quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

ESPERO QUE O MUNDO ACABE EM 2012...


... com a fome
... com a miséria
... com a corrupção
... com a inveja
... com os maus-tratos aos animais
... com a maldade em geral
... com a competição desleal
... com o preconceito
... com a indiferença
... com a injustiça social
... com o consumo de drogas e
consequentemente com o tráfico
... com o lucro a qualquer preço
... com a desigualdade social
... com o mau humor
... com as guerras, terrorismos e opressões


ESPERO QUE, EM 2012,
... haja mais respeito à Natureza
... a vida seja mais valorizada e respeitada
... a união, colaboração e cooperação sejam feitas em benefício do progresso de todos
... as leis sejam cumpridas não apenas porque são leis mas porque garantem a segurança e o bem-estar de todos os cidadãos, entre elas a que proíbe uso de aparelhos de som sem fone de ouvido em ônibus
... que o atendimento à saúde seja eficiente e para todos
... que façamos crítica ao que está errado, que busquemos nossos direitos, mas que nunca esqueçamos de nossos deveres
... que os cientistas sejam valorizados e que lutem para descobrir maneiras de eliminar as enfermidades
...que os fumantes, assim como os toxicômanos se concientizem do grave erro que estão cometendo contra si e suas famílias
... que o automóvel não seja um veículo para transportar almas desta para a outra dimensão como vem ocorrendo a cada feriado
... que os contemplados pela fortuna sejam mais sensíveis para ajudar os menos afortunados
... que todos lutem pela paz sem abandonar seus ideais
... que a inteligência, a criatividade e o talento sejam usados em benefício da sociedade
... que surjam músicas mais bonitas, filmes mais inteligentes, jogos e gols mais emocionantes.
... que o respeito entre todos garanta a paz e alegria de viver.



Sem medo de profecias, que venha 2012


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

UM DOS MAIS INTELIGENTES E BONITOS VÍDEOS DA INTERNET




Se uma boa foto vale mais do que mil palavras, eu nem tenho ideia do assombroso número de palavras que usaria para dizer o mesmo que esse vídeo sem diálogos ou narração consegue nos transmitir. Diante disso, fico por aqui, emocionado com a capacidade de mostrar ideias corretas e imagens lindas. Parabéns às mentes privilegiadas que conceberam e fizeram esse trabalho.

domingo, 18 de dezembro de 2011

INVENTOR GANHA PRÊMIO POR AJUDAR A DIMINUIR DOR NO DENTISTA

Vladimir Airoldi criou uma broca que usa diamante
Este país é realmente estranho. Grande parte do povo tem heróis bem bizarros. Participantes de programas de televisão ficam confinados alguns meses, nada produzem nem material nem intelectualmente e são reconhecidos nas ruas. Alguns recebem presentes e empregos na televisão. A mídia dá enorme destaque até para um passeio na praia ou um simples abraço ou beijo. Alguns jogadores de futebol viram astros rapidamente, ganham salários astronômicos e tornam-se centros de interesse. Qualquer novidade sobre uma “celebridade” televisiva ou sobre um craque conhecido que muda um corte de cabelo, por exemplo, ganha espaço em jornais, rádios, jornais e internet.

     Já as pessoas que realmente fazem algo bom para a sociedade não são valorizados. Zapeando na TV a cabo, deparei-me ontem à tarde com a presidente Dilma Roussef participando da entrega do Prêmio Inovador do FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia) para a categoria inventor inovador. Era um tape do dia 15 de dezembro, dois dias atrás. Tive de suportar discursos e ouvir os nomes das empresas vencedoras, mas, sobre o ganhador da categoria “inventor inovador”, mal e mal ouvi o nome. Precisei pesquisar no Google.
   No site do FINEP, depois de ver os nomes das empresas destacadas, li que Vladimir Jesus Trava Airoldi, 55 anos, de São Paulo, doutor em Física pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), foi premiado por ter desenvolvido uma ponta ultrassônica com diamante-CVD e o seu processo de obtenção. O dispositivo pode ser usado em preparos dentários de qualquer especialidade, incluindo cirurgias ósseas buco-maxilares e ósseas, especialmente ortopédicas. Traduzindo: a invenção usa diamante na broca de dentista e substitui a rotação pelo ultrassom, reduzindo barulho e dor e protegendo o tecido. Vladimir trabalha no INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e esteve na NASA há 20 anos, fazendo pesquisas. A categoria Inventor Inovador era apenas para candidatos com patente concedida no INPI e efetiva comercialização de suas criações nos últimos três anos


Por falar em inventor, você sabe quem criou o aparelho Bina e o que esse nome significa? Veja em http://vidacuriosa.blogspot.com/2008_06_01_archive.html


Os outros ganhadores do Prêmio Inep foram os seguintes:


* Grande Empresa: Braskem, a maior produtora de resinas termoplásticas das Américas e maior produtora mundial de polipropileno e PVC, utilizados na fabricação de sacos e embalagens plásticas, brinquedos, copos descartáveis, material hospitalar esterilizável, autopeças, material aquático (como pranchas) e outros.


* Pequena Empresa: Reason Tecnologia (SC), empresa de capital nacional que se dedica a desenvolver soluções de alto valor agregado para o sistema elétrico e industrial, com tecnologia totalmente nacional.


* Média Empresa: Scitech Produtos Médicos (GO), fundada em 1996, teve como primeiro desafio implantar no país a primeira fábrica 100% brasileira dedicada a desenvolvimentos próprios e inovações em produtos da área da saúde inseridos no mercado de dispositivos médicos minimamente invasivos.


* Instituição Científica e Tecnológica: Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (PE), foi criado em 1974 e oferece cursos de graduação e pós-graduação. Trata-se de um dos centros brasileiros de referência em várias áreas da Computação, como Engenharia de Software, Inteligência Artificial, Linguagens de Programação, Lógica, Redes, Sistemas Distribuídos e Sistemas de Computação.


