quarta-feira, 20 de julho de 2011

UM FELIZ DIA DO AMIGO

Quero enviar aqui, um grande abraço para um grupo de pessoas que considero realmente amigas. Não relaciono nomes. Quem é meu amigo sabe. Amigo não é aquele que adora compartilhar dos teus bons momentos, mas some quando a maré não está tão boa. Amigo é aquela pessoa que aponta teus defeitos discretamente e tuas qualidades publicamente. É aquele que te ajuda sem que peças e que também aceita a tua ajuda. Num mundo em que muita gente usa o falso título de amigo para levar vantagem, é preciso valorizar aqueles que realmente são teus amigos. Ninguém é amigo de todo mundo nem existe alguém de quem todo mundo seja amigo. Para ilustrar este dia, reproduzo aqui poesia do famoso poeta parnasiano Guilherme de Almeida.


                            A Hóspede


Não precisa bater quando chegares.
Toma a chave de ferro que encontrares
sobre o pilar, ao lado da cancela,
e abre com ela
a porta baixa, antiga e silenciosa.
Entra. Aí tens a poltrona, o livro, a rosa,
o cântaro de barro e o pão de trigo.
O cão amigo
pousará nos teus joelhos a cabeça.
Deixa que a noite, vagarosa, desça.
Cheiram a relva e sol, na arca e nos quartos,
os linhos fartos,
e cheira a lar o azeite da candeia.
Dorme. Sonha. Desperta. Da colméia
nasce a manhã de mel contra a janela.
Fecha a cancela
e vai. Há sol nos frutos dos pomares.
Não olhes para trás quando tomares
o caminho sonâmbulo que desce.
Caminha - e esquece.


Guilherme de Almeida

O autor da poesia
 Nascido em Campinas (SP), em 24 de julho de 1890 e morto em 11 de julho de 1969, Guilherme de Andrade de Almeida, foi jornalista, advogado, poeta, crítico de cinema, tradutor e ensaísta. Em 1930, entrou para a Academia Brasileira de Letras. Em 1958, foi eleito como o quarto príncipe dos poetas brasileiros (atrás de Olavo Bilac, Alberto de Oliveira e Olegário Mariano). É o autor da letra da Canção do Expedicionário, sobre a atuação dos pracinhas na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial. Foi o responsável pela divulgação no Brasil do tipo de pequeno poema japonês de apenas três versos conhecido por haikai.

Um comentário:

Anônimo disse...

Plínio, querido: fiquei sabendo da última injustiça daquela fábrica de malucos. Eles nunca te mereceram, mesmo. Se eu puder te ajudar em alguma coisa, fico feliz. O Renatinho e o Ermel têm meu mail. Bj grande com saudades, Clarice.