terça-feira, 29 de janeiro de 2008

O CASO DO REPÓRTER INVESTIGADOR

Chovia intensamente quando o repórter Milton Galdino e o fotógrafo Ronaldo Bernardi chegaram a uma casa onde havia acontecido um homicídio. Galdino solicitou ao colega para que fosse sozinho ao local do crime e depois lhe passasse os detalhes. Alegou que dali a pouco teria uma reunião com o chefe de polícia e não queria molhar o terno.
Minutos depois, Ronaldo voltou e encontrou o repórter sentado dentro da viatura policial. Contou que ainda não havia pistas do assassino.
– Eu já desvendei o crime, me chama o delegado – pediu Galdino.
Quando o policial chegou, Galdino apontou para a viatura e afirmou:
– O assassino tá ali, no banco de trás.
O delegado não entendeu nada, e o veterano repórter explicou:
– Eu me sentei dentro da viatura e vi o sujeito em pé, embaixo da marquise, tremendo, com os olhos arregalados. Chamei ele, mandei que entrasse no carro. Ele veio, pensou que eu era polícia. Perguntei por que ele tinha matado o cara, e ele entregou logo o jogo. Tinha se desentendido por causa de uma dívida e o atingiu com uma facada.
Na verdade, Galdino estava entediado por esperar. Aí resolveu aguardar no carro da polícia. Foi então que teve a idéia de brincar com o sujeito que estava na marquise. Acabou resolvendo o caso sem querer.

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