* Tecnologia Social: Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas da Ilha das Cinzas (Amapá) foi premiada pelo projeto Manejo Comunitário de Camarão de Água Doce. O sistema usa armadilhas graduadas para capturar apenas camarões grandes, liberando os que ainda não estão aptos ao consumo. Isso permite que os estoques naturais da espécie se mantenham.






sábado, 3 de dezembro de 2011

PARABÉNS AOS VENCEDORES DO PRÊMIO ARI 2011

       
                                                                                      Foto Fernando Gomes
 Em cerimônia realizada na manhã de sexta-feira (2/12), no Theatro São Pedro, foram revelados os vencedores do Prêmio ARI de Jornalismo 2011, promovido pela Associação Riograndense de Imprensa. Um detalhe deste ano é que, entre os vencedores de primeiro e segundo lugar, apenas dois não são de veículos de Porto Alegre: Paulo Rossi, do Diário Popular de Pelotas, 2º lugar em foto jornalismo, e Gilmar Luiz Tatsch, O Tacho , que também foi segundo colocado com charge publicada nos jornais do Grupo Sinos. Cinco colegas foram agraciados com dois prêmios cada um: Luís Antônio Araújo (Zero Hora), foi segundo colocado em reportagem geral e menção honrosa em reportagem cultura, ambas em jornais. Tacho foi segundo lugar em charge e também em planejamento gráfico. Fábio Almeida foi primeiro colocado em reportagem geral de rádio, junto com Cid Martins, pela Gaúcha) e segundo lugar em reportagem geral de telejornalismo, pela RBSTV. Glauco Pasa, também da RBSTV, ganhou o primeiro lugar e levou ainda menção honrosa, na categoria reportagem esportiva. Mariana Oselame ficou em segundo em reportagem esportiva de jornal, pelo Correio do Povo e menção honrosa em reportagem esportiva em radiojornalismo pela Guaíba. Outra curiosidade: Mário Marcos de Souza, descartado por Zero Hora no final do ano passado, promoveu pela última vez seu ex-veículo com mais um Prêmio ARI: neste ano, foi segundo lugar na categoria crônica.

                               OS VENCEDORES

JORNALISMO IMPRESSO
                                        Reportagem Geral
Clóvis (foto Mateus Pasqualini)
1º lugar: Clóvis Victória, do jornal Extra Classe, do Sinpro (Sindicato dos Professores Particulares), com o trabalho Esperança para o Sinos, publicado em julho, agosto e setembro de 2011.
2º lugar: Luiz Antonio Araújo (Zero Hora), com Um Soldado no Afeganistão, publicado de 28 a 31 de julho de 2011.
Menção Honrosa para Itamar Melo (Zero Hora), por A Face Gaúcha da Miséria, publicado de 31 de julho a 7 de agosto de 2011.

                                     Reportagem Esportiva
Carlos Corrêa
1º lugar - Carlos Corrêa (Correio do Povo), com           A Pressão Sobre Quem Fica, publicado no dia 5 de setembro de 2011.
2º lugar: Mariana Oselame (Correio do Povo), com Esporte de Elite, publicado de 21 a 23 de março de 2011.
Menção Honrosa - José Luis Costa (Zero Hora) –
No Último Minuto, publicado de 2 a 4 de janeiro          de 2011.






Marta Sfredo
 Reportagem Econômica
 1º lugar: Marta Sfredo (Zero Hora), com O Paraguai Que Reluz, publicado em 15 de maio de 2011.
2º lugar - Leandro Brixius (Jornal do Comércio), com Missão Gaúcha na Feira Anuga, na Alemanha, publicado de de 7 a 13 de outubro de 2011.Menção Honrosa: Patrícia Comunello (Jornal do Comércio) por Biodiesel: O Ouro Dourado Abre Caminhos de Velhas Economias, publicado em     29 de agosto de 2011



Fabio Prikladnicki
Reportagem Cultural 1º Lugar: Fabio Prikladnicki   (Zero Hora) – com A Arte de Se Queixar, publicado em 16 de julho de 2011.
2º Lugar: Michele Rolim (Jornal do Comércio) com Tesouros do Poder, publicado de 13 a 15 de maio        de 2011.Menção Honrosa: Luiz Antonio Araújo (Zero Hora) por    O Ouro dos Farrapos, publicado em 17 de setembro      de 2011.





          Crônica
Moisés Mendes
1º Lugar - Moisés Mendes (Zero Hora), com a crônica Maria Madalena e Patrícia Acioli     publicada em 21 de agosto de 2011.
2º Lugar - Mário Marcos de Souza (Zero Hora),  com Espantem o Abutre, publicada em 26 de novembro de 2010 na coluna de Paulo Santana como interino.Menção Honrosa: Paulo Mendes (Correio do Povo), por Para que Nunca Sejam Esquecidos, publicado em 10 de abril de 2011.                                  Fotojornalismo





Tadeu Vilani
1º Lugar: Luis Tadeu Vilani (Zero Hora), com a fotogafia  A Face Gaúcha da Miséria publicada em 31 julho a 7 de agosto de 2011. 
2º Lugar: Paulo Rossi (Diário Popular, Pelotas), com
A Enchente em São Lourenço Deixa Oito Mortos e 15 mil Desalojados, publicada de 11 a 17 de março de 2011.Menção Honrosa: Bruno Alencastro (Correio do Povo), com Soterrados, publicada de 28 de agosto de 2011.
Foto também premiada no Esso do ano passado
Planejamento Gráfico
Diego Borges
1º Lugar: Diego Borges da Silva (Zero Hora), com O Brasil de Bombachas, publicado de 27 de maio a 24 de junho de 2011.2º Lugar: Gilmar Luiz Tatsch, O Tacho (Jornais do Grupo Sinos) com Roteiros da Serra, publicado em de agosto de 2011.
Menção Honrosa: Ana Maria Benedetti (Zero Hora) por A Face Gaúcha da Miséria publicado de 31 de julho a 7 de agosto de 2011.                                      
    
                            Charge

Santiago
1º Lugar: Neltair Rebés Abreu, o Santiago (Jornal Extra Classe, do Sinpro (Sindicato dos Professores Particulares), com Vovôs Torturadores, publicado em dezembro de 2010.2º Lugar: Gilmar Luiz Tatsch, O Tacho (Jornal NH) com

Vovôs Torturadores ficou em primeiro lugar em Charge
Nossas Façanhas, publicado em 15 de dezembro de 2011.








         



RADIOJORNALISMO
                                                          Reportagem Geral
Fábio (esq) e Cid
1º Lugar: Cid Martins e Fábio Almeida (Gaúcha), com Comércio Ilegal de Explosivos, veiculado em 29 de maio de 2011.
2º Lugar: Paulo Rocha (Band News FM), com Primeiros Estudantes Beneficados pela Política de Cotas Raciais, veiculado de 11 a 13 de julho de 2011.Menção Honrosa: Nestor Tipa Junior (Gaúcha), por Quilombos Urbanos veiculado em 26 de março de 2011.



