinha qualquer problema, que pudesse levar a um desaparecimento voluntário:
- Ela não bebia e não fumava. A gente não brigava, só as brigas normais de casal, nada alarmante – comentou Rodrigo, acrescentando que tudo estava pronto para a mudança e que o casal e a filha passariam o Natal na nova casa.

Qualquer informação para ajudar a localizar Cristiane ou descobrir o que houve com ela poderá ser dada para o órgão policial mais próximo.
* Com informações do Diário Gaúcho

domingo, 21 de outubro de 2012

PEDREIRO SE ENFORCA DEPOIS DE OUVIR BRINCADEIRA NO RÁDIO

Infelizmente, a maioria dos comentaristas ou comentadores de rádio, televisão ou jornal não tem consciência sobre quem está do outro lado, ouvindo, vendo ou lendo. Tivessem essa noção exata, não cometeriam barbaridades que se ouvem, veem e leem diariamente. Um exemplo disso me veio ao conhecimento nesta semana, em uma conversa ocasional com um vizinho. O relato que vou fazer é verídico, pelo que depreendi. Aconteceu em Porto Alegre. Não darei nomes dos envolvidos porque, hoje em dia, no final de tudo, mesmo com provas, quem erra se acha no direito de processar quem o critica. E, para mim, mais importantes são os fatos. Uma parte envolvida naturalmente é identificada por quem costuma ouvir rádio.
 Contou-me o vizinho que há três meses um pedreiro conhecido dele suicidou-se, por enforcamento, um dia depois de ter ouvido, em um programa radiofônico de grande audiência, algo que o chocou.  Com a palavra, o vizinho:
     “Esse meu amigo pedreiro andava com problemas de relacionamento conjugal. Trabalhava bastante, tinha um emprego fixo e fazia bicos nos fins de semana. Mas andava em constante atrito com a esposa. Enquanto ele estava no trabalho, a mulher costumava levar o filho pequeno a uma pracinha para brincar. Foi lá que ela conheceu outra mulher, que é lésbica. Essa mulher começou a botar coisas na cabeça da outra, sugerindo separação. O pedreiro suspeitou que as duas tivessem o caso. Tanto eu como esse meu amigo costumávamos ouvir com frequência a mesma rádio, que tem um programa sobre futebol na hora do almoço. Pois um dia, os participantes do programa abordaram o caso de um jogador de futebol que estava sendo traído pela mulher, que se apaixonou por um colega dele. Conversa vai, conversa vem, piada vai, piada vem, até que um deles disse o que, com certeza atingiu em cheio o meu amigo:
- Ser traído é coisa normal. Ser traído pelo colega de profissão é brabo. Mas o pior de tudo é perder a mulher para outra mulher. Aí, o cara tem que se suicidar. Todos riram muito, o autor da frase achou-se o cara mais criativo e inteligente do mundo. Tenho certeza absoluta de que ele estava ouvindo o programa naquele dia. Não perdia um.
 No dia seguinte, o pedreiro ficou com aquilo retumbando dentro da cabeça. Quando ele chegou em casa do trabalho, a mulher mais uma vez reclamou dele, eles se desentenderam, e ela ameaçou ir embora. No dia seguinte, um sábado, ele ligou para a irmã e avisou que não aguentava mais, que ia se enforcar. A irmã correu para a casa dele, mas, quando o encontrou, ele já estava pendurado.”
  Com certeza, nenhum dos integrantes desse programa conhece essa história, nem alguma outra semelhante que tenha acontecido. Se tivessem tomado conhecimento, certamente teriam argumentos para dizer que essa morte não teve nada a ver com eles. Eles precisariam disso para pôr a cabeça no travesseiro e dormir tranquilamente. Mas a vida é como ela é, como já dizia o dramaturgo Nelson Rodrigues. E alguns comunicadores são como são. Infelizmente. É triste. Muito triste.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

