segunda-feira, 4 de maio de 2009

MAIS DIVAGAÇÕES

Sei que a maioria das pessoas gosta de megalópolis, com grandes edifícios, muita gente, baladas, praias lindíssimas, movimento intenso. Já eu me encanto com cidades pequenas, tranquilas que tenham uma população inteligente, criativa e feliz. Cidades grandes têm grandes problemas, insolúveis problemas.
Cidades pequenas, em sua maioria, conseguem curar suas feridas logo que elas surgem. Um forasteiro com problemas é logo abordado, e o caso é resolvido. Na cidade grande, é imenso o número de pessoas com fome e precisando de ajuda. Eles são ignorados e, como bichos, vão se transformando em bandos. No pequeno município, todo mundo se conhece. Quem pensa em cometer um delito, na maioria dos casos, fica até com vergonha. Na megalópolis, o anonimato permite aos criminosos cometerem seus delitos e se esconderem na multidão.
É claro que, hoje em dia, nenhuma cidade está livre da violência. O crime se expande, viaja e pega todo mundo desprevenido. Mas, mesmo assim, na cidade pequena, desde que não haja preguiça ou conivência da polícia, é mais fácil de perseguir bandidos, que não têm onde se esconder. E os criminosos sabem disso.
Ninguém gosta de tédio. Para evitar isso, moradores criativos de cidades pequenas sem os pontos de diversão constroem seus próprios locais de divertimento. Se podem, viajam, visitam outros locais e depois voltam. Cidades grandes, com arranha-céus e muito cimento, são como jaulas que transformam seres humanos em feras que extrapolam seus sentimentos em jornadas insanas de carros em alta velocidade ou em viagens não convencionais.
Um pequeno poema de Mario Quintana sempre me vem à mente quando eu penso nisso: "Cidade grande, dias sem pássaros, noites sem estrelas."
Não era para ser assim. Quanto maior o número de pessoas comprometidas com a cooperação o trabalho e na contribuição financeira, mais facilidade teria uma cidade. O problema é que o egoísmo, causador da corrupção, e o despreparo de alguns, transformam essa vantagem em prejuízo. O que eu desejava era que nas cidades populosas, todas as pessoas fossem felizes. Para isso, seria preciso mudar o espórito das pessoas. Só a paz e a solidariedade trazem a verdadeira alegria e felicidade. É o que espero para meus netos, já que não tenho esperança de mudanças tão breves.

Um comentário:

Dalva M. Ferreira disse...

Então, amigo... eu conversava ainda ontem sobre isso com uma vizinha. Sou de opinião que, em grandes cidades como a minha, São Paulo, as pessoas se organizam em blocos menores, em subcomunidades, até por questão de sobrevivência. Gente que vem do interior tende a se juntar com seus conterrãneos, e dá a impressão que São Paulo é uma colcha de retalhos. Sobre as cidades pequenas, se não houver a necessária criatividade, o tédio impera, e os vícios, como o alcoolismo, encontram terreno fértil para se expandir. É incrível o número de pinguços que tem nas cidades pequenas... até mães de família tomam a sua cachacinha. Eu vi.