Eduardo Gabardo
Reportagem Esportiva
1° Lugar: Eduardo Gabardo (Gaúcha), com Solidariedade no Peru, veiculado em 26 de março de 2011
2º Lugar - Carlos Guimarães (Band AM), com À Espera de Ronaldinho, veiculado de janeiro a outubro de 2011.Menção Honrosa: Mariana Oselame (Guaíba), por Esporte de Elite, veiculado em 19 e 26 de fevereiro e em 5 e 12 de maio de 2011.




TELEJORNALISMO
Filipe Peixoto
Reportagem Geral
1º Lugar: Filipe Peixoto (TV Bandeirantes), com a reportagem O Sonho de um Pequeno Bailarino, veiculado entre os dias 21 e 31 de outubro de 2011, e Giovani Grizotti (RBS TV), com o trabalho A Máfia dos Pardais.
2º Lugar: Fábio Almeida (RBS TV), com Tráfico de        Explosivo, veiculado em 29 de maio de 2011.





                 
                  Reportagem Esportiva
Glauco ganhou dois prêmios
 1º lugar: Glauco Pasa (RBS TV), com Quando Renato Gaúcho era Renato Portaluppi, que foi ao ar no período de 16 a 28 de outubro de 2011.2º lugar: Fernando Becker (RBS TV), com Inter na Copa Audi, a Convivência com os Grandes do Futebol Mundial, veiculado de 24 a 28 de julho de 2011.Menção Honrosa: Glauco Pasa (RBS TV), Futebol: Fama e Drama.02 de dezembro de 2010.


 WEBJORNALISMO
Kadão e Kamila levaram o prêmio da Web
1º Lugar: Kamila Almeida e Ricardo Chaves (site de Zero Hora) com Vidas Ausentes, postado em 14 de novembro de 2010.
2º Lugar: Paulo Serpa Antunes (Site do Jornal do Comércio), com Mande um Tweet Para Seu Vereador, postado em 31 de julho de 2011.
Menção Honrosa: Isabel Marchezan e equipe (Portal Terra) por Cobertura Especial dos 10 anos do 11 de Setembro, postado de 1º de agosto a 15 de setembro de 2011.







HOMENAGENS ESPECIAIS
Trabalhos que registram os 50 anos da Legalidade
Menção Honrosa Especial: Maria da Graça Bicca Vasques, (TVAssembleia), Paulo Roberto Raymundo da Rocha (da Rádio Band), Nilson Cezar Mariano, (Zero Hora) e Danton José Boatini Júnior (Correio do Povo)


CONTRIBUIÇÃO ESPECIAL A COMUNICAÇÃO SOCIAL – PRÊMIO ANTONIO GONZALEZ
Site de Notícias Sul 21, Área de Desenvolvimento de produtos digitais do Grupo RBS, ESPMEscola Superior de Propaganda e Marketing e Jornal Metro, Porto Alegre

Fontes: Coletiva.Net, Site da ARI e outros.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

AJUDE A LOCALIZAR ESTE DESAPARECIDO

Rafael: sumido desde o dia 18
A família de Rafael Dornelles da Silva, de 28 anos, está angustiada. O rapaz, que sofre de esquizofrenia, está desaparecido desde o dia 18 deste mês de novembro, quando saiu de casa na Chácara da Fumaça, zona norte da Capital. Ele carregava com uma bola debaixo do braço para jogar futebol em um caminho das proximidades e não foi mais localizado. O temor da mãe, Juçara Dornelles, é que o filho, que está sem medicamentos, possa se envolver em alguma situação de risco:


- Ele nunca bebeu, nem fumou, nem usou drogas. O problema é que, quando ele está sem remédios, fica agressivo. Tenho medo de que aconteça alguma coisa com ele. Por isso estou pedindo ajuda da polícia e de quem possa ter visto ele – apela a mãe.

Rafael tem a doença desde pequeno. O diagnóstico foi feito quando ele tinha seis anos e começou a estudar. Com o problema, estudou em uma escola especial.

O desaparecimento de Rafael foi registrado na Delegacia de Homicídios e Desaparecidos, e a foto de Rafael foi publicada no Diário Gaúcho, na edição de 26 e 27 deste mês. Com a polícia, ainda não conseguiu nada. O site de desaparecidos da Polícia Civil ainda não conta, até a data de hoje, com a foto dele. Por conta própria, Juçara descobriu que o filho andou pela Vila Bonsucesso, na Lomba do Pinheiro, onde mora um de seus irmãos. Um pé do chinelo dele foi encontrado na rua. Mas nenhum outro sinal.

Quem tiver alguma informação sobre o paradeiro dele, ou notícias de algum local por onde ele tenha passado, poderá ligar para a polícia ou para o telefone da família, (51) 9296-5011.  Ou avisar aqui.

