quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

A HISTÓRIA DOS PEÕES QUE VIAJARAM PARA A ARÁBIA

Os dirigentes de uma construtora que tinha obras na Arábia ficaram preocupados porque os operários contratados em outros Estados do Brasil dormiam na ponta da pá ou se deitavam no chão durante o trabalho.
Daí que um especialista sugeriu que constratassem empregados no Rio Grande do Sul, onde o pessoal não é de capinar sentado.

Um emissário foi até a cidade de Bagé, na Campanha, e se reuniu com cerca de 200 operários.
– Vamos pagar bem, mas queremos gente trabalhadora– alertou o emissário.
– Mas bah! Nem te preocupa vivente – respondeu um gaúchão criado nas bandas de Seival.
– É só nos dar um carrinho de mão, uma pá, areia e cimento e nós erguemos um edifício que encosta no céu.
O grupo entrou no avião e se mandou para a Arábia Saudita. Quando chegou a
Riad, o aeroporto estava fechado. A aeronave teve de pousar no deserto.
Ao olhar pras dunas, o gaúchão não se conteve:

– A la putcha! Com esse montão de areia, na hora em que chegar o cimento, a gente tá fodido.

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