terça-feira, 11 de janeiro de 2011

VOU MORRER E NÃO VOU VER TUDO

Outro dia eu já disse aqui da minha preocupação com o futebol. O antigo esporte bretão (já não é nem mais esporte) está tomando o lugar da religião naquilo que a religião tem de mais negativo: o fanatismo. E olha que eu gosto de futebol, torço pelo meu time, o Guarany de Bagé, embora ele não ganhe nada, infelizmente. Pois toda aquela fé cega das religiões, e eu falo de todas, com as implicações de violência que são agregadas, transferiu-se para essa nova paixão que já é mundial.

Nem me refiro às animalescas torcidas que brigam nas ruas, uma completa imbecilidade. Parte do que estou comentando se refere ao episódio nas negociações do jogador Ronaldinho com o Grêmio, que acabou indo para o Flamengo, depois de juras de amor ao clube gaúcho que o projetou. Entendo o sentimento dos torcedores que sofreram há dez anos, quando o jogador deixou o clube. Definida a negativa do jogador de voltar para o Grêmio, gremistas o encontraram em Florianópolis e quase o agrediram durante o show da Amy Winehouse. Foi tanta agressão verbal e tentativa de agressão física, que o jogador teve de abandonar o show. Os torcedores queriam que ele fosse embora do local, como se fossem donos do show. Vaiá-lo em um jogo de futebol e até mesmo no show pode ter até natural, mas impedir que ele fique no local, aí já é insanidade.

O que mais me surpreendeu, porém, foi a atitude de um deputado estadual gaúcho chamado Gilmar Sossela, do PDT. Ele anunciou a intenção de fazer um projeto tornando personas non gratas ao Estado, Ronaldinho e seu procurador e irmão Roberto de Assis Moreira. Mas o que é isso? Em primeiro lugar, o episódio não atingiu a população do Rio Grande do Sul. Quanto muito, aos torcedores do Grêmio. Ora, vá arrumar o que fazer, deputado. Preocupe em ajudar o seu Estado e não fique a criar factóides buscando uma notoriedade a qualquer preço. Se quer virar celebridade, inscreva-se no Big Brother.

Ter de pagar impostos que sustentam salários de parlamentares como esse me irritam profundamente. Vencimentos esses que foram aumentados absurdamente pelos próprios deputados. Já que não quer poupar o meu dinheiro, pelo menos me poupe de suas barbaridades.

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