sábado, 26 de novembro de 2011

UMA RECEITA MÍSTICA PARA SOLUCIONAR UM CASO DE AMOR ROMPIDO

   Nunca pensou que iria se sentir assim. Quando ela disse que tudo estava terminado entre eles e se foi, achou que ela havia levado um pedaço do seu coração. Na verdade, deve ter sido um pedaço do pulmão. Isso porque imediatamente ele teve dificuldade de respirar. Irrequieto, ia de um lado para o outro do apartamento. Quando se dava conta, estava na área dos fundos, ou saía na frente, tentando respirar.
     A falta de oxigênio deve ter atingido também o cérebro. Isso talvez explicasse aquela confusão de ideias, aquela mistura de imagens do passado e os planos se desfazendo em pedaços. A visão também parece ter sido atingida. Cada menina que ele via parecia ela, mesmo que os cabelos fossem diferentes, mesmo que as roupas fossem diferentes. A audição também foi afetada. Cada barulho na porta parecia indicar que ela voltara. Cada voz feminina que ouvia parecia ser de palavras dela. Aquele mal chegou também ao estômago. Não conseguia comer nada e foi emagrecendo um pouco a cada dia.
     Ele não teve vergonha de dizer que chorou, que sofreu demais. Sem dinheiro para pagar psicólogo, aceitou um conselho de procurar um centro de umbanda, que é a psicoterapia dos desafortunados. Diante do preto velho incorporado em uma mulher branca e obesa, repetiu várias vezes que amava aquela garota, que iria morrer se ela não voltasse para ele:
- Mas suncê ama ela de verdade mifio? - perguntou a entidade.
- Sim, muito - respondeu.
- Não tá me pareceno que o calçudo ama mesmo essa bonecra – insistiu o preto velho, mas se tu ama mesmo ela, eu vou te dar uma receita. Se tu fizé como eu vou dizê, ela vorta pra ti. Se não, cada um vai seguir o seu caminho.
     O pai-de-santo então mandou que ele comprasse uma rosa e mandasse um menino entregar pra ela, sem dizer quem estava enviando a flor. No dia seguinte, deveria mandar duas rosas, no terceiro dia, três rosas, no quarto dia, quatro, no quinto dia, cinco e, assim por diante até o décimo segundo dia.
     - Deixa ela ficar curiosada. Não deixa ela saber que foi tu. A cada dia vai ficá sestrosa pra saber quem está mandando as frô. No décimo segundo dia, suncê se apresenta e se declara. Se fizé isso, ela vorta.
     Totalmente sem dinheiro, com dívidas, ele parou para pensar e fez o cálculo. No final, seriam 78 rosas. Ao preço que estava cada rosa, não teria dinheiro. E precisaria ainda pagar o moleque, que certamente não lhe faria o favor de graça. Foi então que desistiu de reconquistar o seu amor. Talvez o pai-de-santo tivesse razão. Ele não tinha dinheiro para amá-la tanto.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

PARABÉNS AOS VENCEDORES DO PRÊMIO PRESS 2011

                                                     Acrescentado em 24/11
Em cerimônia realizada hoje (22 de novembro) no Auditório Dante Barone, da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, foram divulgados os nomes dos vencedores do Prêmio Press 2011.


Os ganhadores



  Melhor Repórter de Rádio do ano: Felipe Chemale, da Rádio Gaúcha, 31 anos.
Formado pela PUC há nove anos, começou a trabalhar na Rádio Bandeirantes em 1999.
 Em 2003, foi para a Gaúcha. Em 2007 e 2008, também atuou como repórter na TV Com.



Melhor Repórter de TV do ano: Rodrigo Lopes, da RBS TV, 33 anos. Formado pela Ufrgs, em 2001, é jornalista multimídia no Grupo RBS, apresentador TVCOM, colunista de assuntos internacionais de Zero Hora e comentarista da Rádio Gaúcha.


Melhor Repórter de Jornal: Patricia Comunello, do Jornal do Comércio. É também assessora de Imprensa do Sindicato Médico do RS (Simers). Nasceu em Capinzal (SC) e se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Maria em 1993. Atuou em Zero Hora, no clicRBS SC, no Portal Terra e no Correio do Povo.
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Melhor Colunista de Jornal: David Coimbra,
 de Zero Hora. Formado pela PUC, com 49 anos, é diretor executivo de esportes e colunista do jornal Zero Hora e participa dos programas Sala de Redação (Rádio Gaúcha) Pretinho Básico (Rádio Atlântida) e Café TV Com (TV Com) e blog no Click RBS.


Melhor Comentarista de TV do ano: João Garcia, da TV Bandeirantes. Nascido em Arroio Grande (RS), em 1949, João Antônio Lopes Garcia já trabalhou em inúmeras emissoras, entre elas a Gaúcha, Alvorada de Brasília, Sucesso, de Porto Alegre, TVE.
Melhor Comentarista de Rádio: Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, da Rádio Gaúcha
     Guerrinha, 55 anos, é também integrante do programa Sala de Redação, da Rádio Gaúcha e colunista de esportes do jornal Diário Gaúcho, além de comentar jogos pela RBS TV e Rádio Gaúcha. Começou como repórter de turfe na Folha da Manhã e no Correio do Povo, na antiga Caldas Junior e depois integrou a equipe de Esportes de Zero Hora.





Carla Fachim
Melhor Apresentador de TV:  empate entre Carla Fachim, da RBSTV...

Carla Fachim é editora e apresentadora do Bom Dia Rio Grande. É formada em jornalismo pela Unicruz, de Cruz Alta. Ela começou na RBSTV de Cruz Alta, onde era âncora do Jornal do Almoço regional.
                                   
E Magda Beatriz, da TV Pampa. Aos 18 anos, Magda
Beatriz Rodrigues Alves (quase ninguém conhece o sobrenome dela) começou sua carreira como apresentadora do Telejornal Portovisão, com Clóvis Duarte e Tânia Carvalho na antiga TV Difusora. Depois, Magda participou, com Tânia, do programa Guaíba Feminina, da TV Guaíba, em 1980. Atuou também na TV Bandeirantes. 

  

Melhor Apresentador de Rádio: André Machado, da Rádio Gaúcha
Âncora dos programas Atualidade e Chamada Geral, André Machado, 44 anos, começou a faculdade de jornalismoc na Urgs e se formou na Puc. É filho do advogado, jornalista, ex-deputado e ex-vereador Dilamar Machado, falecido em 27 de agosto de 2001. Ele trocou a faculdade de biologia pelo jornalismo e começou sua carreira na TV. Está há 15 anos na Rádio Gaúcha.  


Melhor Jornalista de Web: Polibio Braga. Nascido em Jaraguá do Sul (SC), Polibio é jornalista, escritor e político. Trabalhou no Diário Catarinense, Correio da Manhã, Última Hora, Gazeta Mercantil, Zero Hora, Correio do Povo e Jornal do Comércio, além das revistas Veja e Exame. Apresentou programas na RBSTV, Band, Pampa, e RV Guaíba. É colunista de O Sul e foi premiado pelo seu blog http://www.polibio.blogspot.com/. Foi secretário de Indústria e Comércio e da Fazenda e de Relações Exteriores, além de chefe da Casa Civil no governo de Alceu Collares. 


Melhor Fotógrafo do ano: Pedro Revillion, do Correio do Povo
Pedro é natural de Porto Alegre, tem 25 anos, e se formou em jornalismo na PUC, em 2009. No mesmo ano, entrou para o Correio do Povo, depois de ter trabalhado como free-lancer no Jornal do Comércio e em O Sul. Foi também estagiário na Câmara de Vereadores de Porto Alegre.


