sexta-feira, 14 de agosto de 2009

UM EXEMPLO DE JORNALISMO RESPONSÁVEL

Alguns dos jornalistas que conheço usam sua carreira apenas em benefício próprio. Fazem grandes matérias, emitem opiniões controvertidas com o único objetivo de ganharem fama. Não cumprem sua missão de ajudar a melhorar o mundo, combater as injustiças, restabelecer a verdade e impedir que a mentira e a corrupção prevaleça. Mas há, também, jornalistas que se preocupam mesmo com a verdade, que desejam modificar o que está errado e que não têm medo de contrariar os corruptos, os egoístas, os fanfarrões, os oportunistas e todos aqueles que utilizam o poder em benefício próprio e exclusivo.
Um desses grandes jornalistas é meu colega Antônio Carlos Macedo, que apresenta o programa Chamada Geral, na Rádio Gaúcha e mantém uma coluna diária - Chamada das Ruas - no Diário Gaúcho. Seu trabalho dignifica a categoria, e tenho grande orgulho de ser seu colega. Um exemplo do trabalho dele está na coluna de hoje (14 de agosto) no Diário Gaúcho, que tenho o prazer de compartilhar:




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Dedo na moleira
O brasileiro fura fila, passa o sinal fechado, dirige após beber e joga lixo na rua, rios e arroios. Faz gato de luz, água e televisão a cabo. Revende o vale-transporte e o vale-refeição. Mente que está doente para ganhar atestado médico e faltar ao serviço. Compra recibo para abater na declaração de renda.
Dispensa nota fiscal em troca de desconto. Adultera o hodômetro do carro para valorizá-lo na revenda. Nas viagens de trabalho, pede nota fiscal acima do gasto para embolsar a diária. Leva material de escritório da empresa para a família usar em casa. Estaciona nas vagas reservadas a deficientes físicos e gestantes. Compra produtos piratas e pede cadeia para o traficante, mas financia o tráfico como consumidor de drogas
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Fila de corruptos
Faz tudo isso e muito mais. E ainda se escandaliza com a maracutaia patrocinada pelos políticos, como se estes fossem filhos de chocadeiras e não representantes de uma sociedade cheia de mazelas.
O puxão de orelhas, de autor desconhecido, circula na internet, pondo o dedo na moleira de todos que, hipocritamente, cobram dos outros a honestidade que dispensam no seu cotidiano. O alerta não serve de alvará para os escândalos patrocinados dos políticos. Mas mostra que a mudança que exigimos deles deve começar por nós. Pois de nada adianta substituir um corrupto por outro igualmente sequioso para meter a mão no dinheiro público.
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