SE A LENDA É MAIS INTERESSANTE QUE O FATO, PUBLIQUE-SE A LENDA

Mario Quintana disse uma vez que um erro em bronze é um erro eterno. Concordo e acho também que um erro em livro ou jornal não só é eterno como também multiplicador. É o que me vem à mente ao ler, hoje, em uma excelente matéria de Zero Hora sobre a Guerra dos Farrapos, um erro histórico. Como muitos outros historiadores, a reportagem diz que João Nunes da Silva Tavares, o Joca Tavares, teve seu batismo de fogo aos 17 anos no Combate de Seival. Na verdade, ele já estava com 20 anos completos.
  Detectei esse erro há alguns anos, quando visitei o túmulo da família Silva Tavares, em Bagé. Lá estava escrito que Joca Tavares nasceu em 24 de maio de 1816 e não em 1818 como os historiadores têm registrado. Achei que poderia ser um erro de lápide, afinal isso também acontece. Como naquela época não havia google, conferi, então, na Biblioteca Pública do Estado, o livro Homens Ilustres do Rio Grande do Sul, de autoria do jornalista Aquiles Porto Alegre. Ao explicar seu trabalho, Aquiles revelou que mandou cartas para parentes dos "homens ilustres", recebeu resposta de alguns e fez o livro. Então deduzo que algum familiar deu uma bola nas costas do jornalista ou ele próprio se atrapalhou e grafou errado o ano de nascimento de Joca Tavares como sendo 1818.
Ao reeditar esse livro, Sérgio da Costa Franco manteve o erro, mas colocou num rodapé, avisando que Walter Spalding tinha uma outra data para o nascimento de Joca, exatamente 1816. Há alguns anos, comentei esse fato com historiadores, mas não me deram bola. Não sou formado em História, nem tenho doutorado ou mestrado, ou qualquer outro título que valha mais do que um simples bacharelado de jornalismo.
  Muitos escritores, ao recontar a história da Guerra dos Farrapos, insistem no fato de que Joca tinha 17 anos em 1836. Se fizermos as contas, em setembro de 1836, ele já tinha 20 anos completos. Acredito que historiadores ufanistas acharam mais bonito dizer que o jovem teve seu batismo de fogo aos 17 anos. Outros autores referem a data certa da morte de Joca Tavares como sendo em 1806 e registram que ele morreu com 90 anos. Só não se preocuparam em fazer as contas. Como no famoso filme A Morte do Facínora, sobre a história do Velho Oeste, "se a lenda é mais interessante do que o fato, publique-se a lenda". E dane-se a verdade.

domingo, 19 de agosto de 2012

GRAVATAI E SEU CONCURSO POESIA NO ONIBUS

                                                               Acrescentado em 9/9/2012

Quem gosta de ler e fazer poesias tem, em vários municípios do Estado, a chance de ver suas obras expostas para um grande público: os passageiros de ônibus. Entre as cidades que contam com esse veículo, estão Porto Alegre, que também expõe no trem metropolitano, e Gravataí. Este último município entregou, na semana passada, os certificados aos vencedores da 9ª edição do Concurso Poema no Ônibus. As obras já foram afixadas nos vidros dos coletivos que integram a rota municipal. Realizado pela Fundação Municipal de Arte e Cultura (Fundarc) em conjunto com a empresa de ônibus Sogil, o concurso contou com 173 obras inscritas, das quais 16 foram escolhidas.
    Os poemas foram avaliados por uma comissão formada pelo doutor em letras Marlon de Almeida, o professor e escritor Caio Ritter e o editor e escritor Christian Davi. Realizada na Praça Borges de Medeiros, no Centro de Gravataí, a cerimônia contou contou com a presença de três autores que participam do evento, de representantes da Sogil, e de outras autoridades, entre elas o prefeito Acimar Silva. 
Prefeito Acimar com Teresa /Foto: Bruna de Bem - Secom/PMG
A professora de língua portuguesa e literatura Teresa Azambuya, 29 anos, foi a única representante de Gravataí vencedora do concurso. Ela já foi premiada em outras duas edições, além de ter recebido prêmios em Porto Alegre e ganhado concursos estudantis.Teresa escreve desde 2003, possui um livro de poesias publicado e participou de três obras com contos coletivos. O Poemas no Ônibus será o tema de sua pós-graduação.
 
OS POEMAS
 
Ilustração: Shelly Tenjou - Secom/PMG

Bola Fora
Dominava a redonda
Com maestria.
Chutava, driblava, corria,
Era um craque.
Falsos amigos, abraços fingidos,
E a carreira, por fim, vazia.
Derrotado pelo crack.


Carlos Bruni Fernandes
Ilustração: Shelly Tenjou - Secom/PMG
Noite doentia
No copo transparente
onde derrete o gelo da poesia
surge o líquido poema que alucina
a mente embriagada do poeta!
A mesa que sustenta o copo,
ampara as mãos de calejadas rimas,
voam no papel soluços versos
na dança entorpecida da grafia!
No bar o silêncio anuncia
o amanhecer de um estranho dia,
já não há mesa, nem copo, nem poesia,
só escombros de uma noite doentia!
Eugênio Carlos da Luz Backes

Ilustração: Shelly Tenjou - Secom/PMG
Obstação
Tu estavas desesperada,
Só, na fila do corredor.
Sem querer quase nada,
Te ofereci o meu amor.
Esse amor virou loucura,
Enquanto a viagem durou.
No fim veio a desventura:
Tu – ainda só – continuou.
Hoje estás arrependida,
Na fila e só, crias bolor.
É assim mesmo querida,
Já embarcou outro amor.
Não tranque a fila da vida,
Dá um passinho por favor.
Juarez Cesar Fontana Miranda

Ilustração: Shelly Tenjou - Secom/PMG
  Descortínios

A cortina esconde a tarde,
o sol se põe em tristeza,
abraçam seus raios a colina,
mas não vislumbro o rubor do ocaso.
A cortina oculta o mundo,
a via láctea viaja no espaço,
pilota a lua a nave,
mas não vislumbra a luz das estrelas.
A cortina esconde você,
as roupas se espalham no quarto,
dançam fantasmas no escuro,
mas não vislumbro a cinza das horas.