Melhor Locutora de Notícias: Maria Luiza Benitez, da Rádio Guaíba
 Maria Luiza nasceu em Bagé. Além de apresentadora de notícias, Malu, como é chamada, brilha também na área musical. Aos quatro anos, começou a cantar em programas de auditório na sua cidade e, paralelamente ao trabalho na rádio, participa do movimento nativista, fazendo shows ou atuando como jurada ou mestre  de cerimônia na maioria dos festivais do Estado. Em Bagé, começou a apresentar programas na Rádio Cultura e também trabalhou na Difusora e na Clube. Em Porto Alegre desde 1976, atuou como locutora nas rádios Gaúcha, Princesa, na rádio e TV Difusora e na Guaíba onde ficou, na primeira fase por 15 anos. Também atuou na TV Educativa e na Rádio Rural, da RBS.

Melhor Jornalista do Interior: Acacio Silva, da Rádio Uirapuru, de Passo Fundo
Melhor Jornalista do ano: Felipe Vieira. Nasceu em Butiá (RS), onde começou no rádio aos 13 anos, cobrindo futsal para a Rádio Sobral em 1979. Formado pela Famecos (PUC). Trabalhou na Gaúcha, na CBN 1120, Itapema FM, RBS TV, TVCom, Band AM, Bandnews FM e Band TV. Desde fevereiro deste ano está na na Rádio guaíba. Este foi o oitavo Prêmio Press conquistado,dois deles como melhor jornalista do ano.


Melhor programa de rádio: Band Repórter, da Rádio Bandeirantes AM.
Programa de TV: Conversas Cruzadas, da TVCom
     Além dos troféus por categorias, foram entregues outros três prêmios. Otácio Gadret, da Rede Pampa, recebeu o Troféu Sistema Fiergs - Homenagem Especial em reconhecimento à sua contribuição ao desenvolvimento das comunicações e da atividade jornalística no Estado nos últimos 40 anos. O Troféu Banrisul Comunicação em Agrobusiness foi entregue, in memorian, ao jornalista Hugo Hoffmann, que morreu no ano passado, proprietário de  A Granja, a revista mais antiga em circulação no país. O Troféu Banrisul Comunicação em Agrobusiness foi entregue à jornalista Denise Nunes, pelos seus mais de 20 anos dedicados ao jornalismo econômico, 14 dos quais assinando a coluna de Economia do jornal Correio do Povo, extinta recentemente.
     Outra novidade ocorreu na categoria de Colunista de Jornal ou de Revista do Ano, cujo troféu passa a se chamar Troféu Fernando Albrecht, nome que, a partir de agora, é hour concours do Prêmio Press.


Fontes: twitter do jornalista e radialista André Machado, da Rádio Gaúcha (no dia da divulgação dos prêmios), com outras informações
























domingo, 20 de novembro de 2011

UMA LEMBRANÇA NO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

     Neste dia, apontado como um marco na luta contra o racismo, que relembra o nascimento do líder negro Zumbi, em 1695, no Quilombo dos Palmares (Alagoas), destaco a figura de um gaúcho pouco valorizado pela história. Refiro-me ao negro Paulino Azurenha. Muita gente já ouviu esse nome, afinal é nome de rua e de linha de ônibus em Porto Alegre. Mas pouca gente sabe que ele foi um dos primeiros, ou quem sabe o primeiro jornalista e escritor negro gaúcho.
Adicionar legenda
José Paulino Azurenha nasceu no dia 28 de maio de 1860, em Porto Alegre, onde morreu, em 3 de julho de 1909, vítima de apoplexia fulminante. Ele começou como gráfico do Jornal do Comércio. Um dia, mostrou um soneto de sua lavra para o dono do jornal, o jornalista Achylles Porto Alegre. Imediatamente, Aquylles tirou aquele mulato dos caixotins e o passou para o escritório.
     Quando Caldas Junior, genro de Achylles e que trabalhava lcom ele, fundou seu próprio jornal, o Correio do Povo, em 1895, levou Paulino Azurenha para a nova empresa. Paulino, segundo Achylles, era o único de quem Caldas Junior aceitava conselhos e ponderações. Ele começou como revisor, noticiarista e repórter. Aos domingos, escrevia uma coluna de crônicas chamada Semanário. Depois, com o médico e jornalista porto-alegrense Mário Totta e com o poeta pelotense Souza Lobo, escreveu o romance Estrychnina em 1897. A obra mescla romance policial relatando o duplo suicídio de um casal com descrições naturalistas. Paulino Azurenha foi integrante da Academia Riograndense de Letras, ocupando a cadeira número 31.

Fontes:
* História Popular de Porto Alegre de Achylles Porto Alegre
* Dissertação de Pós-Graduação de Adriana dos Santos Moraes, para mestrado em História na PUC/RS

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

MAIS UM ERRO EM PROPAGANDA DA CAIXA FEDERAL

A Caixa Federal não dá sorte com os anúncios históricos. Primeiro foi o Machado de Assis branco. Ele era mulato. A propaganda foi refeita, e o detalhe corrigido. Agora, com o Coruja, fizeram uma lambança. O apelido dele não tem nada a ver com ficar lendo de noite. Antônio Alvares Pereira ganhou essa alcunha quando era guri e estudava latim, em Porto Alegre, com o Padre Tomé de Souza. "Seus pais para sua estréia tinham-lhe mandado fazer uma casaquita de pano mescla, cor da pele do diabo ou cor de burro quando foge. Ao apresentar-se na aula pela primeira vez com este fato novo, gritou logo o Cândido Batista lá do seu banco da direita: Olhem, parece mesmo uma coruja. E como Coruja foi proclamado pelo Cabo-Regente, e como Coruja foi aclamado por toda a assembléia latinante: e Coruja
ficou, e... pegou" (Coruja, 1885/1996, p.88-89). Mais tarde, para desfazer qualquer confusão com um parente homônimo, que vivia se metendo em confusões, Antônio anexou o apelido Coruja ao seu nome.
Antônio foi suplente de deputado provincial e chegou a assumir o cargo. Com a retomada de Porto Alegre pelos imperiais, ele, que aderira à causa farroupilha, foi preso e mantido no navio-prisão Presiganga. Ao ser libertado, foi embora para o Rio de Janeiro. Morreu pobre, sustentado pelo filho adotivo.
 No vídeo da Caixa, dizem que Coruja era comendador. Comendador foi o filho, que usava o mesmo nome do pai adotivo, com o Coruja incorporado. Esse filho deve ter sido o cliente da Caixa, se foi mesmo correntista. Enfim, uma misturança.
Fico me perguntando se o pessoal da agência sabia o que estava fazendo, pretendendo com isso dar mais impacto à peça publicitária ou se foi por desconhecimento de um personagem que até mesmo a imensa maioria dos gaúchos nunca ouviu falar. Isso me remete ao premiadíssimo e denso curta-metragem Ilha das Flores, do gaúcho Jorge Furtado. O lixo, do qual pessoas se alimentavam, ficava na Ilha dos Marinheiros e não na Ilha das Flores. Como o segundo nome se adequava mais ao roteiro e ao texto do excelente filme, o diretor optou por cometer um pequeno erro geográfico. É a tal licença poética, da qual já ouvi falar. A história localiza Porto Alegre e até o bairro da zona sul da Capital onde o tomate foi plantado, mas troca o nome do local do lixão. O pessoal da llha das Flores não deve ter gostado, se é que viu o filme. Apesar desse deslize, eu achei o documentário sensacional. Curta também:




