quinta-feira, 1 de outubro de 2009

UMA POESIA GENIAL DE CLARICE LISPECTOR

"Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...

Clarice Lispector



A grande curiosidade do texto está no fato de que, ao ser lida de baixo para cima, o texto passa a ter o sentido exatamente contrário.


QUEM É A ESCRITORA


Clarice Lispector nasceu em Tchetchelnik, na Ucrânia, no dia 10 de dezembro de 1920 e recebeu o nome de Haia Lispector, terceira filha de Pinkouss e de Mania Lispector. Seu nascimento ocorreu durante a viagem de emigração da família em direção à América. Em 1922, a família chega a Maceió. Haia muda de nome para Clarice. Depois de morar em Pernambuco, Clarice, o pai e a irmã Tana, se mudam para o Rio. Teve seu primeiro conto, Triunfo, publicado em 1940. Trabalhou no jornal A Noite. Casou-se com o colega de faculdade Maury Gurgel Valente, conclui o curso de Direito. Morou em Belém do Pará, Nápolis (Itália), Paris (França), Berna (Suíça) Torquay (Inglaterra). Em 1959, separou-se. No mesmo ano, iniciou uma coluna no Jornal Correio da Manhã, no Rio.
Clarice morreu no Rio, no dia 9 de dezembro de 1977, um dia antes do seu 57° aniversário vitimada por uma súbita obstrução intestinal, de origem desconhecida que, depois, veio-se a saber, ter sido motivada por um adenocarcinoma (câncer) de ovário irreversível.

2 comentários:

Dalva M. Ferreira disse...

Genial mesmo! Preciso conhecer a obra dela...

Dalva M. Ferreira disse...

Obrigada pela visita e pelo carinho, meu querido amigo. Pus o coração naquele texto, e tenho absoluta certeza de que você amou sua Paquita demais demais demais. Ela não teria vivido tanto, sem amor e bons tratos!