Roque Aloisio Weschenfelder

Ilustração: Shelly Tenjou - Secom/PMG

Cadeira de balanço

Anos depois, retorno à casa em pleno outono...
Pelo muro que esconde a construção ao lado,
escapa a dúbia luz de um luar magoado
e ilumina o ambiente em meio ao abandono...
Tentado, abro o portão. O gesto há muito adiado
verdece as minhas mãos de musgo e opõe-se ao sono
de um gatarrão que foge inquieto. Então espiono,
na varanda em silêncio, objetos do passado.
Num canto, entregue ao tempo, um móvel me detém...
A cadeira, onde outrora, o balançar que o diga,
quanta alegria encheu-me a vida um certo alguém...
A cadeira tremula e a pronto se renova...
Ora o balanço leva uma lembrança antiga...
Ora o balanço traz uma saudade nova...

Reginaldo Costa de Albuquerque

Ilustração: Shelly Tenjou - Secom/PMG
Cochicho

Ela veio caminhando
toda acanhada
querendo me contar as boas novas
Aproximou-se de mim
com as mãos fechadas
diante do rosto
assim, como se trouxesse
só pra me mostrar
ao abrir dos dedos
um vagalume

Rodrigo Domit

 
Ilustração: Shelly Tenjou - Secom/PMG
Antroposofia
Com fome de estrela
Comi um pedaço do céu
E meu dia não amanheceu

Rosana Banharoli


Ilustração: Shelly Tenjou - Secom/PMG
Viagem
O trem é cobra,
Esgueira-se pela natureza
(verde ou cinza).
O ônibus é linha
Da costura da cidade
(cinza ou verde).
O trem é pássaro:
Leva filhotes no bico.
O ônibus é botão:
Une dois pontos distantes.
Ambos são colo de infância,
Embalando os sonhos:
Uma trégua na vida.
Simone Alves Pedersen
 
Ilustração: Shelly Tenjou - Secom/PMG
                                                Natureza Viva

Da árvore, admiro as raízes fincadas na terra fértil.
Quero ser forte como o caule que suporta adversidades.
Venero os galhos que acolhem ninhos.
Invejo a sombra confortável
e os frutos que guardam a semente.
Quando chega o outono,
saúdo as folhas que enfeitam o chão,
húmus vegetal, começo de árvore em outra estação.

Solange Firmino de Souza
 



Ilustração: Shelly Tenjou - Secom/PMG


Risco
Será um risco?
Será rabisco?
Ou só um cisco na minha escrita?
Só sei que o traço
Desse meu passo
Segue tangente ao meu compasso.
 
Tatiana Alves Soares Caldas

Ilustração: Shelly Tenjou - Secom/PMG


 
Tra(d)ição
As musas entoam seu canto arcano
E, tão ardilosas, aedos inspiram.
Em seu voo cego, num baile insano,
Poderes e feitos heroicos transpiram.
São como Medeia, cruéis e ferozes,
São como Jasão face ao velocino.
Seu canto-memória traz dores atrozes
E a todos enleva, estranho fascínio.
E tecem castigos em teias e tramas
Celebram banquete veneno memória
Buscando o saber das esferas profanas
Que cortam, destecem, mas fazem a História.

Tatiana Alves Soares Caldas
  



Ilustração: Shelly Tenjou - Secom/PMG
 
Não inverta

Num dia lotado
Quero um ônibus bonito
De itinerário infinito
E verso pra todo lado.

Teresa Azambuya

 
 Grotesco

pincelei as cores do céu
o tom das flores
a nuvem escura
o vento azul
e o mar ondulado
espuma nas ondas
tão fortes, redondas
que sinto a vertigem
rodopiar em mim
uma louca grita impropérios
e um bêbado dorme na calçada
eles não precisam
pincelar a vida

Roque Aloisio Weschenfelder
 
Arqueologia




Quando o hoje era infância
construía prédios de papel
Edificações que copiava dos livros de geografia,
as preferidas eram alemãs e japonesas
(nesse tempo
ainda não media o tamanho das guerras)
Cresceu
Até agora não entende
por que o tempo mancha as costas das mãos
como faz com essas antigas casas de cartolina

Sérgio Bernardo

 
Noite adentro

Os latidos
a buzina, ao longe
o salto alto no andar de cima
o ressonar da criança no quarto contíguo

Um espirro
Duas lembranças
Três portões se fechando
Meia música cantarolada
E meus ouvidos, insones,
 tão cheios de vizinhança...
Teresa Azambuya 
 
 
 
A AUTORA DOS DESENHOS

Shellen L. Pinto nasceu em Porto Alegre, em 1º de julho de 1985. Estudou no Colégio Dom Feliciano, de Gravataí desde a pré-escola até o ensino médio, mas já na infância descobriu que gostava de ilustrar e criar histórias. Atualmente trabalha como desenhista na Secretaria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Gravataí e faz faculdade de Produção Multimídia na Faculdade SENAC/RS.
 
Poemas e ilustrações foram publicados originalmente no site www.gravatai.rs.gov.br