 * Fontes: Antiqualhas, Reminiscências de Porto Alegre, de Antônio Álvares Pereira Coruja, com pesquisas e notas de Sérgio da Costa Franco, 2ª edição ampliada, editada pela Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre em 1996.
* História Popular de Porto Alegre, Achylles Porto Alegre, Projeto Coruja, coordenação de Luís Augusto Fischer, editado pela Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre em 1994.
* A Escola e o Ensino em Porto Alegre, RS: Antigualhas do Professor Coruja, Maria Helena Camara Bastos, Doutora em História e Filosofia da Educação, PGE/PUCRS.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

VEJA OS VENCEDORES DO PRÊMIO ESSO 2011

A série de reportagens intitulada O Patrimônio e as Consultorias Que Derrubaram Palocci, dos jornalistas Andreza Matais, José José Ernesto Credendio e Catia Seabra, publicada na Folha de S.Paulo, foi o grande vencedor do Prêmio Esso de Jornalismo de 2011. A premiação consiste em um diploma e R$ 30 mil. O resultado foi divulgado hoje no site do prêmio, após o exame, por duas comissões, de 1.272 trabalhos, recorde nas 56 edições do mais importante concurso de jornalismo do país. Além do prêmio principal, e do Prêmio Esso de Telejornalismo, foram divulgados os vencedores de outras 12 categorias de mídia impressa. Os nomes foram definidos no dia 10 de novembro, e a cerimônia de entrega dos prêmios está marcada para o dia 1º de dezembro deste ano, durante um jantar no Rio de Janeiro.

                               OS VENCEDORES
Telejornalismo – Vencedor foi a equipe da Rede Record, composta dos jornalistas amazônica, a equipe da Rede Record formada pelos jornalistas Gustavo Costa, André Tal, Cátia Mazin e Rodrigo Beti, que produziu o trabalho Especial, 40 anos,- Transamazônica, a Estrada Sem Fim, numa exaustiva jornada de 28 dias e cinco mil quilômetros, em plena floresta. O prêmio é de diploma e R$ 20 mil.
Reportagem - Fabiana Moraes, do Jornal do Commercio, do Recife, ficou com o primeiro lugar, com o trabalho O Nascimento de Joicy, sobre um agricultor de 51 anos que se submeteu a uma mudança de sexo.
Foto salvou uma vida/Epitácio Pessoa
Fotografia – Epitácio Pessoa, de o Estado de S.Paulo, ganhou o prêmio com o trabalho Violência Abortada. A sequência mostra um reciclador de 19 anos, que estava amarrado e seria assassinado, mas os agressores fugiram ao perceber que estavam sendo fotografados. Ganhou diploma e R$ 10 mil.
Informação Econômica - David Friedlander, Leandro Modé, Fausto Macedo e Sonia Racy, com o trabalho As Fraudes no Banco de Sílvio Santos, publicado no O Estado de S.Paulo. Diploma e R$ 5 mil.
Informação ciêntica, tecnológica e ambiental - Daniela Chiaretti, com o trabalho No Topo do Mundo, publicado no jornal Valor Econômico. Diploma e R$ 5 mil.
Educação - Tatiana dos Santos, Cleisi Soares, Gilmar de Souza e Arivaldo Hermes, com o trabalho Mestre com Carinho, publicado no Jornal de Santa Catarina, Blumenau. Diploma e R$ 5 mil.
Especial de Primeira Página - João Bosco Adelino de Almeida, Ana Dubeux, Carlos Alexandre, Plácido Fernandes, Marcelo Agner, Luis Tajes e Marcelo Ramos, com o trabalho Eles nos envergonham... ela nos orgulha, publicado no jornal Correio Braziliense. Diploma e R$ 5 mil.
Criação Gráfica – Categoria Jornal - Dennis Fidalgo Doimo e André Graciotti, com o trabalho Troca de Olhares, publicado no jornal O Estado de S.Paulo. Diploma e R$ 5 mil.
Criação GráficaCategoria Revista - Elohim Barros, Adriana Verani, Jaqueline Amaral, Eva Uviedo, Flavia Durante, Ivan Obara, Fernando Luna, Paulo Lima, Lino Bocchini, Bruno Torturra Nogueira, Camila Fudissaku, Alex Vargas Cassalho, Thiago Bolotta, Vivian Villanova e Ricardo Calil, com o trabalho Edição Especial Futuro, publicado na revista TRIP. Diploma e R$ 5 mil.
PRÊMIO ESSO REGIONAL NORTE/NORDESTE
Diploma e R$ 3 mil
Ciara Carvalho, com o trabalho O Paraíso às Avessas, publicado no Jornal do Commercio (Recife).
PRÊMIO ESSO REGIONAL CENTRO/OESTE
Diploma e R$ 3 mil
Vinicius Sassine, com o trabalho A Morte no Berço das Águas, publicado no jornal Correio Braziliense.
PRÊMIO ESSO REGIONAL SUL
Diploma e R$ 3 mil.
Itamar Melo, com o trabalho Caça-Níqueis, Caça-vidas, publicado no jornal Zero Hora.
PRÊMIO ESSO REGIONAL SUDESTE
Diploma e R$ 3 mil
Antonio Werneck, Waleska Borges e equipe da Editoria Rio, com o trabalho Depois da Tempestade, vem a Corrução, publicado no jornal O Globo.
Imagem correu o mundo/Rogério de Paula
Melhor Contribuição ao Telejornalismo – Repórter cinematográfico Rogério Miguel de Paula, da Rede Inter TV, pelas cenas contidas na reportagem O Resgate de Dona Ilair, exibida em várias emissoras do Brasil e do mundo, cujo trabalho, segundo a comissão “evidenciou o senso de oportunidade, a coragem e a perseverança do profissional para registrar as imagens, características que destacam a atuação do repórter cinematográfico, função fundamental para o Telejornalismo.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O GOOGLE E O FACEBOOK

                                                       Acrescentado em 12/5/2012
Quando conheci o Google, fiquei maravilhosamente impressionado com o ganho de informação com rapidez. É só pôr uma palavra-chave e lá vêm montanhas de informações. Basta separar o joio do trigo. Com ele, dá para saber, às vezes, quem comete plágio e quem é o verdadeiro autor de frases, textos ou fotos. Mais recentemente, fiquei encantado com o Facebook pela oportunidade de encontrar velhos amigos e fazer novos.
 Também me divirto com a possibilidade de publicar impunemente (nem tanto assim) as minhas bobagens. Resolvi reunir as frases que cometi, correndo o risco sem importância de ser ignorado ou mais grave, de ser bloqueado. Mas, enfim, assim como neste blog, posto o que quiser. Quem gostar, legal. Quem não gostar, azar.


* Ser avô é ficar sabendo quase tudo sobre dinossauros sem ser paleontólogo.
* Eu sou pela Justiça e não levo ninguém pra compadre, nem o padrinho do meu filho, nem o pai do meu afilhado.
* Não sou supersticioso porque tenho convicção de que ter algum tipo de superstição dá um baita dum azar.
* Contrariando ditado antigo: Existem conselhos bons sim. Se não forem bons, não serão conselhos, mas sim meros palpites ou obras de mal-intencionados. Para alguém que a gente ama, um bom conselho não se vende, dá-se e ganha-se de volta a felicidade de ter ajudado.
*Não me atraem os holofotes. Quem se atrai pelos holofotes são as mariposas e os cascudos. Eles não têm a utilidade das abelhas nem o labor das formigas.
* Contrariando muita gente que conheço, arrependo-me por muita coisa (errada) que fiz e quase nada pelo que deixei de fazer. É que sei os prejuízos que tive com o que fiz e não há como ter ideia do que aconteceu por eu ter deixado de fazer.
* O ser humano é uma máquina que vem da fábrica sem manual de instruções nem recall.
*Os ditados antigos vão ficando desconhecidos para as novas gerações porque os mais antigos não os repetem por acharem que já são por demais conhecidos.
* Eu não perco o amigo por causa de uma boa piada. Se perdi algum, é porque não era meu amigo.
* Conselho que eu mesmo tento seguir: não me abaixar demais para não pagar cofrinho, mas não andar de nariz empinado para não pisar em buracos da calçada nem em cocôs de cachorro.
*Não é que eu seja convencido, mas um monte de gente vem batendo palmas para mim. Coincidentemente, isso acontece desde que estragou a campainha lá de casa.
* Consertei a campainha. Obrigado pelas palmas.
* Sonhei que jogava futebol e acordei cansado. Já não tenho preparo físico nem mesmo para sonhar.
* Achei que iria ganhar uma boa grana com humor. Me faltou competência. Só consegui uns trocadilhos.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

PRESTIGIANDO UM AMIGO TALENTOSO

Dudu e o livro/ foto Ricardo Jaeger
    Quando a gente sai de um emprego, sempre lamenta algumas coisas. Uma delas é a interrupção da convivência diária com bons colegas. Um deles é o Eduardo Rodrigues, repórter de Geral corajoso e intransigente com tudo que é errado. Preocupado com o descaso de certas autoridades que colocam suas carreiras políticas acima dos deveres que têm para com o povo, Eduardo vai com tudo quando descobre uma falcatrua ou descumprimento de promessas feitas à população, independente do partido.
    Paralelamente a sua tarefa mais árdua no Diário Gaúcho, Eduardo escreveu um livro mais light, sentimental de certa forma, mas nem por disso menos importante. Na quarta-feira, estive presente à sessão de autógrafos, na Feira do Livro, da obra Sem Bossa, Não Há Quem Possa! Cassino dos Operários – Uma história. O livro resgata a história do clube Cassino dos Operários, de General Câmara, na Região Carbonífera, terra natal do autor. O cronista Kenny Braga fez a apresentação.
  Estive lá por dois motivos. O primeiro é a amizade com Eduardo. O segundo é que eu tive a honra e o prazer de fazer a revisão. O livro foi editado pela Livraria Martins Livreiro e custa 24 reais.
   Daqui envio um grande abraço ao Eduardo com votos de crescente sucesso. No twitter e na vida, eu atendo ao conselho do Chapolim Colorado, personagem do grande ator mexicano Roberto Bolaños, e sigo os bons.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

DESAPARECIMENTO MISTERIOSO NA ZONA SUL DA CAPITAL

Cristiane está sumida desde o dia 27 de outubro
A Polícia Civil gaúcha está com mais um mistério de desaparecimento para resolver. Desde o dia 27 de outubro, Cristiane Oliveira de Oliveira, 32 anos, residente no Bairro Restinga, na Capital, está sumida. Funcionária de uma farmácia e em licença de saúde há seis meses por causa de uma tendinite no pulso direito, Cristiane foi vista pela última vez depois de ter deixado a filha Gabriela, de sete anos, à uma da tarde, no colégio e ter seguido, de bicicleta para ver como estavam as obras de sua casa no Bairro Lajeado, também na zona sul da Capital.

   Após registrar o desaparecimento de Cristiane, a família passou a procurar pelas ruas buscando alguma informação que permita descobrir o que aconteceu com ela. Os familiares alugaram até um helicóptero, que sobrevoou o local onde ela foi vista pela última vez, mas nenhum resultado foi obtido.
   Um pedreiro que trabalha nas obras da nova casa, disse à família que Cristiane esteve no local, deu banho no cachorro e saiu dizendo que iria buscar a filha no colégio. Ao ouvi-lo, policiais descobriram que ele era foragido da Justiça por furto e ficou detido.
   Cristiane não foi mais localizada. Conforme a família, ela vestia uma camiseta branca, calça legging preta e boné de cor laranja. A bicicleta branca e azul que ela utilizava também não havia sido encontrada até ontem. Angustiados, os familiares dela ¬- pais e sete irmãos - já fizeram buscas nos hospitais da cidade e região e colocaram cartazes com a foto dela para tentar localizá-la. Policiais da 16ªDP e da Delegacia de Homicídios e Desaparecidos investigam o caso.
   O marido de Cristiane, Rodrigo Veloso Freitas, 30 anos, disse que ela não tinha qualquer problema, que pudesse levar a um desaparecimento voluntário:
   - Ela não bebia e não fumava. A gente não brigava, só as brigas normais de casal, nada alarmante – comentou Rodrigo, acrescentando que tudo estava pronto para a mudança e que o casal e a filha passariam o Natal na nova casa.


Qualquer informação para ajudar a localizar Cristiane ou descobrir o que houve com ela poderá ser dada para a polícia ou para o telefone da família, 8565-7376.
* Com informações do Diário Gaúcho

sábado, 29 de outubro de 2011

40º JOMEEX: COMPETIÇÃO E ALEGRIA PARA OS EXCEPCIONAIS

Escolas aguardam para participar do desfile

Três bandeiras foram hasteadas ao som do hino nacional
       

Assisti, hoje pela manhã, e durante uma parte da tarde, na Sede Campestre do Sesc, no Bairro Alto Petrópolis, à 40ª edição dos  Jogos Municipais dos Estudantes  Excepcionais de Porto Alegre. Como em todos os anos, me emocionei com aquelas carinhas “diferentes” correndo pra lá e pra cá ou apenas sorridentes em suas cadeiras de rodas. Minha emoção não  foi apenas pela presença do meu filho Luciano, com Síndrome de Down, que disputou uma prova de estafeta. Quem tem filho especial sabe o que vale cada gesto que eles fazem, não importa se não são os maiores do mundo, se não são “melhores” do que os outros. 


Arte do Saber na prova de estafetas
  
Luciano é o da frente, de boné
       Felizmente o tempo colaborou. Nos dois Jomeex mais recentes, a chuva atrapalhou bastante. Foi lindo ver aquele cenário, o hasteamento das bandeiras de Porto Alegre, do Brasil e da Apae, ouvir o juramento do atleta e depois acompanhar as disputas. Todo mundo ganhou medalha – ou de primeiro ou de segundo lugar. Professores e escoteiros ajudaram pacientemente aos que tinham mais dificuldades, e o clima de euforia dominou todos os que estavam na sede campestre do Sesc. Nas arquibancadas, pouco mais de uma centena de espectadores, certamente parentes de excepcionais.
 
Nem tudo são flores
Quando me formei em jornalismo, meu grande sonho era ajudar a mudar o mundo para melhor, mostrando o que é correto para que sirva de exemplo, e apontando os erros para que possam ser corrigidos. Por isso, não posso deixar de relacionar as coisas que não me agradaram.
O primeiro aspecto é o fato de que o local dos jogos não é o mais propício para pessoas dotadas de deficiência física e/ou mental. Elogio a disposição do Serviço Nacional do Comércio em ceder o espaço, mas insisto que a topografia do lugar não é a mais adequada. Neste ano, até sugeri que outro local fosse encontrado. O Sesc poderia continuar apoiando de alguma outra maneira.
    Quem conhece o Sesc sabe do que estou falando. Escadas são o que mais tem em uma área cheia de lugares íngremes. Para se chegar ao gramado e à pista, onde as provas se desenvolvem, ou se desce as escadas ou se contorna por um trecho de mais de 300 metros em piso de paralelepípedo irregular que prejudica não apenas os cadeirantes mas também quem tem dificuldade para caminhar.
    Quando cheguei ao local dos jogos, a mais de 500 metros depois do pórtico da sede campestre na Avenida Protásio Alves, até fiquei feliz porque, junto ao gramado havia dez banheiros químicos de um lado e quatro de outro. Quando o Luciano precisou utilizá-lo, notei que só um estava liberado. Depois que avisei a organização sobre os banheiros trancados, saiu a informação de que o pessoal da Apae deveria utilizar apenas os quatro banheiros que estavam ladeando a ambulância. Os outros dez permaneciam lacrados. Foi então que entendi. Os banheiros seriam utilizados na festa de domingo, em comemoração ao dia dos comerciários. Com isso, formaram-se filas naqueles quatro banheiros (afinal havia mais de mil participantes dos jogos). Não sei como estava o banheiro da parte de cima, ao lado do palanque oficial. Mas, para chegar a ele, havia a necessidade de subir as longas e íngremes escadas ou contornar o campo em uma lomba de paralelepípedos.
    Foi nessa ladeira, em direção à lancheria, que vi o sofrimento de Sílvia Regina da Rosa, que empurrava a cadeira de rodas do filho deficiente Mateus. Na verdade, ela não empurrava, segurava com dificuldades lomba abaixo. Para entrar na lancheria, pessoas precisavam descer uma série de degraus para serem atendidas. Para comprar um lanche, dona Sílvia teria de deixar Mateus sozinho na cadeira do lado de fora da lanchonete? Em um tempo que se fala tanto em acessibilidade, isso é inadmissível. Mas os problemas não param por aí. Na lancheria, eram vendidos apenas refrigerantes, água e um tipo de pastel folhado. Iogurte, nem pensar. Se o evento envolvia tantos excepcionais – e muitos deles têm dificuldades para comer algo sólido como sanduíches ou pastéis – como é que não havia iogurtes? Amanhã (domingo), certamente o oferecimento de comida no bar deverá ser farto, afinal, será a festa dos comerciários, gente “normal”. Eu espero sinceramente que no próximo ano, os jogos sejam realizados em outro lugar.
    Sobre a pequena presença dos espectadores nas arquibancadas, eu entendo. As pessoas só se importam com aquilo que as atingem diretamente. Ongs são criadas por quem sofreu tragédias envolvendo seus familiares ou amigos íntimos. Além disso, a imprensa não se interessa muito em divulgar jogos disputados por excepcionais. Enviei material para vários órgãos de imprensa com antecedência, coloquei posts no facebook, Orkut e twitter. Com algumas gratas exceções, nem uma notinha saiu. Talvez eu devesse ter mentido dizendo que haveria, no intervalo dos jogos, uma passeata gay ou de alguma outra minoria. Aí, quem sabe, houvesse mais divulgação.


    Mas o importante é que a festa dos excepcionais foi um grande sucesso. Os alunos, os professores e os parentes voltaram para casa animados. Os excepcionais, com suas medalhas penduradas no pescoço, sorriam e cumprimentavam-se uns aos outros, já pensando no 41º Jomeex.